Minha experiência com filmes sul-coreanos sempre foi muito boa. Apesar de eu achar as obras às vezes longas demais, nenhuma delas me decepcionou até hoje. Então, o mesmo se aplica ao filme A Criada (아가씨 – Ah-ga-ssi, no original), adaptação do romance Fingersmith (batedora de carteiras, em tradução livre) de Sarah Waters.

A obra original na qual o filme é inspirado se passa em uma Inglaterra Vitoriana, diferente da adaptação no filme. Isso porque o diretor Park Chan-wook (Trilogia da Vingança, que tem como parte Oldboy) e o roteirista Chung Seo-kyung quiseram adaptar isso. Portanto, optaram por trazer uma era histórica da própria Coréia do Sul, na qual o Japão exercia controle colonial do país.

Adaptação cinematográfica

O filme conta a história de uma batedora de carteiras, Sook-hee, que aceita trabalhar para o Conde Fujiwara sendo a criada da herdeira japonesa Lady Hideko. Nesse contexto, o Conde queria se casar com a herdeira, e ficar com suas posses, armando um plano para tal. Ele planejava internar Lady Hideko em um asilo, assim podendo controlar toda sua fortuna sem maiores problemas. Sendo assim, ao contratar Sook-hee, almejava que a criada o ajudasse a convencer Hideko aceitar sua proposta de casamento, facilitando todo o plano.

O filme estreou na Coréia do Sul em 2016, e chegou ao Brasil nos Streamings em 2017, atraindo os olhos da crítica internacional que fortemente o aclamou. Inclusive, no site Rotten Tomatoes o longa atingiu a surpreendente nota de 96% de aprovação.

Como dito anteriormente, minha experiência com filmes sul-coreanos sempre foi excelente, e A Criada é mais uma dessas obras que entra na lista de filmes incríveis do país. Foi, inclusive, uma agradável surpresa para mim, pois conhecia muito pouco sobre a obra.

O filme (dividido internamente em partes) é um suspense erótico que utiliza o contexto histórico para garantir um cenário de fundo quase fantástico. Ainda, cheio de reviravoltas completamente inesperadas, traz no seu decorrer uma nova faceta para os personagens, fazendo com que eles fiquem mais profundos e interessantes.

Nós estamos acostumados a ver filmes que abracem o contexto europeu vitoriano ou elizabetano, mas os países do leste asiático ainda permanecem um mistério. É quase como se a história deles não fosse “válida” de ser abordada em longas metragem. Portanto, isso torna A Criada ainda mais instigante, já que, assim como acompanhamos uma trama de eventos misteriosos, também aprendemos mais sobre esse período histórico tão importante para a história da Coréia do Sul.

Vale a pena?

Com atuações geniais, uma bela trilha sonora, e fotografia lindíssima, A Criada é um filme completinho e muito bem-feito. Como eu não conheço o livro original que inspirou o filme, não sei até que ponto a adaptação segue o plot original. De qualquer forma, avaliando somente o longa, o roteiro é muito bem desenvolvido, bem amarradinho e com nenhum furo que eu possa ter identificado.

Por fim, A Criada é uma imersão em um país e período desconhecido por muitos, mas incrivelmente interessante. Com isso, traz uma história instigante e sensual, ao mesmo tempo que cheia de suspense e mistério.

A Criada
Imagem Divulgação

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REVIEW
A Criada
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Bibliotecária, especialista em conservação de histórias em quadrinhos, pesquisadora na área de educação, princesa da Disney e apaixonada por Sailor Moon a mais de 20 anos.
a-criada-reviewCoreia do Sul, anos 1930. Durante a ocupação japonesa, a jovem Sookee (Kim Tae-ri) é contratada para trabalhar para uma herdeira nipônica, Hideko (Kim Min-Hee), que leva uma vida isolada ao lado do tio autoritário. Só que Sookee guarda um segredo: ela e um vigarista planejam desposar a herdeira, roubar sua fortuna e trancafiá-la em um sanatório. Tudo corre bem com o plano, até que Sookee aos poucos começa a compreender as motivações de Hideko.