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Devil May Cry 5 | Pré-venda na Nuuvem com desconto de até 23%

devil may cry 5
Devil May Cry 5 (2019)

Mais um grande lançamento está em pré-venda na Nuuvem – e com desconto! Devil May Cry 5 está com 23% de desconto, no valor de de R$ 99,99 para a versão Standard e de R$ 114,99 para a Deluxe.

Para garantir o preço promocional, é necessário adquirir uma das versões do jogo usando o PayPal como método de pagamento e incluir o cupom PAYPALCAPCOM no ato da compra.

Além do PayPal, também é possível adquirir Devil May Cry 5 com boleto bancário, com 15% de desconto, ou com o cartão de crédito, com desconto de 11% a 13%, dependendo da versão adquirida.

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Beastars, Yuragi-sou no Yuuna-san e My Brother’s Husband em março pela Panini

beastars husband yuragi

Em março, junto aos títulos de Dragon Ball Ultimate, Pokémon Ruby & Sapphire e Radiant, mais três mangás foram anunciados pela PaniniBeastars, Yuragi-sou no Yuuna-san e My Brother’s Husband.

Beastars

Beastars traz um mundo povoado por animais antropomórficos, herbívoros e carnívoros que vivem juntos. O lobo Legosi, personagem principal da história e membro do clube de teatro da Escola Cherryton, apesar de sua aparência assustadora, tem um coração gentil, mas durante boa parte de sua vida foi objeto de medo e ódio entre os outros animais. Legosi acaba se envolvendo mais com seus colegas de classe, que têm suas próprias inseguranças, e vê sua vida escolar mudar lentamente. O título está em andamento no Japão com 11 edições e no Brasil será bimestral.

Yuragi-sou no Yuuna-san

Em Yuragi-sou no Yuuna-san, Kogarashi Fuyuzora é um médium com a mão na massa. Desde o dia em que foi possuído por um espírito maligno, anda atolado em dívidas. Em busca de um quarto barato para alugar, ele acaba indo parar em uma pousada assombrada, a Pousada Yuragi, onde moram apenas garotas. Dentre as moradoras está Yuuna, um fantasma incapaz de avançar para o mundo espiritual. Apesar dos protestos das inquilinas, Kogarashi acaba começando sua nova vida na Pousada Yuragi. A publicação também será bimestral e está em andamento no Japão com 17 edições.

My Brother’s Husband

My Brother’s Husband apresenta a história de Yaichi, Kana e Mike. Há 10 anos o irmão gêmeo de Yaichi se mudou para o Canadá e se casou com Mike. Mas ele acaba falecendo e Mike chega ao Japão para conhecer Yaichi e sua filha Kana. O mangá aborda as relações parentais e as diferenças culturais dessa família. Completo no Japão em 4 edições, o título será publicado no Brasil em formato 2 em 1, totalizando dois volumes com periodicidade bimestral.

Saindo mais detalhes dos títulos, divulgamos por aqui. Gostaram dos anúncios? 

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Gleipnir | Primeiro Gole

gleipnir

Gleipnir me surgiu bem por acaso, eu estava estudando um pouco sobre a mitologia nórdica e acabei me deparando com a Gleipnir, a corda forjada pelo anões para prender o lobo Fenrir, eu pesquisei no tio Google sobre o artefato e acabei me deparando com esse mangá.

Gleipnir é um mangá seinen de autoria e desenhos do mangaka Takeda Sun. A obra conta a história de Shuichi Kagaya, um garoto que deixou de ser humano, ele tem um olfato muito apurado e pode se transformar em uma criatura muito poderosa, uma fantasia de lobo viva, tipo aquelas fantasias de mascote de seleção ou parque temático.

E sim, ele realmente vira uma fantasia de mascote viva. Como essa habilidade “curiosa” poderia acabar com a vida sossegada, ele decide abrir mão de muita coisa gente. Mas como gente boazinha demais normalmente se ferra, Shuichi, utilizando-se das habilidades sobre-humanas da sua forma de fantasia salva uma garota de um incêndio, mas essa garota acaba chantageando ele após descobrir sobre sua forma monstruosa, ameaçando contar pra todos sobre essa forma e acabar com a vida pacifica de Shuichi e é ai que a história começa.

Planos de Fundo Misteriosos e Sombrios

O mangá não se explica muito e demora alguns capítulos até entendermos o que está acontecendo. A maior parte de história é centrada na relação de Shuichi e Claire, a garota chantagista, e nos mistérios e coincidências que cercam o passado dos dois.

Apesar de ter o poder Shuichi não sabe de onde ele veio, não sabe como se tornou aquela criatura. Mas Claire lhe conta que ele não é o único monstro naquela cidade, revela que a irmã dela também se tornou um monstro, matou seus pais e deixou para ela uma estranha moeda.

Juntos eles decidem encontra as respostas, em um caminho violento que os obriga a enfrentar e matar outras pessoas que se transformam em monstros e a seguir literalmente um odor de morte para encontrar uma resposta chamada: Aliens!

Um Alien que lê mangá! 

Tudo que está acontecendo com Shuichi é culpa dos aliens, ou melhor de um alien que tem aparência humana. Ele mesmo explica que sua raça tem o poder de se transformar em outras espécies para sobreviver em qualquer planeta.

Esse alien também conta que o planeta dele havia ficado inabitável por causa da poluição então os membros de sua raça ficaram viajando por vários planetas até que o deles volta-se a ser habitável. Mas na viagem de volta para casa, a nave deles acabou caindo na terra e os membros da espécie dele acabaram se perdendo na forma de moedas.

Assim ele oferece uma poção para aqueles que lhe entregarem moedas, uma formula que altera o DNA de quem beber, permitindo ela se tornar o que mais deseja, e quanto mais moedas mais poderes ele concede. Resumindo um alien veio até Terra e alterou o DNA dos terráqueos (parece que o Giorgio Tsoukalos estava certo o tempo todo).

Então com o surgimento de cada vez mais pessoas-monstro e a caça pelas moedas ameaçando se tornar um problema com fortes chances de afetar a Terra, Shuichi, que se lembra de ter bebido essa formula, e Claire decidem se tornar coletores e entrarem em um jogo onde mais mistérios surgem, passados obscuros são revelados e mais desconfiados ficamos sobre as reais intenções dos personagens.

A Leitura Vale a Pena?

Se você não se importar de ver um pouco de sangue, violência e nudismo, tiver a mente aberta pra tramas absurdas e gostar de batalha com estratégia e transformações, pode ler de boa. Agora, se a leitura vai valer a pena? Quem decidi isso é você.

gleipnir
Gleipnir (Capa Divulgação)

 

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Conhecendo as meninas do Oh My Girl

O showcase das meninas do Oh My Girl em São Paulo já está super perto. E nada melhor para ir entrando no clima e se preparar para ver as meninas de pertinho do que conhecer um pouco mais sobre o grupo. Então trouxemos hoje algumas curiosidades para vocês!

Sobre o Oh My Girl:

Debut: 21/04/2015 – Cupid

Agência: WM Entertainment (primeiro grupo feminino da empresa)

Nome do fandom: Miracle, porque elas dizem que os fãs são verdadeiros milagres em suas vidas.

Cores do fandom: Pantone 230c, Pantone 304c, e Pantone 461u

First Win: 23/01/2018 – Secret Garden

Contas oficiais nas redes sociais:

Instagram: @wm_ohmygirl
Facebook: official.ohmygirl
Fan Cafe: ohmygirl
Weibo: Oh My Girl
Twitter: @wm_ohmygirl
Youtube: OH MY GIRL channel
vLive: Oh My Girl channel

Hyojung (??)

Nome: Choi Hyo-jung (???)
Posição: Líder, Vocalista Principaç
Data de Nascimento: 28/07/1994 (Leão)
Altura: 1.60m
Peso: 46kg
Tipo Sanguíneo: AB

Curiosidades:
– Nasceu na Coréia, mas morou na Tailândia desde algumas semanas de vida até os 6 anos de idade.
– Seus hobbies são cantar e assistir doramas e programas de tv de variedades.
– Her hobbies are singing, watching dramas and variety shows.– Sabe tocar piano.
– Seu tipo ideal é alguém mais novo, de quem ela possa cuidar.

Mimi (??)

Nome: Kim Mi-hyun (???)
Posição: Rapper Principal, Dançarina Principal, Vocalista
Data de Nascimento: 01/05/1995 (Touro)
Altura: 1.63m
Peso: 50kg
Tipo Sanguíneo: AB

Curiosidades:
– Diz que seu espirito animal é um urso.
– É a única rapper do grupo e conhecida pelo tom rouco da sua voz.
– Seu hobby é ouvir música.
– Odeia vídeos assustadores.
– Seu tipo ideal é alguém que ame apenas ela e com quem tenha muitas coisas em comum.

YooA (??)

Nome: Yoo Shi-ah (???)
Posição: Dançarina principal, Vocalista, Face do grupo
Data de Nascimento: 17/09/1995 (Virgem)
Altura: 1.60m
Peso: 50kg
Tipo Sanguíneo: A

Curiosidades:
– Tem um irmão chamado Junsun que é um famoso coreógrafo do 1Million Dance Studio.
– Seu verdadeiro nome era Yoo Yeon Joo, mas ela mudou legalmente para Yoo Shi-ah.
– Seus hobbies são passar um tempo sozinha e ouvir música.
– Debutou em um grupo temporário chamado Girl Next Door, criado com outras idols de grupos diferentes para um programa de TV chamado Idol Drama Operation Team.
– Seu tipo ideal é alguém com cerca de 1.75m e que seja uma pessoa honesta.

Seunghee (??)

Nome: Hyun Seung-hee (???)
Posição: Vocalista Principal
Data de Nascimento: 25/01/1996 (Aquário
Altura: 1.60m
Peso: 48kg
Tipo Sanguíneo: B

Curiosidades:
– Sabe tocar violão.
– Gosta de falar ingles e imitar personagens de filmes.
– Atuou no webdrama LOSS:TIME:LIFE junto com o Baro do B1A4.
– Seus hobbies são assistir filmes, ouvir música, desenhar e fazer alongamentos.
– Seu tipo ideal é alguém com quem tenha facilidade para conversar.

Jiho (??)

Nome: Kim Ji-ho (???)
Posição: Vocalista, Dançarina, Visual
Data de Nascimento: 04/04/1997 (Áries)
Altura: 1.65m
Peso: 49kg
Tipo Sanguíneo: A

Curiosidades:
– Tem o apelino “Nyang” porque dizem que se parece com um gato.
– Sabe tocar violão, falar japonês e imitar o Pikachu.
– Seu hobby é assistir filmes.
– Seu tipo ideal é alguém com quem possa aprender muito.

Binnie (??)

Nome: Bae Yu-bin (???)
Posição: Vocalista
Data de Nascimento: 09/09/1997 (Virgem)
Altura: 1.60m
Peso: 49kg
Tipo Sanguíneo: O

Curiosidades:
– Era modelo quando criança e também fez trabalhos como atriz mirim nos doramas Beethoven Virus, More Charming by the Day e I Love You Don’t Cry, entre outros.
-Seus hobbies são resolver problemas e descobrir novas músicas.
– Sabe falar japonês.
– Diz que não tem um tipo ideal específico, mas gosta de alguém que cause uma boa primeira impressão.

Arin (??)

Nome: Choi Ye-won (???)
Posição: Dançarina, Vocalista, Maknae
Data de Nascimento: 18/06/1999 (Gêmeos)
Altura: 1.64m
Peso: 47kg
Tipo Sanguíneo: O

Curiosidades:
-Diz que seu espírito animal é um Coelho.
– Seus hobbies são assistir filme enquanto come pipoca doce e combinar roupas.
– Foi colega de classed a Mina do Gugudan, Mark do NCT e Xeheun no Girlkind.
– Seu tipo ideal é alguém que se esforça bastante nas coisas que faz.

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Mortal Kombat 11: Salsicha pode virar personagem jogável!

Mortal-Kombat-11-Salsicha

A vida inspira o meme ou o meme inspira a vida? Para os fãs de Mortal Kombat e de Scooby Doo , o hype é real.

Série de games conhecida por contar com personagens de outras franquias, retornará em breve, e através de uma campanha massiva nas redes sociais, os fãs já começaram com os famosos pedidos, mas um deles vem ganhando grande atenção nos últimos dias.

Estamos falando de uma petição, que já atingiu 150.000 assinaturas, pedindo que Salsicha, de Scooby-Doo, seja um personagem jogável em “Mortal Kombat 11“.

O rumor ganhou tamanha força que Ed Boon, o co-criador da série, atiçou os fãs pelo twitter.

E aí? Será que rola?

Mortal Kombat 11 será lançado para PC, PlayStation 4, Xbox One no dia 23 de abril, e para Nintendo Switch em maio.

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Eu Sou Mais Eu | Review

eu sou mais eu
Eu Sou Mais EU (Imagem Divulgação)

Dentro do grande mundo do cinema, mais uma produção nacional é apresentada, mais uma vez estrelando a YouTuber Kéfera, Eu Sou Mais Eu, apresenta uma história divertida que ensina uma lição de vida importante para todas as gerações.

Inclusive, para a própria Kéfera segundo o que ela disse em coletiva, poderia ser um ótimo filme para essa época de férias, mas alguns problemas te desconecta dele, infelizmente são erros repetidos de filmes de comédias nacionais.

eu sou mais eu
Eu Sou Mais EU (Imagem Divulgação)

Voltando no tempo

Vivendo uma cantora pop ignorante e orgulhosa, Kéfera vive Camilla que volta no tempo, mas precisamente em 2004, nos tempos de colégio, e para voltar precisa ser ela mesma, uma trama simples que traz muitas reflexões profundas, mas seu desenvolvimento se perde em muitos pontos.

Começando que Camilla precisa ser ela mesma, e antes dela ser isso, a mesma se transforma no seu antigo eu, porém ela modifica por completo a personalidade de sua personagem no passado.

A garota alvo de bullying e esquisita, na piriguete gostosona e emponderada que se torna a mais popular da escola, traz o ar de arrogância que seu Eu adulto é no futuro e mesmo sustentando a trama e causando as cenas de alívio cômico certeiro, muitos furos atrapalham e ofuscam a mensagem passada pelo filme.

O que adianta ela ser ela mesma se modificou quase que por completo sua personalidade no passado? Algumas questões como conflitos familiares e rivalidades adolescentes colocam Camilla não como uma arrependida por sua ignorância, e sim um acerto dentre tantos erros de personalidade.

Furos que podem ser causados por causa do efeito “lacrador” do filme, o que não era necessário, a personagem estava sendo muito mais respeitada e cativada por seu arrependimento final e humor escrachado.

Esse erro de roteiro não tem a ver com Kéfera, por mais que muitos já olham de forma negativa ao ver que é um filme com ela, a mesma se mostra bem mais experiente em tela, mesmo que seu papel ainda seja muito ela mesma, e em coletiva, a própria Kéfera diz que isso facilita na atuação, porém o laboratório para fazer a Camilla foi algo mais complexo.

Isso traz uma questão: será que Kéfera está preparada para viver um personagem mais complexo? Tomara que sim, pois todos os filmes dela tem sido ela mesma, a ponto de esquecer o nome de seus personagens.

eu sou mais eu
Eu Sou Mais EU (Imagem Divulgação)

Desenvolvimento

Por seu um filme de humor, esperava ser algo escrachado pelo material de marketing apresentado, isso atrapalhou demais no desenvolvimento da história, mas acertou na diversão, piadas envolvendo locadora de filmes, hits que explodiram em 2004 e tiradas com uma pegada “lacradora” te faz rir como ninguém, para um público mais jovem, é de gargalhar aos berros, isso consegue abafar as falhas em si, pois o objetivo era esse.

Eu Sou Mais Eu é um filme divertido, razoável em sua profundidade quanto a lição de moral passada, mas ainda permanece sendo mais um filme da Kéfera.

Em tela se vê uma evolução, um amadurecimento e vontade de sempre crescer em seu sonho de ser atriz, porém seus personagens continuam sendo arquétipos da Kéfera, isso limita demais uma atriz que pode ir longe, e prova que não é necessário permanecer nesses tipos de filme, pois já provou que os faz muito bem e ainda consegue divertir o público, mesmo na falta de roteiro e desenvolvimento da trama, ou na simplicidade da mesma.

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O Menino Que Queria Ser Rei | Review

o menino que queria ser rei
O Menino Que Queria Ser Rei (Imagem Divulgação)

Quem cresceu assistindo sessão da tarde depois da escola, sabe muito bem o que são grandes filmes, das comédias românticas mais extrapoladas a filmes de ação sem sentido.

O termo suspensão de descrença não era conhecido, e todos aqueles antigos filmes moldaram uma geração que hoje vem a ser os adultos desse novo mundo, em pleno 2019, filmes nesses padrões ainda são feitos e conseguem emocionar a uma geração inteira criada pela sessão da tarde, e outra que começa a ser moldada pelos filmes de heróis, só esqueceram que a linguagem é outra hoje.

Jornada do Herói

Nos mesmos moldes dos filmes da década de oitenta, O Menino Que Queria Ser Rei demonstra a jornada do herói da forma mais simples e objetiva possível, com plots óbvios e roteiro previsível, o filme consegue dividir opiniões quanto a sua fórmula oitentista que traz um sentimento de nostalgia, um arco de história tão repetidamente contado que bate o sono ao assistir.

Muitas pessoas reclamam de filmes dublados porque não conseguem se prender na trama, acham que atrapalham e distorcem o real significado da frase dita pelo ator, porém, para um bom indivíduo criado pelos filmes no padrão blockbuster antigo, sabe muito bem que a dublagem foi o grande ponto do filme, marcando com frases inesquecíveis e imortalizando um uma geração, talvez O Menino que queria ser Rei não seja um filme épico, mas com certeza a dublagem salvou essa fraca produção de jornada do herói.

O Menino Que Queria Ser Rei (Imagem Divulgação)
O Menino Que Queria Ser Rei

Crianças no mundo do Rei Arthur

Misturando a clássica idade média dos livros de Rei Arthur, mago Merlin e bruxa Morgana, a extrapolada comédia de crianças vivendo tempos escolares diverte um pouco e irrita muito, mas mistura bastante absurdos com realidades, como criar um exército de estudantes que usam espadas reais e placas de sinalização de obras como escudo, elas sendo mandadas pela diretora hipnotizada, a suspensão de descrença não é abusada e a experiência se torna magnífica, ao nível sessão da tarde que deve ser.

Contudo há um ponto que deve ser criticado pelo qual te tira completamente do filme, muitos CGis do filme se mostram tão mal feitos que a diferença para o real é gritante e isso começa a te assombrar durante a sessão, pensando o quão amador pareceu a produção desse filme, sendo que essa história não se baseia em efeitos visuais, e sim num roteiro previsível e divertido, infelizmente essa falta de qualidade acaba sim interferindo na experiência desse filme e te desprende por completo, considerando o que era para ser um padrão hollywoodiano um desastre completo.

O Menino Que Queria Ser Rei
O Menino Que Queria Ser Rei (Imagem Divulgação)

Diversão Nostálgica da Sessão da Tarde

Pode parecer uma crítica bem superficial por falar de efeitos visuais, mas há produções que passam desapercebidas, e outra que se mostram nítida, no caso de O Menino que queria ser Rei é a prova dos filmes que sofrem com esse defeito e derrubam atuações simples e roteiro raso ao chão, e o “mais um blockbuster divertido” se torna “mais um filme divertidinho”.

Uma pena por esses problemas destacar a fraqueza desse filme, mas para os que não se incomodam, por mais nítido que seja, pode-se dizer que esse filme é uma diversão nostálgica dos fins de tarde, tanto que dificilmente você não se recordará das aberturas da sessão da tarde, temperatura máxima e entre outros, só faltou começar a rodada do Brasileirão em seguida.

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Cafarnaum | Review

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Cafarnaum (Imagem Divulgação)

As histórias mais assistidas no cinema são baseadas em ficções a muito tempo criadas em livros, quadrinhos ou filmes de décadas passadas.

O excesso dessas estreias acabam ofuscando alguns filmes que são muito melhores do que as velhas histórias baseadas na jornada do herói, mas faz sentido quando o público não busca a realidade nas grandes telas, Carfanaum é exatamente isso, para alguns, mais um filme cult, para outros, um filme genial, pode ser rotulado assim, se não fosse tratado como algo normal, ou melhor, como algo real.

Realidade

A realidade do oriente médio é algo que choca a todos aqui do ocidente, no caso do filme, Carfanaum significa lugar que há tumulto, tanto que o início do filme a legenda traduz para “caos”, mas também foi uma cidade bíblica, próximo do norte do mar da Galileia, ligava a Síria e o Egito ao Líbano, lugar onde Jesus realizou alguns milagres, dentre eles a cura de um paralítico.

Se pensar no sofrimento que é retratado no filme, a situação pode ser levemente comparada ao Brasil, um nordestino que vive em situações de pobreza, sonha em vir para o sudeste ter uma vida melhor, e quando alguém daqui vai para o norte do país, se impressiona com a pobreza do povo, sendo que isso está nítido a muito tempo, no oriente médio, o desenvolvimento da trama se baseia nessa realidade do filme, meninas de onze anos casando e tendo filhos, crianças não sendo registradas no hospital por questões da política da região.

Uma criança que não possui identificação, não têm esperanças de uma vida melhor e sobrevive em um lugar largado por Deus, pois qualquer coisa que queira fazer, é necessário a apresentação de documentos, inclusive trabalhar ou estudar, tanto que o único momento em que a criança protagonista sorri, acaba não confortando como deveria, pois o mundo em que ele vive é tão sujo e precário que um único sorriso é um alívio ilusório em um mundo desgraçado.

Ainda na trama, foi criado mais um arco que se tornou outra realidade presente no mundo, o imigrante não registrado, uma mãe vai para outro país para uma vida melhor para trazer melhores cuidados ao filho, o qual precisa ficar atenta para não perdê-lo para um maluco que quer vender a criança e trancar em um depósito de refugiados, a cada detalhe desse mundo podre, um alívio era mostrado, que poderia parecer apenas uma barriga, mas na verdade ela precisa ser aproveitada, pois não é um filme feliz, não tem final de conto de fada, única coisa que existe é aquilo que foi dito, o momento ilusório em um mundo esquecido.

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Cafarnaum (Imagem Divulgação)

Fotografia

Se existe algo impecável nesse filme é a fotografia, a mais pura realidade de uma favela do oriente médio, muitos filmes já exploraram essa arte, e ainda mais continua impactando pela sua maravilha assistida, Carfanaum consegue explicar a realidade dos personagens só na fotografia, o roteiro só solidifica a grande produção desse filme.

Existe uma discussão que pode ser gerada nesse filme, aqueles que desconhecem a realidade da pobreza da classe baixa, têm a visão desse grande filme uma obra de arte maravilhosa que explana a situação de alguns países que ninguém se importa, e por mais cruel e arrogante que seja esse argumento, é a mais dura verdade, porém do outro lado existem aqueles que irão comparar com o Brasil e o oriente médio, e dane-se a coerência, o vitimismo do ser humano faz com que a comparação seja feita, mas na verdade a mensagem que pode ser absorvida pelo público e fazer coerência é a culpa daqueles que acham que a falta de dinheiro é um problema enorme, que os bens materiais conseguem suprir a depressão e a tristeza, a bolha virtual seja o melhor mundo para se viver, Carfanaum é um tapa na cara para dizer o seguinte: Você não tem problema, e sai cabisbaixo e triste do cinema, se considerando sortudo por pelo menos ter água e comida na mesa.

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Cafarnaum (Imagem Divulgação)

Conscientização 

Realidade não leva pessoas aos cinemas, mas conscientiza melhor que um blockbuster, não diverte, mas se mostra genial, Carfanaum é o típico filme que as pessoas precisam assistir, para refletir e chocar a cabeça de todos.

Para um filme triste que foge do costume de Hollywood, dos universos de franquia e da alegria superficial da geração moderna, mesmo lembrando, que a pobreza é dominante no planeta Terra, se usar a suspensão de descrença ao máximo, Carfanaum pode ser retratado como é Tropa de Elite, não é um filme, é um documentário.

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