Divulgado no Twitter oficial da franquia, o filme Evangelion 3.0+1.0 finalmente teve sua data de estréia revelada: 27 de junho de 2020, mas a data é apenas para o território japonês.
O filme que tinha previsão de estréia para o mês de março, até o momento não recebeu data de lançamento em outros países. Abaixo você pode conferir o pôster de divulgação:
Evangelion 3.0+1.0 será o quarto e último filme da tetralogia intitulada Rebuild of Evangelion, que é baseada na série original Neon Genesis Evangelion.
Já é um fato conhecido que o Japão não é um país de maioria católica e têm poucos fiéis da religião, cerca de 1% da população. Mas eles não comemoram o Natal? Bom, não do jeito ocidental.
O Natal não tem um sentido religioso ou de reunir a família para comer uma ave gorda que foi ao forno com acompanhamentos infames como arroz com passas. O Natal do Japão é focado na beleza da decoração e no clima romântico, nem mesmo é feriado e tudo funciona normalmente no dia.
Parece que durante a época das festas, o Japão vai na direção contrária dos países ocidentais, já que o Natal é uma data para se encontrar com os amigos ou sair em casal para aproveitar as festas, enquanto o Ano Novo é motivo para reunir as família, visitar os templos e entrar no Ano Novo aproveitando uma bela ceia farta.
O Natal japonês tem suas próprias características, basicamente é muita decoração e belas iluminações, misturado com comidas que remetem aos EUA e muito romantismo. Confira as tradições de Natal que tornam o Natal no Japão tão único.
KFC: A Ceia de Natal Japonesa Oficial
Todo natal, cerca de 3,6 milhões de famílias japonesas compram sua “ceia” no KFC – Sim, o fast food de frango frito. De alguma forma, essa é a maior tradição do espírito natalino japonês. A demanda é tão grande que as pessoas começam a fazer pedidos do menu especial de natal 6 semanas antes. E a fila de espera no dia do Natal é tão longa que pode durar horas.
Tudo começou com Takeshi Okawara, o gerente do primeiro KFC do país. Logo depois de inaugurar em 1970, Okawara teve a idéia de vender “baldes de festa” especiais para o natal depois de ouvir vários estrangeiros reclamando que sentiam falta da comida típica durante essa época.
Menu de Natal do KFC
Em 1974, o KFC pôs em ação seu plano de marketing nacional (Kentucky para o Natal). A propaganda deu tão certo que Okawara ascendeu rapidamente na empresa até chegar ao cargo de CEO do KFC do Japão, entre 1984 e 2002.
O Balde de Festa se tornou um fenômeno nacional quase que instantaneamente, sendo que até então não havia nenhuma tradição de natal no país.
Propaganda do Kentucky para o Natal de 1981.
As refeições são grandes o suficiente para uma família inteira e incluem não apenas frango frito, mas também bolo e salada, dependendo do combo que você escolher.
Além disso, a campanha ajudou a divulgar o “mascote” da empresa, o Coronel Sanders, que durante o final do ano é vestido com a roupa do Papai Noel, o que o tornou a imagem principal do Papai Noel no país.
Mas e o bom e velho Chester, frango assado ou peru de Natal? Alguns mercados já vendem frangos assados inteiros, coxas de peru ou frango assados e refeições completas com salsicha alemã, frango frito e frango assado. Até mesmo nas lojas de conveniência vendem alguns pedaços de individuais de frango ou peru assado.
Um Bolo de Natal com Gosto de Prosperidade
Outra tradição culinária importante do Natal no Japão são bolos com massa de pão de ló com cobertura e recheio de chantilly e morango. É um bolo bem comum no Japão e é vendido o ano todo, até mesmo nos mercados e lojas de conveniência. Muito popular no Natal e nos aniversários, o bolo ganhou popularidade após a derrota do Japão na 2ª Guerra Mundial. Foi uma época de sofrimento e escassez de comida, e os doces eram verdadeiros itens de luxo. Com a Ocupação Americana que forçou a reconstrução do país, os doces começaram a serem vistos uma esperança de um futuro melhor e mais próspero.
Conforme o conceito do Natal foi entrando no país após a guerra, a economia também quis se beneficiar disso. Com os ingredientes agora disponíveis, esse bolo de natal de morango se tornou um símbolo de superação. Os morangos e o chantilly foram escolhidos pois representam as cores da bandeira do Japão.
Estação de Quioto
Iluminações de Inverno
Diferente do Brasil onde boa parte das iluminações ficam dentro de shoppings e outros lugares fechados, as iluminações de natal no Japão são feitas não só nos shoppings, mas também ao ar livre, em jardins, ruas, áreas públicas e até mesmo em hotéis, restaurantes e aquários. O cenário é tão bonito que te faz sentir no clima natalino, cheio de pessoas contentes e maravilhadas pelas luzes, fora o frio que dá um charme especial ao evento.
Mercados de Natal
De norte a sul, o Japão apresenta mercados típicos de natal de inspiração europeia. Geralmente os mercados começam no final de novembro e se estendem até o dia do Natal. Os mercados são bem iluminados, com belas decorações e comidas “típicas”, como salsichas alemães e quentão (vinho quente).
O Espetáculo de Natal da Disney
Na Disney de Tokyo, todos podem se encantar com o evento especial “Fantasia de Natal” com temas de contos de fadas com os personagens da Disney em um clima natalino. O evento ainda tem fogos de artifício, produtos especiais, doces de graça e um menu de natal especial. É um ótimo lugar para passar o natal em família com as crianças.
Decoração de Frozen 2
Compras de Natal
Como o Natal não é uma tradição japonesa, todas as lojas ficam abertas em horário normal. Você pode comprar várias decorações tradicionais de Natal, incluindo árvores de Natal, ornamentos, utensílios e tudo mais com tema natalino.
Além disso, a troca de presentes se tornou uma tradição entre os casais, portanto, é bem comum ver sugestões de presentes românticos e até eróticos.
A Data mais Romântica do Ano
Para a maioria dos japoneses, a Véspera de Natal é mais importante do que o dia de Natal, já que esse é o dia mais romântico do ano, como uma espécie de Dia dos Namorados. Os casais saem para jantares caros e andam pelas ruas para ver as belas iluminações. Também é um dos dias do ano com maior movimentação nos motéis, que ficam praticamente todos lotados.
A origem disso é um pouco desconhecida, alguns dizem que é porque o Natal é uma época de Amor e Alegria, então associaram amor ao amor de um casal. Mas também existe outra história, que remete a 1982, quando um sucesso musical chamado “My Lover is Santa Claus” alcançou o topo das paradas e sucesso. Também tem uma versão que diz que em 1988, Tatsuro Tamashita lanlou uma canção chamada “Christmas Eve”, que conta sobre a tristeza de se passar o natal sozinho. Essa canção ganhou popularidade em 1990 através de um dorama que conta a vida de vários casais que trabalham em um grande banco e cujo clímax se dá na Véspera de Natal.
De qualquer forma, essas músicas são como o “Então é Natal” da Simone, e toca em todos os lugares durante essa época.
Foi revelado que o live-action de Rurouni Kenshin (ou Samurai X, no Brasil) irá ganhar seu capítulo final divididos em dois filmes chamados de Rurouni Kenshin Final Chapter: The Final e Rurouni Kenshin Final Chapter: The Beginning e já até ganharam data de estréia.
Além disso, o Comic Natalie informa que Rurouni Kenshin Final Chapter: The Final estreia em 3 de julho de 2020 e Rurouni Kenshin Final Chapter: The Beginning estreia em 7 de agosto de 2020 no Japão.
Com a direção de Keishi Otomo e Takeru Satoh interpretando Kenshin, o filme que será dividido em duas partes, serão baseados no arco Jinchu do Mangá e no OVA Tsuioku Hen, que focam no passado de Kenshin como Hitokiri Battousai durante os anos finais da era Bakumatsu e o confronto final contra Enishi.
Abaixo você confere um poster de divulgação do capítulo final dos filmes.
Vale lembrar Samurai X já ganhou três filmes live-action anteriormente, sendo Rurouni Kenshin: The Legend Ends o mais recente, lançado em 2014.
Totalizando agora os 24 episódios, a animação pode ser assistida com áudio original em japonês e legendas em português. Vale lembrar que One-Punch Man já se encontrava no catálogo da Cruncyroll em Portugal.
As festividades estão chegando e da mesma forma um grande evento chega para o GWENT: The Witcher Card Game. Com uma customização do tabuleiro de férias, desafios e recompensas para você jogador de PC ou iOS.
Aproveite para destruir bonecos de neve enquanto o duelo acontece e assim ter a chance de ganhar presentes. Abra seus presentes e ganhe versos de cartas, bordas, avatares e até mesmo um item ultra-raro das mão do ‘Papai Shupe‘.
Lembrando que até dia 2 de janeiro, o desafio da Yule está ativo. O evento conta em escolher um dos lados: Papai Crach ou Fúria de Yule. E conforme você completa missões e desafios os jogadores ganharão ponto, e um lado será vitorioso garantindo recompensas.
O evento de fim de ano vai até dia 9 de janeiro e conta com diversas promoções na loja do jogo. Aproveite itens com 30% de desconto e confira o pacote promocional para obter uma skin de natal de Crash an Craite.
GWENT: TheWitcherCardGame está disponível para download gratuitamente para PC e iOS. Tá esperando o Papai Noel Geraldão descer da chaminé e baixar o jogo para você? Comece agora e aproveite o evento
A banda de hard rock/heavy metal paulistana, Mattilha, acaba de lançar o clipe para a música “O Ritmo e o Corre”, rodado em 8 bit, inspirado em clássicos dos games da década de 1990, como Mortal Kombat, Mario, entre outros.
O videoclipe se encontra no canal da gravadora da banda, a Canil Records, com produção de Ian Bueno e Inseto Filmes. Confira abaixo:
Para 2020 a banda prepara novos lançamentos em comemoração ao aniversário de 10 anos. Ouça mais da banda AQUI.
Há 25 anos, o mangakáNaoki Urasawa estreava “MONSTER”, uma obra que o consagraria como um dos autores mais criativos em narrativa que essa indústria já presenciou.
Apesar da formação de Naoki Urasawa em economia (o que geralmente não é lá bem associado com pessoas imaginativas), não se enganem: sua pessoa já era íntima da arte desde o colegial, quando músico, paixão que mantém até hoje; e a inspiração do grande Osamu Tezuka foi decisiva para colocar suas inspirações em balões de fala e painéis, ofício que exerce desde 1982, quando da estreia de “Return”.
Isso seguiu pela sua vida universitária, deu forma aos seus sucessos (não esqueçamos também de 20th Century Boys) e sua obra tornou-se o tema da nova exposição da Japan House, “Isto é mangá – A arte de Naoki Urasawa”, em homenagem ao autor que completará 60 anos logo em janeiro.
Como já fizemos um extenso (mas longe de um completo) review sobre o anime de Monster, nossas perguntas focaram mais na história do Dr. Tenma, além de detalhes sobre a exposição e sua recepção. Só temos a agradecer imensamente ao pessoal da Japan House, pela Satomi Maeda-san e pelo próprio Naoki Urasawa-sensei pela atenção prestada.
Você fez uma profunda imersão na influência da Guerra Fria e da queda do Muro de Berlim na Alemanha na história de “Monster”. Trabalhos sobre a “Guerra Fria” são comuns no Japão? Ou é um interesse que lhe é particular?
Não criei a trama pensando em trabalhar especificamente com a Guerra Fria. No caso de “MONSTER”, a primeira ideia foi “e se um garoto que foi salvo por um médico genial se tornasse um humano capaz de cometer homicídio em série…? ”. A partir dessa ideia, investiguei o cenário que poderia ter gerado esse garoto e as razões que o levaram para isso. O resultado dessa investigação dos fatos em sequência temporal, deu origem ao pensamento de que poderia ter sido gerado pela situação do mundo pós Segunda Guerra Mundial.
Como sabem, esse mundo foi criado pelas ações humanas. Tanto coisas boas quanto coisas ruins foram geradas por humanos. Acredito que a Segunda Guerra Mundial, a Guerra Fria e muro de Berlim, são os exemplos de atitudes mais energúmenas da humanidade.
Personagens de várias nacionalidades (alemão, tcheco e japonês) desenhados por você são feitos de um jeito que te permite saber de onde estes vieram apenas observando suas características físicas. Você os cria com essa comunicação visual em mente? E como você chegou nesse processo?
Sempre me dizem que ilustro as pessoas de diferentes países com contrastes distintos. Claro que reproduzo as diferenças étnicas tais como o tamanho dos olhos, sobrancelhas ou barbas grossas, etc., porém quanto a outros aspectos, apenas desenho me aprofundando em cada um dos personagens. Me dizem com frequência que o personagem alemão desenhado por mim realmente se parece com um, até mesmo aos olhos de um alemão. Porém, pode ser que ao contrário da expectativa, se os personagens são ilustrados de forma consistente, qualquer pessoa de qualquer país acaba reconhecendo alguma característica humana das pessoas do seu país. Pode ser que essa característica humana seja algo em comum em todo o mundo.
O visual de Johan, o antagonista principal de “Monster”, teve alguma inspiração no cantor David Sylvian, da banda britânica Japan?
Não tive uma inspiração especifica para o Johan. Nas minhas obras não aparecem tantos personagens considerados belos. No “MONSTER”, resolvi desafiar isso e ilustrei um rapaz que seria o mais belo para mim. Eu conhecia a banda Japan desde a época da estreia, mas quando foi decidido que a música do David Sylvian seria utilizada como tema do anime “MONSTER”, fiquei muito surpreso!
Os cenários desenhados (Praga, Düsseldorf, Munique, Frankfurt, etc.) são retratados em grandes detalhes, como se você mesmo já estivesse nesses locais várias vezes. Você chegou a viajar para essas cidades que entraram no mangá?
Para desenhar o “MONSTER”, viajei para Munique e Praga por uma semana. Naquele momento, a história já estava pronta e planejei a viagem conforme a história, mas é muito raro isso acontecer. A maior parte das obras são produzidos sem esse ter esse estudo do local. O Katsuhiro Otomo desenhou um mangá chamado “Sayonara Nippon (tradução livre: Adeus, Japão”) que retrata a vida de um japonês que vive em Nova Iorque. Quando li esse mangá, pensei que ele já tivesse vivido lá, mas na verdade, ele nunca visitou o local e desenhou apenas com um livro de fotografia de Nova Iorque. Acho que mangakás são pessoas que têm o talento de retratar locais aonde nunca foram como se já tivessem visitado.
Por fim, Urusawa-sensei, o que o senhor pensa dessa capacidade que o mangá tem de conectar públicos tão distantes e tão distintos como, por exemplo, o Brasil e o Japão
As pessoas dizem com frequência que Brasil é o país mais longe do Japão, mas talvez pela influência da imigração, se pensarmos no ponto de vista do intercâmbio cultural, temos muitas semelhanças. Além disso, a compreensão com relação ao mangá é muito boa e parece que os meus mangás, que são considerados complexos até pelos japoneses, são lidos com frequência. Entrelaçar as culturas ultrapassando a distância geográfica. Eu ficaria feliz se esse tipo de interação ocorresse cada vez mais.
Entre os dias 29 de outubro de 2019 até 05 de janeiro de 2020, está rolando na cidade de São Paulo, mais especificamente na Japan House, a exposição “Isto é Mangá – A arte de Naoki Urasawa”, com ilustrações e mangás do premiado artista japonês.
Estivemos por lá e para a melhor compreensão de seu trabalho, conversamos com Satomi Maeda, do Yomiuri Shimbum, organizadora da mostra itinerante que já passou por Londres e Los Angeles. Confira mais abaixo:
Qual foi o ponto mais importante no planejamento dessa exposição? E, por favor, conte-nos o que aconteceu antes da exibição.
Satomi Maeda, do Yomiuri:O projeto veio a ser realizado como exposição itinerante da Japan House, uma iniciativa do Ministério das Relações Exteriores do Japão. Quanto à exposição, me envolvi em tudo, por exemplo no conceito da exposição e na criação do espaço expositivo. Não é possível transmitir a melhor parte do mangá só com a leitura de uma página, por isso, produzi essa exposição pensando na vivência de tocar no verdadeiro charme do mangá, por meio da experiência de ler inteiramente o primeiro capítulo.
Esta exposição é uma exposição itinerante. Como você acha que a exibição foi recebida em outros países que além do Brasil? Além disso, o que você tem achado das reações dos visitantes brasileiros?
Satomi Maeda, do Yomiuri:O conceito dessa exposição é oferecer a experiência de ler o mangá original feito à mão. Em todos os países senti que os visitantes estavam entusiasmados para ler e como resultado, tenho a impressão de que a maioria dos visitantes permanecem bastante tempo na exposição. No Brasil, só consegui acompanhar a exposição no dia da abertura, mas talvez pela grande quantidade de pessoas interessadas pelo assunto, senti que tinha muitas tirando fotos em painéis autorizados e amigos acompanhando. Fiquei muito feliz pois senti que estavam se divertindo com a experiência oferecida pela exposição.
Direcionamento
Não só para os fãs e conhecedores de Urasawa, a mostra é uma experiência imersiva na arte do mangá; de sua concepção, rascunhos, até mesmo aos grandes quadros e arte já finalizadas.
Tudo isso é vislumbrado ao visitante que põe os pés no segundo andar da Japan House, onde estão cerca de 600 ilustrações, esboços e storyboards – têm até mesmo capítulos inteiros!
Destaque: Entre os trabalhos do artista que serão expostos estão Pluto, 20th Century Boys e MONSTER (que já foram traduzidos e publicados no mercado brasileiro), além de BILLY BAT, MASTER KEATON ReMASTER, MUJIRUSHI e YAWARA!. Este último, uma das obras mais importantes do artista, contou com apresentações semanais de novos capítulos, nos dias 29/10, 18/11, 02/12 e 16/12.