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Kogarashi Monjirou: O Prenúncio do Inverno | Review

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Pipoca & Nanquim | Divulgação: Suco de Mangá

Um andarilho “sem-morada” que vaga pelo Japão esperando o dia de sua morte, conhecido pelo seu assovio, que lembra o sopro gélido do fim de outono. É sobre ele que o mangá Kogarashi Monjirou: O Prenúncio do Inverno conta, numa publicação adulta da Pipoca & Nanquim.

Sobre a obra

Essa história possui 50 anos de fama no Japão, publicada originalmente em 1972 como um romance por Saho Sasazawa. Então, logo em 1972, o desenhista Goseki Kojima — famoso por ilustrar Lobo Solitário — transformou essa história em mangá.

O gênero dessa obra retrata pessoas à margem da sociedade, conteúdo muito consumido pelos japoneses no século 20. Então, o surgimento do personagem Kogarashi Monjirou foi uma verdadeira febre no país, com crianças se vestindo e imitando esse andarilho misterioso.

Contexto histórico

Além disso, a história retrata um período muito marcante na história do Japão, a Grande Fome da Era Tenpou (de 1833 a 1839). Esse período de dificuldade gerou grandes mudanças no país, como o enorme fluxo de pessoas migrando do campo para as cidades, em busca de um oportunidade para viver.

Kogarashi Monjirou: O Prenúncio do Inverno review
Marcador de página | Pipoca & Nanquim | Divulgação: Suco de Mangá

Consequentemente, muitas pessoas se tornaram marginalizadas, sem moradia fixa, ou ocupação. Essas pessoas passaram a ser chamadas de “toseinin” termo traduzido nesse mangá como “andarilho”. Assim, Monjirou, o protagonista dessa história, é um andarilho que retrata e encara um pouco da dura realidade vivida por japoneses no passado.

Claro, a Pipoca & Nanquim está sempre pensando em dar ao leitor a melhor experiência possível, então no fim do mangá tem uma seção apenas para falar sobre todo o contexto histórico da obra. Também, como de costume, colocou a biografia dos autores, Goseki Kojima e Saho Sasazawa, assim como um glossário com informações importantes.

Kogarashi Monjirou: O Prenúncio do Inverno review
Pipoca & Nanquim | Divulgação: Suco de Mangá

Vale ressaltar que esse glossário não traz somente informações indispensáveis, ou significados de termos totalmente desconhecidos. Ele contém explicações sobre datas festivas, contexto histórico e até informações geográficas. Novamente, parabenizo e ressalto o ótimo trabalho de Drik Sada, tradutor da obra e responsável por esses extras.

Sendo assim, vamo ao que interessa!

Kogarashi Monjirou: O Prenúncio do Inverno

Como comentei, o protagonista que nomeia a obra é Kogarashi Monjirou, um homem de poucas palavras, que anda sempre com um palito na boca. Entre os outros andarilhos, Kogarashi é respeitado e temido, conhecido pelo assovio que passa pelo seu lábio e o palito. O som é como o último vento de outono, que anuncia que o frio inverno está chegando.

Sendo assim, Kogarashi é um espadachim solitário, que vive à espera de sua morte. Ele se guia pelos seus princípios e pela conduta dos andarilhos honestos, evitando sacar sua espada desnecessariamente ou se envolver com moças de família honradas.

Kogarashi Monjirou: O Prenúncio do Inverno review
Pipoca & Nanquim | Divulgação: Suco de Mangá

Na verdade, lendo o mangá me lembrei muito de Kubidai, o bushi solitário e cheio de honra do mangá O Novo Preço da Desonra. Claro, eles são tão semelhantes quanto diferentes, mas consegui fazer uma ou outra relação entre os protagonistas e as histórias.

História

Então, em Kogarashi Monjirou: O Prenúncio do Inverno, temos quatro capítulos — relativamente longos — mostrando a jornada desse andarilho.

No primeiro, Kogarashi está numa ilha que abriga exilados, onde eles praticamente morrem de fome ou são executados por tentarem escapar. Assim, depois de perder as únicas coisas que faziam sentido para Kogarashi naquela ilha, ele decide fugir com outros exilados.

Kogarashi Monjirou: O Prenúncio do Inverno review
Pipoca & Nanquim | Divulgação: Suco de Mangá

Já na segunda história, Kogarashi repousa em uma hospedaria depois de se lesionar ao socorrer uma mulher. Até que, numa noite, o lugar sofre um ataque de vândalos, ladrões e estupradores e Kogarashi se vê obrigado a proteger o lugar, mesmo ferido. No entanto, em meio a tanto sangue e violência, o andarilho percebe até onde as pessoas podem chegar por seu egoísmo.

Na terceira história, Kogarashi ajuda uma moça a chegar em casa para o festival do Dia do Macaco e acaba passando a noite lá. Assim, descobre que a pequena cidade pode estar correndo perigo, com o anúncio de uma promessa de vingança. Porém, mais uma vez vemos o pior lado das pessoas aflorando, na busca pelos seus interesses pessoais.

Kogarashi Monjirou: O Prenúncio do Inverno review
Pipoca & Nanquim | Divulgação: Suco de Mangá

Por fim, a quarta história mostra um pouco mais do passado e dos propósitos do protagonista. Com ela descobrimos a origem de Kogarashi, assim como o seu desejo pela morte. Então, socorrendo uma mulher violentada, ele dá de cara com seu passado, ganhando a oportunidade de honrar e deixar para trás fantasmas antigos.

O pior da natureza humana

Sem rodeios, essa obra mostra tudo de pior que as pessoas podem fazer. Tem vingança, traição, violência doméstica, violência sexual, suicídio, ganância, muitos assassinatos e por aí vai. Acredito que seja um tema relativamente comum e condizente com gênero jidaigeki, que mostra histórias de época.

Inclusive, um adendo pra valorizar a preocupação da Pipoca & Nanquim, tem aviso de gatilho de violência sexual no mangá. Parabéns P&Q, pois desse aviso em diante é só pra trás, então achei legal colocar uma nota de gatilho.

Kogarashi Monjirou: O Prenúncio do Inverno review
Pipoca & Nanquim | Divulgação: Suco de Mangá

De qualquer forma, no meio desse mundo desolado, nosso protagonista é o herói. Não no sentido de ser bonzinho, ou salvador de todos, mas que luta para defender os justos, as mulheres e seus princípios. Se ele puder poupar sangue vai poupar, se tiver que matar ele vai matar e vida que segue.

Além disso, achei o Kogarashi muito humano. Ele é severo, rígido e, à sua maneira, certinho, mas carrega seus traumas e suas dores. 

Pontos positivos

Agora, vou rapidamente falar o que achei positivo e negativo em Kogarashi Monjirou: O Prenúncio do Inverno.

Primeiro, gostei da forma com que ele é narrado. Por ser a adaptação de um romance, muitas partes são realmente ditas por um narrador, como se fosse um livro. Gostei disso, pois muitas coisas ganham explicação sem ser aquela coisa estranha do personagem fazendo um monólogo só pra situar o leitor naquele contexto.

Kogarashi Monjirou: O Prenúncio do Inverno review
Pipoca & Nanquim | Divulgação: Suco de Mangá

Também gostei da carga histórica que ele carrega, pois além de se passar da década de 1830, traz muitas informações sobre esse período. Ou seja, não é apenas ambientado nesse tempo, traz também conteúdo histórico, que agrega muito pra quem quer conhecer o Japão pra além da sua cultura pop.

Além disso, gosto do fato das histórias terminarem de forma pessimista. Não tem final feliz aqui, as coisas não se resolvem na melhor forma possível e no fim fica aquele gosto de “meu deus, o mundo é uma merda mesmo”. Não sou inimiga de finais felizes, mas os finais tristes também merecem ser valorizados.

Pontos negativos

Agora, trago também alguns pontos que me incomodaram na leitura. Em relação ao traço, algumas vezes tive dificuldade de entender o que estava acontecendo, principalmente nas cenas de luta.

Enfatizo que isso é uma opinião minha e apenas aviso pois sei que isso pode incomodar outras pessoas também. Não é um defeito, apenas uma característica que, pessoalmente, não me agrada tanto. Apesar disso, o traço é muito bonito, voltado realmente para o público adulto.

Mais ou menos na mesma linha, acho que as mulheres poderiam ter sido desenhadas de outra forma, especialmente nas cenas de estupro (sim, fica o aviso, esse mangá tem MUITAS cenas assim). É muito complicado retratar uma cena dessa violência extrema e sexualizar a mulher, focar no corpo dela, não em como aquilo é um crime hediondo e irreparável.

Falei isso em outros reviews e reforço nesse. Eu entendo o contexto em que essa obra foi feita, eu sei por quem (homem conservador) e quando (época conservadora) foi desenhada. Sei que as discussões que temos hoje nem passariam na cabeça dessas pessoas. Porém, é uma discussão que temos que ter hoje, assim como precisamos ler esses conteúdos sabendo seu contexto e seus problemas.

Dito isso, também acho que todas as mulheres do mangá são um ctrl c ctrl v uma da outra, acho que Goseki poderia ter dado uma variada nos estilos.

Por fim, senti falta de ver Kogarashi passando por umas dificuldades em luta. Sim, ele é muito bom etc, mas não invencível. Um soco, uma tropeçada ou uma facadinha podia ter levado, né.

Conclusão

Finalmente, o veredito. Como fã de ver desesperança, desgraça e sangue escorrendo, gostei do mangá. No entanto, minha nota é pelos pontos que comentei acima. Então, vai de você julgar se o que eu falei faz sentido pra você, se concorda discorda, enfim. Leia e tenha seus próprios julgamentos, depois pode vir aqui contar pra gente.

De maneira geral, eu gosto das histórias de jidaigeki, justamente por nos tirarem da bolha da cultura pop do Japão. O país tem muito mais do que garotas kawaii e protagonistas de shounen. Tem uma carga histórica e cultural gigante que nós, como otakus, também conseguimos ter acesso por meio dos mangás.

Então, ficou interessado? Quer conhecer um andarilho misterioso e charmoso que faz picadinho de gente mal caráter? Então pega sua katana e vem conhecer Kogarashi Monjirou: O Prenúncio do Inverno.

Kogarashi Monjirou: O Prenúncio do Inverno review
Lombada | Pipoca & Nanquim | Divulgação: Suco de Mangá

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Granblue Fantasy Versus: Rising | Review

Granblue Fantasy Versus Rising
Imagem Divulgação | Suco de Mangá

Falamos um pouquinho sobre Granblue Fantasy Versus: Rising em nosso Primeiro Gole lá na BGS. Desta forma, não pretendo perder muito tempo com as introduções, mas vamos lá.

Granblue Fantasy Versus original chegou em 2020, desenvolvido pela já renomada Arc System Works. A desenvolvedora é responsável por séries de luta muito queridas, como Blazblue e Guilty Gear, tendo talvez seu maior sucesso com Dragon Ball FighterZ.

Em conjunto com a Cygames, responsável pelo RPG gacha Granblue Fantasy, produziram mais esta pérola de jogos de luta. Que, na minha opinião, foi pioneira quanto aos “controles modernos” utilizados em Street Fighter 6, com o uso de apenas um botão para seus ataques especiais.

Agora que tive um pouco mais de tempo com o jogo, posso confirmar algumas das coisas que mencionei em nosso Primeiro Gole.

Granblue Fantasy Versus: Rising – Uma versão estendida do original

Primeiramente, e talvez a parte que é um pouco mais decepcionante, é que o marketing do jogo dá muito a entender que Rising seria uma sequência direta do jogo original. No entanto, a realidade é que é muito mais uma versão expandida daquele original, tal qual a Capcom fazia na época do Street Fighter IV. Ou seja, uma versão “super” de Granblue Fantasy Versus.

Portanto, não consigo dizer para os aficionados do gênero, já familiarizados com o jogo original, que irão ganhar muita coisa comprando a nova versão em preço cheio.

No entanto, a maior parte das coisas novas são adições muito bem-vindas à fórmula que se introduziu no jogo original. Nesta versão pré-lançamento do jogo, tive acesso completo ao novo modo História.

Desta vez, a parte RPG do joguinho ficou muito mais simples, removendo toda a coleção de itens e os pontos de experiência que eram inerentes ao modo RPG do primeiro game.

Granblue Fantasy Versus Rising
Imagem Divulgação | Suco de Mangá

Agora, temos só as cutscenes com diálogos entre nossos personagens e as lutinhas. Por sua vez, as lutas podem variar entre tutoriais contra inimigos genéricos, lutas entre dois personagens que se aproximam mais do modo Arcade e lutas contra “chefões” que levam mais tempo e estão disponíveis no modo cooperativo.

Contendo três partes, o modo História desta nova versão inclui na Parte 1 uma versão resumida do jogo original e as Partes 2 e 3 continuam a história.

História

Para quem não é familiar com a história de Granblue Fantasy Versus, acompanhamos a equipe de Gran e seus amigos, o dragão vermelho Vyrn e a garota do cabelo azul Lyria. O jogo se passa após a queda do Império Erste, que suponho ter acontecido lá no RPG de turnos.

Assim, nossa turminha está viajando para ver a amiga e aliada fugida do Império Erste, Katalina. Porém, ao chegarem no reino de Albion, alguma coisa aconteceu com Katalina e ela ataca nossa equipe com a ajuda de soldados do Império Erste.

Granblue Fantasy Versus Rising
Imagem Divulgação | Suco de Mangá

Então, o mistério gira em torno do que está acontecendo com Katalina, por que o Império ressurgiu e no envolvimento de uma figura maléfica chamada Belial. Sendo assim, para resolver estes mistérios, viajamos pelo mundo visitando outras ilhas e conhecendo todo o elenco do jogo. E, claro, saindo na porrada com todos eles.

As partes 2 e 3 continuam após o final do jogo original, e não entrarei em muitos spoilers sobre elas. De qualquer forma, basta saber que o vilão principal do jogo original tinha em seus planos a sua própria derrota, o que acarretou em uma junção temporal de duas dimensões.

Assim, Granblue Fantasy Versus: Rising se aproxima muito dos modos História de Mortal Kombat, cheio das reviravoltas temporais e multiversos. Portanto, é um modo História bem longo e até é divertido, incluindo tutoriais para praticamente todos os bonecos disponíveis.

Contudo, não acho que é melhor que o modo World Tour do Street Fighter 6 ou mesmo das campanhas dos jogos da série Mortal Kombat depois do 9. É um passatempo divertido para o jogador casual.

Modo Arcade

Mas eu não sou bem um jogador casual. As partes que me deixam mais feliz sobre a nova versão do jogo giram em torno dos seus modos competitivos.

Granblue Fantasy Versus Rising
Imagem Divulgação | Suco de Mangá

Infelizmente, o modo Arcade é o que mais deixou a desejar, pois nada foi atualizado em relação ao jogo original. Ainda são uma sequência de lutas nas quais você pode escolher a dificuldade e ao terminar o jogo você destranca uma artwork do seu boneco e só.

Inclusive, é um problema consistente em jogos da ArcSys, considerando que até mesmo o indie Pocket Bravery tem cutscenes de final para cada um de seus personagens. Uma oportunidade legal foi perdida aqui.

Granblue Fantasy Versus Rising
Imagem Divulgação | Suco de Mangá

Mecânicas

Porém, no que diz respeito às mecânicas de jogo propriamente ditas, o jogo tem muitas coisas novas para os entusiastas explorarem. Em primeiro lugar, e talvez mais importante: a ArcSys decidiu apostar de vez em seus controles modernos.

Comandos

No jogo original, havia uma distinta vantagem em utilizar os comandos técnicos (meia-lua, Dragon Punch etc.) que era a diminuição do cooldown entre ataques. Agora, nesta versão do jogo, não existe diferença; usar os ataques especiais com atalho não causa menos dano e nem diminui o cooldown. Você ainda pode usar os comandos técnicos, mas a única diferença é a maior necessidade de execução. Isso certamente fará com que os jogadores mais habilidosos troquem de vez para os inputs simples.

Além disso, o jogo original já possuía autocombos: todo boneco consegue apertar o mesmo botão para fazer um autocombo leve, médio ou forte, aumentando o escalonamento de dano em cada ataque. Nesta versão, todos os bonecos ganharam um mix-up instalado em seus combos triplos.

Granblue Fantasy Versus Rising
Imagem Divulgação | Suco de Mangá

Por exemplo, você pode apertar Leve-Leve-Frente + Médio para executar um ataque baixo no terceiro hit, ou pode apertar Leve-Leve-Frente + Forte para executar um overhead no terceiro hit. Esses ataques também podem ser feitos saindo da corrida de todos os bonecos, inclusive um Frente + Leve que geralmente é positivo no bloqueio e ajuda a criar pressão.

Pontos de Bravura

E falando em pressão, um novo recurso foi introduzido em Rising: acima da barra de vida, nós temos agora três “Pontos de Bravura”. Eles podem ser utilizados para um “Raging Strike”, um ataque poderoso que quebra a guarda dos oponentes e pode continuar com um “Raging Chain”, que leva a um poderoso combo mesmo no meio da tela.

Também, podemos usar os Pontos de Bravura para usar um “Brave Counter”, que funciona como os V-Reversals ou Drive Reversals na série Street Fighter, saindo de blockstun e jogando o oponente para longe. Só que tem um detalhe: quanto menos Pontos de Bravura temos, mais dano levamos ao sermos atingidos. Isso cria um interessante jogo de risco e recompensa a cada interação. Afinal, você prefere abrir a guarda do seu oponente e arriscar tomar mais dano, ou ter melhor defesa e se esforçar mais na ofensiva?

Barra de Super

Além disso, esta versão do jogo oferece mais opções para a utilização da barra de Super. No jogo original, apenas podíamos gastá-la quando ela atingia 100%, usando um Skybound Art, ou um Super Skybound Art quando estávamos com menos de 30% de vida.

Nesta versão podemos escolher usar a barra com os Raging Chains, e também com versões EX dos nossos especiais, que gastam 50% da barra por uma versão melhor. Por exemplo, Katalina consegue combos mid-screen usando seu autocombo cancelado na bola de fogo EX, que causa um estado de crumple e permite um dash attack linkado em outro autocombo.

É um sistema interessante e mal posso esperar pra ver os pro players se ajustando a essas mudanças.

Modo Treino

E pra quem quer se tornar um pro player estudando o jogo com afinco? Tenho ótimas notícias! O modo Treino ganhou melhorias em quase todos os seus aspectos.

Granblue Fantasy Versus Rising
Imagem Divulgação | Suco de Mangá

Assim, você pode praticar combos pré-montados do seu boneco. O jogo até mesmo explica em qual situação você deve usar qual combo (anti-aéreo, alcance curto, alcance longo, no canto, gastando barra ou não, etc.).

Granblue Fantasy Versus Rising
Imagem Divulgação | Suco de Mangá

Também, você pode ver a frame data escrita na tela com todos os números e dados que você precisa, coisa que é padrão em Street Fighter 6, por exemplo, mas não era possível no jogo original.

Granblue Fantasy Versus Rising
Imagem Divulgação | Suco de Mangá

Nós temos até mesmo uma das melhores ferramentas do Guilty Gear Strive, que são os “matchup trials”. Eles ensinam você como se defender contra certas estratégias de todos os bonecos.

Granblue Fantasy Versus Rising
Imagem Divulgação | Suco de Mangá

Modo online

Granblue Fantasy Versus Rising
Imagem Divulgação | Suco de Mangá
Granblue Fantasy Versus Rising
Imagem Divulgação | Suco de Mangá

Infelizmente, na versão que foi disponibilizada pela Cygames para o pessoal do Suco de Mangá, o modo online não funciona. Ele só destrancará no dia do lançamento, então não pudemos testar o modo Grand Bruise Legends, que é uma espécie de Fall Guys versão Granblue.

Granblue Fantasy Versus Rising
Imagem Divulgação | Suco de Mangá
Granblue Fantasy Versus Rising
Imagem Divulgação | Suco de Mangá

Além disso, não pude testar modos ranqueados e nem casuais. É uma pena, pois uma das coisas que matou o jogo original foi que o modo online dele usava “delay-based netcode”. Ou seja, lidava com alterações na conexão causando atrasos nos frames do próprio jogo.

Como o jogo saiu em plena pandemia de COVID-19 e os torneios offline foram todos extintos no período, o jogo não durou muito tempo com este tipo de netcode. A versão Rising promete netcode rollback 100% funcional como o de Guilty Gear Strive. Se ele for mesmo funcional, estarei jogando por MUITO tempo.

Granblue Fantasy Versus Rising
Imagem Divulgação | Suco de Mangá

Considerações Finais

Vou ser bem honesto para finalizar. Todas estas adições que mencionei tornam o jogo bem melhor, mas não justificam a venda do jogo como uma sequência completa.

Acredito que, tirando as partes novas do modo História, estas mudanças mecânicas poderiam ser um patch, como cada temporada de Guilty Gear Strive. Por exemplo, a Season 3 de Strive adicionou os novos movimentos Wild Assault e Deflect Shield para todo mundo que já tinha o jogo de graça, e cobra apenas se você quiser comprar os novos bonecos da temporada (Johnny e Elphelt, por enquanto).

Granblue Fantasy Versus Rising
Imagem Divulgação | Suco de Mangá

Rising podia ter feito o mesmo esquema. Ou seja, atualizado as mecânicas de graça e cobrando apenas se você quiser os quatro novos bonecos: Anila, Siegfried, Nier e Grimnir.

De qualquer forma, não me deixem ser estraga-prazeres: Granblue Fantasy Versus: Rising é um jogo de luta moderno e muito completo. Ele possui facilidades para que os jogadores casuais se divirtam e profundidade suficiente para que os competidores como eu se adentrem nas minúcias. Vale muito a pena!

Granblue Fantasy Versus Rising
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Tá Escrito | Review

ta-escrito
Imagem Divulgação

Psiu, qual o seu signo!? Estrelado pela grandíssima Larissa Manoela, Tá Escrito chega aos cinemas brasileiros no mês natalino prometendo ser uma grande diversão para os fãs de comédia brasileira. O sucolino aqui já deu uma conferida no que está por vim e vai te contar tintim por tintim do que se pode esperar.

Tá Escrito aborda a historia de Alice, uma estudante de publicidade fissurada em horoscopo que ver sua vida desmoronar perante ao tempo que tudo avança. Com o sonho de bombar na internet, ela se ver cada vez mais distante de alcançar esse objetivo, mas tudo muda quando chega em sua casa um livro misterioso que promete realizar qualquer desejo que nele seja escrito.

A trama é bem rasa em sua proposta, mas bem relativamente bem detalhada em sua execução. Tá Escrito trabalha principalmente com os signos e as formas que já estamos habituados a ver em horóscopos diário que saí nas mídias, o que claro, é uma ideia incrível e ótima para executar. Durante a obra nos deparamos com vários casos típicos e estereotipados dos signos que são moldados de acordo ao livro de Alice, e isso torna tudo muito divertido e interessante de acompanhar. Até mesmo quando não se tem muito conhecimento sobre o assunto, o longa torna o tema divertido e de fácil entendimento para aqueles que não entendem bem da sua temática principal.

Mas claro, mesmo com todos os quesitos que engradecem o filme, também existe pequenos erros e momentos que podem (ou não) serem bastante perceptíveis. Entre eles, o que mais me incomodou é a banalização de alguns personagens de forma muito brusca. Mesmo sabendo que talvez seja essa a intenção por trás daqueles momentos, não dá pra dizer que não incomoda por ficarem tão bobões da noite pro dia e de uma forma muito escrachada. Com certeza não é um ponto que estraga o filme mas que pode incomodar um pouco a depender da forma que você acompanha a narrativa.

Além do seu roteiro bem utilizado e suprindo os pontos de falha, o longa se destaca bastante com a utilização da temática de signos. Confesso que signos está longe de ser uma área de muito conhecimento do sucolino aqui, mas confesso que fiquei bastante preso e até mesmo curioso para saber o que a Alice tinha a dizer do meu eu canceriano (sou apenas um pouco dramático) e o que ela poderia aprontar com isso. Acredito que esse seja um efeito que todos que assistirem e tiverem pelo menos conhecimento do seu signo, utilizará ele pela primeira vez para algo além de saber qual cavaleiro de ouro seria em cavaleiros do zodíaco (avante pegasus!).

O grande destaque da obra fica para a grandíssima Larissa Manoela que cada vez mais se prova como uma das maiores promessas do mercado cinematográfico brasileiro. Independente do papel que ela atue, é nítido como ela doa tudo de si e possibilita uma maior emoção e entendimento para o seu personagem. Escalar a Larissa como Alice é sem duvidas o acerto que garante que esse roteiro funcione pra valer. Pois sem ela, existia um grande risco de termos apenas uma personagem sem carisma e extremamente mimada.

Tá Escrito é sem duvidas uma grande surpresa do ano. Sendo parte do cinema nacional, o longa impressiona e entrega humor sem muito compromisso na medida certa. Não assista aguardando um grande longa e muito menos uma narrativa extremamente trabalhada, mas pode ir as salas de cinema com a certeza de que dará boas risadas e se impressionara com todo o carisma que a Larissa Manoela mais uma vez prova ter.

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Conheça o White Scorpion, novo girlgroup de J-Pop

White Scorpion
Imagem Divulgação

Novidade na área! No último dia 7 de dezembro, o White Scorpion, novo girlgroup de J-Pop, estreou na cena musical oriental com o single Manazashi Sniper.

Sob a direção do produtor Yasushi Akimoto, as onze integrantes que compõe o grupo foram escolhidas em um longo processo de audições, que durou cerca de seis meses, começando em abril deste ano.

Então, conheça Ace, Aco, Ally, Aoi, Choco, Coco, Hanna, Momo, Natsu, Navi Nico.

Com pouco tempo de lançamento, o videoclipe de Manazashi Sniper já tem mais de dois milhões de visualizações, número considerado alto para artistas que estão debutando.

White Scorpion Manazashi Sniper

Desde que foram selecionadas em outubro, as meninas vêm recebendo treinos de dança com o renomado coreógrafo Takahiro, que está sendo responsável por aperfeiçoar a precisão dos passos delas.

No vídeo, que tem direção de Kazuma Ikeda, podemos notar todo esse esforço pela performance magistral que as artistas entregaram. O trabalho de câmera, que gira em um padrão circular ao redor do palco nas cores da imagem do grupo, preto e branco, com um toque de vermelho, como se para fazer o sangue fluir, captura toda a gama de expressão e movimento dos membros que acabaram de começar sua corrida

Sua respiração e batimentos cardíacos são sublimados em uma única obra de arte por meio de expressões visuais sofisticadas, como “Sniper Pose”, em que eles movem alternadamente os braços para frente e para trás durante o refrão, e a formação desafiadora em que movem suas posições no tom. pontos para mudar sua formação.

Não perca todo o potencial de cada membro e o momento de sua estreia!

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O natal chegou em Sonic Superstars

Sonic Superstars natal
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O fim de ano sempre tem a tradição do natal e presentes e dessa forma a SEGA está presenteando os jogadores de Sonic Superstars. Intitulado Sonic Holiday Costume, as ilhas de Northstar Islands vão ter nosso ouriço azul com as vestes natalinas de Papai Noel.

Para ativá-la basta entrar no modo história e ao escolher Sonic apertar o direcional para direita ou esquerda. Sonic Superstars é a recente aventura do Sonic contra os novos planos malignos de Dr. Eggman.

Além desse recente, você ainda pode se inscrever na newsletter de Sonic Superstars para receber a skin Clássica de Amy Rose. Disponível em mídia física e digital para Playstation 5, PlayStation 4, Xbox Series X|S, Xbox One, Nintendo Switch e PC. Confira a disponibilidade da versão física para sua plataforma preferida e corra junto com Tails, Amy e Knuckles nessa aventura do natalino ouriço Sonic!

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Anipólitan, o retorno otaku! Maior evento de cultura POP da Bahia volta a acontecer após 3 anos

Anipólitan
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Os otaku venceram! Nos dias 16 e 17 de dezembro o Anipólitan, evento já prestigiado na Bahia, tem o seu retorno mais que confirmado. Assim, promete animar todos os fãs de cultura pop.

Até o momento, Anipólitan teve que suspender suas atividades anuais por conta dos transtornos dos últimos anos. Então, agora promete entregar uma de suas melhores e maiores edições em suas duas décadas de existência.

Programação

Primeiro, para celebrar as duas décadas de atuação do evento, neste ano o Anipólitan amplia a sua programação. Além disso, diversifica suas atividades para diferentes faixas etárias e áreas de interesse.

O destaque fica para a programação do Palco Ani, que será comandado pelo Tácio Schaeppi (narrador da Riot). Além disso, trará os dubladores Carol Crespo (que faz a voz de Daenerys Targaryen, da série Game Of Thrones e de Derieri, do anime Nanatsu No Taizai) e Francisco Júnior (que interpreta a voz de Aquaman, Falcão e Capitão América).

Também, o evento conta com a presença da DJ Belle, a 2ª DJ negra formada da cena de hip hop de Salvador, ministrando uma oficina de discotecagem. Assim como João Jedi, criador, apresentador e roteirista do Canal @diariorebeldesw no YouTube; de @ovicaat, apresentadora e podcaster.

Além disso, o Anipólitan terá shows e apresentações de Anbu de Elite, Blue Fênix, Sumairu, Random Play Dance, Kiddo, Midorii Kido, Murangoo Baiano e muito mais.

Também integram a programação os palcos Tomodachi e Yìshù – Artist’s Alley, um espaço destinado a artistas, ilustradores e quadrinistas, que apresentam seus trabalhos para o público visitante do evento.

Outras atrações

O Anipólitan contará ainda com espaços temáticos para oficinas e jogos. Ainda, terá presenças de cosplayers nacionais como Gabi Buenavista, Larissa Cartney e Patti Maionese.

Ainda mais, haverá os espaços AniBaby e AniKids, ambientes dedicados e adaptados aos bebês e crianças de zero a sete anos. Neles, estarão disponíveis divertidas atividades pedagógicas e educacionais, elaboradas especialmente para esta faixa etária, apresentando a temática do festival e integrando toda a família.

Haverá ainda espaço para feiras expositivas, espaços e desafios interativos, ateliê de origami, arena de games e competições, espaços temáticos e vendas de fanart e fanfics.

A lista completa de atividades e programação pode ser acessada no site do evento.

ANIPÓLITAN 2023 – Edição 20 anos

  • Quando: Sábado e domingo, 16 e 17 de dezembro de 2023, das 10h às 20h
  • Endereço: Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge): Av. Luís Viana, 6775 – Paralela, Salvador – BA.
  • Ingressos: Disponíveis no site do Anipólitan ou no Sympla
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Bruce Dickinson e seu Projeto Solo Multimídia na CCXP23

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Foto: @sucodm / @fotobelga

Como fã, foi muito emocionante a presença na CCXP23 de um dos maiores vocalistas do Heavy Metal de todos os tempos, Bruce Dickinson, da lendária Iron Maiden. O músico/empreendedor/piloto de avião/esgrimista revelou detalhes exclusivos sobre seu novo projeto solo, “The Mandrake Project”. Essa obra multifacetada combina quadrinhos, música e uma turnê mundial, que incluirá cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, prometendo uma experiência inédita para os fãs.

Detalhes de “The Mandrake Project”

  • Natureza da Obra: “The Mandrake Project” é uma narrativa sombria e adulta, mergulhando nas temáticas de poder, abuso e a busca pela identidade. O cenário é enriquecido com elementos de gênio científico e ocultismo.
  • Colaboradores: Idealizado por Bruce Dickinson, o roteiro fica por conta de Tony Lee, enquanto a ilustração é conduzida por Staz Johnson para a Z2 Comics. A série será composta por 12 episódios, posteriormente reunidos em três romances gráficos, programados para lançamento em 2024.
  • Primeiro Capítulo: O prólogo, intitulado “Afterglow of Ragnarok”, será lançado no início de 2024. Este capítulo introdutório já está presente no livreto do single de vinil 7″, oferecendo uma prévia do que está por vir.
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Foto: @sucodm / @fotobelga

Bruce fez a capella de “Revelations” na CCXP23

Já não bastava sua apresentação SOLO no painel da CCXP23, era esperado uma versão a capella de alguma música de sua carreira. A escolhida foi “Revelations”, clássica do álbum “Piece of Mind” (1983), que fez arrepiar todos os fãs metallers presentes no Palco Thunder.

Bruce Dickinson ainda sobre “The Mandrake Project”:

“Este álbum tem sido uma jornada muito pessoal para mim e estou extremamente orgulhoso dele. Roy Z e eu planejamos, escrevemos e gravamos por anos, e estou muito empolgado para que as pessoas finalmente o ouçam.”

Detalhes da Turnê e Videoclipe no Brasil

O cantor confirmou sete shows solo no Brasil, agendados para abril de 2024, marcando um retorno há muito aguardado pelos fãs brasileiros – principalmente para pessoas (eu incluso) – que nunca foram em seu show solo.

Algumas curiosidades interessantes também foram reveladas durante o painel. Após a exibição do videoclipe de “Afterglow of Ragnarok”, Dickinson revelou planos para mais dois videoclipes, sendo um deles potencialmente filmado durante a turnê brasileira em abril de 2024. Confira as datas e ingressos aqui

Na sequência, expressou seu amor pelo Brasil, destacando a energia única dos fãs brasileiros. Ele compartilhou memórias desde a primeira visita em 1985 até os dias atuais.

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Foto: @sucodm / @fotobelga

HQ e Música na vida de Dickinson

Dickinson compartilhou a influência natural da cultura geek em sua vida, destacando como a ideia de combinar HQs e música surgiu ao trabalhar nas capas de singles do Iron Maiden. Segundo o músico, música e quadrinhos são elementos que se complementam naturalmente, uma relação que se estende ao universo dos videogames.

Por fim, a CCXP23 não apenas proporcionou um vislumbre único do próximo projeto de Bruce Dickinson, mas também consolidou o Brasil como um ponto crucial em sua agenda de turnê e uma fonte contínua de inspiração. O impacto de “The Mandrake Project” promete ressoar muito além dos palcos e páginas, deixando sua marca na interseção fascinante entre música e narrativa visual. O que mais Bruce Dickinson pode aprontar?

SITE OFICIAL: THE MANDRAKE PROJECT


GALERIA BRUCE DICKINSON NA CCXP23

Fotos por: @fotobelga

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