Mais uma novidade para o mês das crianças, com a chegada do “Clube da Anittinha“, animação da cantora Anitta e que começou a ser transmitida nos canais Gloob e Gloobinho, na última semana.
A série abordará temas como meia-ambiente, amizade, respeito às diferenças e também contará com composições inéditas em cada episódio – onde estarão disponíveis também para audição no Spotify, após a exibição dos episódios.
Sinopse: Na trama, Anittinha estará sempre acompanhada do seu trailer chamado Poderosa – que se transforma em trio elétrico cada vez que é acionado com o comando “Prepara, Poderosa!” – e de uma turma muito especial: seus cinco cachorros, seus amigos: Marshmelle, Gatrick, Juju Coral e Estreller e sua família: a mãe, Rositcha, o pai, Mauro Mar, e o irmão, Renuvem.
Clube da Anittinha será exibido às 17h30 no Gloob e, no Gloobinho, às 18h30, além de estar disponível no Gloob Play, no Gloobinho Play e no YouTube, no canal Clube da Anittinha.
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Demorou mas chegou! A Turma da Mônica ganhou um serviço de assinatura para você ler suas histórias favoritas, o “Banca da Mônica”.
Seja no tablet ou no celular, o serviço por streaming disponibilizará revistas mensais e todo o acervo editorial da Mauricio de Sousa Produções (MSP), de 1950 a 2016, seja clássicos, mangás e até mesmo as Graphic MSP.
Exemplo da interface da Banca da Mônica
O aplicativo é uma parceria com a Panini, editora responsável pelas publicações das revistas mensais da turminha, Turma da Mônica Jovem, Chico Bento Moço, Graphic Novels e muitos outros títulos e chega para Android e iOS com diferentes pacotes:
Pacote Mensal Turma da Mônica Jovem: Turma da Mônica Jovem + Chico Bento Moço.
Pacote Mensal Turma da Mônica Clássica: Mônica + Cebolinha + Magali + Cascão + Chico Bento.
Revistas Avulsas: Clássicos do Cinema ou Graphic MSP ou Saiba Mais, compradas de maneira avulsa por edição.
Pacote Acervo Turma da Mônica Clássica: Mônica + Cebolinha + Magali + Cascão + Chico Bento. Edições a contar de um ano anterior ao mês atual.
Pacote Mensal Turma da Mônica Internacional: Monica and Friends + Mónica y Sus Amigos.
Harukana Receive lançou no dia 6 de julho, na Temporada de Verão 2018, o que combinou bem com a temática do anime. Está completo na Crunchyroll, com 12 episódios no total.
O estúdio que cuidou do anime foi o C2C, mas não possui outros trabalhos grandes. Mas superou as expectativas quanto a animação, já que ficou tudo muito bem animado e bastante fluido até o final. E o diretor é o Kubooka Toshiyuki, que já trabalhou em Beck e Berserk.
Harukana é baseado em um mangá de vôlei de praia, slice of life e ecchi. Está lançando desde 2015 e é escrito e desenhado pelo Nyoi Jizai, que só possui esse mangá até o momento. É serializado na revista seinen Manga Time Kirara Forward, que conta também com Gakkougurash! e Yuru Camp.
Harukana Receive (Pôster Divulgação)
A garota que vai morar com a avó
O anime começa mostrando a principal, Oozora Haruka, uma garota alta que vai morar com a avó e a prima, que é mais baixinha, em Okinawa. Lá ela encontra duas garotas, Tachibana Ayasa e Tooi Narumi, que estão se preparando para jogar uma partida de vôlei na praia.
Quando sua prima, Higa Kanata, chega, Haruka insiste em jogar uma partida com essas duas garotas. E assim Haruka descobre mais sobre o esporte e descobre que sua prima jogava antigamente.
Só que Haruka pega o gosto pelo vôlei e decide que quer jogar mais. Sua prima Kanata havia parado de jogar e não tinha vontade de voltar, mas Haruka consegue convencê-la. Durante a história elas conhecem e ficam amigas das irmãs Thomas, Claire e Emily, que são excelentes personagens.
Basicamente a história é sobre o avanço de Haruka no vôlei e sobre a Kanata se encontrando novamente no esporte e voltando a jogar. As duas se completam de alguma forma, de maneira em que uma incentiva a outra a prosseguir.
Harukana Receive (Pôster Divulgação)
Ritmo e Direcionamento
Mas nem tudo são flores. O anime é bem parado e não consegue empolgar muito nas partidas e nem em outras situações. A única partida que deu certa emoção foi a última que aconteceu no anime, mas ainda assim foi fraca.
No começo o ecchi não incomodava, mas começou a ser grande parte do anime nos próximos episódios. Então já fica o aviso para quem não curte ecchi. Por mais que seja aceitável algumas coisas, já que são mulheres jogando vôlei de praia, ficou bem forçado (como a maioria dos ecchi). O interessante seria um anime de esportes de garotas que focasse menos em seus corpos e mais na história (como no caso Hanebado), e esse anime não conseguiu fazer isso.
Parece que a obra quer deixar um certo drama envolvendo as personagens, mas no anime ficou bem raso, querendo forçar uma empatia que não funcionou (pelo menos não comigo). Além de algumas histórias serem bem fracas, sem emoção alguma. Se tirassem essas partes, acredito que funcionaria melhor.
Progressão de Personagens
Ao longo da obra, há a introdução das adversárias das protagonistas. É legal mostrar isso, mas nesse anime não funcionou tão bem. Todo momento parecia forçado demais para criar uma empatia, o que incomodou bastante. As personagens principais são menos interessantes que as coadjuvantes. Sem as irmãs Thomas, o anime ficaria bem pior.
A progressão dos personagens também deixou a desejar. Tudo pareceu muito rápido e milagroso. Eu entendo que o anime é curto, mas acho que poderia ter sido trabalhado melhor essa questão, no final principalmente. É compreensível ter terminado assim, mas foi rápido demais. Se fosse o oposto teria sido mais interessante, porque o gostinho de “quero mais” iria ser maior.
Harukana Receive (Pôster Divulgação)
Pontos Positivos
Mas o anime possui alguns pontos positivos, como a animação bem feita e algumas personagens interessantes. Além de trazer um esporte um pouco incomum no universo dos animes, e por possuir protagonistas femininas.
Tanto a abertura quanto o encerramento são cantados pelas seiyuus do anime. A abertura “FLY two BLUE” é performada pela Yuuki Kana (Haruka) e pela Miyashita Saki (Kanata). A música é bem calminha, mas não é marcante, e a abertura segue o mesmo estilo.
O encerramento “Wish me luck!!!!” é cantado por essas duas seiyuus e mais duas, Tanezaki Atsumi (Claire) e Suegara Rie (Emily). É outra música básica, e a animação é toda feita como se fosse um desenho em um caderno.
De um modo geral, é um anime para quando não tem nada mais interessante para assistir. Dá para passar um tempo, mas não tem uma trama que vai te segurar, até porque é um slice.
Quem não se importa com ecchi está liberado para assistir. Por serem só mulheres, algumas situações chatas de animes ecchi não estão presentes, mas ainda assim é cansativo. Mas não é uma total perda de tempo.
Sob a direção de Soichi Masui e com roteiro de Hajime Kamoshida – renomado autor de Sakurasou no Pet na Kanojo – Rascal Does Not Dream of Bunny Girl Senpai (ou Seishun Buta Yarou wa Bunny Girl-senpai no Yume wo Minai) expõe e sustenta a simplicidade de seu enredo, não somente a simplicidade, mas os demais aspectos que tornam os fatos para o “aceitável”.
O anime estreou na Temporada de Outono 2018 e conta com a produção do estúdio CloverWorks, além disso, está disponível na plataforma de streaming Crunchyroll com legendas em português.
O pé de Coelho da CloverWorks
De início eu pensei que a animação tratava-se de algo semelhante ao que o personagem de Ruby Sparks – A Namorada Perfeita (2001) lidava no filme, porém, quando o anime foi abordando os pontos-chave, seja com metáforas – a metáfora da fantasia de coelhinha – ou com questões do e no âmbito escolar, eu me dei conta de que realmente a premissa era outra.
Não que a comedia-drama mencionada ou mesmo o animê demonstre ser confuso, muito pelo contrário, a unicidade e simplicidade que Rascal Does Not Dream of Bunny Girl Senpai emite na narrativa é tão simples e sutil que você sente o episódio fluir – e mais importante – consegue compreender.
Rascal Does Not Dream of Bunny Girl Senpai (Imagem Divulgação)
Visual Surpreendente
A parte visual me surpreendeu, pois quando eu soube que vários dos lugares mostrados – e que ainda surgirão no animê como um todo – são lugares reais, eu me recordei de várias animações do gênero ou semelhantes que usam desta técnica.
Ponto positivo para a trilha sonora que não só é sutil como também se tem a percepção de quando a narrativa e animação fica mais e menos tensa. A abertura na voz de The Peggies –banda que possui pouco tempo de carreira profissional – pegou bem para a animação, e sinceramente, o encerramento não me agradou muito.
CloverWorks, Soichi Masui que já dirigiu Sakura Quest, Hajime Kamoshida e uma staff competente trabalhando de forma uníssono, eu serei franco: não consigo imaginar esse anime tendo uma má gestão nos próximos episódios.
Há muito tempo que não é visto um filme de trama policial ao estilo década de 80/90, aquela dupla que não se dá bem e precisa resolver o mistério de vários assassinatos, ligando com pistas encontradas e testemunhas questionadas, até resolver o crime em questão.
Agora pega tudo isso e mistura com fantoches, pode parecer estranho e até desinteressante, mas Crimes em Happytime faz um filme de mistério policial com alívio cômico extrapolado, pesando para o besteirol, que mesmo sendo proposital, ele acerta em muitos pontos, fazendo com que seja um blockbuster bem gostoso de assistir – ou pesado, dependendo da sua imaginação.
Crimes em Happytime (Pôster Divulgação)
A Base de “Crimes em Happytime”
O filme começa construindo aquilo que é a base da trama e o que mais rouba a cena, um mundo entre humanos e fantoches, todo o preconceito racial agora é direcionado para os bonecos.
Um universo diferente que atrai bastante, você vê fantoches sendo dilacerado por cachorros e o elenco trabalha como se aquilo fosse restos mortais de carne, sangue e ossos, e na verdade é apenas algodão e pano, isso é facilmente entendido e todos entram na ideia de que aquilo foi uma chacina, ainda mais quando o protagonista Phil, um fantoche de cor azulada é chamado de azul, e no contexto pareceu que foi uma ofensa racista, o trabalho de roteiro e desenvolvimento da trama foi com certeza o maior marco do filme.
A ideia de trabalhar o açúcar como a droga mais ilícita para os bonecos foi algo genial, fazer uma espécie de cracolândia da fofura com uma fotografia suja e escura chama bastante a atenção, o apelo sexual dos fantoches balanceia entre o hilário e o grotesco, sendo aceito facilmente pelo público, um mundo diferenciado que encobre que por completo a falta de um roteiro mais profundo e óbvio em conclusões.
Melissa McCarthy stars in The Happytime Murders
Melissa McCarthy continua impecável!
Mais uma vez temos Melissa McCarthy em um papel de protagonismo humorístico que nos faz chorar de rir, mais uma atuação como policial que coloca aquela mulher grossa e atrapalhada que ainda cativa todo mundo.
O filme é muito bom e gostoso de assistir, contudo já estreou nos cinemas norte americanos e foi um fracasso de bilheteria, sendo essa marca a primeira na carreira de Melissa McCarthy, uma história que lembra muito Vila Sésamo para maiores de dezoito anos, deu o que falar desde seu primeiro trailer, a produtora da antiga série animada não gostou da existência desse filme, envolvendo até um processo que era desconsiderado pelo diretor Brian Henson, filho do próprio Jim Henson, criador dos Muppets, após todo o conflito, o diretor se manifestou: “Eu sabia que a Sesame Workshop não ia ficar muito feliz sobre usar a frase, ‘No Sesame. All Street’, mas, ao mesmo tempo, está literalmente dizendo que não é Vila Sésamo.
Então fiquei surpreso que a Sesame Workshop reagiu de forma tão dura quanto fizeram. Mas, ao mesmo tempo, acho que a reação deles foi mais sobre preocupações em relação ao relacionamento deles com seus patrocinadores e investidores”.
The Happytime Murders
Besteirol pode dividir opiniões
Crime em Happytime pode dividir opiniões em ser um besteirol com fantoches ou uma trama policial bem desenvolvida, com humor escrachado para maiores, com certeza o público estará bem dividido, mas há seus méritos, trabalhar uma ideia de mundo onde o racismo acontece com fantoches, e fazer um humor adulto com todos esses elementos, é quebrar o tabú de que fantoches são coisas infantis.
Mesmo assim, o besteirol te arranca risadas a ponto de chorar de rir e desconsiderar a história rasa, toda a falta de roteiro pode ser suprido pelas vezes que você vai chorar de rir, com esse pastelão diferenciado de muitos já feitos em terras hollywoodianas.
Com uma trama que leva a transição da jovem entre a adolescência até a vida adulta, a Netflixgarante elementos de terror, ocultismo e muita bruxaria – seguindo clássicos como O Bebê de Rosemary e O Exorcista.
A série contará com Kiernan Shipka como Sabrina Spellman, e roteiro do showrunner de Riverdale, Roberto Aguirre-Sacasa. O elenco também conta com Miranda Otto, Lucy Davis, Ross Lynch, Michelle Gomez, Chance Perdomo, Jaz Sinclair, Richard Coyle, Tati Gabrielle, Adeline Rudolph, Abigail Cowen, Lachlan Watson e Bronson Pinchot.
https://www.youtube.com/watch?v=c1N3tpnmy-c
Com dez episódios, a série original Netflix estreia em 26 de outubro de 2018.
Em uma era vasta de filme de heróis, um vilão teria que um dia ter uma chance de ser o grande protagonista da trama, mesmo que ele fuja completamente do que ele é.
Trazendo um arco diferente dos quadrinhos mais conhecidos, Venom é um filme que desaponta em ação e violência, porém o seu lado blockbuster conseguiu atingir suas metas, com algumas referências aos HQs e o carisma de Tom Hardy, podemos dizer que não tivemos o filme que queríamos, com muitas falhas inclusive, mas que mesmo assim, saímos satisfeitos.
Venom (Pôster Divulgação)
Cuidado com o hype!
Analisando toda publicidade feita nesse filme, já era de se esperar que teríamos um filme blockbuster bem razoável para trazer grande bilheteria, ou seja, o Venom que todos conhecem está nos quadrinhos e por lá irá ficar, uma violência bem leve com ação quase que aceitável à força traz um certo desapontamento, com toda essa artificialidade de roteiro.
O ciclo do anti herói é bem apresentado e faz referências ao passado de Eddie Brock, mas não salva a fraqueza da luta final entre Riot e Venom, que lembra bastante Mulher Gato ou Elektra, isso que o vilão desse filme é algo completamente sem graça e esquecido, trata-se do presidente da Life Foundation, empresa que faz testes para descobrir um pouco mais sobre o simbiose, além de trazer uma trama mais dinâmica, facilmente compreendido sobre tudo o que acontece com Eddie.
Mas a rapidez disso é tanta que apenas quem leu os quadrinhos vai conseguir absorver rapidamente, pelo roteiro raso que tem esse filme, um desenvolvimento atropelado funciona pelo simples fato de que queremos ver Venom o quanto antes.
Venom (Imagem Divulgação)
Vale o divertimento!
Até parece que esse filme é um desastre completo, mas na verdade muitas coisas fazem ele valer a pena, a começar por Tom Hardy, que trabalha uma bipolaridade com o simbiose, em tela se vê um diálogo de duas entidades e apenas um ser humano, a situação amadurece a relação de Venom e Eddie e ainda diverte por ser um alívio cômico muito presente no filme, funcionou perfeitamente, pois a cada situação que ambos discutiam, mais e mais risadas eram ouvidas, visualmente tanto Riot e Venom como bípedes, quanto simbiose arrastada pelo chão convenceram na medida certa.
A arte digital desse filme funciona e convence, e por ser um blockbuster em todos os sentidos, a história conseguiu fluir tranquilamente e convencer aqueles que estavam ressabiados.
Contudo achar que esse filme é um fracasso cabe a expectativa de cada um, além do seu nível fanático de quadrinhos, pois esse filme funcionou tão bem que aquela ideia de que “Venom não funciona sem Spiderman” é completamente esquecida, o cabeça de teia não fez falta na história, e com isso temos um Venom nos cinemas, o desejo utópico de todos é que Tom Hardy poderia estar junto com Tom Holland em uma sequência, mas por ser estúdios diferente, é praticamente impossível, mas se depender da cena pós crédito, e de talvez uma boa bilheteria, podemos esperar uma sequência com o Carnage – quem sabe?
Venom (Imagem Divulgação)
Tom Hardy fez o trabalho!
A ideia triste de saber que o Venom perfeito de todos não está presente no filme é o marco definitivo, negativamente claro, mas antes fosse uma decepção por completo, Venom é um filme divertido, com ação e violência na medida certa para agradar a todos e convencer alguns cabeças duras de que nem todos os filmes terão super heróis como protagonistas.
Tom Hardy provou de seu talento e convence como o antagonista do cabeça de teia trabalhando com os holofotes virados para ele, tudo na medida certa, mas talvez para expectativas erradas.