Início Site Página 968

Mulan | Conheça a história real por trás do filme

balada hua mulan

Para a maioria das pessoas não asiáticas do mundo, foi a partir da animação de 1998 da Disney que conhecemos Mulan, uma jovem chinesa que se disfarça de homem para lutar na guerra no lugar de seu pai. Essa história é, na verdade, baseada num poema chamado A Balada de Hua Mulan. O livro mais antigo que consta o poema é do século 12, mas pelas referencias histórias estima-se que as histórias presentes no livro são de períodos anteriores e foram passados de geração em geração desde o século 5.

A Balada de Hua Mulan é considerada uma lenda na China, pois não há provas concretas que ela realmente existiu, acreditasse que ela tenha vivido durante a Dinastia Wei do Norte, que durou de 386 d.C a 534 d.C.. Por se tratar de uma lenda tão antiga, há algumas variações da história. Diferentemente da animação, na qual a Mulan não era nada habilidosa antes de iniciar seu treinamento no acampamento de guerra, em uma das versões, Mulan nasceu num vilarejo conhecido pela prática de artes marciais como Kong Fu e luta com espadas, então antes mesmo de entrar para o exército ela já sabia lutar muito bem.

Na animação, Mulan não tem irmãos, mas algumas versões afirmam que ela tinha dois irmãos mais novos. Todas as histórias seguem o mesmo fluxo quando se trata do imperador ordenando que um homem de cada família lute na guerra contra os mongóis Rouran e tribos nômades que estavam invadindo o norte da província chinesa. Mulan sai de casa aos 18 anos e volta depois de servir seu país por 12 anos, lutando bravamente e alcançando diversos cargos de liderança durante esse período.

Algumas versões contam que após anos na guerra, Mulan se veste como mulher antes de uma batalha importante para inspirar seus companheiros, que a seguem sem hesitação depois de terem lutado lado a lado tanto tempo. Apesar das diversas versões que existem, todas elas contam que ao descobrir a verdadeira identidade de Mulan depois que a guerra acaba, o imperador reconhece sua grandeza e importância, lhe oferecendo um alto cargo ao seu lado, o qual ela recusa pois seu único desejo é voltar pra casa.

Se você se interessa mesmo que um pouco pela história da Mulan já deve ter visto na internet muitas versões, algumas delas sombrias e com finais tristes, mas devemos lembrar que essa é uma lenda e mesmo que não seja verdade, foi usada para inspirar os cidadãos chineses em diversos períodos turbulentos da história da China, o que não faria sentido, portanto, ela ter um final trágico.

Alguns estudiosos acreditam que A Balada de Hua Mulan foi inspirada em duas mulheres nômades da tribo Xianbei que ficava no norte da China, mas ainda não há nada confirmado. Sabendo que a guerra contra os Rouran realmente aconteceu e que a China passou por diversos ataques étnicos, é provável que a lenda seja inspirada em diferentes mulheres que lutaram ao longo dos anos e foram todas condensadas na personificação de Hua Mulan, o que na minha opinião deixa tudo ainda mais bonito: todas aquelas mulheres que lutaram na guerra e tiveram seus nomes esquecidos, todas elas são Mulan.

Leia uma das versões de A Balada de Hua Mulan traduzida para o português:

“Suspiro após suspiro,
Mulan tece diante de sua porta.
Ninguém pode ouvir o som do tear,
apenas os suspiros da pobre menina.
Pergunte-a quem está em seu coração,
ou quem está em sua mente.
Ninguém está em seu coração,
e ninguém está em sua mente.

Ela viu os rascunhos militares ontem à noite,
Khan está convocando muitos soldados.
Uma dúzia de listas rascunhadas,
cada uma com o nome de seu pai.
O pai não tem um filho crescido,
Mulan não tem irmão mais velho.

Ela decide adquirir um cavalo e sela,
e alistar-se em lugar de seu pai.
No mercado leste, ela compra um cavalo,
no mercado oeste, uma sela.
No mercado norte, ela compra um freio,
e, no mercado sul, um longo chicote.

À alvorada, ela se despede de seu pai e de sua mãe,
ao anoitecer, ela acampa às margens do Rio Amarelo.
Ela não podia ouvir os pais chamando pela filha,
apenas as águas do rio fluindo.
À alvorada, ela deixa o Rio Amarelo,
ao anoitecer, ela chega à Montanha Negra.
Ela não podia ouvir os pais chamando pela filha,
apenas os cavalos selvagens na vizinhança do Monte Yan.
Viajando dez mil milhas ao encontro da batalha,
passando montanhas e serras como se voando.

Ventos amargos carregam os sons do sino do vigia,
uma luz pálida brilha em sua armadura de ferro.
Generais morreram em uma centena de batalhas,
os soldados mais fortes retornaram após dez anos.
Eles retornaram para encontrar o imperador,
o Filho do Céu sentado no palácio imperial.

Ele recordou seus méritos em doze pergaminhos,
e concedeu centenas de milhares de recompensas.
O Khan pergunta a Mulan o que ela deseja,
um título de grande ministro não tem utilidade para Mulan.
Ela pede uma montaria rápida para levá-la a milhares de milhas,
e trazer a filha de volta para casa.

Quando pai e mãe ouvem sobre sua chegada,
eles se apoiam até o portão da cidade.
Quando a irmã mais velha ouve sobre sua chegada,
ela se adorna e a espera em sua porta.
Quando seu irmão mais novo houve sobre sua chegada,
ele afia a faca e prepara o porco e a ovelha.

‘Abram a porta de meu quarto ao leste, eu sento no sofá de meu quarto ao oeste.
Removo meu uniforme de guerra, e visto minhas roupas dos velhos tempos.’

De frente para a janela, ela prende seus cabelos macios como nuvem,
no espelho, ela põe flores amarelas.
No portão, ela encontra seus camaradas,
eles ficaram todos surpresos.
Lutando juntos por doze anos,
eles jamais suspeitaram que Mulan fosse mulher.

Lebres macho gostam de chutar e pisar,
lebres fêmeas têm olhos enevoados e acetinados.
Mas se as lebres correm lado a lado,
quem pode dizer qual é ele ou ela?”

Leia mais sobre Mulan no Suco de Mangá! 

PUBLICIDADE

Haikyu!! To the Top (Parte 2) | Review

haikyu to the top

O ano é 2020, entre tantos hypes que nos tomaram nesse ano pandêmico, o anime Haikyu!! To the Top estava entre os mais esperados, chegando ao final em seu maior estilo épico que vendeu o melhor anime de esportes de todos os tempos, um título absurdo? Nada mais do que a verdade? Ainda não se sabe se esse discurso de melhor anime de esporte pode ser usado, mas que é o mais bem feito ele provou ser, e a quarta temporada intitulada To the Top nos agraciou com mais momentos da Karasuno e, porque não, da Nekoma, que estão próximos de se enfrentar e reviver o famoso derby “Batalha do Lixão”. Um final de temporada dentro dos padrões de Haikyu que todos conhecem e amam, essa que mal terminou e o hype da próxima já é grande.

Independente da grande força de Susumu Mitsunaka construir cada bom personagem que existe no mangá, claramente deixa destacado quem são os grandes nomes de toda essa história, Shoujo Hinata e Tobio Kageyama fazem a dupla de levantador e cortador mais temida entre os colégios do Japão, tanto que seus nomes começaram a ecoar, principalmente de Kageyama, que o levou ao sub-17 da seleção japonesa. Isso causou um grande ciúmes em Hinata, tanto que fez invadir o treino do interescolar feito pelo velho treinador Tanji Washijo, tudo já mostrado na primeira parte desta temporada. Sofrendo alguns adiamentos por conta da pandemia, Haikyu volta com tudo para o início do torneio, e o maior destaque é que essa essência épica a cada levantamento, cortada, bloqueio ou discurso de motivação de ambos os times se fez presente em alto nível mais uma vez nessa temporada.

Mitsunaka gosta de trabalhar essa grandiosidade dos times dentro de quadra, independente do quão temidos são, o número de títulos, o favoritismo e os craques da partida, o mínimo esforço é valorizado na história, e toda a direção de cada episódio tira esse manto de protagonista da Karasuno. Por mais favoritos e importantes que eles são na história, basta um dia de azar, ansiedade no jogo ou emocionalmente desestabilizados para que eles sejam eliminados, qualquer time ali que mostrar mais jogo dentro de quadra pode ser o classificado, como se é na vida real, é como se fosse uma grande batalha entre dois lados bons, não existe de certa forma um vilão, e mesmo quando se é mostrado, é descontruído – fato que ocorre com o time do colégio Inarizaki.

Desde o início se vê o time dos gêmeos Miya sendo considerados os grandes favoritos do Torneio Nacional de Primavera, com torcida ensurdecedora no ginásio, bem nível sul-americano de torcida, e se isso não fosse pressão maior, a primeira vez da Karasuno em ginásio gigantesco faz eles saírem de um grande time para possível azarão, pois quase tudo dá errado na partida, e ao decorrer do jogo Karasuno entende a força da Inarizaki e precisa mostra raça dentro de quadra.

Seria lindo dizer que essa é uma temporada impecável, mas existe uma pulga atrás da orelha quanto ao ritmo dos episódios, um anime de esporte é rico em diálogos explicativos e flashbacks, Haikyuu foi bem orquestrado em quase todo momento, mas o jogo Karasuno x Inarizaki foi o mais difícil de ser assistido, não só da temporada mas de todo o anime, em todo momento se contava uma história de algum jogador de ambos os times, transformando aquele episódio em um sonolento filler. Vindo de Haikyu foi até surpreendente o tanto de flashbacks que entupiram no meio de uma única partida que tomou metade da quarta temporada, mas nada supera os dois episódios filler do colégio Nekoma.

Entende-se que eles podem ser os próximos adversários da Karasuno e fazer a saudosa Batalha do Lixão, mas ao invés de trazer a partida da Nekoma x Sarukawa que poderia ser mais dinâmica em tela, preferem contar a história da relação dentro da equipe entre Yamamoto e Kenma, só porque um não suporta o jeito do outro dentro e fora de quadra, entende-se esse tipo de construção, mas sério que esse era o momento para se colocar essa história? Nas quartas de final do Torneio Nacional de Primavera? Um anime de esporte já sofre esse excesso de flashbacks e Haikyuu trabalhou até que bem nas outras três temporadas, dessa vez ficou algo bem dessincronizado com a trama, tanto que a quarta temporada foi uma junção de treinamento, convocação para sub-17, primeira e segunda partida do Torneio Nacional, por mais empolgante que foi, aconteceu pouca coisa em uma temporada de 25 episódios se comparado as outras três temporadas.

Espera-se sempre mais desse anime que quebrou o preconceito de muita gente sobre animes de esporte, por mais que tenha sofrido com o excesso  de inúmeros flashbacks, Haikyu To the Top saiu acima da média e manteve padrão épico de anime para o público shounen que todos já conhecem, mas ao invés de superpoderes ou qualquer coisa do gênero, temos uma bola de vôlei e dois times bem treinados e motivados a alcançar o tão sonhado título do Torneio Nacional de Primavera, a glória para todos os jogadores ainda estudantes do ensino médio.

Haikyu é grandioso, é maravilhoso, é épico e entrega tudo aquilo que o futuro maior anime de esporte de todos os tempos deve entregar, não só uma grande obra, mas o sentimento do que é ser torcedor apaixonado.

ASSISTA AGORA NA CRUNCHYROLL

PUBLICIDADE

Beverly lança ‘Signal’, música da expansão do jogo Azur Lane

beverly azur lane

A cantora japonesa Beverly, conhecida por sua poderosa voz em tons agudos, lançou hoje sua última faixa Signal. A música foi utilizada como tema para Operation Siren, que é o conteúdo mais recente lançado para o jogo Azur Lane.

A letra desta balada mid-tempo é cantada do ponto de vista de um herói se aventurando através das ondas violentas, com referências às “emoções quebradas e dilaceradas” de heróis em batalha enfrentando um “destino sombrio e amargo” e “caindo fundo no mar ”- mas superando as adversidades juntos quando você“ confia no que está em seu coração ”e“ nunca duvide de si mesmo e do que você sente ”.

Um vídeo promocional com ‘Signal’ também está disponível no canal oficial ‘Azur Lane’ no YouTube, acompanhado por um clipe animado de personagens do jogo. Assista abaixo:

Signal

Lançamento: 30 de dezembro
Tracklist:

      1. ‘Signal’

      2. ‘Signal English Ver.’

Download/Streaming: Ouça AQUI

Para maiores informações, acesse o SITE OFICIAL da cantora e suas redes sociais como Instagram, Twitter, Facebook e TikTok.

PUBLICIDADE

Demon Slayer | LiSA irá participar de festival de ano novo

Depois dos longos meses de 2020 a virada desse ano será um momento marcante! E o que poderia ser mais marcante do que ouvir aquela abertura incrível que se tornou um hino dos otakus? Pois LiSA irá apresentar suas duas músicas de Demon Slayer no canal japonês NHK dia 31 de dezembro.

Com o sucesso crescente de Demon Slayer a cantora foi chamada para a 71ª edição do Kohaku Uta Gassen, festival de ano novo da NHK. Assim, LiSA fará um medley de Gurenge, a amada abertura do anime que já alcançou mais de 69 milhões de visualizações no Youtube, e Homura, música tema de Demon Slayer The Movie: Mugen Train. LiSA participou do festival pela primeira vez em 2019, performando a abertura de Demon Slayer.

Bateu saudade? Confere as músicas aqui:

Gurenge – LiSA

Homura – LiSA

O evento começa às 8h30 pelo horário de Brasília e conta com diversos artistas, inclusive Kiyoshi Hikawa, cantor que interpretou a abertura da segunda temporada de Dragon Ball Super.

PUBLICIDADE

O Funeral das Rosas e Em Busca da Vida entrarão no catálogo da Supo Mungam

Já ouviu falar da Supo Mungam? Ela é uma plataforma brasileira de streaming focada em cinema independente e autoral, onde incluem filmes contemporâneos e também jóias clássicas e obras restauradas do mundo inteiro de diretores e diretoras do cinema mundial.

Em janeiro, a plataforma trará estreias todas as sextas-feiras. Entre os destaques estão os premiados Filhos da Guerra (1990), de Agnieszka Holland, O Orfanato, de Shahrbanoo Sadat (2019), Bamako, de Abderrahmane Sissako, (2006), O Conto das Três Irmãs, de Emin Alper, (2019), O Funeral das Rosas, de Toshio Matsumoto, (1969), Entre os Muros da Escola, de Laurent Cantet, (2008), Em Busca da Vida, de Jia Zhangke (2006), entre outros títulos.

15 de Janeiro

O Funeral das Rosas, de Toshio Matsumoto (Japão, 1969) com Pita, Osamu Ogasawara e Yoshimi Jo.

O Funeral das Rosas, 1969 (Imagem Divulgação)

Sinopse: Tóquio, anos 60. A nova estrela do Bar Genet é a ícone transgênero Eddie, cuja confiança ameaça a madame do local, Leda, mas atrai Gonda, o dono do bar, a colocando em uma perigosa intriga. Uma releitura original de “Édipo Rei”, de Sófocles. Stanley Kubrick citou o filme como uma influência direta para “Laranja Mecânica”.

22 de Janeiro

Em Busca da Vida, de Jia Zhangke, (China, 2006) com Zhao Tao, Lan Zhou e Han Sanming.

Em Busca da Vida, 2006 (Imagem Divulgação)

Sinopse: A cidade velha de Fengjie já está submersa, mas seu novo bairro ainda não foi concluído. Há coisas para salvar e há coisas para deixar para trás… Han Sanming, um mineiro, viaja para Fengjie para procurar sua ex-mulher, que ele não vê há 16 anos. Vendo um ao outro no rio Yangtze, eles decidem se casar novamente. Shen Hong, uma enfermeira, viaja para Fengjie para procurar seu marido, que não voltou para casa há dois anos. Eles se abraçam em frente à Barragem das Três Gargantas. Apesar da dança, eles tristemente desistem e decidem se divorciar. Leão de Ouro de Melhor Filme no Festival de Veneza.


Quanto? 7 dias grátis para o assinante. Através de uma assinatura mensal, por R$23,90, ou anual, por R$199,90, realizada no próprio SITE DA PLATAFORMA.

*Os lançamentos realizados pela distribuidora Supo Mungam Films nos cinemas também entrará na plataforma de streaming gradualmente, além de títulos inéditos e exclusivos premiados nos maiores festivais.

PUBLICIDADE

Os Croods 2: Uma Nova Era | Review

os croods 2

A DreamWorks Animation se colocou no pedestal das animações em 2020 e nos entrega mais uma sequência de seus grandes títulos, Os Croods 2: Uma Nova Era carrega no mesmo nível de humor e qualidade da primeira animação, trabalha vários conceitos de forma divertida, se contrasta com muitas cores e excentricidade da pré-história, mas sofre com um ritmo desequilibrado que pode te jogar para fora do filme, tanto pelo decorrer da trama como o acúmulo de plots, fazendo dessa animação uma divertida bagunça.

O segundo filme da franquia deve muito a dublagem brasileira, na verdade muitos filmes animados originais não têm a carga emocional que têm se não fossem as vozes brasileiras, com a presença de Juliana Paes e Rodrigo Lombardi, muitas referências sustentam momentos mais pacatos na trama, cenas de ação se mantém nessa mesma linha de qualidade e o conjunto da obra engrandece mais ainda quando assistida dublada, fazendo você esquecer a hipótese de assistir com o áudio original.

Por mais que a dublagem sustente boa parte do filme, a mistura de plots envolvendo ação, romance, comédia e drama refaz aquele ritmo dinâmico do primeiro filme e cai para a loucura total, um ponto que sofreu bastante na trama. Ao invés de duas, temos mini histórias paralelas que constrói todo o filme para ser engraçado; do casal Eep e Guy, que acaba gerando um novo conflito pessoal para Grug, o qual conhece o casal Bemelhor, que querem separar Guy da Eep para casar com sua filha Aurora, que sempre viveu encarcerada em casa. Nisso agrega algumas histórias do Trunck, da filha bebê e da vovó, até aí não se vê grande zona, ao jogar isso na prática, o filme se torna uma grande confusão até para níveis de animação, sendo salva (mais uma vez), no arco final.

O primeiro filme têm toda aquela carga emocional de Grug salvando um monte de animais de um vulcão em erupção, passa pelo terror de perder a família e temos um final maravilhoso e emocionante que engrandece Os Croods. A sequência faz a mesma coisa, mas a emoção sai do drama e se torna um filme de ação a nível herói, só que mais amarrado na trama, Girl Power total envolvido no filme com referência a Flash Gordon e David Bowie, parece uma maluquice sem cabeça, mas acredite, foi incrível em tanta ação contra uma grande tribo indígena que faz referencia a King Kong. Nesse momento o filme sobe de patamar, mesmo tendo alguns pontos malucos e sem sentido.

Independente dos pontos fora da curva, Os Croods 2 se mantém em alta de diversão e loucura, engrandece em qualidade por causa da dublagem, e do mesmo jeito que não se esperava um segundo filme, não se espera um terceiro, provavelmente ele virá e trará o mesmo nível de diversão. A DreamWorks não têm medo de trazer um filme parecido, desde que ele acerte o público de forma certa, divertido, alegre e gostoso de ser assistido sozinho, com o crush ou com a família.

PUBLICIDADE

Haikyu!! | Shounen Jump faz homenagem à atletas brasileiros

Todos sabem que os times de vôlei do Brasil são excepcionais. Nossos atletas são internacionalmente reconhecidos, inclusive pelos criadores de um dos maiores mangás de esporte do nosso tempo. A equipe de Haikyuu!! veio ao Brasil em 2019 e entrevistou alguns atletas brasileiros, que foram homenageados essa semana no Japão.

Os criadores da série entrevistaram Barbara Seixas, Fernanda Berti, Evandro Gonçalves e Bruno Schmidt, todos jogadores de vôlei de praia. A entrevista foi publicada pelo Globo Esporte.

Bárbara Seixas, campeã mundial e medalhista olímpica, comentou sobre a experiência:

“É a primeira vez que sirvo de inspiração para uma história. E se tratando de um desenho no Japão é muito especial. É diferente, é legal. Estou toda boba. Muitas vezes a gente fica nessa de trabalhar e trabalhar e não percebe o tamanho do alcance dos nossos feitos. Você esquece que o mundo está vendo você e o quão longe seu trabalho chegou. É um grande orgulho”

Um ano após a entrevista, os quatro atletas foram homenageados no Japão. Essa semana a Jump lançou um artbook onde as duplas são retratadas, confira:

Com certeza é uma honra para as equipes brasileiras servirem de inspiração para uma grande obra como Haikyuu!! Parabéns aos nossos atletas!

Leia também: Haikyuu!! | Primeiro Gole

PUBLICIDADE

Filme de Demon Slayer é a maior bilheteria da história do Japão

O inevitável aconteceu! O longa que retrata um dos arcos do mangá mais popular de 2020 chegou ao seu momento de glória. Depois de pouco mais de dois meses em cartaz, Demon Slayer The Movie: Mugen Train se tornou a maior bilheteria da história do Japão!

Tendo estreado no dia 16 de outubro, exibido mais de trinta vezes por dia em alguns cinemas, o filme de Demon Slayer vendeu mais de 24 milhões de ingressos. Ao todo arrecadou 32.5 bilhões de ienes (312 milhões de dólares e 1.6 bilhão de reais, aproximadamente). Desta forma, o anime desbancou A Viagem de Chihiro, filme de Hayao Miyazaki que arrecadou 31.7 bilhões de ienes (305 milhões de dólares e 1.58 bilhões de reais, aproximadamente). Desde março de 2002 o filme de Miyazaki se manteve invicto como a maior bilheteria da história do Japão, ficando agora em segundo lugar.

A conta oficial do Twitter de Demon Slayer se pronunciou:

“O filme de Demon Slayer Mugen Train mobilizou 24.049.907 pessoas (com receita de 32.478.895.850 ienes) em 73 dias. Gostaríamos de expressar nossa sincera gratidão a cada uma das pessoas que tiveram contato com o trabalho deste filme em 2020. Desejamos a todos boa sorte e felicidade. Tenham um bom ano.”

Sinopse: Estamos na Era Taishou. O dia-a-dia pacato de Tanjiro, um gentil garoto que vende carvão, se transforma radicalmente quando sua família é assassinada por um demônio. A única sobrevivente é Nezuko, sua irmã mais nova. Porém, agora, ela se transformou em um Oni. Diante dessa tragédia, os dois irmãos partem em uma jornada para derrotar o Oni que matou sua mãe e irmãozinhos. E assim tem início uma aventura sanguinolenta de espadachins!

É admirável a repercussão que o filme de Demon Slayer teve em plena pandemia da COVID-19. O anime tem previsão de estreia nos Estados Unidos em 2021, mas nenhuma data foi confirmada para o lançamento no Brasil.

Até lá, estaremos torcendo para que a popularidade dos irmãos Kamado continue crescendo, junto com a nossa ansiedade para conferir esse filme tão impactante.

PUBLICIDADE