A PlayArte acaba de divulgar o trailer legendado em português de Naruto: The Last Movie e que em breve também terá uma versão dublada.
O filme chega dia 28 de Maio nos cinemas brasileiros, apenas com cópias dubladas.
Sinopse: A história se passa dois anos depois da batalha entre Naruto e Sasuke e o longa vai além da trama original já conhecida e marca a conclusão épica do anime. Quando a lua está se aproximando da Terra ameaçando-a com uma chuva de gigantes meteoritos, Naruto e seus amigos, Sakura, Shikamaru, Sai e Hinata, são os únicos capazes de salvar o planeta deste desastre natural. Mas, além disso, Toneri Otsutsuki, um descendente de Kaguya Otsutsuki, volta a assombrar Naruto quando aparece com um exército pronto para atacar.
Suisei no Gargantia foi um ambicioso projeto da dupla Kazuya Murata (Eureka Seven) e Gen Urobuchi (Psycho-Pass, Fate/Zero) e que apesar das boas críticas, não conseguiu se manter para uma continuação animada, ou seja, uma segunda temporada.
Os problemas não foram relatados – tudo indica que seja a falta de $$$ – mas pelo que se sabe, resolveram abolir a ideia de fazer uma sequência animada e partirão para a light novel. Esperamos que ao menos tenhamos a história de Urobuchi, que fez um trabalho impecável nas novels com Fate/Zero e Black Lagoon.
Por ora, as informações é de que Terra é a palavra chave deste desfecho e que a segunda parte da série de OVA Suisei no Gargantia ~Meguru Kouro, Haruka, sairá dia 25 de Maio.
Se você já acompanha o SUCOdesde os primórdios, já sabe que o cosplay sempre esteve presente em nosso barco. O cosplay encanta com suas cores, embelezam os eventos e não importa se o dia está com um tempo de chuva ou aquele sol escaldante: O cosplayer estará lá, firme e forte, mostrando sua dedicação na criação e interpretação de seu personagem favorito.
Como se deu a origem desta prática e terminologia? Se procurar nas interwebs, vai encontrar que os primeiros cosplayers apareceram em 1939 no Worldcon e o termo cosplay foi criado bem depois, nos anos 80. Mas podemos ir um pouquinho além, pois para quem considera que prática de “cosplayzar” vai além do “se fantasiar”, é interessante conhecer um pouco de suas raízes.
A Máscara
Você já deve ter se deparado com diversos filmes de época em que o famoso Baile de Máscaras demonstrava a elite burguesa de uma certa cidade ou reino. Antes de ter todo esse clima de “high society”, as máscaras já desempenharam diversos papeis, e falo de tempos que remontam a 30 mil anos atrás.
Usada em celebrações e ritos de passagem pelos povos antigos, foi utilizada no Egito antigo com o intuito de demonstrar a passagem para a vida eterna e na China para afastar os espíritos malignos. Foi então só em meados do século XV que as máscaras saíram dos cultos religiosos e da adoração ao ser divino, para começar a entreter as civilizações, como o Bobo da Corte e como um acessório para os carnavais de Veneza.
O Baile de Máscaras no Séc. XIV (National Endowment For The Humanities)
Masquerade Ball
Quando acontecia o Carnaval de Veneza lá pelo século XV, todo mundo queria sair para a rua para curtir e beber, inclusive a nobreza. Para se camuflarem e não chamarem a atenção, a utilização das máscaras começou a ser uma forma mais apropriada para este tipo de curtição. E aí que fica interessante: Com máscaras, você não conhecia a pessoa, não sabia seu sexo e muito menos sua posição social, porém, apesar de esconder seus rostos, as máscaras também evidenciam a personalidade por trás delas.
Devido a este crescimento de sua utilização – principalmente pela elite – a máscara veneziana acabou virando parte da economia local e uma peça de vital importância, dando origem também aos que criavam tais máscaras, os Maschereri. Este movimento das máscaras ganhou tamanha força, conquistando toda a Europa no século XVI e XVII, chegando até mesmo ao Brasil na época colonial.
Tá, até aí tudo bem quanto ao se caracterizar (costume). E quanto ao play?
Além da premissa de que o carnaval seria uma festa onde o seu “eu social” fica em casa, a pessoa de certa forma “encarnava” todos aqueles impulsos e sentimentos reprimidos. Outra questão é de que havia também diversas fantasias inspiradas em ícones históricos, como o Médico da Peste (Medico della peste), onde médicos utilizam uma máscara contendo um grande bico, contendo diversas misturas e especiárias para conter a catastrófica doença da época. Claro, cada Maschereri – que podemos até comparar com o cosmaker – dava seu toque especial a sua criação. *Vide imagens acima*
Travessuras ou Gostosuras
Junto com o carnaval, dá pra falar de mais uma grande festividade de âmbito mundial e com caracterizações: O Halloween!
Também chamado de Dia das Bruxas, suas origens remontam com referências a rituais Celtas na época de colheita e fertilidade, denominada Samhain, praticadas 600 a.C. Desde lá já se utilizava peças de roupas e acessórios para auxiliar no rito, passando por diversas evoluções e abordagens socio-religiosas diferentes.
O que é importante citar, foi que no início do século XX a primeira criança a utilizar fantasia e com o advento do cinema, principalmente na década de 20 e 30 onde diversos filmes de cunho sobrenatural começaram a surgir e criaturas icônicas (vampiro, lobisomem, bruxa, etc) passaram a ser referência na caracterização para o Halloween. Foi aí que a popularização das “crianças da vizinhança praticam o Travessuras ou Gostosuras” ganhou força.
Antiga máscara Irlandesa, remontando no começo do século XX.
Das Ruas a Convenção
Então já sabemos que já tem muito tempo que as pessoas se caracterizam em comemorações e festividades, seja com criações próprias, históricas ou mesmo do imaginário. Mas quando foi que esta prática se tornou um hobby e deixou de ser uma ação apenas para dias específicos?
Foi então que em 1939, na saudosa Nova Iorque acontecia o Nycon I ou também conhecido como o primeiro Worldcon (World Science Fiction Convention), talvez o evento mais NERD-ever que já aconteceu. Para citar alguns participantes, lá estavam: John. W. Campbell (principal figura da Idade de Ouro da Ficção Científica), Isaac Asimov (Trilogia da Fundação) e do ilustrador de pulp fictions – em especial Amazing Stories – Frank R. Paul.
Forrest J. Ackerman e Myrtle R. Douglas (Morojo) em suas futuristicostumes (Via Costume.org)
Em meio que aos 200 participantes do evento, eis que aparece um casal de fanzineiros, um “tal de” Forrest J. Ackerman e sua namorada Myrtle R. Douglas, fantasiados e que logo ele denominou de sua prática como Futuricostume, onde ele se caracterizou como um viajante espacial e sua esposa com um traje referente ao filme ‘Daqui a Cem Anos‘, baseado na obra de H.G. Wells. E mais, sua namorada Myrtle – também conhecida como Morojo – foi quem confeccionou tais fantasias!
A presença dessa dupla foi um divisor de águas para a caracterização moderna. Até hoje, Ackerman e Morojo são considerados os precursores desta prática, tanto que no evento do ano seguinte do Worldcon, dezenas de pessoas passaram a se caracterizar como seus personagens favoritos de seus livros de ficção e foi aí que aconteceu o primeiro concurso “cosplay” do mundo, e sim, com apresentações com intuito de entreter a quem assistia; *Mas ok, ele ainda era chamado de ‘Masquerade’, em referência aos bailes de máscaras que aconteciam outrora.
Isto foi o estopim para que pessoas passassem a se caracterizar com figuras que iam além dos humanos da ficção: Monstros, mutantes, alienígenas começaram a aparecer entre os caracterizados no evento. Até que o termo Masquerade evoluiu para costuming, fan costuming e chegou ao que temos hoje, o cosplay em 1984. Mas aí, é papo para outra história!
Espero que tenham gostado da matéria e se liguem que em breve estarei continuando esta história até os dias de hoje ^^
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Apêndice e Bônus
A máscara mais antiga do mundo…Tem mais de 9 mil anos e sim, parece um smile.
(Musée de la Bible et de la Terre Sainte)
Uma coleção de máscaras chinesas…Que se parecem máscaras de super sentais!
Imagem Divulgação
O Baile de Máscara em Veneza…
Via Walks of Italy
Acontece até os dias de hoje!
2008, Imagem Divulgação
E chegou até o Brasil
Baile de máscaras no Teatro Lírico do Rio de janeiro em 1883
As primeiras caracterizações do Halloween começaram no início do século passado…
Bloodborne From Software/SCE Japan Studio PS4 RPG de Ação Março, 2015
NÉCTAR DOS DEUSES
A primeira coisa que me veio à cabeça quando comecei a escrever essa análise foi uma cena do filme “O Conselheiro do Crime” (2013), onde o personagem vivido pelo ator Michael Fassbender procura um vendedor de diamantes, que lhe fala que os diamantes, na verdade, são medidos por suas falhas.
Assim como o diamante em uma bela joia, Bloodborne tem suas falhas, mas elas não diminuem o seu brilho e valor. Afinal, tal como os diamantes, quais jogos, por melhores que sejam, não tem suas falhas?
Produzido pela mesma parceria entre From Software e Japan Studios da Sony, que trouxe Demon’s Souls ao Playstation 3, Bloodborne é o novo jogo de Hidetaka Miyazaki e pode ser considerado um sucessor espiritual do aclamado Dark Souls.
Bloodborne (screenshot, Imagem Divulgação)
Horror em Yharnam
Fugindo do clima de fantasia medieval de Demon’s e Dark Souls, Bloodborne apresenta uma ambientação gótica vitoriana, mas não menos sombria que seus antecessores.
Muito embora se trate de um RPG de ação, concordo com Jim Sterling ao afirmar que Bloodborne possa ser facilmente encaixado no conceito de survival horror. O clima é sempre tenso, os inimigos são assustadores e te pegam de surpresa, seu personagem é frágil, e a história segue uma linha de horror.
Tudo isso faz com o que o jogador fique sempre tenso e apreensivo, nervoso para continuar em frente, pois nunca sabe o que espera em cada esquina e cada batalha é uma luta pela sobrevivência, já que até o menor dos inimigos pode acabar com seu personagem com poucos golpes.
O jogo se passa na cidade de Yharnam, um lugar famoso por um antigo remédio, para onde peregrinos viajam em busca de cura para uma doença.
Bloodborne (screenshot, Imagem Divulgação)
Em Bloodborne, o jogador controla um caçador, que é criado e customizado por ele no começo do jogo. O sistema de customização do jogo é bem complexo, no qual o jogador pode, além de escolher o sexo e a classe, modificar completamente a aparência do personagem.
Embora o sistema de customização seja extremamente complexo (detalhado), há alguns modelos predefinidos e o jogador pode escolher uma base e modificar apenas alguns dos elementos mais básicos, como cabelo, barba e óculos.
Assim como os demais jogos “souls”, após a criação do personagem o jogador é lançado no mundo hostil de Yharnam sem qualquer direção ou explicação.
Porém, o design do jogo é inteligente, e o seu começo é mais linear, tranquilo e pode ser levado como um tutorial, mas sem telas de comando e alguém te dizendo o que fazer: um tutorial onde o jogador aprende sozinho, apenas jogando.
Em relação à história, o jogo também segue a forma de narrativa indireta dos jogos “souls”, porém, em Bloodborne, é um pouco mais direta que em seus antecessores, com a inclusão de algumas poucas cutscenes, mas ainda são poucos NPCs, cujos diálogos são, na maioria das vezes, enigmáticos e não muito explicativos.
A grande fonte de informações do mundo em que o jogador se encontra são os itens, cujas descrições fornecem dicas e informações sobre a história do jogo.
Apesar de que, à primeira vista, esse tipo de narrativa possa parecer vazia e confusa, é na verdade uma decisão de design muito interessante, que faz o jogador preencher os vazios e ligar a história.
Isso tudo leva a comunidade do jogo a discussões interessantíssimas na internet, com troca de informações a respeito de personagens, chefes e sobre o mundo em volta de Yharnam. É sempre gostoso participar desses tópicos e descobrir novas visões sobre o jogo. É uma sensação de conquista a parte quando o jogador descobre a ligação de um chefe com o lugar em que ele se encontra, e a posição dele na história do jogo.
É interessante também que a história, por volta da metade do jogo, vai por um caminho bem diferente do que eu imaginava pelo material de divulgação, tomando um rumo muito interessante em direção a um dos clássicos do horror, (que não vou falar para evitar spoilers), mas que me agradou muito e combinou com o clima de terror do jogo.
Bloodborne (screenshot, Imagem Divulgação)
Sangue, Sangue em todo lugar
Em relação à mecânica de jogo, Bloodborne não foge muito ao estilo de seus antecessores, mas apresenta algumas novas mudanças que acabam alterando significativamente a forma de jogar.
O básico continua o mesmo: é um RPG de ação no qual o jogador tem controle do personagem, usa armas brancas como forma principal de ataque, cada arma tem dois tipos de ataque, forte e fraco, é possível se esquivar dos ataques através de um botão que faz seu personagem saltar para trás ou para os lados, ou rolar no chão.
Porém, em Bloodborne não há armaduras pesadas e nem escudos, de forma que o combate passa a ser mais ativo e agressivo que os jogos da série “souls”. Contribui para a dinâmica de combate o novo sistema de regeneração – ao perder vida, o jogador tem uma janela de tempo no qual cada golpe que acerta no adversário recupera parte do dano recebido.
Outra novidade é a adição de armas de fogo. Elas funcionam como uma arma secundária e tem como objetivo controlar os inimigos e não causar danos. Acertando o tiro, o inimigo fica atordoado, acertando o tiro quando o inimigo está prestes a atacar permite iniciar o chamado “ataque visceral” que funciona como o riposte do Dark Souls, onde o jogador causa uma quantidade massiva de dano ao adversário.
As armas em Bloodborne são mais escassas e aparecem em menor quantidade. Em contrapartida, cada arma é única, e possui dois modos distintos que podem ser alterados ao apertar um botão, inclusive formando combos no meio do combate.
Em boa parte das armas, as diferenças são basicamente na velocidade do ataque e no alcance. O cutelo serrado, por exemplo, funciona como uma pequena serra que tem um alcance curto, mas uma velocidade rápida de ataque. Ao apertar L1, ele se transforma em uma lâmina com haste que aumenta o alcance, porém os ataques se tornam mais lentos.
Há também algumas armas que possuem funções diferentes, como uma que, ao se transformar, o ataque rápido é substituído por um tiro de arma de fogo, ou outra arma que não se transforma, mas que ao apertar o botão ela recebe um buff de dano e o jogador passa a perder vida com o tempo.
Muito embora um número menor de armas perca um pouco a graça de busca por loot, a forma única de cada arma compensa o número e torna agradável a experimentação para encontrar a que lhe agrada mais.
Com isso, o combate de Bloodborne é extremamente satisfatório e recompensador. A agilidade no combate e as armas dinâmicas, bem como a possibilidade de uso das armas de fogo, fazem de Bloodborne um jogo muito agradável de se jogar, ainda mais que os seus predecessores.
Bloodborne (screenshot, Imagem Divulgação)
As mecânicas de RPG também permanecem em Bloodborne. Porém, os atributos foram reduzidos e estão bem mais enxutos. Embora menos complexo, a redução dos atributos é bem vinda e torna mais simples a progressão do personagem, diferentemente de Dark Souls II, que possuía atributos demais, sendo que alguns ficavam de fora de todas as builds.
Igualmente, as almas foram substituídas pelos ecos de sangue, mas apenas na nomenclatura. Os ecos de sangue continuam servindo como moeda de troca e como experiência do personagem. Ao morrer, todos os ecos de sangue são perdidos pelo personagem e ficam em uma poça de sangue no chão, tal como em Demon’s e Dark Souls.
Após a morte, o jogador tem uma chance de recuperar os ecos perdidos, chegando ao local da morte e encontrar sua poça de sangue. A novidade em Bloodborne é que os ecos de sangue podem ser capturados por um inimigo, que fica com os olhos brilhando. Para recuperar os ecos perdidos, o jogador deve derrotar aquele inimigo.
Porém, caso o jogador morra novamente no caminho, os ecos deixados são perdidos para sempre. A mecânica pode parecer intimidadora a uma primeira análise, e, de fato, adiciona mais um grau de tensão ao jogo, porém ecos de sangue podem ser facilmente obtidos ao matar inimigos. Com um pouco de calma é possível recuperar a experiência perdida matando inimigos, de forma em que a morte, de forma alguma, impedirá o jogador de progredir, ou o deixará sub-evoluído pelo resto do jogo.
Por fim, Bloodborne também traz como novidade as Masmorras dos Cálices. Elas são dungeons geradas aleatoriamente através de programação procedural. Ao conseguir cálices no jogo principal, o jogador poderá utilizá-lo para fazer um ritual e gerar uma masmorra. A cada ritual é criada uma masmorra diferente, que podem ser compartilhados com outros jogadores através de um código chamado de “glifos”.
Por serem aleatórias, é de se esperar que as Masmorras dos Cálices tragam um maior fator replay ao jogo, porém, pela minha experiência, essas dungeons acabam muito parecidas umas com as outras, utilizando sempre a mesma estrutura, o que acaba sendo cansativo.
Mas por serem opcionais, a semelhança entre elas não estraga o jogo. É interessante para caso o jogador queira procurar algum item, ou buscar um novo motivo para matar as criaturas sombrias do jogo, mas caso o jogador resolva deixar de lado e prosseguir apenas na campanha principal, não irá perder muita coisa.
Os únicos problemas de verdade com o jogo são as quedas de frames e as telas de loading. Em relação às quedas de frames, elas existem sim, mas não são tão frequentes. Mas o que me surpreendeu foi ver vídeos de análises de outros sites que mostram uma queda de frames constantes. Isso não ocorreu durante meu tempo com o jogo.
Talvez porque, no momento da análise da mídia, ainda não tivesse saído o patch de correção que já existia quando joguei. Isso seria uma explicação plausível para o ocorrido, mas de qualquer forma, durante todo meu tempo com o jogo, os slowdowns não foram constantes e nem um problema significativo.
Já as telas de loading, infelizmente, são um problema mais frequente. Não há carregamento entre as áreas, e uma vez que o jogador começa a jogar, não há telas de carregamento até que ele morra ou se teletransporte para o Sonho do Caçador. Nesses casos, há uma tela de loading longa, que passa dos 30 segundos cada, no qual aparece apenas a logo do jogo.
O problema é que as mortes são constantes, e o tempo de espera até voltar à ação pode quebrar um pouco o clima. Isso também é um problema na hora de “farmar” itens ou ecos de sangue. Os inimigos somente dão respawn quando o jogador morre, ou volta para o Sonho do Caçador. Caso o jogador não deseje morrer, ele deve caminhar até uma lanterna, voltar para o HUB do jogo, passando por uma tela de loading, e voltar para a lanterna desejada, passando por outra tela de carregamento.
Tais problemas não chegam a tirar o brilho do jogo, mas podem incomodar alguns jogadores mais exigentes. A notícia boa é que a empresa já se pronunciou sobre o assunto e está preparando um patch para diminuir o tempo de carregamento e melhorar a performance. É possível que isso deixe, inclusive, de ser um problema em um futuro próximo.
Bloodborne (screenshot, Imagem Divulgação)
Apenas vá lá matar algumas bestas,
é o que os caçadores fazem
Provavelmente o que mais me atraiu na série “souls”, quando joguei Demon’s Souls pela primeira vez, em 2009, foi o sistema de combate. Os personagens eram frágeis, sim, o mundo era cruel e cheio de armadilhas, mas o jogador habilidoso poderia se esquivar de todos os golpes, e com bastante atenção, era possível desviar das armadilhas.
Bloodborne segue na mesma linha. Ele é cruel e opressivo, mas o jogador sempre tem as ferramentas para sobreviver. Em troca, o jogo exige do jogador comprometimento e perseverança para dominar o sistema de combate e continuar tentando quando parece impossível continuar.
Por conta disso, Bloodborne não pode ser considerado um jogo para todos.
Porém, os que se entregarem completamente ao jogo serão recompensados com uma das mais satisfatórias experiências em um videogame. Irão encontrar uma atmosfera densa, um clima de horror e um mundo inóspito que irá te matar inúmeras vezes. Mas que cada desafio superado será recompensado com um sorriso no rosto e uma sensação sem igual de satisfação.
No fim, se Bloodborne superou Dark Souls ou não, é uma questão pessoal, mas uma coisa é certa: Bloodborne é, finalmente, o jogo que faz valer a pena a compra de um Playstation 4.
Mais uma premiação de mangás no Japão, e agora da editora Kodansha.
São 14 títulos que concorrem em 3 categorias, Shounen, Shoujo e General Manga. Como podem ver, não há mais a categoria ‘Best Children Manga’, ou seja, a categoria de Melhor Mangá Infantil. De certa forma, ela quis resumir as duas demografias mais vendidas e colocar seinen, josei e kodomo numa só.
A previsão é que os grandes vencedores sejam anunciados no dia 12 de Maio.
Shounen
Nanatsu no Taizai Nakaba Suzuki
Weekly Shounen Magazine (Kodansha)
DAYS Tsuyoshi Yasuda
Weekly Shounen Magazine (Kodansha)
Continuando com a série de matérias especiais nesta sema Tokyo Ghoul aqui no SUCO, trazemos para vocês o spin-off que saiu na Weekly Shonen Jump, em 2014.
O one-shot de um pouco mais de 30 páginas, tem arte e roteiro do criador original da série, Sui Ishida e mostra como Juuzou Suzuya e Hanbee Abara confrontam um grupo de ghouls, denominados ‘Skull Mask’.
A Dupla
Juuzou Suzuya em Tokyo Ghoul: Joker (Imagem Divulgação)
Juuzou Suzuya
Este aqui dispensa comentários não é mesmo? Um dos personagens mais carismáticos da franquia de Sui Ishida, divide cena com o grandalhão do Abara. Com seu corpo leve e frágil, é um dos mais versáteis investigadores ghoul da CCG e como de praxe em personagens “pequenos”: Carrega uma imensa foice, o Quinque13’s Jason <3.
O bacana é que no one-shot o contraponto entre os dois personagens principais é bem escancarado. Enquanto Suzuya, investigador de Primeira Classe, não tem medo de nada e demonstra muita atitude – vindouro dos maus tratos que sofreu – temos Abara ainda em “formação” e se auto-descobrindo para suas ações. É interessante ver Juuzou em liderança, invertendo o papel que temos na série clássica, onde Shinohara era a frente de investigação.
Hanbee Abara
Voltando ao contraponto, temos aqui um personagem gigantão com seus 1,90m e junto com Juuzou, investiga os casos da CCG. Apesar de sua aparência assustadora – tipo Slender sem iris nos olhos – ele tem habilidades bem bacanas como os sentidos aguçados. Enquanto lemos, é bacana estar com o ponto de vista nele – já que ele é o protagonista da obra – já que podemos sacar os cheiros e até mesmo a respiração das pessoas em volta.
Como dito, parece que sua personalidade ainda está em formação e ele se julga um investigador não “totalmente” completo, ainda. Porém, é bem nítido que a dupla Hanbee e Juuzou funciona muito bem junto. Outro fator que o deixa com um character design bem bacana, é a utilização da katana, picando todos os ghouls que vê pela frente.
Hanbee Abara em Tokyo Ghoul: Joker (Imagem Divulgação)
Skull Mask
A trama começa com ataques de ghouls que utilizam máscaras de caveira. E já na primeira cena, o combate come solto com a dupla e o bacana é que já sacamos a experiência de Juuzou, que já manda um sermão para Hanbee não dar as costas para os ghouls.
Até aí tudo bem, e a história segue simples, linear, um ponto favorável para um one-shot. O interessante é que, dá pra se pensar em ter diversos one-shots como esses, com pequenos casos da CCG. Imagina o quanto de personagens dá pra se trabalhar com isso?
Como na série normal já temos um trabalho do passado de Juuzou, o foco aqui é com Hanbee, até mesmo porquê, ele é o ponto de vista dos acontecimentos do mangá. Basicamente, Joker se desenvolve com um plot de investigação criminal, culminando num desfecho bem interessante.
Juzzou Suzuya em Tokyo Ghoul: Joker (Imagem Divulgação)
Dinâmica
Já sabemos que Sui Ishida manda muito bem nas ilustrações, dando todo um clima gore – mesmo saindo na Shounen Jump. Mas o destaque aqui é para a dinâmica, onde não há respiro e a obra a todo momento se mostra muito interessante.
Há alguns pontos em que o autor trabalha, além do universo de Tokyo Ghoul. Uma delas é uma abordagem ao abuso de mulheres em metrôs, a tal ação do “groping“, que em paralelo também tem um desfecho ao plot principal. Outro trabalho, um pouco mais subjetivo é quanto aos sentimentos de Juuzou, onde há um certo momento em que ele demonstra ainda ter uma faísca de compaixão. Tudo isso em 33 páginas!
Estará acabado até eu contar 13…
Tokyo Ghoul: Joker é recomendado a todos os amantes da série e é bacana você ter lido o mangá ou no mínimo assistido a primeira temporada da série animada para poder curtir melhor. Para a galera que anda lendo a continuação RE, também é de vital importância, junto com o outro spin-off Jack. Todos agregam um valor de background bem interessante à série.
Tokyo Ghoul: Joker na Weekly Shonen Jump (Imagem Divulgação)
E ontem foi um dia de mais novidades com o novo Henshin Online, onde o gerente de conteúdo Cassius Medauar e o Marcelo Del ‘Mito‘ Grecco, falaram sobre as novas aquisições da JBC, que chegam ainda este ano. Algumas novidades da JBC também estão no vídeo, ressaltando a utilização de novos formatos, como o ‘BIG’, onde unirão dois tankobon num só. E ainda prometeram mais coisas em breve!
Kill La Kill
Marcelo Del Grecco estará tomando conta do selo Ink Comics e um dos títulos que vem para entrar no catálogo é o mangá de Kill La Kill. Com arte de Ryou Akizuki e roteiro de Kazuki Nakashima, foi lançada na Young Ace em 2013 e terminou agora em março com 3 volumes.
“Ryuko Matoi, a “mulher com a espada de tesoura”, viaja o mundo à procura de pistas sobre a morte de seu pai.”
Volume 1 (Imagem Divulgação)
Another
É com muito prazer que o #BELLAN anuncia mais um título de light novel aqui em nossas terras. Como já dito em nossa matéria do Ressaca Friends – AQUI – só não saem mais títulos, pois de fato não vende. Então, vamos torcer para que este tenha uma boa repercussão com o público, para que assim possamos ter mais livros de nossos animes preferidos.
Depois de lançamentos de light novel de Rurouni Kenshin e Death Note, teremos a obra de Yukito Ayatsuji, lançada pela editora Kadokawa em 2009. O livro Another acabou originando o mangá, e depois a série animada e posteriormente o live-action. Para quem não se lembra ou perdeu, a editora JBC também trouxe o mangá em 4 edições da série para o Brasil.
Tudo começa com uma historia contada pelos alunos do Colégio Yomita: há 26 anos, havia um aluno chamado Misaki que, desde o primeiro ano, era uma pessoa querida por todos ao seu redor, bom aluno e ótimo atleta. as no terceiro ano ele caiu na turma 3-3 e perdeu a vida em um acidente.
Os colegas de Misaki, sem saberem como lidar com a morte repentina do amigo, decidiram “fingir que Misaki estava vivo”. Porém, no dia da formatura… na hora que a foto da turma 3-3 reunida foi revelada, Misaki estava presente. Foi aí que tudo começou.
Agora, o recém transferido Koichi, terá que descobrir quem é a misteriosa aluna de tapa-olho e o que se esconde por trás dessa história toda em uma trama envolvente e com grandes reviravoltas.
Já de cara, quando assisti o primeiro episódio de Tokyo Ghoul, veio em mente a finada série da HBO, True Blood.
Não só pela questão de criaturas sobrenaturais ou de que a raça humana não é mais o topo da cadeia evolutiva/alimentar, mas também na questão da psicologia e sociedade em que ambas as séries demonstram, com algumas similaridades entre as duas.
Adianto que, esta matéria não vai instigar você a assistir uma ou outra. Ela é apenas um “comparativo” mesmo, já que além de estarem em diferentes mídias, cada uma faz parte de um nicho específico. Mas vamos lá!
O Sangue Nosso de Cada Dia
Tokyo Ghoul (Imagem Divulgação)
De Tokyo Ghoul: A série animada é uma adaptação do mangá de Sui Ishida. O mesmo já terminou lá no Japão e recentemente ganhou uma continuação, denominada RE. Quanto a animação, ela é produzida pelo estúdio Pierrot e assinada com a direção de Shuhei Morita, que já até concorreu ao Oscar de 2013 com o curta ‘Possession‘. Por ora, são duas temporadas e um OVA que está para sair ainda este ano, contando o spin-offTokyo Ghoul: Jack.
A história de Tokyo Ghoul, a princípio é bem simples; Ken Kaneki é um garoto fissurado em leitura e após sair com uma garota que encontra em uma cafeteria, e ser atacado e mordido pela mesma, escombros caem em cima do jovem, deixando-o em um estado crítico. Após passar por uma cirurgia e transplante de órgãos, ele descobre que a garota que o atacou era um ghoul (tipo um carniçal) e queria comê-lo! E tem mais, os órgãos transplantados para seu corpo eram dela, o que o fez se tornar um meio-ghoul!
De True Blood: Baseado na série de livros de Charlaine Harris, Sookie Stackhouse, True Blood de Alan Ball (A Sete Palmos) ganhou destaque na mídia por trabalhar muito bem satirizações, metalinguagens e tudo num contexto de fantasia que a série continha. Foram sete temporadas, exibidas aos domingos entre o ano de 2008 e 2014.
A trama de True Blood se desenvolve na pacata Bon Temps, em uma época que os japoneses desenvolveram um sangue sintético para que os vampiros pudessem viver dentro da sociedade humana. É nessa pequena cidade que vive Sookie, uma garçonete de uma lanchonete que tem um poder sobrenatural de ouvir o que as pessoas pensam, menos dos vampiros e é com um deles, Bill Compton com seus 173 anos, que ela se relaciona e diversos problemas e aventuras se tornam rotina em sua vida.
True Blood (Imagem Divulgação)
Vivendo entre humanos… ou não
Podemos dizer que a sociedade de True Blood está um passo à frente de Tokyo Ghoul. Enquanto que na primeira, os mordedores vivem em uma certa comunhão – mesmo que ainda exista alguns grupos que repudiem esta espécie – os humanos de Tokyo Ghoul ainda não aceitaram viver em conjunto com os carniçais.
Como na obra de Sui Ishida ainda não há uma “carne sintética” e os ghouls não vão viver de café e água eternamente, esta sociedade em união estável está longe de acontecer. Seria este um dos meios para acabar com os crimes de assassinato e canibalismo na conturbada Tóquio?
Humanidade x Sanidade
Touka, Tokyo Ghoul (Imagem Divulgação)
Ambas as criaturas, tanto vampiros e ghouls, sentem fome e se não se alimentarem de acordo, o corpo reage de forma cada vez mais bestial, mas isso, se tratando da fisiologia de cada uma das espécies. E se colocarmos a questão psicológica?
Sempre há os dois lados da moeda e as duas séries tratam muito bem a relação de humanidade. Há vampiros e ghouls que gostariam de ser humanos e vice-versa também, o que pode levar a crer que não há uma unilateralidade da persona. Vamos agir de acordo com o senso comum do meio. Desta forma, dá pra citar Touka em querer cursar a faculdade ou mesmo o vampiro Bill, que até prefeito se torna.
Meio Ghoul / Meio Fada
Quanto aos protagonistas, temos algo bem em comum. Enquanto Kaneki acaba virando – por ironia ou não – um meio-ghoul, temos a protagonista da série vampiresca, Sookie, uma meio-fada, ou pelo menos algo próximo à isso. Com esta questão, ambas as séries conseguem trabalhar os dois lados, um com o ponto de vista comum e corrente, e do outro, o sobrenatural.
Além do crescimento e força dos personagens principais, parece que uma coisa nunca dá certo: O relacionamento. Enquanto Kaneki tem aquele “dilema do ouriço”, bem característico e próximo ao de Shinji Ikari de Evangelion, Sookie está rodeada de machões sobrenaturais de toda espécie, praticamente um harem-invertido. Mas nunca um ou outro conseguem ter uma relação duradoura com outro alguém, e nem digo quanto a questão afetiva, de amizades mesmo.
Anteiku x Fangtasia
Já que Tóquio é uma grande metrópole, nada mais justo que ter um “líder” ou chefe de bando para cada um dos distritos da cidade. Com True Blood não é muito diferente, porém eles utilizam um sistema próximo que o da sociedade humana, e normalmente são denominados Xerifes.
Desta forma, as organizações conseguem mensurar quais são os habitantes sobrenaturais de cada região e também ter um controle para que não vire um caos de uma guerra. Da mesma forma que temos alguns vampiros ou grupos de vampiros que se abstêm do sangue humano, vivendo apenas do sangue sintético, a cafeteria Anteiku é um exemplo de que é possível viver próximo aos hábitos humanos, sem se alimentar de suas carnes.
V x Kagune
A raça humana sempre quer dar um jeito de estar por cima e não é por menos: No mano a mano, ela não teria nenhuma chance com um ghoul ou vampiro. É aí que em Tokyo Ghoul, a organização especial CCG utiliza dos mesmos “poderes”, o tal do Kagune, uma espécie de órgão-sangue que os ghouls utilizam em combate.
True Blood não fica muito atrás, e valioso tanto quanto o sangue dos humanos, o V – ou sangue dos vampiros – é uma espécie de droga que dá “super poderes” a quem usa. Além da pessoa ganhar mobilidade, sentidos aguçados e até mesmo augúrios, o fator de regeneração do corpo é acelerado. Não há de se espantar que também há grupos que caçam vampiros na série.
Tokyo Blood
Basicamente, são estes os pontos em comum mais evidentes entre as duas séries. Mas com certeza, se você assistiu uma e viu a outra, há diversas coisas em comum, em menor escala. Este é um exercício interessante, especialmente para quem curte referências.
E é isso ae! Qualquer sugestão, só falar aí. Finalizo com a melhor abertura das séries EVER. E com relação a música, as duas mandam muito bem! 😀