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Rod Rossi | Suco Entrevista

rod rossi
Rocklenses / Imagem Reprodução

Tivemos um bate papo muito legal com Rod Rossi, que é cantor, compositor brasileiro e que lidera o estúdio de dublagem Artworks.

Passando por seu início de carreira, onde tocava guitarra com amigos na escola, seguimos para sua aproximação com a Toei Animation, grandes turnês com nomes como Edu Falaschi e Angra, além de dar detalhes sobre os processos de composição e trabalhos de licenciamento que desenvolve. Vamos lá?

Agradecimentos: Victor Rocca (perguntas), Gian (revisão), Jaqueline (edição), Thaís do Omegascopio (imagens) e Isa (contato e assessoria).

Como e quando foi que começou a se interessar pela música? Qual foi o seu primeiro trabalho como cantor?

Eu acho que as primeiras bandas que me prenderam foram o Guns N’ Roses e o Iron Maiden. Foi aí que eu comecei a ver música com “outros olhos”. Mas começar a cantar e tocar, foi no ponto que eu ganhei minha 1ª guitarra. Na verdade meu pai e meus irmãos sempre tiveram uma conexão muito forte com a música.

Aí a guitarra caiu no meu colo e aí eu fui me juntar com os amigos da escola pra tentar fazer um barulho junto que fizesse sentido e não deu muito certo, mas tinha um microfone ali que apareceu na minha frente. Pronto, aí o bichinho mordeu e aí rolou né? Eu comecei a estudar, procurei professores e tal, e aí a coisa começou sozinha!

Meu primeiro trabalho como cantor foi uma demo chamada Into the Snake Pit. Eu devia ter uns treze ou quatorze anos de idade, quatorze anos. E eu tenho até hoje isso aqui em algum lugar (risos), mas era bem ruim! Mas foi muito importante. Foi o primeiro trabalho realmente dentro de um estúdio, pros primeiros shows, né? Foi tudo nessa época.

Com relação a “Cavaleiros do Zodíaco” e “Dragon Ball Kai”, como foram feitos os convites?

Eu fui abençoado! Cavaleiros foi o primeiro: na época, com uma banda aqui no RJ chamada Thorn, estávamos para lançar o segundo álbum, porque a gente precisava ter turnê e eu já estava numa idade de começar a ter boleto: “meu Deus do céu, que que eu vou fazer?” E aí alguns amigos próximos falaram: “Pô, cê devia gravar umas músicas, né? Leva nos estúdios de dublagem, vai que pinta alguma coisa”.

E eu fiz isso. Descobri depois que não era nada [convencional] o caminho, né? mas enfim, foi feito. E nessa mesma época que eu tava fazendo, rolou uma notícia no [site] CavZodíaco, que tava desmentindo uma suposta exibição, lá no Japão, de uma música em português do Lost Canvas. Com uma citação, inclusive, dizendo que a música ainda não tinha passado pelo processo de dublagem, acho, ainda não tinha começado. Eu falei “opa, é isso aí que eu preciso!”. Aí eu fui atrás de todo mundo, gravei um monte de demo, fiz um monte de versões, um monte de coisa… até que foi aprovado!

E rolou o convite! Entrei pra produzir o Lost Canvas: abertura, encerramento e compor tudo.

Conte um pouquinho pra gente sobre sua aproximação com a TOEI?

Logo depois [da gravação das demos], entrei no radar da Toei Animation, do Luiz Angelotti (Angelotti Licensing, representante da Toei aqui no Brasil) na verdade. Ele foi meu padrinho nessa empreitada. Na época, Dragon Ball Kai estava vindo para o país, e aí eu fui conversar com ele [Angelotti] – que já havia acompanhado a repercussão do Lost Canvas e disse: “Bom, faz o teu mesmo processo. Grava suas demos e a gente trabalha isso internamente. Vamos ver se você é aprovado”.

Só que na verdade o que ele fez não foi só mandar um teste pra Toei, nem nos Estados Unidos nem no Japão. Ele mandou um teste pro JBox na verdade! Divulgou, né? A reação das pessoas foi o que me fez ser escolhido para o Dragon Ball Kai! Tive quase cem por cento de aceitação! Foram os fãs que me colocaram ali! E aí rolou, né?

Isso me aproximou mais ainda da Toei, até que, acho, em 2012, fui até Los Angeles no escritório deles. A gente se aproximou mais ainda e conversamos muito sobre One Piece,  Toriko, Sailor Moon, e logicamente sobre Cavaleiros do Zodíaco, que era o que eles estavam trazendo na época [Ômega].

Eu tive esse privilégio de manter esse contato até que realmente a turnê me tirou um pouco do radar, pois foram muitos shows e eu tive que me dedicar a mantê-la. E após o Ômega, veio Os Cavaleiros do Zodíaco: Alma de Ouro e Dragon Ball Super. Ainda há coisas da Toei no horizonte, graças a Deus!

Você é convidado a participar de muitos eventos de anime pelo Brasil? Como você pode descrever a experiência?

Sim, mas já fui mais na verdade, porque a gente tinha um mercado que era muito maior. Eu não tenho certeza de quando começou essa figura do “evento de anime”, se foi de fato o Anime Friends ou se houve alguma coisa antes. Parece que teve alguma coisa antes que aconteceu com os fãs em São Paulo, um encontro de fãs que se tornou um evento gigante e isso começou a ser replicado pelo Brasil. Quando eu chego na cena já existe esse circuito e praticamente toda cidade tinha o seu evento local.

Viajei o Brasil inteiro inteiro, seja como cantor solo, seja com o Cavaleiros In Concert, depois eu fiz a minha coletânea que também rendeu uma turnêzinha em 2018. Cada momento por um motivo diferente. Depois veio o Danger 3/Danger San, que a gente ainda tem feito algumas coisas junto, com a Larissa [Tassi] e o Ricardo Cruz.

Mas a figura do “evento de anime” atualmente já deu uma mudada, já não é mais como costumava ser. Muita gente saiu do mercado, eventos que já não existem mais, então a gente já não tem a mesma quantidade. E a vida muda, né? As minhas atividades também mudaram hoje, eu tenho muito mais atribuições. Então eu preciso também focar nisso, na parte de distribuição, licenciamento e dublagem. Além da parte musical que, por exemplo, Fairy Tail exige muito de mim.

Como surgiu a ideia para “O Cavaleiros in Concert”? Foi uma ideia sua? Como foi liderar essa galera de peso?

Surgiu do seguinte: eu estava “vindo” do Dragon Ball Kai e fazia muitos eventos com a Lari [Larissa Tassi], comigo fazendo o repertório de Dragon Ball e a Lari, o repertório de Cavaleiros [do Zodíaco].

Só que a gente começou a sentir falta de “pôr” o Edu Falaschi, que sempre foi um amigo meu e também era muito ativo no circuito de eventos, além do Ricardo Cruz, também muito ativo nos eventos. E os dois são cantores de Cavaleiros. Então me deu esse estalo de eu falar “putz, a gente tá aqui cantando a música dos caras mas sem os caras, sabe? Vamos tentar fazer isso acontecer na hora certa!”. E aí a hora certa veio justamente no Ômega, porque a segunda abertura veio com o Root Five, que é uma boy band, um grupo vocal com cinco cantores. Foi a oportunidade certa da gente ter uma divisão de vozes e tudo acontecer de forma legal!

A gente fez a trilha toda do Ômega e a turnê ganhou corpo. Exigiu muito de mim também porque toda essa parte do backstage, toda essa organização, a parte de produção, tudo isso eu tinha que tá muito presente também. Mas todo mundo contribuiu. Eu não levo o crédito sozinho nem de longe, realmente foi uma coisa que aconteceu em grupo.

O que você pode falar sobre Danger 3? Alguma novidade? Podemos esperar alguma música autoral, assim como houve com Akira e Your Name?

O Danger, na verdade, gravamos praticamente um álbum completo. A gente fez trilha pra JBC, pra Akira, pra Your Name e outros. Entretanto, foi um momento em que os projetos individuais de cada membro começaram a subir.

Mas a gente se junta para ocasiões especiais. Os shows vão acontecer, esse ano a gente já está recebendo uma agenda. Quem sabe é uma oportunidade de uma reunião, mas acho que precisa ter um motivo e estar dentro de um contexto para fazer uma coisa autoral, sabe? Por enquanto ainda não tem nada no horizonte.

Como foi a experiência e sua participação na turnê do Edu, a “Rebirth of Shadows”? Sua relação com o Falaschi começou a partir da gravação que o mesmo fez de “Pegasus Fantasy”, “Blue Dream” e “Never”, ou já vem dos tempos de Angra?

A gente se conheceu logo que ele (Edu) entrou no Angra! O Edu foi meu professor durante algum tempo, nos tornamos amigos e depois começamos a trabalhar juntos. Então o conheço há mais de vinte anos.

Essa participação, na verdade, aconteceu porque o Edu ficou doente. Ele tava muito preocupado de não conseguir cumprir com os demais shows e me ligou: “Cara, cê consegue vir aqui me ajudar?”. E eu fui, né? Porque eu conheço tudo, cresci ouvindo, conheço todas as música. Então na verdade foi só isso, foi só realmente um momento em que ele estava com agenda pra cumprir e ficou doente, né? Aí eu fui lá de reserva, eu entrei em campo como reserva.

Mas foi muito legal! Foi uma turnê que, no Brasil, pelo menos eu nunca tinha feito com Tour Bus, então foi interessante. É outra vibe, né? De você ter a galera dentro do Tour Bus e tudo. Foi bacana! Foi bacana, a gente passou por algumas cidades e encerrou no Rio, que é a minha casa, então basicamente voltei para casa com o Tour Bus dele, fazendo shows.

Recentemente você esteve em uma turnê junto com o Angra e imagino que esse seja um primeiro passo para algo maior que esteja por vir. Podemos esperar uma parte 2 dessa turnê? Natal e Fortaleza sentem sua falta. E Salvador, será que agora vai?

Olha, Salvador foi um processo um pouco complicado. Mas pouca gente sabe de fato o que aconteceu. Infelizmente não deu para tocar, mas o Angra entregou o show. Então tomara que não demore para eu voltar para Salvador, eu espero que a gente consiga fazer alguma coisa.

[Sobre haver uma parte 2 da turnê] Eu espero que sim! Eu gostaria muito de continuar com o Angra. Eu nem sempre posso, mas eu espero que sim! Eu tenho toda essa intenção sim. Vamos ver o que 2023 tá reservando pra gente.

Vai demorar muito para vermos um Rec/All Vol. 2? #mandamaisquetapouco

Acabei de falar aqui com uma rapaziada. O que seguiu o Rec/All foi o Ano X, que foi um álbum que logicamente a galera já estava mais ansiosa, porque são músicas que todo mundo conhecia, e que até hoje roda de uma forma muito mais fácil.

Depois disso a gente compôs um EP com quatro músicas inéditas, eu, o Felipe, o Pedro e o Marcelo. Essas músicas ainda estão incompletas. Eu quero completar e eu vou completar. É um EP que se chama Campful Circle e a gente já até tocou a faixa título em alguns shows, como quando fizemos com o Symphony X.

Além disso, tem um single que tá sendo mixado pelo Alessandro Del Vecchio, que se chama Why The Wake e é uma música que veio do Rec/All, na verdade. Ela nunca foi finalizada a mix dela, mas ela foi toda gravada e já tá tudo certinho. Só preciso realmente acertar a mix e lançar, então está lá com o Del Vecchio e também já tá aí saindo.

No mais, durante a pandemia eu fui compondo e organizando minhas demos, e eu descobri que eu tenho tipo uns oito álbuns aqui no meu HD que estão preparados pra serem trabalhados. Eu tô agora fechando demos de 2 deles, que vão pra aquele momento de sair do meu HD pras pessoas escutarem.

O problema sempre é tempo. A Artworks hoje em dia me toma muito tempo como o álbum do Fairy Tail que foi todo refeito aqui no Brasil, com instrumental de doze músicas só nas primeiras temporadas. E a gente tá trabalhando agora, acho que vai vir uma leva de mais dezesseis, mais as músicas que acontecem no meio dos episódios, e isso exige muito.

Sem falar de outros projetos musicais, como Sakura [Card Captor Sakura/Sakura Card Captor], que pode ser que a gente tenha uma continuação ou continuações, né? Projeto de outros clientes, que também estão envolvendo música também estão em desenvolvimento. Então tudo isso toma prioridade, né? Infelizmente.

Mas agora que a operação do estúdio de dublagem já tá em “velocidade de cruzeiro” e tem um coordenador extremamente competente na figura do Marcelo Campos, eu tenho mais tempo pra voltar pro meu trabalho original dentro da Artworks, e talvez isso me permita produzir um pouco mais. Eu estava ouvindo ainda agora assim essas demos e enfim, eu quero muito finalizar, pra botar no mundo.

Existe alguma música que você gostaria de ter gravado? Seja ela inédita ou não?

Existem várias, nossa! Ouço algumas e falo “meu Deus, isso aí definitivamente eu adoraria ter feito!”, sabe? De cantores incríveis! Tem muita coisa, eu não saberia começar a responder essa pergunta, pra ser muito sincero, porque eu acho que acima das pessoas, acima dos músicos, acima dos cantores, a gente tem a música em si.

E se a música não funcionar, independente de o cara ser o melhor cantor do mundo, independente de ter o melhor guitarrista, independente de qualquer coisa… se a música não funcionar, não interessa você botar o fenômeno que for. 

rod rossi
Rocklenses / Imagem Reprodução

“Na lata” – uma pergunta e uma resposta:

Um super poder

Super poder? Se eu pudesse ter aquele jutsu do Naruto, de multiplicação, para me ajudar no trabalho, seria maravilhoso! O Clone das Sombras, esse!

Um anime

Fairy Tail!

Ídolo

Ídolo, eu tenho alguns. Vou ficar com Jonathan Hickman, com Georges St. Pierre e o Marcelo Campos, ele é um grandíssimo diretor!

Série

The Last of Us! Tô vendo agora, maravilhosa! Uma excelente adaptação.

Filme

O Poderoso Chefão. Eu sei que pode ser um pouco clichê, mas existem clichês que são clichês por um motivo, né?

Jogo

Vou falar The Last of Us de novo, foi mal. É isso aí.

Marvel ou DC?

Depende da mídia e depende do roteirista. Eu sou leitor ávido dos dois, mas depende de quem tá escrevendo. Jonathan Hickman em X-men? 100%! Grant Morrison no Superman? Maravilhoso! Grant Morrison no Batman, Batman e Robin, é incrível!

Enfim, pra mim não depende da bandeira, depende da pessoa. É tipo time de futebol pra mim, não interessa clube, interessa quem é o jogador. Por isso que eu nunca consegui me conectar muito, sabe? Então Marvel ou DC, depende do roteirista.

Cavaleiros ou Dragon Ball?

Aí você tá sendo muito cruel. Muito, muito cruel! Ah, vamos dizer que Cavaleiros [do Zodíaco] no coração, mas Dragon Ball na cabeça. Tem que ser! [risos]

Específicas de Fairy Tail e Artworks

Gostaríamos de saber mais sobre a dificuldade de rearranjar as músicas originais e como é o tempo de aprovação com os japoneses. Eles (a gravadora/empresa) são bem rígidos ou você tem espaço para criar algo mais original?

Não, não tem necessariamente espaço pra criar original. E nem eu gostaria de fazer.

Acontece da seguinte forma: a gente primeiro tem as demos pros testes, e tudo isso é uma coisa que é muito focada em mim. Então a gente organiza essas demos usando os arranjos originais, colocando tudo no grid, e tem um processo de edição que a gente precisa fazer. E aí, gravo as demos adaptando as letras. Já faço os dois ao mesmo tempo, pra ter certeza que aquilo pode ser cantado.

Ou seja: a primeira coisa que acontece antes disso é a tradução e depois a minha adaptação. Na sequência a adaptação e gravação da demo, que já fica ali de mapa pro cantor. Também gravo os backing vocals também nessa fase, porque tudo já vai vir dentro do mesmo clique e a gente já consegue, com o cantor, ter o mapa de todas as vozes ali se precisar dobrar (duplicar uma faixa de áudio) alguma coisa. Para fechar, as letras vão pra aprovação no Japão.

Por exemplo, com a música Fiesta [de Fairy Tail], teve uma frase que eles pediram pra manter mais próxima do original. Mas no geral eles tem que dar o aval em tudo. Se a gente mudar alguma coisa, a gente precisa explicar o porquê. E às vezes acontece [de precisar mudar].

Por exemplo: a frase “nem um pio”, que eu não vou lembrar direito como é falada em japonês, ela faz alusão a um coelho branco na Lua, que é uma expressão muito japonesa, uma coisa do costume japonês, e isso aqui no Brasil não faz o menor sentido pra gente. Então eu retirei isso da letra, retirei essa referência e coloquei outra coisa que eu já não me lembro o que que era [a frase original em japonês] e eu segui com a ideia de cima [a frase “nem um pio”] de onde a narrativa, a história da música, tá vindo.

Quando tomamos essas liberdades a gente precisa justificar, precisa dizer o porquê que aquilo tá sendo modificado, porque na verdade não é a gravadora somente que se envolve, é a editora e o próprio artista. Então isso é importante que fique claro.

Agora sobre regravar e rearranjar as músicas, na verdade não ter o processo de criação na produção elimina uma fase [do processo] A gente já sabe exatamente o que precisa gravar. É um desafio executar aquilo da maneira mais próxima possível. A gente teve uma banda muito boa, que conseguiu colocar ali cada notinha! Tudo foi partiturado, inclusive dos elementos mais exóticos, como as flautas, as repercussões, os loops e tudo mais. Temos essa preocupação. 

A experiência de lidar com isso em diversos níveis com Fairy Tail abre espaço para futuros projetos também terem localização de suas músicas? Ou no cenário atual, Fairy Tail foi exceção?

Eu acho que foi exceção. A gente recentemente experimentou algumas insert songs, que são personagens cantando músicas no meio dos episódios. Mas abertura e encerramento é um pouco diferente, porque passa por esse outro trâmite. É como se fosse uma outra licença vinda lá do Japão.

Temos a preocupação de buscar isso quando são séries nossas. Então você pode esperar isso de Fairy Tail e de Sakura com certeza! E outras, se vierem pro Brasil: Creamy Mami, Ranma [referindo-se a Ranma ½]… se a gente voltar a trabalhar de alguma forma [com essas obras], eu acho que as músicas vão ser incluídas sim.

Mas isso porque a gente, como Artworks, entende o valor que isso tem e como os fãs gostam disso. E eu nem falo por mim não, realmente tivemos uma reação muito boa dos fãs! Nos damos o trabalho de correr atrás dessa outra via, que é uma outra licença, uma outra liberação, uma dor de cabeça a mais que muitos distribuidores preferem não ter – e faz todo sentido que não tem – mas, enfim, tentamos fazer as coisas da maneira mais completa e o mais direitinho possível.

Já dá pra ter uma noção da repercussão de FT no Brasil? Já podemos esperar uma nova leva de episódios para breve?

Sim, Fairy Tail foi um fenômeno! Quando a série chegou, a gente ficou em primeiro lugar durante 15 dias na HBO. E depois com a liberação e lançamento da dublagem, e no mesmo momento do lançamento de The Last of Us, ficamos em quarto lugar!

Temos muita confiança de que realmente a série é muito forte e tem uma base de fãs muito forte, que a gente quer respeitar muito e quer agradar muito. Então sim! Podem esperar novos episódios, já estamos trabalhando nisso.

Ouvi falar que no México saiu um filme de FT em blu-ray que conta com uma dublagem em espanhol. Tem envolvimento da Artworks México? Alguma chance de algo assim rolar por aqui também? Seja o filme em home video ou até mesmo para locação digital?

Eu acredito que sim, a gente tem toda a intenção de trabalhar os dois filmes de Fairy Tail aqui também, mas na hora certa!

Quem sabe a gente até não consegue fazer algum lançamento um pouquinho maior, alguma coisa envolvendo cinema, né? Mas sim, temos toda a intenção de fazer isso sim.

O que podemos esperar da Artworks em um futuro próximo?

O estúdio esta recebendo projetos novos e é um estúdio de dublagem, mas a Artworks é um projeto ambicioso, de agora se desdobrar em alguns outros departamentos para novas atividades dentro da própria empresa.

Então a gente iniciou no México um braço de publicidade, por exemplo, com campanhas publicitárias. Isso também tá sendo trazido pra cá de outra forma.

Já no setor de eventos, que começou também no México, com a produção do Pegasus Fantasy Symphonic Experience, temos o desejo de que a gente consiga executar aqui no Brasil ainda esse ano.

São novidades que já acarretam outras necessidades e outras possibilidades, então temos essa missão. Agora consigo me focar de novo nisso, justamente nessa parte corporativa, que está tudo tá tudo caminhando muito bem.

Além disso, trabalhar em mais conteúdos. Estamos em um aniversário de 25 anos de Sakura [Card Captors]. Há muita coisa que está acontecendo que eu não vejo a hora de mostrar para vocês – e de anunciar.

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Traduzindo Dublagem / Imagem Reprodução

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John Wick 4: Baba Yaga | Review

john wick 4
Imagem Divulgação

O homem mais temido das telonas está de volta! Após 4 anos, John Wick retorna aos cinemas em sua implacável missão de conseguir sua liberdade da cúpula para voltar a viver como uma pessoa normal (e quem sabe até com a companhia de um cachorrinho e um novo carro), mas será que essa aventura que dessa vez está mais longa do que nunca ainda continua a render ótimos frutos para a saga do nosso querido e letal Wick? Vem cá que o sucolino te conta!

Como já citado a cima, dessa vez esqueceram de pisar no freio e o diretor Chad Stahelski nos deu um filme de 2 horas e 49 minutos, e sim, você não entendeu errado! John Wick 4 é disparado o maior filme da franquia até então e isso acarreta de pontos positivos e pontos negativos.

A começar pelo lado positivo, a ação aqui é desenfreada (até demais). Se você é um daqueles que se amarra em tiro, porrada e bomba pra todo lado e só quer ver o caos, esse definitivamente será o seu filme favorito da franquia. Os momentos de ação estão mais longos do que nunca e ainda por cima não é feito de qualquer forma! Temos uma grande entrega na coreografia das lutas e dos momentos mais inacreditáveis que você pode imaginar, chega até a ficar fácil se convencer que tudo aquilo é real de tão bem feito.

Outro lado positivo é a adição de novos personagens a franquia. Sinto que muito da necessidade nesse longo tempo de filme vem da vontade de introduzir novos personagens que com certeza voltarão em algum momento, e olha, estou bastante ansioso para ver principalmente a Akira (Rina Sawayama) retornar. Sem duvidas é a personagem que mais me deixou intrigado e com desejo de vê-la sendo melhor explorada.

Mas como nada é perfeito, agora vem o lado negativo disso tudo. Temos aqui um longa extremamente grande que parece não se importar muito com a trajetória percorrida pelo nosso protagonista durante a narrativa.

É irônico dizer que um filme de quase 3 horas de duração pareça apressado, mas essa é a sensação que eu tive ao longo da narrativa quando se trata da historia. É nítido que com toda a preocupação em trazer novos personagens e até mesmo na produção das grandes sequências de ação, deixaram um pouco do contexto do Sr. Wick de lado, o que acaba me deixando até meio desanimado, pois sinto que o filme tinha grandes brechas para desenvolver melhor a historia do personagem mas simplesmente optou por não fazer, e sem falar do antagonista, Maquis (Bill Skarsgård), que nos é entregue o necessário mas ainda assim fica aquela vontade de quero mais.

Mas olha, deixando claro que isso não torna o roteiro extremamente ruim a um ponto que é impossível entender o contexto da historia, está bem longe disso e até que cumpre bem o seu papel. Mas está longe de ser um grande roteiro e acaba deixando um vazio que poderia facilmente ter sido preenchido, e isso se torna um pouquinho frustrante já que o longa é tão grande.

Sem contar que até mesmo os novos personagens são apresentados de forma muito breve e rápida, o que para alguns pode parecer estranho e confuso. Mas se levamos em conta que a franquia John Wick tem tudo para se expandir e ganhar novos rumos, talvez essa tenha sido a melhor escolha e mantenha o espectador ansioso para ver o próximo capitulo dentro desse universo.

Sobre o elenco, nem preciso falar muito, né ?? Keanu Reeves (John Wick), Donnie Yen (Canie), Rina Sawayama (Akira) e Shamier Anderson (Tracker) são os grandes destaques da obra e tornam a experiência ainda melhor. É incrivelmente satisfatório ver eles em tela e saber que teremos um show de interpretação em tela. Fico ansioso para ver os estreantes em destaque retornar mais uma vez.

Por fim, John Wick 4 : Baba Yaga, para mim é o mais fraco entre os outros três, mas isso com certeza não o torna ruim. Mesmo com problemas, a narrativa consegue muito bem trazer aquilo que todo fã da franquia quer ver em tela, muita ação e lutas extremamente bem produzidas que tiram o fôlego de qualquer um. Então segue a dica do sucolino, se tiver a chance de ver no cinema e acha que o tempo possa ser um obstáculo, eu te garanto que não será! Agarre a oportunidade com uns salgadinhos e você vai amar.

Deixo aqui meus pêsames pelo falecimento do nosso querido Lance Reddick (Charon), um grande ator que deixará um grande e eterno legado ao cinema.

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Cells at Work! ganhará adaptação em live-action

Cells at Work
Imagem Divulgação

A Kodansha juntamente com a Flag Pictures anunciou que o mangá de Cells at Work! (Hataraku Saibou) ganhará uma adaptação para filme live-action. Além disso, a produção será dirigida por Hideki Takeuchi e roteirizada por Yuichi Tokunaga (Kaguya-sama: Love is War).

Sendo assim, Cells at Work! é uma série de mangá japonesa escrita e ilustrada por Akane Shimizu e publicada entre 2015 e 2021 pela Kodansha.

O anime apresenta as células antropomorfizadas de um corpo humano, com os dois principais protagonistas sendo um glóbulo vermelho e um glóbulo branco que ela frequentemente encontra.

A série foi adaptada para anime pela David Production, com duas temporadas transmitidas de julho de 2018 a fevereiro de 2021, totalizando 21 episódios. Um anime teatral intitulado “Hataraku Saibou!!” Saikyō no Teki, Futatabi. Karada no Naka wa “Chou” Ōsawagi! estreou em setembro de 2020.

Sinopse: Já imaginou como seria o trabalho dentro do corpo humano? Inusitadamente, a história acompanha o funcionamento de alguns células e plaquetas, além de mostrar o trabalho de um glóbulo vermelho, representado por uma adolescente ruiva, e um glóbulo branco, em forma de um rapaz com roupas brancas.

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One Piece Film Red chega às plataformas digitais ainda em março

Imagem Dilvulgado

Recentemente a Toei Animation divulgou no Twitter que One Piece Film Red terá lançamento para plataformas digitais de compra e aluguel a partir do dia 28 de março. O lançamento inicial acontece nas lojas da Microsoft e iTunes, mas posteriormente o filme estará disponível também para Amazon, Google Play e YouTube.

Eiichiro Oda, autor da obra, é o produtor executivo do filme, enquanto o roteiro é responsabilidade de Tsutomu Kuroiwa (One Piece Film Gold, One Piece: Heart of Gold, GANTZ:O).

ONE PIECE FILM RED estreou em 2 de novembro de 2022 no Brasil e conquistou o público se tonando o maior filme de anime de 2022. Distribuído pela Diamond Films, mais de 347 mil pessoas foram ao cinema para assistir o longa. Sendo assim, ele superou outras franquias populares como de “Dragon Ball Super: Super Hero”.

Com isso, a Diamond Films trouxe pela primeira vez para as telonas do Brasil um filme da franquia One Piece. Finalmente, pois este é o mangá mais vendido na história do Japão, com 516 milhões de cópias comercializadas em todo o mundo. Além de, claro, ser uma das séries de anime mais aclamadas e amadas do gênero.

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Super Mario Bros. – O Filme faz pit stop no Lollapalooza antes de estrear nos cinemas brasileiros

Super mario bros. o filme
Imagem Divulgação

Super Mario Bros. – O Filme, novo longa da Universal Pictures, estreia no dia 5 de abril nos cinemas brasileiros com versões acessíveis. No entanto, o baixinho de bigode vai fazer uma parada no Lollapalooza Brasil 2023, que acontece entre os dias 24 e 26 de março, no Autódromo de Interlagos, São Paulo.

Sendo assim, o pit stop, idealizado pela Media.Monks, contará com inúmeras atrações inéditas aos fãs do encanador mais amado do planeta e sua turma. O estande personalizado montado no festival será 100% equipado com atrações instagramáveis. Por exemplo, o Kart mais famoso da Rainbow Road, brindes exclusivos para os fãs e uma experiência para lá de divertida. Portanto, o espaço é uma parada obrigatória para os amantes da franquia que estiverem no festival, dias antes da estreia do filme nos cinemas de todo o país.

Super Mario Bros. – O Filme estreia nos cinemas brasileiros em 5 de abril, também em versões acessíveis.

Na animação, Mario (Raphael Rossatto) e Luigi (Manolo Rey) vão parar no famoso mundo dos cogumelos, governado pela princesa Peach (Carina Eiras), precisando defendê-lo das ameaças do icônico Bowser (Marcio Dondi). Durante a aventura, Mario irá reviver diversas cenas que o acompanham ao longo das últimas décadas, como dirigir um kart, passar por ambientes desafiadores, além de ter a companhia de outros personagens marcantes, como Toad (Eduardo Drummond) e Donkey Kong (Pedro Azevedo).

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Soul Eater celebra seus 15 anos com grande evento

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O anime Soul Eater anunciou um evento especial para celebrar seu aniversário de 15 anos. O anúncio veio pela conta da loja oficial do Studio Bones no Twitter, que prometeu novos produtos do anime como parte do evento. Sendo assim, a celebração do 15º aniversário de Soul Eater ocorrerá no dia 7 de abril.

Mais sobre Soul Eater

Soul Eater Perfectt Edition Capa
Imagem Divulgação

A Academia para Artífices e Armas produz os maiores ceifeiros do planeta. Aqueles que possuem as habilidades necessárias para dominar suas foices sobrenaturais são avaliados e desenvolvidos na academia do Doutor Morte. Dentre eles, Maka é uma artífice exemplar e muito dedicada que domina com maestria sua foice sobrenatural, Soul.

Juntos, a dupla tem a missão de ceifar 99 almas comuns e um alma de bruxa, para que Soul possa cumprir o objetivo de toda arma sobrenatural e se tornar a foice do diretor Dr. Morte. Contudo, é claro, a rotina dentro da Academia é imprevisível e nunca se sabe por onde o mal irá se espreitar nos corredores do colégio.

Sendo um dos mangás mais populares de sua geração, Soul Eater esteve em publicação por 10 anos, entre 2003 e 2013. Assim, devido à sua popularidade, o título recebeu uma animação para TV em 2008. No entanto, uma grande parcela dos fãs não ficou muito satisfeito com a adaptação, muito por conta das alterações feitas comparadas à obra original e, também, com seu final original. Nesse meio tempo, um spin-off chamado Soul Eater NOT! também foi publicado, entre 2011 e 2014. A história gira em torno de três novas personagens e suas vidas no dia a dia na Academia do Doutor Morte. Aliás, o spin-off também teve sua adaptação para TV, com 12 episódios. Por fim, aqui no Brasil, você pode assistir tanto Soul Eater quanto seu spin-off pela Crunchyroll.

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Gintama | Light novel spin-off ganhará adaptação em anime

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A light novel spin-off de Tomohito Osaki, 3-Nen Z-Gumi Ginpachi-Sensei (Class 3-Z’s Teacher Ginpachi), receberá uma adaptação para anime. Além disso, o estúdio Bandai Namco Pictures é o responsável pela produção da obra, anunciada durante um evento especial.

Sendo assim, no spin-off o protagonista Gintoki faz o papel do professor Ginpachi Sakata, que não possui aparência e personalidade adequadas para um professor. Além disso, os outros personagens de Gintama aparecem como alunos ou colegas de Ginpachi.

A light novel estreou no Japão entre 2006 e 2018, e tem um total de 8 volumes, sendo Hideaki Sorachi o autor do mangá original. Passagens da série foram adaptadas para o anime principal da franquia como curtas pós-créditos.

3-Nen Z-Gumi Ginpachi-Sensei – Vídeo promocional

Por fim, a obra original está disponível na Crunchyroll em japonês com legendas em português.

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Suzume | Crunchyroll revela elenco de dublagem do longa

Imagem Divulgação

A Crunchyroll, anunciou o elenco de dublagem em português do filme Suzume, com estreia prevista nos cinemas brasileiros para o dia 13 de abril. A dublagem, produzida pelo estúdio Atma Entretenimento e dirigida por Lucas Almeida (que também empresta a voz a Serizawa), conta com os seguintes nomes:

    • Mayara Stefane, voz de Suzume
    • Fábio Lucindo, voz de Souta
    • Shallana Costa, voz de Tamaki
    • Agatha Paulita, voz de Daijin
    • Lucas Almeida, voz de Serizawa
    • Amanda Tavares, voz de Suzume criança
    • Bianca Alencar, voz de Chika Amabe
    • Maitê Cunha, voz de Rumi Ninomiya
    • Guilherme Marques, voz de Minoru Okabe
    • Cibele Spina, voz de Miki
    • Carlos Seidl, voz de Hitsujiro Munakata

Suzume conta a história de uma adolescente que viaja por diversos cenários devastados no Japão, enquanto tenta fechar as portas que causam destruição. Além de sua versão dublada em português, o longa também estará disponível no Brasil com legendas no idioma local e áudio original, em japonês.

SUZUME | Trailer

Sinopse: Do outro lado da porta, existia o tempo em sua plenitude.

Suzume conta a história de sua protagonista, Suzume, uma adolescente de 17 anos, em pleno processo de descobertas. A trama é ambientada no Japão, em diferentes lugares atingidos por desastres. Suzume deve “fechar as portas” causadoras da destruição.

A jornada começa em uma pacata cidade em Kyushu, no sudoeste do Japão. Lá, Suzume conhece um jovem que lhe diz: “Ei, garota… Sabe se tem uma porta por aqui?” O que Suzume encontra numa ruína é uma única porta, já bastante desgastada e, aparentemente, resistente a catástrofes.

Atraída pelo poder da porta, Suzume leva a mão à maçaneta… Nesse momento, uma sequência de portas começam a se abrir por todo o Japão, destruindo o que está por perto. Suzume precisa fechar esses portais para evitar outros desastres.

As estrelas, o pôr do sol e o céu da manhã.

Naquele mundo, era como se o tempo estivesse espalhado pelo céu…

Cenários, encontros e despedidas inéditas.Uma infinidade de desafios acompanham Suzume nessa jornada. E, apesar de todos os obstáculos, sua aventura surge como um raio de esperança em meio às dificuldades da vida cotidiana. A história, com seu fechar de portas que conectam passado, presente e futuro, promete impressionar e convidar à reflexão.

Atraída pelas portas misteriosas, a história de Suzume está prestes a começar.

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