O primeiro filme da franquia Death Note foi lançado no mesmo ano de término da série e, na época, obteve uma ótima repercussão no cinema japonês.

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Dirigido por Shusuke Kaneko e estrelado por Tatsuya Fujiwara e Kenichi Matsuyama nos papéis de Light Yagami e L respectivamente, a adaptação tem seus fortes e fracos. Nós do SUCO viemos trazer um #REVIEW atualizado dos live action baseados nessa obra de sucesso.

Adaptação em carne e osso

Logo de início já vou deixar o adendo: não espere grandes reviravoltas para além das da série original. Como o próprio nome diz, o intuito do filme é adaptar, das páginas de mangá e telinhas de anime para live, ou seja, como seria a coisa ao vivo, em carne e osso.

Assim, algumas ações exageradas e ênfases que temos nos desenhos, não existem na vida real. Pode até parecer óbvio, no entanto, menciono esse detalhe pois em alguns momentos o filme tenta recuperar isso – e bem, calha de por vezes parecer um tanto cômico.

Tom Dramático

Não obstante, para aqueles que não estão acostumados com o cinema japonês, as ações e emoções podem parecer um tanto quanto mais dramáticas que de habitual. Porém, ainda assim o filme tenta manter o tom obscuro, pesado e de seriedade que a obra exige.

Como um todo, a adaptação segue os primeiros volumes do mangá de forma até que fiel, sem grandes alterações. Uma ou outra coisa foram modificadas por questões técnicas ou para deixar a trama mais fechada, acredito.

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Caracterização e proposta

Minhas ressalvas ficam na escolha do ator do detetive L e da atriz de Misa Amane, Erika Toda. Ambos estão devidamente caracterizados e tentam seguir dentro do proposto a personalidade dos personagens, no entanto, ainda fica faltando um quê de apropriação do papel.

Especialmente no que diz respeito à interpretação de L, que deveria (em muito) ter sido melhor trabalhada. Talvez por conta da comparação com um L medíocre, que o protagonista, Light Yagami, tenha ficado tão “simpático”. (nome do ator) realmente soube entrar no personagem – talvez uma coisa ou outra poderiam ter sido incrementadas, mas ao todo ele consegue nos cativar e nos prender, assim como o próprio Light Yagami faria.

Não vou comentar muito a atuação de Erika, pois ela não tem tanto destaque nesse primeiro filme. Entretanto, assim como L, Misa parece meio artificial e aficionada demais nos parâmetros do mangá.

Panorama amplo de Death Note

Em suma, o primeiro filme dá um panorama bem amplo da série e prepara terreno para o embate intenso que irá se seguir na sua sequência. Acompanhamos como Light Yagami passa de um empenhado estudante a um suposto justiceiro, codinome Kira – e como o mesmo repercute na sociedade. Ideais como ‘bem’ e ‘mal’, ‘certo’ e ‘errado; justiça, divindades, mortes e demais temas vem à tona para a reflexão. Falas, diálogos e referências da obra original também são utilizados em momentos-chave, dando um pontinho extra para quem é fã.

Ademais, relevando a computação gráfica e os efeitos da época, o Shinigami Ryuk e seu design sem dúvidas arrasa, interpretado com a voz de Shidou Nakamura. (Ryuk <3) Não obstante, também tiro o chapéu para as figuras de Naomi Misora, Watari e o Soichiro Yagami – que conseguiram não apenas ser uma imitação, mas ganharam vida na telinha.

Em suma, dou 4 copinhos porque teve mais prós do que contras. Mas, e aí? O que vocês acham? Contem pra gente :3