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Magia Record: Puella Magi Madoka Magica Side Story | Review

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Magia Record: Puella Magi Madoka Magica Side Story é um anime da Temporada de Inverno 2020. É um spin-off, ou como o próprio nome diz, uma side story, da série original Puella Magi Madoka Magica.

O anime é baseado em um jogo mobile de mesmo nome, produzido pela f4samurai e Magica Quartet. Foi lançado em 2017 tanto para Android quanto para iOS.

Mas também possui um mangá, que está em lançamento desde 2018. A arte ficou por conta do Fuji Fujino e a história por conta do Magica Quartet (mesmo dos jogos e outros animes desse universo), composto pelo diretor Akiyuki Shinbou, o escritor Gen Urobuchi, o designer dos personagens Ume Aoki, e o produtor Atsuhiro Iwakami.

O anime é dirigido pela dupla de ex-animadores do estúdio Gainax, Ayumu Shiraishi e Yousuke Anai. Cada um tem um pseudônimo para assinar as obras. Shiraishi se denomina como Doroinu, Anai como 2shiroinu, e juntos eles formam a dupla “Gekidan Inu Curry”.

É a primeira vez da dupla trabalhando na direção de um anime. Antes faziam trabalhos relacionados a efeitos especiais e direção de arte. Nessas funções, eles já trabalharam com Madoka Mágica, garantindo um conhecimento prévio do universo.

O estúdio responsável pela animação é o mesmo de Madoka, o Shaft, que também é conhecido pelas adaptações de “Monogatari Series” e “Nisekoi”.

Recrutando garotas para serem mágicas!

Magia Record conta a história de garotas mágicas. Para quem não conhece esse universo, darei um breve resumo. Existe um ser mágico, de aparência fofa, chamado Kyuubey. Ele recruta garotas adolescentes para se tornarem garotas mágicas e lutarem contra uns monstros denominados de “Bruxas”. Em troca, ele consegue realizar qualquer pedido que a garota quiser. Muitas entram nessa por necessidade, para resolver algo que está fora do controle delas.

Após realizarem o pacto com Kyuubey, suas vidas estarão presas a esse objetivo. Nunca poderão deixar de lutar contra as Bruxas, colocando sempre suas vidas em risco.

Toda garota mágica recebe um cristal, que é chamado de “Joia da Alma”. Conforme elas vão lutando, suas joias vão escurecendo. Elas são avisadas a evitar isso a todo custo, e o único jeito de purificar essas joias é matando Bruxas e recolhendo suas “Sementes de Luto”. Quando uma Bruxa é derrotada, ela desaparece, deixando apenas essa semente. Ao aproximar a semente da joia, a semente suga as impurezas, limpando a joia. Isso se torna um incentivo para as garotas mágicas continuarem fazendo seu serviço.

A protagonista dessa história, Tamaki Iroha, se tornou uma garota mágica, mas não se lembra de qual foi seu pedido. No começo, mostra sua angústia em tentar entender o que aconteceu em seu passado e o porquê de ter perdido suas memórias.

Iroha ouve rumores sobre uma cidade onde garotas mágicas podem ser salvas. Com o intuito de descobrir se isso é verdade, ao mesmo tempo em que busca respostas sobre si mesma, ela viaja até Kamihama.

É lá que ela conhece várias outras garotas mágicas, formando alianças, conseguindo mais ajuda para decifrar os mistérios pessoais e das garotas em geral. Alguns desses mistérios são resolvidos rapidamente e outros se perduram ao longo de todo o anime.

Em dado momento, há um embate entre o chamado “bem” e “mal. Ambos os lados acreditam estarem certos e dão seus motivos para tal, podendo deixar até o público confuso sobre quem está certo e quem está errado. Isso é um ponto bem interessante da obra, que nos faz questionar isso de sempre eleger um lado como os “heróis” e um lado dos “vilões”.

Falar muito da trama de Magia Record pode ser um grande spoiler. Algumas das reviravoltas do anime não serão surpresas para quem já assistiu Madoka Magica, mas para quem é novo, perderia toda a graça se fosse revelado.

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Magia Record quebra expectativas como o original?

Comparando rapidamente as duas obras, Magia Record é inferior à Madoka Magica. O anime de Madoka ficou conhecido por ter quebrado as expectativas do público de forma positiva, chocado quem assistia, mas Magia não fez isso, mesmo com as novas revelações trazidas nesse anime.

Os 5 primeiros episódios foram muito mornos. Por mais que tivesse ação em quase todos, parecia que não saía do lugar. Nada de novo nos era apresentado e ficava por isso mesmo, chegando a cansar. Foi a partir da apresentação de novas personagens que as coisas foram melhorando, afinal, elas traziam junto novos mistérios para a trama, a fazendo evoluir.

Não podemos negar que a protagonista também não é uma das mais carismáticas, sendo mais fraca que todas as outras garotas mágicas, precisando ser salva toda vez. Isso acaba cansando, afinal, esperamos o momento em que ela melhorará, mas isso não acontece.

Não há um progresso nela. Somente nos últimos episódios, de forma nada natural, que ela demonstra um pouco mais de competência nas batalhas.

Mas uma coisa é certa: sem as demais personagens, o anime estaria fadado ao fracasso. Elas carregam o anime nas costas. Tanto as parceiras de Iroha quanto suas “inimigas” são muito mais carismáticas, roubando a cena toda vez em que aparecem.

Falando ainda sobre personagens, algumas somem em certo momento do anime, voltando somente depois, como se nada tivesse acontecido. Ao aparecer uma outra leva de personagens, o anime focou totalmente nela e deixou de lado o primeiro grupo que Iroha encontra.

Somos fãs e queremos “service”!

Mas, agora falando as partes boas do anime, para quem é fã do primeiro anime desse universo, com certeza terá gratas surpresas na segunda parte (caso não tenha jogado o game). Afinal, nós somos fãs e queremos “service”. Lembrando que esse anime é um spin-off e não uma continuação de Madoka.

Toda a estética dele é espetacular, principalmente quando se trata das Bruxas. Já havíamos visto isso em Madoka, mas aqui a qualidade deu uma evoluída. Não só isso, mas também o design das roupas, a animação das transformações e das batalhas, foram todos muito bem executados.

A trilha sonora também não fica para trás, sendo muito competente. As músicas são marcantes, e as de batalha são de arrepiar. É aquela trilha que dá vontade de ouvir fora do anime de tão boa. Tem uma vibe muito específica, dando um tom único para as cenas.

Quanto a abertura, a música “Gomakashi” é cantada pelo grupo TrySail. É uma música muito animada, na voz doce das meninas do grupo. A dupla ClariS ficou responsável pelo encerramento do anime com a música “Alicia”. Elas tiveram sua música como abertura em Madoka e agora voltaram para Magia Record. A música combina perfeitamente com a da TrySail, fazendo um belo conjunto.

No último episódio, o encerramento é especial. A música “Niguredo”, de Shito (ReReGRAPHICS), termina com maestria o anime, deixando aquele clima épico no ar.

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Próxima temporada?

O anime termina em aberto, algo que eu não esperava, deixando um gancho para uma próxima temporada (ainda sem data de lançamento). Por mais que o começo tenha sido fraco, os últimos episódios foram melhores, o que nos deixa com vontade de saber como será concluído essa história na próxima temporada. Não foi um final fraco, de maneira alguma, ainda mais pela soma das cenas finais e da trilha sonora, que ajudaram a melhorá-lo ainda mais.

Acredito que o fato de ser no mesmo universo de Madoka Magica tenha deixado o anime com muita responsabilidade nos ombros, pois criou uma enorme expectativa no público que já gostava da obra anterior. E ele não soube suprir isso da melhor forma possível.

Ainda acredito que valha a pena assistir ao anime, principalmente pelas questões referentes ao anime anterior e por mostrar uma outra faceta das garotas magicas. A parte técnica também vale muito nesse anime, e, obviamente, as personagens secundárias, que são muito interessantes, divertidas, com boas histórias e arcos narrativos.

Agora é ficar no aguardo da próxima temporada, torcendo para a protagonista evoluir e a história avançar mais, quebrando as expectativas, mas agora de forma positiva.

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Anime Friends e Anime Friends Tour: Rio de Janeiro são adiados para 2021

Segundo um comunicado nas redes sociais, a Maru Division, adiou as edições do Anime Friends e Anime Friends Tour: Rio de Janeiro para o próximo ano de 2021, devido a pandemia do novo coronavírus (COVID-10).

Ainda sem novas datas, a organizadora garante que os ingressos comprados continuarão válidos para as futuras edições e ainda prometeu surpresas ainda neste ano.

Qualquer nova informação ou atualização, noticiaremos por aqui.

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PUBG | Confira todas as novidades da Season 7

PUBG temporada 7

A nova atualização 7.1 em PLAYERUNKNOWN’S BATTLEGROUNDS trouxe o retorno da ilha gelada de Vikendi, um novo Survivor Pass e o rebalanceamento de terreno, que inclui a adição de trens que se movimentam pelo mapa.

O destaque da nova season é a reformulação de Dino Park. Agora, a Dinoland, faz parte do campo de batalha abandonado da ilha. A localização oferece inúmeras possibilidades — suba na roda gigante, brinque de tiro ao alvo nas barracas ou visite o museu dentro do vulcão.

O novo Survivor Pass, traz novas missões, mais de 100 recompensas com tema de Vikendi para desbloquear. Cold Front também expande o arsenal do jogador com a chegada do Mosin-Nagant, um novo rifle de sniper. 

E com a volta de Vikendi, a quantidade de neve diminuiu, principalmente na região sul, facilitando as táticas de camuflagem em meio à tundra. Tendo isso em vista, o snowmobile e snowbike deram lugar aos jipes e motos, opções mais adequadas para o terreno.

A atualização já está disponível para PC e chega para o Xbox One e PlayStation 4 no dia 28 de abril. 

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BNA: Brand New Animal | Primeiro Gole

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Olá! Eu sou Jack e seja bem-vindo a mais um Primeiro Gole! O anime da vez será BNA: Brand New Animal, um anime de ação e fantasia da Temporada da Primavera 2020, feito pela Trigger Studio, mesmo estúdio que fez de Kill la Kill e Promare.

Diferenças entre raças

No mundo criado pela Trigger, duas raças governam o mundo: os humanos e homens-feras. Claramente, uma segregação para com os homens-feras aconteciam, sendo vistos com maus olhos perante a sociedade, além de serem mal tratados. Foi então, que a cidade Animacity foi construída, sendo exclusiva para os homens-feras, que finalmente teriam paz e sossego.

A história começa com Michiru, uma tanuki que busca entrar em Animacity, com objetivos bem concretos, buscando entender o porque ela se tornou uma homem-fera a um ano atrás.

O enredo tem um princípio de auto-conhecimento, com uma personagem que não entende bem o novo mundo em que ela está, procurando entender o que aconteceu consigo, enquanto desbrava um novo mundo. Ademais, Shirou Ogami, um lobo assistente social da cidade, terá um papel importante nisso tudo, visto que está encarregada em ajudar Michiru durante essa empreitada, enquanto – da sua maneira – introduz ela a esse novo mundo.

Uma história bonita e com potencial

Temáticas de duas espécies que não se dão bem não são novas, mas sempre são bem-vindas. Além de ter bons aspectos técnicos. Até o momento, a animação dos primeiros episódios é consistente, com o característico traço da Trigger, marcado por expressões exageradas e cheias de vida, design de personagens marcantes e coreografia bem feitas. Além do mais, as músicas e sonorização são muito boas, com abertura e encerramento bem divertidos e marcantes, com sons aplicados no momento certo.

Outra característica forte da Trigger é como ela sabe escalar o seu elenco de dublagem, um ótimo exemplo é que o dublador de Oogami é Yoshimasa Hosoya, que também faz a voz de Tokayami (Boku no Hero), dando uma voz extremamente séria para o personagem, batendo com sua personalidade.

Para quem é esse anime?

Pode-se dizer que BNA, mesmo tendo uma temática considerada “furry”, é um ótimo anime e uma aposta gigante nessa temporada, com personagens carismáticos, boas cenas de ação e um enredo interessante. Vale ressaltar, entretanto, que nem sempre os animes da Trigger tem compromisso em serem totalmente sérios em relação a suas temáticas, então, se você quer ver um anime mais cabeça e com discussões mais sérias, talvez BNA possa te decepcionar no futuro.

Todavia, se você gosta de ação e se cativa fácil com personagens dóceis e uma aventura formidável, esse anime é certamente para você e, com certeza, vale a pena dar um primeiro gole.

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Veja tudo o que já sabemos da prequel de Jogos Vorazes

Desde que saiu a notícia do novo livro da Suzanne Collins, a Lionsgate já anunciou que iria fazer o filme e ao que parece a produção não está assim tão longe de começar. A Entertainment Weekly já divulgou que a Cantiga dos Pássaros e das Serpentes trará de volta o diretor de Em Chamas, A Esperança Parte 1 e Parte 2, Francis Lawrence,o roteirista Michael Arndt e a produtora de todos os 4 filmes Nina Jacobson junto com Brad Simpson, assim como a própria Suzanne.

O filme se passará 64 anos antes dos eventos de Jogos Vorazes, quando o presidente Snow tinha apenas 18 anos. Nessa época, a família de Coriolanus Snow tem passado por vários problemas financeiros, mas ele vê uma oportunidade de mudar sua sorte quando é escolhido para ser o mentor do distrito 12 na 10º edição dos Jogos.

Suzanne Collins que também será a produtora executiva do longa falou “A Lionsgate sempre foi o lar das adaptações dos livros de Jogos Vorazes e eu estou encantada em voltar com esse novo livro. Desde o início eles trataram a obra original com muito respeito, honrando a temática e a narrativa elementar da história, reunindo uma equipe incrível tanto na frente quando atrás das câmeras. É uma grande prazer me encontrar novamente com Nina, Francis e Michael para adaptar esse livro em um novo filme e tê-los ao meu lado e partilhar de seus maravilhosos dons, mais uma vez, no mundo de Panem. Eu estou animada com essa colaboração com todos eles e com a Lionsgate para trazer A Cantiga e das Pássaros e Serpentes para os cinemas do mundo todo.”

De acordo com Joe Drake, presidente da Lionsgate, o elenco ainda não foi escolhido, ele disse “Realmente valeu a pena a esperar pela nova obra da Suzanne Collins. O livro traz de volta tudo o que os fãs poderiam esperar do universo de Jogos Vorazes e ao mesmo tempo oferece novos elementos para serem trabalhados e introduz outros lados dos personagens.”

Está pronto para voltar a Panem? Continue acompanhando nossas matérias para saber todas as notícias do novo filme.

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Demon Slayer supera recorde histórico de One Piece

De acordo com o ranking da Oricon, Demon Slayer (Kimetsu no Yaiba) vendeu 38.191.394 cópias 31 semanas antes da finalização do ano fiscal japonês. Isto significa que ele se tornou o mangá mais vendido em Um Ano, superando a marca de 2011 com One Piece, que havia vendido 37.996.373 cópias.

Além disso, no próximo dia 13 de maio, o volume 20 do mangá contará com 16 postais de diferentes personagens, o que se torna uma estratégia de marketing bem atrativa para o momento. A cerca disso, podemos esperar que Demon Slayer atinja a marca de 50 milhões de cópias em apenas um ano!

Atualmente, o TOP 5 dos mangás mais vendidos dentro de um ano fiscal japonês está da seguinte forma:

  1. Demon Slayer – 38.191.394
  2. One Piece – 37.996.373
  3. One Piece – 32.343.809
  4. One Piece – 23.464.866
  5. One Piece – 18.151.599

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Volume 20 de Demon Slayer (Imagem Divulgação)

Sinopse: Estamos na Era Taishou. O dia-a-dia pacato de Tanjiro, um gentil garoto que vende carvão, se transforma radicalmente quando sua família é assassinada por um demônio. A única sobrevivente é Nezuko, sua irmã mais nova. Porém, agora, ela se transformou em um Oni. Diante dessa tragédia, os dois irmãos partem em uma jornada para derrotar o Oni que matou sua mãe e irmãozinhos. E assim tem início uma aventura sanguinolenta de espadachins!

Demon Slayer é um mangá escrito e ilustrado por Koyoharu Gotouge, iniciando sua serialização em 15 de fevereiro de 2016 na semanal da Shonen Jump (editora Shueisha). Atualmente, o mangá está sendo publicado pela editora Panini no Brasil.

Uma adaptação em anime foi produzida pelo estúdio Ufotable em 2019 e um vindouro filme está para sair no dia 16 de outubro deste ano, continuando os acontecimentos da animação.

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Appare-Ranman! | Review

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Olá Sucolinos e Sucolinas! Pensaram que não teríamos as primeiras impressões de Appare-Ranman!, pois bem, felizmente teremos e é bem provável que vocês estejam cientes, mas por conta do COVID-19 ele foi um de muitos que sofreu com os adiamentos. O que nos resta é torcermos pelo bem estar das pessoas envolvidas em todos os projetos afetados.

Enfim, é com prazer que trago as primeiras impressões de uma das animações mais aguardadas da Temporada de Primavera 2020 e como eu havia comentando no termômetro da temporada rapidamente quais eram as minhas expectativas, não pude deixar – e com certo atraso – de expor.

Appare-Ranman: Muito além do comentário clichê da comparação com a Corrida Maluca

O que? Você acredita que o desenho animado da Corrida Maluca não possui certa comparação com o animê Appare-Ranman!? Sim e Não. Se formos comparar os carros e os personagens excêntricos, há certa semelhança no conceito. Pilotos excêntricos, carros extravagantes e um prêmio. Okay. Porém, o animê apresenta outro lado em que provavelmente vai te fazer abandonar a comparação clichê e esquecer-se do Dick Vigarista e seus amigos de corrida: O motivo dos personagens.

Sigam a linha. Appare-Ranman! – produção original da P.A.Works – com direção de Masakazu Hashimoto (Soul Eater Not! e Tari Tari) apresenta a grande aventura do engenhoso Sorano Appare e do espadachim Kosame e os motivos que os levam a se encontrar e descobrir a cultura que converge com a de seu país de origem.

Enquanto Appare sonha com a busca por novas descobertas e a crença na imensa conexão do mundo e do que há nele, Kosame busca apenas o comodismo e é aqui que temos um vislumbre do que diferencia a comparação clichê entre Corrida Maluca e Appare-Ranman!

Por mais que o propósito dos personagens de a Corrida Maluca seja a vitória, embora o próprio Dick Vigarista viva se auto-sabotando – há momentos em que ele está em primeiro lugar e quase vencendo a corrida, mas mesmo assim vira-se seu foco para criar armadilhas para os outros corredores – não há aqui motivos subjetivos na busca pela vitória, o que importa é correr.

Appare tem um motivo. Kosame terá um motivo. E os outros personagens terão um motivo. Lembrem-se: Motivo.

Literatura! Ah! A Literatura…

Eu não sei muitos dos leitores sabem, ou talvez eu já possa ter citado isso em alguma matéria, mas a minha maior paixão é a literatura, e ao ver que no primeiro episodio de Appare-Ranman o jovem Sorano tem como leitura a obra From the Earth To The Moon (Da Terra à Lua) do escritor francês Jules Verne também conhecido por obras como Journey to the Center of the Earth (Viagem ao Centro da Terra) e Twenty Thousand Leagues Under the Sea (Vinte Mil Léguas Submarinas) encheu meu coração de amor por essa animação. Não só a importância da menção do livro aqui é importante, mas o poder que ele teve sobre o personagem e isso em certa cena da animação fica evidente.

A corrida, redator! Não se esqueça de falar da corrida!

Desculpa gente, mas quando o assunto é Literatura eu sinceramente me torno falador e esqueço-me de outras coisas, mas vamos lá, a corrida.

Num primeiro momento e pode ser dizer nos dois minutos e cinquenta segundos de episódio, a pequena palhinha da corrida Trans-America Wild Race me chamou a atenção e eu senti certa emoção nessa cena que se tivesse ido além dos dez minutos ainda estaria sentindo, ademais, há uma boa fluidez na corrida.

O mundo além do Japão

Conforme temos progresso no episódio não se podem deixar de lado os motivos de Sorano, porém há aqui um ponto sobre a relação Japão em seu período antigo com outros países e a animação trabalha muito bem essa divergência de culturas, ou até mesmo a questão dos processos industriais que outros lugares adotaram. O Japão só adotou a industrialização e a modernização a partir de 1868 com o fim do Xogunato.

Então a surpresa dos personagens com uma cultura nova e em pleno processo de industrialização como a americana que ocorreu em 1840 é bem plausível e consequentemente aplica aquele toque de realidade ao que ocorre na animação.

Outro fator importante em Appare-Ranman é a bela trilha sonora que mescla elementos do blues, country, jazz e rock and roll. Percebe-se pelo trabalho dos envolvidos que ela foi bem arranjada e a animação não precisa nem comentar, porque o estúdio responsável é o tão conhecido P.A.Works e gente, impecável como sempre. Quem aí se lembra do IRODUKU: The World in Colors? Então, P.A.Works.

Enfim, Appare-Ranman! promete tudo o que entrega em seus PVs: carros extravagantes, pilotos excêntricos, contexto histórico, literatura, música, animação, enredo de qualidade, além claro, de uma espetacular abertura na voz da Mia Regina (I Got It) e encerramento por Showtaro Moribuko (I´m Nobody).

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Dorohedoro estreia em maio na Netflix

dorohedoro

Na última terça-feira (21), a Netflix divulgou em seu twitter que o anime Dorohedoro estreará na plataforma em 28 de maio.

A adaptação do mangá de Q Hayashida pelo estúdio MAPPA estreou na Temporada de Inverno 2020 no Japão e conta com 12 episódios e 6 OVAs.

Sinopse: Numa cidade tão sombria que é conhecia como “o Buraco”, um clã de Feiticeiros têm estado a raptar pessoas das ruas para usar como cobaias para “experiências” atrozes nas artes negras. Num beco escuro, Nikaido encontrou Caiman, um homem com uma cabeça de réptil e um caso grave de amnésia. Para desfazer o feitiço, eles estão a caçar e matar os Feiticeiros no Buraco, esperando eventualmente matar o Feiticeiro certo. Mas quando a En, Feiticeiro líder, lhe chega aos ouvidos de um homem-lagarto que anda a chacinar os seus, ele envia uma equipa de “cleaners” ao Buraco, despoletando uma guerra entre dois mundos.

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