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Poker King, o mangá dedicado as cartas

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Poker King (Imagem Divulgação)

O mundo dos mangás esportivos geralmente giram em torno do futebol e basquete, dois esportes populares no Japão e com histórias de muito sucesso — como Super Campeões e Slam Dunk. No entanto, há espaço para outras modalidades e uma delas é o poker.

Quando o assunto é poker e mangá, não há referência maior do que Poker King. Lançado em 1986, foi criado por Miyazaki Masaru, desenhado por Ishigaki Yuuki e dividido em oito capítulos diferentes.

Poker King é um mangá com ares originais e criativos. Na década de 1980, o poker não tinha tanta popularidade como hoje e ainda era um esporte que estava se consolidando para além dos Estados Unidos. Mesmo assim, Masaru confiou em uma narrativa com esse esporte e atrelada com personagens carismáticos ele conseguiu criar um mangá bem atrativo.

Esse mangá tem Nikaidou Hiroshi como protagonista. Ele conta a história de Hiroshi e seus dois irmãos que são incentivados pelo pai a investir 100 milhões de yen cada. Quem conseguir administrar esse dinheiro melhor se tornará o sucessor do clã.

Com essa narrativa interessante e competitiva, a história é centrada em Hiroshi e ele decide investir o dinheiro financiado pelo pai nas mesas de poker. Para tal, o jovem japonês vai até Las Vegas, a capital mundial das cartas, para se tornar um rei das cartas.

Hiroshi é acompanhado pelo ancião da família na aventura nos Estados Unidos. Ao longo da trajetória, o jovem precisa aperfeiçoar as nuances do poker, aplicar as melhores estratégias e evoluir constantemente nas mesas para se tornar um verdadeiro campeão.

Poker King
Poker King (Imagem Divulgação)

Como não pode faltar em um bom e tradicional mangá esportivo, a história de Poker King também apresenta vilões e personagens que se tornam um obstáculo na caminhada de Hiroshi.

Várias batalhas no poker são travadas no lado psicológico, com a possibilidade do blefe e a leitura dos adversários. Nesse ponto, Poker King consegue passar muito bem o realismo da tensão e estratégia de uma rodada equilibrada nas mesas.

Também é interessante perceber a narrativa do poker em Las Vegas, local onde é passado boa parte do mangá, pois a história retrata a importância que essa cidade tem para as cartas.

Uma rodada de poker, especialmente na fase final de algum torneio, é pautada por muita emoção e expectativa. Com uma ilustração em preto e branco e foco nas expressões dos personagens, o desenhista Yuuki fez um excelente trabalho em retratar toda tensão dos atletas nessa história.

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Poker King (Imagem Divulgação)

É recomendado ter pelo menos uma noção básica do que acontece nas mesas para acompanhar o mangá, no entanto, é possível entender perfeitamente a trama principal sem ser um especialista em poker.

Esse mangá também tem um lado humorístico afiado e se baseia em muitas relações pessoais entre os personagens — principalmente nas interações entre Hiroshi e o ancião da família Nikaidou. Portanto, não é uma história focada exclusivamente em poker e o desenrolar dos capítulos capta muito bem o lado humano por trás da caminhada de Hiroshi.

O final não é imprevisível, mas Poker King não deixa de proporcionar doses relevantes de emoção e expectativa ao longo da história. Um enredo bem trabalhado, mas que não houve muita continuação após o seu lançamento original — talvez pelo fato de que o poker na década de 1980 ainda não era tão popular no extremo asiático.

Poker King não está entre os mangás mais conhecidos e Masaru, o autor da história, é mais famoso por outros trabalhos — como Doraemon. No entanto, é um mangá imperdível para quem gosta de poker ou para aqueles que querem conhecer o que torna essa modalidade tão especial para os seus milhões de praticantes ao redor do globo.

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Oh My Girl empolga fãs durante show em São Paulo

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Abrindo o calendário k-pop no Brasil, o grupo feminino Oh My Girl se apresentou no sábado, 02 de fevereiro, em São Paulo.

Esta é a primeira vez que o septeto vem ao Brasil, por onde também passaram com sessões de autógrafos pelas cidades do Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba. Lembrando que fizemos uma entrevista exclusiva com as meninas – Leia AQUI!

*Abaixo nossas entrevistas e cobertura do show em vídeo!

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Carisma e Surpresa

Estivemos no show em São Paulo, no Tropical Butantã e o que mais chamou a atenção na apresentação das meninas foi o empolgante carisma que exalam – além do esforço de tentarem se comunicar em português com os presentes.

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A fila dava a volta no quarteirão! (Foto: Suco de Mangá)

Uma das surpresas da noite ficou com a música “Beija Eu”, da Marisa Monte, onde ensaiaram tudo bem bonitinho e reproduziram para os Miracles (nome do fandom do Oh My Girl).

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São muito fofas <3 (Foto: Suco de Mangá)

Com um repertório completo e abrangendo toda a discografia do grupo, o show contou com performances de “Cupid”, “Windy Day”, “Butterfly”, “Liar Liar” (minha preferida :P), “Closer”, “Secret Garden” e claro, o hit “Remember Me”.

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Brincadeiras com músicas brasileiras da Xuxa e Sandy & Junior também rolaram! (Foto: Suco de Mangá)

Visivelmente emocionadas, as garotas sentiram muito bem o calor do público brasileiro e esperamos que possam retornar pra cá algum dia!

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É claro que rolou bandeira! (Foto: Suco de Mangá)

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Anunciada 2ª temporada de Kobayashi-san Chi no Maid Dragon

Vamos comemorar! A segunda temporada de Kobayashi-san Chi no Maid Dragon está confirmada e os detalhes de produção devem sair em breve.

Confira nosso REVIEW da primeira temporada!

Sinopse: A Srta. Kobayashi é uma funcionária comum que leva uma vida bem banal e mora sozinha em um pequeno apartamento – até que ela salva a vida de um dragão fêmea em apuros. Esse dragão, chamado Tohru, é capaz de se transformar numa adorável garota humana (com chifres e um longo rabo) que fará de tudo para retribuir seu gesto, queira a Srta. Kobayashi ou não! Com esse persistente e amoroso dragão como colega de apartamento, tudo fica mais difícil, e a vida normal da Srta. Kobayashi está prestes a ir pelos ares!

Kobayashi-san Chi no Maid Dragon está disponível na Crunchyroll com legendas e dublagens em PT-BR.

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Tudo o que rolou no Rio Matsuri 2019

Rio Matsuri 2019

Com a sua segunda edição entre os dias 25 e 27 de janeiro, o Rio Matsuri 2019 conseguiu superar o sucesso da edição anterior. Com mais expositores e uma praça de alimentação maior, o evento também contou com mais patrocinadores para proporcionar um festival ainda maior e melhor.

Nos botões abaixo vocês podem conferir nossas fotos upadas no Facebook e Google Drive. 

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Workshops e Área de Jogos

O evento ofereceu mais uma vez seus workshops de artes japonesas, atraindo muito o público e esgotando rapidamente as suas reservas. Mais uma vez a cerimônia do chá e a oficina de mangá com Fábio Shin foram destaques que chamaram a atenção de curiosos. Vale destacar ainda o estande de saquês, que contou com a presença do sommelier Celso Ishiy preparando um drinque especial para o evento. Além disso, foram apresentados saquês especiais como um com flocos de ouro e outro com água do Monte Fuji.

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Workshop de Mangá no Rio Matsuri 2019 (Foto: Suco de Mangá)

A praça de jogos também fez sucesso entre novatos e veteranos, com jogos japoneses tradicionais e contemporâneos, onde você podia aprender as regras, como jogar e assistir as partidas. A área contou com jogos clássicos como go, shogi e mahjong. Além disso, teve um campeonato oficial da Pokémon League Cup e jogos de RPG.

Atrações

Mesmo sendo menor esse ano, o palco ganhou mais variedade de atrações, como as belíssimas apresentações de dança kabuki da Cia Fujima de Dança Kabuki, que fez uma apresentação especial intitulada “Sakura” para celebrar os laços entre o Brasil e o Japão, e deixaram o público muito curioso sobre essa arte milenar. Também tiveram apresentações de taiko dos grupos Himawari e Ryukyu Koku Matsuri Daiko que encantaram mais uma vez os cariocas com suas performances cheias de energia, força e precisão.

Além disso, teve uma atração internacional, o baterista Masa, que utiliza baldes de plástico e um cano de PVC como instrumentos musicais. O músico arrepiou o público com sua apresentação cheia de sons e vibrações. Também rolou um intercâmbio cultural entre o Brasil e o Japão, com Masa tocando ao lado do grupo Funk Verde, que utiliza materiais reciclados para fazer instrumentos.

O palco também recebeu o cantor Ricardo Cruz, que teve um bate-papo maravilhoso falando sobre a sua carreira e como cresceu amando o Japão e sua cultura, até chegar a estudar no país e entrar para a super banda JAM Project. À noite, o cantor cantou sucessos em japonês e português, incluindo Cha-La Head-Cha-La de Dragon Ball, Pegasus Fantasy de Cavaleiros do Zodíaco, músicas de Naruto antigas e outras. Muitos se emocionaram com a performance ao sentir toda a nostalgia de clássicos que tanto fizeram e fazem sucesso no Brasil. Além disso, Ricardo anunciou no evento que teria uma novidade em breve, que agora já sabemos. O cantor é o responsável por compor o tema oficial da 2ª temporada de One Punch Man. Mais um grande trabalho desse artista que tanto colaborou para trazer a cultura otaku para o Brasil.

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Ricardo Cruz no Rio Matsuri 2019 (Foto: Suco de Mangá)

O festival também apresentou um concurso de cosplay e o Miss Nikkey 2019, que tiveram muita torcida e atraíram muito o público para o palco. Os cosplayers puderam desfilar no sábado e participar do concurso no domingo, que contou com uma banca formada por cosplayers profissionais e do meio artístico. Houve desfiles nas categorias kids, para crianças de até 10 anos, e WCS, que contara para a seletiva da final brasileira que ocorrerá em São Paulo em junho.

Área do Tatame

Com várias apresentações de lutas tradicionais japoneses, a área do tatame também convidou o público para participar e aprender um pouco sobre as técnicas. Além das apresentações de luta corporal como judô e karatê, as pessoas também puderam acompanhar as lutas de espadas, como kendo e aikido.

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Tatame no Rio Matsuri 2019 (Foto: Suco de Mangá)

Destaque na NHK

O evento ainda foi matéria no canal de mídia japonês NHK, que falou sobre o evento e destacou as apresentações de taiko, que também foram realizadas durante o encerramento dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio de Janeiro em 2016. Entrevistado pela rede, Takao Sato, um dos organizadores do evento, disse que esperava que os visitantes vivenciassem a verdadeira cultura japonesa, para que gostem mais do país.

Alcançando um público de mais de 44 mil pessoas, o evento foi um verdadeiro sucesso, conseguindo melhorar a primeira edição e apresentando muito bem a cultura japonesa aos cariocas. Boa parte do público já espera pela terceira edição e espera que um segundo pavilhão seja utilizado para expandir o evento.

Rio Matsuri 2019

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Rio Matsuri 2019 | Especial Cosplay

Rio Matsuri 2019

Entre os dias 25 e 27 de janeiro de 2019, aconteceu no Rio Centro, Rio de Janeiro, a segunda edição do Rio Matsuri, um festival de Cultura Japonesa com diversas atividades para os amantes do país do Sol Nascente.

O nosso correspondente e fotógrafo Belga esteve por lá, e registrou os mais diversos cosplayers que compareceram no evento. As fotos em destaque vocês conferem logo abaixo – e o álbum completo no FACEBOOK!

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DESTAQUES

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Fotos por Belga.

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Divulgado detalhes e teaser do anime de Vinland Saga

vinland saga

O mangá de Makoto Yukimura, Vinland Saga, vai ganhar um anime pelo WIT Studio (Attack On Titan) e ganhou um teaser trailer bem bacanudo, que pode ser visto abaixo:

Sinopse: A história é ambientada na região de Danelaw, no início do século XI, mostrando os invasores dinamarqueses da Inglaterra comumente conhecidos como Vikings, e combinando uma dramatização do rei Canuto II da Dinamarca, também conhecido como “Canuto, o Grande”, numa ascensão ao poder com uma trama de vingança centrada no explorador histórico Thorfinn, filho de um ex-guerreiro viking assassinado.
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Vinland Saga (Anime Promo)

Dirigido por Shuhei Yabuta (Inuyashiki), conta com Yutaka Yamada (Tokyo Ghoul) na composição da trilha sonora e deve sair ainda este ano via Amazon Prime Video.

Confira nosso Primeiro Gole do mangá! 

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Alita: Anjo de Combate | Review

alita anjo de combate
Alita: Anjo de Combate (Imagem Divulgação)

A quanto tempo que a cultura pop não tem uma nova adaptação cyberpunk, de tantas produções fracas ou desnecessárias, chega um momento em que alguém irá acertar como Ghost In The Shell em 1995 e Matrix em 1999.

Finalmente os fãs desse gênero foram agraciados com mais uma adaptação vinda do mangá, e Alita: Anjo de Combate é literalmente tudo o que já foi visto em um universo distópico, e ainda impacta da mesma forma que muitas histórias já contadas, mas sofre com a velha maldição que gira em torno do gênero cyberpunk.

Mundo Sujo Tecnológico

O mundo cyberpunk é conhecido por seus elementos tecnológicos limitados e sujos, quase lembrando uma favela, enquanto os mais afortunados vivem em grandes cidades, normalmente flutuando acima das cidades baixas, onde seu lixo é despejado nos ferro-velhos localizados no centro dessas cidades.

Ainda se têm aqueles implantes mal feitos com fios para fora e enferrujados, os mais pobres, ao invés de uma mão, possui uma garra, dependendo é melhor para o trabalho o qual ele é responsável, humanos cada vez mais remendados, a base de carbono sendo substituída por aço fundido, ou para os extravagantes, cromado.

Em Alita se mantém tudo o que já foi visto quando o assunto é distopia cibernética e ainda sim continua sendo contemplado de pé e com aplausos, mesmo com Alita sendo de uma linha de produção diferente, parabéns não define a maravilha cinematográfica que a Weta Digital fez nesse filme: com certeza se superou em todos os aspectos, o melhor trabalho deles até hoje sem dúvida!

Isso que é uma empresa de portfólio invejado, pois se têm a franquia de Senhor dos Anéis, muitos filmes do MCU, Planeta dos Macacos entre outros.

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Alita: Anjo de Combate (Imagem Divulgação)

Adaptação

A história não é um grande marco, muito menos impressiona, mas é bem amarrado e sem furos, isso te faz valorizar a produção, sendo uma trama mais simples e objetiva, beirando a jornada do herói, aparenta ser mais um filme de ação já visto milhões de vezes, mas todo arco que se prende não só na realidade cyberpunk, mas no mistério que roda a origem dos personagens, te faz ficar esperançoso com alguma revelação ou resposta que pode estar escondida ao decorrer da trama.

Mesmo que nem todas as perguntas são respondidas – e não importa – pois a dúvida não estraga o filme, aliás melhora, pois muita coisa pode ser explorada se prestar o mínimo de atenção.

Para os que não estão familiarizado, essa é a maravilha do cyberpunk, para alguns, o filme funciona pela ação e cenas de lutas intensas e épicas, para outros, toda a filosofia da distopia do gênero já explorada em outros filmes, mais uma vez apresentada e refletida de um mundo impressionante e ao mesmo tempo melancólico.

A ideia de trazer um filme de ação foi inteligente, pois Alita: Anjo de Combate é longo, com um final aberto para continuação, mas que se não existir, vai ser considerado um final de filme correto e respeitável.

Alguns elementos podem ser discutidos, como o romance na trama, isso não é um problema, a não ser pelo fato de não convencer, a construção do casal caminha de forma moderada, mas fica algo tão sem química que poderia ser algo deixado de lado, mesmo com a discussão de uma máquina se apaixonar por um humano, dentro do universo de Alita isso é possível, sem exageros ou situações forçadas, apenas um casal sem sal que quase virou uma barriga de roteiro.

alita anjo de combate
Alita: Anjo de Combate (Imagem Divulgação)

O Real Poder de Alita

Esse filme pode acertar em vários pontos, mas coloca em cheque duas coisas que podem trazer uma divisão de opiniões mil vezes já comentadas em outras produções parecidas, a começar por Alita.

Seu passado obscuro é desvendado a cada flashback, e seu rápido raciocínio liga os pontos até conseguir descobrir sua origem e seu objetivo de vida, porém o fato dela ser de uma linha de produção específica e ser a mais poderosa arma de batalha, coloca ela em um nível deus ex maquina que te faz exaltar toda a ação envolvida, mas perde em cenas onde Alita corre perigo, acaba se tornando algo solto na trama acidentalmente, pois ela é superpoderosa, e essa é a discussão, ela ser de um nível absurdamente grande fora de qualquer máquina já criada é o que mais te prende no início da trama pelo desconhecimento de sua origem. No final do filme tudo já está explicado e faz você aceitar Alita do jeito que é, além de exaltar seu nível de habilidade.

Já a turma dos pessimistas acreditam que uma protagonista exageradamente forte estraga a trama e joga tudo ao seu redor a um nível tão medíocre que faz dela o ser mais superpoderoso que pode vencer tudo e a todos, colocando o filme em um patamar mais de ação brucutu forçado.

A outra é a velha discussão dessas histórias futuristas, o cyberpunk é um nicho que agrada uma certa minoria de otakus, nerds, cinéfilos e até pessoas que não se enquadram nessas tribos, fazendo dessas produções um grande fracasso de bilheteria. Na história dos cinemas, ambos os filmes de Blade Runner foram fracassos de bilheteria, a adaptação de Ghost in the Shell também, mas por um motivo diferente, as pessoas mais engajadas na história não foram sequer ver o filme e já começaram a criticar nas redes sociais às cegas.

Distrito 9 foi um filme que teve um grande impacto positivo nas críticas, mas uma bilheteria ridícula, um investimento de 210 milhões para um lucro de apenas 30, isso que essa produção concorreu a mais de uma categoria em Oscar, BAFTA, Criticals Choice, Globo de Ouro e entre outros.

alita anjo de combate
Alita: Anjo de Combate (Imagem Divulgação)

Dito isso, o cyberpunk é um gênero um tanto complexo para agradar as massas, por mais sensacional e épico que foi Alita, esse filme pode correr sério risco de fracasso e ter grandes divisões de críticas positivas e negativas na mídia.

Sem ter tido qualquer contato com o mangá GUNNM: Hyper Future Vision (Battle Angel Alita), inspiração para Alita: Anjo de Combate, pode-se dizer que esse filme conclui todos os objetivos de uma adaptação cyberpunk. Pode ser colocada como um dos melhores filmes desse gênero do cinema, misturando os padrões de um filme de ação, com a filosofia distópica dos mundos pós apocalípticos.

Quanto as pessoas que são engajadas na história do mangá, não se sabe muito bem o que pode acontecer e nem esperar de suas opiniões pessoais, pois adaptações de animes e mangás se tornou um trauma na vida dos otakus, mas será difícil ter uma grande decepção por esse filme, porque se ele não for fiel, pelo menos é uma adaptação diferenciada e épica do mundo de Alita, seja ele mais um cyberpunk que pode fracassar e um dia se tornar cult, ou até um blockbuster divertido.

NOTA DO EDITOR: Em breve sai nosso REVIEW COM SPOILERS – e na visão de quem leu o mangá. Fiquem ligados! 😀

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Resident Evil 2 Remake | Review

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O tenebroso pesadelo de Raccoon City retorna em Resident Evil 2 Remake. Outrora glorioso em seu lançamento em 1998 conseguiu elevar o nível do survivor horror de seu antecessor. Leon S. Kennedy e Claire Redfield estão de volta nessa reimaginação lançada no dia 25 de Janeiro.

O Primeiro Gole de Raccon City

Os primeiros momentos de Resident Evil 2 Remake traz uma visão cinematográfica do conto. Tanto sob o controle de Leon e Claire você é apresentado ao tutorial do jogo dentro da conveniência de um posto de estrada.

Então você já tem a oportunidade de sentir uma jogabilidade excelente, suave e com resposta rápida dos controles. Os menus são semelhantes aos vistos em Resident Evil 7 por usar da plataforma RE Engine e ajuda o jogador sobre a utilidade dos itens.

Ponto alto dessa reimaginação fica para a ambientação e os efeitos sonoros apresentados. Uma maravilha para os olhos de quem joga e de quem assiste Resident Evil 2 Remake. Detalhes, sombras, efeitos sonoros e aquele suspense que faz você pausar o jogo e dar uma golada de suco.

resident evil 2 remake

A partir daqui, o texto pode conter spoilers!

A arquitetura de Raccoon City

O ponto alto do Resident Evil 2 Remake fica na reconstrução de todo o cenário voltado para a imersão da jogabilidade em terceira pessoa. A câmera não fica travada apenas nas costas do personagem, você pode mover ele ver as expressões faciais e observar o cenário de forma livre.

A imersão da Delegacia é sensacional, o trabalho feito em mesclar o clímax de terror e suspense a cada corredor lateral. A fidelidade com salas icônicas como a biblioteca e sala de interrogatório são marcantes.

resident evil 2 remake

 

Ao avançar no jogo você nota que a cidade, o esgoto e o laboratório também teve o mesmo tratamento, mas eu tenho a impressão que poderia ter mais, falta um tchan para ambientar ou deixar mais complexo sua jornada.

De uma forma geral vale a pena perder tempo apreciando cada detalhe, alguns dão até pistas para a progressão do jogo e obter itens que pode vir bem a calhar. O peso do grotesco salienta o horror que a infestação do T-vírus causou e as criaturas que criou.

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Clássicos e Mortais

Resident Evil 2 Remake traz memoráveis inimigos de volta as telas: Licker, Tyrant (Mr.X) e William Birkin. Mas prepare a ducha de água fria vista na tradução do nosso Lambedor para Carnífice… Sério!?

O trabalho feito em todos os monstros é digno e memorável, os efeitos de cenário, luz e sombra, até mesmo os de danos causados, maravilhoso. Mr.X traz o ambiente a tensão de você ser surpreendido e temer pela sua vida.

resident evil 2 remake

Os Lickers são funcionais, passou fazendo barulho meu amigo, só corra para não tomar um vorpal deles. A dificuldade de acertar um cão durante seu ataque em ziguezague ou até mesmo em nocautear um zumbi é incrível.

As fases de William Brikin é a estrela desse jogo, batalha intensas e tensas. provocando você a explorar o ponto fraco dele para tomar vantagem, aquele temido olho. O ponto negativo é a ausência de outras criatura como aranhas e corvos. Seria preguiça ou não seria funcional? A Ivy modificada traz um pouco dessa opinião também.

resident evil 2 remake

Uma Obra de Holly”Raccoon”wood?

A resposta é sim e não. Graficamente a imersão te prende como um filme que em cada momento você se vê no desespero para sobreviver. A campanha da Claire é disparadamente mais estruturada do que a do Leon, principalmente nos diálogos.

Você descobre o um pouco mais do lado obscuro do Chefe Brian Irons. O novo cenário do Orfanato onde também é um covil desse sociopata e a relação de abandono de Sherry e sua mãe.

resident evil 2 remake

A Campanha do Leon é meio um humor cômico no meio do apocalipse. Ada Wong ainda faz o novato dar a impressão de um tremendo idiota. Não há um aprofundamento do Repórter Ben e do mercador de armas Kendo… Que me recuso a falar sobre a participação dele porque não tem!

A divisão em 2 cenários só mostra uma alteração de rota no inicio que só afeta o tempo de jogo. O cenário B, traz o final verdadeiro… sério? Então é só um motivo para um replay a mais? Ele traz uma dificuldade sensacional, mas é uma cópia do A com a cena do trem.

A história de Resident Evil 2 Remake é uma bagunça para que ama essa franquia. Ela não adiciona nada de novo, na verdade só deixa o roteiro fraco. Proposital? Talvez por que em fevereiro já haverá uma DLC – Ghost Survivors para contar histórias de outros personagens.

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Insanidade – A receita do sucesso

O fator replay desse jogo vem nas dificuldades que ele gera para o jogador. Enquanto o modo fácil traz uma recuperação de dano ao longo do tempo, e o normal mostra a dificuldade em lidar com seus recursos, o Intenso é o tradicional Resident Evil.

De modo que a experiência destrutiva antiga de morrer e voltar no ultimo lugar que você salvou o jogo não frustre o jogador. Resident Evil 2 Remake apresenta salvamento automático em pontos cruciais. Enquanto que o modo Intenso traz o ink ribbon na jogada e qualquer dano é sinônimo de perigo.

Os modos extras estão presentes: The 4th Survivor e Tofu! Não seria uma obra completa sem esses dois modos de ultra sobrevivência. Além disso, o arsenal de armas e roupas alternativas embeleza o jogo. E se você tem a versão Deluxe, vai ser difícil de não jogar com a trilha original que encaixou perfeitamente.

O sistema de conquistas está presente e assim a galeria e extras com artes e designs para o jogo aos poucos ganha forma. Um paraíso de informações e de idéias que poderiam estar presentes e melhorar a história?

resident evil 2 remake

Conclusão

Pontos Positivos: ambientação,sonoplastia e jogabilidade, intensidade e dificuldade de jogo e momentos memoráveis nostálgicos.

Pontos negativos: falta de um enredo bem construído e expansão dos cenários, interação entre Leon e Claire durante o jogo, ausência de alguns inimigos e linearidade dos cenários.

*CÓPIA DE RESIDENT EVIL 2: REMAKE CEDIDA PELA NUUVEM

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