No último domingo (13), o Super Junior anunciou em seu Instagram oficial que estão prontos para lançar novidades. Nos stories, foi publicada uma nova foto do grupo, e em cima escrito: SUPER JUNIOR Special Single Album, em breve.
O modelo de Special Single Album, que causou leve confusão em algumas fãs, é formado por uma música principal, que ganhará um MV, e uma B-side. Esse modelo já foi utilizado pelo grupo em U e Lovely Day, sendo a primeira a title track.
Algo a ser notado é a presença de 9 integrantes na foto, o que significa que Heechul estará na música. O membro já se ausentou de algumas atividades do grupo por problemas de saúde.
Ao ler as palavras no cenário da foto, algumas Elfs estão sugerindo que a música se tratará de uma ballad, gênero musical mais melancólico e muito presente nas faixas individuais dos integrantes do grupo.
Enquanto esperam pelas novas informações sobre o lançamento, o fandom também concentra suas atenções no filme documentário Super Junior World Tour (Super Show 8: Tempo Infinito), que estará sendo exibido no Brasil pela primeira vez, nos cinemas da rede Cinemark.
A origem da culinária de cada país se deve não só ao seu clima, natureza local e cultura, mas também às influências que receberam de outros países ao longo dos anos. No caso do Japão, a primeira influência veio, obviamente, da China, cuja cozinha foi a base de muitos pratos japoneses. Porém não foi somente a China que teve sua parcela de contribuição na culinária nipônica. Apesar da sua condição de arquipélago e ter passado muitos anos fechado, o país recebeu vários países que acabaram influenciando na sua culinária.
Você verá agora algumas das influências estrangeiras na culinária do país que podem te surpreender.
Supamu
Imagem Divulgação. Fonte: livesupamulife.com
Esta iguaria é uma carne cozida em lata que foi trazida pelos americanos como ração militar para os soldados durante a Segunda Guerra Mundial. A carne acabou caindo no gosto dos japoneses, que chegam a fazer sushi de SPAM (e depois falam do sushi com cream cheese). A carne também é consumida frita, como um tempura, no lámen, com macarrão italiano, etc. Com seu sabor único de serragem com lata, isso me fez questionar o paladar tão exigente dos japoneses.
Shokupan
Imagem Divulgação. Fonte: shanshancafe.com
O vulgo pão de leite acredita-se ter sido apresentado em uma padaria em Yokohama nos anos de 1880, na época em que os pães começaram a se tornar populares no Japão. As características principais deste pão de forma são a sua maciez e sabor suave, combinando com vários ingredientes e formas de preparo.
Casutera
Imagem Divulgação. Fonte: br.blastingnews.com
De origem portuguesa e conhecido como pão de Castela ou pão de ló, este é sem dúvida um dos bolos mais populares do Japão, cuja massa serve de base para diversos outros itens de confeitaria, como o strawberry shortcake (bolo de morango com chantilly). Macio e levando poucos ingredientes, o bolo foi sendo adaptado ao longo dos séculos pelos japoneses, ganhando versões com mel, matcha (chá verde) e youkan (gelatina de feijão doce). Além disso, é a mesma massa com mel das panquecas usadas para fazer o dorayaki (sanduíche de panquecas doces com recheio de doce de feijão).
Baumukuhen
Imagem Divulgação. Fonte: twitter.com/JuchheimE
Podendo ser traduzido como “bolo-árvore”, o baumkuchen é um bolo alemão assado em um espeto. Sim, é um churrasquinho de bolo que vai sendo assado em camadas ou um bolo de rolo feito no espeto. Curiosamente, ele é muito servido em casamentos por causa do seu formato de anel, mas pode ser comprado em qualquer loja de doces estrangeiros, lojas de conveniência e mercados.
A iguaria foi apresentada pelo confeiteiro Karl Joseph Wilhelm Juchheim em 1919 em uma exposição em Hiroshima, e posteriormente acabou abrindo uma padaria em Yokohama e depois em Kobe. Depois da sua morte, sua esposa ajudou a abrir uma cadeia de padarias com o nome de Juchheim, o que ajudou a popularizar o bolo e tornando-se a marca mais conhecida de baumkuchen do Japão.
Korokke
Imagem Divulgação. Fonte: The Spruce / Christine Ma
Sem certeza de sua origem, podendo ser holandesa, francesa ou inglesa, o croquete já constava em alguns livros de receitas na Era Meiji (1868 a 1912). O korokke mais clássico é um bolinho de purê de batata recheado de carne moída, empanado com panko e frito em óleo. Porém, outra versão é o kumiru korokke (croquete cremoso), feito de creme com caranguejo e empanado e frito da mesma forma. Já o menchi-katsu é o que mais se aproxima da versão francesa, que é feito com carne desfiada.
Doria
Imagem Divulgação. Fonte: Japanese restaurant ten-good
Este é um prato que poucos sabem que é muito popular no Japão. O doria mada mais é que um gratinado com arroz e legumes e/ou carne. O prato foi inventado na verdade por um chefe suíço em um restaurante de um hotel nos anos de 1930 e foi inspirado no gratinado francês. A peculiaridade do prato não para por aí já que o nome não é nem francês, nem japonês, mas sim italiano, em homenagem a um general italiano da marinha. Os japoneses também tem o guratan (gratinado) que podes ser com macarrão ou de legumes e/ou alguma carne.
Kare
Imagem Divulgação. Fonte: oyakata.com.pl
O kare nada mais é que um curry com, geralmente, cenoura, batata e carne. Existem muitos restaurantes especializados em kare no Japão e este é um dos pratos mais preparados em casa por ser nutritivo, barato e rápido de fazer, chamado até mesmo de “o prato nacional”. O prato indiano foi trazido pelos ingleses e adotado pelos japoneses como uma forma de prevenir o beribéri, uma doença causada pela deficiência de vitamina B1. Apesar de sua origem indiana, a versão japonesa é mais adocicada e menos picante.
Tempura
Imagem Divulgação. Fonte: nhk.or.jp
Pouco se fala sobre a origem estrangeira do tempura quando se fala sobre comidas de influência estrangeira no Japão, talvez por ser de origem portuguesa, que geralmente são esquecidos em meio à história de tão rápido que foram expulsos pelo imperador do Japão em 1639.
A história conta que durante a quaresma, o período que precede a páscoa depois da Quarta-feira de Cinzas e quando não se pode comer carne, os portugueses tinham a tradição de preparar os “peixinhos da horta”, um prato que nada mais é que vagem de feijão-verde com polme (farinha, ovo e/ou água) e frita. O nome veio do latim ad tempora cuaresme, que significa “no tempo da Quaresma”, o que promoveu a confusão dos japoneses que começaram a chamar o prato de tempura.
Macarrão italiano
Imagem Divulgação. Fonte: coisasdojapao.com
Os japoneses adoram o macarrão italiano e acabaram criando receitas à moda japonesa com a massa, como o gratinado de macarrão, o macarrão com mentaiko (ovas de peixe escamudo) e o naporitan, um macarrão à moda napolitana com pimentão, cogumelo, alho, salsicha e ketchup. Existem vários restaurantes italianos que preparam pratos italianos clássicos e suas releituras tão populares no Japão. Além disso, este é um prato que os japoneses fazem bastante quando é o Dia dos Namorados no Japão (14 de fevereiro), quando eu vi várias japonesas comprando macarrão e molho de tomate no mercado.
Hanbagu
Imagem Divulgação. Fonte: delightfulplate.com
Não confunda com o hanbaga (hambúrguer com pão), o hanbagu é simplesmente um hambúrguer e com tonkatsu (molho barbecue japonês). Antigamente chamado de bife alemão ou bolinho de carne, o prato é de origem alemã e foi introduzido no país em 1882. O prato é bem popular e é servido geralmente com batatas assadas, tomate e alface ou milho de lata. É um dos principais pratos do famigerado Jonathan’s, um restaurante bem conhecido por ter comidas em estilo americano a preços módicos.
Estes pratos mostram como os japoneses adaptaram alguns pratos ao seu paladar e como eles caíram no gosto popular. Apesar de alguns pratos soarem um pouco estranho, a maioria deles são muito bons e valem a pena provar – menos o SPAM e o macarrão com mentaiko.
Epona’s Song, Lost Woods e Song of Storms são alguns exemplos de melodias presentes no jogo Zelda: Ocarina of Time, responsável por revolucionar a maneira que a música viria a ser utilizada nos jogos. Foi o primeiro título a se beneficiar da música como elemento interativo na jogabilidade, no qual os jogadores devem usar um instrumento musical para criar canções e resolver tarefas no decorrer da trama.
Entretanto, não foi apenas esse fato marcante que tornou as criações de Koji Kondo tão conhecidas, uma vez que a trilha sonora por si só – se bem colocada – configura um dos elementos mais relevantes na narrativa, fazendo-se significativa para a imersão nos jogos.
A trilha sonora estimula as sensações ao caracterizar o contexto que está inserida, auxiliando a compreensão da narrativa pelo jogador, proporcionando um padrão sonoro dinâmico, seja em níveis mais acentuados ou de maneira mais simples, como o uso da música em loop para acompanhar determinadas fases.
Apesar de Song of Storms, ou qualquer outra trilha sonora presente em Ocarina of Time transitar entre estes dois parâmetros, seu vínculo com a história se sobressai diante de uma simples melodia ambiente. Isso pois está à parte de qualquer papel coadjuvante ao ser primordial na elaboração do jogo, “Interagindo diretamente com a trama, ela toma a frente, tornando-se quase um personagem a mais, tamanha sua identidade, força, ligação com a história, cenários e eventos” (SILVA, 2012, p.02).
Contexto incentivado, pela maneira em que o jogador se relaciona com a trilha sonora. Já que suas melodias são ensinadas através de sequências de botões por meio do próprio controle como instrumento musical, que devido a repetição durante as missões, faz com que haja um vínculo com o instrumento em questão. Levando o jogador a memorizar essas melodias por utilizá-las em diversos momentos.
Segundo o próprio Koji Kondo, seu trabalho em Ocarina of Time foi o mais desafiador entre suas criações para a Nintendo. Com uma escala limitada para compor diferentes melodias, este se tornou o seu “maior desafio” ao criar composições que se afastassem do padrão da época; “Com Zelda, tentei melhorar a atmosfera dos ambientes e locais. O som de Mario é como música popular, e Zelda é como um tipo de música que você nunca ouviu antes. Então, tento incorporar muitos tipos diferentes de música para criar uma sensação de outro mundo”. Comentou Kondo em uma entrevista exclusiva ao site Wired.
Esse cuidado na elaboração de uma trilha sonora que representasse dignamente a atmosfera do jogo Zelda, exemplifica todo o empenho de Kondo em criar algo em torno do afeto. Juntando elementos importantes à músicas que agregassem sentimento, mesmo com as limitações dos consoles da época, que apesar de escassas, se mostraram suficientes a um grande marco para os jogos. Ficando nítido a importância de elementos sonoros na construção narrativa, servindo não apenas como algo completar, mas sim, essencial para uma boa produção e o nascimento de um jogo histórico.
Referências:
OLIVEIRA, Raul Paiva de. Música computacional e jogos digitais: influência da composição por algoritmo na sensação de imersão do jogador. 2017. Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação, Campinas, SP. Disponível em: <http://www.repositorio.unicamp.br/handle/REPOSIP/331771>.
BOURY, Eric Stefan. MUSTARO, Pollyana Notargiacomo. Um estudo sobre áudio como elemento imersivo em jogos eletrônicos. 2013. SBC – Proceedings of SBGames. Universidade Presbiteriana Mackenzie, UPM São Paulo, Brasil. Disponível em: <http://www.sbgames.org/sbgames2013/proceedings/artedesign/41-dt-paper.pdf>.
KOHLER, Chris. VGL: Koji Kondo Interview. 2007. WIRED.
Ao som da trilha sonora, esta disponível no Spotify, inicio esta REVIEW. Destaco e já aviso que este artigo será com SPOILERSe caso queira uma opinião geral sobre a versão PC de God of War, indico o Primeiro Gole. Há também um REVIEW de 2018, da versão para PlayStation 4, esta não feita por mim. Caso continue a leitura, fique por sua conta e risco!
Assim como disse em outras oportunidades, nunca fui um fã assíduo da franquia da Santa Monica Studios, até mesmo porquê nunca joguei seus jogos. Esta é minha primeira vez; meu primeiro contato com Kratos e toda sua mitologia. E incrível não? Bem no momento em que sua jornada está em terras nórdicas…
Um Homem Simples
Apesar de não ter tocado nos jogos anteriores, tenho ciência – um pouco dela – de como a história de God of War se desenrolou. Sobrepujando os poderes dos deuses gregos, Kratos teve seu momento de glória… e de perdas. Muito sangue foi tirado e esguichado em suas mãos.
Com todo esse peso em sua alma divina, ele busca sair de suas terras e ir para um lugar bem distante, nos confins do mundo. É aí que ele vai parar nas terras escandinavas e se fixa como um homem simples, comum e corrente. E olha só: ele se relaciona com uma mulher e tem um filho, este é Atreus.
No início do jogo, seu passado fica obscuro, até mesmo nesta nova vida viking que anda levando. Não temos muita informação de sua mulher – que adoece e morre. É já de cara que temos a missão, junto a seu filho, de jogar as cinzas no montanha mais alta de Midgard.
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O Luto de Pai e Filho
A relação entre os dois não é das melhores. Me remete muito entre Joel e Elle, de The Last of Us, ou mesmo Wolverine e X-23, em Logan. Ambos estão vivendo o Luto; um de sua esposa e o outro, de sua mãe.
É notável que Kratos não levava jeito paras ser o “paizão do ano”. Criado em Ferro e Fogo, seus sentimentos esvaíram em meio às cinzas da guerra. Mas é interessante como isso vai evoluindo durante o jogo e como dentro deste “homão ríspido”, há generosidade. Destaco a direção e roteiro neste aspecto, que junto a cinematografia, os diálogos não resvalam no overreacting meloso hollywoodiano.
Além de cada um lidar com a perda, as complicações se potencializam nos combates. Depois de passar por treinos de caçar e atirar, percebemos que há algo de especial em Atreus. Um garoto esperto, determinado e que não teme nem os mais perversos monstrengos do game. É nítido que assim como o “garoto”, Kratos absorve muito aprendizado com sua cria, o que dá uma profundidade interessantíssima na relação entre pai e filho, fugindo dos clichês tão bem conhecidos.
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Midgard e Além
Não há civis ou civilizações. Apesar disso, o mundo é rico e há uma boa quantidade de personagens secundários. Alguns, gostei mais; outros, deploráveis, mas condizentes com toda a trama. Destaco aqui a harmonia – ou desarmonia – dos irmãos ferreiros Brok e Sindri, trazendo um humor ácido para o equilíbrio do mundo um tanto quanto decaído.
Decaído? Sim! Parece que neste momento em que estamos vivendo esta aventura com Kratos, Midgard e os outros Reinos outrora eram resplandecentes e cheios de aventura. Por sinal, o conteúdo de lore é muito vasto, e adorei como retrataram os deuses nórdicos, em especial o passado de Týr e seu envolvimento com os Gigantes para propagar a paz.
Este equilíbrio entre o tratamento do passado e presente de Kratos em paralelo com a história de outros personagens é o que me deu a gana de jogar horas e horas ininterruptas: sempre havia algo interessante para acontecer; e sempre queria avançar mais!
Também fugindo dos clichês, não temos – ainda, pode ser que venha nos próximos jogos – uma história focada nos deuses de primeiro escalão. Nada de Thor ou Odin, ou pelo menos, não como a cultura pop gosta de tratá-los. Há muito da mitologia “contada” e subaproveitada pelos estúdios de cinema e jogos, e foi o que engrandeceu todo o cenário, servindo de pila fundamental para o próximo jogo, God of War: Ragnarok.
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Fotogafia e Tratamento do Mundo
Cory Barlog. Eis aí um grande nome da indústria e não é por menos, o cara sabe fazer uma história épica. A câmera sobre os ombros, com o Kratos um pouquinho de lado, nos dá a impressão de estarmos atrás dele com uma câmera também sobre os ombros, e gravando seus movimentos.
A cinematografia presente no jogo é evidenciar nós como telespectadores. Estamos vendo uma história sendo contada. Não senti imersão como em outros jogos, e sim, algo mais passivo e sendo trabalhado na frente de meus olhos. É difícil explicar, mas dessa forma, temos a nitidez tridimensional do nosso campo óptico, o que ajuda na experiência em batalha, cutscenes e diálogos. É claro que como não há interrupções entre transições de mapas ou acontecimentos, isso é potencializado.
Junto a esta contação de história temos a belíssima trilha sonora de Bear McCreary, que não foca apenas na “ação” ou em algo próximo do “power metal sinfônico”. Temos muita melancolia, tensão e até momentos de terror, quando urge criaturas colossais em meio ao graves da Tuba; é de arrepiar!
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Desenvolvimento
Há muitos anos eu não tinha essa vontade de jogar “horas e horas” como aconteceu com God of War. Pois bem, foi em apenas dois dias; 12 horas num domingo e 8 horas na segunda, para então “fechar” a história principal do game. Tudo flui muito bem no jogo e a alternância entre batalhas e cenas dramáticas, dá um respiro em querer continuar e não se tornar um hack n slash cansativo.
Falando em dramaticidade, destaco a dublagem brasileira, em especial com Ricardo Juarez como a voz poderosa de Kratos, Felipe Volpato como Atreus e Beatriz Villa como a Freya, com atuações notáveis e que dão um brilho a mais nas cutscenes mantendo o foco do jogador.
Pois bem, tendo todo esse pano de fundo quanto a sua questão narrativa, direção e roteiro, como é o andamento do jogo? Acho que é aqui, acredito eu, que ele se destaca dos demais anteriores, fugindo do hack n’ slash padrão, repetitivo e cheio de quick time events; deu certo? Com certeza, por sinal, um ícone neste aspecto. Mas este aqui, e pelo jeito, também o próximo, é um novo respiro na franquia.
Passando pelo drama do Luto, da relação Pai e Filho, e do embate de egos divinos e mitológicos, a história transborda em uma campanha onde o protagonista e todos os seus personagens em volta progridem. Ressalto três pontos cruciais, ou clímax nesta jornada:
O ponto de virada de Baldur, onde descobrimos seu “ponto fraco” e sua relação problemática frente a sua mãe. Não considero dos combates mais interessantes do jogo – o do Dragão no cume da montanha, é o ponto alto – mas o quanto Freya está dividida em suas ações mesmo sendo uma deusa.
A conclusão da trajetória de Tyr e seu “mapa” cheio de puzzles é um dos destaques intelectuais do jogo. Vale lembrar que é de extrema importância angariar pontos de memória e leitura de runas para uma melhor compreensão de sua “lenda”.
Junto a narrativa externa e uma de background, temos também a resolução da trama pessoal Kratos x Atreus. E não é que o garoto é Loki? Filho de um deus (Kratos) e da giganta sua mãe, o que dá a entender que seu papel daqui em diante se tornará ímpar. Será que Atreus/Loki terá sua própria série de jogos?
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Combo, Controle e Combate
Já dito acima, os elementos de Ação desenfreada dos jogos antigos se transformaram em três frentes de gameplay, com exploração, combate e puzzles, algo próximo do que a gente vê na nova trilogia Tomb Raider, por exemplo. Ouso dizer que com adição da câmera livre e elementos de RPG, mesmo que sutis, trazem um pouco da vibe soulslike, mas claro, com menos requinte na forma de combar e mais destaque no visual.
A mecânica do machado, o Leviatã, é uma das coisas mais divertidas do jogo. Mesmo se, não pegássemos de volta as Lâminas do Caos mais pra frente, um jogo apenas esmurrando e dando machadada nos “bichos”, já seria de ótimo tamanho. Além de golpes com R1 e R2, também podemos lançá-lo – ele retorna como um Mjölnir – e utilizar de técnicas para melhorar nossos combos e destravar regiões através de puzzles.
Atreus é o nosso botão X, e é incrível a versatilidade que criaram para este único botão, já que além de lançar flechas, o garoto, através do desbloqueio de habilidades, também luta, imobiliza e até invoca alguns seres para nos auxiliar contra os inimigos. Aqui vi uma boa forma de utilizar dois personagens sem fazer a “troca”, propriamente dita, pois de fato, o protagonismo ainda é do Kratos.
Ainda com relação ao combate, este se mantém violento com golpes especiais em cutscenes e um Fúria Espartana avassalador, onde podemos ativar ao coletar fragmentos que inimigos – ou cenários – propiciam para o enchimento da barra de energia. Dica: as batalhas são diversas e muitas vezes não é só “socar a porrada”, pois algumas exigem estratégias mais robustas, e no endgame, contra as valquírias, sua paciência e habilidade serão postos a prova.
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E depois do fim?
Com aproximadamente 20 horas, fechei a história principal de God of War. Pouca coisa? Que nada! Deixei muitos mapas para trás e localidades com puzzles que não resolvi, para dar ênfase e não perder foco na história. Além disso, o game ganha muito conteúdo após seu fechamento, com acesso a Reinos, novas missões, recursos e uma espécie de “raids” contra as valquírias.
A quantidade de colecionáveis, para quem curte essa vibe “raideriana”, é um prato cheio, pois, junto aos gráficos e paisagens maravilhosas, recompensam em coleta de mais recursos para seu Equipamento. Que tal deixar todas suas habilidades no Nível 5? Aposto que você terminará o jogo, e suas Lâminas do Caos não estarão nem no 4, não é mesmo? Pelo menos, é o que aconteceu comigo…
God of War merece o destaque que teve outrora, também com essa espécie de “reboot” em 2018, e agora com este ótimo port para PC, com otimizações de performance e novos filtros para abrilhantar ainda mais sua jogatina. Kratos ainda vive, bom, até o Ragnarok…
Yuko Ando lançou recentemente a versão completa de Shogeki, tema de encerramento de Attack on Titan – The Final Season Part 1. A curiosidade sobre essa versão é de que ela não foi lançada na época de exibição do anime por conta de que parte da história não havia sido revelada na época.
Por serem estrofes reveladoras, a cantora resolveu lançar esta versão apenas agora com a Part 2 do anime em andamento. A faixa está em seu novo álbum, Kongtong Recordings, lançado em 21 de novembro, que inclui “Mori no Kora” e “Goodbye Halo”, criadas com inspiração do mangá de Attack on Titan (Shingeki no Kyojin).
Ouça Shogeki abaixo:
Yuko Ando também revelou alguns detalhes sobre seu álbum lançado em novembro. Ela mencionou que recriou o verdadeiro final em “Goodbye Halo” e de que traz claramente os sentimentos de Eren e Mikasa. Muitos fãs no Japão já notaram a conexão entre os personagens em suas músicas.
O JBox recebeu com exclusividade um trecho de uma entrevista que prova a relação de uma música do álbum com a série Shingeki, leia AQUI.
Imagem Divulgação
Em um outro trecho de outra entrevista, a cantora fala sobre outra música, leia abaixo:
A primeira música do álbum, “All the Little Things”, é muito vibrante e parece estar cheia de energias positivas.
Yuko Ando: Na verdade, eu pensei em criar um sentimento mais sombrio para a música no início. A última música do álbum, “Shogeki”, é o tema de encerramento de Attack on Titan, the Final Season Parte 1. Quando o último volume do mangá da série foi publicado, eu senti vontade de criar uma música que mostrasse a verdadeira conclusão da história. Foi quando eu criei a música “Goodbye Halo”. Então, quando comecei a fazer a música “All the Little Things”, pensei em manter o mesmo tom, como se fosse uma autorreflexão, que é o que “Goodbye Halo” tem.
01.All the Little Things
02.ReadyReady
03.UtU
04.Babyface
05.Koi wo Mamotte
06.Children of the Forest/Mori No Kora
07.Shojo Kobanashi
08.Toiki
09.Boku Wo Utsu Ame
10.teatime
11.Goodbye Halo
12.Shock/Shogeki(album ver.):Tema de encerramento do anime ‘Attack on Titan, The Final season part1’
A Netflix divulgou, nesta quinta-feira (10), o primeiro teaser do novo anime de Bastard!!. Assim, a animação está prevista para estrear em 2022, apesar de não ter data oficial divulgada, e contará com 24 episódios.
Desta forma, o estúdio Liden Films, o mesmo responsável por Tokyo Revengers, está cuidando da produção. Confira abaixo o teaser:
Além disso, junto do teaser, foi divulgado também a sinopse oficial da obra:
“O Exército Rebelde das Trevas, liderado pelos Quatro Deuses Divinos, planeja ressuscitar a deusa da destruição Anthrasax e expandir seus poderes para tentar dominar o mundo. O reino de Metalicana (localizado na área central do continente de Metallion) sofre um ataque do Exército Rebelde das Trevas, que é liderado por um feiticeiro.
Para salvar o reino, a filha do sacerdote Tia Noto Yoko precisa decidir se deve ou não ressuscitar o antigo e grandioso mago que, no passado, tentou dominar o mundo e agora está preso no corpo de Lucien Renren, seu amigo de infância. A única coisa que pode libertá-lo é o beijo de uma virgem. De cara com o perigo, Yoko encosta seus lábios nos de Lucien. Naquele momento, o ar se enche de uma energia sombria e poderosa. O mago Dark Schneider, o protagonista mais forte e selvagem, enfim está de volta à vida!”
Por fim, Bastard!! é um mangá de Kazushi Hagiwara, bem conhecido por misturar diversos temas e ter grande influência de RPG e heavy metal. A obra ganhou uma adaptação animada em 6 OVAs de 30 minutos, no inicio da década de 90.
Alice no País das Maravilhas é uma das histórias infantis mais conhecidas do mundo. A trama da jovem que acaba seguindo o coelho branco e cai em um mundo misterioso cheio de personagens fantasiosos já foi alvo de diferentes adaptações, sejam elas de filmes, desenhos animados, peças de teatro, musicais, quadrinhos e mangás.
Como uma fã da história original, e de várias outras adaptações, eu logo me interessei por Alice in Kyoto Forest, o novo título da TokyoPop que foi lançado dia 22 de dezembro de 2021.
A trama tem como protagonista Alice, uma órfã que viveu toda a sua infância – e boa parte da adolescência – na casa de seus tios. Entretanto, seu tio é um homem abusivo e violento, dessa forma, Alice (com 15 anos) decide retornar para Kyoto, sua cidade natal, a fim de perseguir o sonho de se tornar uma Maiko (aprendiz de gueixa). Chegando lá ela percebe que há algo muito estranho… Nada é como ela se lembra, e a cidade parece ter viajado no tempo. Ainda decidida a permanecer lá, Alice precisa aprender a lidar com as diferenças e sobreviver nesse novo mundo.
Como eu disse, Alice no País das Maravilhas já foi adaptado de diferentes maneiras para diferentes plataformas, e eu sou particularmente fã das tramas que conseguem ir além do comum, explorando mundos diferentes e oferecendo roteiros mais criativos. Alice in Kyoto Forest é uma dessas histórias. O mangá que possui uma arte muito cativante se apropria da história de Alice em um novo mundo, mas todas as tramas que se desenvolvem a partir dessa premissa vão além do conto original, optando por um caminho mais divertido e elaborado.
A opção por usar como cenário Kyoto (ou Kyoto Forest) é interessante pois podemos ser apresentados a diversos eventos, fatos, e personagens característicos da cidade e da cultura japonesa. O próprio desejo inicial de Alice, de se tornar uma Maiko, é algo que nos aproxima de uma realidade muito distante a nossa. Apesar de hoje em dia as gueixas serem mais raras, as mesmas ainda estão presentes, e esse é um tipo de mundo que sabemos pouquíssimo a respeito no Brasil.
A fantasia extrapola a realidade logo no princípio e se prepare para encontrar todo tipo de personagem maluco, o que também da um ar divertido a trama. Mesmo assim, a comédia não é gênero principal, a trama é um drama leve de fantasia, que conta com um traço delicado e romântico.
Imagem Divulgação
Alice in Kyoto Forest já conta com dois volumes disponíveis para aquisição na TokyoPop, no idioma inglês.
O drama coreano Snowdrop entrou no catálogo da Star+ na última quarta-feira (09). Estrelado por Jung Hae-In (Uma Noite de Primavera, D.P. Dog Day) e Jisoo (BLACKPINK), marcando sua estreia como atriz, a história é ambientada no final da década de 1980, um período conturbado da história da Coreia do Sul, repleto de protestos — principalmente do movimento estudantil — contra a repressão do governo enquanto na Quinta República da Coreia, chefiada pelo ditador Chun Doo-Hwan.
Uma noite um jovem ferido, Lim Soo-ho (Jung Hae-in), entra em um dormitório feminino da Universidade de Seul, e a estudante Yeong-ro (Jisoo) resolve ajuda-lo a se esconder, mesmo correndo o risco de ser expulsa. Os dois acabam se apaixonando, mas o rapaz misterioso esconde um segredo muito sério que pode colocar a todos em perigo. O casal precisa trabalhar junto para superar os obstáculos em seu caminho.
Escrito por Yoo Hyun-mi e dirigido por Jo Hyun-tak, o drama é centrado no amor proibido que floresce entre o casal protagonista, e aborda valores como lealdade e honra. Além disso, levanta a questão do quão longe podemos ir para proteger tudo aquilo que mais amamos.
A produção foi transmitida primeiro na Coreia do Sul pela JTBC e foi alvo de polêmicas, sofrendo muitas críticas desde antes de seu lançamento, sob acusação de romantização do período em que a trama é ambientada, bem como de grupos e organizações que foram retratados na série. Foi feito até um abaixo-assinado para impedir a exibição do drama, o que levou a emissora a transmitir os episódios em um horário especial para agilizar o desenvolvimento da história. No entanto, a série foi finalizada com sucesso após o desenrolar da trama principal.
“Snowdrop é um drama ficcional sobre dois jovens apaixonados que, à medida que a trama se desenrola, se encontram sofrendo de uma dor insuportável, um tormento raramente experimentado na vida. Espero que esta comovente série também seja emocionante para o público enquanto assistem os jovens enfrentarem seu destino“, disse Jo Hyun-tak.
Os dois primeiros episódios já estão disponíveis na plataforma, que lançará os próximos 14 episódios semanalmente.