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Riot Games promove segunda edição da campanha “CarnaWild” para Wild Rift no Brasil

Carnaval Wild Rift
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League of Legends: Wild Rift comemora o Carnaval com a segunda edição da campanha “CarnaWild“. Assim, traz novas experiências para a comunidade inspiradas na maior festa do Brasil. Neste ano, os Poros, criaturas adaptáveis a qualquer tipo de situação, assim como os brasileiros, serão os grandes protagonistas do projeto centrado no tema “Jogue no Seu Ritmo!”.

A iniciativa convida os jogadores a se divertirem do seu jeito, promovendo atividades tanto online quanto offline, para conectar foliões de diferentes perfis – sejam aqueles que amam a energia dos blocos ou os que preferem curtir a festa jogando.

A celebração começa com um concurso cultural de cosplays, “cospobres” e fanart, cujas inscrições ficam abertas de 3 a 18 de fevereiro por meio do site. De 28 de fevereiro a 8 de março, o público poderá votar em seus favoritos e a Riot Games selecionará os finalistas, premiando os três melhores com os novos modelos Galaxy S25 da Samsung.

Carnaval

Já durante o carnaval, a Riot vai sair para as ruas com o “Unidos da Fofutéia” – uma brincadeira que faz alusão ao que seria um coletivo de Poros. No Rio de Janeiro e Curitiba, o público poderá se surpreender com a distribuição de viseiras temáticas ao longo do desfile do Bloco Marcha Nerd (RJ) e do Bloco Carnaval Nerd, em Curitiba. Já os foliões de São Paulo poderão pegar as suas na final do torneio Wild Rounds, que será realizada na Riot Games Arena.

Enquanto isso, a diversão online não para: influenciadores das comunidades de Wild Rift e League of Legends locais vão se reunir para divertir a galera com uma série de ativações em que vão celebrar as últimas atualizações do jogo, com lives repletas de fantasias divertidas e partidas especiais com Yordles.

Um aspecto muito importante do Carnaval é música, e é claro que isso não vai faltar ao longo da ação: em parceria com a produtora mdois, uma trilha sonora especial será criada para dar mais esse gostinho brasileiro ao jogo nas redes de Wild Rift.

E para fechar toda esta festa com chave de ouro, no dia 15 de março acontece a grande final do Wild Rounds em formato presencial em São Paulo, reunindo influenciadores, jogadores e fãs para celebrar. O torneio competitivo tem início no dia 15 de fevereiro.

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The Sims™ e The Sims™ 2 Estão de Volta!

The Sims
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Hoople Borpna (é assim que se fala “feliz aniversário” em Simlish)! Para celebrar o 25º aniversário de The Sims, The Sims e a Electronic Arts estão re-apresentando The Sims e The Sims 2, sendo lançados juntos como The Sims Bundle de 25 Anos e separadamente como The Sims: Coleção Legacy e The Sims 2: Coleção Legacy.

Simmers podem jogar com os personagens, sons e as músicas icônicas de dois dos jogos que foram pioneiros no gênero de simulação de vida e que apresentaram tantos jogadores e jogadoras à comunidade de The Sims. Como parte desta celebração, fãs também receberão conteúdos bônus no bundle de aniversário.

The Sims Bundle de 25 Anos inclui The Sims: Coleção Legacy* e The Sims 2 Coleção Legacy*. O The Sims Bundle de 25 Anos estará disponível no Windows 10 e 11 a partir do dia 31 de janeiro de 2025 no PC via EA app™, Epic Games Store, e Steam®.

Jogadores e jogadoras podem adquirir The Sims: Coleção Legacy e The Sims 2: Coleção Legacy* separadamente. Membros EA Play Pro** no EA App podem celebrar com acesso ilimitado à The Sims: Coleção Legacy e The Sims 2: Coleção Legacy a partir do dia 31 de janeiro.

MySims: Pacote de Aconchego

Para celebrar ainda mais o legado da franquia e homenagear a comunidade incrível que tem jogado pelos últimos 25 anos, MySims: Pacote de Aconchego estará sendo disponibilizado para PC no dia 18 de março de 2025. Fãs podem realizar a pré-venda de MySims: Cozy Bundle no PC via EA app™, Epic Games Store e Steam®. MySims já está disponível junto ao MySims: Pacote de Aconchego no Nintendo Switch.

BAIXE TODOS OS ASSETS DE THE SIMS


*The Sims: Coleção Legacy inclui The Sims e os seguintes conteúdos bônus: The Sims: Gozando a Vida, The Sims: Fazendo a Festa, The Sims: Encontro Marcado, The Sims: Em Férias, The Sims: O Bicho Vai Pegar, The Sims: Superstar, The Sims: Num Passe de Mágica, junto ao Kit de The Sims 4: Moda Retrô.

The Sims 2: Coleção Legacy inclui The Sims 2 e os seguintes conteúdos bônus: The Sims 2: Vida de Universitário, The Sims 2: Vida Noturna, The Sims 2: Aberto para Negócios, The Sims 2: Bichos de Estimação, The Sims 2: Bon Voyage, The Sims 2: Quatro Estações, The Sims 2: Tempo Livre, The Sims 2: Vida de Apartamento, The Sims 2: Festa de Natal, The Sims 2: Diversão em Família, The Sims 2: Glamour, The Sims 2: Festa de Natal, The Sims 2: Celebrações, The Sims 2: H&M Fashion, The Sims 2: Estilo Teen, The Sims 2: Cozinha & Banheiro Design de Interiores e The Sims 2: Mansões e Jardins, junto ao KIt de The Sims 4: De Volta ao Grunge.

**Condições e restrições podem ser aplicadas. Visite os Termos EA Play para mais detalhes.

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Mangás Pluto, Initial D e X chegam com planos de assinatura exclusivos pela editora Panini

Pluto Panini
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A Editora Panini anunciou o lançamento de pacotes de assinatura para três mangás consagrados: Pluto, Initial D e X. A novidade oferece aos leitores a oportunidade de garantir as edições completas dessas obras diretamente no conforto de suas casas, com vantagens exclusivas como 20% de desconto no pacote completo e frete grátis para todo o Brasil.

A modalidade de assinatura da Panini é voltada para quem busca praticidade e economia. Por meio desse serviço, o assinante recebe os exemplares de forma segura e contínua, eliminando o risco de perder edições ou precisar procurá-las em diferentes pontos de venda. O envio é feito a partir da edição vigente, garantindo acesso imediato às publicações.

Pluto

Entre os títulos disponíveis, Pluto, escrito por Naoki Urasawa, destaca-se como um marco na ficção científica. Com sete volumes e periodicidade mensal, o mangá narra a investigação de Gesicht, um detetive robô da Europol, em um caso que conecta a destruição do poderoso robô Mont Blanc e o assassinato de um ativista dos direitos dos robôs. Ambientada em um mundo onde humanos e robôs coexistem, a trama apresenta tensão e mistério em uma narrativa envolvente e acessível para todas as idades.

Initial D

Outra obra de destaque é Initial D, um clássico dos mangás de corrida que acompanha Takumi Fujiwara, um jovem que, sem intenção, se torna uma lenda no automobilismo das montanhas japonesas. Com 24 volumes e indicado para leitores a partir de 14 anos, o título é uma combinação perfeita de ação, adrenalina e desenvolvimento de personagens.

X

Por fim, o mangá X, criado pelo renomado grupo CLAMP, oferece uma narrativa mística e emocionante. Com 18 volumes e periodicidade mensal, a história segue Kamui Shirou em seu retorno a Tóquio, onde eventos misteriosos conectam os destinos dele e de seus amigos de infância. Repleta de batalhas épicas e uma atmosfera de suspense, a obra é indicada para leitores a partir de 12 anos.

Os interessados podem adquirir sua assinatura diretamente pelo site da Panini, garantindo a coleção completa.

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UCI exibe show de grupo de k-pop IVE

IVE UCI
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O grupo de k-pop IVE está chegando aos cinemas UCI com sua primeira turnê mundial “Show What I Have”, que passou por 19 países. A apresentação nas telonas promete agitar os DIVE, nome dos fãs do girlgroup fundado na Coreia do Sul. O show, filmado no KSPO Fome, em Seul, capital sul-coreana, será exibido na rede nos dias 26 de fevereiro e 1º de março. Os ingressos já estão à venda.

IVE UCI
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Yujin, Gaeul, Rei, Wonyoung, Liz e Leeseo apresentam seus grandes sucessos “LOVE DIVE”, “After LIKE”, “I AM” e “HEYA” em um show repleto de energia, carisma e performances de dança que vão animar as salas de cinema. O sexteto debutou no entretenimento sul-coreano em 2021 com o álbum ELEVEN, que conquistou rapidamente o público e se tornou um dos principais girlgroups da atualidade, sendo um dos principais representantes da quarta geração do k-pop.

Para mais informações sobre a compra, valores e programação, acesse o site oficial da rede. Os clientes do UCI Unique, o programa de relacionamento da rede, têm o benefício de pagar meia-entrada em qualquer dia e sessão. Para fazer parte do grupo, basta adquirir o cartão na bilheteria de qualquer cinema UCI, ser maior de 18 anos e fazer o cadastro no site. Os novos associados ganham um ingresso cortesia que pode ser utilizado de segunda a quinta-feira, inclusive feriados.

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Panini anuncia os destaques de abril para a linha de mangás no Brasil

Panini
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A Editora Panini divulgou os principais lançamentos de abril para sua linha de mangás, trazendo títulos aguardados por fãs de diferentes gêneros. As edições estarão disponíveis em bancas, livrarias, lojas especializadas e Panini Points em todo o Brasil, além do site oficial da editora, onde outros títulos também poderão ser encontrados.

Entre as novidades, destacam-se uma antologia baseada no sucesso Lycoris Recoil, o início da publicação de Strobe Edgee She is Beautiful, além do Mangaká da Favela, que explora a jornada de um artista japonês e um brasileiro em busca de seu sonho.

Confira os destaques do mês:

Lycoris Recoil – Anthology – Reload

  • História original: Spider Lily
  • Roteiro e Arte: Imigimuru, ikra, Tadadi Tamori, Penguin Yokoshima, Sai Naekawa, Umi Yamamura, Akitaka, Horoda, Peke, Tachi, Momose Hanada, Mokeo, Fuuka Sunohara, Satoru Abou e Soutarou Takemoto

O fenômeno Lycoris Recoil ganha uma nova antologia em mangá! Chisato e Takina retornam com mais histórias inéditas criadas por renomados artistas, que se reuniram para produzir one-shots ambientadas no universo da série. O destaque fica por conta de Imigimuru, designer de personagens do animê, que assina a capa e a primeira história do volume.

Strobe Edge #01

  • Roteiro e Arte: Io Sakisaka

O romance escolar de Io Sakisaka, autora de Ao Haru Ride, chega ao Brasil! A história acompanha Ninako, uma estudante gentil que nunca experimentou o amor. Apesar de acreditar que sente algo por Taiki, seu amigo de infância, tudo muda quando ela conhece Ren, um garoto popular da escola. Uma simples conversa e um sorriso despertam sentimentos desconhecidos, dando início a um primeiro amor cheio de descobertas.

She is Beautiful #01

  • História: Jun Esaka
  • Arte: Takahide Totsuno

O mistério toma conta deste novo título. No Instituto Familie, um lugar enigmático onde meninas são criadas, vive Kurumi. Na noite anterior ao seu aniversário de dez anos, ela adormece e, ao acordar, descobre que 14 anos se passaram. Sem memórias desse período, Kurumi embarca em uma jornada por lugares desconhecidos, reencontrando amigos que agora são adultos e tentando recuperar seu passado.

Mangaká da Favela

  • Roteiro: Hagimoto Souhachi
  • Arte: Minoru Taruro

A arte une mundos opostos nesta emocionante história. Hiroto Takei, um mangaká japonês frustrado por não conseguir serializar sua obra, decide abandonar tudo e viajar para o Brasil. Em uma comunidade local, ele conhece João, um jovem artista talentoso que sonha em se tornar um verdadeiro mangaká. Juntos, eles enfrentarão desafios e provarão que, independentemente da origem, a paixão pela arte pode superar qualquer obstáculo. A edição acompanha um marcador de páginas exclusivo e adesivo.

E, para quem ainda não viu, a Panini destaca um lançamento superaguardado que já está em pré-venda no site:

JoJo’s Bizarre Adventure – Parte 7: Steel Ball Run #01

  • Roteiro e Arte: Hirohiko Araki

Situada nos Estados Unidos em 1890, a história acompanha Johnny Joestar, um ex-jóquei que perdeu a sensibilidade das pernas e encontra uma nova esperança ao testemunhar as habilidades de Gyro Zeppeli. Juntos, eles participam da Steel Ball Run, uma perigosa corrida a cavalo com 3.852 competidores disputando um prêmio milionário.

As novas obras já estão disponíveis para pré-venda na loja online da Panini. Para mais detalhes sobre os lançamentos e atualizações, visite o site oficial da editora ou acompanhe as redes oficiais da Panini.

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Silent Hill 2 | Suco Apresenta

silent hill 2

Em meus sonhos inquietos…

Eu vejo aquela cidade…

Silent Hill.

Você prometeu que me levaria lá novamente algum dia…

Mas nunca o fez.

Bom, eu estou lá sozinha agora…

Em nosso “lugar especial”…

Esperando por você…

Tenho tido bastante dificuldade pra escrever sobre Silent Hill 2. Acredito que esta dificuldade se deve ao fato de que Silent Hill 2 é, provavelmente, meu jogo favorito. Ou, se não isso, ao menos meu jogo de terror favorito. Desta forma, eu não queria que meu texto sobre ele no Suco de Mangá fosse um simples recontar dos eventos do jogo pra quem não o conhece, ou um daqueles reviews com notas elencando aspectos como “gráficos” e “jogabilidade”, ou mesmo uma listagem das coisas que eu mais aprecio sobre esta obra-prima. Não, o que eu queria é que fosse algo especial, que demonstrasse todo meu apreço, uma carta de amor a um jogo que me marcou.

silent hill 2

Acredito que, para realmente fazer isso, preciso falar sobre o que a frase “meu terror favorito” de fato engloba. Gosto de me considerar um grande fã e relativamente bom entendedor do gênero, especialmente nos games, mas no cinema também. No entanto, para a grande maioria das pessoas, quando você começa a falar sobre “filme de terror”, a primeira coisa que vem à mente costuma ser algum slasher. De certo, não culpo essas pessoas: os assassinos mascarados de séries como Halloween, Friday the 13th, Nightmare on Elm Street, ou Scream, são, de certa forma, icônicos e memoráveis, perfeitos poster boys para o gênero. Mas uma coisa que estes filmes não têm são protagonistas bem trabalhados.

Mas não quero que isso dê a entender que acho que esta leva de filmes que mencionei não tem seus méritos, afinal de contas, Halloween é meu slasher favorito e eu o amo e defendo. O que quero dizer é que, por mais que Halloween seja incrível no que se propõe a fazer, a protagonista, Laurie, é basicamente um veículo que leva a audiência entre cada cena de impacto. Nós não aprendemos quase nada sobre Laurie, tirando a questão moralmente dúbia de quase todos os slashers: ela é a “virgem”, e portanto ela não vai ser brutalmente assassinada. Desta forma, o centro da atenção é Michael Myers e a forma surpreendente como ele vai aparecer em cantos de quadros onde você não estava prestando atenção.

silent hill 2

O que eu quero dizer quando falo “meu terror favorito” é outro tipo de história. Vamos direcionar nossos olhares para algo como, por exemplo, “The Shining”. O filme acompanha Jack Torrance, um novelista que aceita um emprego como caseiro no Hotel Overlook durante o inverno, e espera que um tempo sozinho com sua família no hotel dê uma melhorada no seu bloqueio de escritor. O filme deixa claro, no entanto, que mesmo que haja alguma evidência de que forças sobrenaturais assombram o hotel, Jack já sofria de um problema com alcoolismo muito antes dos eventos da atual história começarem. Durante os 144 minutos do filme, acompanhamos a deterioração do estado mental de Jack e da sua relação com a família, com uma certa ambiguidade sobre o que está provocando tal deterioração, os fantasmas do hotel ou a garrafa de whisky. Assim, não é um filme sobre a parte na qual ele ataca a família com um machado, mas sim sobre dinâmicas familiares. A isto, costumeiramente se dá o nome de “terror psicológico”, onde as partes mais grotescas são resultado de um estudo interessante de temas e personagens.

Os protagonistas de games, ao menos até 2001, ano de lançamento de Silent Hill 2, tendiam a cair no primeiro grupo de terror que mencionei. Tomemos como exemplo a série Resident Evil. Não me levem a mal, adoro a trilogia original, mas pensemos por um minuto: o que sabemos sobre Jill Valentine ou Chris Redfield? Que eles são bons policiais, e… não muito mais. Ao mesmo tempo, os acontecimentos do jogo pouco tem a ver com quem eles são como personagens, e sim uma sequência de sustos e encontros com zumbis pela qual estes personagens percorrem. O que eu mais gosto sobre Silent Hill 2 é que ele foi o jogo que finalmente desbravou o terror psicológico, e gosto especialmente de como o jogo usa a mídia dos games para comunicar seus temas.

silent hill 2

É imediatamente aparente que esta será a abordagem que Silent Hill 2 utilizará, assim que você aperta “New Game”. A introdução consiste em um homem se olhando no espelho de um banheiro dilapidado, e fica evidente que não está tudo bem com ele. Ele lentamente passa a própria mão em frente ao rosto, como se não conseguisse se enxergar no espelho, como se seu corpo estivesse dormente de alguma forma. Esse cara se chama James Sunderland, e ele é o ponto focal de Silent Hill 2. Ao sair do banheiro, James vai até o parapeito do estacionamento onde ele parou o carro de forma toda torta, e nos conta qual é o seu objetivo: ele recebeu uma carta de sua esposa, Mary, dizendo que ela estaria em Silent Hill esperando por ele. Só tem um probleminha grave aí, que é o fato de que ela morreu três anos atrás. Isso já é suficiente para colocar uma dúvida na cabeça do jogador, resultando numa separação entre o jogador e o protagonista. Claramente, algo de errado não está certo com nosso amigo James.

Agora, para falar sobre como o jogo explora o personagem de James, eu preciso entrar em território de spoilers. Estou falando sobre o jogo original, Silent Hill 2, lançado em 2001 para o Playstation 2, então já é um spoiler de quase 25 anos, mas entendo que há toda uma nova geração de jogadores que só estará tendo contato com esta pérola dos games com o lançamento do remake de 2024, e toda a história do jogo original está presente no remake, ainda que com pequenas alterações. Então, se o leitor tiver pretensão de jogar o recente remake, peço que não me deixe estragar sua experiência, e leia o restante do texto apenas após finalizar o jogo.

 

A revelação bombástica do final do jogo é que James não foi completamente honesto com a gente. Mary não morreu três anos atrás, ela foi diagnosticada com uma doença não-especificada há três anos. A morte dela se deu em outro momento: uma semana atrás, quando James a sufocou com um travesseiro. É no momento desta revelação que todo o restante do jogo é recontextualizado, especialmente no que diz respeito aos outros personagens que acompanhamos durante o jogo e aos monstros que perseguiram James durante todo o percurso.

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Nós encontramos, durante o jogo, três personagens que representam diferentes facetas da exploração do personagem de James. A primeira pessoa que encontramos é Angela Orosco, no cemitério de Silent Hill, pouco depois da introdução. Ela diz estar procurando por sua mãe, tal qual James procura por Mary, mas a forma como ela se expressa demonstra uma falta de convívio social. Na próxima vez que a encontramos, nos apartamentos de Blue Creek, Angela está deitada em frente a um espelho, contemplando seu próprio reflexo na lâmina de uma faca. James tenta convencê-la de que há sempre uma saída. Ela parece se acalmar, mas quando James conta sobre estar procurando por sua esposa morta, ela visivelmente reage de forma desconfortável. Ela entrega a faca para James, mas não sem antes reagir com surpresa quando ele se aproxima, demonstrando visível desconexão com a realidade, resultado de um sentimento de culpa fulminante.

Só encontramos Angela novamente ao explorar os labirintos nas profundezas de Silent Hill. Destoando completamente dos ambientes anteriores, encontramos uma porta coberta de recortes de jornal. Ao chegar perto dela, ouvimos Angela gritar de dentro, e corremos para descobrir um monstro que lembra duas figuras em cima de uma cama, em uma figura bastante sugestiva, atacando-a. Enquanto enfrentamos o monstro, podemos reparar que todas as paredes da sala são circundadas por orifícios, onde pistões entram e saem, novamente, de forma sugestiva. Nunca é dito pelo jogo de maneira explícita, porém, a ambientação, a forma do monstro, e as reações de Angela, levam à conclusão de que o que a trouxe a Silent Hill foi que ela matou o pai em autodefesa contra um comportamento abusivo.

 

O final de Angela é, de longe, o mais comovente. Após a revelação do que James fez, o estado mental dele transforma o Lakeside Hotel em um lugar inundado e corroído pela água, mas quando encontramos Angela, de repente, nos vemos de frente a uma escada em chamas. Ela agradece a James por tê-la salvo, mas também gostaria que ele não tivesse feito isso, pois até mesmo sua mãe disse que ela merecia o que tinha acontecido. Antes de se resignar a ser consumida pelas chamas, ela explica: “Agora você está vendo? Para mim, é sempre deste jeito.” A narrativa de Angela representa uma internalização extrema do evento traumático, algo que também pode acontecer com James, e o resultado é trágico.

silent hill 2

Encontramos Eddie nos apartamentos de Wood Side. Antes dele, um corpo humano recém-assassinado dentro de uma geladeira. Eddie está num banheiro próximo, abraçado à privada e vomitando. Ele imediatamente toma uma postura defensiva, dizendo que não foi ele, ele não fez nada. Por conta desta postura, James questiona se ele sabe alguma coisa sobre esses monstros, e em especial sobre essa “coisa vermelha de pirâmide” que tem assombrado os apartamentos, mas Eddie nega. Contudo, ele também demonstra saber que James foi trazido à cidade, de alguma forma.

 

Quando o encontramos novamente na prisão, Eddie carrega um revólver e está resmungando sobre como matar alguém não é nada de mais. Outro corpo debruça-se sobre uma das mesas, mas dessa vez Eddie tenta se justificar, dizendo que ele mereceu e que ele teria tirado sarro de Eddie. James se recusa a aceitar essa justificativa, e então Eddie muda seu discurso, dizendo que só estava brincando e que o corpo já estava lá quando ele chegou. Toda essa atitude suspeita se confirma quando, no labirinto, temos a oportunidade de ver o mundo como Eddie vê, um frigorífico gélido cercado de corpos, onde ele acredita que todos estão tirando sarro dele. Como consequência, uma palavra mal escolhida de James faz com que Eddie o ataque, e não temos escolha senão matá-lo. Durante a luta, Eddie se vangloria sobre como atirou em múltiplas pessoas e até mesmo em um cachorro que ele acreditava estar rindo dele. Ao contrário de Angela, Eddie representa uma resposta ao trauma que externaliza tudo, e se torna cruel a partir da crueldade sofrida. 

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Os personagens que são mais diretamente interligados com a história de James, e que talvez sejam os mais interessantes, são os de Pyramid Head e Maria. Pyramid Head aparece pela primeira vez nos apartamentos, e a princípio ele parece ser mais um monstro tipo stalker, possivelmente familiar para quem já conhecia Resident Evil 3: Nemesis, mas ele tem um diferencial que o torna muito mais tenebroso e nojento; a gente dá de cara com ele, digamos, abusando sexualmente dos outros monstros múltiplas vezes durante a passagem pelos apartamentos. Isto, é claro, faz parte da simbologia relacionada a nosso amigo James.

 

Após escapar dos apartamentos, James se direciona ao que ele acha que é o seu lugar especial com Mary, o parque na beira do lago. Lá, ele encontra Maria, uma mulher que poderia ser irmã gêmea de Mary, pois seus rostos e vozes são idênticos. No entanto, ela tem cabelos loiros com a pontinha pintada em rosa, se veste de maneira a exibir mais o corpo, e age de forma mais provocativa com James, instigando-o com sutis toques durante as conversas, e até mesmo sugerindo levá-lo a outro “lugar especial” que descobrimos ser um clube de strip (e incidentalmente, ela até tem a chave do lugar escondida no decote). É como se Maria fosse, talvez, uma versão idealizada do que James esperava de sua esposa.

silent hill 2

Ao explorarmos o hospital, as relações entre esses personagens vão ficando mais claras. Maria te acompanha por um período de exploração, mas ela eventualmente começa a tossir e resolve repousar dentro de um quarto, em clara alusão à doença não especificada de Mary. O jogo vai te dando cada vez mais pistas de que a simples existência de Maria não é uma coincidência, e sim uma representação utilizada para punir James. Isso chega no seu ápice ao final da sequência do hospital, onde você e Maria estão prestes a deixar o hospital através de corredores estreitos, e Pyramid Head os surpreende aparecendo logo atrás, resultando numa perseguição em que Maria fica para trás, e James é obrigado a ver o monstro a atravessando com uma lança. 

 

Esse ponto vai sendo repetido conforme avançamos. Ao chegar na sociedade histórica, nós descobrimos de onde James tirou a imagem de Pyramid Head em sua cabeça: um quadro enorme mostrando como se vestiam os carrascos de Silent Hill em épocas anteriores. No labirinto, encontramos Maria novamente, viva e agindo como se a parte em que a lança a atravessou nunca tivesse acontecido. Na cutscene mais memorável do jogo, ela conversa com James a respeito de memórias que apenas Mary poderia ter, e James mostra-se visivelmente confuso, mas a essa altura do campeonato, ele apenas aceita, mostrando ainda mais sua instabilidade. Toda a exploração do labirinto gira em torno de encontrar uma forma de alcançar Maria, e quando James finalmente consegue, ela já está morta novamente, como se a cidade forçasse James a reviver a morte de Mary de novo e de novo.

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Novamente, nunca é falado com todas as letras que Maria, o próprio Pyramid Head e até mesmo os outros monstros que enfrentamos durante o jogo são essas representações da frustração sexual de James ao ter que cuidar de sua esposa enferma, mas uma de minhas coisas favoritas sobre Silent Hill 2 é justamente isso, esta possível abertura a outras interpretações, esse dizer através de semiótica, essa falta de conclusão rígida. Os últimos enfrentamentos que temos no jogo são: uma luta contra dois Pyramid Heads, luta esta que se inicia com Maria sendo assassinada novamente e James finalmente entendendo qual é o propósito dessa passagem por Silent Hill; e outra luta contra uma representação mais grotesca e deformada de Maria, que pretende não permitir que James se recupere destes traumas. Mas antes destas lutas, precisamos passar por um corredor muito longo onde nada acontece, além de ouvirmos uma memória de James onde Mary, num estado mental e físico já muito abalados por conta da doença, primeiro demonstra a degradação de sua autoestima, depois age com raiva e manda James embora, apenas para imediatamente pedir para que ele não a deixe. São momentos de partir o coração, que demonstram uma humanidade incrível ao não transformar James em um completo monstro, mas sim mostrar duas pessoas tendo que enfrentar uma situação injusta e complicada, e cometendo seus erros.

Eu gostaria de ter mais tempo e mais palavras para falar sobre absolutamente tudo que amo em Silent Hill 2. Queria falar sobre o que representa cada monstro (e porque as enfermeiras sexualizadas não fazem sentido em nenhum outro Silent Hill que não esse), falar sobre a sutileza dos diálogos, sobre como todos os corpos que encontramos pelas ruas são o modelo de James e a simbologia disso, queria falar até mesmo sobre como a jogabilidade é antiquada e esquisita e um dos quebra-cabeças envolve usar uma ferradura, um isqueiro e um boneco de cera para criar um alçapão! Mas vou ter que me contentar com essa pequena demonstração, e espero que ela incentive o pessoal que não conhece a dar uma procurada e jogar essa pérola. Ou a jogar o remake, que também serve.

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Ichiko Aoba lança “SONAR”, single de seu novo álbum Luminescent Creatures

Ichiko Aoba
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A cantora e compositora Ichiko Aoba revelou “SONAR”, o mais recente single de seu aguardado álbum Luminescent Creatures, previsto para lançamento em 28 de fevereiro via hermine / Psychic Hotline. Com uma sonoridade etérea e minimalista, a faixa utiliza o conceito de sonar — um sistema de navegação e localização por som — como metáfora para a busca por conexão em meio à solidão. Escute AQUI.

Marcada por uma instrumentação delicada, “SONAR” apresenta sintetizadores cintilantes, uma melodia elegante e um arranjo introspectivo composto apenas pelo teclado e a voz suave de Aoba. O resultado é uma composição hipnótica e sensível, onde o eco de sua voz evoca a imagem de um mamífero marinho chamando por seus companheiros no vasto oceano.

Videoclipe cinematográfico dirigido por Kodai Kobayashi

A música chega acompanhada de um videoclipe dirigido por Kodai Kobayashi, colaborador de longa data de Ichiko Aoba. Combinando CGI detalhado e acrobacias elaboradas, o vídeo se destaca por sua narrativa visual imersiva.

Norimizu Ameya, artista contemporâneo e ator, protagoniza a obra, explorando temas de perda e conexão humana de maneira sutil e poética. Filmado em diversas locações pelo Japão, o vídeo expande a experiência sonora de “SONAR” com um impacto cinematográfico profundo.

Um novo capítulo na jornada artística de Ichiko Aoba

Nos últimos anos, Ichiko Aoba tem experimentado uma evolução marcante em sua música, combinando sua assinatura acústica com orquestrações grandiosas. Seu trabalho anterior, Windswept Adan (2020), foi amplamente aclamado e conquistou a admiração de artistas como Japanese Breakfast, Mac DeMarco, Laufey, Caroline Polachek e Weyes Blood.

Com Luminescent Creatures, Aoba expande ainda mais seu universo sonoro, explorando temas como a origem da vida e o mistério do oceano. Inspirada por uma viagem ao arquipélago de Ryukyu, no Japão, a artista se aprofundou na relação entre o mar e a memória, enxergando o oceano como um guardião de fósseis e histórias do passado. “Sinto que não consigo resistir ao chamado do oceano”, reflete Ichiko, “mas sei o quão fácil seria para meu pequeno corpo ser engolido pelo mar.”

Essa dualidade entre fragilidade e imensidão, delicadeza e força, está presente nas paisagens sonoras de Luminescent Creatures, consolidando Ichiko Aoba como uma das artistas mais inventivas da música contemporânea.

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ONE N’ ONLY encerra turnê “ONE N’ SWAG 2024 ¿Fiesta?” com show eletrizante em Tóquio

No dia 18 de janeiro, o grupo japonês de dance e vocal ONE N’ ONLY realizou o último show de sua turnê “ONE N’ SWAG 2024 ¿Fiesta?”, no Tokyo Garden Theater. Com ingressos esgotados em todas as seis cidades por onde passou desde setembro de 2024, essa foi a maior turnê da carreira do grupo até o momento.

O show celebrou a conexão do grupo com seu público, os SWAG, e antecipou os aguardados concertos no icônico Nippon Budokan, marcados para maio deste ano.

Uma noite de festa e energia

A apresentação começou com “Fiesta”, faixa-título do terceiro EP do grupo, lançado em outubro de 2024. Vestidos com figurinos coloridos, os integrantes entregaram uma performance vibrante e bilíngue, cantando em inglês, português e japonês.

O líder HAYATO animou o público com um chamado para a festa antes de apresentar “DOMINO”, música de influência no funk brasileiro, seguida por “EVOL”, consolidando o estilo “Jatin Pop” do grupo — uma fusão entre J-pop e música latina. Desde os primeiros minutos do show, o público explodiu em alegria com essas três músicas icônicas do grupo.

O setlist seguiu explorando uma variedade de gêneros, passando pelo rock de “OPEN”, o impacto vocal de “Set a Fire” e a sensualidade de “Black Hole”, interpretada por KENSHIN e NAOYA. No momento acústico da noite, os integrantes vestiram ternos brancos e entregaram uma versão emocionante de “My Love”.

Novas músicas e momentos marcantes

Entre as novidades, o grupo apresentou “Dropped”, faixa inédita de rap, além de “Too Much”, com coreografia assinada por HAYATO e EIKU. Outra estreia foi “R.U.S.H”, um EDM enérgico que reforçou a evolução musical do grupo.

O encerramento do show veio com “Burn it out”, um rock-rap poderoso, e “Fight or Die”, música tema do filme estrelado por TETTA. No encore, “Freaking Happy” aqueceu a despedida, antes do retorno da música “Fiesta”, fechando a noite com um clima de celebração.

Reflexões e planos para o futuro

Durante o show, os integrantes compartilharam sua emoção ao lotar o Tokyo Garden Theater. NAOYA destacou a conexão intensa entre grupo e fãs ao longo da turnê, enquanto EIKU afirmou que a experiência foi tão intensa que “parecia ter passado em um segundo”. KENSHIN, que conciliou as apresentações com sua atuação em um dorama, disse que a energia do público jamais será esquecida.

HAYATO, emocionado, refletiu sobre os desafios enfrentados pelo grupo até alcançar esse marco. “Queremos ser artistas que tragam energia positiva e façam as pessoas esquecerem seus problemas, nem que seja só durante nossos shows. Essa turnê nos fez perceber o quanto ainda queremos crescer.”

O grupo agora se prepara para uma nova turnê na primavera, que passará por quatro cidades e culminará em duas grandes apresentações no Nippon Budokan, nos dias 9 e 10 de maio. Além da música, os integrantes também expandem suas atividades para o cinema e TV, como o filme “BATTLE KING!! Map of The Mind – Prelude ・ Postlude”, que será lançado entre fevereiro e março.

Com uma trajetória ascendente, ONE N’ ONLY segue conquistando novos públicos e consolidando sua identidade no cenário musical japonês e internacional.

[Setlist]
M1: Fiesta
M2: DOMINO
M3: EVOL 
M4: YOUNG BLOOD
M5: OPEN
M6: Set a Fire 
M7: Dropped
M8: Black Hole
M9: Bla Bla Bla 
M10: TALKIN’
M11: My Love
M12: Too Much
M13: R.U.S.H
M14: FOCUS
M15: We’ll rise again
M16: medley (Free Hug / Nice Guy / POP! POP! / HOLIDAY / Departure / Hook Up )
M17: Burn it out 
M18: Fight or Die
<Encore>
En1: Freaking Happy 
En2: Fiesta
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