cheat slayer
Imagem Divulgação
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Depois de apenas um capítulo publicado na revista Monthly Dragon Age, da Kadokawa, o novo mangá de Homura Kawamoto, autor do já famoso mangá Kakegurui, foi cancelado – você não leu errado, UM CAPÍTULO foi o suficiente para finalizar a publicação. O título Isekai Tenseisha Koroshi: Cheat Slayer foi duramente criticado pelos leitores da revista e gerou uma grande repercussão negativa logo após sua estreia.

A principal motivação pelo fim tão rápido da recém criada série foi a grande semelhança entre os vilões do mangá com heróis de outras obras conhecidas do gênero Isekai – tipo de história em que o protagonista reencarna em outro mundo, geralmente fantasioso. Apesar de ser considerado uma paródia sobre obras de isekai em geral, a caracterização e aparência dos vilões incomodou bastante os fãs das outras séries que consideraram um insulto usar a aparência de seus heróis como modelo para os antagonistas da série.

Os membros da guilda tiveram suas aparências identificadas com muitas semelhanças com personagens de mangás e obras sobre isekai já criados como a Rimuru de That Time I Got Reincarnated as a Slime, o Kirito de Sword Art Online, o Ainz de Overlord, o Subaru de Re:Zero, a Katarina de My Next Life as a Villainess: All Routes Lead to Doom!, entre outros mais.

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Imagem comparativa retirada de post no Reddit publicada pelo usuário reddi_4ch2

Em pedido de desculpas publicado em sua conta oficial no Twitter, o autor disse que ”pede desculpas profundamente por toda dor, transtorno e preocupação geradas àqueles relacionados ao incidente”. Ele diz ainda que “lamenta por ter feito um trabalho que carece de consideração devida” e que “vai se esforçar para que esse tipo de problema nunca mais aconteça”. Em resposta à grande reação negativa, o departamento editorial analisou os pontos considerados  pelos leitores e decidiu pelo cancelamento imediato da publicação. Após se desculpar com os autores das outras obras relacionadas e garantir que o ocorrido não vai se repetir, o departamento afirmou que seria um grande problema retratar vilões com aparências tão similares a heróis já conhecidos e adorados do mesmo gênero.

Essa ideia é reforçada pelo autor de Mushoku Tensei: Jobless Reincanation, Rifujin na Magonote, em sua conta no twitter, quando diz em um post recente que “fazer personagens com a aparência nitidamente reconhecível de outros trabalhos, transformá-los em vilões e fazer com que façam coisas ruins é passar dos limites”. O mangá foi anunciado como sendo uma “história de vingança coberta de ódio e desejo”, então a gente já consegue ter uma ideia de que aparências tão semelhantes com outros personagens não seria algo nada bom para os donos desses outros protagonistas.

Já o autor de That Time I Got Reincarnated as a Slime, Fuse, recebeu o pedido de desculpas ressaltando que “a imagem do personagem é muito importante para um autor” e que “se for parodia-la, não exagere.”

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Capa colorida do primeiro capítulo do mangá. Olha, não sei vocês, mas aquela personagem na direita ali me lembra alguém também, apesar de não ser de um isekai. Não acham?

A história de Isekai Tenseisha Koroshi acompanha Lute, um aldeão de uma vila que acabou de ser dizimada pelos então nomeados heróis da guilda “Rebeldes contra Deus”, formada apenas por pessoas que reencarnaram nesse mundo de fantasia e usam seus poderes para cometer ações de interesse próprio. A história de vingança do protagonista se inicia quando ele se encontra com um dos membros da guilda que ele tanto admirava. Devido aos eventos seguintes, Lute se prepara para uma jornada de vingança contra a guilda e seus membros.

O mangá teve seu primeiro capítulo publicado no dia 9 de junho de 2021 na revista Monthly Dragon Age e não durou mais do que isso. Sua obra mais conhecida, Kakegurui, foi um grande sucesso não apenas no Japão como também no mundo todo, vendendo mais de 5 milhões de cópias e, consequentemente, ganhando adaptações em anime e live-actions.

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