Opa, vamos comemorar! Depois do estrondoso sucesso nostálgico, She-Ra e as Princesas do Poder retornam para mais uma temporada em abril, datado para o dia 26. A notícia veio pelo Instagram da série animada.
She-Ra é baseada em uma série de animação original de 1985, onde a protagonista deve lutar contra a malevolência em Etheria, o mesmo universo de He-Man. Clássico exibido na TV Globo, contava com 93 episódios (alguém aí sabe se todos passaram por aqui?), ganhando no ano passado um remake pela Netflix.
Uma notícia triste para a comunidade k-pop. Em um comunicado oficial, a Jackpot Entertainment anunciou a separação (disband) do grupo Blanc7.
Depois de duas turnês pelo Brasil, em 2017 e 2018 – por sinal, o primeiro grupo k-pop a fazer um show no Acre – o Blanc7 entrou em um comum acordo e os meninos devem seguir carreira solo a partir de agora.
Debutando com o álbum Yeah, O Blanc7 era formado por Shinwoo, Jean Paul, Teno, D.L, Spax, K. Kid e Taichi, e acompanhamos as duas apresentações deles em São Paulo (veja AQUI).
Tsurune faz parte da Temporada de Outono 2018e começou a ser exibido na Crunchyroll no dia 22 de outubro. Seu último episódio foi ao ar no dia 21 de janeiro de 2019, terminando um pouco depois da maioria dos animes da sua temporada, com o total de 13 episódios.
O estúdio Kyoto Animation ficou responsável pela adaptação, e assim como a maioria de suas obras, fez um trabalho impecável na parte visual, fornecendo cenas lindas de um jeito que só ele é capaz. E o diretor, Yamamura Takuya, contribuiu com a obra de sua maneira, deixando Tsurune no mesmo estilo dos demais animes do estúdio.
O anime foi baseado em uma light novel de mesmo nome, que é publicada desde 2016. Tem dois volumes até o momento e não possui previsão de finalização. Ayano Kotoko e Morimoto Chinatsu são os criadores, cuidando da escrita e da arte, respectivamente. A obra é um drama e o foco é o esporte, nesse caso, o Kyudo.
Garoto e Colegial
Tsurune segue Narumiya Minato, um garoto que acabou de entrar para o colegial. Ele reencontra dois amigos na escola nova, Takehaya Seiya e o Yamanouchi Ryouhei. Assim que entram no colégio, são chamados por um professor, que pede ajuda dos três para reativar o clube de Kyudo (esporte com arco e flecha).
Todos possuem familiaridade com o esporte, mas somente Minato e Seiya praticaram efetivamente. Seiya e Ryouhei se mostram empolgados para ajudar o professor, enquanto Minato hesita, pois no passado teve problemas relacionados ao esporte.
A história basicamente gira em torno de Minato, que precisa enfrentar seus medos para voltar ao Kyudo, sua paixão desde a infância. Mas ele não está sozinho, e terá ajuda de seus colegas e amigos.
Kyudo é um esporte de basicamente contemplação. Não é de grande ação, mas pode gerar uma empolgação quando se trata dos torneios. O anime não tentou tornar o esporte excessivamente empolgante, mantendo as cenas o mais próximo da realidade possível. E nessas partes, o anime realmente foi bom, fornecendo várias informações sobre o Kyudo, pouco conhecido por aqui.
Ritmo Arrastado
Mas, um ponto negativo é que todo o resto do anime se tornou arrastado. A história teve uma progressão lenta, e o ponto mais alto foi no último episódio. Antes disso, era uma linha reta, com nada que realmente empolgasse. Isso o deixou um pouco cansativo de assistir. Fora que, o fato de ter começado depois, quase no final do mês, culminou no fato de que foi um dos últimos a terminar, deixando aquela sensação de “isso não vai terminar nunca?”
Mas isso deixou uma abertura para a construção de personagens, e alguns deles realmente tiveram um bom desenvolvimento. Minato obviamente foi um dos que mais obteve mudanças, mas a obra não se esqueceu dos demais membros do clube e professores também.
O final foi um tanto aberto, como se tivesse faltando um episódio para finalizar realmente. E, de acordo com o MyAnimeList, haverá um episódio extra em março, mas pode ser que não seja um fechamento realmente. Então é se contentar do jeito que finalizou, por mais vago que tenha sido.
A abertura, “Naru”, é cantada pelo grupo Lucky Life, que chama atenção assim que começa a tocar, pois é bem forte e empolgante. O encerramento fica por conta da ChouCho e se chama “Orange Iro”, uma música mais lenta e doce, perfeita para encerrar os episódios.
Apesar de ser um anime lento, tem seus pontos positivos, além de ser uma obra muito bonita. O esporte é muito interessante e vale a pena conhecer e expandir os horizontes.
É perfeito para quem gosta de obras mais contemplativas, que foca em trabalhar mais os personagens.
O Voyager, centro de entretenimento de realidade virtual (VR) do estúdio ARVORE, irá inaugurar em 30 de janeiro, no Morumbi Town Shopping, em São Paulo, o seu primeiro escape room em VR, o Voyager Escape.
A experiência inédita que mistura enigmas em múltiplas dimensões, muita diversão e tecnologia de ponta, tem a parceria de um dos principais estúdios da indústria do entretenimento, a Ubisoft, que desenvolveu “Escape The Lost Pyramid”, um conteúdo interativo multiplayer ambientado no universo do jogo Assassin’s Creed: Origins.
Indicado para todas as idades a partir dos dez anos, o jogador têm um tempo pré-definido para solucionar quebra-cabeças em equipe (de 2 ou quatro jogadores) e escapar de um ambiente físico totalmente customizado.
História
A história de “Escape The Lost Pyramids” começa em fevereiro de 1928, quando uma equipe de exploradores desaparece na Península do Sinai enquanto tentava chegar à Pirâmide Perdida de Nebka. Já na atualidade, os jogadores são convidados a entrar no Animus, uma máquina que permite acessar a memória genética de antepassados, para reviver as aventuras do grupo desaparecido e encontrar algo de muito valor que os exploradores estavam procurando.
Serviço – Voyager Escape
Quando: A partir de 30 de janeiro de 2019, de segunda a domingo Horário: Das 10h às 22h (de segunda a sábado) e das 11h às 22h (domingo) Onde: Morumbi Town Shopping (Av. Giovanni Gronchi, 5930 – Vila Andrade, São Paulo/SP – 05724-002) Preço: R$84,99 por sessão de 1 hora Número de participantes por sessão: 2 ou 4 Idade: acima de 10 anos
A mais nova série da Netflix,The Umbrella Academy, acaba de ganhar um trailer, apresentando cover exclusivo de ‘Hazy Shade of Winter’ interpretado pelo criador dos quadrinhos The Umbrella Academy e vocalista da banda My Chemical Romance, Gerard Way.
The Umbrella Academy (Pôster Divulgação)
Baseado no HQ de Gerard Way, que é ilustrado pelo brasileiro Gabriel Bá e publicado pela Dark Horse Comics, a adaptação é da Universal Cable Productions, com Steve Blackman na produção (Altered Carbon).
Sinopse: Em um mesmo dia de 1989, quarenta e três crianças nasceram inexplicavelmente de mulheres aleatórias, sem ligação entre si, que no dia anterior não apresentavam nenhum sinal de gravidez. Sete foram adotadas por um industrial bilionário, que cria a Umbrella Academy e treina seus “filhos” para salvar o mundo. Agora, os seis membros sobreviventes se reúnem depois da notícias da morte do pai e precisam trabalhar juntos para resolver o mistério de sua morte. Mas a família incomum começa a se desentender em razão dos conflitos causados pelas diferentes personalidades e habilidades – tudo isso em meio à ameaça iminente de apocalipse global.
The Umbrella Academy estreia globalmente na Netflix em 15 de fevereiro de 2019.
O 31º Troféu HQMIX, um dos principais eventos de quadrinhosdo país, abriu as inscrições hoje, dia 24 de janeiro e encerra no dia 01 de março de 2019. Editoras e autores devem entrar no SITE OFICIAL e ler as instruções para o procedimento.
O custo por inscrição de publicação e autores é de R$ 15,00 e dá direito a que sejam feitas duas escolhas de categorias por esse valor.
No item “Projeto Editorial”, além do PDF também será pedido um exemplar impresso para melhor análise da qualidade da publicação que não é percebida no arquivo PDF. O endereço para enviar esse exemplar é:
Troféu HQMIX – Gualberto Costa
Rua Lacerda Franco, 1136 – apto. 74 – Aclimação
CEP 01536-000 – São Paulo – SP
Com este anime, vimos muitas cenas relaxantes, típico do que foi esperado em nosso Primeiro Gole. A verdade é que é de lei cada temporada ter pelos menos um anime como Tonari no Kyuuketsuki-san: garotas fofinhas fazendo coisas fofas reagindo de forma fofa.
Nessa Temporada de Outono 2018tivemos outro anime que se encaixou bem nessa categoria, que foi o Anima Yell, uma história de meninas fofas e alegres que fazem parte de uma equipe de torcida. Não dá pra ficar mais alto astral que isso, dá?
De qualquer modo, eu tenho uma regra pessoal em jogo. Esse tipo de anime moe faz bem, encanta os desencantados e conforta os amargurados, mas tudo deve ser bem dosado.
Assim como muito açúcar pode melar um bom suco (sem qualquer pretensão de trocadilho aqui), muito moe pode te deixar enjoado e te deixar incapaz de aproveitar direito um bom anime. Então, se fizemos uma escolha, devemos começar pela seguinte pergunta:
Por que Vampiros?
Nos idos de 2006, quando descobri a saudosa Animax, dois animes me fisgaram de jeito. Hellsing, Blood+ e Trinity Blood faziam parte de uma febre generalizada com os livros da Saga de Darren Shan e Crepúsculo. Apesar de toda uma geração ter se fissurado em vampiros, as brigas de torcida eram comuns. Afinal, a ideia de vampiros brilhantes soava estranho para os mais apegados aos vampiros de Anne Rice e ao Drácula de Bram Stroker.
Mesmo assim, os vampiros brilhantes fizeram escola, pois agonizar de dor enquanto o corpo vira cinzas não faz bem o estilo do anime de Sophie Twilight. Nossa vampira otaku e anti-social só pena sob a luz do dia para as tarefas mais cruciais e incontornáveis, como encontrar sua mangaká favorita. Quando o sol a toca, Sophie começa a brilhar, brilhar e brilhar… mas tudo volta ao normal depois no final do dia. Só é muito desconfortável para essa vampira light.
Parece estranho que um anime tenha puxado de volta um tema que ficou um tanto esquecido nos últimos anos. Muito antes de ter sido anunciado para esta temporada, eu já havia assistido o trailer no início do ano e a reação foi apenas “Wow…! Vampiros?!”. E a boa notícia disso tudo é que Tonari no Kyuuketsuki-san não sobreviveu apenas de minha nostalgia em particular.
Ele é mais do mesmo, sim, mas divertido mesmo assim. Seus personagens com os seus mesmos trejeitos e as piadinhas que brotam em cada episódio, não de qualquer jeito, fazem aquilo que um anime lotado de moe faz de melhor: botar um sorriso leve o suficiente para aquecer de leve o coração. Pode ser dito que essa descrição é excessivamente romântica de algo tão banal como o moe. Mas não penso que ele é capaz de agarrar a audiência de tantas pessoas apenas porque elas “sejam estranhas”. Esses elementos afetuosos não são difíceis de serem percebidos em vários aspectos do anime que não cabem nesta Análise (diálogos, estética, design, traços e por aí vão). E por falar em afeto…
Tonari no Kyuuketsuki-san (Imagem Divulgação)
Triângulo Amoroso: “Real pero no mucho”
Esse aspecto de mim não coube na minha bio, mas quem me conhece sabe que eu amo cozinhar. E se eu tivesse que dissecar Tonari no Kyuuketuski-san pelos seus vários ingredientes, eu diria que ele tem uma pitada de yuri na sua mistura. Não, não chega a ser uma xícara ou uma colher de sopa. Com certeza, a coisa que mais atrai as imaginações de n escritores e escritoras de fanfic é justamente a falta de clareza na relação entre as personagens. Essa falta dá asas para todo o tipo de imaginação e as doses de carinho entre as personagens são um pouco mais intensas que em outros animes como Slow Start ou Comic Girls. Mas antes que ponhamos a carroça na frente dos bois e transformemos o anime num Bloom Into You, que é bem mais nítido e bem mais direto ao ponto como yuri, vejamos um pouco as personagens em si para daí visualizarmos esse triangulo amoroso Hinata-Akari-Sophie, ou se essa é interpretação é plausível.
Akari e Sophie se encontram numa floresta à noite. A pequena vampira está apenas dando uma volta por aí, como recomendada aos seus vizinhos. Faz bem para a saúde. E Akari, viciada em pequenas (e assustadoras) bonecas, vê em Sophie uma boneca viva. Uma boneca com quem ela quer brincar para ontem, escovando seu cabelo e vestindo várias roupas nela. Temos aí a impressão de que Akari ama Sophie, pois Sophie é a boneca perfeita, que jamais irá envelhecer e continuará fofa, mesmo com 360 anos de idade. Essa obsessão por bonecas permite a uma humana a proeza de assustar uma vampira. Uma vampira que, aliás, já se assusta fácil com fantasmas e história de terror. Mais um ponto cômico para o anime aí. Sophie tem um jeito meio kuudere ao retribuir esse carinho. Meio, porque ela não é completamente apática à companhia da Akari, mas ainda prefere manter sua distância. Até porque ficar muito íntima de uma humana que daqui a pouco irá morrer, uns 70 ou 80 anos no máximo, não é lá a coisa mais saudável a se fazer.
Tonari no Kyuuketsuki-san (Imagem Divulgação)
Se Akari pena em ganhar um pouco mais de afeto de Sophie, mal sabe a menina que ela própria faz girar a roda do vácuo. Afinal, sua amiga de longa data, a Hinata, é apaixonada pela amiga. Hinata é a pitada de yuri mencionada lá em cima. Nesses tipos de anime moe, há sempre uma menina mais “masculina” que as demais e que tem uma quedinha por uma das garotas. Leia esse “masculina” com muitas aspas, pois merece. O retrato de uma menina masculina nesses tipos de anime ainda é feminino demais até para os padrões japoneses, se bobear. Em Kin Iro Mosaic havia uma mesma personagem nesse perfil. Mesmo sendo mais arquetípica do que o aceitável, ao menos Hinata poderia ter sido um pouco melhor aproveitada do que ser apenas a garota que tem um crush na Akari e que tem um shiba inu de estimação muito fofo. Okay, essa última parte podemos perdoar, já que é um shiba inu muito fofo…
Se há um triangulo aí, ele está bem aberto e só fecha com a intervenção divina de uma fanfic. Fora dela temos a Ellie, a amiga mais velha de Sophie que mesmo tendo quase 500 anos, ainda assim parece uma criança. Uma criança embaraçosamente sensual para o seu tipo físico. Ela não tem muita escolha, já que foi transformada em vampira cedo demais para ter chance de crescer. Ellie sabe disso, o que a deixa com um baita complexo com o seu corpo, odiando ser confundida com uma criança. Esse complexo faz com que ela faça questão de provocar as outras meninas, para parecer a mais velha do grupo. E de fato ela é, coitada.
Conclusão
Levando tudo em consideração, Tonari no Kyuuketsuki-san foi um anime bem okay. Genérico demais para ser considerado bom, mesmo com todas aquelas preferências pessoas por vampiros levadas em conta. Mas que fez bem aquilo que se propôs, quase que autoconsciente de suas limitações. O que é muito melhor do que querer abocanhar mais do que a boca pode morder. Foi uma boa escolha afinal!