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Estão abertas as inscrições para o 3º Brazil Mangá Awards

brazil mangá awards

Boas notícias! A Editora JBC abriu as inscrições para mais uma edição do Brazil Mangá Awards, também conhecido como BMA, em sua terceira edição!

Confira também: Editora JBC anuncia o seu selo digital: JBC Go Digital!

Desde o dia 19 de janeiro vocês já podem se inscrever (AQUI), além também de conferir o regulamento – que não mudou muito das outras edições, mas conta com algumas regras atualizadas – e que vai até o dia 15 de março de 2018. A maior novidade desta vez é de que a inscrição é totalmente digital!

Já os critérios de avaliação são: público-alvo (entre 15 e 25 anos de idade), originalidade, atratividade dos personagens e roteiro, qualidade técnica e artística da obra.

Além das cinco melhores histórias que farão parte da edição impressa (e digital), outras 10 obras também ganharão a oportunidade de serem expostas em revistas online da JBC!

Mais detalhes em:

Henshin Mangá: mangasjbc.com.br/titulos/henshin-manga
Vencedores do concurso: brazilmangaawards.com.br/blog

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Yuru Camp | Primeiro Gole

yuru camp
Yuru Camp (Imagem Divulgação)

Yuru Camp foi a estreia desta temporada para mim, já surpreendendo qualquer expectativa ao dosar bem lindos cenários, personagens cativantes e uma trilha sonora de apaixonar!

Confira também: Darling in the FranXX | Primeiro Gole

Um Anime Para o Inverno

Estamos no inverno… japonês; aqui ainda falta muito, acabamos de entrar no verão e num verão bem tropical. Mas para aqueles que sentem falta de um bom frio, como este que escreve, de se aconchegar no casaco ou no cobertor, servidos de uma bebida quente, Yuru Camp vem para inaugurar a Temporada de Inverno 2018 com isso e muito mais!

Ao provar este Primeiro Gole, Yuru Camp tem um gosto bem direto: ele é caloroso como a fogueira que se expõe durante os primeiros segundos do anime. Sua primeira cena já diz de cara do que essa experiência irá se tratar e quais serão os principais rostos durante os episódios que virão.

A animada Nadeshiko aproveita o momento com suas amigas ao redor do fogo, assando marshmallows, para em seguida tirar uma selfie, recordando o momento.

Nesse último instante, vemos melhor cada uma das meninas, a sorridente Aoi, a esperta Chiaki, a fofa Ena (Aliás, você: Fã de Konosuba? Rie Takahashi, a voz de Megumin dá as caras de novo, para a nossa alegria!) e por fim, a última garota, beirando entre a serenidade e a timidez, Rin.

Ajeitando a câmera, finalmente enxergamos o rosto de Nadeshiko, que tira a foto, nos levando à abertura do anime.

Yuru Camp
Yuru Camp (Imagem Divulgação)

Musicalidade

E que abertura meus amigos e minhas amigas! Consegue muito, fazendo pouco; com tantos animes de aberturas um tanto manjadas, às vezes tudo o que é necessário para uma trilha marcante é simplesmente algo que fuja do convencional.

Lembremos, por exemplo, da abertura viciante de Kakegurui, onde o jazz frenético combinava em gênero, número e grau com o clima de apostas enlouquecedoras que encharca o ambiente do anime.

Nesse caso, em Yuru Camp, não temos uma abertura fofinha com vozes agudas esbanjando moe, apesar de ser um slice of life com garotas definitivamente fofas; cantada pela voz potente de Asaka, somos surpreendidos com algo que lembra muito o gospel das igrejas dos Estados Unidos, em estilo muito parecido à uma música famosa que é tocada de tempos em tempos, cada vez que é anunciada uma grande promoção na Steam.

Shiny Days traduz o clima de alegria e o ânimo de se fazer aquilo que propõe: curtir um bom tempo, num bom acampamento, em boa companhia.

E se vocês pensam que para por aí, pois saibam que se enganam! O deleite para os ouvidos é uma constante durante todo o episódio!

Composições baseadas principalmente no violão te inspiram a simplesmente sair por aí e fazer uma caminhada tão pacífica quanto a própria melodia, do início do episódio ao fim, com o encerramento fuyu biyori.

Yuru Camp
Yuru Camp (Imagem Divulgação)

Vamos Acampar?

Okay, falamos de boas músicas e personagens fofas e “Ora essa, e o que tem isso de mais?”, você pode estar se perguntando. Aqui chegamos ao maior atrativo do anime. O primeiro episódio de Yuru Camp executa todas essas coisas com uma animações e visuais muito bem feitos, onde mesmo os figurantes são bem trabalhados.

E o tema principal não é tratado de forma ingênua. Rin realmente sabe o que faz na hora de sair para dormir fora de frente para a vista do Monte Fuji e num breve momento de aprendizado, um narrador dá voz às ações de Rin e vemos dicas de como coletar lenha e corta-la para acender uma fogueira, como manter a brasa acesa, e coisas do tipo.

Do lado de sua confiante experiência, temos uma dorminhoca Nadeshiko que se atrapalha toda ao tentar chegar de bicicleta e observar o Fuji. Logo ela dorme, apenas para acordar no meio do escuro, resfriada e desesperada por ajuda, assustando a pobre Rin.

Depois de todo o mal-entendido, as duas meninas finalmente se conhecem e por fim conseguem ver um Fuji sem o chapéu de nuvens, limpo e nítido como numa nota de mil ienes. O que é apenas um mais um dia raiando, é a oportunidade de ver de perto uma paisagem das mais belas que há. E isto apenas no primeiro episódio.

yuru camp
Yuru Camp (Imagem Divulgação)

Até onde vai sua imaginação?

Realmente, há um limite até onde cada um consegue levar a sua imaginação. Assim como Ramen Daisuki Koizumi-san (confira nosso Primeiro Gole) pode te deixar com muita fome ou, pior, com vontade de comer lamen, Yuru Camp em toda sua beleza invernal pode, entretanto, levar alguém numa ansiedade de que chegue logo o inverno. É uma ansiedade que compartilho um pouco.

Na verdade, isso é o dobro de motivo para assistir Yuru Camp: agora e durante o inverno. É o dobro de animação de qualidade, é o dobro de personagens absurdamente carismáticas, o dobro de músicas para relaxar e dar uma volta, o dobro de Nadeshiko apavorada de medo e o dobro de um lindo Monte Fuji nascendo junto à alvorada.

Uma dose para essa belíssima temporada e outra pelo bem da imersão, que creio, seria uma ótima experiência para chegar o mais perto possível dessa experiência compartilhada por Rin e suas amigas.

Sim meus amigos e minhas amigas, talvez este seja o anime mais reconfortante e ideal para você que deseja dar uma pausa de toda a ação do seu shounen favorito ou simplesmente aliviar o stress da semana durante esta temporada! É simples como deve ser e alegra como deseja alegrar.

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Gwent | Novidades e hotfix lançados para a nova temporada

A nova temporada do GWENT acabou de começar, porém alguns problemas e bugs foram relatados pela comunidade. Dessa forma a CD PROJEKT RED lançou um patch com atualizações e correções dentro do jogo.

Confira também: Conheça a atualização Solstício de Inverno para GWENT

A unidade Infantaria de Escravos perdeu a titulação de amaldiçoado assim como o carta Vreemde estava aparecendo como líder, e todos os baralhos que utilizaram disso serão deletados do jogo.

A carta Traficante de Escravos podia pegar uma cópia dele mesmo e isso também foi corrigido. Essa galera de Nilfgaard, vou te falar…

Há! Fui líder por alguns dias! – Card original do The Witcher 3

Além disso, quem criou a carta do Vreemde para usar cimo líder poderá moê-lo e receber um valor aumentado de pó, o mesmo se estende a Gigante Adormecido, que estava com problemas desde o solstício de inverno.

Outras cartas apresentavam alguns problemas também como Shilard e Eist. Shilard não ativarão mais sua habilidade se nenhum dos jogadores tiver cartas nos seus baralhos e Eist não poderá criar Veteranos do Clã, já que cria apenas cartas do tipo soldado e não suportes.

Houve uma correção sobre os ranques do competitivo. Com valores de 4250 pontos para o ranque 20 e 4500 pontos para o ranque 21, dessa forma as recompensas de fim de temporada são 10 e 11 kegs (barris de cartas), respectivamente.

Haverá novas atualizações nas próximas semanas, será que teremos algo do Thronebreaker por ai?! Continue montando suas estratégias e vamos para a tábua de batalha!

GWENT Masters de volta neste final de semana! 

gwent masters 2018

Os 8 melhores colocados da temporada Pro Ladder anterior — competirão por uma fatia da premiação de US$ 25 mil e Pontos-Coroa do GWENT Masters. Os dois finalistas também garantem uma vaga na próxima etapa do torneio, no GWENT Challenger de abril.

O torneio começa nas quartas de final no sábado (20). As semi-finais e a grande final serão realizadas no domingo (21) e contarão com transmissão ao vivo a partir das 13h (horário de Brasília) pelo canal oficial da CD PROJEKT RED na Twitch. Também haverá cobertura completa das partidas pelo Twitter oficial do GWENT Masters.

Dica: Espectadores poderão ganhar Barris de Cartas e outras recompensas com o Twitch Drops.

Para mais informações sobre o GWENT Masters, como regras, datas dos torneios e formatos, visite masters.playgwent.com.

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Segunda temporada de Castlevania terá o dobro de episódios

A novidade foi postada no Twitter da roteirista da série, Warren Ellis, onde revela que Castlevania contará com oito episódios na Netflix.

Confira também: A.I.C.O. Incarnation estreia em março na Netflix

Castlevania deve voltar no segundo semestre de 2018 e a primeira temporada já está disponível na Netflix e vocês podem assistir os quatro episódios AQUI.

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Dragon Ball Super pode acabar em março

A nota foi confirmada pelo site Sanspo, onde um novo anime entraria na grade horária em que Dragon Ball Super é transmitido. Seria o final do anime ou apenas um hiato e pausa para o fechamento da saga?

Confira também: Dragon Ball Z: Light of Hope finalmente é lançado

O novo anime, que seria Gegege no Kitaro, começaria no dia 1º de abril e o interessante é de que até mesmo a dubladora do Goku, Masako Nozawa, fará a voz do protagonista deste novo anime.

A própria emissora, Fuji TV, já comunicou que “a série não vai acabar”, mas não é possível tirar muitas conclusões daí, já que poderíamos ter apenas uma pausa ou quem sabe, a franquia voltar com um “Dragon Ball Super Z” ou “Dragon Ball Ultra”, haha! 

Mais informações devem sair em breve e comunicaremos! Por ora, sabemos que o 20º filme da franquia está em produção e deve sair em dezembro deste ano.

Dragon Ball Super pode ser acompanhado na Cartoon Network e também via Crunchyroll, neste último, em simulcast com o que sai no Japão.

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High School DxD ganha data de estreia para quarta temporada

A novidade veio pela revista Dragon Magazine, edição de março 2018, confirmando High School DxD Hero para abril deste ano.

Confira também: A.I.C.O. Incarnation estreia em março na Netflix

Um vídeo e uma imagem promocional já haviam sido divulgadas, e vocês conferem logo mais abaixo, bem como a equipe técnica e elenco – neste último, segue inalterado das temporadas anteriores.

O staff de produção conta com Yoshifumi Sueda na direção, Kenji Konuta na composição de série, Makoto Uno no character design e o estúdio muda do TNK para o Passione, conhecido por Rokka no Yuusha.

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Highschool DxD Hero (Pôster Divulgação)

Elenco de vozes: 

Yuuki Kaji como Issei Hyoudou
Youko Hikasa como Rias Gremory
Shizuka Itou como Akeno Himejima
Ayana Taketatsu como Koneko Toujou
Azumi Asakura como Asia Argento
Kenji Nojima como Yuuto Kiba

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Sobrenatural: A Última Chave | Review

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CAITLIN GERARD as Imogen Rainier and ALEQUE REID as Anna in Insidious: The Last Key. The creative minds behind the hit Insidious trilogy return for the supernatural thriller, which welcomes back franchise standout Lin Shaye as Dr.Elise Rainier. In the film, the brilliant parapsychologist faces her most fearsome and personal haunting yet: in her own family home.

Muitas franquias se tornam repetitivas e cansativas de assistir, por sempre usar a mesma fórmula, achando que vai dar certo. Mas toda regra têm sua exceção, e Sobrenatural: A Última Chave é essa regra.

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Mantendo o tom de terror assustador e macabro que todos conhecem, e que ainda te faz pular da cadeira de susto e roer as unhas de agonia, o longa traz a dosagem certa para você não conseguir dormir a noite.

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Sobrenatural: A Última Chave (Pôster Divulgação)

Investigação Assombrosa 

O filme conta a história da doutora Elise Rainer, que é chamada para investigar um assombração na antiga casa onde morava localizada no Novo México, o qual ela pensa em não ir, pois têm antigos traumas do lugar, e isso é o que o filme trabalha perfeitamente.

O modo como explorar esses traumas que permanecem em nossas cabeças, como funciona a mente humana diante a antigos acontecimentos que marcaram negativamente, e com certeza funciona da mesma maneira que no filme; ninguém do elenco consegue ficar psicologicamente forte quando fica frente a frente ao passado sombrio.

sobrenatural a ultima chave
Esq. para direita: LIN SHAYE como Elise Rainier, SPENCER LOCKE como Melissa Rainier, BRUCE DAVIDSON como Christian Rainier, LEIGH WHANNELL como Specs e ANGUS SAMPSON como Tucker em Sobrenatural: A Última Chave

Trama Sobrenatural

O alívio cômico é perfeito, foi melhor do que qualquer cena de calmaria, pois cada cena de tensão traz um desconforto de que pode ou não acontecer um susto ou mostrar algo para causar um terror psicológico, e isso no filme nunca está certo que vai acontecer, mas impacta quando acontece, juntando às cenas escuras e músicas pesadas que te colocam dentro do longa – e isso é incrível.

A trama de Sobrenatural foi meio caída, sobre o possível fantasma que existia na casa quando a doutora era criança, o que tenha salvado isso, é o lado macabro e sombrio que fizeram do submundo e da criatura presente no filme.

O motivo dele é simples, praticamente um demônio, e todo o terror vivido da criatura é finalizado de forma bem metafórica, que é facilmente entendida, mas que trouxe um sentimento de desapontamento de como tudo foi solucionado – sem sentido para um roteiro muito bem amarrado no suspense.

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SPENCER LOCKE como Melissa Rainier em Sobrenatural: A Última Chave

O Melhor da Franquia

Sobrenatural: A Última Chave, segue a mesma linha dos filmes anteriores e supera o nível de terror deles, ainda consegue ser engraçado sem ser palhação.

Bom seria se todos os filmes de terror fizessem esse tom macabro de trazer frio na espinha, que é muito melhor que qualquer cena de susto clichê de filme de terror, e claro, fazer um final de filme que tenha algum sentido dentro da história, mas que não tira a conclusão mais racional.

Esse filme é prova concreta que Sobrenatural é a melhor franquia de terror já feita, mantém a fórmula e se supera a cada filme.

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Devilman Crybaby | Review

O ano de 2018 mal começou e a Netflix já lançou um dos animes que pode vir a ser um dos melhores do ano.

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Lançado no dia 5 de janeiro, Devilman: Crybaby traz toda a nostalgia do anime da década de 70 de volta em um conceito totalmente novo. Misturando a crueldade com o amor na sua forma mais pura, o novo anime da série conquistou fãs novos e antigos.

Com 10 episódios, a série tem a direção brilhante e única de Masaaki Yuasa (Genius Party, Kaiba, Kemonozume, Kick-Heart, Mind Game e Ping Pong: The Animation). Esse novo traço traz ao anime uma certa suavidade e cor, mesmo em meio a cenas grotescas e bizarras. Além disso, ele faz um trabalho incrível trazendo toda a história do anime para a modernidade. Yuasa acertou em cheio nessa adaptação.

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Devilman Crybaby (Pôster Divulgação)

Sendo uma adaptação do mangá de Go Nagai, Devilman Crybaby conta a história do colegial Akira Fudou, um garoto fraco e covarde que chora por tudo, e seu melhor amigo Ryo Asuka, que é extremamente inteligente, corajoso e apático.

Após anos separados, Ryo volta e conta ao amigo as descobertas que fez sobre os demônios e o plano deles de quererem dominar a terra, assim ele convence Akira a se fundir com um demônio para conseguir combatê-los com a mesma força. Akira então se transforma em Devilman, um ser com os poderes de um demônio e o coração de um humano.

A série tem a mesma narrativa do mangá original, mas toma a liberdade (sem exceder) de modificar alguns personagens e dar um tom diferente ao horror de um mundo cheio de demônios. Então você já espera o alto conteúdo sexual, de uso de drogas, violência explícita, desmembramentos e tragédias que você nunca vai esquecer. Tem até espaço para questionar decisões políticas diante de tal cenário. A história e as cenas do ONA são chocantes de várias formas, portanto, não é um anime para todo mundo. É um anime difícil de digerir muitas vezes.

A Trilha Sonora Fenomenal

Devilman: Crybaby tem uma trilha sonora incrível, começando logo pela abertura, com Man Human, da dupla Denki Groove. Com uma batida eletrônica, a música não tem uma letra específica, mas combina muito bem com o ritmo do anime.

Além disso, a série trouxe de volta e deu uma cara nova à música clássica do anime de 1972, Devilman no Uta. A música ficou com um ritmo mais rápido e eletrônico, combinando muito bem com o anime. É o tipo de música que gruda na cabeça e você fica viciado ouvindo várias e várias vezes.

Toda a trilha sonora acompanha muito bem a série, contando com músicas animadas, sérias e melancólicas. Cada uma para um momento, o que ajuda a dar o peso que as cenas precisam.

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Devilman Crybaby (Pôster Divulgação)

Crueldade e Amor nas suas Formas mais puras

Esses são os dois temas mais recorrentes na narrativa. A crueldade fica por conta tanto dos demônios, quanto dos humanos. Os demônios cometem violência e fazem sexo por puro instinto, sem uma real motivação, a não ser o prazer em si. Não é como se os demônios matassem simplesmente os humanos e uns aos outros por uma questão de ter que derrotar seu inimigo, é algo mais profundo, é o instinto deles. É a violência por si só, não é só matar, é se divertir durante o processo. O mesmo acontece com o sexo, que é sempre violento.

Quanto aos seres humanos, é aquela velha conhecida história de que quando o mundo entra em colapso, os humanos também entram. Até mesmo antes dos eventos com os demônios, os humanos são mostrados como seres que também se rendem ao seu instinto muitas vezes, principalmente o de perder a razão. Isso os leva a também cometer atos desmedidos por uns se julgarem superiores aos outros, o sexo também é retratado como uma loucura e uma constante, algo animalesco. É o ser humano tratado como animal, onde a prioridade é a sua sobrevivência.

E o amor nisso tudo? Na verdade, essa é a mensagem principal do anime. Ele levanta questões como “Por que amar se eu só conheço a crueldade?”, “Vale a pena amar?” e “Seria o amor um sentimento de sofrimento e não de felicidade?”. Quando falo de amor, falo no sentido mais poético da palavra, é o amor desmedido, que perdoa, que pede perdão, que não pede nada em troca, que simplesmente brota do fundo da alma. É o amor que salva e redime nessa série, e ele é muito presente do início ao fim em contraste com a crueldade sem limites.

O mangá de Devilman deu origem a outras grandes séries como Berserk e Neon Genesis Evangelion, e até mesmo a CLAMP já fez um doujinshi da obra. Resumindo, é o famoso classicão.

A história é muito boa e traz uma nova visão sobre o conceito do Armageddon. A arte é muito interessante, diferente e colorida. Os personagens são fantásticos e cativantes, todos com personalidades complexas e motivações diferentes. É uma como uma viagem que começa com uma atmosfera vibrante, que vai caindo gradualmente, até chegar ao fundo do poço – ao nada.

Assista agora na Netflix

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