Hey, hey~ Sucolindos e sucolindas! Aproveitando a vibe de steampunk, hoje nós do Suco viemos apresentar a obra de Jinsei Kataoka (roteiro) e Kazuma Kondou (arte): Deadman Wonderland!

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Os dois são a dupla dinâmica que trabalharam no Eureka Seven e Smokin’ Parade – que logo mais teremos um PRIMEIRO GOLE. Prontos? Vamos lá!

Enredo

A história começa contando sobre a vida pacata do colegial Igarashi Ganta. Ele e seus amigos devem fazer uma viagem com a escola para conhecer a Deadman Wonderland, a primeira prisão particular existente, que também funciona como um parque de diversões. Ela foi criada após o grande terremoto que ocorreu em Tóquio anos atrás com o intuito de arrecadar fundos para reerguer a cidade.

Eis que, logo nos primeiros momentos da narrativa, há uma drástica mudança de cenário. O que parecia uma convidativo parque temático revela-se uma prisão terrível, que traz ao protagonista uma realidade muito mais cruel do que ele sequer poderia imaginar.

Deadman Wonderland (Imagem Divulgação)

A vida pacífica de Ganta encontra um fim assombroso quando uma figura – posteriormente, denominada Homem de Vermelho (Akai Otoko ou Red Man) – aparece e massacra a sala dele. Como único sobrevivente e sem explicação aparente, Ganta é dado como culpado. Ele é condenado ao corredor da morte e vai parar na Deadman Wonderland, agora como prisioneiro.

A mudança brusca no enredo é um bom contraste para o baque que o personagem sofre, especialmente no que diz respeito a sua descrença em relação a tudo que acontece a si. Logo se vê que há uma história muito mais intrincada por trás.

Sofrendo com a perda de seus amigos e pela condenação injusta, ele se vê sem saída a não ser se sujeitar a nova realidade que lhe é imposta. Assim que chega a prisão, descobre que ela não funciona da mesma maneira que as demais e que precisa trabalhar para sobreviver ali dentro. Há um sistema de pontos, Cast Points, que funcionam como uma moeda de troca (dinheiro), cujo qual os presos conseguem ao participar das atrações do parque.

Shiro em Deadman Wonderland (Imagem Divulgação)

É mais ou menos nesse ponto da história que aparece outra personagem essencial para a trama: Shiro. A menina albina super animada se diz amiga de Ganta e a partir de então passa a segui-lo. Também conhecemos Takami Yoh, companheiro de cela de Ganta e trambiqueiro de plantão.

Com o avançar da história, percebemos que a prisão tem particularidades bem macabras para além das atrações frequentemente mortais que os presos são sujeitos. É dado enfoque então no Setor G, local secreto dentro das próprias dependências da Deadman Wonderland. Nele, um torneio chamado Corpse Party é realizado entre os prisioneiros, que estão em uma categoria “especial”, os deadman.

O interesse de Ganta pelo Setor G surge quando, já dentro da prisão, ele novamente é atacado pelo Homem de Vermelho, também lá denominado Wretched Egg. Decidido a fazer justiça e descobrir a verdade, Ganta passa a procurá-lo para se vingar. O Homem de Vermelho é capaz de manipular o próprio sangue, habilidade que é denominada Ramo do Pecado. Mais tarde, ele descobre que tal pode assumir diferentes nuances e que todos no Setor G são usuários desse poder, inclusive o próprio Ganta. Eis que eles são os denominados deadman.

Anime

A animação foi lançada em abril de 2011 pelo estúdio Manglobe e dirigida por Koichiro Hatsume. O anime conta com 12 episódios, dos quais se referem aos primeiros volumes do mangá. A adaptação obviamente não abrange toda a história contida nos 13 volumes, no entanto, serviu muito bem a seu propósito de divulgação da série. Contando com uma sequência até que bem fiel ao mangá, ela deixa várias questões em aberto, que apenas serão desenvolvidas mais para frente no enredo.

Ademais, a trilha sonora e as cenas de ação acrescentam um toque especial a série, sendo uma boa escolha para entrar em contato com o universo de Deadman Wonderland e ver se quer seguir adiante em seu universo.

Mangá

O mangá logo se diferencia do anime pela riqueza de detalhes e pontas soltas, pistas que vão sendo deixadas e montando um quebra-cabeça final ao longo da obra. Entretanto, se na animação você já não tiver estômago pra coisa, recomendo que não siga adiante na leitura do mesmo. O mangá sem dúvidas é recheado de drama e plot-twist. Digo, twist mesmo. Ele tem uma carga dramática bem pesada e se supera no “quesito insanidade”. A loucura e os limites humanos são explorados ao limite e muitas vezes você se pega questionando a moral existente na Deadman Wonderland – ética e direitos humanos então, nem se fala!

Agora, tenha certeza que essa é uma série que faz o leitor pensar e refletir. Além disso, mistura vários estilos, tais como: ficção, mistério, ação, romance, drama, uma pitada de gore (ou pseudo gore) e comédia (por incrível que pareça!). Em suma, uma obra bem completa.

No Brasil, o mangá saiu pela Editora Panini e já foi concluído.