Nosso correspondente carioca, Belga, esteve no Bloco Marcha Nerd na Tijuca, Rio de Janeiro, no último domingo (3) e registrou diversos cosplayers, foliões e a banda que agitou a festa naquela tarde.
A ideia começou em 2012 – estreando no ano seguinte – com a premissa de embalar foliões nerds, geeks e otakus no Carnaval, com versões de músicas em marchinha como de “Pokémon”, “Dragon Ball”, “Evangelion”, Game of Thrones” e outros.
Quem fundou o bloco foi Hector Gomes e Kirk Russo, e possui uma banda de apoio com arranjos próprios e misturados com o ritmo brasileiro, proporcionando uma vivência única para o folião otaku que busca curtir o Carnaval do “seu jeito”.
Lords of Chaos é o mais novo filme de Jonas Akerlund, conhecido por trabalhos como “Spun – Sem Limites” e já consagrado como premiado diretor de videoclipes.
Lançado em fevereiro de 2019 no território americano, o longa já angaria diversas críticas da cena do Heavy Metal mundial, em específico, do Black Metal norueguês, gênero este que o longa aborda; uma por conter diversas licenças poéticas (ou “mentiras”) e outra pelo diretor não ter feito um trabalho de pesquisa mais minucioso e nem ter contatado os músicos que são retratados no drama.
True Norwegian Black Metal
Antes de prosseguir para o filme em si, vamos entender o que foi este “Verdadeiro Black Metal Norueguês”. Inspirados por bandas de metal como o Venom – ou até mesmo o Thrash Metal oitentista – a juventude norueguesa da segunda metade dos anos 80 vivenciou a ascensão de um dos gêneros que mais exportou a música norueguesa para o resto do mundo: o Black Metal.
Diferente de outros gêneros como Death Metal e Thrash, o posicionamento do Black Metal seria mais ideológico, estilo de vida e calcado em abordagens a cerca da “Maldade Humana”, do íntimo do Ser. Diferente do que muitas pessoas pensam, não necessariamente o Black Metal deva ser anti-cristão, apesar de ser um dos pilares do gênero (vide bandas de outros países que não possuem o Cristianismo como religião dominante), e a ideia dentro deste aspecto é o do “Resgate das Origens” – o que na Norueguesa seria o Paganismo.
Com tudo isso em mente, surge a mente ideológica personificada do que seria este True Norwegian Black Metal, Øystein Aarseth, ou Euronymous, guitarrista do Mayhem e principal vetor desta nova abordagem musical norueguesa.
Como a ideia do Review é não conter spoilers – e mesmo estes remeterem a história real – o que posso adiantar é de que: se você atrai o mal, o mal terás. Não foi diferente com Euronymous.
Lords of Chaos (Imagem Divulgação)
Time de novos atores
O longa conta com três personagens centrais desta história – apesar d’eu considerar que seriam quatro, com a personagem de Sky Ferreira. O primeiro deles, o protagonista Euronymous, interpretado de forma carismática por Rory Culkin (irmão mais novo de Macaulay Culkin).
Também temos o lendário vocalista do Mayhem, Dead, obcecado por suicídio e principal forma motriz do gore no filme, interpretado por Jack Kilmer (filho de Val Kilmer); Varg Vikernes, idealizador do Burzum e personagem central na intriga de egos da trama, interpretado por Emory Cohen; e a fotógrafa Ann-Marit, personagem de Sky Ferreira, atriz e cantora luso-brasileira.
Basicamente este é o time de atores que compõem de forma coesa todo o roteiro adaptado de Dennis Magnusson e Akerlund, ora ou outra caricato, mas totalmente críveis. De certa forma, o movimento é tratado como caricato dentro do Heavy Metal.
Licença Poética
Parecido com o que tivemos em Bohemian Rhapsody, as mudanças históricas e adições de fanservice são explícitos por aqui. Até mesmo o diretor diz já logo no início de Lords of Chaos: “Based on truth and lies”.
Isso dá margem para uma melhor “romanceada” do que tivemos realmente – além de que isto não é um documentário – e obviamente deve ferir o ego dos músicos vivos, principalmente de Varg Vikernes, que não deve ter ficado nada feliz com seu lado “bobão nerd filho da vovó” no filme. Caso seja fã do estilo, a dica é assistir de cabeça aberta e como forma de entretenimento – e só.
Lords of Chaos (Imagem Divulgação)
As Camadas de Euronymous
Algo que eu gostaria de comentar e que ficou claro em minha visão, é do confronto interno de Euronymous. Começando com seus anseios em se tornar famoso: estava claro que ele “pagava” de malzão para ser um rockstar – apesar de quase sempre não admitir. Isto também foi o que gerou certo atrito com Varg, já que o último buscava popularizar a causa de forma anônima.
Não há indícios concretos sobre a homossexualidade (ou bissexualidade) de Euronymous, apesar de Varg afirmar de que ele era. No filme, dá a entender seu afeto por Dead e de que seu sentimento era além de um amigo.
Não menos importante, a figura mulher de Sky Ferreira. Pagando sempre de machão de fast-food, Euronymous não tinha aquele ombro amigo para se abrir, e chorar; ele tinha de ser o cara malvadão da loja de discos Helvet. Não querendo entrar em muitos spoilers, mas deixo o adendo de que a fotógrafa e namorada tem um papel importante no seu desenvolvimento e evolução de personagem.
Escapismo e Fantasia
No primeiro ato do filme é notável e interessante o escapismo daquela juventude. Um dos fatores para esta admiração é quanto ao nosso preconceito quanto a achar que os países nórdicos não “possuem” problemas – e de que os jovens buscam criar suas fantasias macabras como válvula de escape.
Lords of Chaos mostra bem este lado do “carnaval satânico” dos adolescentes da região – e da falta de noção que os mesmos possuem. Não há limites para seus feitos, visto que na visão deles entre quebrar o vidro de um carro na rua e atear fogo numa igreja centenária é algo de peso similar.
Lords of Chaos (Imagem Divulgação)
Musicalidade Nórdica
Na questão técnica, podemos novamente centralizar na boa direção de Jonas Akerlund e no belo trabalho visual de Pär M. Ekberg, com tomadas artísticas inspiradoras e trazendo a belíssima fotografia norueguesa.
Akerlund, que já ganhou Grammy por “Ray of Light”, com Madonna, e dirigiu clipes extremamente polêmicos como “Pussy”, do Rammstein e “Whisky in the Jar”, do Metallica, provou seu talento para a cinematografia e deve despontar com mais bons filmes futuramente.
Eu, como fã do gênero e de toda sua macabra história, vê Lords of Chaos como um potencial vetor de desmistificação e de preconceitos que este tipo de cena musical é exemplificada na sociedade mainstream, além de contar com uma ótima trilha sonora cheia de clássicos. Colocaram até I.N.R.I. do Sarcófago!
Controverso, considerado a “fanfic da cena norueguesa da época”, Lords of Chaos deve agradar aqueles que buscam uma boa experiência cinematográfica dramática e com muita licença poética, ou seja, não é um documentário. Por sinal, para quem busca mais informações sobre a cena, recomendo ESTE documentário e ESTE.
Alita: Anjo de Combate alcança a marca de US$ 350 milhões em bilheteria mundial, sendo US$ 72 milhões em solo americano e US$ 278 no mercado “estrangeiro”, segundo o Mojo Box Office.
Por conta de Alita estar despontando e fazendo sucesso na China, esta marca pode ser alcançada, por sinal, o longa já é uma das produções do gênero Cyberpunk que mais lucrou na história, superando até mesmo Blade Runner na bilheteria mundial (veja AQUI).
Sinopse: Quando Alita (Rosa Salazar) desperta sem memória de quem ela é em um mundo futuro que ela não reconhece, é levada por Ido (Christoph Waltz), um médico compassivo que percebe que em algum lugar nesta casca de ciborgue abandonada está o coração e alma de uma jovem mulher com um passado extraordinário. Enquanto Alita aprende a navegar sua nova vida e as ruas traiçoeiras da Cidade de Ferro, Ido tenta protegê-la de sua misteriosa história, enquanto seu novo amigo de rua Hugo (Keean Johnson) oferece ajuda para recuperar suas memórias. Mas é somente quando as forças mortais e corruptas que controlam a cidade vêm atrás de Alita que ela descobre uma pista de seu passado – ela tem habilidades únicas de combate que os que estão no poder não conseguem controlar. Se ela puder ficar fora de seu alcance, pode ser a chave para salvar seus amigos, sua família e o mundo que ela está amando.
Com direção de Robert Rodriguez (Sin City), roteiro e produção de James Cameron (Avatar, Titanic), Alita: Anjo de Combate, baseado no mangá de Yukito Kishiro já se encontra nos cinemas brasileiros.
Foi divulgado no site oficial da série animada de Chihayafuru que a estreia da terceira temporada só será exibida em outubro de 2019. Sem grandes detalhes sobre o motivo da mudança de data, os responsáveis pela produção afirmaram que estão trabalhando bastante para oferecer um bom resultado.
A nova temporada de Chihayafuru estava prevista para estrear em abril deste ano, no bloco Anichu da NTV. A animação está sendo feita pelo estúdio Madhouse, com direção de Morio Asaka. O mangá que deu origem a esse anime ganhou o Kodansha Manga Awards em 2011 na categoria de melhor shoujo. A primeira temporada da animação foi ao ar de 2011 a 2012 e a segunda temporada, em 2013.
Sinopse: Chihaya Ayase é uma garota que passou boa parte da vida observando admirada sua irmã, que é modelo. As coisas começam a mudar quando ela conhece Arata Wataya, um rapaz jogador de karuta, que vê nela potencial para que a jovem seja uma jogadora habilidosa. Enquanto cresce, Chihaya persegue seu sonho de se tornar a melhor jogadora de karuta do Japão, reencontrando amigos e buscando uma oportunidade de estar com Arata novamente.
A segunda temporada de One Punch Man está confirmada para este ano, na Temporada de Primavera 2019. Anota a data aí: 2 de abril!
O estúdio responsável, como já divulgado anteriormente será o J.C. Staff, diferentemente da primeira – que foi com a Madhouse – e traz o retorno do JAM Project na abertura “Uncrowned Greatest Hero”, esta composta pelo brasileiro Ricardo Cruz (que orgulho <3) e letra de Yukinojo Mori, o mesmo letrista das aberturas de Dragon Ball.
No scan, o destaque para o novo personagem Suiryu, que contará com a voz do seiyuu Masaya Matsukaze (Imagem Divulgação)
Ainda sem sem confirmação se a nova temporada será exibida em algum sistema de streaming no Brasil, por lá no Japão será transmitida na TV Tokyo e via streaming pelo Niconico.
A 2ª edição do Suco Awards ocorreu em 03 de março de 2019, e como na primeira edição, foram 14 categorias, sendo que a de “Melhor Anime” é a única de juri popular. Abaixo, a lista de todas as categorias com os vencedores.
Melhor Anime (Juri Popular)
Devilman: Crybaby
Melhor Cosplay
Débora Fuzetti, como Bison na BGS 2018
Melhor Jogo
God of War
Melhor Lançamento no Brasil
Ayako
Melhor Filme de Animação
Liz and the Blue Bird
Melhor Quadrinho Nacional
Jeremis – Pele
Melhor Filme
Pantera Negra
Melhor Evento
Brasil Game Show 2018
Melhor Dublagem
Aggretsuko
Melhor Música
KISS OF DEATH, Mika Nakashima x Hyde
Melhor Ship
Glóbulo Vermelh e Glóbulo Branco
Melhor Luta
All for One vs. All Might
Melhor Personagem
Rimuru Tempest, de That Time I Got Reincarnated as a Slime
Melhor Cena Dramática
Satan vs. Devilman, em Devilman Crybaby
Sobre o Suco Awards 2019
O Suco Awards surgiu como uma forma de homenagear e creditar as melhores criações, lançamentos e trabalhos no ano designado. Para esta edição de 2019, deixamos apenas a categoria de ‘Melhor Anime’ em julgo popular, e em todas as outras, a própria equipe do SUCO (e alguns convidados) estarão selecionando e votando em um vencedor.
A premissa é de ter dez obras entre os indicados na de ‘Melhor Anime’ (seis nas demais categorias) e UM único vencedor. A previsão para divulgação dos resultados está agendada para o dia 24 de fevereiro.
Alguma dúvida ou sugestão? Deixe seu comentário ou envie um e-mail pra gente no: contato@sucodemanga.com.br
Uma mãe em busca de seus filhotes revelará grandes mistérios em Macrotis: A Mother’s Journey. Prepare-se Sucogammer que a aventura desse ser mistico precisa de um guia, e ele é você!
Desenvolvido pela Proud Dinosaurs, Macrotis é uma aventura em plataforma com gráficos de 2,5D. Ajude a mamãe Bilby, uma enchente a prendeu no subterrâneo e a separou de seus filhotes.
A aventura mágica
O objetivo em Macrotis é desvendar quebra-cabeças para seguir sua jornada. Conforme a jornada segue seu roteiro, novas habilidades devem ser usadas para evitar armadilhas mortais.
Os controles são bons, com opção de teclado ou controle. A interação com cenário é importante e fundamental. Plataformas que quebram e paredes para apoio são chaves para avançar no cenário.
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Enredo Emocional
Com um enredo de grande carga emocional, a ambientação e a trilha de fundo traz a tona a aventura. Um grande universo trabalhado graficamente faz com que você preste atenção em todos detalhes. Puzzles que farão você realmente pensar muito!
Macrotis: A Mother’s Journey está disponivel para PC (Steam) e para sua curiosidade, os Bilbies são marsupiais reais.
Existe uma mística negativa em Hollywood que todos precisam estar cientes: quando um filme possui um elenco recheado de grandes nomes e estrelas brilhantes da sétima arte, desconfie do filme, não significa que será um fracasso ou desastre, mas há grandes chances de se desapontar.
Existem provas cinematográficas quanto a essa maldição, e Calmaria se tornou mais uma delas, porém se vê uma produção mais fora dos trilhos do que qualquer outro fator existente, então pode se dizer ele é um filme legal que beira ao horrível.
Ele e Ela
Matthew McConaughey em seu papel de pesqueiro possui uma ambição um tanto simplista, mas que trabalha bem a loucura e tristeza do personagem, pescar um tipo de atum raro, simplista mas que para os outros ao seu redor interpretam como algo da imaginação dele.
A trama caminha lentamente até a personagem de Anne Hathaway se apresentar e incrementar algo a mais nessa névoa chamada história, sua ex mulher vivendo um novo relacionamento com um milionário fissurado pela perfeição de sua mulher, e cada defeito é uma surra de cinta, vivido por Jason Clarke, isso é algo a se aplaudir de pé, o elenco carrega o filme, conseguindo sustentar buracos com diálogos bem pensados e situações de solidão reflexivas, nada genial ou épico, apenas satisfatório.
Porém, a trama parecia se estagnar com o tempo e fazer o interesse se perder por completo, fazendo você desistir de vez desse filme, a vontade de levantar e ir embora é grande, mas o plot é a engrenagem principal para tudo o que foi construído até agora fazer algum sentido, ou te fazer levantar de vez e sair xingando pela perda de tempo.
Show de Truman?
Você já teve uma crise existencial? Já foi profundo o bastante em seus pensamentos a ponto de questionar sua realidade? Achar que tudo isso é um Show de Truman, que estamos em uma realidade projetada pela Matrix ou que sua vida é um roteiro de uma revista de história em quadrinhos jogada no fundo da gaveta?
Imagina isso se tornando realidade, pois é, no momento em que o plot aparece, ele te atinge como um tiro de sniper, você nem viu de onde veio, cabeça explodindo a ponto de ter que raspar o resto do teto da sala de cinema, a simples história melancólica de um pescador se transformou em uma profunda reflexão de vida a qual te coloca dúvidas de toda sua existência, tudo isso é lindo e triste para o personagem principal, é maravilhoso e depressivo a ponto de te fazer absorver essa realidade e poder sair catatônico da sessão, pena que foi um plot jogado fora pelo diretor.
No momento em que o plot é apresentado, você já está cansado do que está vendo, a reviravolta de tudo consegue te trazer de volta pela curiosidade do fim desse novo rumo tomado da trama, mas não a ponto de chamar esse filme de incrível, fantástico e magnífico, assistindo ele, dá a entender de que, em teorias, a história se mostra grandiosa, mas na prática ela se perde antes do plot.
A estagnação precoce da trama te faz perder toda a vontade de continuar assistindo, fazendo com que essa reflexão seja esquecida e apagando por completo a mensagem importante de relacionamento abusivo e as sequelas que são deixadas aos filhos presentes nesse mundo, pensando mais a fundo, chega a ser muito triste ver que Calmaria tinha chances sim de se tornar uma das melhores produções cinematográficas no ano, mas que se perdeu nas mãos do diretor Steven Knight e se coloca na estante de piores filmes do ano ao lado de Máquinas Mortais.
Afogando no plot
Um filme afogado em seu próprio plot, essa é a melhor definição para Calmaria, é fácil absorver a mensagem passada e brincar com a reflexão apresentada, mas dependendo de seu humor pós sessão, você estará irritado pelo desperdício de dinheiro gasto e tempo perdido por ter assistido esse filme.
Culpar a direção pode ser fácil, mas o elenco se mostrou genial, junto com a edição e fotografia, além de trazer um roteiro bem elaborado como esse, infelizmente Steven Knight resolveu sair de sua zona de conforto como roteirista e se aventura na direção.
Que ele aprenda com seu erro e insista em tentar ser diretor, pois por mais terrível que tenha sido Calmaria, não se mostra um desastre cinematográfico, apenas falta de experiência na área.