Diante a realidade em que se vive a raça humana, ideias não faltam para imaginar um mundo pós apocalíptico. Pode-se pensar em Mad Max, em Matrix, em Blade Runner, o que não falta no mundo pop são mundos fictícios vivendo uma era pós apocalíptica, mas já imaginou um mundo desses em uma era steampunk?

Máquinas Mortais mostra exatamente isso, uma obra de arte em mundo pós apocalíptico, trazendo toques de steampunk, algo de encher os olhos de lágrimas de alegria com essa maravilha e o coração de ódio e tristeza pela oportunidade perdida.

Máquinas Mortais
Máquinas Mortais (Imagem Divulgação)

Cidades Móveis

O início do filme é igual o trailer, ou seja, te jogam naquele mundo e é isso, os detalhes são explicados no caminho, toda essa confusão e sentimento de perdido faz parte da trama, te jogar em um mundo que te te gera a questão: O que diabos aconteceu com o mundo?

Do nada se está em Londres, um mega giga tanque de batalha que abre uma porta de garagem que se faz de boca, a qual engole outras cidades-tanque minúsculas se comparado a Londres no filme, ainda em tela te apresenta um mundo o qual o operário das fornalhas é um zé ninguém, enquanto o rico da mais alta elite tem como entretenimento essa barbárie de uma cidade caçando a outra, vestimentas futuristas que te lembram Planeta do Tesouro ou qualquer jogo da franquia Final Fantasy, um mundo steampunk que a muito tempo Hollywood estava devendo, algo formidável se não fosse um problema do tamanho da própria Londres.

De volta ao clichê

Já se viu muitos filmes sem roteiros, mas nada tão fraco, óbvio e ridículo quanto Máquinas Mortais, uma história tão rasa e repetida que você se sente ofendido ao estar assistindo aquilo, a velha trama do casal que surge do nada e no fim fica junto, histórias de vingança, reviravoltas novelescas, adição de personagens ao estilo anti herói, vilões de sidequests que se arrependem antes da morte, uma guerra entre cidades que salvaria o filme se não fosse um conjunto de furos e clichês da história, a trama é tão sem graça que incomoda, a única coisa que é desejada é ver mais desse universo steampunk maluco.

Máquinas Mortais (Imagem Divulgação)

Christian Rivers é o diretor do filme, poderia dizer que a culpa é toda dele, mas nesse caso, o problema não foi a direção, foi o roteiro horroroso que compõem esse lindo mundo de Máquinas Mortais, e de tantos nomes envolvidos nele, um chama a atenção e entristece a ponto de acreditar que mais uma vez ele errou a mão: Peter Jackson, nome ecoado no trailer, dito várias vezes no material de marketing, usando para vender o filme, provou de sua própria ganância em O Hobbit que um grande investimento em efeitos visuais e trilhas sonoras marcantes não salvam um roteiro mal escrito, e ele fez a mesma coisa nesse filme.

É desapontante ver Peter Jackson falhar mais uma vez com seu público, se Ridley Scott desapontou com Prometheus e Zack Snyder com Batman vs Superman, Peter Jackson entra nesse seleto grupo de gênios gananciosos de Hollywood com esse desastre em Máquinas Mortais.

Máquinas Mortais
Máquinas Mortais (Imagem Divulgação)

Ganância

Um lamento por esse lindo mundo pós apocalíptico ser sustentado por um roteiro tão ruim, uma tristeza jogarem fora todo o ambiente steampunk criado pela ganância de um grande nome de Hollywood que está sendo criticado desde a trilogia do Hobbit.

Para aqueles que acham injusto botar a culpa nele, basta procurar todo o material de marketing e ver em qual nome foi sustentado a venda desse filme, pode acreditar que é exagero, perseguição ou coisa do tipo, mas é a realidade.

Máquinas Mortais é uma mancha enorme na carreira de Peter Jackson, a qual nunca irá ser apagada, tomara que ele, e os senhores Scott e Snyder, entrem em hiato para pensarem melhor sobre as suas carreiras, e que aprendam a lição que a ganância deles levaram ao fracasso de suas produções e ódio de seus fãs.