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Ator de [SPOILER] aparece em Vingadores: Ultimato

vingadores: ultimato

Na série Marvel`s Agent Carter ou apenas Agente Carter vemos a vida de Peggy depois que a guerra acaba em 1946 e todos na agência secreta Reserva Cientifica Estratégica (em inglês, SSR), voltam a tratá-la apenas como uma secretária.

Confira também nosso Review com Spoilers de Vingadores: Ultimato.

Por conta disso Peggy encontra sua própria forma de fazer o que precisa ser feito e para isso conta com a ajuda de ninguém menos que Edwin Jarvis, interpretado pelo ator James D´Arcy.

agente carter
Agente Carter (Imagem Divulgação)

 

A partir daqui teremos alguns spoilers então, siga por sua conta e risco.

Jarvis, ao contrário do que muitos fãs dos filmes da Marvel acham, não é apenas a voz da inteligência artificial na armadura do Homem de Ferro. Tony se inspirou em um dos mordomos do seu pai, Howard Stark, no qual foi próximo durante sua infância. No filme Vingadores: Ultimato, temos a primeira aparição do mordomo Jarvis, esperando por Howard no carro quando Tony e Steve voltam no tempo. A surpresa dos fãs de Agent Carter foi a escolha do mesmo ator que interpretou o Jarvis na série fazendo uma aparição nos filmes.

Kevin Feige, presidente da Marvel Studios e produtor executivo de Agent Carter, revelou em uma imprevista para o lançamento de A Era de Ultron (2015) que os fãs poderiam contar com a ligação entre os filmes e as séries da produtora do universo Marvel. Feige disse que isso seria inevitável, tendo em vista também que um dos lemas da Marvel Television é que “tudo é conectado”.

Alguns atores secundários nos filmes já fizeram participações especiais nas séries da Marvel reprisando seus papeis. Em Agentes da SHIELD já apareceram Samuel L. Jackson, Clarck Gregg, Cobie Smulders e Jaimie Alexander. Em Agent Carter, a própria Peggy, Hayley Atwell, Dominic Cooper, JJ Feild, Kenneth Choi, Derek Luke, Neal McDonough, Toby Jones e Bruno Ricci, que apareceram em Capitão America: O Primeiro Vingador.

 

Na primeira temporada de Marvel’s Agent Carter temos outra ligação direta com o MCU. Em flashbacks do passado, vemos a origem de uma das personagens que foi treinada quando criança na Academia Sala Vermelha, o mesmo lugar de origem da Viúva Negra, a nossa Natasha Romanoff.

 

Além dessa ligação com os próprios personagens temos alguns elementos em comum entre os filmes e as séries. Na segunda temporada de Agente Carter somos apresentados a Darkforce ou Matéria Zero. Tara Butters, produtora executiva da série, diz que a Matéria Zero possui ligação com o Doutor Estranho, como algo de outra dimensão que é capaz de dar poderes à alguém que for exposto à ela, mas é também altamente perigosa, podendo matar quem tiver entrado em contato. Darkforce já apareceu em outras séries da Marvel como Agentes da Shield e Cloak and Dagger.

Apesar de ter o presidente da Marvel como produtor executivo, Agent Carter foi cancelada depois de duas temporadas deixando o catálogo da Netflix. Agentes da Shield também está na Netflix e foi recentemente renovada até a 7 temporada.

Sinopse: Com a culminação de 22 filmes interconectados, o quarto filme da saga dos Vingadores fará público testemunhar o ponto crítico desta jornada épica. Nossos amados heróis perceberão o quão frágil é a realidade, e também os sacrifícios que precisam ser feitos para defendê-la. 

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Esquecidos da Temporada de Inverno 2019: Rinshi e Virtualsan Looking

rinshi virtual san looking temporada de inverno 2019

Tivemos ótimas estrelas brilhando na Temporada de Inverno 2019. Dororo, Jojo, Shield Hero e The Promised Neverland são alguns que brilharam a ponto de ofuscar alguns projetos um tanto interessantes nesse último trimestre.

Não queremos desmerecer nenhuma dessas estrelas, pois seu destaque é muito merecido; além disso, entendo que esses animes(?) não são nada convencionais e podem muito bem serem classificadas como uma bela porcaria.

Tudo bem. Pode ser que é por um motivo razoável que eles tenham sido os esquecidos da Temporada de Inverno 2019, mas também é por algum motivo razoável que “Virtual-san Looking” e “Rinshi: Ekoda-chan” chamaram a minha atenção. Por isso vale a pena saber ao menos do que se trata cada um desses projetos.

Lembrando que ambos podem ser assistidos na Crunchyroll, então, sem mais delongas!

RINSHI: EKODA-CHAN: BASTIDORES DE UM ANIME

“Um guia para os homens, uma bíblia para as mulheres”. Calma, não me atirem pedras (ainda). A frase é de um dos diretores de um dos episódios de “Rinshi: Ekoda-chan”, mangá yonkoma escrito por Yukari Takinami. Ele não é muito antigo, pois começou em 2005 terminando em 2014, mas o envolvimento das doze dubladoras da protagonista mostra que esses nove anos causaram impacto.

A história segue o cotidiano de Ekoda, uma jovem de 24 anos (coincidentemente a mesma idade da autora quando lançara o mangá) que tem uma mente acelerada de auto-questionamentos e pensamentos aleatórios.

O que fez de Ekoda-chan um hit no Japão, além do humor típico do gênero yonkoma (do mesmo estilo de Pop Team Epic), é o fato de termos uma mulher sem papas na língua, o que no Japão é um acontecimento histórico. Isso no nível das aparências pelo menos. O que minha declaração bastante dramatizada esconde é outro lado da moeda que faz de Ekoda-chan um sucesso: as ansiedades, queixas e questionamentos de Ekoda, são língua franca para o íntimo de muitas japonesas que se identificaram com a personagem de Takinami. Boa parte das dubladoras de cada episódio deram testemunho dessa identificação com Ekoda.

Mas como assim os diretores e as dubladoras? A premissa da adaptação de Ekoda-chan seguiu um ditado japonês: ???? (jyuunin jyuuiro ou “dez pessoas enxergam dez cores”). É uma maneira de dizer que cada pessoa enxerga ou interpreta algo de sua própria maneira. Doze diretores foram convidados a fazer cada um seu próprio episódio para o anime no formato de um curta com três minutos de duração. E cada um destes diretores escolheria uma dubladora para interpretar a Ekoda. O resultado disso foi um verdadeiro caleidoscópio de episódios radicalmente diferentes um do outro; cada semana era uma novidade.

Além dos seus três minutos, cada episódio tinha mais uns vinte minutos de bate-papo com o produtor do anime mais o diretor e a dubladora de cada episódio. Essa espécie de making-of foi o maior ponto negativo de muitos que tentaram dar uma chance, pois viram nisso uma forma de enche-linguiça pra passar o tempo. Do lado de cá, porém, isso foi uma adição. Às vezes passamos por animes muito mais bem feitos e me impressiona como são poucas as oportunidades de se ver os bastidores dessas produções. Certas falas em comédias te dão uma vontade enorme de ser uma mosquinha para ver a dubladora gravando aquela cena e o estúdio inteiro caindo na gargalhada, como nas “salsichas” de Kaguya-sama. O caso mais extremo foi Violet Evergarden, onde a qualidade única da produção rendeu vídeos e mais vídeos no youtube de como se deu aquela produção. Mas e quanto aos filmes de Fate Heaven’s Feel? Não faltam casos onde um extra como o de Ekoda-chan seria muito bem vindo, com as opiniões da direção, dos técnicos de animação e dos dubladores. Essa adição muitas vezes permitiu que o episódio ganhasse uma nova luz que não teríamos como perceber por conta própria.

Sim, os diálogos às vezes foram arrastados. Às vezes eram muito particulares, então alguém de fora não conseguiria captar exatamente o que estava sendo dito. Alguns diretores eram tão reservados a ponto de um deles ter faltado ao bate papo por ficar completamente nervoso diante das câmeras. Até para os interessados nos bastidores isso pode ser uma experiência meio tediosa, então é possível entender perfeitamente Rinshi: Ekoda-chan ter sido um esquecido desta Temporada de Inverno 2019.

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VIRTUAL-SAN LOOKING: PARÓDIAS ENTRE YOUTUBERS

Virtual-san Looking é algo que com certeza só teria como dar certo no Japão, pois lida com uma moda que por enquanto está contido entre os japoneses, que é o surgimento das youtubers virtuais. O fenômeno surgiu em 2016 com a estreia de Kizuna Ai no YouTube, mas mais do que isso fica para o meu artigo que explica mais sobre a febre. Sobre o anime em si, seu ambiente de fato lembra muito o VR Chat, que explodiu o meme do Uganda Knuckles. E é nesse ambiente de realidade virtual rústica que o programa monta várias esquetes cômicas com várias e vários v-tubers.

São cinco protagonistas. Nenhuma delas é a Kizuna Ai, para a nossa surpresa. São outras v-tubers que ganharam espaço nessa esfera: Mirai Akari e Shiro-chan são as duas mais populares, enquanto Nekomiya Hinata é mais famosa pelos seus streams de jogos de tiro como PUGB e Fortnite. Hime e Hina são a dupla que alternam entre o humor nonsense de um lado e clipes musicais inesperadamente bem feitos, quase como uma forma de kpop para otakus.

Enquanto as cinco abrem e encerram o programa, outras esquetes são compartilhadas com outros youtubers. A “Vovó Virtual” Sachiko Kobayashi, inspirada na cantora de enka que leva o mesmo nome, conta uma expressão de época diferente a cada semana. Virtual Wars conta as peripécias do Game Club Project em sua tentativa de conquistar a galáxia. E “Kerin Slayer” estreia Yamimumo Kerin numa paródia escancarada de Goblin Slayer. Um quadro em específico é muito interessante: ele passa uma curta introdução a youtubers amadores que criaram seus próprios avatares virtuais (esse detalhe e a sua importância é mais bem comentada no nosso artigo sobre o fenômeno v-tuber).

A comédia de Virtual-san Looking é de um nonsense tipicamente da comédia japonesa, com algumas gírias que nos podem passar despercebida e que com certeza não rende muito para boa parte da audiência de cá. Além disso, o anime… pode ser chamado de um anime? Ele com certeza é um experimento que estica as nossas noções, como ocorreu com a animação de Castlevania. Um experimento inédito que captou uma moda ainda muito forte no YouTube e fez disso um programa semanal.

Funcionou? Veremos mais disso no futuro? Pessoalmente, não acharia uma má ideia, uma vez que essa tecnologia, assim como todas as outras, tende a melhorar. A qualidade rústica desse experimento pode, como uma semente, gerar frutos para uma animação em 3D alternativa à animação em CGI. Aguardemos!

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[Rumor] Seventeen em outubro no Brasil?

seventeen

A produtora de k-pop Highway Star publicou uma imagem bem curiosa nas redes sociais com um calendário das próximas atrações a vir para o Brasil, veja mais abaixo.

Dentro disso tudo, o que mais chamou a atenção foi com relação ao mês de outubro e as 17 estrelas. Seria o Seventeen?

Outra dica que também publicaram é de que falta 2 dias para a contagem regressiva de 139 dias, que dentro de uma conta 1+3+9 daria 13, número de membros do Seventeen.

O que vocês acham? Vamos aguardar mais um pouco que estão próximos de anunciar – e aqui fica nossa torcida!

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Vingadores: Ultimato | Review com Spoilers

vingadores ultimato

Após bater diversos recordes e se tornar um filme bilionário em pouquíssimos dias, Vingadores: Ultimato é a concretização orgasmática do fanservice cinematográfico e se torna um marco para o cinema contemporâneo.

Não custa avisar mais uma vez: o texto conta com spoilers e comentários sobre todo o filme. O REVIEW sem spoilers pode ser lido AQUI.

Acabando com sua teoria em 3, 2, 1…

O primeiro ato de Vingadores: Ultimato já acaba com a maioria das teorias que se viu nesses meses nas interwebs. Ora, quem é que imaginou que matariam Thanos logo nos primeiros minutos?

Com motivações heroicas – e honrarias – era claro que não deixariam por isso mesmo; apesar de termos o momento egocêntrico de Stark em querer construir uma família tradicional. Mas né, como bem Pepper Potts provoca Tony: “você conseguirá dormir com isso?”. Obviamente não, Tony Stark não deixaria de se envolver mais uma vez com os Vingadores, além de possuir uma chave para uma potencial máquina do tempo.

Pois bem, fiquei surpreso em como souberam trabalhar tão bem o conceito de viagem no tempo sem ter quebras ou furo de roteiro escancarado – apesar de estarmos esperando esta ferramenta de narrativa na trama.

Assim como o mostrado no trailer – que em suma representa os primeiros minutos do filme – o primeiro ato caminha para a reunião daqueles que não viraram pó e para uma trégua entre Capitão América e Homem de Ferro. Destaco aqui todos estes momentos em cena desta dupla, carregada de emoção – e real – por conta da ótima evolução de cada um deles.

Homenagem na terceira pessoa

Com o plot montado e missão planejada, como mostrar ao telespectador da forma mais criativa e interessante possível? Na terceira pessoa, no ponto de vista de “bastidores”.

A forma de como colocaram os vingadores revisitando momentos-chave de todos esses 11 anos de MCU, foi quase que uma quebra da quarta parede de forma muito crível e emocionante, onde destaco o Capitão América vendo Peggy Carter através do vidro/janela e a prosa entre Tony Stark e Howard, seu pai, duas figuras motoras no desenvolvimento desses personagens.

Foi com isso que passaram a “cola” de forma assertiva, simples e funcional nas deixas de cada um dos filmes, além de dar pano pra manga para o futuro da Marvel nos cinemas e nas séries do Disney+, vide o caso de Loki que pode ser novamente aproveitado – e que potencialmente pode gerar quebras na linha temporal. Vamos aguardar para o que pode acontecer. 

A maior batalha de todos os tempos

O terceiro ato do filme foi o maior fanservice ever dos cinemas, com todos os heróis no campo de batalha contra as forças de Thanos. Apesar de ter achado falta de um embate de Hulk contra o monstrengo púrpura, a comprovação de que o inimigo mór deste MCU é casca-grossa fica evidente.

Fala-se muito em “refazer” a nova Batalha de Helm de Senhor dos Anéis: As Duas Torres, e crê-se que esta é a mais grandiosa desde então – e isso vale para o terceiro episódio da oitava temporada de Game of Thtones. Não sei falar em proporções técnicas, mas o momento dos heróis que estavam mortos se teleportando perante a liderança de Capitão América é tão grandiosa quanto a chegada de Gandalf no raiar do sol. Da mesma forma que temos o grito de Éomer com o ataque dos Rohirrim, temos na mesma moeda e peso com o Cap. gritando “Avante, Vingadores!”. Esperamos isso por muito tempo!

O tom dos Irmãos Russo

Joss Whedon teve sua parcela de importância dentro do MCU com o primeiro Vingadores e o infame Era de Ultron, que até teve sua relevância dentro da história por aqui. Entretanto, com os Irmãos Russo, a Marvel trouxe um respiro agradável na tratativa de seus personagens.

A começar com a evolução de Tony Stark com seu lado mais humano desde Guerra Civil ou até mesmo com Steve Rogers questionando sua posição como heroi ou em que “tipo de América” ele representa.

Dentro disso, e ao contrário do que se viu nos primeiros Vingadores que tínhamos personagens menos dramáticos e profundos, o novo teor para os dois protagonistas gerou mais empatia e convencimento para o público, culminando num peso ainda mais emocional com o desfecho de ambos.

É fanservice que você quer? 

É evidente que com uma base de 20 filmes ou mais, o background esteja mais firme que a muqueta do Thanos. Com um plot simples e bem contado, fica fácil passear por todos os personagens na telona.

Apesar de uns terem mais tempo em cena que outros, destaco o desenvolvimento do Thor, onde o seu engrandecimento e mudança em Ragnarok fez muito sentido por aqui – vide o barrigão de chopp; destaco também o apelo emotivo e retorno do Gavião Arqueiro, dando brechas para um provável spin-off no Japão; e claro, Viúva Negra, talvez das figuras mais importantes em unificar a equipe.

Tivemos momentos grandiosos do início ao fim tivemos em Vingadores: Ultimato em uma chuva de referências – e fusões de argumentos trazidos dos quadrinhos – como: o Capitão América erguendo o mjolnir contra Thanos; Capitã Marvel perfurando com seu super voo a nave inimiga; Professor Hulk funcionando muito bem e sempre precisar dar muitas explicações de personalidade; Feiticeira Escarlate pontuando, mesmo que pouco, em um ataque avassalador contra o titã; e Tom Holland, sim, a atuação extremamente competente como Homem-Aranha.

Aquela forçadinha de barra… 

Nem tudo é perfeito – e nem precisa ser – principalmente em um filme de super-herói. Sem se apegar no “blablabla científico” de que se tem que explicar tudo, o problema aqui, pelo menos em minha visão foi com relação a quatro cenas.

A primeira foi com relação a Capitã Marvel achar o Tony Stark com “facilidade” no Espaço. Não sei se não reparei em algum detalhe para que isso acontecesse na vastidão. Mas né, o Thor acabou dando de cara na nave dos Guardiões da Galáxia…

A aleatoriedade em que um rato ativa a máquina quântica na van do Homem-Formiga e o faz voltar para a realidade, me trouxe uma inquietude de que poderiam ter trabalhado isso melhor, mesmo achando que o universo dos quadrinhos e de super-heróis a aleatoriedade é muito presente e forte na narrativa.

O momento Martha na luta do Capitão América contra o Capitão América do passado. Ok, talvez eu esteja forçando um pouco a barra aqui e não estaria comentando isso caso não tivesse a fatídica cena em Batman vs Superman. Só achei um tanto quanto “piegas” e poderia ter sido resolvido pela maior experiência do Cap do futuro.

O momento representatividade na batalha contra o Thanos foi algo que me incomodou pela forma em como colocaram todas as mulheres no mesmo momento e no mesmo lugar. Teria outras e inúmeras formas mais naturais para trabalhar com isso, como dar mais tempo de cena, por exemplo.

O futuro sem extras

Fechando a fase três do MCU – com Homem-Aranha: Longe de Casa selando como uma cereja no bolo – era plausível e esperado não ter cenas extras, já que se trata de uma homenagem a tudo o que se viu nestes anos.

De uma forma pessoal, vejo os finais de Ultimato como as cenas extras, principalmente com Guardiões da Galáxia adicionando Thor em seu elenco para o terceiro filme e os links com as séries vindouras no sistema de streaming da Disney.

Na questão em bilheteria x qualidade, Vingadores: Ultimato faz jus a sua proposta decenária e teremos um marco cinematográfico somado a uma grande bilheteria, desbancando o “cameronismo blasé” e figurando como uma obra de pluralidade única em cima de uma franquia extremamente funcional.

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23º Pira Anime Fest | Especial Cosplay

No último domingo, 28 de abril, estivemos no 23º Pira Anime Fest, no Colégio Dom Bosco Salesiano de Piracicaba, interior de São Paulo.

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Por lá, registramos os diversos cosplays em um evento que contou com atrações como o youtuber Muca Muriçoca (vide foto abaixo), a youtuber de k-pop Thaís Genaro e 7Minutoz.

Muca Muriçoca pira anime fest
Muca Muriçoca foi uma das grandes atrações e lotou o ginásio escolar do 23º Pira Anime Fest.

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DESTAQUES

 

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Entrevistas com Chris Evans sobre Capitão América

Como já havia sido anunciado anteriormente, o contrato de Chris Evans com a Marvel chegou ao fim. Todos esperavam se despedir do Capitão América ainda em Guerra Infinita, mas para a nossa surpresa Chris ainda estará conosco em Ultimato.

No dia 4 de outubro desse ano o ator postou no seu Twitter uma mensagem de despedida para os fãs com o fim das gravações, mas apesar de dizer adeus ainda resta saber como sua história terminará no ultimo filme.

Em uma entrevista para The Hollywood Reporter em 15 de outubro deste ano, Evans disse: “Esse último dia de filmagens foi realmente um dia muito emocionante, foi a culminação de quase 10 anos filmando 22 filmes – essa inacreditável tapeçaria – e você se sente muito mais emocionado do que achou que se sentiria, e eu achei apropriado compartilhar minha gratidão. Eu sei que isso [a despedida] teve um efeito cascata, mas eu não estou confirmando nem negando nada.”

Ele revelou também que apesar de ter sido surreal tirar seu icônico traje, a cena final que gravou não foi marcante por ter sido uma regravação de algo que precisava ser consertado.

Foi algo realmente idiota. Algo bobo, mesmo assim, eu não posso revelar. Bem, você sabe, foi uma regravação, então eu fiquei fazendo essas cenas curtas, coisas pequenas que eles precisavam. Talvez tenha sido algo que eu falei ao Paull Rudd [Scott Lang]. Ele nem estavam lá, mas foi uma fala boba. A minha fala não foi memorável para mim. Aquele dia foi mais memorável que a minha última fala, disse Chris Evans para a CBR.com.

Numa entrevista para a ET, em 04 de outubro, Evans afirmou: “É quase assustador pensar [nos filmes] sendo concluídos. É sempre tão bom me envolver nisso e apenas dizer “Tudo bem, mais um [filme] já foi”. Mas ao mesmo tempo é quase como o ensino médio. Você continua olhando para quando vai terminar, e estamos quase terminando agora, e você ainda não está exatamente pronto para o fim”.

Chris Evans admite que se sentiu um pouco apreensivo nas discussões iniciais sobre o manto de Steve Rogers, mas depois de aceitar o papel, Evans afirma:

[Vou sentir falta] de tudo [do Capitão América]. Quero dizer, ele não é apenas um personagem, são as pessoas, a experiência, bons filmes, memórias maravilhosas. Eu vou sentir muita falta.

“É a culminação de uma jornada bem longa para muitas pessoas, então sim, é emocionante.” Afirmou o ator em Los Angeles para a imprensa de Ultimato nessa sexta (26/04).

Oito anos e sete filmes no papel do Capitão América, Evans revelou como foi seu último dia em uma entrevista para o Yahoo! Entertainment:

No meu último dia filmando eu era o único ator no set. Obviamente os irmãos Russo e Kevin Feige estavam lá, mas ainda assim, só de ouvir alguém falando É isso, gravação concluída você fica arrepiado. É algo grande

Chris disse que seu crescimento como ator nos últimos oito anos foi muito inspirado no crescimento do próprio Capitão América, introduzido em 2011 em O Primeiro Vingador até a luta final contra Thanos em Ultimato

Havia um paralelo entre o personagem e eu em muitos aspectos. Eu acho [que o capitão] tem – não uma relutância – mas se sente ligeiramente deslocado as vezes, e tem que se adaptar. Mas tem sido uma comunidade de pessoas maravilhosas que tem feito eu me sentir bem vindo e seguro e com o passar do tempo, isso se tornou um lar. E de várias formas, é nisso que eu acho que o Cap cresce … encontrando o seu lugar. 

Vinhamos nos preparando para esse momento à algum tempo, mas se despedir do Chris Evans como Capitão América não será nada fácil.

Sinopse: “Com a culminação de 22 filmes interconectados, o quarto filme da saga dos Vingadores fará público testemunhar o ponto crítico desta jornada épica. Nossos amados heróis perceberão o quão frágil é a realidade, e também os sacrifícios que precisam ser feitos para defendê-la.”

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Vingadores: Ultimato fatura US$ 1,2 bi em estreia mais lucrativa da história

vingadores ultimato

Em um único dia, o mais novo filme da Marvel teve recorde em desempenho de bilheteria em vários países como Estados Unidos, China, Brasil, Austrália, Reino Unido dentre outros.

Apenas 17 horas depois do lançamento nos Estados Unidos no dia 25/04, Ultimato superou a marca de Star Wars: O Despertar da Força, arrecadando 100 milhões de dólares. Na China o filme estreou no dia 24/04  e já ultrapassou Avatar e a produção chinesa Monster Hunter 2 com 204 milhões.

Vingadores: Ultimato já atingiu a marca de US$ 350 milhões em seu primeiro fim de semana nos EUA e US$ 859 milhões no mercado internacional, totalizando US$ 1.209 bi.

Sinopse: “Com a culminação de 22 filmes interconectados, o quarto filme da saga dos Vingadores fará público testemunhar o ponto crítico desta jornada épica. Nossos amados heróis perceberão o quão frágil é a realidade, e também os sacrifícios que precisam ser feitos para defendê-la.”

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Boogiepop and Others | Review

boogiepop and others

A continuação veio melhor do que o esperado e tivemos uma surpresa bastante positiva! Com inusitados 18 episódios, Boogiepop and Others soube ser atual em sua produção ao mesmo tempo em que soube manter o mesmo clima sobrenatural de Boogiepop Phantom.

Isso, em especial, graças à atuação excepcional de Maaya Sakamoto que fez a voz de Boogiepop. Confira mais neste REVIEW!

UMA MISTERIOSA TEIA DE ARANHA

Este é um anime com uma trama que se desdobra. O primeiro episódio, que foi a base de todo o Primeiro Gole, havia sido um pequeno pedaço de papel comprimido. Cada episódio que passava desdobrava esse pedaço de papel e semana a semana este se transformava num cartaz complexo, onde nomes aparecem e reaparecem; e exige de quem assiste ou uma ótima memória ou, o que acho melhor, re-assistir o anime. Assim, a trama se estendia feito uma teia de aranha. Parte de seu encanto esteve em seu mistério.

Devemos entender que não se pode querer a todo o momento um Death Note ou um Promised Neverland onde toda a trama se encaixa mecanicamente de forma nítida e perfeita em todos os seus detalhes. Aquilo que mais nos encanta e mais nos preocupa ao mesmo tempo é justamente o mistério: que diabos é essa Organização Towa? Quem são esses seres artificiais? A questão aqui é a seguinte: primeiro, não pretendemos aqui dar um review com spoilers, até porque entrar em detalhes sobre personagens só traria uma chuva de informações irrelevantes pra quem não assistiu ou não tem interesse de assistir Boogiepop; segundo, esses detalhes ficam em segundo plano quando entendemos que a própria protagonista se encontra muitas vezes distante, quando não indiferente à essas conspirações que interferem na vida de personagens chaves no anime. Mas o que realmente interessa a essa Deus Ex Machina?

 

DISTORÇÕES E INIMIGOS DA HUMANIDADE

Boogiepop é protetora da humanidade contra os inimigos que nascem das distorções nos corações daqueles que se perdem. Nós costumamos pensar que essas distorções tem pouco alcance para além do psicológico daquele que as sofrem; talvez, em último caso essa pessoa se torna um perigo para seus próximos ou para si mesmo. Um rancor acaba se transformando em vingança. Um remorso acaba se transformando num atentado contra a própria vida. No universo de Boogiepop, as distorções que nascem de pessoas comuns e que criam inimigos da humanidade tornam-se uma ameaça visível e palpável, contra os quais ela é impiedosa.

Ao fim e ao cabo, Boogiepop lida com quatro inimigos ao longo do anime, sendo assim possível dividir o anime em quatro arcos. Eles dialogam entre si. O terceiro arco é bastante interessante por ser contado de forma retrospectiva, fazendo assim dele uma viagem pela história de como a Boogiepop veio a ganhar esse nome, sendo uma existência fora do convívio humano e, portanto, sem nome e origem certos. De certa maneira, um olhar atento ao anime pode perceber que detalhes ocorridos durante os eventos do primeiro arco são decisivos para que o último arco possa acontecer.

LIDANDO COM NOSSOS PESOS

O ritmo de Boogiepop and Others é algo impressionante; a trama é misteriosa e no meio do esforço de se entender o que está acontecendo, certos diálogos caminham de uma maneira rasteira que quando você se dá conta, já está imerso num diálogo aprofundado sobre as dores da vida, tão comum a todos nós (às vezes ao ponto de se tornar banal para alguns, infelizmente).

São cenas que poderiam ser isoladas e tiradas de seu contexto que ainda assim seriam peças valiosas para se apresentar uma das faces deste anime para algum curioso. Afinal, é bom lembrar que ao lidar com inimigos que nascem de uma distorção em seus corações, não soa estranho que suas armas sejam efetivamente psicológicas, aproveitando vazios, arrependimentos e traumas de várias pessoas que cruzam o caminham destes antagonistas.

Nesse sentido, Boogiepop adiciona ao seu caráter já bastante enigmático algum quê de sábia que ora falando de forma mais direta ou indireta, consegue falar ao coração de aliados e inimigos igualmente.

Boogiepop wa Warawanai
Boogiepop wa Warawanai (Imagem Divulgação)

CONCLUSÕES

Inicialmente visto com algumas reservas, temendo que o apego ao antigo anime viesse a criar muitas expectativas que poderiam ser facilmente frustradas, Boogiepop and Others foi uma surpresa mais do que grata! Os episódios te agarravam de modo que você mal podia perceber os vinte minutos de cada episódio passando, o que te deixava ainda mais ansioso pela semana seguinte. Ele não é muito claro em seu enredo, talvez por dificuldades de adaptação da visual novel, mas sua arte é impecável. Talvez o mesmo não possa ser dito de sua animação, o que não é lá o seu maior foco.

Trilha sonora e efeitos sonoros por outro lado são um dos espetáculos principais do anime. Se possível veja com fones de ouvido em um celular ou tablet; nesse caso a experiência de imersão é mais do que garantida.

Junte esse bom trabalho à atuação magnífica de Maaya Sakamoto e você terá aí um anime bem acima da média para se assistir. A dubladora, que fez aniversário recentemente em 31 de março, possui papéis tão diversos quanto extensos. Não só são diversos, como sua voz fica por vezes irreconhecível entre seus papéis. A mesma pessoa que interpretou a Boogiepop é a mesma pessoa que deu voz para Sakura Futaba (Persona 5), Ciel Phantomhive (Kuroshitsuji), Motoko Kusanagi (Ghost in the Shell) e para Joana D’arc (Fate). Isso só foi possível de se dar conta acessando sua página no MyAnimeList e a surpresa foi recompensadora para a admiração desta veterana!

Assim sendo, mesmo não tendo sido muito comentado durante sua estreia, Boogiepop and Others foi um dos pontos mais positivos desta temporada, merecendo 4 Suquinhos! Você também pode acompanha-lo no catálogo da Crunchyroll.

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