casas japonesas abandonadas
O preço das casas no Japão tem subido, mas o país ainda tem mais de 8 milhões de propriedade desocupadas, são tantas casas que seus donos começaram a dá-las de graça. Em alguns casos, os governos locais até mesmo oferecem subsídios para as pessoas que querem destruir as casas e construir novas.
Apesar de muitas propriedades não estarem listadas no mercado, elas aparecem no banco de dados online chamado “Akiya Banks”, uma referência à palavra japonesa para “lar vazio”. Enquanto algumas dessas propriedades estão sendo doadas, outras estão sendo vendidas por $4 dólares.
Para quem vem de fora do Japão para comprar uma casa sem visto de residência permanente fica ainda mais fácil encontrar um financiamento, mesmo que você já tenha trabalhado no país. Muitas das casas estão em mau estado devido ao método de construção de má qualidade utilizado na expansão pós-guerra na década de 60.
Estas estruturas pré-fabricadas tem uma durabilidade de 20 a 30 anos, e várias delas também foram construídas em terreno inclinados, tornando sua sustentação instável.
Estes não são os únicos motivos para ninguém comprar essas casas.
Com a diminuição da população japonesa, seus residentes também estão envelhecendo, ou seja, existem poucos jovens tentando comprar propriedades, especialmente nos subúrbios e áreas rurais. O fenômeno também acabou chegando nas as urbanas, onde de dez casas, uma está vazia.
Mesmo tendo uma demanda maior nas cidades, o mercado imobiliário do Japão está incentivando a demolição dessas propriedades, já que as taxas são seis vezes maiores em terrenos com construção do que os baldios.
Apesar dos incentivos do governo, reverter esse problema será uma tarefa difícil. No japão, é considerado má sorte comprar uma casa onde houve um assassinato, suicídio ou uma morte solitária. Muitos preferem abandonar esses tipos de propriedade do que investir em suas terras.
Alguns corretores de imóveis chegam a endossar essas superstições e realizam rituais e incorporam o feng shui nas suas reformas. Mas, graças a muitos proprietários, as casas simplesmente não valem o investimento. Nem mesmo os akiyas resultaram em muitas vendas.
Houve um tempo de esperança quando uma lei de compartilhamento de propriedade possibilitaria o Airbnb e outros serviços do tipo a pegarem essas propriedades. Porém, quando a lei foi aprovada em junho de 2018, várias restrições foram levantadas como poder alugar a propriedade por no máximo 180 dias. Por conta disso, os cliente do Airbnb simplesmente desapareceram.
Enquanto isso, os compradores japoneses continuam priorizando novas casas, e suas milhos de akiyas continuam sendo vazias.