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My Roommate is a Cat | Primeiro Gole

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My Roommate Is A Cat (Imagem Divulgação)

Doukyonin wa Hiza, Tokidoki, Atama no Ue ou, para facilitar, My Roommate is a Cat, é um anime da Temporada de Inverno 2019. Começou a ser lançado no dia 09 de janeiro na Crunchyroll, ou seja, episódio novo todas as quartas-feiras. A previsão é de 12 episódios.

O estúdio responsável é o Zero-G, que talvez vocês conheçam pelo anime Grand Blue. A animação não é espetacular, mas se provou competente no primeiro episódio. A diretora do anime é a Suzuki Kaoru e esse é seu terceiro trabalho como diretora principal de anime.

O anime é baseado em um mangá de slice of life com um viés de comédia. Está em publicação desde 2015, é escrito por Minatuki Tunami e ilustrado por Futatsuya As.

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My Roommate Is A Cat (Imagem Divulgação)

Slice of Life e Comédia

My Roommate is a Cat conta a história de um jovem escritor chamado Mikazuki Subaru que está se preparando para seu próprio livro, quando encontra um gatinho em uma péssima condição no cemitério. O gato, todo desconfiado, inspirou Subaru a escrever uma história de suspense com o animalzinho. Logo estava abrigado na casa do escritor, sendo bem cuidado por ele, apesar de não receber muita atenção do novo dono. Ambos ficam um tanto desconfortáveis por não saber o que o outro pensa, mas parece que será divertido ver essa amizade crescendo.

A obra é interessante, pois mostra a visão de ambos os personagens, Subaru e Haru, durante um mesmo acontecimento. O gato não fala, mas, ao longo do episódio, vão surgindo pensamentos dele, ou seja, só nós espectadores que sabemos o que se passa na cabecinha dele.

Subaru é uma pessoa que só liga para livros em geral e para os seus próprios livros. Não consegue lidar bem com outras pessoas e não é nenhum pouco sociável. Sua fama é tanta, que até seu editor se assustou quando o viu com um gato. Isso antes seria impossível vindo dele.

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My Roommate Is A Cat (Imagem Divulgação)

Diversão e amor por gatos

Além dessas diferentes visões, o anime reproduz cenas que o Subaru imagina ou escreve na tela, então podemos ver o que ele planeja para o livro. Isso, com certeza, incrementa a história positivamente. Espero que continue ao longo dos episódios, para deixar mais interessante essa parte da escrita.

É um anime que promete diversão e muito amor pelo gato, que é a coisa mais fofa, com seu semblante sempre fechado. Perfeito para quem gosta de slice of life e claro, para quem sempre quis saber o que se passa na cabeça de um animal.

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Monster | Review

Esmiuçar um anime como Monster não é a mais simples das tarefas. Parece uma comparação forçada, mas é um desafio tal como fazer uma análise detalhada de “O Conde de Monte Cristo”, clássico romance de Alexandre Dumas que ganhou uma maravilhosa adaptação para anime em 2006.

Mas isso é para dizer que Monster é um anime bastante denso, que toca em várias questões humanas enquanto movimenta uma narrativa tão dispersa quanto bem-desenvolvida, por incrível que pareça! E essas são características que geralmente descrevem bem o que se considera como um “clássico”. Por enquanto, podemos chegar a um acordo nesta definição: um clássico é algo que sempre continua tendo o que nos dizer, mesmo com o passar dos anos.

Esse é o tipo de definição que parece fazer eco com o que os ingleses chamam de “teste do tempo” em várias ocasiões; obras que sobreviveram à sua época e que consegue se comunicar com outras. Dito de outro modo, um clássico é algo que é assim qualificado por um tipo de plebiscito diário, que o confirma ou o descarta.

Dito isto, 12 anos depois de terminada a exibição dos 74 episódios de Monster, em maio de 2018 eu o assisti pela primeira vez e me sinto tão inclinado a admira-lo quanto as pessoas que o assistiram na época e que fizeram deste um estouro no mundo dos animes. E tenho fortes razões para crer que qualquer pessoa que assista Monster daqui a 12 anos também se surpreender e se envolva de forma íntima com o anime, pois pelo mesmo jeito que escrevi acima, Monster é uma obra com um enorme potencial para ser visto e revisto várias vezes, pois toca em questões últimas que sempre retornam à ordem do dia. Ora de forma mais implícita, ora de forma mais explícita, mas sempre presente, a principal pergunta explorada pelo anime é esta: qual o valor da vida? E é desta pergunta, que sucedem todas as outras.

Avaliando os méritos de Monster

FILOSÓFICO

A justificativa que eu acabei de dar para dizer que Monster pode ser considerado um clássico vem de um mérito digamos, filosófico. Ele confronta os personagens e os espectadores com uma questão elementar. Ao invés do clássico “Qual o sentido da vida?”, aqui temos algo tão cheio de pegadinhas quanto: ”Qual o valor da vida?”. Todas as vidas possuem o mesmo valor? O doutor Tenma é confrontado com esse dilema logo de cara, quando ele é forçado a priorizar umas vidas sobre outras a capricho de seu chefe. O que vai de encontro com suas convicções profissionais como médico, que é sempre priorizar a vida de quem chegou primeiro.

Para um médico como Kenzou Tenma, o valor da vida está dado pelo legado de sua profissão. Uma vida é o que há de mais valioso e é o que deve ser protegido a qualquer custo, como assim manda o Juramento de Hipócrates (o antepassado grego da medicina ocidental). Mesmo esse juramento tendo várias versões ao longo da história, sua mensagem central atravessou os séculos até os dias de hoje. E pela dedicação indiscriminada que Kenzou tem a qualquer paciente que seja: malfeitor ou benfeitor, rico ou pobre, temos alguma base pra supor que este médico, que vive para sua profissão na paz e na adversidade, vive pelo seu juramento como médico.

De forma paralela, Monster nos mostra o extremo oposto dessa convicção que acabamos de ler, personificada no jovem Johann Liebert. O encontro de Kenzou e Johann na sala de operações forma o maior paradoxo do anime: um doutor que preza a vida como a mais sagrada de todas as coisas salva a vida de um jovem para quem o valor da vida é tão insignificante quanto uma trilha de formigas andando no meio do mato. E o resultado final disso cria uma verdadeira crise na consciência no jovem médico anos mais tarde, ao descobrir que a vida que ele salvara havia matado e continuava matando outras, sem a menor preocupação, sem o menor remorso e sem deixar qualquer vestígio. Johann sempre consegue se despistar e consegue incriminar Kenzou, que passa os próximos anos de sua vida como um fugitivo, tentando provar sua inocência.

Johan é um personagem fascinante, no mínimo. Em seu interior, há a completa ausência de qualquer moralidade; mesmo até o final, nunca fica certo o porquê de ele agir do modo como age, como uma nuvem de destruição que procura executar o mais perfeito caos. Por trás do jovem belo, simpático e educado perante todos, há o vazio. A origem desse vazio também é um tema bastante discutível: ele teria se tornado vazio ou nasceu vazio? Existe como nascer alguém mal, ou o bom-selvagem de Rousseau é real e somos nós que coletivamente criamos e perpetuamos o Mal? Durante quase todo o anime, Monster nos confronta diretamente com esse problema bastante presente, ainda que pouco pensado.

Podemos ver em vários outros personagens como ações maldosas são feitas pelos diversos interesses. Pode ser pelo desejo de poder, como o antigo diretor do hospital de Dusseldorf. Pode ser pela convicção sólida em uma ideia de “raça pura”, como é o caso em Baby e sua organização neonazista. Mas em Johan não há intenção maior, nem ideal maior, nem desejo maior. Há o “Monstro”. O monstro que nele habita, “que está prestes a explodir”. Esse personagem, talvez o maior eixo do anime inteiro, seja o maior espelho onde nos vemos diante de um mal natural, sem causa, mas que apenas existe.

De maneira resumida, o valor da vida e o problema do mal são os maiores temas filosóficos de Monster. Temas implícitos e que obrigam a qualquer espectador minimamente atento a prestar atenção neles, nem que seja enquanto assiste a obra.

HISTÓRICO-GEOGRÁFICO

Mas esses grandes temas não poderiam ser bem apresentados sem o ambiente muito bem construído e pesquisado onde Naoki Urusawa insere seus personagens. Este ambiente possui méritos que eu chamo de “histórico-geográficos” pelo seguinte motivo: não só as cidades apresentadas em Monster são muito bem representadas (Düsseldorf, Heidelberg, Munique, Frankfurt e Praga), como os eventos do anime estão condicionados aos eventos históricos que assolaram a Europa Oriental no final do século XX, a dizer: A queda do Muro de Berlim e o fim da União Soviética. Isso é muito fácil de perceber pelo salto de 10 anos que acontece do momento em que Kenzou Tenma ingressa como cirurgião no Hospital de Düsseldorf até os misteriosos assassinatos que começam a acontecer ao redor dele.

Quando Tenma é obrigado a vaguear de um lugar para outro em busca de sua inocência, observamos o contraste de várias vidas que moram não apenas numa nova Alemanha, mas numa nova realidade. Desde pessoas simples que tiveram de se acostumar com os novos tempos a pessoas que se beneficiavam com o antigo estado de coisas na Alemanha Oriental e que deram o seu jeito para mascarar seu passado controverso.

E o mais controverso dos passados que é revelado de pouco em pouco no anime, é o antigo centro de reeducação “511 Kinderheim”. Uma espécie de orfanato que realizava experimentos psicológicos em crianças para a construção de um “cidadão ideal”. Ao contrário do que se pretendeu, desse orfanato não saíram modelos ideais de cidadãos, mas indivíduos com sequelas mentais irreversíveis.

Apesar de o orfanato ser fictício, o bloco soviético teve uma história bem semelhante. Não na Alemanha Oriental, mas na Romênia. Entre dezembro de 1949 e setembro de 1951, uma prisão na cidade de Pitesti conduziu experimentos de “reeducação” que em muito se assemelham às torturas físicas e psicológicas mostradas no 511 Kinderheim. É plausível supor que essa semelhança não é acidental e que de fato Urusawa inseriu este triste acontecimento na história humana em sua obra.

Mas Urusawa não é de forma alguma unilateral. O modo sensível como ele mostra a situação dos imigrantes turcos que chegavam à Alemanha desde a década de 1960 e os conflitos que surgiram dessa onda imigratória, são nuances dignas de nota. Com o boom econômico na Alemanha Ocidental, crescia a necessidade de mão-de-obra para trabalhar no país e um acordo com a Turquia foi feito para amenizar a situação. Na época, se imaginava uma “imigração temporária”, mas na realidade o que se viu foram comunidades de imigrantes turcos nascendo nas cidades alemãs, o que causou e continua causando atritos até hoje. Um dos primeiros arcos em Monster, ainda na primeira metade do anime, explora esse conflito, onde uma organização neonazista planeja incendiar um bairro de imigrantes turcos.

Por último, Monster usa de um acontecimento muito comum ao longo da Guerra Fria: os refugiados que escapavam de seus países de origem para viverem em paz. Os pais adotivos de Johann e Anna, os Liebert, são apresentados como refugiados da Alemanha Oriental. Como atravessar as duas Alemanhas diretamente era algo muito arriscado, onde muitos perdiam a vida nas mãos das patrulhas das fronteiras, costumava-se atravessar a fronteira pela Tchecoslováquia, como a mãe dos irmãos Liebert tenta fazer com sua amiga, a mãe de Karl Neumann, um dos personagens-chave para compreender o enigma que envolve o passado de Johann e Anna. Ao se passar nos anos 90, Monster nos leva para um tempo onde fronteiras nacionais era uma questão de vida ou morte num mundo bipolarizado.

No mapa, a fronteira que dividia a Alemanha em dois blocos e, logo abaixo, a antiga Tchecoslováquia, por onde tentava-se chegar à Alemanha Ocidental

QUATRO PERSONAGENS MARCANTES: EVA, LUNGEN, ANNA E GRIMMER

Monster tem muitos personagens, mais do que uma análise possa dar conta. Mesmo a história do anime podendo ser resumida em seus dois maiores agentes, não se deixem enganar: todos os personagens, por menores que sejam, por menos relevantes que sejam na história como um todo, todos são desenvolvidos na medida certa. Praticamente não há tapa-buraco. Todos parecem relevantes enquanto assistimos até o anime mudar de cenário e, quando menos percebemos, novos atores entram em cena e estamos com o foco mudado de uma hora pra outra.

Para tentar falar um pouco que seja sobre os principais personagens que de fato tem sua própria jornada paralela a de Kenzou Tenma – mas nem um pouco menos importante por isso – escolhi Eva Heinemann, Heinrich Lungen, Anna Liebert e Wolfgang Grimmer. Julgo estes quatro como sendo os personagens que tornam toda a experiência de assistir Monster ainda mais rica.

Eva Heinemann é a filha do Dr. Heinemann, diretor do Hospital de Dusseldorf e chefe de Tenma. Além de prometer sucesso profissional, o Dr. Heinemann também arranjou um noivado para o jovem cirurgião sob a condição de sua completa subordinação. E tudo o que Eva mais quer é um futuro garantido de muita luxúria e riqueza, já vividas sob as asas do pai rico e bem-sucedido. Quando Tenma não é mais visto como essa oportunidade, ela não tarda em descarta-lo como algo sem importância e se atirar nos braços do próximo prometido pelo pai.

tenma monster

Quando o Dr. Heinemann é assassinado, Eva perde a estabilidade do seu estilo de vida bastante caro. E ela mesma não sendo nenhuma pessoa notável, dependendo do pai para ser notada pelos outros, a mesma se volta para Tenma, percebendo que ele havia sido o único homem que a havia amado de forma genuína. Lógico, nesse momento Tenma voltou a ser um profissional bem-sucedido, então podemos pensar que Eva ainda não largou de seu interesse materialista. Com certeza, Tenma a rejeitou desta vez ao perceber isso. E essa rejeição transformou seu ex-noivo no alvo onde ela depositaria todas as culpas de sua vida ter chegado a esse ponto. Desse ponto em diante, Eva segue ladeira abaixo, de divórcio atrás de divórcio, se entregando ao álcool e culpando Tenma pelo seu destino a ponto de dar falso testemunho para o detetive Lungen.

eva monster

O que impressiona na personagem, é que mesmo ela se demonstrando o pior tipo de ser humano, há espaço para redenção. Com idas e vindas, às vezes sumindo por tanto tempo que você esquece que ela existe, Eva Heinemann acaba, em certo momento, percebendo de forma decisiva o valor da vida. Não há como esmiuçar esse processo aqui, mas a catarse de Eva (genuína como em Édipo Rei) vai sendo percebida logo ao final com suas mudanças de atitude e mesmo no seu próprio traço. Como a imagem acima mostra, Monster, como em tantos outros animes, desenha personalidades através de traços faciais: uma alcoólatra cheia de rancor vai ganhando feições mais humanas, de alguém que pensou no que tem sido sua vida até o momento.

Heinrich Lungen é um detetive da BKA, uma “Polícia Federal” alemã em nossos termos. Cabe a ele investigar as mortes misteriosas no hospital em Dusseldorf. Conhecido por ser extremamente aplicado a seu trabalho, Lungen beira muitas vezes à obsessão, guardando informações de um caso “digitando” um teclado imaginado por ele. Não importa o tempo que passe, Lungen está sempre tentando solucionar os enigmas, sempre de modo frio e racional, pois a boa razão sempre trará suas respostas.

Mas e quando não estamos lidando com alguém puramente racional? Que conhece perfeitamente os caminhos da razão para assim manipulá-los e poder disfarçar sua culpa sobre outra pessoa? A astúcia com que Johan Liebert orquestra tudo para que a culpa caia sobre o colo de Tenma, faz com que Lungen crie uma certeza racional, por vezes teimosa, em cima do doutor, que só se torna esclarecida muito perto do final do anime.

Pouco é dito sobre sua vida pessoal e nada sobre seu passado. O que Lungen nos mostra são as possíveis consequências trágicas para a vida pessoal de alguém que dedica sua vida exclusivamente a seu trabalho, por mais nobre que ele seja. Um psicólogo criminalista chamado Rudy Gillen, colega de Tenma na universidade e convencido da inocência deste, em determinado episódio, faz uma análise interessante da mente de Lungen, numa discussão com o detetive. Mantendo a expressão rígida o anime inteiro, com os seus olhos cerrados como os de um animal em busca da caça, Lungen é o elemento de Monster que mais enfatiza o que há de thriller policial no anime. São em suas cenas onde costumamos rever e resumir o que está acontecendo.

O mais atraente na história de Anna Liebert, a irmã gêmea de Johan, é sua jornada de redescoberta. São coisas próprias de alguns traumas: o impacto na mente é tão profundo que sua memória é apagada, você é tomado de uma amnésia de um jeito que nada anterior ao trauma é possível de ser lembrado. Quando a tragédia bate à porta do novo lar de Anna em Heidelberg, ela se torna a partir da qual investigamos o passado dos gêmeos, da estadia na Universidade de Frankfurt às peregrinações por Munique e Praga, para sabermos de locais chave para o enredo, como o já dito 511 Kinderheim e a “Mansão da Rosa Vermelha”. Para ajuda-la a recuperar essas memórias apagadas pelo trauma, o já mencionado colega de Kenzou Tenma, Gillen, realiza sessões de hipnose que chegam a revelar um lado mais sombrio da jovem.

Por último, Wolfgang Grimmer. Um jornalista free-lancer originalmente da Alemanha Oriental, que investiga sobre o antigo reformatório, o 511 Kinderheim. Isso faz com o seu caminho e o de Tenma se cruzem em direção à cidade de Praga. Por ter o hábito de trabalhar com as palavras num regime bastante restrito, e por ter testemunhado todo o tipo de falsa acusação, ele consegue perceber rápido a inocência de Tenma. Seu semblante está sempre sorridente, mas Grimmer é um personagem-chave para compreender o enigma do 511 Kinderheim, por ser praticamente o único sobrevivente a viver uma vida “tranquila”.

monster manga

“De todas as coisas para aprender, qual você acha que era a mais difícil? Como sorrir.”

Os sorrisos de Grimmer ganham uma nova luz sob esse fato. Por trás dos sorrisos, há um homem que foi ensinado a sorrir e que na realidade não “sabe” sentir nada. Mas ele foi ensinado e moldado de modo a saber como agir de acordo com cada situação e se passar por alguém sociável. Mas essas lições não o ensinam a como agir diante da morte de um ente querido, como o próprio filho. O tempo no reformatório suprime esse tipo de discernimento emocional.

CONCLUSÃO

Eu não posso dizer que Monster é a obra-prima de Naoki Urusawa. Para isso, eu teria de ver seus outros trabalhos que são igualmente aclamados, como “20th Century Boys”. Mas posso dizer sem sombra de dúvida que Monster foi um dos melhores animes que já tive o prazer de assistir. Uma mistura bem somada de personagens bem desenvolvidos, um enredo envolvente com reviravoltas bem posicionadas, uma arte bastante humanizada, o que é raro de se ver na maioria dos animes, uma animação bem trabalhada digna do estúdio Madhouse e uma trilha sonora que sabe captar os momentos do anime, desde os mais agradáveis (Monster tem espaço até para isso!) até os momentos onde você sente a morte por perto. Faço menção mais que especial ao primeiro encerramento, cantando por ninguém mais ninguém menos que David Sylvian, frontman do “Japan”, uma banda de new-wave muito famosa na Inglaterra e no Japão durante os anos 80. Seu visual foi, sem sombra de dúvida, uma inspiração nítida para o design de Johan Liebert.

johan liebert david sylvian

Tudo o que foi dito aqui em quase três mil palavras ainda não é suficiente para exprimir tudo o que Monster significa e pode significar, com a bagagem certa e o olhar bem direcionado. O anime não se esgota nesta Análise pois as questões que ele levanta são questões que ainda estamos respondendo ao longo de milhares de anos. O convite fica aberto para você que ainda não viu, assistir esta obra-prima e, para você que viu, julgar o quão adequadas ou inadequadas foram estas palavras.

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Watashi ni Tenshi ga Maiorita! | Primeiro Gole

Watashi ni Tenshi ga Maiorita
Watashi ni Tenshi ga Maiorita! (Imagem Divulgação)

Watashi Ni Tenshi Ga Maiorita! é um mangá shoujo ai de comédia, escrito por Nanatsu Mukunoki, que também publicou Mujaki Na Majo to Boku no Nichijou. Sendo serializado pela Comic Yuri Hime.

Ganhou adaptação para animação pelo estúdio Doga Kobo, responsável por Himouto! Umaru-chan e Plastic Memories. E tem como diretor responsável Daisuke Hiramaki, conhecido por trabalhos como Tsuki Ga Kirei e Yosuga no Sora.

Lançado dia 08 de janeiro de 2019, é um anime da Temporada de Inverno 2019. Me surpreendi com o primeiro episodio, pois não tinha lido a sinopse e não imaginava que se tratava de um Yuri. Sinceramente, eu sou fã de shoujo-ai, mas não tenho grandes expectativas para deste.

A visita de um anjo…

Miyako Hoshino é uma menina tímida que mora com a mãe e sua irmã mais nova, Hinata Hoshino. Em um certo dia, Hinata leva sua amiga, Hana, para sua casa. Ao ver a colega de sua irmã, Miyako se apaixona perdidament e tenta se aproximar dela cada vez mais.

Hana logo percebe as intenções de Miyako e não se deixa ser facilmente influenciada, mas logo seu ponto fraco é revelado: Doces! E por obra do destino, Miyako cozinha muito bem.

Além disso a protagonista é uma otome cosmaker que tenta, de todo o jeito, fazer Hinata e Hana vestirem roupas criadas por ela, no estilo Lolita. Um fato engraçado foi que, sem tirar as medidas de Hana, apenas observando a garota, Miyako conseguiu fazer vestidos do tamanho exato para ela.

As duas acabam entrando em um acordo em que, Miyako faz doces e Hana satisfaz as estranhas fantasia dessa onee-chan. Assim se desenrola o primeiro episódio.

Watashi ni Tenshi ga Maiorita
Watashi ni Tenshi ga Maiorita! (Imagem Divulgação)

Um modelo de história comum

É muito comum vermos histórias em que uma personagem, adolescente ou adulto, se apaixona por um(a) loli. É o caso desse anime, já que Miyako, aparentemente com a escola terminada, se apaixona por Hana, uma menina que frequenta a quinta série.

Não é um estilo que me agrada muito, mas se você gosta ou se declara um “lolicon”, provavelmente vai adorar. As personagens são muito fofas, como é mostrado no primeiro episódio, tanto no quesito de personalidade quanto as roupas que elas usam.

Me passou a impressão de ser um Happy Sugar Life mais leve, com toda aquela ideia de encontrar o anjo e o amor da sua vida em uma criança, uma pessoa adorável e ingênua. Mas felizmente, assim espero, a protagonista não tem traços psicopatas.

Watashi ni Tenshi ga Maiorita
Watashi ni Tenshi ga Maiorita! (Imagem Divulgação)

Para quem já gosta de lolis…

Recomendo este anime para quem já curti essa vibe de lolis, com várias personagens lindinhas e momentos de overdose de fofura. Não é algo que recomendo para novos otakus ou novos em yuri, pois parece que irá focar nos momentos de Lolita e não em uma história e romance bem elaborados em si.

O gráfico é muito bonito e a opening e ending são umas gracinhas, no estilo de Umaru-chan. Não espero muito desse anime, apenas inúmeros momentos engraçados e extremamente adoráveis, mesmo assim irei acompanha-lo até o final, pode ser que me surpreenda.

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Japão Promoverá a Arte Ninja para o Mundo

ninja guerreiro japão
Membros do Conselho Ninja do Japão e legisladores entregaram ao primeiro-ministro Shinzo Abe dois pergaminhos com pedidos por escrito para que a cultura ninja seja promovida no Mundial de Rugby de 2018 e nas Olimpíadas de 2020.
Os ninjas eram praticantes da arte do ninjutsu (furtividade) e cumpriam missões de espionagem, sabotagem e assassinato durante a Era Edo (1603-1868). Nos últimos anos eles se tornaram famosas pelo mundo graças a animes, mangás, jogos e filmes.
Eikei Suzuki, governador da prefeitura de Mie, é o líder do conselho e pediu a Abe que houvesse uma demonstração de shuriken durante a abertura ou encerramento dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio. A cidade de Iga, em Mie, é o lar de um dos dois clãs de ninjas mais famosos, ao lado da cidade de Koka, em Shiga.
Os solicitantes também propuseram montar eventos para apresentar a cultura ninja aos estrangeiros durante a Copa do Mundo de Rugby e as Olimpíadas.
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Trajes Fatais: Suits of Fate | Primeiro Gole

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Em Trajes Fatais: Suits of Fate você deve provar o seu valor em batalha contra diversos convidados. Sendo um jogo de luta 2D em pixel arte desenvolvida pela equipe brasileira Onanim.

Trajes Fatais: Suits of Fate ainda está em fase beta dispondo atualmente de 6 personagens: Cristiano Martins, Lourenço Sombra, Lucy Fernandes, Natália Clarimond, Cristiano B-Side e Lucy B-Side.

Cada um representa uma personalidade dentro de Trajes Fatais, por exemplo Lourenço é a figura do Cangaceiro enquanto Lucy é uma Súcubo. Os personagens B-side são uma versão alternativa com golpes diferentes e vale a pena dar uma conferida.

O sistema de comandos são simples: golpes fracos e fortes que mudam com a direção escolhida. Os golpes Alfa e Beta, são golpes especiais que consomem sua Gana. Essa Gana que permite usar golpes super especiais.

Trajes Fatais's portrait.

A Gana é um recurso importante pois é o sopro de vida final de seu lutador. Ao ser nocauteado pela segunda vez, sua Gana se torna um pedaço de sua vida e sua cartada final.

Com vozes famosas na dublagem vale a pena você se inscrever no teste beta e ajudar a equipe da Onamim. Dessa forma você poderá ouvir a dublagem de:

  • Cristiano Martins dublado por Francisco Bretas, a voz de Hyoga de Cisne – (Cavaleiros do Zodíaco) e Kaioshin (Dragon Ball Z)
  • Lucy Fernandes dublada por Luiza Caspary, a voz de Ellie (The Last of Us) e Elena (Uncharted 3)
  • Natália Clarimond dublada por Juliana Vasconcelos, a voz de Janna (League of Legends) e D.Va (Overwatch)

Com a previsão de Acesso Antecipado para Maio deste ano. Trajes Fatais: Suits of Fate é uma grande promessa de um jogo de luta brasileiro no mercado.

IMPORTANTE: O closed alpha está disponível, e pra quem quiser resgatar uma key na STEAM basta ir no SITE DA ONANIM e clicar em “play it now” e cadastrar nome e e-mail. Com isso, você receberá uma key!

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Tales of Vesperia: Definitive Edition já disponível para PS4, Xbox One, Switch e PC

tales-of-vesperia

A Bandai Namco acaba de anunciar que Tales of Vesperia: Definitive Edition já está disponível para PS4, Xbox One, Nintendo Switch e PC (via Steam).

O jogo conta com legendas em PT-BR e pode ser encontrado nas principais lojas do país num preço sugerido de R$ 199,90 (PS4 e Xbox One).

A versão Definitive conta com gráficos atualizados em HD, conteúdo adicional nunca lançado fora do Japão, novos personagens jogáveis, segmentos de histórias, roupas e músicas.

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Anunciada 2ª temporada de Karakai Jouzo No Takagi-san

A segunda temporada de Karakai Jouzo No Takagi-san foi anunciada na Weekly Shounen Sunday. Informações sobre a data de estreia e sinopse devem surgir nas próximas edições.

A série animada foi ao ar em 2018, produzida pelo estúdio Shinei Animation e contou com a direção de Hiroaki Akagi.

karakai season 2

Sinopse: o anime mostra o dia a dia de Nishikata, um jovem estudante que é perturbado e passa por pegadinhas constantes planejadas por sua vizinha e colega de sala Takagi. O garoto tem como objetivo conseguir superar a rival e restabelecer seu orgulho.

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Megalo Box chegará à Netflix com dublagem

megalo box

A famosa plataforma de streaming anunciou a entrada de diversos animes em seu catálogo, dentre eles a série Megalo Box que será disponibilizada no dia oito de março. De acordo com o site ANMTV, a animação já chegará a Netflix com dublagem em português.

Ainda segundo o site, o processo de dublagem está acontecendo desde o último bimestre de 2018 pelo Bravo Estúdios, porém não foi revelado nenhum dos nomes que compões o elenco.

O anime que narra a vida do jovem boxeador Junk Dog, estreou na televisão japonesa em 2018 e foi produzido pelo estúdio TMS Entertainment. A obra foi dirigida por You Moriyama.

Saiba mais sobre Megalo Box.

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