Da desenvolvedora independente francesa Ars Goetia e da editora DearVillagers, HellSlaveII: Judgment of the Archon está com uma demo na Steam em comemoração ao Steam Next Fest. Mergulhe nas primeiras horas do jogo de masmorras fantasiosas e seu mundo sombrio:
Milhares de anos de guerra demoníaca deixaram o mundo em pedaços. Seis senhores demoníacos, envolvidos em uma guerra sem fim, trouxeram a ruína para todos. Cansados desse caos infernal, os céus enviaram o Arconte doJulgamento, uma força imparável destinada a destruir tudo.
Os jogadores escolherão entre seis classes para criar seu personagem, desde um assassino espectral até um mago portador de pragas, para combater os demônios. Novos poderes demoníacos também serão concedidos aos jogadores devido à corrupção dos Senhores Demônios, introduzindo novas habilidades e multiplicando as oportunidades de personalização de personagens. Combinar e misturar habilidades e poderes das árvores de talentos flexíveis será essencial na batalha para salvar a humanidade.
Os jogadores também percorrerão um mundo aberto imersivo com visão de cima para baixo e explorarão masmorras, aldeias em ruínas e santuários para cumprir missões, coletar itens e descobrir a história e os segredos do jogo. O combate continua sendo um elemento central em HellSlave II: Judgment of the Archeon, e o clássico sistema de combate por turnos de HellSlave também está presente nesta versão, incluindo melhorias e novas mecânicas, sem deixar de levar em conta o tempo necessário para cada ação, a fim de equilibrar agressividade e sobrevivência.
Não deixe de aproveitar a demo de HellSlave II: Judgment of the Archeon e explore a escuridão com o máximo de estratégia e poderes a seu dispor!
Aquele romance que te leva direto pra adolescência, para o primeiro amor. As aproximações, a troca de olhares, aquele frio na barriga de tentar conquistar a pessoa. Tudo isso, Fall in Love, You False Angels entrega.
O mangá foi escrito por Coco Uzuki e me surpreendeu saber que é a primeira publicação da autora. Além disso, quem está publicando a obra no Brasil é a maravilhosa JBC. Então, sem mais delongas, vamos ao nosso Primeiro Gole!
Nem tudo é o que parece
Otogi é a garota aparentemente perfeita: presidente do Conselho Estudantil, doce, gentil, delicada, angelical, inteligente e com aparência de boneca. Enquanto isso, Ninomae, o vice-presidente, é um garoto misterioso, estiloso, gentil e discreto. Ambos são o exemplo de perfeição no colégio, sendo vistos por seus colegas como inalcançáveis, verdadeiros anjos na terra.
Perfeitos | JBC | Divulgação: Suco de Mangá
Porém, depois de uma situação inusitada, eles descobrem o lado “sombrio” um do outro. Otogi é explosiva e irritadiça, mostrando sua língua afiada e pavio curto quando está longe da escola. Por sua vez, Ninomae é alternativo, despreocupado e com linguajar pouco adequado.
Assim, uma vez que descobrem o segredo do outro, eles dividem momentos onde podem ser eles mesmos, sem medo de julgamentos.
Além disso, a inalcançável Otogi, conhecida como “anjo arrasa-corações” na escola, foi completamente fisgada. Sentiu a flecha do cupido fincar seu coração e não consegue tirá-la dali de jeito nenhum.
Puro suco do mel
Fall in Love, You False Angels é aquele romance bem adolescente que entrega tudo o que queremos numa água com açúcar. Os protagonistas têm muita química, afinal, ninguém resiste a uma pessoa modelo que no sigilo mostra seu verdadeiro “eu”. Inclusive, me lembrou um pouco a pegada de Horimiya.
Li apenas o primeiro volume, mas já me sinto viciada. Quero ler logo os próximos e ver o desenrolar desse romance. Quero ver eles revelando seus lados ocultos cada vez mais e, apesar de já estar bem na cara, como Otogi vai reagir quando finalmente perceber que Ninomae também está arrastando um caminhão por ela.
Maravilhosos | JBC | Divulgação: Suco de Mangá
Além disso, dá pra se identificar com essa história quando precisamos sustentar um imagem pública decente, mas com os amigos somos espontâneos. Nisso, as cenas de Otogi com sua melhor amiga me lembraram amizades minhas. Aquelas que você pode mostrar a sua versão mais sincera e tá tudo bem.
Abordagem
Outra coisa que eu preciso comentar é sobre as pinceladas mais sérias que o enredo trouxe. Como presidentes do conselho estudantil, eles escutam o relato de uma garota que está sendo assediada por um professor. No mesmo instante, eles acolhem essa garota e vão atrás das providências para que esse professor seja afastado da escola.
Eu gostei muito dessa abordagem, pois, principalmente por se tratar de uma obra destinada para adolescentes, fortalece um discurso importantíssimo. Por meio de um desfecho do enredo, a autora mostra que as mulheres devem sim denunciar. Foi um incidente tratado com a devida seriedade e, mesmo que sutilmente, com certeza passará uma mensagem para todos os adolescentes que vão ler.
Portanto, finalizo o texto falando que meu Primeiro Gole foi docinho e delicioso. Me apaixonei pelos personagens e estou curiosa para ver como a história vai se desenrolar a partir daqui.
A arte é belíssima, o design de personagens é encantador e a forma com que ela mistura romance, bom-humor e desenvolve a narrativa é envolvente e cativante. Com certeza é uma obra que vale a pena acompanhar se você é fã de shoujos e histórias que te fazem sentir borboletas no estômago.
Com show marcado para domingo, 21 de junho, no Terra SP, em São Paulo, com a turnê “ChRocktikal the 1st World Tour [CRTK: The Beginning]”, o ChRocktikal conversou com a gente sobre carreira, sua relação com o rock, expectativas e ainda mandou um recado para os fãs brasileiros.
A banda sul-coreana de rock que lançou seu primeiro álbum em janeiro de 2026, “We break, you wake”, é formada por Siyeon, vocalista principal, conhecida por integrar o grupo de K-pop Dreamcatcher;Lee Wonseok, guitarrista e produtor; Lee Junyoung, baixista; e Je Gwanwoo, baterista. A faixa de debut “PEACE” que apresentou o quarteto, é repleta de referências, especialmente para os fãs da Siyeon. A música já começa com: “Eu me afastei para perder meu nome, mas o silêncio o transformou em chamas. Surpresa!”
Sobre os processos criativos da banda, Lee Wonseok destaca como a singularidade de cada membro constrói uma sinergia que torna o ChRocktikal único e firma sua identidade: “Quando trabalho sozinho, sigo apenas o mapa da minha cabeça. Mas com o ChRocktikal, surge um terreno completamente novo. O processo diário de lapidar músicas junto com Junyoung no baixo, Gwanwoo na bateria e Siyeon nos vocais é pura energia. As cores musicais únicas de cada um colidem e se fundem, criando uma sinergia explosiva que eu jamais imaginaria sozinho. Esse cotidiano intenso e prazeroso é o motor da identidade do ChRocktikal.”.
Siyeon, voz principal que dá vida a banda, compartilha sentimentos sobre essa nova fase: “É como se eu tivesse realizado um sonho antigo. Nunca houve um momento em que eu não fosse feliz ao lado dos fãs, mas agora sinto que criei um novo tipo de felicidade.” Ao falarmos sobre a forte influência do Dreamcatcher na indústria do K-pop, perguntamos se essa experiência contribuiu para o caminho que ela trilha com a banda, e a resposta veio com carinho pelo reconhecimento: “Obrigada por enxergar o Dreamcatcher dessa forma. Com a longa experiência de palco, consegui aprender como me envolver mais e também aproveitar melhor as apresentações.”
Para os membros, o rock carrega um significado intenso e se tornou essencial para quem são hoje. Je Gwanwoo fala sobre sua relação com o gênero a partir da banda: “Acho que comecei a ter um contato verdadeiro com o rock quando passei a atuar seriamente em uma banda. Hoje, sinto que o rock se tornou parte da minha identidade.”.
Relembramos a Siyeon que ela já demonstrou interesse em outros instrumentos, como piano, e perguntamos se havia algo novo que gostaria de explorar no futuro. Ela revela para a gente: “Comprei uma guitarra elétrica por impulso porque achei bonita. Quando terminar a preparação do álbum e a turnê e eu tiver mais tempo, quero pedir para o Wonseok me ensinar.”. Estamos ansiosos para ver mais uma faceta se revelando pela orientação do Wonseok, Siyeon!
Gwanwoon comenta que a experiência como integrante de uma banda transformou sua visão sobre a bateria e seu papel como músico, trazendo um olhar mais sensível para o instrumento: “Com o tempo, minha forma de enxergar a música mudou bastante. Antes eu me concentrava no que podia mostrar, mas agora penso mais no que posso transmitir através da música. Passei a ver a bateria não apenas como marcação de ritmo, mas como uma ferramenta para expressar emoção e contar histórias. Acho que essa é a maior mudança.”
Para Lee JunYoung, umas das maiores transformações ao subir no palco, foi perceber que não há barreiras para a música, nem mesmo a cultura ou linguísticas: “Mesmo com diferenças de idioma e cultura, acredito que esse ato e essa experiência de nos tornarmos um só através da música é o que mais constrói quem eu realmente sou.”
Imagem Divulgação
Mesmo com apenas cinco meses desde o lançamento, a conexão entre os integrantes já se mostra forte. Lee Wonseok demonstra isso ao falar sobre o trabalho em conjunto: “Temos uma confiança muito forte uns nos outros. Qualquer ideia inicial, por mais simples que seja, se transforma em algo muito mais sólido e incrível depois de passar pelos membros. Especialmente durante as turnês, à medida que repetimos apresentações ao vivo, sentimos a conexão da banda ficar ainda mais forte. Chega a um ponto em que só de trocar olhares já sabemos o próximo passo. Esse processo em si me traz um enorme senso de catarse como produtor e guitarrista.”.
Não é à toa que eles conquistam fãs ao redor do mundo. O trabalho em equipe evidencia o que há de melhor em cada integrante como artista, produtor e compositor. A energia para a primeira apresentação do ChRocktikal no Brasil não vem apenas dos fãs ansiosos para ver sua banda favorita ao vivo, mas também dos próprios membros, que demonstram grande expectativa para pisar em solo brasileiro: “Fiquei muito impressionado com o ritmo e a energia únicos da música brasileira. Gostaria de me apresentar no Brasil e vivenciar de perto a música e a cultura local.”, conta Lee JunYoung.
Siyeon já esteve no Brasil com o Dreamcatcher, e perguntamos se há algo especial sendo preparado para esse retorno. Ela não esconde o carinho pelo país: “O Brasil foi o primeiro país da turnê do Dreamcatcher, então tenho um carinho muito especial por ele. Sempre fico impressionada com a energia e o entusiasmo dos fãs nos shows. Estou muito animada para essa visita também. Quero aprender algumas frases no idioma local para conseguir me comunicar melhor com vocês.”
Pedimos uma mensagem para os fãs brasileiros, e as respostas vieram carregadas de entusiasmo e afeto: “O ChRocktikal está indo ao Brasil pela primeira vez! Posso garantir que nosso show será uma lembrança incrível e divertida. Vamos criar uma noite linda juntos.”, diz Siyeon. Lee Wonseok complementa: “Sempre sentimos em tempo real o apoio apaixonado dos fãs brasileiros do outro lado do mundo. A energia de vocês é a maior força que nos mantém seguindo em frente com a música. Espero que nossa música seja uma pequena válvula de escape no dia a dia de vocês. Muito obrigado!”
A expectativa para esse encontro também aparece nas palavras de JunYoung e Gwanwoo: “Quero muito encontrar pessoalmente os fãs brasileiros que sempre nos apoiam e criar juntos memórias que ultrapassem culturas e fronteiras!”, afirma o baixista. “Só de pensar em curtir isso tudo no Brasil já fico empolgado e com o coração acelerado. Vamos criar juntos lembranças inesquecíveis!”, completa o baterista.
O encontro parece carregar algo que não se traduz apenas em palavras, uma troca que já começou muito antes do palco, atravessando idiomas, telas e distâncias. Agora, ao se tornar real ao vivo, o ChRocktikal transforma expectativas em presença, e é aí que a música encontra sua força mais pura em existir: na emoção compartilhada entre artista e fã, uma memória que nasce e se constroi a cada instante de um show preparado com carinho e autenticidade.
Se tem uma coisa que o Bangu Geek sabe fazer é reunir pessoas que realmente importam para o público. E a presença da Kario Baka (@kariobaka) no evento do dia 7 de junho foi prova disso.
Sucesso absoluto nas redes sociais, Kario subiu ao palco da Areninha Hermeto Pascoal para um bate-papo com o público e para aquele momento que os fãs mais esperam: as fotos. E quem esteve lá sabe que não foi uma coisa fria, protocolar. O clima do evento era aconchegante, familiar, com aquela sensação de que todo mundo se conhece, fez com que o encontro tivesse um calor diferente.
Kario Baka tem construído uma presença online que mistura humor, referências geek e uma autenticidade que conecta. Ver isso se traduzir num encontro presencial, rodeada de fãs que genuinamente se importam com o trabalho dela, foi um dos momentos mais bonitos da tarde.
Para quem ficou de fora, as fotos abaixo dão uma ideia do ambiente. Para quem esteve lá — esse é o tipo de memória que fica.
Quando a programação do Bangu Geek colocou a Danketsu (@danketsuoficial25) para fechar a tarde, ficou claro que o evento queria terminar no alto. E terminou.
A banda subiu ao palco da Areninha Hermeto Pascoal aquecendo o público que já tinha passado um dia inteiro entre cosplays, concursos e muita interação, pouco antes dos sorteios e encerramento oficial às 18h.
O Bangu Geek tem um clima familiar, de comunidade e isso se reflete no público durante os shows. Não é aquela galera que fica parada esperando acabar. É gente que curte junto, que canta junto, que celebra junto. A Areninha Hermeto Pascoal, com seu tamanho mais intimista, amplifica isso: o palco fica perto, o som chega de verdade, e a sensação de estar presente é total.
A Danketsu soube ler esse ambiente e entregou apresentações à altura. Para quem não conhecia a banda antes do evento, aquela tarde foi uma boa introdução. Para quem já acompanha, foi mais uma confirmação.
A Capcomnão para com as novidades de Street Fighter 6. Dessa vez, a gigante japonesa revelou a jogabilidade de Yasmine, a primeira lutadora do Ano 4. Ela chega oficialmente no dia 3 de agosto de 2026.
No entanto, o que realmente quebrou a internet foi o anúncio dos próximos personagens. Teremos Arjun, Bosch e ninguém menos que Tifa Lockhart, de Final Fantasy VII Remake. Sim, a lutadora mais famosa do mundo dos RPGs vai distribuir socos na franquia da Capcom.
Mas, voltando à chegada de Yasmine, ela marca uma nova fase no game. Natural das Filipinas, a jovem utiliza a arte marcial clássica Eskrima. Além disso, ela também traz movimentos acrobáticos perigosos usando uma faca Karambit.
Confira o trailer de jogabilidade abaixo:
Na história oficial, Yasmine resolveu voltar a lutar após assistir a uma supermodelo francesa (a nossa conhecida Manon) no “FooTube”. Sim, o YouTube deles. Aparentemente, até em Metro City as pessoas perdem tempo com influenciadores digitais.
O sucesso estrondoso de Street Fighter 6
Para você entender a dimensão do sucesso do jogo, a Capcom confirmou que o título superou 7 milhões de cópias vendidas. Isso mostra um crescimento bizarro em relação aos jogos anteriores da desenvolvedora.
Veja como as vendas acumuladas se comparam dentro da franquia:
Street Fighter II (SNES): 6,3 milhões de cópias vendidas.
Street Fighter V (vida inteira): 7,9 milhões de cópias.
Street Fighter 6 (em apenas três anos): +7,0 milhões de cópias.
Inegavelmente, o game atual vai ultrapassar a marca de seu antecessor na metade do tempo útil. Esse desempenho absurdo mostra que a Capcom acertou em cheio na nova fórmula.
O crossover histórico com Final Fantasy VII
Analisando o cenário de mercado, a presença de Tifa Lockhart representa uma jogada de mestre da Capcom. No passado, a empresa preferia focar apenas em crossovers internos com suas próprias marcas. Contudo, a concorrência acirrada com outros jogos de luta exige decisões mais ousadas.
Trazer a lutadora da Square Enix é um evento histórico que vai atrair uma comunidade gigantesca de RPG. Certamente, é o tipo de marketing que se paga sozinho no primeiro dia de vendas. Esperamos apenas que a Capcom não cobre o “olho da cara” pelas skins exclusivas da Tifa.
As mecânicas de Yasmine no campo de batalha
O estilo de Yasmine foca na velocidade e na pressão constante sobre o adversário. Ela utiliza a técnica Daloy ng Tubig para avançar rapidamente com cortes de faca. Outro destaque é o Talim ng Hangin, uma rasteira giratória ideal para surpreender o oponente.
Ao conectar esses golpes, ela ativa o Modo Bayani (o modo herói). Esse estado especial garante um aumento drástico na força e na velocidade dos seus golpes especiais. Já o projétil Pangil sa Likuran serve para controlar a distância, bem como quebrar a guarda inimiga. Portanto, a personagem promete agradar os jogadores que gostam de um estilo extremamente ofensivo e plástico.
Ademais, os jogadores que garantirem o Passe de Personagem do Ano 4 receberão o conteúdo no lançamento. O Traje 2 de Yasmine apresenta seu visual escolar clássico. Ele poderá ser desbloqueado no modo World Tour ou através de Fighter Coins. Além disso, o lançamento de Yasmine também trará um patch completo de balanceamento para todo o elenco do jogo.
O que você precisa saber sobre Street Fighter 6
Se você ainda não comprou o jogo, vamos contextualizar as informações essenciais. Lançado originalmente em 2023, Street Fighter 6 revolucionou os jogos de luta com os Controles Modernos. Essa opção permite soltar magias com um botão, facilitando a vida dos iniciantes.
O game é dividido em três grandes modos de jogo:
Fighting Ground: as lutas clássicas locais e competitivas online;
World Tour: o modo campanha em mundo aberto para criar seu próprio avatar;
Battle Hub: um grande fliperama virtual para interagir com jogadores do mundo todo.
Atualmente, o jogo está disponível para PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X|S, PC (via Steam) e no Nintendo Switch 2. O preço médio do jogo base costuma girar em torno de R$ 249,00 nas lojas digitais do Brasil. No entanto, ele aparece frequentemente em promoções com ótimos descontos.
Por fim, a Capcom encerra o anúncio, deixando os fãs cheios de expectativa para os próximos meses. Inegavelmente, o Ano 4 promete ser o mais marcante de toda a história recente da franquia de luta. Para mais detalhes do game, clique abaixo:
E vocês, meus sucolinos e minhas sucolinas? O que acharam da Yasmine com suas facas? Estão ansiosos para jogar com a Tifa no asfalto de Metro City? Deixem suas opiniões nos comentários!
Neste próximo 21 de junho, Seth (Moi dix Mois, Redo, Sakura Zensen) e Kouki (D=OUT) voltam para o Brasil depois de uma visita inédita com o vocalista Sui (Megaromania) na Triad Tour, em 2025. Dessa vez, a dupla vem acompanhada de Tsuzuku (Mejibray, DRUGS), formando a Awakening Tour e que passará pelo México, Peru, Brasil, Argentina e Chile.
O Suco de Mangá teve a honra e a grata oportunidade de entrevistar Seth! Nesta entrevista, vemos mais detalhes da vida e carreira deste artista cheio de ternura e entusiasmo em sua expressão, seja com seu canto, seja com suas vívidas palavras trocadas conosco.
Com vocês, nossas dix perguntas para Seth!
Suco: Quando você voltou da primeira turnê na América Latina, seus amigos no Japão ficaram curiosos sobre a experiência no nosso continente?
Seth: Pois é, nossa última turnê teve bastante repercussão! Nos perguntaram sobre como era a plateia, quanto tempo levou a viagem, esse tipo de coisa. As pessoas da América do Sul são bastante animadas, se empolgam nas músicas e isso me divertiu a beça, foi esse sentimento que passei para os meus amigos!
Uma coisa que chama a atenção no seu começo no AFTER IMAGE, é o quanto a banda parece se divertir durante a gravação dos clipes. Você tem alguma lembrança de bastidores para compartilhar conosco?
Era uma época onde eu ainda era muito novo e tudo o que eu fazia era bem divertido.
Tanto você quanto Mana são de Hiroshima. Alguma vez essa coincidência ajudou a tornar vocês dois mais próximos?
Somos de Hiroshima sim, mas eu já conhecia o primo do Mana! Um cara muito gentil e que também trabalhava duro em Tokyo assim como eu e ele nos apresentou. Se não fosse por ele, eu não acho que estaria ativo no Moi dix Mois hoje em dia.
Parte de sua vida oscila entre sua cidade natal e Tokyo, onde você construiu sua carreira como cantor. Além dessas cidades, qual outra região do Japão você gosta de visitar quando pode?
Como sou de Hiroshima, estou sempre voltando para ver minha mãe. Hoje em dia estou viajando por todo o Japão por causa do Redo, de Hokkaido até Kyushu! Cada região tem pratos diferentes e deliciosos e todos da banda saímos pra nos divertir e comer juntos. A gente também conversou sobre a ideia de irmos para Okinawa. Eu adoraria visitar lugares onde nunca fui!
Você mencionou seu gosto por desenhar e algumas postagens suas no twitter fazem menção a obras como Gundam e Hokuto no Ken. Como também somos um site que fala de cultura pop japonesa, qual seria seu top 3 dos melhores animes ou mangás?
Eu assisti tudo de Gundam! Eu também amo Hokuto no Ken. Principalmente o Shachi, que aparece na última temporada “A Terra de Asura”. Ele apoia o Kenshiro até o fim e seu tapa olho é muito bacana! Eu fico com Hokuto no Ken, Gundam e Yu Yu Hakusho.
Shachi, de Hokuto no Ken, com um tapa olho bem familiar para os fãs do Seth
Você também gosta de luta-livre né! A ponto de você comentar com bastante entusiasmo sobre um livro sobre o Tiger Mask, um sucesso do nicho. Você ainda acompanha o esporte? Ou existe outro esporte que te chame mais a atenção?
O Tiger Mask original foi reprisado várias vezes e depois lançaram o Tiger Mask II. Eu já gostava muito da vibe heroica e admirava muito o personagem. Daí apareceu o Tiger Mask na luta-livre profissional. Ele era bem atlético, pulando e saltando pra lá e pra cá, suas disputas pareciam impossíveis para um ser humano fazer e além disso ele era bastante forte lutando pra valer. Sua máscara, com o rubi na testa e o design das calças eram idênticos ao Tiger Mask II! E quando eu era estudante, eu joguei futebol por um tempo.
Capa de Tiger Mask II, que influenciou e inspirou desde lutadores reais……até personagens de videogames, como King (Tekken)
Entre o Moi dix Mois, Ruiza Band (agora Redo) e Sakura Zensen, sua atividade como cantor é intensa. E ainda sobrou tempo para lançar uma música solo em 2024, Kyozou no Kimi ~ Sagashite. Conte-nos mais um pouco sobre sua composição nessa estreia independente!
Essa é a primeira música que lancei como Seth. Sinto que muita gente percebe o Seth como o vocalista do Moi dix Mois, mas com essa música eu queria que as pessoas percebessem que o Seth é um artista próprio que serve como vocalista tanto para o Moi dix Mois quanto para o Ruiza BAND. Como não sei até quando na vida poderei continuar cantando, talvez esse foi um jeito de me confrontar e dar um senso de direção motivacional, uma estrela guia para seguir em frente.
Visual de Seth em sua faixa de estreia solo, Kyouzou no Kimi ~ Sagashite
Você teve a oportunidade de cantar músicas de bandas antigas de visual kei como o Rouage em outras ocasiões e em 2021 você participou de um show com a banda Gilles de Rais, que também foi bem ativa nos anos 90 e que, pessoalmente, gosto bastante! Conta um pouco pra gente sobre a experiência e sua relação com a banda!
Na verdade, nessa jam onde cantei Rouage, era minha primeira vez cantando as músicas da banda, então lembrar as letras foi meio difícil. Tive essa oportunidade de dividir o palco com o Gilles de Rais porque o guitarrista, JACK, estava em Tokyo e ele me perguntou se eu queria participar de uma jam. Daí pude cantar as músicas do Gilles de Rais, uma banda que eu adoro desde quando participei de minha primeira banda.
Desde então venho cantando de vez em quando com o Gilles de Rais como vocalista suporte, junto com o JOE (vocalista) e o SINN (baterista). Eu fico bem nervoso, mas é um imenso aprendizado!
Capa de Damned Pictures, um dos primeiros lançamentos do Gilles de Rais (1989-1995)
Você mencionou ter encontrado desafios inéditos quando começou a cantar enka, e isso te deu mais ambição como vocalista. Esses desafios também apareceram quando você começou no Moi dix Mois, com algumas músicas usando berros?
O mundo do enka é algo completamente diferente, então foi bem desafiador. Mas eu jamais pensei que isso iria me deter. Isso é de minha personalidade e todas as experiências, atuais e passadas, fazem de mim quem sou, também como Miyoshi Seiji. Mas até hoje eu tenho dificuldade em gritar no Moi dix Mois.
Até estrear no Moi dix Mois, eu nunca fui de gritar, então minha garganta dói! Sendo bem sincero, eu achava que gritar era um jeito de enrolar pra quem não soubesse cantar bem, então nunca achei que gritar fosse algo bacana, daí nem acabei tentando. Agora que eu sei que isso também é uma forma de expressão, eu grito às vezes, mas nessa minha garganta leva a pior. (risos)
Miyoshi Seiji, na capa do single Otousan no Uta (2023)
Sua vida é rodeada por um mundo de interesses para além da música: começou buscando as artes visuais, virou cantor de rock e de enka e agora é até dono de um café, o VegeNeko. Para você, o mundo sempre foi esse lugar vasto de possibilidades ou houve algum momento na vida em que você percebeu isso?
Eu pensei em trabalhar com arte, mas percebi que era bem difícil e vi que não conseguiria viver disso. Nesse momento, eu descobri a música em Tokyo e comecei uma banda. Eu ainda era bem novo, então foi bem divertido. Enquanto os anos passavam, descobri novos interesses musicais, novas coisas que queria fazer e meu mundo se expandiu quando comecei a cantar enka, até que a pandemia paralisou todas as minhas atividades musicais. Nem Seth, nem Miyoshi Seiji recebem um salário fixo, então quando essas atividades cessaram, minha renda cessou junto.
Eu sinto que minha vida foi um timing atrás do outro. Tudo resultado de coincidências!! De certa forma, consegui me divertir com todas essas coisas, então me sinto bem feliz. E é porque existem pessoas que sentem necessidade das minhas canções que eu consigo cantar hoje em dia. Desenho por hobby, tenho uma loja e ainda consigo ser chamado pra cantar no exterior. Jamais imaginei que eu conseguiria viver uma vida assim tão livre. Eu não sei o que os outros imaginam o que seja uma vida bem sucedida, mas eu tenho certeza que minha vida é um grande sucesso!
O Suco de Mangá – e este colunista muito emocionado em especial – agradece de montão ao Seth pelas generosas respostas a esta entrevista!
Tem uma cena que qualquer jogador de D&D reconhece na hora: um grupo de pessoas completamente diferentes, com motivações distintas e personalidades que deveriam se repelir, sentadas ao redor de uma mesa decidindo o destino do mundo. Às vezes brigando entre si. Às vezes salvando a pele um do outro. Sempre bagunçando o plano do mestre de alguma forma.
Essa cena não está só na minha ou na sua mesa de jogo. Ela está em boa parte dos animes de fantasia que você já assistiu. E não é coincidência. Vamos lá?
O anime que nasceu de uma sessão real de D&D
Se você quer entender de onde vem essa conexão, o ponto de partida é Record of Lodoss War. Em 1986, uma sessão de D&D jogada no Japão foi transcrita e publicada em uma revista como um “Replay”, um relato narrativo da partida. Aquilo virou mangá, depois OVA, depois série. Lodoss War não foi inspirado em D&D. Lodoss War é D&D e é uma campanha que virou anime.
Isso importa porque estabelece algo fundamental: a estrutura narrativa do RPG de mesa e a estrutura narrativa do anime de fantasia são, em muitos casos, a mesma coisa. Grupo de aventureiros com classes bem definidas como guerreiro, mago, clérigo, ladino, jornada que começa pequena e termina salvando o mundo, encontros aleatórios que revelam camadas dos personagens. É a mesma história contada em mídias diferentes.
A party é a party
Uma das coisas que me chama atenção é como certos animes capturam com precisão a dinâmica de um grupo de jogadores reais. Não os personagens, os jogadores.
Konosuba é o exemplo mais óbvio. Aquele grupo disfuncional, as decisões questionáveis, o plano que deveria funcionar e termina em desastre, a personagem que só serve para uma habilidade específica e ainda assim erra na hora crucial. Isso é segunda-feira (gosto deste dia da semana) à noite na mesa de qualquer grupo com dois anos de campanha. Konosuba é uma paródia de D&D mesmo sem citar D&D uma vez sequer.
Do outro lado do espectro tem Grimgar: Ashes and Illusions, que mostra o que acontece quando você tira o heroísmo fácil da equação. Matar um goblin é exaustivo, traumatizante e caro em recursos. Os personagens têm fome. Têm medo. Cometem erros que custam vidas. É o tipo de campanha que um mestre experiente conduz quando quer que os jogadores sintam o peso de cada decisão e que poucos grupos aguentam por muito tempo. Grimgar também tinha uma semelhança absurda com uma de minhas campanhas, mas isso é papo para outro texto.
Grimgar / Imagem Divulgação
O Mestre aprende com o anime
Falo por experiência: assisto anime com olhos de mestre há anos. E tem material rico espalhado por séries que, na superfície, não parecem ter nada a ver com RPG.
Goblin Slayer é quase um manual de estratégia tática. O protagonista não é mais forte que os inimigos, ele simplesmente pensa melhor. Usa o ambiente, prepara armadilhas, aproveita itens mundanos de formas inesperadas. É a representação perfeita do jogador que não depende de números altos para resolver situações e uma aula de como apresentar desafios que exigem criatividade, não apenas dano. No caso, deixo uma dica de livro que vai te ajudar a “pensar como monstro”: The Monsters Know What They’re Doing: Combat Tactics for Dungeon Masters.
Dungeon Meshi resolve um problema que todo grupo enfrenta em algum momento: o que acontece dentro da masmorra além do combate? Comida, logística, economia de recursos, a masmorra como ecossistema. É worldbuilding de alta qualidade disfarçado de comédia culinária e qualquer mestre que assista vai sair com ideias para tornar seus dungeons mais vivos.
Dungeon Meshi / Imagem Divulgação
Black Clover e Claymore têm algo diferente a oferecer: ganchos narrativos. Organizações com hierarquias e regras rígidas, eventos lendários do passado que moldam o presente, segredos que o mundo inteiro conhece pela metade. São exemplos de como construir um cenário que existe antes do grupo de jogadores aparecer e que continua existindo quando eles saem de cena.
O isekai e a gamificação explícita
O fenômeno isekai trouxe algo novo para a conversa: animes que não apenas se inspiram em mecânicas de RPG, mas as exibem explicitamente na tela. Menus de status, pontos de experiência, árvores de habilidade, builds.
Sword Art Online popularizou isso. The Rising of the Shield Hero explorou a progressão de um personagem marginalizado que, através de builds pouco convencionais, se torna peça central do sistema: algo que qualquer jogador que já insistiu em uma classe “fraca” vai reconhecer de imediato. Overlord inverteu o jogo colocando o protagonista já no nível máximo, explorando como um conjurador épico interage com um mundo onde magia básica parece milagre divino para os NPCs.
Overlord / Imagem Divulgação
É interessante porque esses animes tornaram visível algo que D&D sempre teve, a mecânica como parte da narrativa e levaram isso para uma audiência muito maior.
Dois mundos, a mesma mesa
Jogo D&D desde 1998. Nesses anos todos, percebi que os melhores momentos das minhas campanhas têm muito em comum com os melhores momentos dos animes que mais gostei: grupos improváveis que funcionam, mundos que existem além do que os personagens conseguem enxergar, histórias que começam pequenas e terminam maiores do que alguém planejou.
A conexão entre anime e D&D não é de influência unilateral. É uma conversa que dura décadas, onde os dois lados aprendem com o outro. Lodoss War prova que ela começou bem antes do isekai virar moda e Dungeon Meshi prova que ela ainda tem muito a dizer. Por sinal, que anime gostoso de assistir; já estou com saudades!
Se você joga D&D e ainda não assistiu alguns desses animes, está deixando material de campanha na mesa. E se você assiste anime mas nunca sentou para jogar, talvez já conheça as regras melhor do que imagina. Por sinal, agora é um ótimo momento de começar uma campanha com o recente lançamento do Livro do Jogador (2024) pela asmodee.
E olha que nem falei de Berserk e Frieren, heim? Mas também fica para outros textos…