O mundo parou, mas a Temporada de Primavera 2020 continua com os lançamentos, e agora em abril lançou um dos dos ditos animes mais esperados do ano, do gênero esporte com grande destaque ao yuri:Tamayomi!
O anime traz a história de duas garotas onde o amor caminham junto com o beisebol, e agora se reencontram no ensino médio para, quem sabe, montar um time com novas amigas e disputar o Koshien.
O pontapé inicial é dado por Yomi Takeda, chegando no novo colégio e reencontrando a amiga de infância, em uma cena já apresenta o gênero yuri em tela, sem gracinhas ou qualquer tipo de enrolação, esse novo anime já deixa claro seus maiores focos, o beisebol e o amor, de forma bem simples e leve para que você curta o anime, nem tudo precisa ser épico e extrapolado, por isso que produções simplistas têm maior destaque na atualidade, pois é muito mais amarrado em história e emociona mais fácil.
O primeiro episódio têm aquele desenvolvimento arrastado pelo simples e óbvio fato de te apresentar o que vai ser o anime, não só em história, mas em ritmo, os seinen (da obra que é adaptado) tendem a ser mais desenvolvidos de forma lenta para que trabalhe a emoção do momento, e com o gênero esporte presente, espera-se as boas cenas de torneios e partidas apresentadas em cenas épicas, o que faz trabalhar um ritmo mais acelerado. Tamayomi vai misturar dois modos distintos de desenvolvimento, isso pode ser um grande impacto positivo se for bem feito, mas pode cair por terra se tentar misturar demais, contudo o primeiro episódio foi espetacular nisso, mas como toda boa produção, sempre têm um ponto negativo.
Nem tudo é flor que se cheire, é lógico que a maioria dos animes de esportes usam e abusam de flashbacks, mas para um primeiro episódio, Tamayomi se mostrou um tanto exagerado, mais de vinte minutos de duração onde dez são flashbacks repetidos, e eles tentam amarrar algo que se mostrou claro em cena, aliás um destaque negativo foram as explicações de alguns momentos em cena por meio de diálogos, o que foi um tanto questionável, pois Tamayomi foi apresentado como um seinen do gênero de esporte e yuri, acredita-se que estes três elementos é mais do prova de que esse anime têm que ser mais trabalhado em história, relações amorosas e partidas de beisebol, o público consegue absorver e interpretar tudo que está em cena e dito em diálogo, mastigar demais os momentos de interpretação pareceu algo muito infantil e bem bobo para um seinen, chega a ser decepcionante e ofensivo, indiretamente te chamando de burro.
Apesar dos defeitos, Tamayomi se mostra bem forte como um dos melhores animes do ano e também um dos mais marcantes, se o bom trabalho de construção de romance e as lições de beisebol se manterem bem firmes em paralelo ao desenvolvimento da história, poderá se colocar entre os dez melhores animes de esporte e até entre os animes LGBTQ+!
O DualSense é um controle nos moldes do DualShock 4, só que melhorado. Após o feedback positivo recebido do controle do Playstation 4, a Sony elevou o nível e olhou para o futuro da marca.
Esse novo controle é o resultado do que desenvolvedores e jogadores queriam. O grande diferencial dele será a habilidade de prover sensações que remeterão o jogador ao o que está acontecendo no game. Os gatilhos L2 e R2 também receberam melhorias para aumentar as sensações e a responsividade das ações. Outra funcionalidade embutida no DualSense é um microfone, assim possibilitando que jogadores conversem rapidamente entre si, sem precisar usar um headset.
O botão “Share” também foi repensado. Agora no DualSense, ele se chamará “Create” e ainda possibilitará o jogador compartilhar momentos que experienciou em sua gameplay – Na postagem do Playstation Blog foi citado que mais informações sobre a funcionalidade serão anunciadas perto do lançamento do Playstation 5.
E por fim, destoando do DualShock 4, o DualSense possui uma mescla das colorações branco e preto. Lembrando de certa forma o conceito do Playstation 1 que originalmente era branco.
O Playstation 5 está previsto para ser lançado no final do ano, e nos próximos meses teremos a revelação da carcaça do console e de seus exclusivos.
No fim de janeiro deste ano (2020), a Bandai Namco lançou mais um jogo desta franquia tão amada no Brasil e no mundo, com Dragon Ball Z: Kakarot e claro, não podíamos deixar de jogar!
Com quase 40 horas de jogatina, acabei finalizando o Modo História (principal), que aborda as quatro sagas principais Z: Saiyajin, Freeza, Cell e Majin Boo. E bem, é um GAME ANIMADO! Explicarei este conceito mais pra frente.
Produção RPGística
Dragon Ball Z: Kakarot traz o melhor da Aventura com um “rpg light”, toques da série Budokai e do já “clássico” Dragon Ball Z: Sagas, onde em meio a história devemos coletar muitos itens e batalhar com uma infinidade de inimigos espalhados pelo mapa.
Apesar d’eu sempre desejar um RPG tradicional da fase “clássica”, ou seja, Goku Pequeno, temos aqui uma recontagem da Saga Z em forma de game; o que também não é uma má ideia – até mesmo para você que assistiu as versões Kai há um bom tempo.
Para não entendiar na repetição, pois acredito que assim como eu, os fãs da série já decoraram e assistiram trocentas vezes, a jogabilidade intercala com a presença de minigames e missões secundárias com personagens um “tanto que esquecidos”, como o pessoal da Red Ribbon e tantos outros do início da vida de Goku.
Se de um lado a Aventura está muito bem feita, no quesito “RPG” o jogo vem devendo em alguns fatores. O primeiro é de que a árvore de habilidades é totalmente mecânica e linear; não é possível montar um Kuririn totalmente diferente do “seu vizinho”, por exemplo. Basicamente, sobe nível, você compra a bolinha de habilidade. Pronto.
O segundo ponto é de que nem sempre os personagens estão “habilitáveis” para seguir o cânon da série. Este quesito fica realmente interessante a partir do momento que você fecha a história principal, onde você possuirá o mundo todo aberto e customizará sua equipe da forma que quiser – e até mesmo repetindo algumas lutas com vilões icônicos.
O que mais gostei desta ala de customização foi com relação a Comunidade, onde você ganhará “acesso” a personagens emblemáticos para constituir um grupo de aptidões, seja em luta, culinária, exploração, etc. Este é um dos fatores que mais me animaram para o replay no game.
Nostalgia Pura!
Junto a uma jogabilidade bem agradável, a não ser pela dirigibilidade da Nuvem Voadora, que em alguns momentos pode ser frustrante, o ponto alto do jogo é a Nostalgia, com toda a certeza.
Os fãs da franquia estarão abastecidos não só pela história, mas com mapas que te remeterão a série, como canyons gigantes e a presença dos dinossauros. A trilha sonora também não ficou de fora, e poxa, voar pelos céus é muito gratificante com toda aquela musicalidade emocionante.
O que também reparei é de que o Começo e Meio (do jogo) são muito bem equilibrados, entretanto, na fase Majin Boo, a repetição do vilão e a falta de criatividade para um melhor aproveitamento da história foi marcante no quesito cansativo. Sabemos bem que o roteiro da série original não é dos melhores, mas seria interessante se tivessem elaborado mais por aqui – até mesmo criando missões secundárias mais interessantes.
Outro ponto alto é de poder controlar alguns dos personagens da franquia como Goku, Gohan (um dos mais jogáveis), Piccolo e Vegeta. E se assim como eu, você têm um carinho por Yamcha, Kuririn e outro personagem secundário, bem, eles de fato recebem um papel B e não é possível tomar a frente com eles; como voar por aí explorando o mundo. Uma pena.
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O céu resplandece ao meu redor
Com relação as lutas de Dragon Ball Z: Kakarot, tenho duas considerações. A primeira é de que mesmo um personagem considerado “fraco” como o Raditz, a primeira luta com o Saiyajin é muito épica e interessante! Isto mostra logo de cara para o jogador de como as lutas serão tratadas.
Na minha opinião, a luta contra Freeza sempre – e continua – sendo a melhor até hoje na série, e no game se repete, o que mostra que o trabalho dos produtores neste quesito foi muito respeitável a obra original.
Por outro lado, o sistema de combate não é tão atrativo e carece de inventividade por sua simplicidade. Não que atrapalhe o game, mas depois de algumas horinhas você acaba “pegando o jeito” em um combo e segue usando-o até o fim. Nem sempre é possível usufruir do cenário para arrancar uma animação inédita ou algo do tipo.
Voltando para a exploração, é possível SIM caçar as esferas do dragão. O mapa, que é aberto e fechado por seguimentos, conta com cidades e locais propícios para pesca, busca de minerais e Corridas com carros e escavadeiras; esta última, é uma bugiganga com pouca dirigibilidade que mais estressa do que diverte. Mas ok, é legal ter um pouco das criações malucas de Akira Toriyama no jogo.
Mais uma vez isto mostra que o jogo é voltado para um público que busca uma aventura mais linear, sem parar para farmar e com pouca dificuldade. Por sinal, dificuldade no game são raras e depois que você consegue buscar as Sementes dos Deuses, todos os combates com os maiores vilões ficam mais fáceis. Novamente, o fator Diversão fala mais alto por aqui.
O Veredito
Apesar de uma inconsistência nos combates e no conceito RPG de ser, Dragon Ball Z: Kakarot investe na diversão do jogador, o que acaba cumprindo muito bem. Caso você seja um fã mais assíduo da série, vai adorar encontrar personagens antigos, conhecer a floresta do Pual, trombar com Tao Pai Pai e tantos outros.
Para o fã mais hardcore fica o apreço pelos personagens e a vontade de querer ver novamente a história recontada visualmente num game – por sinal, equipe de design trabalhou muito bem no cell-shading e é muito difícil ver a diferença do Anime para o Game. Você elevará seu ki por algumas dezenas de horas!
A cópia do jogo foi cedida pela Bandai Namco e o jogo está disponível para PlayStation 4, Xbox One e PC (via Steam).
Foi revelado o trailer do arco “Trem Demoníaco” de Demon Slayer (Kimetsu no Yaiba), uma continuação direta da primeira temporada série homônima, confira abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=nkENmdYCztE
Além disso, além do pôster – que pode ser visto mais abaixo – o anúncio também trouxe a novidade de um jogo para smarpthones, conteúdos extras para o blu-ray e visual para o Concerto da Orquestra – Demon Defeat (a ser realizado em 7 cidades no Japão).
O video do game para smarpthones você confere abaixo:
O filme de Demon Slayer estreia em 16 de outubro de 2020.
Olá sucolinose sucolinas! Continuando nossas primeiras impressões sobre alguns animês da Temporada de Primavera 2020 dessa vez viemos com um mistério sobrenatural que apresenta só o “ecchi” e a trilha sonora como ponto forte. Sem delongas, lhes apresento: Gleipnir.
Certamente Gleipnir – obra homônima de Sun Takeda – promete muito e entrega pouco. Produção pelo estúdioPINE JAM (Gamers!, Just Because! e entre outros) e direção de Kazuhiro Yoneda que coordenou Yona of the Dawn, Gleipinir apresenta um fluxo narrativo vertiginoso, o que causa a sensação de estar lidando com muita informação e certo limite de tempo.
O que acontece com a animação é o fato de ela levantar muitas questões logo no inicio – o que ocasionalmente gera um gancho para a narrativa – e no fim confinar determinada situação e não dar respaldo para os assuntos que apresentou.
Quem é Gregor Samsa perto dela?
Em primeiro lugar temos o personagem Kagaya Shuichi nos clássicos moldes de personagens mal resolvidos – aquele típico personagem que só chora ou é pau mandado de outro personagem – e a garota Aoki Clair que vê os acontecimentos com tanta naturalidade kafkiana que olha: Quem é Gregor Samsa perto dela?
Nem bem os dois personagens são introduzidos, um fluxo enorme de informação é lançado ao mar, sim, ao mar, porque nenhuma das informações ali faz sentido e segue uma coerência com o que está sendo apresentado.
Caso o episódio 2, 3 e os outros em diante se encarreguem de explicar a enxurrada de acontecimentos do que ocorreu, Gleipnir pode ser um hype para a Temporada de Primavera 2020, por outro lado se isso não for possível, certamente estará fadado ao fracasso.
Experiência com Gleipnir
Os únicos pontos que a obra vendeu e digamos assim que dá para comprar é o “ecchi” oferecido nas descrições sobre o gênero da animação, e realmente é vendável, a trilha sonora que dá para o gasto, de resto, tudo dentro do padrão e nada surpreendente.
Em suma, Gleipnir ainda tem chance de se redimir por apresentar um episódio que expôs muita coisa e não vendeu basicamente quase nada e no fim o que era para te deixar com duvidas, acabou trazendo confusão.
Se você não liga para essas coisas que citei, lhe recomendo fortemente, mas se você gosta de tudo com seus pontos nos “i” não garanto uma boa experiência.
Na última quinta-feita (9), a NewPOP Editora em uma live pelo YouTube, divulgou seu mais novo lançamento Solo Leveling e também o relançamento de Koe no Katachi, ou A Voz do Silêncio, em uma versão 2 em 1, com capa dura, papel couchê e páginas coloridas.
Vale lembrar que a obra é composta por 7 volumes, sendo assim, como “extra”, o quarto volume (que compreende o último), terá o fanbook da série, um guia da série com fichas de personagens, one-shots e extras.
A primeira capa do mangá A Voz do Silêncio – Koe no Katachi, lançado pela NewPOP Editora.
Sinopse: A história começa com a chegada de uma aluna nova numa sala de aula do fundamental, seu nome é Shouko Nishimiya e ela é surda. Devido a deficiência da doce garota, ela acabou por ser vítima de Shouya Ishida que procura formas de chamar a atenção e vencer seu tédio. O garoto faz da vida da nova estudante um inferno, provocando-a e fazendo vários tipos de bullyng com ela. Contudo, uma parte da história culmina numa reviravolta onde o agressor acaba sendo vítima dos seus próprios colegas. Anos depois o caminho dos dois se cruzam novamente, agora no terceiro ano do ensino médio, mas dessa vez Shouya possui um objetivo diferente: se retratar com a garota que tanto magoou.
Originalmente publicado pela NewPOP Editora entre 2017 e 2018, o mangá de Yoshitoki Oima foi serializado no Japão na semanal da Shonen Magazine (Kodansha) e ganhou uma adaptação em filme animado em 2016, por sinal, presente na Netflix com legendas em português.
Em uma live na última quinta-feira (9), a NewPOP Editora anunciou seu mais novo título: o quadrinho Solo Leveling, de Gi So Ryeong e Jang Sung-Rak.
A obra sul-coreana é originalmente baseada nos livros (popularmente chamado de novels) de Chu-Gong que conta com 14 volumes lançados. Já a webcomic iniciou sua serialização em 2018 e possui 2 volumes encadernados até o momento.
Sinopse: Dez anos atrás, depois do “Portal” que conecta o mundo real com um mundo de montros se abriu, algumas pessoas comuns receberam o poder de caçar os monstros do portal. Eles são conhecidos como caçadores. Porém, nem todos os caçadores são fortes. Meu nome é Sung Jin-Woo, um caçador de rank E. Eu sou alguém que tem que arriscar a própria vida nas dungeons mais fracas, “O mais fraco do mundo”. Sem ter nenhuma habilidade à disposição, eu mal consigo dinheiro nas dungeons de baixo nível… Ao menos até eu encontrar uma dungeon escondida com a maior dificuldade dentro do Rank D! No fim, enquanto aceitava minha morte, eu ganhei um novo poder.
Solo Leveling ainda não tem data de lançamento e mais detalhes devem ser revelados nos próximos meses.
Olá sucolinos e sucolinas! E eis-me aqui para mais um PG da temporada (de primavera 2020) e dessa vez eu não podia deixar de ficar de fora porque estou tendo a oportunidade de escrever as primeiras impressões de uma das animações das quais eu mantenho grandes expectativas. Bem, vamos ao ponto.
Proposta inversa sem ferir sua principal característica
Ao passo em que sua obra anterior – Sayonara, Zetsubou-Sensei – ilustra a relação cômica de um professor com tendências suicidas e os alunos de sua classe cada qual com personalidades únicas, Kakushigoto, obra adaptada do mangá homônimo de Koji Kumeta encarrega-se de uma proposta inversa, mas que não perde sua semelhança hilariante com seu antecessor.
Direção de Yuta Murano(Seven Days War e How NOT to Summon a Demon Lord) Kakushigoto expõe as dificuldades que Goto Kakushi – mangaká renomado – possui ao tentar manter em segredo de sua pequena filha – Goto Hime – o tipo de trabalho que tem.
Com esse fio do “segredo”, a obra estende-se para além do proposto e, sobretudo sem danificar a finalidade do que apresentou, seja esclarecendo as pontas soltas do que vem em segundo plano como assuntos ligados a industrial editorial de mangás, piadas e comentários que são interpretados erroneamente pelos personagens.
Essas características de interpretações errôneas por parte da comunicação entre os personagens é a “marca” de Koji Kumeta que similarmente dialoga com Sayonara, Zetsubou-Sensei e cria a partir dessas interpretações as situações engraçadas que promovem a estética artística do autor.
Outro ponto importante é o trocadilho que rola entre o nome da animação, do personagem e a primeira frase proferida pela pequena Hime nos primeiros segundos de exibição. “Kakushigoto, Goto Kakushi e Kakushigoto Wa Nandesuka?”
Apesar de Kakushigoto estar a cargo de um estúdio pouco conhecido fora do Japão, o estúdio Ajiado teve e tem papel importante em diversas animações como alguns longas-metragens de Doraemon, e talvez isso traga paz ao coração dos mais exigentes.
Em síntese, pode-se dizer que Kakushigoto preenche tudo aquilo que expõe subjetivamente, afinal é uma animação de segredos onde um pai tenta a todo custo esconder o seu constrangedor trabalho de sua filha, mas quem nunca teve segredos, certo? E vocês?
“Kakushigoto Wa Nandesuka?”
P.S.: O meu segredo é que a música Chiisana Hibi do flumpool se tornou meu despertador.