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Anunciado novo anime de Fruits Basket

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Foi anunciado na capa da revista Hana to Yume (nº 24), que Fruits Basket vai ganhar um novo anime. Mais detalhes serão revelados na revista, divulgada no dia 20 de novembro.

O mangá de Natsuki Takaya foi lançado em 1998 e encerrado em 2006, ganhando sua primeira adaptação em anime em 2001.

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Sinopse: A história de romance gira em torno de Tooru, uma garota de 16 anos que vai morar com o avô. Devido a uma reforma na casa, a jovem acaba morando numa tenda na floresta (quem nunca?). Depois de um desastre envolvendo esse seu “novo lar” a jovem é convidada a morar na casa de uma escritora famosa e seu primo, que é também o garoto mais bonito e popular da escola de Tooru. Ao se mudar para essa casa, a adolescente entra numa aventura inimaginável, envolvendo magia e os símbolos do zodíaco japonês.
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Megalo Box | Review

megalo box

Não custa nada avisar, mas essa Análise conterá spoilers! Assistir Megalo Box foi sem sombra de dúvidas uma imensa alegria. Posso começar avaliando de cara aquilo que foi de mais impactante não só para mim como com certeza para muitos, que é a sua animação.

A animação de Megalo Box, que estreou na Temporada de Primavera 2019, foi muito bem elogiada por resgatar o estilo dos outros animes da década de 90, tido para muitos a época de ouro da animação japonesa, no que diz respeito a estética. Isso pode parecer um saudosismo chato de gente que vive dia a dia de nostalgia e que sente saudade dos “bons velhos tempos que jamais voltarão”.

Eu entendo se você ache esse tipo de coisa chata, mas acredito que dessa vez podemos dar uma colher de chá, pois a produção de Megalo Box fez mais do que apenas dar um fanservice para quem tinha saudades dos animes de antigamente. Arrisco dizer, com forte convicção, que esse sequer foi um dos objetivos do anime. O que a produção fez e conseguiu nos comunicar, foi isso: “É possível trazer o que houve de bom com a tecnologia de agora”.

E isso é uma mensagem importante, porque não é por acaso que os animes de hoje tenham uma animação mais estática se comparada à fluidez de um Trigun ou outro anime do gênero. As tecnologias de antigamente que permitiam esse tipo de animação, mas ao custo de uma produção muito mais trabalhosa, já não se encontram mais disponíveis com o uso quase absoluto de técnicas digitais que indiscutivelmente não só facilitou todo o processo de fazer uma animação como também tem seus próprios méritos de poder realizar animações de qualidade que seriam impossíveis de serem realizadas em tecnologias analógicas de animação. E é óbvio que o exemplo mais contundente disso é Violet Evergarden.

Por outro lado, a recepção do público foi um pouco divida sobre a animação das lutas. Não é de se surpreender, já que boxe em anime é quase que imediatamente traduzido em “Hajime no Ippo”. Traduzido em animação, esperam-se socos mega estridentes, dempsey rolls épicos, tão dramatizados que cada sequência de socos tomaria um minuto entre um soco e outro. Boxe em anime é traduzido quase sempre assim, então é de se esperar alguns fãs decepcionados. Só que Megalo Box, apesar de ser um anime de boxe:

  1. Ele não é um anime centrado em lutas e
  2. Ele sequer toma Hajime no Ippo como referência, mas sim presta uma homenagem aos 50 anos do lançamento de Ashita no Joe, que é bem diferente em estilo.
Megalo Box
Megalo Box (Imagem Divulgação)

As Presas de um Vira-Lata

O primeiro ponto que eu levantei antes com certeza pode soar esquisito. Como que um anime sobre boxe não é um anime sobre lutas de boxe? Mas se pensarmos um pouco, esse também é o caso de um clássico cinematográfico como Rocky Balboa, onde Megalo Box toma emprestado o seu legado de forma bastante nítida. Tanto em um como em outro, antes da luta em si há todo um caminho de aperfeiçoamento, de aprimoramento, em tornar-se alguém mais resistente, mais apto a tomar socos e mais socos e ainda assim se manter de pé.

Houveram críticas nesse ponto. Joe seria alguém dotado demais de “protagonismo”, e tudo se resume a apanhar, cair no ringue várias vezes e levantar para resolver tudo com um único soco. Por mais verdadeira que seja, essa afirmação é simplista pra aquilo que Joe nos foi apresentado. Assim como o ponto nunca foi “o quanto que se bate, mas o quanto se toma e se consegue permanecer de pé”, frase célebre de Rocky Balboa (2006), Joe é apresentado e reapresentado a cada abertura como um cão surrado, um vira-lata que pertence ao fundo do fundo de um mundo onde a luta se tornou um glamour, um viva à tecnologia que modificou o homem a um estágio maior de perfeição, que é justamente o que os Gears representam. É nesse mundo onde o vira-lata finca suas presas e não o solta jamais, não importa o quanto batem nele, pois este já se encontra fixo em sua presa: a revanche contra Yuri.

A produção de Megalo Box infelizmente não teve tempo de desenvolver melhor nem o seu mundo e nem o seu principal protagonista e nos mostrar seu trajeto até se tornar essa barra de aço capaz de suportar tanto. Ele é apresentado assim e pronto. Mas podemos aceitar isso, uma vez que a narrativa do anime fez uma escolha em priorizar o tempo presente da preparação para o campeonato. Foi melhor este sacrifício do que tentar abarcar tudo em 13 episódios, o que teria sido desastroso. E essa escolha teve uma vantagem bem interessante na narrativa do anime, pois nos 3 meses de exibição do anime, aproximadamente, acompanhamos os 3 meses em que Joe e seu time tentam se classificar para o Megalo Box, contra todas as chances. Houve uma sincronia interessante, como se todos tivéssemos acompanhado o anime em tempo real.

Megalo Box
Megalo Box (Imagem Divulgação)

A Chance de uma Vida

Ao fim e ao cabo, Megalo Box é a história de um encontro entre duas raridades: dois autênticos lutadores num mundo onde a luta se tornou algo estético a ponto de ser insípido. São dois lutadores marcados pelo tédio, não o tédio gerado pelo ócio, mas o tédio gerado pela insatisfação. Yuri é um campeão dentre os campeões, mas os oponentes que buscam superá-lo são medíocres; não porque eles sejam fracos, mas porque eles não possuem paixão em lutar, o básico! Joe também se encontra nesse estado de tédio. E um tédio aliado à uma vontade revoltosa de poder lutar livremente, reflexo de sua prisão às lutas ilegais arranjadas pelo seu técnico. No fruto do acaso onde os dois trocam olhares antagônicos, há ali a percepção mútua de que eles não estão na frente de qualquer um, o que se confirma quando Yuri aceita descer até o submundo e mesmo vencido, no fundo tem o seu orgulho ferido.

A partir daí, num nível pessoal, Megalo Box é o caminho para essa revanche que para Yuri é a chance de uma vida, poder enfrentar um autêntico lutador. O mais belo no desfecho dessa revanche, na derrota de Yuri, que se modificou para consolidar sua carreira de lutador e se desmodificou para poder lutar de igual para igual com um autêntico lutador, mesmo pagando um preço enorme, mesmo indo parar em uma cadeira de rodas por retirar um Gear acoplado a seu corpo, Yuri jamais parece angustiado por esse destino. Muito pelo contrário, seu semblante é de satisfação. Ao aproveitar uma chance única de vida, sua vida se tornou completa e bem vivida como o lutador que ele quis ser.

E ao ter de se provar para o mundo em tão pouco tempo, o Gearless Joe, esse lutador que veio do nada, que recusa a tecnologia que tomou o lugar central do lutador e ainda vence, Megalo Box traz uma mensagem ampla sobre a potência de vontade humana contra a aparente onipotência do progresso que a tecnologia julga trazer.

Conclusão

Toda essa mensagem do anime aqui interpretada foi magnificamente posta em forma de uma animação que impressionou a vários por resgatar um estilo que tantos sentiam falta, com uma trilha sonora que envolve bem o clima marcial que o anime reivindica. Uma menção mais do que honrosa para a abertura e encerramento, “Bite” de Leo-Imai e “Kakatte koi yo” de Eri Nakamura não só combinam e muito com Megalo Box como são duas músicas muito bem compostas em seus estilos. O primeiro é um rock puro e cru como não se faz mais hoje com um riff cativante e o segundo é realmente um convite à luta na forma de um pop com um refrão que é impossível não cantar junto.

Com essas coisas consideradas, não espanta o sucesso de exibição que Megalo Box foi no Crunchyroll, como o seu mapa de audiência nos Estados Unidos pôde mostrar. Infelizmente não temos como mapear uma audiência brasileira, mas esse anime foi sem dúvida um dos mais comentados da temporada, no mínimo.

Mesmo com um mundo dado e personagens em sua maioria descontextualizados, mesmo sem ter como desenvolver esses elementos, a dinâmica de Megalo Box foi bem ritmada de início a fim, pondo seus espectadores para torcer do início ao fim.

ASSISTA AGORA NA CRUNCHYROLL

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Conheça a “Revista Diário Macabro” – o renascer do pulp horror no Brasil!

diario macabro

“Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você.” – Friedrich Nietzsche, “Para Além do Bem e do Mal”

Calafrios perturbadores a todos!

Inspirado no Halloween e nos medos que a semana inspirada no Samhain (lê-se sowen) traz aos corações incautos (ou nem tão incautos assim), hoje eu vim falar um pouco de uma iniciativa brasileira em prol do fascinante mundo do Terror – e das preciosidades encontradas nos recônditos sombrios das mentes do escritores do tema no Brasil!

Fruto da paixão e da dedicação de Nathalia Sorgon Scotuzzi e Pedro Henrique Andrade, que partilham seu editorial na parte literária (ela) e na parte gráfica (ele), a Revista Diário Macabro é uma iniciativa renovadora da literatura nacional, buscando reviver a atmosfera dos pulp fictions das primeiras décadas do século XX, bem como revelar novos talentos da literatura de horror do Brasil.

O formato de revista – que recentemente lançou o terceiro número, num crescendo de conteúdo e qualidade! – foi escolhida para conjugar a facilidade de carregá-la no bolso, na bolsa, na mochila e na mão com a possibilidade de oferecer um material acessível e com qualidade gráfica para tornar a experiência possível a todo tipo de leitor. Numa formatação bonita, com uma logomarca cujo estilo reflete a qualidade do trabalho, a Diário Macabro foi estilizada com capas em tons escuros ou pastéis que evocam o medo, cujas ilustrações sempre refletem um dos contos do livro, e com capa traseira e contra-capas negras como a miséria humana. A formatação interna é também saborosamente sombria: tarjas negras nas bordas das páginas dão a sensação de uma “tela de cinema”, ajudando na imersão, e provocando um efeito de sombra que agrada a vista do leitor mesmo com a revista fechada.

O símbolo da marca “Diário Macabro”, a qual também dá nome à editora, é outro primor: um crânio com cabelos que dão a sensação de úmidos (ou seriam algas… ou quem sabe tentáculos?), que revelam tanto quanto ocultam, faz referência às criaturas monstruosas das profundezas infindáveis do oceano (numa alusão direta a um dos maiores autores da literatura de horror do século XX, H. P. Lovecraft). Suas presas afiadas, remetem não apenas a um dos mais clássicos mitos do horror, o famigerado vampiro, mas também à natureza bestial do ser humano que, manifesta, revela o verdadeiro monstro da vida real.

É impossível terminar de comentar o trabalho estético sem mencionar as excelentes escolhas dos artistas que brindam o leitor com suas artes. As ilustrações, tanto as das capas quanto do interior, são de qualidade excepcional. As escolhas das capas coloridas evocam sentimentos sombrios no leitor, e as ilustrações no começo e no final das revistas são deliciosamente perturbadoras. Dentre elas, destaco as de Pedro Caio Marfil (DM nº1), André Martucelli (DM nº2), e ambas as de David Alan (DM nº3), com traço impressionante e tom assustador, de verdade. (Mas devo dizer: a criatura do Dan Ramos no terceiro número me dá arrepios só de lembrar… *arrepios*) Além das ilustrações, as tirinhas sensacionais merecem menção à parte… mas eu vou deixar você curioso pra ver. *devilface*

Além da escolha cuidadosa pelos contos, cada número vem contando também com um pequeno “brinde” (não só no sentido de “prêmio”, mas também no de “celebração”) na forma da tradução de um conto por um escritor internacional das pulp fictions do século passado, como uma homenagem e uma forma de saciar (e provocar) o desejo do crescente público de horror brasileiro, sedento por sangue conhecer a literatura clássica, mas sem acesso à língua de Shakespeare.

Ora, ora… Minha mente poderosa, abençoada pelos Grandes Antigos, revela que você, que é uma criaturinha das trevas danada de esperta, a esta altura já se cansou de ouvir o que eu acho e quer mesmo é um sneak peek (“Você quis dizer: espiadela?”, by Google) das obras, estou certo? É claro que estou! 😉 Então vamos lá… e não se preocupe, nada de spoilers! – ou você acha que eu o privaria dos medos que o assombrarão após uma incauta leitura destes textos macabros?
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Diário Macabro, vol. 1

Diário Macabro nº 1 (80 p., 1ª edição: maio/2017; 2ª edição: Março/2018)

O primeiro número faz um apanhado de estilos muito diversos, com contos assustadores de natureza diversa. Apresenta, entre as diversas revelações, um conto da própria editora Nathalia Scotuzzi, e com as ilustrações temáticas de cada um dos contos pelo editor Pedro Andrade. Sendo este o número de estréia, que norteou o trabalho desenvolvido, já conta com uma segunda edição, com revisão aprofundada e qualidade gráfica aperfeiçoada. Este número tem um diferencial: contou com um conto em língua inglesa! Destaque para os contos “Dionísio”, com uma perspectiva perturbadora sobre o que os conflitos de um homem que vive um dilema, e “Família”, sobre horrores reais.

O primeiro número da obra tem temática diversa:

  • Carne Fresca – um jovem se vê obrigado a um trabalho que jamais irá esquecer.
  • Cenotáfio – ver o mundo de cima nem sempre é bom…
  • Dionísio – os conflitos de um homem dividido entre duas paixões selam seu destino.
  • Amor – perder um amor nos leva a medidas desesperadas…
  • Família – sobre como sonhos doces se tornam amargas realidades…
  • Os tempos estão mudando – o mundo lá fora pode ser muito, muito pior.
  • The man with no reflection (“O homem sem reflexo”, em tradução livre) – um conto sobre realidades que não se vê.
  • Tradução: Robert E. Howard – O temido toque da morte – o medo nos mantém vivos… ou será que não?
diario macabro 2
Diário Macabro, vol. 2

Diário Macabro nº 2 (144 p., Novembro/2017)

O segundo número quase duplicou de tamanho, embora ainda com oito contos. Neste número, uma agradável surpresa: uma entrevista com o mestre Rubens Lucchetti, escritor veterano das pulp novels que ainda escreve aos 87 anos e que, dentre os mais de 1500 livros e 300 HQs, já foi também roteirista para obras como as de outro mestre, Zé do Caixão. A tirinha final deste número me fez sentir medo de alguns autores dos contos da Revista Diário Macabro… e culpado por escrever eu mesmo alguns contos de terror (pois é, sou um amante amador da arte)… É difícil destacar algum conto, vários mereceriam a posição. Eu pessoalmente destaco “Aqui todo mundo é feliz” (de arrepiar! Um dos contos que mais mexeu com este que vos fala!) e “Visualizado” (te prende do começo ao fim, e fez jus à ilustração da capa deste número).

Os contos são:

  • Um caso documentado de possessão eletrodoméstica – título eloquente, com final surpreendente!
  • Aqui todo mundo é feliz – as coisas que vivem no escuro…
  • A bizarra entrevista com Nivaldo Fonseca – um cantor de sucesso abandona tudo por mera excentricidade… ou será que não foi só isso?
  • A noite dos seres negros – um arrepiante contos sobre os mistérios de um lugarejo no interior do Brasil.
  • Coceira – comer e coçar, é só começar…
  • A filha do professor Carletti – as pessoas mudam… e nós também.
  • A coisa no fim do beco – o drama de uma paciente mexe com um psiquiatra, e revela coisas perturbadoras.
  • Visualizado – Uma festa adolescente dá muito, MUITO errado.
  • Tradução: H. Beaugrand – Chasse-galerie: o pacto – um conto sobre uma lenda sombria do Norte do Canadá
Diário Macabro, vol. 3

Diário Macabro nº 3 (144 p., Agosto/2018)

Aaahhh, você pensou que eu revelaria os mistérios recentes como as cartas revelam maus presságios? Pensou errado otário! Ora meu caro comensal das sombras, eu jamais faria isso! Mas vou lhe revelar o suficiente apenas para enfraquecer as já débeis barreiras entre seu consciente e a loucura que habita os recônditos sombrios de sua mente…

O terceiro número é fresquinho! Recentemente lançado, chegou há alguns dias às mãos dos leitores! Com o mesmo número de páginas do anterior, este número conta com não oito, mas treze contos incríveis, sendo um deles uma tradução do britânico M. P. Shiel (O Macaco Pálido), e dentre os originais figuram títulos como O grito da bruxa e A coisa que se arrasta na escuridão. Assustador, não? Sim! Imperdível, não é? Com certeza! E para fechar o número uma entrevista com um dos escritores best-sellers brasileiros da atualidade, um entusiasta da arte de contar histórias que tem crescido em respeito e liderado um esforço de renovação da literatura nacional, além de reconhecido escritor de horror e literatura fantástica: André Vianco.

Horror, arte, mestres antigos e atuais, pessoas apaixonadas pelo que fazem e o seu gênero de literatura favorito, tudo temperado com o prazer de estimular a literatura nacional com o apoio de um trabalho de qualidade. O que mais você está esperando? Acesse o SITE OFICIAL e conheça esse belíssimo trabalho nacional, inspirado nos cenários, histórias e mistérios brasileiros!

Ah, e se você tiver um tempo e disponibilidade entre 12 e 14 de Novembro, o  IV Congresso Internacional Vertentes do Insólito Ficcional, congresso dedicado inteiramente ao horror/gótico/insólito/fantástico, focado em monstruosidades ficcionais, estará acontecendo na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), na cidade do Rio. Diversas palestras, comunicações e muitos estudos dedicados ao horror, tudo aberto ao público, estarão disponíveis para você. Participe!

Sonhos sombrios,

JD Vollet Filho

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BTS fica no topo da Oricon com seu novo Single Japonês

bts
BTS (Imagem Divulgação)

O BTS não cansa de ficar no topo das paradas! O grupo de k-pop lançou seu nono single japonês “Fake Love/Airplane pt.2” em 7 de novembro e já alcançou o topo da Oricon Daily Singles.

O novo single inclui quatro musicas: a versão japonêsa de “Fake Love” juntamente a um remix, a versão japonesa de “Airplane pt.2” e um Stadium Remix de “IDOL”.

Em apenas um dia o single já havia vendido mais de 300 mil unidades e superou as vendas de seu 8 single “MIC Drop/DNA/Crystal Show” que havia vendido 269.861 unidades em um dia.

Confiram o MV de “Airplane Pt.2”

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Infiltrado na Klan | Review

Infiltrado na Klan (Imagem Divulgação)

Depois de um longo período em hiato, e provavelmente frequentando os jogos do New York Knicks, Spyke Lee aparece com sua mais nova produção, ou melhor dizendo, obra prima.

Infiltrados da Klan traz para nós um filme divertido e engraçado com situações muito sérias que estão sendo vividas na sociedade norte americana, e em tempos de eleições nacionais, também serve para os brasileiros, é aquele filme ao estilo dedo na ferida que não só reflete como diverte.

Infiltrado na Klan
Infiltrado na Klan (Imagem Divulgação)

Inspirações

Inspirado em uma história real, um policial negro se infiltra na Ku Klux Klan para prender todos aqueles que partilham da ideia da organização racista, trazendo uma trama um tanto pesada e difícil de digerir com um assunto que toma as manchetes do mundo a cada dia, Spyke Lee fez com que o filme fosse facilmente absorvido, mesmo estando presente com tanto racismo e cultos de supremacia branca, o gênero comédia domina quase que por completo em cenas de preconceito, juntando sátiras que remetem muito a um certo presidente alaranjado em terras gringas.

O humor faz com que o desenvolvimento do filme flua tão bem que nos divertimos e choramos de rir quando se assiste, sem esquecer a mensagem que tudo aquilo está passando, tudo envolvido em uma fotografia desgastada, claro que por causa da época, o ano é 1978 e negros com black power lutam por seus direitos enquanto rednecks fortemente armados idolatram a ideia de negros serem queimados como se fossem uma “raça suja”, mais uma vez o destaque para o alívio cômico do filme, senão Infiltrados da Klan seria um documentário que seria bem difícil de assistir pelas fortes cenas, mas que era necessário para conscientizar as pessoas que consideram racismo uma frescura.

Infiltrado na Klan (Imagem Divulgação)

Destaques

Quando se fala de racismo, sempre se nota uma atuação de destaque no elenco presente, como em Mudbound – Lágrimas do Mississipi, porém os holofotes passam de um ator a outro sem ofuscar o próximo, a começar por John David Washington, o protagonista do filme se mostra bem solto e lida bem com a situação de racismo, mesmo ainda estando incomodado.

Porém, a tranquilidade dele em meio a tantos supremacistas brancos impressiona e faz com que seja uma das melhores cenas do filme, estando presente com o infiltrado da polícia, que vem a ser seu parceiro logicamente, Adam Driver parecia não ter grande destaque na trama mesmo que ele esteja no cartaz do filme, porém ele vai escalando a sua presença em tela constantemente, junto com a atuação que foi espetacular, por alguns instantes você até esquece de que ele ainda é o vilão da nova franquia Star Wars, ele está naquela categoria de atores que se mostra muito talentoso e pode fazer outros filmes sem ser rematado a personagens mais conhecidos.

Trazendo esse tema de racismo nos EUA, o filme soube trabalhar isso de forma ácida, ao terminar o filme, Spyke Lee não poupou os olhos de quem for assistir e fez questão de colocar filmagens das marchas neonazistas e supremacistas brancos que ocorreram em tempos de eleições nos Estados Unidos, se analisar tudo o que já foi feito, Trump pode colocar a grande terra prometida em uma crise gigantesca, por seu ego inflado e rejeição alta, tantos os neo conservadores quanto a classe alta já estão começando a mudar de ideia sobre o atual presidente, isso deve ser citado porque esse filme traz exatamente isso, mas levado para o lado das ideologias racistas, e em meio a eleições para segundo turno, ao final do filme houve gritos de “ele não”, mostrando que as situações podem ser bem parecidas.

Infiltrado na Klan
Infiltrado na Klan (Imagem Divulgação)

Conscientização

Infiltrados da Klan é um filme de conscientização divertido que deve ser assistido por todos, para os que precisam refletir sobre tempos atuais, e para os que desejam um filme extraordinário, Spyke Lee é o grande responsável por essa produção maravilhosa, em tempos de premiações, esse filme deveria ser lembrado, já que em Festival de Cannes, ele já levou um prêmio.

É o tipo do filme que te traz dois sentimentos, a felicidade com as situações engraçadas que te faz chorar de rir, e a tristeza de que tempos difíceis virão e podemos passar por situações já vividas em terras brasileiras, independente de tudo, obrigado Spyke Lee por essa obra de arte que foi assistida.

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Brie Larson, a Capitã Marvel, confirma presença na CCXP 2018

brie larson captain marvel
Não vemos a hora da Carol Danvers entrar em ação!

A Disney anunciou hoje a confirmação da vinda da atriz Brie Larson ao Brasil para a participação CCXP 2018. Esta é a oportunidade dos fãs conhecerem um pouco mais sobre o novo filme, Capitã Marvel, durante o painel que ela irá participar no sábado, 8 de dezembro.

Além disso, a Disney anunciou um espaço com mais de 800 metros quadrados no evento, com ativações de suas diversas franquias e filmes que estão por vir. Confira AQUI.

Sobre Capitã Marvel

Ambientado nos anos 1990, Capitã Marvel, da Marvel Studios é uma aventura totalmente nova de um período nunca visto na história do Universo Cinematográfico da Marvel que acompanha a jornada de Carol Danvers, conforme ela se torna uma das personagens mais poderosas do universo. Enquanto uma guerra galáctica entre duas raças alienígenas chega à Terra, Danvers se vê junto a um pequeno grupo de aliados bem no meio da ação.
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Netflix anuncia animes de Altered Carbon e Círculo de Fogo

altered carbon

A Netflix anunciou ontem (8), que produzirá versões em anime de duas grandes produções: da série Altered Carbon e do filme Círculo de Fogo.

A série foi lançada em fevereiro deste ano e é inspirada no livro homônimo de Richard K. Morgan. O anime terá o formato de longa metragem e o enredo gira em torno de uma sociedade que sobrevive por várias gerações através da troca de corpos, preservando a memória do indivíduo.

Já Círculo de Fogo (Pacific Rim), contabiliza dois filmes, lançados em 2013 e 2018. A história retrata um futuro distópico onde monstros gigantes emergem do mar, matando pessoas e consumindo os recursos naturais do planeta.  A missão de salvar a humanidade fica por conta de pessoas treinadas para controlarem robôs gigantes, conhecidos como Jeagers.

Ambas as obras têm pegada futurística e tecnológica, e se mostram bem promissoras para adaptações em anime. Resta esperar e conferir o resultado do trabalho na plataforma de streaming. Não nos decepcione, Netflix!

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Goosebumps 2 – Halloween Assombrado | Review

Goosebumps 2 - Halloween Assombrado
Caleel Harris, Madison Iseman, Slappy e Jeremy Ray Taylor em Goosebumps 2 - Halloween Assombrado

Uma série de livros de terror de autoria de R. L. Stine fez sucesso para crianças e adolescentes, esse sucesso levou a produção de uma série de televisão que apenas aumentou o seu sucesso, vivendo na era da pobreza de ideias, estava nítido que alguma adaptação iria acontecer, e ela aconteceu em 2015, o primeiro filme foi um sucesso, um blockbuster que agradou aos fãs da série e as novas gerações.

Em 2018 é lançado o segundo filme, trazendo a mesma ideia e apostando no mesmo sucesso, sem nenhuma surpresa em história, o filme acerta, porém traz um sentimento já conhecido nos dias de hoje que é um filme mais comercial do que agradável.

Humor e Terror

Mantendo o primeiro filme, a história é composta por bastante humor, quase pastelão, que acompanha um pouco de terror para dizer que é Goosebumps, claramente uma franquia blockbuster, dificilmente essa nova era de Goosebumps vai sair desse colorido engraçado e fraco em terror escuro, mas que traz alguns ingredientes onde o susto e o medo ainda brincam com algumas situações em cena, mas que ainda se mantém fraco, para a maioria dos fãs da série e dos livros.

Aquilo que for apresentado irá agradar e divertir muito, mas essa sequência pode ser considerada uma forçação de franquia só para trazer mais dinheiro, o que não é um crime, mas incomoda pela falta de qualidade, em muitos momentos da sessão, irá se sentir cansado de assistir aquilo que já foi visto uma vez, traz um certo tom de artificial, não em fotografia ou atuação, mas em roteiro.

Um desenvolvimento acelerado e confuso que se perde muito e toda vez têm que ser relvado, tantos furos que parece um queijo suíço, faz com que essa nova sequência seja tão monótona e descartável que a única coisa que faz Goosebumps 2 ser um bom filme é o fato de ser fã da série antiga, porque se não for, o mesmo é um desperdício de tempo e dinheiro.

Goosebumps 2 - Halloween Assombrado
Goosebumps 2 – Halloween Assombrado (Imagem Divulgação)

Referências

Em questões de atuação e fotografia, nada a declarar, sem surpresas ou decepções, é difícil dizer qual vai ser avaliação do novo público que não conhece o que é Goosebumps, porque essa franquia traz referências que todos os que assistiram as séries e/ou leram os livros irá satisfazer toda a expectativa e irá sobrepor a falta de roteiro desse filme, tantas coisas que remetem a um saudosismo gostoso de sentir e valem a pena o que está sendo visto em tela.

Contudo, pelo sentimento de franquia artificial existente em Goosebumps 2, faz com que esse filme apenas seja um sucesso para os antigos fãs da franquia, o tema de Halloween presente com enfeites de bruxas, múmias, vampiros e entre outros ganhando vida, te deixa completamente animado como se estivesse conhecendo aquilo agora, com o nível de descrença no máximo, Goosebumps 2 acertou os velhos fãs em cheio e ainda remete aos velhos tempos de criança quando foram apresentados a saga de livros e séries, mesmo assim, é uma incógnita dizer se a nova geração irá abraçar Goosebumps, a visão deles é diferente, e pode trazer uma rejeição grande quanto assistido ou pela artificialidade da produção, pode até agradar, dependendo da cabeça de cada, a conclusão é que, se você gostou do primeiro filme, “talvez” você goste da sequência.

Madison Iseman, Jeremy Ray Taylor e Caleel Harris em Goosebumps 2 – Halloween Assombrado

Mantendo os temperos

Goosebumps 2 – Halloween Assombrado mantém o que foi visto no primeiro filme e conquista os velhos e talvez os novos fãs, com um final aberto para novas produções, pode trazer um ar de que essa pode ser a mais nova franquia dos cinemas, mas os grandes buracos na história e um roteiro fraco que duvide a existência do mesmo mostra o nível de forçação que ele passa e desagrada muito em alguns pontos, trazendo o pensamento que ele só agrada por ser Goosebumps e relembrar a série de televisão da década de noventa, com tudo isso, conclui-se que esse filme é um gigante ponto de interrogação que carrega a pergunta: Era realmente necessário uma sequência?

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