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Astolfo Barroso Pinto, popularmente conhecido como Rogéria marcou a era dos travestis na década de 60, brilhando nos palcos e se escondendo por causa da ditadura, trilhou uma vida mais do que fabulosa, encantando a todos com seu talento e sua alegria.

Faleceu no ano de 2017, mas deixou um legado, este o qual foi documentado nas telonas em pleno 2019, um documentário sensacional o qual tem um único defeito, quando ele acaba.

Vida Artística e Pessoal

O conteúdo traz toda a vivência de Rogéria no mundo artístico e vida pessoal, contado por grandes nomes dentro do seu círculo de amigos, a história te cativa por causa da personalidade de Rogéria, antes de morrer, participou desse documentário, e a mesma te cativa por sua alegria e positividade, mesmo quando se conta da triste passagem de vida em época de ditadura, junto com grandes nomes como Jô Soares, Nany People, Betty Faria, Rita Cadillac e entre outros, a obra sai do gênero documentário e se torna um filme divertido e alegre que te faz sorrir e se emocionar com a história de Rogéria.

Poderia ser rotulado como um documentário LGBTQ+, mas essa obra vale para todos os gêneros, não só para conhecer as histórias de Rogéria ou se comover com sua trajetória, mas ensinar sobre empatia e respeito, ainda mais sobre aceitação as trans, um ensinamento do que é a dor vivida por elas em uma sociedade homofóbica, mesmo assim, lá estão elas, sorrindo e gritando, independente de quem reclame ou xingue, elas se mostram resistentes, como Rogéria foi um dia.

rogeria

Rogéria x Astolfo

Rogéria destaca que Astolfo é uma pessoa completamente diferente, sempre conseguia sair de seu personagem e voltar facilmente, mas o curioso foi ela dizer que na maioria das vezes, Astolfo esteve no comando, nunca deixou der ser quem ele sempre foi, pulso forte e sem baixar a cabeça, pois foi dessa força que Rogéria nasceu e engrandeceu como a travesti da família brasileira, seu legado foi deixado como muitas outras estão deixando, a prova que as trans são as o sexo forte de sociedade e ainda sim serem amorosas.

Rogéria deixa saudades no mundo de hoje, mas está imortalizada nesse lindo documentário, pode-se colocar como uma cinebiografia se quiser, independente de como é chamada a obra, o diretor Pedro Gui fez bem, apresentou a história de um dos grandes nomes que o Brasil conheceu e provavelmente doutrinou algumas pessoas, que essas um dia possam contar sua história de seu sucesso, como fez Rogéria.