Bem-vindos ao Vintage et Underrated, a coluna que une o antigo que não sai de moda e o underground que todo mundo adora, ou deveria. Essa semana vamos dar seguimento a sessão choro porque eu não gosto de Carnaval, então vou fazer um mês inteiro de reviews da Riyoko Ikeda só pra arrancar lágrimas de todo mundo, porque eu não tenho coração. Foi substituído por naftalina.
Sobre Claudine
Mais um trabalho pra fazer a gente ficar naquela bad vibe maravilhosa que dona Ikeda (Rosa de Versalhes, Orpheus no Mado) sabe deixar a gente. Assim, Claudine se trata de uma obra mais underground da autora, mas que tem um peso emocional até maior que suas obras mais famosas.
A história tem apenas dois capítulos e foi lançada primeiro em revista semanal (aquelas maravilhosas que traziam histórias como Bride of Deimos e Marmalade Boy). Mais tarde ganhou um volume único com edição de luxo que ganhou tradução para o inglês.
Infeliz ou felizmente, Claudine não tem versão animada, apesar de ser uma obra importante, já que é um dos primeiros mangás com uma protagonista transgênero, recebendo inclusive inúmeras críticas muito positivas quando chegou ao ocidente. Afinal, é uma das pouquíssimas obras que trata do assunto de forma tão dedicada e principalmente sem relegar ao personagem, uma escrita ambígua ou uma ideia abstrata que fica só na mente do leitor.
Claude é apresentado como um personagem transexual ao longo de toda a história e ao final dela, sem rodeios e sem meias palavras.
Enredo e primeiras impressões
ALERTA DE GATILHO – Se você é pessoa trans e tem gatilhos graves com disforia, LEIA COM CUIDADO E DE PREFERÊNCIA QUANDO VOCÊ ESTIVER BEM
Essa não é uma história muito fácil de digerir, essa é a verdade. A começar, o enredo tem um certo distanciamento que emula super bem como psiquiatras e psicólogos da época lidavam com as questões de gênero. A novidade nesse caso é a aceitação da maior parte da família em relação à transição de Claude.
Infelizmente nem tudo são rosas, a história toda faz questão de ser bem cruel, principalmente quando você percebe o somatório da questão de discriminação e as desventuras amorosas do protagonista o levam a sua trágica e cruel conclusão em relação a si mesmo.
Claude vive três paixões, duas delas arruinadas por homens de sua própria família, o que torna a trama ainda mais pesada, principalmente após o embróglio com o próprio pai e um amante (homem mesmo, esse mangá é salada de bafão familiar).
Com um estilo artístico já típico da autora, o mangá mantém a linha de belos e finos traços. Por um lado, direito da artista de manter o mangá do jeito que ela quer, por outro, é um pouco complicado pois acentua as características mais delicadas do personagem, o que dá uma carga ainda mais triste pro problema de autoimagem todo o tempo.
Enfim, se você quer se emocionar, chorar e ver barraco, Claudine é para você.
Pontos positivos
Personagens lindíssimos;
Enredo envolvente;
Barraco, bafão e tragédia.
Pontos negativos
Cheio de gatilho para pessoas trans;
Algumas vezes as descrições podem incomodar, apesar de fazerem parte da história.
Sinopse:Um médico narra a história de vida e os amores de um de seus pacientes da aristocracia, Claude, que foi designado como mulher no nascimento, mas sempre se identificou como homem.
A Lenda de Musashi | Pipoca & Nanquim | Suco de Mangá
Dificilmente alguém que gosta de cultura japonesa nunca ouviu o nome desse bushi. Uma lenda que existiu e fez história na arte da espada no Japão. É dele o mangá que vamos ver hoje, A Lenda de Musashi, mais uma publicação inigualável da Pipoca & Nanquim.
Quem escreveu o texto da obra foi o roteirista Mamoru Sasaki e o desenho é de Goseki Kojima. Sim, o mesmo desenhista que fezLobo Solitário e Kogarashi Monjirou, outra publicação maravilhosa da P&N.
Inclusive, dá pra reconhecer de longe o traço característico de Goseki, abusando dos rabiscos e apostando em feições severas.
Contracapa do mangá | Pipoca & Nanquim | Suco de Mangá
De qualquer forma, a história desse mangá tem uma proposta um pouco diferente. Afinal, são inúmeros mangás, livros, filmes, novelas e peças que contam a juventude de Musashi até seu glorioso auge. Porém, como foi a sua vida após chegar “no topo”?
É a partir desse ponto que Mamoru começa a escrever sobre o bushi, até chegar em seus últimos momentos de vida.
Além disso, o mangá foi uma celebração dos 50 anos do romance épico Musashi, de Eiji Yoshikawa, em 1985. Então, considerando o peso da sua história e a qualidade dos dois artistas que o fizeram, ele chega no Brasil no padrão luxuoso do selo Drago da Pipoca & Nanquim.
Com sobrecapa com verniz localizado, marcador de página e cards colecionáveis, essa publicação é uma peça de ouro da editora.
Cards colecionáveis, dois de Kogarashi Monjirou | Pipoca & Nanquim | Suco de Mangá
Enredo
Como dito anteriormente, a história de A Lenda de Musashi realmente começa no ponto alto da vida do bushi (só pra lembrar, bushi é como chamamos os japoneses que dominam as artes marciais, em especial a espada). A fatídica batalha com o clã Yoshioka, quando Musashi derrotou um clã inteiro sozinho.
Assim, vemos a chama, a fúria e a selvageria no olhar do bushi. É um olhar quase insano, determinado a fazer a vontade de sua espada se sobrepor a outras.
Porém, ainda com o coração inquieto, Musashi busca entender melhor o espírito da sua arma e seu estilo de luta. Afinal, ele é o primeiro bushi a usar duas espadas para lutar, criando um estilo só seu.
Além disso, junto da busca por si mesmo ele anseia mostrar ao mundo que sua espada é a melhor que existe.
Caminhada até si mesmo
Então, seguimos as andanças de Musashi pelo Japão. Vemos ele desafiar e ser desafiado pelos melhores samurais que existem. Por um momento, até conseguimos ver o bushi amolecer seu coração por uma mulher, que infelizmente não conseguiu manter ao seu lado.
Cruzando com pessoas históricas e outras comuns, Musashi melhora sua técnica e afia seu espírito. Sempre cheio de sabedoria, orgulho e honra, ele segue evoluindo.
À medida que os anos passam, aquele olhar incendiado vai se amornando, dando lugar pra olhos duros e determinados. Musashi passa a compreender o melhor caminho para sua vida, refletindo se a alcunha de ter a melhor espada do mundo realmente só o traria benefícios.
Musashi nos anos mais avançados de vida | Pipoca & Nanquim | Suco de Mangá
Assim, entre convites para ser instrutor oficial de espada, duelos e conversas, ele aprende um pouco com cada um que cruza seu caminho. Em estradas solitárias e algumas cheias de sangue, Musashi segue em frente até se encontrar.
Então, na reta final de sua vida, ele sabe que precisa compartilhar sua sabedoria para além do riscar das lâminas. Assim, deixa em escrito o seu legado.
Uma história envolvente
Não sei se é a forma com que foi contada ou se é a história em si, mas eu me envolvi com esse mangá até ver a última página dele.
É instigante ver a caminhada de Musashi após seu auge, procurando encontrar a honra, o reconhecimento, paz ou autoconhecimento que vem após o topo. O que mais me impressiona é que essa figura extraordinária realmente existiu.
Inclusive, muitos personagens são pessoas que realmente fizeram parte da história do Japão — mais um agradecimento à Pipoca & Nanquim, que nos dá uma aula de história com as notas explicativas. Esse aspecto dá um peso inigualável à obra.
Outro ponto, um detalhe, que eu achei muito significativo foi a arte do sumário. O primeiro capítulo começa em chamas, incandecente, até chegar no último, o resquício da fumaça desse incêndio.
Sumário da publicação, com a chama suavemente se apagando | Pipoca & Nanquim | Suco de Mangá
Não há forma melhor de ilustrar a tragetória de Musashi. Ele foi um fenômeno, foi o fogo (ou o tigre) selvagem e solto no campo. Porém, com o passar dos anos se tornou a brasa da fogueira, a base que dará lugar a uma nova chama do futuro.
Gorin no Sho – O Livro dos Cinco Elementos
Agora, o que tornou A Lenda de Musashi ainda mais rica e completa são os trechos do livro escrito pelo próprio bushi.
Como mostra na história, Musashi decidiu escrever um livro para perpetuar seu conhecimento e filosofias tanto sobre a arte da espada, estratégias de batalha, quanto sobre a vida.
Neste mangá, em determinados momentos aparecerem trechos desse livro, chamado de Gorin no Sho – O Livro dos Cinco Elementos. Então, por exemplo, em uma cena de luta, quando Musashi usa determinada estratégia, lemos o trecho do livro que fala sobre ela.
No último quadrinho, um trecho do livro escrito pelo próprio Musashi | Pipoca & Nanquim | Suco de Mangá
Acredito que isso deu uma carga história e até mesmo uma proximidade com Musashi que não poderia ser de outra forma.
Conclusão
Finalmente, se já não ficou claro até aqui eu deixarei explícito: que mangá maravilhoso.
Particularmente já me interessava pela vida de Musashi, mas ler uma história que mostra o depois do seu maior feito superou as expectativas. No final, eu realmente me arrepiei e fiquei com um aperto no coração por ter terminado. Fiquei com aquele sentimento de “quero ler tudo de novo, não pode acabar”.
De qualquer forma, algo que me incomoda um pouco no estilo de Goseki é que tem algumas cenas que eu apenas não entendo o que aconteceu. Normalmente nos duelos sinto que o traço dele não deixa os movimentos tão claros, então eu apenas deduzo vendo quem ficou vivo e quem ficou morto.
Além disso, uma crítica que se entende ao Goseki para outros desenhistas, é que eles sempre tem uma diversidade de personagens masculinos, mas as femininas parecem clones umas das outras.
Enfim, são pontos da minha percepção que eu não gosto, mas talvez isso nem faça diferença na sua leitura.
Por fim, digo que esse é um mangá incrível pra otakus e até mesmo não-otakus. Afinal, é uma obra histórica, que traz anos da vida dessa figura lendária que é Musashi. Também, é rica em conteúdo da história do Japão e de nomes importantes da arte da espada.
Portanto, conheça mais sobre uma das pessoas mais famosas do Japão, veja a história inédita d’A Lenda de Musashi.
O Spotify anunciou hoje as comemorações do aniversário de K-Pop ON!(온). Essa é sua principal playlist global de K-Pop dedicada a oferecer aos ouvintes uma plataforma para descobrir e sintonizar o melhor do gênero.
Então, para comemorar este marco, o Spotify lança uma série especial de Spotify Singles. Os artistas que encabeçam essa série são ENHYPEN, SHOWNU X HYUNGWON (MONSTA X) e STAYC para fãs de todo o mundo. Inclusive, esses nomes foram responsáveis por um crescimento de streams 326% no gênero no Brasil desde 2018.
Uma homenagem à paixão compartilhada pelo K-Pop e aos artistas que deram início a tudo
Com foco no tema My First K-Pop Crush, os Spotify Singles K-Pop ON! (온) apresentam covers de músicas dos sunbaes (artistas seniores) que primeiro alimentaram seu amor pelo K-Pop.
Ou seja, não é apenas um aceno à jornada de cada fã no gênero, que começou com o primeiro artista de K-Pop que fez seus corações palpitarem com sua arte e talento. Na verdade, é também um chamado aos fãs de K-Pop ao redor do mundo para se juntarem à celebração de uma paixão compartilhada pelo gênero e pelos artistas que deram início a tudo.
A série de Spotify Singles para K-Pop ON! (온) será lançada exclusivamente no Spotify a cada duas semanas. Primeiro, será o lançamento de ENHYPEN em 16 de fevereiro.
O Spotify Single K-Pop ON de SHOWNU X HYUNGWON! (온) chega em 29 de fevereiro e em seguida vem o lançamento de STAYC em 15 de março.
Muito conteúdo
Imagem Divulgação
Então, a cada lançamento os ouvintes também podem esperar uma série de conteúdos bônus exclusivos no Podcast com vídeo e no YouTube de K-Pop ON! (온).
De vídeos de performance a conteúdo de bastidores e muito mais, o Spotify deixará os fãs entrarem enquanto desvendamos as histórias dos artistas das primeiras K-Pop Crushes, o significado por trás de sua seleção de músicas e como os artistas inspiraram sua jornada no K-Pop.
Jungjoo Park, Head de música no Spotify na Coreia, comenta:
Além da celebração do nosso compromisso em ajudar o K-Pop a viajar pelo mundo e conectar artistas coreanos com fãs e novos públicos, a campanha K-Pop ON! (온) First Crush do Spotify também é uma expressão poderosa de como o K-Pop toca vidas, espalha positividade e une os ouvintes, independentemente de onde eles são ou do idioma que falam. Não poderíamos estar mais entusiasmados em trabalhar com ENHYPEN, SHOWNU X HYUNGWON e STAYC para trazer o primeiro Spotify Singles K-Pop ON! (온) para o mundo e dar início ao movimento de celebração do amor compartilhado pelo gênero.
Comemorando uma década trazendo o K-Pop para o mundo
Como parte de seus esforços para impulsionar a descoberta e levar o K-Pop ao seu público global, o Spotify lançou sua playlist principal para o gênero em 2014.
Desde então, K-Pop ON! (온) foi “salva” por mais de 5,3 milhões de usuários do Spotify em todo o mundo e acumulou bilhões de streams para artistas coreanos – ampliando o gênero além das fronteiras regionais, idiomas e culturas.
Na verdade, desde 2015, o número de streams anuais da playlist teve um aumento de 5.647%. Seus principais mercados são um reflexo da demanda global pelo gênero com os Estados Unidos, Indonésia, Filipinas, Brasil, México, Índia, Malásia, Tailândia, Japão e Alemanha na lista dos 10 primeiros.
Além disso, se estabelece como um destino chave para os fãs se unirem em torno de uma paixão compartilhada pelo gênero, K-Pop ON! (온). Porém, também se tornou um dos centros mais importantes para os artistas descobrirem sua música e alcançarem ouvintes em todo o mundo.
Então, em 2023, o Spotify expandiu a franquia K-Pop ON! (온) com o lançamento de seu K-Pop ON! (온) Video Podcast e canal no YouTube.
Assim, de conteúdo de game show a entrevistas, filmagens exclusivas de bastidores e muito mais, o canal aproxima os fãs de seus ídolos favoritos enquanto oferece novidades sobre as músicas mais recentes do K-Pop.
Por fim, o poder da plataforma Spotify, juntamente com a sua mentalidade intencional de impulsionar a descoberta de música, alimentou a aceleração massiva dos streams de K-Pop.
Desde 2018, os streams de K-Pop no Spotify aumentaram 182% nos Estados Unidos, 423% no Sudeste Asiático e 362% globalmente.
Antes um gênero apreciado principalmente regionalmente, os principais mercados de exportação de K-Pop no Spotify agora incluem Estados Unidos, Indonésia, Filipinas, Japão, México, Tailândia, Índia, Brasil, Malásia e Canadá. Saiba mais no For The Record.
A Sega anunciou durante a State ofPlay um novo jogo para a franquia do Sonic. Conheça Sonic x Shadow Generations, título que traz uma nova campanha e uma história inédica de Shadow, com novos poderes e habilidades!
Além de conter um remaster do clássico Sonic Generations para os consoles atuais, Sonic x Shadow Generations possui uma campanha do antigo inimigo do ouriço azul: Shadow. Então, BlackDoomretorna e ameaça o mundo mais uma vez, mas agora Shadow será a estrela, destruindo inimigos e salvando o mundo. E claro, provando que ele é a “Ultima Forma de Vida”.
Para quem não está acostumado, Sonic Generations trouxe o passado e o moderno em um mundo onde Sonic e seus amigos lutam contra o caos de tempo e dimensões. Essa aventura receberá novos desafios e novidades!
Então, fique atento às novidades de Sonic x Shadow Generations aqui no Sucoporque quanto menos você esperar…. CHAOS CONTROL!!!!
Algumas séries de jogos de plataforma são amadas pela criançada de todas as idades. Tenho certeza que os leitores da minha faixa etária mencionariam Super Mario World, Sonic the Hedgehog 2 ou Donkey Kong Country como jogos que marcaram sua infância — e não é pra menos. Todos estes são grandes clássicos dos videogames. Porém, há uma série que marcou particularmente a minha infância e desta não ouço falar com tanta frequência. Como bom jogador de PC que sempre fui, num dos CDs de revista que minha mãe comprava, vieram dois joguinhos muito legais. Foi aí que conheci Prince of Persia 1 e 2, para o longínquo MS-DOS.
Começo de Prince of Persia
Um único par de mãos criou o jogo e ele pertencia ao programador e animador Jordan Mechner. Assim, Prince of Persia era um jogo de plataforma que fugia um pouco dos padrões comuns, pois as animações do personagem principal eram criadas com rotoscopia. Isso dava ao titular Príncipe da Pérsia uma fluidez de movimento incomparável com outros jogos de plataforma em 1989.
Desta forma, era um pouco mais complicado de controlar, mas seu estilo de jogabilidade foi uma enorme inspiração para muitos outros jogos. Inclusive, uns de uma certa arqueóloga aventureira chamada Lara Croft.
Também, era um joguinho muito simples. Você controlava um reles plebeu, por quem a princesa da Pérsia se apaixona e tem um caso. Aproveitando-se da ausência do sultão, o grão-vizir Jafar aprisiona o seu personagem e dá à princesa uma hora para decidir-se: case-se com ele ou morra.
Infelizmente, o senso de autopreservação da princesa é menos agudo do que sua paixão, e você tem uma hora para libertar-se do calabouço e resgatar a princesa. Inclusive, digo uma hora no sentido real da palavra: você tem uma hora em tempo real para completar os doze níveis do labirinto.
O segundo jogo, uma gema perdida na história dos games, é um pouco mais elaborado, mas segue a mesma premissa do limite de tempo.
Uma breve decaída
Então, após uma tentativa frustrada de transferir Prince of Persia para o reino 3D que resultou num clone de Tomb Raider, ironicamente, a Ubisoft comprou a franquia. Foi assim que a consistência dos títulos sofreu um pouco.
Com Jordan Mechner ainda escrevendo a história, o primeiro esforço do estúdio, Prince of Persia: The Sands of Time, ainda figura para mim como um de meus jogos favoritos. Ele tem uma atmosfera inigualável, uma história com personagens muito bem escritos e uma movimentação extremamente fluida e crível.
No entanto, as suas sequências acabaram com o encanto do jogo. Deixaram tudo escuro, botando Godsmack na trilha sonora e fazendo as mulheres andarem sem roupa.
Outro reboot aconteceu em 2008, este um pouco mal recebido por ser visto como fácil demais. Afinal, era impossível morrer no jogo, você sempre era salvo de seus erros pela companheira Elika.
Desde 2010, com o tie-in The Forgotten Sands chegando em conjunto com o filme (sim, aquele do Jake Gyllenhaal, o príncipe da Pérsia mais branco do mundo), a série ficou num limbo em favor da série Assassin’s Creed, que começou desenvolvimento como um Prince of Persia.
Novos tempos
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Sendo assim, foi uma surpresa ver o anúncio da Ubisoft de que teríamos mais um Prince of Persia. Desta vez, quem desenvolveu foi a Ubisoft Montpellier, estúdio responsável pelos queridinhos Rayman Origins e Rayman Legends, fazendo parte do time de médio orçamento da empresa.
Então, como o histórico da série é acertar mais nos reboots, fiquei bem animado com o novo jogo. Inclusive, cheguei a dar uma olhadinha nele lá na BGS enquanto o Suco de Mangá estava por lá. Você pode conferir as minhas primeiras impressões clicando abaixo.
Fico feliz em reportar que, com o jogo completo em mãos, este novo reboot é um início bem bacana para que haja mais jogos da série.
Porém, não sem nenhuma ressalva. É preciso apertar o “New Game” sabendo que The Lost Crown é um jogo radicalmente diferente do que conhecíamos sobre a série Prince of Persia. Primeiro, pela sua nova premissa.
Enredo
O personagem principal é Sargon, um dos sete guerreiros imortais da Pérsia, e começamos defendendo nosso território de um ataque de tribos vizinhas.
No entanto, durante as celebrações de vitória, uma das imortais, a mentora de Ghassan, o príncipe da Pérsia, o sequestra e o leva até o Monte Qaf. Esta montanha sagrada é onde vive o grande pássaro Simurgh e lá o tempo não se move de maneira linear.
Assim, iniciamos uma aventura de exploração através do tempo para resgatar o príncipe Ghassan, num mapa absolutamente gigantesco, porém explorado no plano 2D, no clássico estilo Metroidvania.
Metroidvania
Esse gênero é um dos muito queridos por mim. Alguns dos meus jogos favoritos possuem essa mesma dinâmica de exploração, que leva a uma nova habilidade que abre mais partes do mapa levando a novas habilidades.
Além disso, essa estrutura significa que o jogo tem um ritmo excelente, começando de maneira lenta e com bastante diálogo explorando os personagens e o cenário e terminando com sequências de plataforma dignas de Celeste, cheias de armadilhas, espinhos em todas as paredes e com muita movimentação frenética utilizando dashes, pulos duplos e até mesmo viagem no espaço-tempo.
A exploração minuciosa do mapa, claro, leva a recompensas na forma de amuletos que dão variadas habilidades a Sargon. Por exemplo, aumentar levemente sua vida, dar a ele mais dano ou maior resistência a dano, até aumentar seus combos e suas sequências de ataque ou adicionar novos ataques a seu repertório.
Lutas
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O combate de The Lost Crown também é impecável. Afinal, Sargon possui múltiplos combos de espadadas, dashes que atravessam o oponente, ataques direcionais que lançam os oponentes pro ar e levam a combos maiores e também a maior necessidade num mundo pós-Dark Souls, o parry.
Este parry, inclusive, é crucial para as lutas mais legais do jogo, contra os chefões. Você pode usar ele para gerar mais Athra, a sua barra de especial, e soltar variados poderes dignos de anime, como dar parry em específicos ataques que brilham em amarelo. Isso leva Sargon a uma sequência animada de contra-ataque que causa muito dano.
No entanto, o jogador precisa se manter atento, pois se o ataque brilhar em vermelho, o parry não funciona nele e você ainda perderá Athra junto com sua vida se lhe atingirem. É um sistema simples, porém, bem dinâmico para um Metroidvania, levando a lutas de chefe bem divertidas.
Pontos fracos
Acredito que o jogo peca um pouco em ser, digamos, um pouco genérico quando levamos em consideração especialmente o legado da série Prince of Persia: The Sands of Time. Afinal, é um jogo muito único, que claramente foi feito e escrito com carinho por seus criadores, além de ser belíssimo considerando a época de lançamento, com uma movimentação e utilização de poderes temporais que até hoje me maravilham.
Por outro lado, The Lost Crown é um jogo muito competente no que faz, mas sinto como se perdesse alguma coisa da atmosfera da série ao aventurar-se no meio dos Metroidvanias.
Jogando The Lost Crown, você vai sentir uma pitada de Hollow Knight, de Ori and the Blind Forest, de Axiom Verge, de Bloodstained: Ritual of the Night, ou até mesmo de Metroid Dread. Porém, não vai sentir muito aquele tempero clássico de Prince of Persia.
Bugs
Também não posso deixar de mencionar que na versão de PC, qual joguei até o fim, tive experiência com múltiplos bugs. Em particular, um que não entendo e me deixou boquiaberto com tamanha bizarrice.
Ao atingir mais ou menos uns 40% do jogo, você enfrenta um chefe chamado Jailer, que deixa cair uma chave que abre as portas especiais dos Arquivos Sagrados. No entanto, ao pegar esta chave meu jogo, que até então rodava a lisos 120+ frames por segundo, de repente viu sua performance despencar para 30 frames.
Procurando por soluções na internet, encontrei uma: abrir todas as portas que aquela chave abria no mapa fazia os frames voltarem, de 15 em 15, até voltar ao normal ao terminar de abrir todas as portas do mapa. Eu nunca antes vi um bug de performance associado a possuir um item no inventário deste jeito.
Em outra situação, aceitar uma quest fazia com que meu jogo travasse e eu perdesse completamente o controle de Sargon. Só melhorava dando alt-tab, forçando o fechamento do aplicativo da Ubisoft Connect e aceitando que o jogo rodasse no modo offline.
Prince of Persia: The Lost Crown Veredito
Esses pequenos bugs devem ser corrigidos em breve e não acho que as ressalvas que fiz devem impedir uma olhada em Prince of Persia: The Lost Crown. Afinal, claramente é um Metroidvania feito com muita destreza pela Ubisoft Montpellier, e eu espero que o estúdio continue responsável pela franquia. Vale muito a pena!
Está na hora de uma nova aventura em BlackDesert. A PearlAbyss, desenvolvedora e publicadora sul coreana anunciou a mais recente atualização de Black Desert Online – Planalto deYzrahid!
Assim, a aventura vai comover novos e velhos aventureiros numa zona de alto nível e cheia de recompensas. Para acessar, basta ir às terras gélidas de Ulukita e se dirigir ao Sul dela! Confira:
Monstros de nível alto: pensando em jogadores veteranos com PA Recomendado 310 e PD 420 para revidar contra os poderosos monstros no caminho.
Estilo de Jogo Alternativo: a criatura “Sectário” atua como uma arca, guardando uma poderosa energia necessária para mobilizar os monstros no campo de caça.
Espólios de qualidade: você pode obter mais itens de valor e com maior diversidade, incluindo Artefato de Kabua, Chama da Ressonância, Fragmento de Kabua e mais.
Por fim, como um dos objetivos de simplificar itens complexos, a Pearl Abyss introduziu um sistema mais direto para Cristais de Vida e de Vigor.
Inicialmente divididos em vários tipos de conteúdo, como coleta, pesca, caça e culinária, eles serão unificados para um único tipo. Então, o que está esperando para se aventurar em Black DesertOnline – Planalto de Yzrahid? Pois nós do Sucoestamos prontos!
Está na hora de revisitar universos que moldaram o mundo da Blizzard, você poderá ter acesso a três títulos do legado da empresa na plataforma Battle.Net. Então, se prepare ára jogar Diablo, Warcraft: Ors & Humans e Warcraft II: Tides of Darkness. Atualize já seu Battle.Net para checar cada um deles!
Não conhece? Então, segue o Sucoe veja um pouco da nostalgia:
Encare o Senhor do Medo (novamente) em Diablo
Embaixo da catedral de Tristram, para além das catacumbas e cavernas profundas, um Mal Supremo se fortalece. Assim, o terror toma conta dos aldeões. Eles rezam para que alguém mergulhe na escuridão, vingue seus amigos mortos, salve Tristram e destrua o malfeitor demoníaco.
Com três classes de personagens emblemáticas, 16 níveis de masmorras para explorar à moda antiga e caça a demônios no multijogador, o cenário está montado para o retorno ao Diablo de 1997 – o título que lançou um dos universos de RPG de ação mais duradouros dos jogos.
Diablo já está disponível na Loja Battle.net.
Revisite as origens da Horda e da Aliança em Warcraft: Orcs & Humans
Com temíveis invasores de outro mundo ameaçando a paz, Azeroth clama por um herói para liderar seus defensores humanos na batalha… ou conquistar esse reino em nome da Horda órquica.
O jogo traz a opção de explorar duas dúzias de missões em duas campanhas separadas, enfrentar outros humanos no modo jogador contra jogador, e muito mais.
Para aqueles que tinham curiosidade em saber como era travar as batalhas de estratégia em tempo real dos primórdios da saga Warcraft, chegou a hora de conferir como tudo começou.
O primeiro jogo do universo Warcraft e o primeiro RTS da Blizzard, Warcraft: Orcs & Humans, de 1994, já está disponível na Loja Battle.net
Lute pela honra em Warcraft II: Tides of Darkness
Os maiores estrategistas da Aliança e da Horda travam um embate terrível enquanto a guerra assola Azeroth. Assim, cabe ao jogador fazer a escolha: defender este mundo e seu povo, ou esmagar esses fracotes tomar os domínios deles para a Horda.
Em Warcraft II, é possível acompanhar as duas facções em 28 missões em duas campanhas épicas, ir para a expansão Beyond the Dark Portal após concluir a campanha Tides of Darkness e dar asas à imaginação com o editor de mapa de Warcraft II.
Warcraft II: Tides of Darkness já está disponível.
Então, seja em Diablo ou Warcraft a diversão e a criatividade retorna aos antigos fãs da Blizzard e abraça as novas gerações na Battle.Net!
A Crunchyroll, a experiência definitiva em animes no mundo todo, e Sony Pictures Entertainment anunciou as datas de estreia de SPY x FAMILY CODE: White para abril de 2024, além de novos trailers dublados para o aguardado anime de comédia e ação. Distribuído pela Crunchyroll e a Sony Pictures Entertainment, o longa chega ao Brasil em 25 de abril com opções de legendas e dublagem em português.
As datas de lançamento da estreia global incluem:
17 de abril: Bélgica, França, Suíça (língua francesa)
18 de abril: Austrália, Nova Zelândia
19 de abril: Canadá, Espanha, Estados Unidos
23 de abril: Áustria, Alemanha
24 de abril: Itália, Jamaica, Trindade e Tobago
25 de abril: Argentina, Aruba, Bolivia, Brasil, América Central, Chile, Colombia, Costa Rica, Curacao, Dinamarca, Republica Dominicana, El Salvador, Guatemala, Honduras, Hungria, México (em IMAX em 18 de abril), Países Baixos, Nicaragua, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Sérvia, Suriname, Suíça (língua alemã), Suíça (língua italiana), Uruguai
26 de abril: Equador, Finlândia, Islândia, Noruega, Suécia, Venezuela
SPY x FAMILY CODE: White é a primeira obra cinematográfica da popular série de anime e apresentará uma história original independente com o agente secreto <Twilight>, sua esposa brutalmente assassina Yor, e sua filha adotada telepata Anya em uma missão inédita. Baseado no amplamente aclamado mangá indicado ao Prêmio Harvey e Eisner, escrito e ilustrado por Tatsuya Endo, a série SPY x FAMILY estreou em 9 de abril de 2022 e rapidamente cativou milhares de fãs ao redor do mundo. As primeiras duas temporadas estão disponíveis na Crunchyroll.
Sinopse Oficial do Filme: Ele é um espião. Ela, uma assassina. Juntos, Loid e Yor mantém suas vidas duplas enquanto fingem serem a família perfeita. No entanto, sua filha adotiva, Anya, uma telepata, conhece seus empolgantes segredos, sem eles saberem. Usando o pretexto de levar sua família numa viagem de inverno no fim de semana, a tentativa de Loid de progredir em sua missão atual, a Operação Strix é frustrada quando Anya se envolve por engano e ativa eventos que ameaçam a paz mundial!