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Olá, pessoal! Como vão?~ Chell aqui! Hoje é a vez de falar um pouco sobre o começo de Active Raid (ou Active Raid: Kidou Kyoushuushitsu Dai Hakkei), um dos animes da temporada pelos quais eu estava, pessoalmente, mais ansiosa.

O motivo, como cheguei a falar no post Animes da Temporada de Inverno 2016 | Expectativas, era a equipe incrível que estava trabalhando nessa série original, e eu digo “incrível” com uma ponta de ironia, mas, com certeza, com muita paixão também.

Goro Taniguchi e equipe

“Quem?”, você se pergunta. Vamos por partes: o diretor é o veterano Goro Taniguchi, mais famoso por dirigir Code Geass – que é o anime favorito da que vos escreve! – mas também séries como Junketsu no Maria, Planetes, Infinite Ryvius. Todas com um tom deliciosamente maluco, Taniguchi é um diretor da Sunrise com muitas séries de mecha na sua história lá atrás, mas poucas no passado recente, e Active Raid veio para mudar isso. Depois, temos também Noriaki Akitaya na direção, o diretor das animações de Bakuman, e também do primeiro filme de Persona 3que eu pessoalmente julgo ser a única adaptação realmente boa da série Persona para anime. Temos ainda Naruhisa Arakawa, famoso e proeficiente escritor de tokusatsus – como Gokaiger, Dekaranger e Abaranger – no roteiro. Ou seja, tudo para ser no mínimo “Large Ham”, como se diz no TV Tropes, e no máximo, algo bastante divertido e empolgante.

E no que resultou isso? Bem… a primeira coisa, é que por mais que Active Raid não esteja sendo meu anime favorito da temporada até agora, é o que eu sinto mais hype toda vez que abro um episódio, pelo simples fato de ter uma abertura maravilhosa da AKINO (Sousei no Aquarion), “Golden Life”. Eu acredito fielmente que, se o pior anime do mundo tivesse uma abertura cantada pela Akino, ele ainda passaria no mínimo por um anime mediano. Pensando bem, isso é quase o que aconteceu com Sousei no Aquarion… Prossigamos.

Polícia do Futuro

Depois que a abertura termina, porém… o que temos é uma série que parece não saber muito bem o que quer, além de entreter. A premissa de Active Raid é a seguinte: em um universo futurístico, existe uma unidade da polícia, a Unidade 8, formado apenas por pessoas que não querem nada com nada da vida (para ter uma ideia, a chefe é acordada de manhã pela sua irmãzinha, que faz café da manhã para ela antes de sair para a escola…) e então as chefias superiores resolvem colocar na equipe uma moça disciplinada e rigorosa, Asami Kazari, para ver se dá um jeito no pessoal. Essa é a sinopse, mas vemos no primeiro episódio que as coisas vão um pouco além disso. O que existe dentro daquela equipe é uma guerra de prioridades, e é interessante como mesmo em meio a um tom muito descontraído, o anime joga alguns comentários sobre burocracia e disputas políticas totalmente do nada (Taniguchi, isso é culpa sua?).

Apesar disso, o tempo todo Active Raid procura se mostrar como uma série divertida e até debochada, que não se leva nem um pouquinho a sério. Apesar de ser um anime dos gêneros mecha e policial, seus dois primeiros episódios passaram muito mais uma vibe de super sentai – pra fins de comparação, o que mais me lembrou em termos de anime recente foi a segunda fase de Samurai Flamenco: tudo é meio maluco e parece atirar para todos os lados, você não sabe como os personagens conseguem acompanhar tudo que acontece naquele universo, e até se diverte com a loucura toda. Ou ainda, por exemplo, Tiger & Bunny. É um anime sobre personagens adultos fazendo coisas adultas, ao menos em teoria, mas nada deve ser levado a sério.

E a dinâmica?

O problema é que falta um pouquinho de substância. É como se parte do sentido tivesse se perdido no meio do caminho, e então o espectador fica tentando preencher lacunas que não tem como serem preenchidas com o que está no texto, o que é uma característica de séries que tem como foco narrativo o “inimigo do dia” mais do que qualquer outra coisa. Então, foi algo assim que aconteceu para mim: eu tive exatamente o que eu esperava na parte do entretenimento e das piadas, do visual bonito – o character design e as cores se sobressaem! – e da parte sonora interessante – as músicas em geral são boas, e vamos falar dos dubladores excelentes, como Takahiro Sakurai? – mas eu esperava algo mais coerente em termos de narrativa. Não tive até agora, e já vi que nunca terei, porque Active Raid não se propõe a isso.

E tudo bem assim. Tem sido divertido, e até um pouco não-intencionalmente nostálgico pra quem assistia anime numa época em que as coisas eram mais simples e as séries não precisavam mirar no topo. Pra quem gosta de séries que são puro entretenimento e cujo sentido certamente vai se construir aos poucos, sem muita pressa ou pretensão, eu definitivamente recomendo Active Raid dessa temporada. No mais, pode passar sem peso na consciência, porque simplesmente não vai fazer seu estilo.

Muito obrigada por terem lido o post! Espero que tenham gostado, e comentem aí o que estão achando dessa série. Se você tinha expectativas pessoais, ela superou-as ou não? Se não, tem sido divertido? O que você acha que falta? Agradeço a leitura e o comentário, e até a próxima!~

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