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Din e o Dragão Genial | Review

din e dragao genial
Imagem Divulgação

O que você escolheria se tivesse direito de pedir 3 desejos? Escolheria ser rico, ser da realeza ou ter o seu próprio exército? Ou talvez, escolheria a amizade acima de tudo isso?

Essa é a premissa de Din e o Dragão Genial, o longa estadunidense – chinês da Sony Entertainment Animation que nos traz o questionamento sobre as coisas mais importantes da vida, numa animação dirigida por Chris Appelhans, e produção de ninguém menos que Jackie Chan!

Era uma vez….

Ao início, o filme nos apresenta Din, um menininho fofo e sonhador, na escola, devaneando sobre dragões em aula. Ele é colocado para fora da aula, e acaba conhecendo Li Na, uma menina decidida e de sentimentos abertos, que aparentemente teve o mesmo problema.

Tanto Din como Li Na, não tem uma vida fácil, ele é criado apenas pela mãe, e ela só pelo pai, e os dois trabalham muito duro por suas crianças, e vivem numa comunidade pobre, onde todos lutam para sobreviver, mas apesar das dificuldades, são sempre amigáveis e alegres.

Agora amigos, vemos um breve crescimento dos dois, onde estão sempre juntos, enfrentando os pequenos momentos felizes e tristes da vida, como a criação do Piada, um franguinho de estimação, e até mesmo disputas de medidas na parede sobre quem é o maior.

Os dois possuem uma cumplicidade e amizade divertida, os levando a fazer uma promessa de estarem sempre juntos.

Este momento feliz, de cenário iluminado pelo sol, e alegre, é contrastado no segundo seguinte para um quadro cinza e triste, quando vemos Li Na entristecida, pois não quer se mudar. O pai de Li Na melhorou de vida, com uma cena de cortar o coração, levando-a para morar longe da comunidade, e de Din.

Agora já adulto e bastante esforçado, Din trabalha num bico e mata aula, para conseguir um dinheiro extra. Em seu trabalho como entregador, ele conhece um cliente estranho, que alega ser um Deus, falando frases sem sentido enquanto veste meias desemparelhadas, chinelo e cueca.

Ele paga à Din com um antigo bule chinês, avisando que ali haverá tudo que um jovem inocente como ele precisa. E notamos que algo está errado, quando Din percebe ter passado 1 hora ali com o cliente estranho.

Ainda que tenha tido um dia difícil, Din ainda continua confiante, pois tudo que havia feito, era por uma razão. Uma garota! Li Na. Que agora é uma socialite com uma vida totalmente diferente. Com um terno comprado numa lojinha barata, durante a noite, ele vai até o ponto de encontro dos dois, o telhado, e com uma cena muito bem dirigida, onde Din conversa com a câmera, como se fossemos os olhos do convidado recém chegado, o próximo quadro revela que o encontro era de fato com um grande outdoor com a foto de Li Na, e ali revela que planeja ir a festa de aniversário dela, para que eles possam voltar a ser amigos.

Mas, o dia complicado, ainda não chegou ao fim, e se tudo havia dado errado até então… O terno comprado começa a se rasgar, e ainda acaba sendo puxado e destruído pelo duto de ar próximo.

Din mostra seu lado mais sentimental, abrindo o coração para o outdoor. – está fazendo o seu melhor para agradar a todos, mas, tudo que ele deseja, é que eles pudessem cumprir a promessa.

E por falar em desejos, chegou a hora do bule ter seu papel. Ele finalmente revela seu segredo: Ele guarda Long, um dragão milenar sarcástico e arrogante, com a missão de realizar 3 desejos de cada dono do bule, para que ele finalmente possa ascender ao reino celestial.

Com esta possibilidade em mãos, quais escolhas Din fará para reencontrar com Li Na?

Tem referências?

Não há como não pensarmos no clássico Aladdin neste momento, e com razão. Chris Appelhans, além de dirigir, também roteirizou o filme, e contou que a história da Disney, é baseada originalmente de um conto chinês, e ele bebeu da mesma fonte, combinando a história de um amigo dele para criar o roteiro do filme

E como todos os filmes que envolvem Jackie Chan, que além da produção, também interpretou o personagem Long na versão em mandarim, o filme tem muitas características que são comumente vistas em filmes dele, com os diversos questionamentos morais de certo e errado, como quando Long anseia para que Din faça os desejos logo, alegando conhecer os humanos, e já saber que todos, ao final das contas, querem apenas poder, e dinheiro, pois só isso resolve qualquer problema, enquanto Din é resoluto sobre isso não ser o mais importante

Durante o filme, no entanto em diversos momentos, vemos Din pensando sobre esse questionamento, duvidando do que realmente acredita, enquanto Long segue o caminho contrário, e vai aprendendo melhor sobre sua real missão em ser um dragão de desejos, e termina aprendendo o verdadeiro valor de uma amizade.

Comédia leve

O filme é uma animação clássica neste ponto. Existem os momentos questionadores, de ação e sensíveis no desenrolar da história, mas praticamente toda as cenas contêm elementos engraçados

Um dos momentos hilários do filme, onde vemos Long conhecendo o mundo no nosso atual século, pois, sendo milenar, ele não conhece nada da modernidade, ficando encantado e curioso ao ver diversos itens do nosso dia a dia, desde a parede invisível (o vidro), o homem que entrou na pequena caixa (uma tv) as grandes carruagens (os ônibus e carros) e principalmente, o salgadinho de camarão. Long também descobre o engarrafamento e o barulho causado por eles e o quanto isso pode ser incômodo.

Os vilões do filme também possuem seu ar de comédia, com os dois desajeitados capangas que possuem aspirações um tanto peculiares, como ter vários filhotinhos de cachorro, para abrir uma loja que vende filhotinhos especificamente

O filme que teve sua estreia no dia 11 de junho de 2021, pode ser visto pela plataforma de streaming Netflix, e conta com atores de peso como Jimmy Wong (Mulan) Alexandre Shen (insight) e Constance Wu (as golpistas).

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One Piece está próximo do fim, diz o criador Eiichiro Oda

one piece green

Um anúncio de jornal japonês publicado nos últimos dias incluía uma foto tirada por Eiichiro Oda em comemoração ao marco de 100 volumes publicados da aclamada série One Piece.

O criador também aproveitou para noticiar aos fãs que a série estaria chegando ao fim. Em entrevista dada em agosto de 2020, Oda já havia mencionado que o encerramento estaria planejado para acontecer em quatro ou cinco anos.

one piece eiichiro oda
Imagem Divulgação

O centésimo mangá foi lançado no Japão na última sexta-feira (28) e fez com que fãs de todo o mundo movimentassem as redes sociais, ansiosos a respeito do lançamento e das declarações. Além do desenho, outro projeto em homenagem às obras de Oda foi pensado.

“We Are One!” é uma minissérie de cinco curtas que estreou em 30 de agosto e que conta com episódios diários, pensada para a comemoração do 100° volume dos magás e do milésimo episódio do anime derivado da história One Piece.

O canal oficial da franquia no YouTube fará uma transmissão ao vivo de Kono Hoshi de, Kibou o Miyou -We Are One-, último episódio do especial, nessa sexta-feira (3). A exibição contará com a participação de convidados como Kumi Sasaki, de Hinatazaka46, e o fã e apresentador Miki. O astronauta Akihiko Hoshide também estará presente, diretamente da Estação Espacial Internacional.

O mangá, que começou a ser publicado em forma de série em 19 de julho de 1997, vem quebrando recordes ano após ano em relação ao número de cópias impressas, além de ter conquistado o Guiness em 2015 como “série de quadrinhos com o maior número de cópias publicadas por um único autor”.

One Piece ainda conta com uma adaptação para anime em andamento, lançada em 1999, e que deve chegar ao seu milésimo episódio em novembro de 2021.

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Ouça “Senjutsu”, o novo álbum do Iron Maiden!

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Imagem Divulgação

O tão aguardado novo álbum do Iron Maiden, “Senjutsu”, já está disponível nas plataformas digitais e para compra em versão física a partir desta sexta (3) – por sinal, já garanti a minha cópia e devo fazer um REVIEW em breve! 

São seis anos após o elogiado “The Book of Souls”, e agora com o 17º, o Iron Maiden traz uma temática asiática em suas dez faixas em 80 minutos, um disco duplo que exige atenção e tempo para sua audição.

Com diversos climas, nuances e gêneros – até algumas novidades da banda – o disco vem com quatro composições de Steve Harris (outras três como co-autor) e três da dupla Bruce Dickinson/Adrian Smith (talvez alguma que viria a ter no solo de Bruce).

O diário britânico “The Guardian” deu nota máxima para ele classificando-o como “uma obra-prima ambiciosa e excêntrica” e para você fã de heavy metal e história, recomendamos esta viagem sonora da Donzela de Ferro.

Ouça agora no Spotify!

Leia mais notícias sobre Música!

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A segunda temporada de Mushoku Tensei ganha trailer!

mushoku tensei
Imagem Divulgação

O anime Mushoku Tensei acabou de ganhar um trailer da sua segunda temporada, onde podemos ver Rudeus e Eris em ação!

Além disso, de acordo com o site oficial, a animação irá ao ar dia 3 de outubro no Japão.

Confira o trailer:

Sinopse: Na história podemos acompanhar um otaku desempregado com seus trinta e quatro anos que chega num ponto sem saída em sua vida e decide virar a folha, porém ele é atropelado e morre. Ele acaba renascendo no corpo de uma criança num estranho mundo novo de espadas e magia.

Só para constar, o Studio Bind é estúdio de Mushoku Tensei e, sobretudo, Manabu Okamoto é o diretor da animação. Manabu é conhecido por participar da Storyboard de Akame ga Kill e Carole & Tuesday.

Será que a segunda temporada de Mushoku Tensei vai ser tão boa quanto a primeira? Vamos ver uma evolução nítida em nosso protagonista? Fale o que você espera da segunda temporada desse anime!

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12 momentos em que o grupo ATEEZ foi reconhecido por outros artistas

Jongho do grupo Ateez e Changmin do TVXQ
Imagem via koreaboo

Que o grupo de k-pop ATEEZ está crescendo absurdamente nos últimos tempos todo mundo já sabe, mas além de chamar atenção dos fãs pelo seu talento e criatividade, o grupo também vêm sendo elogiado por diversos artistas da Coreia. Confira a seguir as 12 vezes que eles foram reconhecidos pelas suas habilidades surreais.

1- Young K (DAY6) e Youngjae (GOT7)

Quando os meninos do ATEEZ foram convidados especiais do programa Idol Radio enquanto estes dois eram os apresentadores, Young K e Youngjae elogiaram o vocal do Jongho.

2- Heechul ( Super Junior)

Heechul não só elogiou San por suas habilidades com dança como também se mostrou impressionado com o quão gentil e atencioso ele foi durante a apresentação.

3- Jaeyoon (SF9)

Quando o ATEEZ participou do programa Kingdom, Jaeyoon, perguntou-lhes, incrédulo, o quanto mais eles poderiam melhorar, que sua performance foi incrível e ele realmente a adorou. Ele também disse querer um autógrafo e afirmou que ATEEZATINYs (fandom do grupo) são os melhores.

4- Changsub (BTOB)

Outro participante do Kingdom, o vocalista fenomenal do BTOB não tinha nada além de elogios para o vocal do Jongho.

5. Changmin (TVXQ)

Changmin elogiou os integrantes do ATEEZ diversas vezes, desde o vocal do Jongho até a habilidade de composição do Hongjoong.

6.  Sunwoo (THE BOYZ)

Houveram diversos idols no Kingdom que falaram sobre o quão impressionados eles estavam com as habilidades do grupo, Sunwoo descreveu suas personas no palco como ferozes e ininterruptas.

7- Eunkwang (BTOB)

Os integrantes do BTOB são conhecidos pela sua experiência e talento no canto, o fato de que diversos membros elogiaram o vocal do Jongho realmente significa muito.

8- U e E-Tion (ONF)

Os dois idols demonstraram seu amor pelo ATEEZ enquanto dançavam Fireworks (I`m the one) durante uma transmissão ao vivo.

9. Lia Kim

Mesmo não sendo uma idol, Lia Kim é muito respeitada na indústria de k-pop como dançarina e seus elogios as habilidades de dança do ATEEZ não é de se desconsiderar.

10. Gyujin & Xiao (UP10TION)

Jongho costumava ser um trainee na TOP Media, empresa do grupo UP10TION, então os dois costumavam treinar com ele e ambos não têm nada além de coisas positivas para dizer.

11. AleXa

Quando Hongjoong lançou o cover da música Numb do Linkin Park, AleXa ficou realmente surpresa e impressionada.

12. Min Kyunghoon

Este artista super experiente ficou realmente impressionado com a performance do grupo ATEEZ, especialmente a energia do integrante San.

ATEEZ vai fazer um comeback no dia 13 de setembro, fique de olho e não perca a chance de apoiar o grupo.

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5 Membros do ENHYPEN testam positivo para COVID-19

ENHYPEN
Imagem Divulgação

Confirmado pela agência, os membros Jungwon, Heeseung, Jay, Jake, and Sunghoon do grupo ENHYPEN, testaram positivo para COVID-19 e já estão em isolamento!

Segundo a empresa, os garotos estavam em quarentena desde o dia vinte e seis de Agosto. Após um funcionário que participava das gravações do grupo ser diagnosticado, apenas três dias depois, Jake apresentou sintomas, febre seguida de tosse.

O exame foi realizado em todos os membros, e os cinco garotos foram afastados de suas atividades por enquanto.

Em nota oficial, a empresa declarou:

Nós pedimos desculpas pela preocupação que causamos aos fãs após falharmos em espalhar a doença, mesmo com nossos esforços. Faremos o nosso melhor para ajudar os membros a recuperarem sua saúde rapidamente, pois a sua segurança é a nossa prioridade. Cooperamos com as diretrizes e solicitações das autoridades de saúde.

Aparentemente os ENGENES não precisam se preocupar pois nenhum dos meninos apresentou uma piora.

Sabemos, através de uma live feita por Jimin, do BTS, que os artistas da HYBE já estão em processo de vacinação.

Os idols prometem estar de volta assim que for seguro para os outros sua presença.

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Conheça o candidato ao premio da Nordic Game: Summoners Fate!

Summoners Fate
Imagem Divulgação: D20 Studios

Summoners Fate é um jogo de estratégia e RPG baseado em turnos e construção de baralhos. Além do desafio de buscar a melhor estratégia, a equipe de desenvolvimento da D20 Studios está confiante com sua presença na PAX West.

A confiança vem após os elogios recebidos durante o evento da Dreamhack Beyond e que pode ser a critica necessária para que Summoners Fate vença a Nordic Game Discovery Contest.

Então porque não falar um pouco dos conceitos desse jogo que está dando o que falar? Junte-se ao mundo onde o dado pode mudar seu destino. Além disso você poderá controlar uma equipe, conquistar chefes e conseguir ajuda nas batalhas. Além de ter uma narrativa em modelo fantasia.

Cada vez que você joga você será agraciado com uma aventura diferente, sempre uma jogada de dado pode mudar seu caminho. Construa um baralho com mais 400 cartas e acesso a 200 personagens e crie combos táticos para impor respeito no tabuleiro.

Aberto para ideias, você pode conferir as mídias sociais da D20, o discord está aberto para interação e sugestões! Não deixe de conferir Summoners Fate, que trás um cross plataforma entre PC, Mac, Android e iOS para você e seus amigos e com opções offline.

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Shang-Chi e o que o novo filme da Marvel representa

Shang-Chi capa
Imagem Divulgação

É impressionante como o tempo passa, não é mesmo? Há dois anos, conhecíamos os primeiros detalhes da adaptação de Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis, assim como os primeiros membros do elenco. Em abril desse ano, os fãs receberam o primeiro trailer do longa. O hype chegou forte. Até que estamos quase no dia de sua estreia, em 2 de setembro.

A trama do mais novo filme da Marvel acompanha Shang-Chi, um jovem criado isolado do resto do mundo por uma organização chamada Dez Anéis. Após passar toda a sua juventude treinando artes marciais em reclusão, Shang-Chi descobre que seu pai, líder dos Dez Anéis, não é lá tão bom quanto se pensava. Assim, começa a batalha do jovem guerreiro contra a Organização Dez Anéis, na qual nosso herói lutará pelo que ele acha certo e justo.

Shang-Chi apa
Imagem Divulgação

Além dos efeitos visuais deslumbrantes e cenas para deixar qualquer um vidrado, igualmente típicos das produções que integram o MCU, Shang-Chi tem um tempero extra. O filme marca, dentro da linha do universo de filmes da Marvel, o primeiro projeto focado principalmente na cultura asiática. E os produtores levaram isso muito a sério. Não apenas a trama tem como background paisagens e locais asiáticos, como também tanto o elenco quanto a equipe por trás da cortinas é formada por membros asiático-americanos. O compromisso com uma experiência autêntica da cultura asiática e o respeito com seus elementos tão ímpares nunca deixou de ser prioridade durante a produção.

Uma experiência à altura dos quadrinhos

Para dar o pontapé inicial na produção de Shang-Chi, os produtores Kevin Feige e Jonathan Schwartz começaram estudando a fundo os quadrinhos originais da década de 70, período em que a cultura popular tinha, além de vários outros elementos, os filmes de lutas e arte marciais como principais influenciadores. Contudo, para trazer a história original para nossa época atual, a dupla precisaria fazer algumas adaptações sutis para manter a essência da obra.

Embora a arte e a ação desses quadrinhos sejam incríveis, Shang-Chi precisava de uma importante atualização. Vendo-a hoje, quarenta anos depois, e vendo como as histórias são contadas, Shang-Chi não parecia adequado para o público moderno. Tivemos que pensar em como queríamos que essa voz fosse ouvida em um filme da MCU.

Jonathan Schwartz

Na adaptação, após um grupo de assassinos roubar um precioso pingente que outrora foi de sua mãe, Shang-Chi e sua amiga Katy seguem rumo a Macau, com o intuito de alertarem a irmã do jovem, Xialing a rondarão. Conforme nosso protagonista caminha em direção de seus objetivos, mais evidente se torna a relação dos ataques com a temida Organização Dez Anéis, liderada por seu pai.

Shang-Chi capa hq
Imagem Divulgação

“…Esta história é, em essência, ver um jovem lidar com seus problemas pela primeira vez. Ele deve olhar para dentro e entender que há coisas negativas em sua história, mas também há muitos aspectos positivos nela. Se ele não se permitir ver tudo, o bom e o mal, a luz e a sombra, não alcançará todo o seu potencial”, descreve Destin Cretton, diretor do filme.

Por fim, o diretor concluiu que eles queriam “contar essa história da maneira correta e ver cada personagem como um ser humano multidimensional para tentar evitar todos os estereótipos que, há muito tempo, existem em torno de personagens asiáticos e asiático-americanos”.

Uma proposta que vai além das telonas

Quantas vezes não vimos alguma adaptação hollywoodiana de alguma obra japonesa, por exemplo, cuja história se passasse no Japão. Então, para o elenco, a produtora responsável escolhe, principalmente, atores ocidentais para os tais papéis. No máximo, em muitos casos, há a presença de um ou dois atores de origem do país da obra original, e quase nunca são papéis lá muito importantes. Bom, esse não é caso de Shang-chi.

Para que a história do novo longa da Marvel fosse contada mantendo a essência do continente asiático, era claro que seu elenco deveria ser fiel à proposta. Desde os primórdios da produção, a equipe criativa do filme se empenhou em selecionar os talentos que melhor poderiam representar esse espírito. Assim, o longa será o primeiro filme da Marvel a ter um elenco basicamente composto por atores e atrizes de descendência asiática. Aliás, não apenas aqueles que aparecem nas telonas como também a equipe de produção é quase completamente formada por membros de origens asiáticas.

Ter um elenco de rostos asiáticos representando tanto a cultura dos Estados Unidos como a chinesa foi incrível. Ver como esses jovens personagens asiáticos vivem suas vidas é algo que nunca me aconteceu antes.

Destin Cretton

Como resultado, o impacto dessa escolha vai muito além de ser fiel à obra. A representação que jovens asiáticos terão com o filme é imensurável. Frequentemente, personagens vindos de países do continente eram retratados, muitas vezes, por meio de estereótipos e pré-julgamentos. No ocidente, não podemos deixar de dizer que é raridade que haja protagonistas descendentes de asiáticos, tampouco com um elenco majoritariamente asiático. Assim, Shang-Chi pode servir, é claro, de inspiração para muitos fãs e jovens que terão um grande e inspirador exemplo para se espelharem.

Um elenco que represente um continente

O elenco escolhido para estrelar a super produção tem nomes muito interessantes e fortes à altura do filme. Liderada por Simu Liu e Awkwafina como protagonista Shang-Chi e Katy, respectivamente, a lista ainda conta com nomes importantes no cinema asiático. Tony Leung, uma lenda do cinema de Hong Kong, dá vida ao pai do protagonista e líder da Organização dos Dez Anéis, Wenwu. Já a atriz sino-americana Fala Chen entra no papel de Li, a mãe do nosso herói, enquanto icônica atriz malaia Michelle Yeoh é Ying Nan, a tia de Shang-Chi.

Shang-Chi e Katy
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Simu Liu destacou a importância da representatividade asiática no filme e mostrou-se orgulhoso com o projeto: “Este é o primeiro super-herói asiático-americano do MCU. Este é um marco importante para nós. Esperamos muito tempo por um momento como este, vendo-nos retratados desta forma na tela. Muitos de nós, filhos de imigrantes, nunca pudemos nos ver autenticamente nas telas. Vimos caricaturas e estereótipos. Estou animado para ver o que tem acontecido nos últimos dois anos e acredito que esse filme vai ser uma parte importante dessa conversa”.

Awkwafina também acrescentou a importância que o filme terá, também, a longo prazo: “Será muito importante para aquele menino e aquela menina que não veem muitas pessoas de origem asiática, ou outras minorias, na tela. Quando você vê um super-herói, você vê a si mesmo. Acho que esta é a grande importância de filmes como este. Eles permitem que meninos e meninas sintam essa possibilidade. Seguindo essa ideia, tomara que abra as portas para mais filmes como este”.

Um time escolhido a dedo

Como já comentamos, não apenas o elenco de Shang-Chi é composto por atores e atrizes asiáticos como, também, sua equipe de produção segue a mesma proposta. Desde antes de ter nomes definidos, a Marvel já estava atrás de diretores asiático-americanos para moldar esse projeto. Quando soube disso, Destin Cretton se animou bastante. Afinal, o próprio Cretton, nascido no Havaí, contou uma história que o motivou ainda mais a colocar suas mãos no projeto: “Na minha infância, meus amigos eram filipinos, chineses e japoneses. No Havaí, se você é asiático, faz parte da maioria. Quando viajei para o território continental dos Estados Unidos, foi a primeira vez que me senti deslocado. Foi a primeira vez que alguém em um bar veio até mim e me chamou de Bruce Lee. Foi aí que percebi e pensei: ‘Ah, sim, aqui sou diferente”.

Simu Liu e Destin Cretton
Imagem Divulgação

Do mesmo modo, essa história do diretor é bem similar ao que acontece com Shang-Chi, ao deixar suas raízes rumo aos Estados Unidos. Sob o mesmo ponto de vista, os produtores da Marvel se animaram com a possibilidade também, tal qual não demorou para convocarem Cretton para o cargo. A partir daí, o DNA asiático dentro da equipe responsável para dar vida à história de Shang-Chi foi tomando forma.

Em seguida, o estúdio contratou, por exemplo Dave Challaham, roteirista sino-americano, Sue Chan, designer de descendência chinesa, e Harry Yoon, de origem coreana, para a equipe de edição.

Esses são apenas alguns exemplos dos esforços para tornar o projeto mais autêntico e representativo possível. Nos cinemas, o público terá uma experiência genuína e cheia de essência e autenticidade do começo ao fim, ao mesmo tempo que presencia um grande passo no universo cinematográfico da Marvel.

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