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RESIDENT EVIL: Infinite Darkness | Mangá sairá pela TokyoPOP nos EUA

resident evil infinite darkness

Via comunicado de imprensa, a TOKYOPOP, uma empresa POP Media Holdings, anunciou o o lançamento de uma história em quadrinhos estilo mangá para acompanhar a animação em CG, RESIDENT EVIL: Infinite Darkness, conforme revelado em seu painel New York Comic-Con.

A franquia de terror de sobrevivência, RESIDENT EVIL tem sido um sucesso dos jogadores desde seu primeiro lançamento em 1996, e a série vendeu mais de 100 milhões de unidades cumulativamente. Com 2021 marcando o 25º aniversário, a Capcom e a TMS Entertainment anunciaram recentemente que a série de animação CG original e junto a série de histórias em quadrinhos que seguirá os protagonistas Leon S. Kennedy e Claire Redfield em uma adaptação da animação CG.

“Nunca esquecerei no início da minha carreira, quando como um jovem correspondente de uma publicação de jogos americana, entrevistei o diretor de jogos da Capcom antes do lançamento do primeiro jogo”, disse Stu Levy, fundador e CEO da TOKYOPOP. “Ele e sua equipe de P&D ficaram muito animados em trazer a narrativa de terror cinematográfico para o mundo dos videogames. E agora nós da TOKYOPOP podemos contribuir para a incrível franquia construída sobre sua visão original. É um sonho tornado realidade!”

“Estamos muito entusiasmados com a parceria com a TOKYOPOP para expandir o mundo de RESIDENT EVIL: Infinite Darkness”, afirmou Masami Tokunaga, vice-presidente sênior da TMS Entertainment USA, Inc.. “Mal podemos esperar para ver que aventuras de terror aguardam Leon e Claire na adaptação da história em quadrinhos.”

Maiores informações devem ser reveladas nos próximos meses.

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Genshin Impact | Dicas para Gastar (e não gastar) moedas!

A primeira de uma série de artigos que vamos publicar de Genshin Impact é sobre a utilização das moedas do jogo na LOJA. Para quem nunca se aventurou no gênero GACHA e não faz ideia do que está fazendo, segue algumas dicas para você não ficar perdido!

Aviso prévio: é recomendado não gastar moedas no início do jogo (early game) e focar apenas no mid/late game, com personagens já devidamente upados e com builds mais precisas.

Gemas Essenciais

Este é o dinheiro que você ganha fazendo Missões, Conquistas, Desafios, e-mail, e de diversas outras maneiras. Com o que devo gastar?

Achamos interessante gastar apenas em Destino Entrelaçado em “Barganhas da Paimon”, por conta de que Destino Familiar só tem a serventia de dar roll em banner padrões do jogo – sem contar que lá não é garantido que você receba um personagem 5 estrelas em 90 tiros. Isso sem contar que você estará disputando o tiro com armas do mesmo calibre, dificultando sua busca por sua waifu/husbando preferido.

Brilho Estrelar

É o dinheiro que vc ganha dando roll em banners no Genshin Impact. Ele é BEM valorizado, já que a quantidade que você ganha com ele é escassa. Com o que devo gastar?

O melhor conselho que damos é: “não gaste”. Junte o máximo possível pois com ele dá para comprar personagens na loja (que troca todo mês). Foque em personagens e não em itens, já que é bem interessante conseguir um personagem com 34 destes “Brilho Estrelar”.

 

Poeira Estrelar

Similar ao Brilho Estrelar, você ganha quando dá seus tiros nos banners. Por ser mais comum, é normal ter milhares deles em sua conta. Com o que devo gastar?

A dica é não gastar com Destino Familiar e focar em Destino Entrelaçado. Outra, e não assim tão usual, é conseguir algum item difícil, que está complicado de farmar em jogo. Mas lembre-se de usar com sabedoria e de preferência mais pra late game.

genshin impact

 

Resina Frágil e Resina Original

A Resina Frágil pode ser obtida subindo seu Rank de Aventureiro e gira em torno de 1 a 2 por nível. Algumas missões específicas também costumam dar este tipo de item. Normalmente sua utilização é quando você não tem ABSOLUTAMENTE mais nada para fazer no jogo. Dica: caso utilize, faça bom proveito aos Domingos, já que é o dia com mais drops em Genshin Impact.

Já a Resina Original é a famosa “stamina” dos jogos mobile e ela é o fator determinante para que você tenha apenas algumas jogadas por dia. Regenerando de 8 em 8 minutos, você pode chegar nos menus do jogo e no canto superior direito do mapa. Use sempre que puder e o máximo que conseguir – diariamente.

genshin impact

 

Texto por Gabriel Fujita (YouTube / Twitch)

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Crash Bandicoot 4: It´s About Time | Review

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Produzido pela Toys for Bob e publicado pela Activision, Crash Bandicoot 4: It´s About Time foi lançado no dia 2 de outubro de 2020 para Playstation 4, Xbox One e posteriormente para os consoles da nova geração. “Crash 4” segue o mesmo gênero que os outros títulos principais da franquia, ou seja, sua gameplay segue a dos gêneros de plataforma, em que o jogador deve enfrentar obstáculos e inimigos para passar a fase.

O jogo é uma sequência direta de Crash Bandicoot 3: Warped lançado em 1998. Sim, você não leu errado, o último título original da franquia seguindo a história principal foi lançado há mais de duas décadas (só para ter uma ideia, a pessoa que vos escreve ainda não era nem nascida). Porém, antes de seu retorno definitivo em um novo título original, o marsupial giratório já havia aparecido na nova geração em um remaster da trilogia original para Playstation 1 lançado em 2017 e denominado Crash Bandicoot N. Sane Trilogy e em outro remaster, dessa vez do Spin Off de corrida, de Crash Team Race Nitro-Fueled, lançado em 2019.

Já não era sem tempo! Será que ainda lembro da história?

A história do game é uma continuação direta dos eventos do terceiro jogo, ou seja, começamos a acompanhar o enredo a partir do final de Crash Bandicoot 3: Warped. A jornada começa com o sacrifício do vilão Uka-Uka e a abertura de uma fenda temporal para que N. Tropy e Dr. Neo Cortex escapem da prisão em que foram colocados pelos heróis Bandicoots nos games anteriores. Como não poderia ser diferente, a tarefa de resolver a crise no espaço-tempo, impedir uma tragédia de escala global e derrotar os vilões já icônicos da franquia, só poderia ficar nas mãos (ou seriam patas?) de dois marsupiais: Crash e Coco (e eventualmente alguns aliados, mas a gente já vai chegar lá).

Se você não jogou ou não conhece os predecessores de Crash Bandicoot 4, não se preocupe. Apesar da menção de viagens dimensionais e temporais, e do retorno de personagens que já foram apresentados e desenvolvidos anteriormente, a história é simples e de fácil compreensão. Talvez seja necessário um pequeno trabalho de pesquisa se quiser entender mais a fundo os eventos da narrativa, mas, caso a intenção seja focar na gameplay, é possível subentender os eventos da trilogia principal sem muito esforço.

Dito isso, Crash Bandicoot 4: It´s About Time não é um jogo com uma narrativa forte e profunda. Não espere algo como The Last of Us part II (Curiosidade: a idealização de Crash Bandicoot no PS1 e o desenvolvimento da série em 1996 foi feita por Andy Gavin e Jason Rubin, durante a fase em que trabalhavam para a Naughty Dog entendeu a referência?). Apesar disso, a história é cativante justamente pela sua simplicidade. A verdade é, que se não fosse pelo caráter menos complexo, a decisão de não complicar a temática de viajem no tempo e a linearidade do enredo, o jogo perderia boa parte de seu charme.

A série “Crash” pode não ser sinônimo de enredo complexo, mas definitivamente é sinônimo de personagens carismáticos. É difícil superar um marsupial com síndrome de pião que é membro da Carreta Furacão (ou seria Crasheta Furacão? De qualquer forma, fica a dúvida). No quarto título, isso não poderia ser diferente, absolutamente todos os personagens, dos vilões aos mocinhos, tem carisma.

Aliás, ponto positivo para a dublagem brasileira, as piadas são bem adaptadas e não perdem o caráter cômico. Sendo assim, eu tinha um sorriso no rosto em praticamente todas as cutscenes. O design cartunesco e expressivo dos personagens somado a esses diálogos propositalmente engraçados traz um ar que, para alguns, pode beirar o infantil, mas, sinceramente, quem não gosta de uma galhofa?

Apesar de todos os pontos positivos apontados anteriormente, acredito que grande parte do encanto do jogo esteja em um ponto crucial: A nostalgia.

Aí que loucura! Vou pedir arrego!

(Título é referência direta a Narcisa Tamborindeguy. Você pode não saber quem é, mas tem grandes chances de já ter ouvido o bordão “Aí que loucura” ou “Aí que badalo”. Outra opção é que eu goste muito de memes alternativos da televisão brasileira.)

A nostalgia foi tão grande que, a todo instante, o jogo fazia questão de me lembrar de uma situação muito comum na minha infância. Sabe aquele momento em que você não consegue passar uma fase, precisa deixar o orgulho de lado e passa o controle para algum jogador mais experiente (ou mais paciente) que você?

Queridos sucolinos e sucolinas, Crash Bandicoot 4 é aquele tipo de jogo que, há alguns anos atrás, me faria passar o controle e a mecânica do Pass N. Play, em que você pode jogar com um amigo e passar o controle toda vez que um morrer, só fortaleceu o meu argumento. Na verdade, admito que só não fiz isso porque, em algum momento, me tornei a jogadora mais habilidosa da casa (humildade passou longe, mas é a verdade). Acho que já dá para imaginar que o jogo não é fácil (ou, talvez, eu seja péssima em jogos de plataforma).

As mecânicas são simples, todos os personagens possuem o mesmo moveset, com algumas poucas alterações. Basicamente, até por ser um gênero plataforma, o jogador é capaz de pular, agachar/deslizar, atacar/girar e utilizar habilidades que são desbloqueadas durante o avançar do mundo. Como já mencionei algumas vezes durante essa leitura, o jogador não estará limitado a jogar somente com Crash, desde o início a personagem Coco também é jogável em todas as fases e, com o avançar da campanha, outros personagens também estarão disponíveis para fases específicas. Com exceção dos dois protagonistas principais, todos os outros personagens têm mecânicas próprias que afetam a dinâmica das fases. Não direi quem são esses outros personagens, pois não quero que ninguém reclame de spoilers, mas garanto que houveram algumas aparições inesperadas.

Apesar das mecânicas simples, como dito anteriormente, o jogo não é fácil. Se acostumar com os comandos pode não ser difícil, mas para passar pelas fases (de primeira) sem morrer pelo menos uma meia dúzia de vezes é necessário habilidade, atenção e até sorte. Mas é assim que os desenvolvedores estabelecem um desafio, ao mesmo tempo que dão um motivo para que se jogue novamente após o endgame. Completar todos os objetivos da fase, ou seja, coletar todos os diamantes, quebrar todas as caixas, realizar o desafio de tempo e passar pelos modos alternativos de cada nível não é uma tarefa para uma jogatina só, para isso, é necessário que o jogador aprenda todas os detalhes do mapa frenético e, isso, leva tempo.

Em uma primeira run por todas as 43 fases do game, o tempo médio para que se termine a campanha é de 8 horas, mas para aqueles que querem pegar todos os bônus e troféus, esse tempo pode dobrar em uma média de 16 horas.

Outro ponto marcante que deve ser mencionado é o design de cada nível e mundo. Apesar da dinâmica de plataforma sempre presente, cada uma das áreas possui um ponto único que diferencia, nem que sutilmente, a jogabilidade. Todas as fases apresentam uma particularidade única, o que evita que a jogatina fique maçante. Além dos aspectos técnicos de design de nível para que haja uma maior fluidez e variação de gameplay, também deve-se mencionar que há um carinho e respeito notável pela trilogia original por parte da Toys For Bob.

Os gráficos, como esperado da nova geração, são muito bonitos, apesar de serem cartunescos. O design dos personagens é bem feito e a remodelação de Crash tem grandes chances de agradar os jogadores de PS1 saudosos da velha guarda. Principalmente aqueles players que não engoliram o marsupial tatuado de Crash of The Titans (jogo hack and slash lançado em 2007 que causou polêmica pelo design de Crash Bandicoot).

Para finalizar, em poucas palavras, o jogo é graficamente impecável, nostálgico tanto em sua organização de fases quanto em seus personagens. É desafiador, sem ser irritante. Homenageia, sem copiar. Inova o que já era estabelecido há mais de duas décadas. É, no geral, uma experiência divertida (quando não se está passando raiva por falhar miseravelmente em uma mesma seção da fase por ,pelo menos, 10 vezes) que honra a saga de Crash Bandicoot e sua vasta diversidade de personagens secundários e antagonistas.

Nostalgia Pura!

Crash Bandicoot 4: It´s About Time é uma carta de amor aos fãs e isso é indiscutível. Quem teve a chance de jogar a trilogia original do PS1 em algum momento da vida vai sentir uma nostalgia absurda jogando o novo título da franquia.

Dos cuidados com a organização das fases, às expressões dos personagens, a obra se destaca no que se propõe a fazer. Não é só uma homenagem, mas também o retorno de uma das franquias que está marcada na história da indústria de vídeo games e dos jogos de plataforma 3D. E, meus amigos, que retorno!

Tanto os adultos que cresceram jogando os jogos das gerações de consoles anteriores, quanto os novos gamers que estão sendo apresentados a Crash Bandicoot pela primeira vez através dos remasters dos últimos anos, irão gostar do estilo clássico e ao mesmo tempo único de “Crash 4″. Quem sabe, talvez mais uma criança tenha que passar pela experiência transformadora de passar o controle para alguém, pois não consegue passar de fase?

Concluindo, o novo jogo da saga de marsupiais pode não ser o melhor e maior jogo da geração de games que está em transição, mas, com toda a certeza, possui alma. O carinho e o respeito dos desenvolvedores pela série é perceptível em todo o momento e os jogadores nostálgicos, que provavelmente tem tanto apreço pela franquia quanto esses desenvolvedores, têm grandes chances de sentirem satisfação com o game. Para os que só se introduziram recentemente ao universo de Crash Bandicoot, garanto que a experiência não irá desapontar, pois o jogo cumpre a única função essencial para qualquer vídeo-game: Divertir.

No fim, ninguém resiste a um marsupial com síndrome de pião que faz parte da “Crasheta Furacão”. É impossível não ouvir o famoso refrão “Siga em frente, Olhe para o Lado…” e não se sentir intimado a comprar o jogo (ou bater palmas para o time de marketing…).

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Violet Evergarden: The Movie | Assista os 10 primeiros minutos do filme

violet evergarden the movie trailer

No dia 18 de setembro o filme Violet Evergarden: The Movie foi lançado nos cinemas japoneses e na sua terceira semana de exibição já havia arrecadado 1,117 bilhões de ienes (aproximadamente 58 milhões de reais). Foram vendidos mais de 781 mil ingressos.

Após 21 dias da sua estreia no Japão, a Kyoto Animation exibiu os primeiros dez minutos do filme através do YouTube, confira:

A Kyoto não deixou a desejar na animação e nem na trilha sonora, pelo que podemos ver nesses 10 minutos.

E você, também ficou gostinho de quero mais?

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Gibiate | Review

gibiate review

Não é qualquer anime que é Ruim, com R maiúsculo. Até pra ser um desastre é preciso talento. O projeto foi divulgadíssimo e cheio de nome de peso. Uma produção com desenhos de ninguém mais ninguém menos que Yoshitaka Amano, designer de Final Fantasy. Com abertura e encerramento compostas por SUGIZO, guitarrista das bandas lendárias X Japan e Luna Sea. E ainda assim, nomes à parte, Gibiate se saiu mal. Não teve nome e divulgação que salvassem o horror que se sucedeu.

Mas vejam bem… falar de “bom” ou “ruim” sempre vira uma pisação de ovos danada. Porque é tudo subjetivo, porque tudo é ponto de vista e vista de ponto e bla bla bla, bla bla bla. Ter gosto e juízo em arte meio que virou um tabu nosso. É feio a própria possibilidade da gente magoar o coleguinha que possa não ter se saído tão bem assim. Então tem por que escrever uma REVIEW sobre o quanto Gibiate foi horrível? Bom, quando se observa rede social afora, pessoas negativamente estarrecidas com um anime em quatro línguas diferentes (português, inglês, espanhol e francês), talvez, mas bem talvez meeeeeeeesmo algo objetivamente de errado tenha saído disso tudo.

Pois me permitam ser um pouco orwelliano aqui… todas as opiniões são igualmente válidas, mas umas opiniões são mais iguais do que outras. Ou, pra falar um pouco mais sério, todo juízo é passível de respeito. Mas alguns juízos são mais bem fundamentados do que outros. Então não se trata de dizer aqui apenas porque Eu, Eriki, achei Gibiate ruim; porque a questão aqui não é gosto. É a percepção, ao longo dessas semanas da temporada de verão, de falhas atrás de falhas que fizeram um mutirão de gente (sofredora, diga-se de passagem) perceber que estavam diante de um dos animes mais mal feitos de todos os tempos.

Então o que aconteceu?

O QUE GIBIATE TENTOU SER?

Vamos retroceder aqui e ver o que Gibiate propunha ser, segundo a sinopse disponibilizada antes de sua estreia:

“A história se passa no Japão. O ano é 2030 e a Terra foi tomada completamente por uma doença viral chamada “Gibia” que transforma as pessoas infectadas em vários monstros diferentes, baseados em sua idade, sexo e raça. Um samurai e um ninja de inícios da Era Edo viajam no tempo e chegam num Japão arruinado para ajudar um professor na cura para o vírus. Juntos, eles enfrentam incontáveis monstros Gibia, foras-da-lei e outros adversários fortes em sua jornada para salvar a humanidade” (tradução nossa)

O que aproveitou-se dessa sinopse de fato? Pouco. Para começo de conversa, os Gibia são apresentados como simples bichos mutantes e apenas isso. Eles não são tão variados como a sinopse dá a entender. Se tivéssemos mesmo monstros variados por 1) faixa etária, 2) sexo, 3) nacionalidade, só em Tokyo, uma cidade beeeeeem cosmopolita, já teríamos algumas dezenas de Gibias diferentes e esse lore seria um ponto bem positivo do anime. Mas ficamos a maior parte do tempo com os mesmo lagartos e repteis voadores, extremamente mal renderizados em um CGI que logo fez com que surgissem comparações na internet de Gibiate com um jogo nem de Playstation 2, mas de Playstation 1 mesmo.

O problema acaba aí? Não. Se o problema fosse apenas animação deficiente, uma boa direção poderia contornar uma carência por outra, como por exemplo, saber usar o pouco de animação para contar uma boa história. Mas nem isso temos. O samurai e o ninja, ou para dar nomes, Sensui e Kenroku são personagens até curiosos ao olhar, afinal Yoshitaka Amano continua sendo o designer que ele é. De quebra, ainda temos um monge! Yukinojou é um terceiro personagem vindo do Japão antigo para 2030.

Fora alguns flashbacks no passado que servem de fanservice para fãs de história japonesa (que acrescentam pouco), a atitude dos três é estranha, pra dizer o mínimo. Não quero ser o historiador chato que aponta o dedo pra ficção e diz que aquilo não é verídico o suficiente, Deus me livre e guarde. Mas se pergunte comigo… em que cenário é plausível que um samurai, um ninja e um monge sejam transportados quatro séculos no futuro e, com uma explicação de dez minutos de um professor, eles entendam perfeitamente como funciona um vírus? Ou granadas de pino? É possível você chegar do passado e saber na hora como se usa um hidrante, como acontece no primeiro episódio?! A naturalidade com a qual eles se acostumam ao nosso mundo é desconcertante demais de assistir. Mais desconcertante que isso, só um museu aleatório ter, convenientemente, todas as mesmas exatas armas usadas pelo nosso trio do Japão feudal, em perfeito estado nos últimos 400 anos. A cena chega a ser cômica.

Se os personagens do passado acabam não sendo mais do que a imagem da força numa humanidade devastada, os personagens de nosso futuro possuem alguma substância? Kathleen é uma menina que sonha com um futuro melhor, acompanhando um punhado de sobreviventes com o Dr. Yoshinaga em busca de uma vacina para o Gibia Virus. Entres esses sobreviventes, temos algumas referências bem estereotipadas de Dilon e Dutch de Predador (“You son of a bitch!”), uma personagem-tributo à Sarah Connor de O Exterminador do Futuro e a própria mãe de Kathleen, Yurika… que é uma batata.

Vejam bem, não quero diminuir sem mais nem menos a possibilidade de uma pessoa perder a sanidade com um mundo revirado de cabeça para baixo. É simplesmente uma questão de que a Yurika só serve como um amor platônico do monge Yukinojo, que nunca pode amar em seu mundo; e só. De resto ela apenas está lá no canto, feito um poste. E quando o anime vê que não dá mais pra seguir com ela, a Yurika é picada na mais pura aleatoriedade e perdemos um episódio inteiro em dramas, esperançosos de que aquela picada não a transforme num Gibia. Corte. Próxima cena, temos um Gibia morto usando as roupas da Yurika e um Yukinojo deitado, igualmente morto.

Todo esse sofrimento da jovem Kathleen faz parecer que ela é portadora de um destino maior pela frente e esperamos alguma conclusão do tipo ao longo de 12 episódios… o anime acabou e ainda estamos esperando.

E sobre os “incontáveis foras-da-lei e outros adversários fortes” de que fala a última parte da sinopse? Em resumo, é um bando bem atrapalhado liderado por um ex-yakuza, com um especialista em bombas (e em karê com tonkatsu), um mascarado que luta com redes de pesca (sim, foi isso que você leu), um cosplayer de mafioso italiano e um último sujeito sem absolutamente nada de marcante. Eles aparecem como uma espécie de Equipe Rocket, ameaças que acabam sendo mais cômicas que ameaçadoras.

Geralmente é bom avisar sobre os spoilers, mas Gibiate é um anime pra se passar longe. Por isso eu tenho certeza que você não vai se incomodar com spoilers de um anime que se esforça para cometer um suicídio de roteiro. E que consegue.

COMO ASSASSINAR UM ANIME

Okay, temos algo de qualidade duvidosa: personagens bem desenhados, mas com a profundidade de uma caixa de papelão, monstros feitos em computação gráfica de fazer lembrar os velhos tempos do Play1, dez episódios que não vão a lugar algum… mas a gente vai levando. Afinal, Gibiate tenta imitar aqueles animes de ação dos anos 90 com seus temas de batalha a la Hokuto no Ken, parece até bacaninha. E a gente tem que ter alguma boa vontade, certo? Afinal é tanta gente boa envolvida nesse projeto, com certeza deve valer a pena lá pra frente. Esperar em boa fé compensa afinal.

E como somos compensados? Com uma revelação completamente tirada do nada e do vazio, afinal Gibiate não conseguiu desenvolver algum antagonista ou vilão em 11 episódios. O jeito foi trazer o vilão de dentro da turma. É certo que o Doutor Yoshinaga parece um pouco estranho. O que ninguém poderia esperar, até porque isso jamais foi indicado em ponto nenhum do anime isto: ALIENS!

No momento em que a maior ameaça ao grupo de Kathleen havia sido neutralizada, a Gibia Meteora, um monstro retirado de algum boss de Final Fantasy VIII, de repente, assim tão repente, Yoshinaga se revela um alienígena em busca de uma cura para sua namorada, que havia se transformado na Meteora. Incapaz de dizer algo tão simples como “Não a matem! Ela é necessária para nossa vacina!” ou qualquer blefe do tipo, temos um giro de 180º na personalidade do doutor apaixonado e ele é tomado de uma fúria cega e veste a casaca do vilão que Gibiate nunca conseguiu criar pra si.

Tanto clímax, quanto desfecho e conclusão são executados de uma forma tão desastrosa, que toda boa vontade mencionada anteriormente cai por terra. O fiasco narrativo é somado à péssima animação e a falta de ao menos um personagem bem desenvolvido. A sensação é que você foi vítima de um estelionato, quase que um esquema de pirâmide em formato de anime. Afinal, Gibiate foi muito, mas muuuuito bem divulgado. Seu website é tão ambiciosamente bem feito quanto, da mesma forma ambiciosa, é anunciado como um grande projeto feito por grandes mentes do entretenimento.

E por mais verdadeiro que isso tenha sido, de que isso adiante sem uma equipe pra executar esse projeto à altura de como ele foi idealizado?

CONCLUSÃO: UMA ANDORINHA SÓ NÃO FAZ VERÃO

Faltou trabalho em Gibiate, a verdade é essa. Faltou animador, faltou tempo de renderização naquela computação gráfica de doer os olhos, faltou reunião entre direção e produção pra discutir roteiro, a viabilidade daquilo ser alguma coisa que realmente preste, enfim… sobrou Grandes Nomes, mas visivelmente faltou equipe. E a gente só tem é sentir pena das grandes figuronas envolvidas. Pessoalmente, sou um grande fã do SUGIZO. Luna Sea, sua banda, foi e ainda é uma das minhas maiores referências musicais e sempre estarei recomendando esse gigante da música japonesa quando tiver oportunidade. E é uma pena que seu nome seja associado a um projeto tão mal executado. É uma pena que o meu maior proveito durante o anime tenha sido ouvir as aberturas e os encerramentos, semana a semana. E que mancha na carreira do Yoshitaka Amano… seus esboços no site oficial de Gibiate são, como todo o resto de seu trabalho, coisas admiráveis. Um anime desse naipe faz jus ao seu trabalho?

Pra não dizer que tudo são horrores, a gente com certeza pode dizer que a produção de Gibiate é bastante corajosa. Ryo Aoki é O nome por trás do anime, produtor executivo E roteirista da produção. Sendo essa sua primeira iniciativa na indústria dos animes, é de se admitir que é preciso muita, mas muita coragem de, além de ter sido a pessoa que deu o “Okay” para uma produção daquelas, ainda se intitular o responsável pelo roteiro que ajudou a meter a última bala na testa de Gibiate.

Ainda mais escandaloso que admitir ser o responsável de um anime que “chocou o mundo” sim, do pior jeito possível, é estar disposto a ser o convidado de um evento gigante como a Anime Expo (em julho de 2021). A coragem (pra não dizer a pachorra) de se mostrar como o rosto responsável por um dos piores animes já feitos com a audácia de se apresentar como um grande projeto merece sim uma recompensa.

A vontade é de sentar e perguntar na maior sinceridade, “Afinal, o que aconteceu? Quais eram suas intenções para Gibiate? Qual foi a ideia por trás do anime? Será que o cachê pra cada um desses super-produtores esgotou todo o orçamento do anime, enquanto o resto foi gasto em publicidade e, por fim, álcool para digerir a dor do fracasso iminente?! Não nos leve a mal, seria bom ouvir seu lado!”.

Enquanto nada disso é respondido ainda (e provavelmente sequer será perguntado na Anime Expo, certamente por constrangimento coletivo) a certeza que fica é que não houve boa vontade que salvasse a experiência dolorosa de ver um anime como Gibiate, mal executado sob qualquer ponto de vista. Seja na qualidade de sua animação, ou de roteiro, ou de personagens, acho que dificilmente será assistida coisa pior.

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AMD lança Processadores AMD Ryzen Série 5000

amd ryzen

Hoje é um dia muito importante para a computação e usuários de desktop. A AMD apresentou a linha de Processadores AMD Ryzen 5000 Series com a nova arquitetura “Zen 3”, onde oferece até 16 núcleos, 32 threads no topo de linha AMD Ryzen 9 5950X.

Com amplas melhorias em todo o núcleo, incluindo um complexo unificado de 8 núcleos com acesso direto ao cache L3 de 32 MB, a nova arquitetura de núcleo “Zen 3” da AMD oferece um aumento de 19% em instruções por ciclo (IPC) em relação a geração anterior, o maior desde a introdução dos Processadores “Zen” em 2017. Veja o vídeo abaixo:

“Nosso compromisso com cada geração de nossos processadores Ryzen é construir os melhores processadores de PC do mundo. Os novos Processadores AMD Ryzen Série 5000 para desktop estendem nossa liderança de IPC4, eficiência energética para single-core, multi-core performance e jogos”, disse Saeid Moshkelani, vice-presidente sênior e gerente geral da unidade de negócios cliente da AMD. “Hoje, estamos extremamente orgulhosos de oferecer o que nossa comunidade e clientes esperam dos processadores Ryzen – desempenho dominante multi-core e single-core e verdadeira liderança em jogos – tudo dentro de um amplo ecossistema de placas-mãe e chipsets disponíveis pronto para Processadores AMD Ryzen Série 5000 para desktop”.

O topo de linha de 16 núcleos AMD Ryzen 9 5950X oferece:

  •  O mais alto desempenho de thread único de qualquer processador de jogos para desktop
  • O maior desempenho multi-core de qualquer processador de jogos para desktop e qualquer processador de desktop em um soquete de CPU convencional.

AMD Ryzen 9 5900X de 12 núcleos oferece a melhor experiência de jogo:

  • Média de 7% mais rápido em jogos de 1080p em títulos de jogos selecionados do que a concorrência
  • Média de 26% mais rápido em jogos de 1080p em títulos selecionados de geração

*A nova linha da arquitetura também conta com os AMD Ryzen 7 5800X, com 8núcleos e 16 threads, e o AMD Ryzen 5 5600X, com 6 núcleos e 12 threads. 

As placas-mãe da Série AMD 500 estão prontas para Processadores AMD Ryzen Série 5000 para Desktop com uma simples atualização do BIOS. Os Processadores AMD Ryzen Série 5000 para Desktop devem estar disponíveis para compra globalmente em 5 de novembro de 2020. Saiba mais em AMD Ryzen Desktop Processors.

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Mortal Kombat 11 Ultimate e Kombat Pack 2 revelados – com Rambo!

rambo mortal kombat 11

A Warner Bros. Games movimentou os fãs de Mortal Kombat hoje. O anúncio de uma nova versão do seu ultimo titulo: Mortal Kombat 11 Ultimate. Desenvolvido pela NetherRealm Studios, Mortal Kombat 11 é o jogo da franquia mais vendido da história e seu upgrade chega com tudo no próximo dia 17 de novembro.

Mortal Kombat 11 Ultimate será distribuído de forma digital para Playstation 5, PlayStation 4 e Pro, Xbox Series X|S, Xbox One, Nintendo Switch, PC e Stadia. Conta com um atualização gratuita para quem já tem Mortal Kombat 11 e para aqueles que adquirirem o jogo para Ps4 e Xbox One vão ter acesso para as atualizações de Ps5 e Xbox Series X|S.

Contudo o burburinho da comunidade estava na revelação dos novos lutadores do jogo. Com Ed Boon dando enigmas no Twitter, o Pacote de Kombat 2 contém a aclamada Mileena e, o príncipe de Edenia, Rain. Além disso a surpresa fica para Rambo, o soldado das Forças Especiais, que é interpretado pelo próprio Sylvester Stallone (em inglês).

As novidades de Mortal Kombat 11 Ultimate

Por fim temos melhorias vindo com a nova atualização. Desde toda a experiência com o jogo e seus personagens e o Pacote de Kombat 1 (Shang Tsung, Nightwolf, Sindel, Coringa, Exterminador T-800, Spawn e skins).

Além disso todo o conteúdo de Aftermath, expansão da história com o acréscimo de  Fujin, Sheeva e RoboCop. A compatibilidade e upgrade para a nova geração está inclusa e Mortal Kombat 11 Ultimate contará com Krossplay entre as plataformas!

Enfim Mortal Kombat 11 Ultimate está disponível para pré-venda partir do dia 15 de outubro. Contando com o acesso para Mortal Kombat 11, Pacote de Kombate 1 e Aftermath. Confira a pré-venda que garantirá o pacote de skins Guerreiros do Tempo, para Noob Saibot, Liu Kang e Skarlet.

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YOSHIKI Fashion Photobook “XY” será lançado em novembro

yoshiki xy

Kodansha lançará o novo photobook “XY” com a estrela do rock e ícone da moda YOSHIKI em seu aniversário, 20 de novembro de 2020.

O livro completo e o conjunto de DVDs, embalados em um estojo cosmético personalizado, revelam “um YOSHIKI que você nunca viu antes” com o famoso baterista de rock e pianista clássico em moda de ponta em cenários de sonho. Sua personalidade provocante é capturada pela premiada fotógrafa Melanie Pullen, que cresceu influenciada pelos amigos da família Andy Warhol e Allen Ginsberg, e tem exposições em museus ao redor do mundo.

O DVD de 30 minutos que o acompanha oferece uma visão dos bastidores da filmagem, bem como uma entrevista exclusiva com YOSHIKI e a prestigiosa equipe criativa de Hollywood.

O vídeo do photobook “XY” pode ser visto no canal de Yoshiki no YouTube:

YOSHIKI foi o primeiro japonês a aparecer na capa da VOGUE Japan, e no mês passado apareceu na capa da Numero TOKYO, que também está na vanguarda da moda.

“Pode ser estranho para mim mesmo dizer isso, mas eu ainda estou bem, e acho que ainda posso continuar por um tempo,” YOSHIKI riu. “Mas, nos bastidores, coloquei muito sangue, suor e lágrimas – espero que este seja o gatilho para começar a lançar alguma música.”

O álbum de fotos “XY” reuniu alguns dos maiores talentos criativos do mundo. A fotógrafa / artista Melanie Pullen expõe suas fotos nas coleções permanentes de museus de todo o mundo, incluindo o Getty Museum (Los Angeles). Seu trabalho foi destaque na Vogue, Esquire, Elle, New York Times Magazine e muito mais. O estilista de celebridades Santa Bevacqua da Itália trabalhou com L’Oréal, BMW, Vogue, GQ, Elle, Esquire e Harper’s Bazaar. O produtor Sakiko Yamada é o fundador da Splendent Media e já trabalhou com celebridades de Hollywood como Al Pacino. O diretor Paul Lauren trabalhou com David Beckham, Jennifer Lopez, Natalie Portman e Justin Bieber. O produtor de vídeo Michael Marius Pesa filmou George Clooney, Halsey, Regina Hall, Jesse Eisenberg e Gabrielle Union.

YOSHIKI, ícone internacional da música, cultura pop e muito mais, fez ondas na moda ao ser a atração principal de um evento de lançamento da Yves Saint Laurent. Ele projetou sua própria coleção de quimonos, Yoshikimono, que ganhou atenção mundial ao abrir a Tokyo Fashion Week de 2020 e foi selecionada pelo Museu Nacional de Tóquio para sua famosa exposição de quimonos.

YOSHIKI foi nomeado pela Consequence of Sound como “um dos músicos e compositores mais influentes da história japonesa” e é descrito pela revista Billboard como “prolífico” e “um inovador musical”.

Como artista solo e líder do grupo de rock X Japan, YOSHIKI vendeu 50 milhões de álbuns e singles em todo o mundo. Ele foi a atração principal do Carnegie Hall, Madison Square Garden e Wembley Arena; e vendeu o Tokyo Dome um recorde 18 vezes. Ele também compôs o tema do Golden Globe Awards, um concerto clássico para o Imperador do Japão, e a música tema da Hello Kitty, bem como o tema da série de animação de sucesso, Attack on Titan. Suas colaborações incluem o produtor dos Beatles, George Martin, Roger Taylor of Queen, Sarah Brightman e, mais recentemente, Bono, will.i.am, Jennifer Hudson e St. Vincent. YOSHIKI está atualmente compondo músicas para xXx 4, o próximo filme da franquia de sucesso de Hollywood estrelado por Vin Diesel, e outros projetos de TV e filmes a serem anunciados em breve.

Yoshiki-XY

YOSHIKI – XY

・ 96 páginas de capa dura tamanho B4 em cores
・ DVD “Making of” (30 minutos)
・ Pacote de caixa especial para cosméticos personalizado “XY”
・ Data de lançamento: 20 de novembro
・ Editora: Kodansha

Para maiores informações acesse o SITE OFICIAL e acompanhe em suas REDES SOCIAIS.

Créditos da Foto: © YOSHIKI / Melanie Pullen / Kodansha

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