Texto por Ponya

Ok, a grande verdade é que eu sou um procrastinador crônico

E depois de um número não informado de meses, eu finalmente escrevo a review do joguinho que tem consumido a maior parte do meu tempo:

Kantai Collection, ou Coleção de Frota, em tradução livre.

Sabe o anime meio tosqueira que saiu ano passado – confira nosso PRIMEIRO GOLE AQUI? Pois é.

Tem algumas razões para ele ter sido ruim em primeiro lugar: Ele foi baseado em um jogo, e todos sabemos que adaptações têm dificuldades para se sair tão bem quanto os jogos originais. Mas dessa vez não foi um jogo qualquer: Foi um jogo desprovido de qualquer enredo além de suas premissas básicas.

Que premissas são essas?

Depois de Strike Witches, com meninas-avião, e Girls und Panzer, com meninas e tanques de guerra, o único ramo das forças armadas não representado com meninas em alguma mídia foi a marinha. Então por quê não?

BAM!

Kancolle

Criado especificamente para o nicho de otakus de marinhas militares, o jogo ganhou notoriedade pelo trabalho de dubladoras japonesas no jogo, e acabou passando do ponto crítico no japão e se tornando uma grande marca.

Sem grandes pretensões, os desenvolvedores não se preocuparam em dar um background muito complexo para o jogo. A situação é que o jogador assume o papel de um Almirante (Teitoku, em japonês) responsável pela administração de uma frota feita de moças que possuem a alma de navios de guerra do passado (Kanmusu em japonês, ou meninas-navio em tradução livre), e que podem usar seu poder para lutar contra a “Marinha Abissal”, cuja origem é desconhecida, embora se presuma que surjam do fundo do oceano.

É um milagre que sequer tenham conseguido criar um anime com tão pouco. A trama é fraca, e o propósito claro é o fanservice. Então foi ruim?

KRAI N PO

Eu adorei o troço principalmente porque veja bem: eu sou um dos “almirantes”, e tenho um quê de Nerd de história. Menininhas animadas em um tema de Segunda Guerra? Topo!

No fim das contas, o jogo gira em torno de obter as diferentes Kanmusus e seus equipamentos, gerenciá-los, e combiná-las a fim de derrotar as frotas abissais. Para quê? Para obter MAIS Kanmusus e MAIS equipamentos!

As artes das mocinhas, suas (numerosas) falas diferentes, as músicas compostas para as diferentes fases e ambientes do jogo, e seu apelo de jogo casual compõem os principais atrativos do jogo, juntamente com seu tema histórico.

Cada Kanmusu tem sua própria arte, voz e personalidade, baseada em fatos históricos relacionados ao navio correspondente ( Muitas têm sinais de estresse pós-traumático relacionado à maneira como afundaram, como por exemplo, torpedos de submarino).

Serve como um atrativo para a maioria do público? Não.

Tanto o jogo quanto o anime atendem um nicho específico de público. Mas atende bem. Destaque especial para as Seiyuus (dubladoras) que trabalharam para dar vida às personagens, e à composição das músicas do jogo. O tema principal do jogo, “Home Port” em tradução livre para o inglês, é icônica e evoca calma e a cultura nativa do Japão pelo uso de instrumentos tradicionais.

Recomendado para nerds históricos e apreciadores de waifus!

Para pessoas fora desse nicho… nem tanto…

Enredo: 1/5 (que enredo?)

Arte: 4/5 Composta de vários colaboradores, muito agradável

Música: 4/5 Combina com o tema, e muitos dos grupos de Doujin musicais japoneses se refestelaram nas diferentes faixas

Dublagem: 3/5 Dublagem boa, mas incoerente para as Kanmusus “estrangeiras”, com Kamusus americanas falando um inglês sofrível e alemãs com alemão igualmente terrível. Mas tirando isso muito bom trabalho, com destaque para Touyama Nao, responsável por diversas vozes bastante diferentes, e a presença de Kawasumi Ayako, a seiyuu da Saber de Fate/Stay Night e outras famosas!

Jogabilidade: 3/5 Excelente! … para um jogo de browser… e portanto bastante simples, mas agradável. Bastante alinhada com os jogos desse gênero (com tarefas específicas que podem demorar diversas horas para serem concluídas).