Com uma linha completa de produtos feitos por gamers e para gamers, a Razer reuniu milhares de fãs em seus estandes nas últimas cinco edições da Brasil Game Show, e promete repetir a dose em 2017, quando participará novamente da maior feira de games da América Latina, entre 11 e 15 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo.
Primeiro patrocinador revelado da #BGS10, a Razer terá um estande de dois andares repleto de atrações. “A Brasil Game Show é o principal ponto de encontro da Razer com os fãs brasileiros e temos certeza que na décima edição da feira esse momento será ainda mais especial para jogadores de PC, console e mobile, além de fãs de e-Sports”, disse Vitor Martins, diretor da Razer no Brasil. “Desde 2012 participamos da Brasil Game Show e a expectativa é maior a cada ano. O evento é o mais importante de games no continente e uma excelente oportunidade para nossos fãs conhecerem e experimentarem os novos produtos”.
“A Razer sempre nos surpreende, tanto pelas novidades que reserva para a BGS como pela quantidade de visitantes que atrai para seu estande. O espaço da Razer é um dos mais movimentados e durante todos os dias de feira. A empresa sabe o que seu público gosta e investe nas novidades, na disponibilidade de produtos para o visitante testar e na venda de periféricos gamers”, disse Marcelo Tavares, CEO e fundador da Brasil Game Show.
Para conferir de perto as novidades da décima edição da Brasil Game Show, os interessados podem adquirir ingressos do quarto lote com desconto de até 27% pelo site oficial www.brasilgameshow.com.br. Dessa forma, os tickets para cada dia da BGS custam R$65 (meia-entrada) e o passaporte para os quatro dias do evento abertos ao público R$195 (meia-entrada), ou seja, um dia de evento sairá de graça para o visitante com este pacote.
Têm direito ao benefício da meia-entrada aqueles que doarem 1kg de alimento não-perecível na entrada do evento, estudantes, idosos, professores e pessoas com deficiência.
Para acompanhar de perto todas as novidades da #BGS10 e garantir os ingressos, acesse: www.brasilgameshow.com.br.
Hey, hey~ Sucolindos e sucolindas! Aproveitando a vibe de steampunk, hoje nós do Suco viemos apresentar a obra de Jinsei Kataoka (roteiro) e Kazuma Kondou (arte): Deadman Wonderland!
Os dois são a dupla dinâmica que trabalharam no Eureka Seven e Smokin’ Parade – que logo mais teremos um PRIMEIRO GOLE. Prontos? Vamos lá!
Enredo
A história começa contando sobre a vida pacata do colegial Igarashi Ganta. Ele e seus amigos devem fazer uma viagem com a escola para conhecer a Deadman Wonderland, a primeira prisão particular existente, que também funciona como um parque de diversões. Ela foi criada após o grande terremoto que ocorreu em Tóquio anos atrás com o intuito de arrecadar fundos para reerguer a cidade.
Eis que, logo nos primeiros momentos da narrativa, há uma drástica mudança de cenário. O que parecia uma convidativo parque temático revela-se uma prisão terrível, que traz ao protagonista uma realidade muito mais cruel do que ele sequer poderia imaginar.
Deadman Wonderland (Imagem Divulgação)
A vida pacífica de Ganta encontra um fim assombroso quando uma figura – posteriormente, denominada Homem de Vermelho (Akai Otoko ou Red Man) – aparece e massacra a sala dele. Como único sobrevivente e sem explicação aparente, Ganta é dado como culpado. Ele é condenado ao corredor da morte e vai parar na Deadman Wonderland, agora como prisioneiro.
A mudança brusca no enredo é um bom contraste para o baque que o personagem sofre, especialmente no que diz respeito a sua descrença em relação a tudo que acontece a si. Logo se vê que há uma história muito mais intrincada por trás.
Sofrendo com a perda de seus amigos e pela condenação injusta, ele se vê sem saída a não ser se sujeitar a nova realidade que lhe é imposta. Assim que chega a prisão, descobre que ela não funciona da mesma maneira que as demais e que precisa trabalhar para sobreviver ali dentro. Há um sistema de pontos, Cast Points, que funcionam como uma moeda de troca (dinheiro), cujo qual os presos conseguem ao participar das atrações do parque.
Shiro em Deadman Wonderland (Imagem Divulgação)
É mais ou menos nesse ponto da história que aparece outra personagem essencial para a trama: Shiro. A menina albina super animada se diz amiga de Ganta e a partir de então passa a segui-lo. Também conhecemos Takami Yoh, companheiro de cela de Ganta e trambiqueiro de plantão.
Com o avançar da história, percebemos que a prisão tem particularidades bem macabras para além das atrações frequentemente mortais que os presos são sujeitos. É dado enfoque então no Setor G, local secreto dentro das próprias dependências da Deadman Wonderland. Nele, um torneio chamado Corpse Party é realizado entre os prisioneiros, que estão em uma categoria “especial”, os deadman.
O interesse de Ganta pelo Setor G surge quando, já dentro da prisão, ele novamente é atacado pelo Homem de Vermelho, também lá denominado Wretched Egg. Decidido a fazer justiça e descobrir a verdade, Ganta passa a procurá-lo para se vingar. O Homem de Vermelho é capaz de manipular o próprio sangue, habilidade que é denominada Ramo do Pecado. Mais tarde, ele descobre que tal pode assumir diferentes nuances e que todos no Setor G são usuários desse poder, inclusive o próprio Ganta. Eis que eles são os denominados deadman.
Anime
A animação foi lançada em abril de 2011 pelo estúdio Manglobe e dirigida por Koichiro Hatsume. O anime conta com 12 episódios, dos quais se referem aos primeiros volumes do mangá. A adaptação obviamente não abrange toda a história contida nos 13 volumes, no entanto, serviu muito bem a seu propósito de divulgação da série. Contando com uma sequência até que bem fiel ao mangá, ela deixa várias questões em aberto, que apenas serão desenvolvidas mais para frente no enredo.
Ademais, a trilha sonora e as cenas de ação acrescentam um toque especial a série, sendo uma boa escolha para entrar em contato com o universo de Deadman Wonderland e ver se quer seguir adiante em seu universo.
Mangá
O mangá logo se diferencia do anime pela riqueza de detalhes e pontas soltas, pistas que vão sendo deixadas e montando um quebra-cabeça final ao longo da obra. Entretanto, se na animação você já não tiver estômago pra coisa, recomendo que não siga adiante na leitura do mesmo. O mangá sem dúvidas é recheado de drama e plot-twist. Digo, twist mesmo. Ele tem uma carga dramática bem pesada e se supera no “quesito insanidade”. A loucura e os limites humanos são explorados ao limite e muitas vezes você se pega questionando a moral existente na Deadman Wonderland – ética e direitos humanos então, nem se fala!
Agora, tenha certeza que essa é uma série que faz o leitor pensar e refletir. Além disso, mistura vários estilos, tais como: ficção, mistério, ação, romance, drama, uma pitada de gore (ou pseudo gore) e comédia (por incrível que pareça!). Em suma, uma obra bem completa.
No Brasil, o mangá saiu pela Editora Panini e já foi concluído.
Fukumenkei Noise (Anonymous Noise) é um dos mais novos animes lançados, baseado na série de mangá de mesmo título, a história é um mix de romance, música e drama.
O enredo se desenvolve a partir da protagonista Nino – ou Arisu – que possuía o costume de cantar sempre com seu vizinho Momo, principalmente quando seus pais brigavam. A cantoria deu lugar a uma amizade, e a um amor, porém, tão logo Nino percebe que está apaixonada, Momo desaparece.
Encontros e Desencontros
Ele e sua família se mudam sem deixar pistas nem qualquer tipo de recado. Arrasada a protagonista continua vivendo sua vida não sabendo como lidar com a separação, e então conhece Yuzu, um jovem que escreve músicas na areia. Os dois se aproximam e – mais uma vez – Nino possuí uma amizade baseada na música que os dois compartilham, e outra vez seu amigo desparece, na maior repetição de acontecimentos infelizes Nino se vê sozinha, e transforma sua canção em uma maneira (e desejo) de tentar encontrar os dois garotos que fizeram parte de sua vida: seu primeiro amor, e seu amigo de música.
O mangá até agora consiste em cerca de 40 capítulos, e assim como pode ser percebido pela sinopse ele é… complicado. O enredo se constrói na ideia dos encontros e desencontros que podem ser feitos através da música. O desenvolvimento é rápido, não há muitos trâmites, e parece que tudo que pode ser feito como evento facilitador acontece, ou seja, se a Arisu conseguiu ser atingida por um raio e perder os dois amigos do nada, o próprio destino encarregou de enfiar eles na vida dela tão breve possível.
Fukumenkei Noise (Capa Divulgação)
Eventos Abstratos
Se meu lado amante de romances agradece por mais uma obra do gênero, meu lado crítico também grita enquanto eu leio Fukumenkei Noise. Eu sempre espero que histórias que se passem no mundo “real” sejam o mais realista possíveis, e isso passa longe nesse mangá.
Ele é formado por eventos atrás de eventos que são desencadeados sempre na hora certa da forma mais abstrata possível, tudo converge de uma forma muito ficcional e inverossímil, não há espaço para se encontrar com a protagonista ou com as outras personagens, a história é bacana, mas é difícil se aproximar e ser tocada pelos eventos que são todos jogados um em cima do outro.
Sobre a construção das personagens
Fukumenkei Noise me lembra aqueles livros infanto-juvenis acelerados em que o autor promove todas as chances para os personagens, não dando espaço para construção ou amadurecimento, todos os problemas são solucionados em algumas páginas, oportunidades acontecem uma atrás da outra, tudo é favorável.
Apesar de toda a minha criticidade a história tem seu valor, o traço é bonito, há um grupo de personagens principais que são carismáticos e o tema musical sempre é um fator a ser adicionado na receita.
O mangá ainda está em lançamento, mas eu não acredito que a história irá se alongar muito, de qualquer forma, merece o acompanhamento só pela curiosidade de como os fatos vão se desenrolar.
A SAGA, maior rede de escolas de desenvolvimento de games, arte digital, design e efeitos visuais do Brasil, abre hoje, segunda-feira, em São José dos Campos (Avenida Andromeda, nº 540, Jardim Satélite), sua 12ª unidade e primeira do segmento na região.
Nesse primeiro momento, a escola que há 14 anos prepara jovens para um dos mercados mais promissores e cobiçados, oferecerá o curso Start, que ensina desde as noções básicas de computação gráfica até módulos de modelagem 3D, animação e efeitos visuais. Posteriormente, joseenses e moradores do Vale do Paraíba poderão contar também com o Playgame, curso de desenvolvimento de games já oferecido em outras unidades da SAGA. As matrículas para o Start já estão abertas e podem ser feitas na escola ou pelo telefone (12) 3204-0423. As aulas começam em junho e acontecerão de segunda a sábado.
Com 270 horas de duração, o Start é referência na área de computação gráfica para iniciantes e atende tudo o que os jovens precisam aprender para começar a trabalhar em agências, estúdios, escritórios de arquitetura etc. Entre os conteúdos do curso estão técnicas de tratamento de imagens, criação de efeitos tanto em imagens estáticas como em filmes, animações em 2D e em 3D desenvolvimento de games em 2D e ferramentas como Photoshop, Illustrator, Flash, Premiere, After Effects, Maya, ZBrush e Substance Painter.
“São José dos Campos é um dos maiores centros de tecnologia e inovação do país e é uma honra para a SAGA fazer parte deste polo com a única escola de arte digital da cidade e começar oferecendo um curso tão completo e eficiente como o Start”, diz Alessandro Bomfim, CEO e fundador da SAGA.
Como é característico da rede SAGA, a nova unidade de São José dos Campos conta com completa e atual infraestrutura. São quatro modernos laboratórios equipados com os mais avançados recursos e equipamentos para o ensino de computação gráfica, como mesas digitalizadoras e workstations com iluminação especial para desenho. Os alunos contam também com instrutores altamente qualificados, atendimento pedagógico e material didático digital. A SAGA, vale lembrar, é Centro de Treinamento Autorizado da Adobe e da Autodesk, e Academic Partner da Unreal Engine, Pixologic e Allegorithmic, certificações que atestam sua excelência na área e garantem as licenças oficiais dos programas utilizados nos cursos.
Com a nova unidade em São José dos Campos, a SAGA chega a doze escolas, sendo sete no estado de São Paulo, uma no Distrito Federal e as demais nas capitais da Bahia, Goiás, Minas Gerais e Pernambuco.
Matrículas: estão abertas e podem ser feitas na própria unidade ou pelo telefone (12) 3204-4023.
Oficinas gratuitas: interessados devem acessar www.saga.art.br/oficinas/, selecionar a unidade desejada, escolher a oficina de sua preferência e preencher a ficha de inscrição. Os selecionados serão contatados pela SAGA, que também informará as datas e horários das atividades.
Duas potências da economia criativa, BIG Festival (o maior evento de games independentes da América Latina) e Anima Mundi (um do maiores eventos de animação do mundo e o maior da América Latina) vão unir forças para fomentar os negócios do setor. O resultado será o BIG Anima Business Meetings, que tem como objetivo a geração de negócios e o fortalecimento das empresas brasileiras de jogos e animação no mercado nacional e internacional. O anúncio oficial será feito no BIG Festival deste ano, em 29 de junho.
“O foco é a geração de negócios. Com esta parceria entre o BIG Festival e o Anima Mundi, vamos fortalecer os setores de games e de animação brasileiros, gerando novos negócios e criando novos ambientes de cooperação entre as empresas brasileiras. Afinal, com empresas locais mais fortes e estruturadas a nossa capacidade de oferta de serviços e propriedades intelectuais ‘world class’ só tende a aumentar”, diz Eliana Russi, gerente executiva do Projeto Brazilian Game Developers, uma parceria da Abragames, Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos, com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, Apex-Brasil. No BIG Festival 2016 foram fechados US$ 2 milhões em negócios durante o evento, e as rodadas de negócios movimentaram mais US$ 20,7 milhões, um aumento de 95% com relação aos US$ 11 milhões movimentados no BIG 2015. Estes números são ainda mais impressionantes se comparados com os US$ 2,9 milhões movimentados no BIG 2014.
O Anima Mundi realiza há mais de dez anos o Anima Fórum, principal ponto de encontro entre profissionais de animação onde se discutem as tendências do setor. De acordo com o diretor César Coelho, “a produção brasileira triplicou nos últimos 5 anos. Hoje, muitas séries nacionais estão com segundas e terceiras temporadas em produção. É um mercado em expansão, e que, com estúdios de animação e games juntos, abrirá ainda mais oportunidades para novos conteúdos, além da otimização de recursos e mão de obra.”
A partir de 2017 o BIG Festival irá convida compradores internacionais não apenas de games, mas também de animação, para promover conexões entre produtores e clientes, através de ferramentas de matchmaking e das rodadas de negócios. A parceria irá permitir que inscritos no Anima Forum participem das rodadas e de toda a programação do BIG Business Forum.
A economia criativa é um dos setores que mais cresce no mundo. Segundo a Unctad, órgão de comércio e investimento da ONU, é o setor que mais gera empregos e um dos poucos que continuaram crescendo apesar da crise econômica, que começou em 2008.
A expectativa é que o evento supere o sucesso do ano passado, quando o BIG Festival recebeu a inscrição de 515 jogos de 48 países diferentes, sendo quase metade deles (232) produzidos no Brasil. Foram 18 mil visitantes em 2016, sendo 2.400 profissionais do setor.
Além disso, o evento oferece palestras e apresentações de executivos e desenvolvedores da indústria global de jogos, rodadas de negócios para criadores independentes, pitching de negócios no BIG Starter e o BIG Booth, com jogos brasileiros convidados para participarem da exposição. O Anima Forum é composto por masterclasses de especialistas nacionais e internacionais, palestras e mesas redondas com os principais players da indústria de animação.
O BIG Festival tem patrocínio da Desenvolve SP – Agência de Desenvolvimento Paulista e Dow; apoio do Centro Cultural São Paulo e parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, Apex-Brasil, e a Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Digitais, Abragames. A realização é da Bitsfilmes, Spcine, Governo do Estado de São Paulo, Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo e Ministério da Cultura.
O Anima Mundi 2017 tem o patrocínio da Petrobrás, BNDES, CCBB, Contax, RioFilme e SPCine. A realização do Anima Fórum é um investimento do BNDES e do SEBRAE-RJ.
Serviço
5º BIG Festival (Brazil’s Independent Games Festival)
De 24 de junho a 2 de julho (Segunda, 26, não abre)
De terça a sexta: 10h às 22h / Sábado e domingo: 14h às 22h
Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro 1000 – Paraíso, SP
Entrada: Gratuita
11º Anima Forum (25º Festival Anima Mundi)
De 19 a 21 de julho no Rio de Janeiro e de 26 a 28 de julho em São Paulo
Rio de Janeiro: CRAB – Centro SEBRAE de referência do Artesanato Brasileiro
São Paulo: local a definir
O site oficial e o canal da Warner japonesa acabam de divulgar o primeiro trailer do live action de Gintama – adaptação do mangá de Hideaki Sorachi – e também um novo poster de divulgação, como vocês podem ver mais abaixo.
A produção é assinada pela Warner Bros. Japão, dirigida e roteirizada por Yuichi Fukuda (Nietzsche-sensei). O filme em live action de Gintama estreia no Japão em 14 de julho.
Produzido pelo estúdio chinês Haoliners () e baseado em um manhwa BL, Spiritpact – chamado na China de Soul Contract – conta a história de um jovem adulto, Keika You, que tem uma vida tão normal quanto péssima – ele é órfão desde criança, mal recompensado e azarado em geral e sua vida parece não ir a lugar nenhum.
Pra fechar desgraceira, um dia ele sofre um acidente e… parece rejuvenescer? Ele se anima, pensando que tinha renascido e que ia agora curtir sua vida de um jeito que nunca curtira antes, com esperanças renovadas…
Subitamente, porém, ele percebe que as pessoas não estão o enxergando. Ele começa a ficar angustiado com a situação confusa. Não, não era uma pegadinha de um creme rejuvenecedor – ele tinha morrido.
É o que explica um rapaz de cabelos brancos chamado Ki Tanmoku, que também explica que ele poderá continuar vivendo sob uma condição: se tornar sua sombra espiritual. Keika fica tão confuso quanto o leitor médio que não viu o anime, e tenta fugir, claro. Sem sucesso, ele acaba sendo salvo por Ki Tanmoku, e topando o acordo bizarro do sujeito que parece querer protegê-lo.
De certa forma surpreendente
O manhwa de Spiritpact é BL. Em outras palavras, se o seu negócio não é romance entre personagens masculinos, Spiritpact não deverá te interessar.
Não é nenhuma obra de arte e a história relativamente clichê sobre espíritos não é nada que você nunca tenha visto; entretanto, sendo um anime criado na China – terra conhecida por produtos de qualidade duvidosa em que pessoas são presas por desenhar hentai, sim? – eu sinceramente esperava coisas ruins. Não foi o que aconteceu. Spiritpact, apesar de ter uma qualidade técnica obviamente abaixo da média, me surpreendeu de outras formas.
A animação é reminiscente dos anos 2000 – o que não vai fazer diferença se você gosta de anime BL, afinal a maioria foi produzida nos anos 2000… – mas a música é interessante, com uma trilha sonora que não perde pra qualquer animação japonesa.
A história também não é péssima, apesar de empobrecida em relação à obra original; É uma história de batalhas típica de qualquer shounenzão, com uma pitada bem sutil de BL.
Entretenimento sem exageros
Em dez episódios, descobrimos quem são o príncipe Ki Tanmoku, o descendente de criaturas espirituais Keika You e os vilões; os protagonistas passam por uma série de dificuldades que fortalecem o relacionamento deles, e descobrem laços entre antepassados. As mensagens de superação são diretas, mas motivadoras. É um anime que entrete sem exageros.
Apesar de ares de nada de novo sob o sol, é preciso lembrar que não tínhamos um anime BL de fantasia já há algum tempo – apesar de o gênero ter sido famoso pelos idos de 2000, com representantes de Tactics a Monochrome Factor (possivelmente o último, em 2008), foi sendo substituído por séries de slice-of-life.
Assim, os fãs do gênero que estavam sedentos e desesperançosos já podem comemorar: Spiritpact, ainda que não seja a obra de arte em termos de anime BL que procuramos, não é uma grande decepção e é digno de ser assistido. E que venham muitos outros!
Hey~ Olá, dears! Para começar essa quarta e última parte do Kuzu no Honkai vs Velvet Kiss, a priori, darei mais enfoque para algumas particularidades de Kuzu. Na sequência, irei fazer uma síntese de ambas as obras e pontos que julguei interessante para introspecção.
Fiquei devendo comentários mais aprofundados e consistentes do Kuzu – dado que ainda estava lendo a série. Já aviso, estarei me baseando no mangá em específico para fazer as considerações a seguir (creio que entre ele e o anime temos apenas leves diferenças).
Amor
Seja amor não-correspondido, seja o “substituto”, seja ele como centro do enredo e afins. Acredito que já deixei minha opinião sobre o tema explícita no último artigo da coluna. Porém, vale retomar: amor não é tudo. Aliás, me corrijo: amor pelo outro não é tudo. A pessoa não pode viver em função de terceiros e esquecer de si, assim como também não é saudável basear o amor próprio com referencial em outros. Da mesma forma, um ser humano não pode viver somente em função de si e totalmente alheio aos demais. Ambos os casos são dois extremos e podemos observar tais questões personificadas nas personagens Hanabi e Akane. Na sequência, irei fazer uma síntese de ambas as obras e pontos que julguei interessante para introspecção.
Ebato em Kuzu no Honkai (Imagem Divulgação)
Autoestima
Nesse sentido, a autoestima e como se constituí o amor próprio também são dois tópicos importantes de se refletir. No caso das duas, há tanto em demasia quanto em falta, todavia, até que ponto estão relacionadas? Como se constituí uma auto-estima? E o amor próprio? Amor e zelo por si, pela sua pessoa?
Solidão
Outro tema que aparece, todos intimamente intrincados a meu ver, é o da solidão. Por repetidas vezes, na obra os personagens fazem alusão ao vazio que sentem, à “falta de algo” que os preencha. Por vezes, acreditam que o amor é que cumprirá esse papel.
Penso que, na condição de humanos, não vivemos sozinhos. Somos seres sociais, dependemos um do outro em maior ou menor proporção. Porém, ainda assim, no fim: estamos sozinhos. Cada um convive com sua própria solidão em maior ou menor grau. O truque é não ser consumido por ela, e também, não a encarar como algo estritamente negativo. Quem nunca precisou de um momento a sós para pensar sobre algo? Ou mesmo, sentir-se em paz? (Quem não, não sabe o que está perdendo. Alguns gostam de chamar isso de “meditação” ;])
Desejo
Aqui eu queria pontuar duas coisas. Primeira, desejo não diz respeito somente ao âmbito carnal – seria muito restritivo levar assim. Segundo, quero separar ele em erótico e platônico ou irracional e racional.
Uma questão do mangá que me incomoda: assumir uma postura condenável para quem vive guiado por desejos. Não é específico, aqui eles generalizam, ora por encontrar conforto no desejo carnal, ora por desejar algo que não “socialmente aceitável” e assim por diante. O desejo é tido como algo inerente ao ser humano, mas igualmente condenável. Porquê? Porque deve sempre haver um cunho moral atribuído, ou mesmo, uma valoração negativa-positiva?
Sentimentos
Em relação a esse tópico, fiquei matutando como a todo momento parecia haver uma luta para domar os sentimento e aprender a controlá-los. Do meu ponto de vista, creio que controle implica um direcionamento consciente. Contudo, nem sempre somos conscientes. O inconsciente também é muito poderoso e influente. Com os sentimentos não seria diferente. Ou seja, é possível dobrá-los até certo ponto. Há um limite para tal. Daí em diante já não diz respeito a vontade, controle, esforço e afins – acho que por isso muitos falam “o tempo cura tudo” ou “dê tempo ao tempo”, pois ‘tempo’ dá tempo para o inconsciente agir.
Ademais, creio que é interessante citar como com cada vez mais frequência as pessoas preferem não entrar em contato ou mesmo criar vínculos e se aproximar, escondendo-se atrás de papéis, imagens, máscaras. Claro, a questão é muito mais complexa – e tenho certeza que ainda abordarei em outros textos -, por isso já vou pedir desculpas pela minha simplificação.
A meu ver, por trás disso há vários medos. Um medo muito grande de se expor, de entrar em contato consigo e com o outro, de formar vínculos e, principalmente, de se machucar. Vou pegar a relação da Hanabi e da Ebato, pois acho ela bem ilustrativa nesse aspecto. Em especial, na cena (veja imagem abaixo) que elas parecem se enxergar pela primeira vez, depois de finalmente terem colocado boa parte de seus sentimentos a limpo, sendo sinceras uma com a outra.
Claro, não é fácil sermos sinceros sempre ou mesmo expor pensamentos. Todavia, parte da criação de vínculos com alguém tem a ver com desenvolver um mínimo de confiança e, para isso, destruir algumas barreiras que possam existir para esse contato.
Sentimentos a limpo entre Hanabi e Ebato em Kuzu no Honkai (Imagem Divulgação)
Términos e mudanças
Falar de términos não é fácil. Especialmente, porque muitas vezes não se quer que algo chegue ao fim. No geral, términos remetem a um conflito, eis que conflitos parecem ser coisas assustadoras e a serem evitadas. O que muitas pessoas não contam dos tão temidos conflitos, crises e afins é que eles são um sinal de que algo não funciona de determinada maneira. Ou seja, quando ele passa – ou está na transição – ocorre uma mudança. A crise transforma e o término é o marco disso.
As pessoas tem medo de mudanças pois ela é algo diferente, é lidar com o desconhecido e sair da sua zona de conforto – por mais incômoda que seja. Claro, nem todo mundo é assim. Também há os que sempre estão procurando mudar.
Achei interessante falar desses dois elementos porque tanto Hanabi quanto Mugi são a personificação deles. Ambos funcionavam de uma maneira e resistiam a mudar. Passaram por crises e sofrimentos, provações. Por fim, ocorreu a mudança. E eles já não conseguiam funcionar da forma de antes.
Sombra
Vou pegar emprestado ‘sombra’ na definição junguiana mas, ela também pode ser levada no senso comum. O que quero dizer com isso é que sombra se refere ao nosso lado ‘obscuro’, seja de conteúdos que ocultamos, seja de coisas que não aceitamos em nós e nos outros, seja que não trabalhamos.
É de praxe negar a sua sombra e simplesmente condená-la ou ignorá-la. Os personagens por vezes veem essas características subdesenvolvidas ou que atribuem como negativas e as refutam. Também, por vezes, aceitam como algo imutável, algo inerente a si. Ela os persegue, os faz ficar mal, julgarem-se.
Entretanto, apenas quando entram em contato com ela e verdadeiramente aceitar como parte de si é que conseguem se transformar. A sombra não é algo necessariamente ruim, mas também não é algo fácil nem agradável de se lidar. Se haver com ela implica em trazer a tona conflitos e inquietações, muitas vezes, os mais obscuros e ocultos, que não se quer ter ciência. No entanto, como já havia dito, crises e transformações andam de mãos dadas. O mangá mesmo é a prova disso.
Kuzu no Honkai (Imagem Divulgação)
Final (contém spoilers)
Para encerrar essa parte, queria fazer um breve comentário sobre o final. Percebi muitos insatisfeitos que Mugi e Hanabi, apesar do forte e visível vínculo que possuíam, não ficarem ou nem tentarem ter algo juntos. Sobre isso, fiquei um tanto quanto contrariada que eles nem tentaram e simplesmente seguiram suas vidas. Porém, creio que levando em conta a proposta do enredo, o final foi muito coerente.
Ambos se encontraram por acaso e ainda irão viver muitos encontros e desencontros. Ainda vão lidar com os próprios sentimentos e procurar suas respectivas respostas. Eles foram companheiros importantes nessa etapa de suas vidas, não obstante, não quiseram estender esse vínculo que tinham.
Fez sentido pois os dois começaram a história sozinhos com suas questões e assim terminaram. Já não são os mesmo, mas irão carregar consigo o aprendizado e amadurecimento que tiveram. E que a importância de um para o outro e do que eles precisavam já não é a mesma. Antes, meros parceiros e substitutos, e no final, como companheiros de verdade e conhecendo um ao outro.
Ambos se buscavam justamente por não conseguirem lidar com a solidão. Contudo, depois do que passaram, puderam perceber que era justamente o que precisavam, aprender a seguir por si mesmos e assim o fizeram. Não como substitutos, não como lixo, mas como pessoas. Esse era o desejo deles transformado.
Velvet Kiss (Mangá)
Se formos parar para analisar, a Velvet é uma obra mais aberta e delicada. Digo isso pois, para além das cenas eróticas, as questões da trama e do enredo vão surgindo aos poucos. Elas tem um quê mais sutil e vão penetrando aos poucos na mente do leitor, por vezes, passando despercebidas. Todavia, em uma segunda leitura ou uma leitura mais crítica e atenta, saltam à vista e nos propõe inquietações diversas.
Além disso, também é quase explícita o ideário de “beleza na tristeza”, cujo qual é revelado em sua boa dose de drama. No entanto, a obra não se mantém no lado belo da coisa, e sim, também explora o lado ‘sujo’ e ‘feio’ por trás dessa suposta beleza – e, nesse sentido, pode-se entender tanto a beleza estética quanto do enredo.
Como um todo, tem-se uma crítica velada e um tanto suave de várias questões. Frequentemente, as indagações são deixadas em aberto ou sem respostas definidas (implícitas). Entretanto, a grande resolução e trajetória que traz é da busca de si. Assim como no Kuzu, os personagens passam por dificuldades e tem que se haver com dúvidas e inseguranças. Há uma constância no papel do outro como apoio, porém, no fim, eles precisam crescer e amadurecer por si só.
Diferença: na Velvet há uma promessa de reencontro, de uma melhora por si para depois retomar a relação com o outro, enquanto na Kuzu… Bem, veremos a seguir.
Fanart feita pela Nairi! (confira a página do facebook dela AQUI).
Kuzu no Honkai (Mangá)
Já quis deixar claro que me baseei no mangá pois podem existir certos nuances de diferenças – que, no entanto, não creio que alterem o conteúdo da análise, afinal a obra é a mesma. E já falando de aspectos da obra propriamente dita é evidente que, em comparação a Velvet, ela é bem mais explícita e direta, ainda com um quê subliminar. (O quê, ironicamente, não se aplica às cenas eróticas. Dado que na Velvet elas são o enfoque e na Kuzu nem tanto.)
Mais uma vez, aparece a pretensa admiração pelo sofrimento – vulga, “beleza na tristeza” – que citei antes. Acredito que essa característica tem um viés cultural muito forte na cultura oriental, não à toa, existem tantos dramas por lá. (No sentido mais amplo e não como crítica, que fique claro, por favor.) Isso se verifica em como a questão do drama é diferente na nossa cultura.
Ademais, diferente da Velvet, muitas vezes as respostas para os inquietamentos dos personagens são expostos na própria série. Repetidamente, em um capítulo a resposta ou o desenvolvimento de outro ponto de vista para uma mesma questão, sendo feitos.
Penso que na obra há uma crítica mediana, de forma que ela começa mais pesada e depois fica amena, mesmo porque não trata de assuntos simples. Particularmente, gostei de como ela cutuca o leitor com suas questões e como faz os próprios personagens debaterem internamente.
Por fim, como já disse antes, tanto Kuzu como Velvet retratam a saga pela busca de si. Seja por aprenderem a cultivar amor próprio, seja por se conhecerem melhor e se aceitarem. Ou mesmo, aprenderem a agir de forma mais ativa em suas vidas – e não, deixar ela seguir passivamente. Serem sujeitos e protagonistas de sua própria história.
Resolução:
Aqui gostaria de sintetizar e explicitar o desfecho da construção de ambas as história. Acho importante ressaltar que elas têm na prática a mesma resolução (!) com pequenas diferenças. Nela, cada indivíduo deve buscar sua própria resposta, não sendo igual para cada um. Todos devem aprender a andar sobre seus próprios pés pois, seria muito mais simples ter o outro como “muleta”. Eis que, no entanto, o caminho correto nem sempre (frequentemente não) é o mais fácil. Árdua, a felicidade não é tida como meta, e sim, um estilo de vida transformado – feita de pequenas alegrias e realizações, ainda com seus altos e baixos. É necessário se abraçar tanto a luz quanto a sombra para constituir um inteiro.
Well, e com isso encerramos a Kuzu no Honkai vs Velvet Kiss! Espero que tenham gostado~ :3
Ainda tem vários temas que podemos conversar, ou mesmo, se tiverem mais alguma ideia, sugestão são sempre bem vindos!