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Uma operação que dá errado inicia a aventura do player em Auroa no novo jogo produzido pela Ubisoft Paris que chega hoje, 04 de outubro, ao público: Ghost Recon Breakpoint. O game é sucessor de Wildlands, lançado em 2017.

Leia também nossa entrevista com: Nicholas Beetlestone (Ghost Recon: Breakpoint)

Roteiro

Como Nomad, líder dos Ghosts, sua operação é investigar o arquipélago controlado por uma empresa militar privada que busca criar um utópico mundo de segurança e sustentabilidade ecológica. Mas será?

Após o helicóptero em que estava é derrubado ao se aproximar da ilha pouco a pouco o player descobre que as intenções da Skell Technology não são tão amigáveis quanto parecem visto que nada entra e nada sai da ilha.

Soa um tanto clichê, como se fosse mais um jogo de tiro onde soldados norte-americanos têm licença para matar (tipo a vida real), mas colocar o player em situação de risco desde o início gera uma sensação de despreparo e insegurança criando uma atmosfera interessante.

Mecânicas

O jogo dá a opção de escolher entre primeira e terceira pessoa para os combates, agradando a preferência do player, mas o sistema de cobertura peca e muitas vezes o personagem acaba tomando tiro que não deveria durante o combate e isso pode ser frustrante.

A árvore de progressão dividida em vários estilos de gameplay, a escolhida por quem vós escreve segue sua tendência de main healer, permite ao player se adaptar ao que mais curte fazer. É importante mesclar as habilidades bem para uma melhor experiência.

Um grande pedido da comunidade foi colocado no jogo e é permitido carregar companheiros caídos e corpos de inimigos. Isso permite maior taticidade para as missões podendo esconder corpos dos inimigos e, espero que não precisem, tirar o amigo que correu para o meio do tiroteio.

ghost recon breakpoint

Visual

O mundo é repleto de biomas diferentes tornando-se interessante para quem gosta do modo fotografia presente em alguns jogos. Selva, deserto, neve. A escolha é da casa.

O game as vezes apresenta algumas falhas. Personagens em “T-pose” apareceram enquanto testava o jogo, além de umas travadas rápidas na tela. Um trabalho melhor poderia ter sido feito e o jogo chegou inacabado nesse sentido. A facilidade de ajeitar esses problemas com patches é um malefício que a internet trouxe.

Microtransações

O jogo trás a opção de compra de itens, cosméticos e até skill points. Virou-se tradição dos jogos da Ubisoft ter a opção de comprar coisas para avançar mais rápido no jogo.

 

Veredito

Não pode se dizer que o jogo é uma obra de arte que leva a indústria para frente, mas é sólido o bastante, com um mundo interessante para ser explorado. É um “junk food game” melhor apreciado deixando de lado as microtransações e se forçando a melhorar na marra com as opções que o game e o mundo te dá.

Também é mais interessante jogar em companhia dos amigos pelo fato de ser um jogo tático.

Alguns bugs estranhos aparecem aqui e ali e certamente a animação precisaria de refinamento, mas não estraga a experiência para quem busca um game tático, cheio de ação.