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Cowboy Bebop | Série live-action é cancelada após 1 mês da estreia

John Cho como Spike Spiegel - Cowboy Bebop
Imagem Divulgação: Netflix

Menos de um mês após sua estreia, a série em live-action de Cowboy Bebop já tem seu destino definido; e ele não é animador para aqueles que gostaram da série. Isso porque a Netflix decidiu cancelar essa que foi uma das mais ambiciosas adaptações de um anime para a vida real (ou ao menos era para ser, no papel).

Do mesmo modo que uma grande expectativa se formou para a estreia da série, uma grande decepção tomou conta de boa parte dos fãs. Diversos sites e portais de reviews apontaram números de aprovação para o projeto que foram bem baixos. Para se ter uma ideia, a Netflix registrou 74 milhões de horas da série vistas por seus usuários na semana do lançamento. Contudo, esse número tinha caído mais da metade na terceira semana disponível na plataforma. Assim, por causa de números tão abaixo do esperado em visualizações e o custo-benefício para fazer uma produção tão elaborada como foi, a Netflix optou por não renovar a série por mais temporadas.

Essa não é a primeira vez que a Netflix se aventura nas adaptações de anime e, provavelmente, não será a última. Anteriormente, a produtora fez uma grande divulgação para sua adaptação de Death Note e, bem, o final nós sabemos como foi: um grande fracasso. Aliás, como bem sabemos, muitos tentaram colocar universos de diversos animes nas telonas em carne osso e tiveram resultados bem questionáveis. Dentre os últimos lançamentos, podemos considerar que Alita: Battle Angel foi a última tentativa de adaptação que deu certo, e uma das únicas. O filme de 2019 arrecadou mais de 400 milhões de dólares.

Cowboy Bebop

Cowboy Bebop Capa
Imagem Divulgação

Cowboy Bebop é uma mistura de faroeste futurista, filmes clássicos de kung fu, que a mostra a vida de três caçadores de recompensas, Spike SpiegelJet Black e Faye Valentine, que percorrem a galáxia em busca dos criminosos mais perigosos do universo.

O anime (1998-1999), que inspirou o live-action foi adicionado na plataforma esse mês pela Netflix. Com 26 episódios, a história sobre um grupo disfuncional de caçadores de recompensa cruzando a galáxia em uma jornada de autoconhecimento. Ele é um dos principais responsáveis por acender o interesse de Hollywood sobre as brilhantes animações japonesas.

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Venda de ingressos para o Sony Music AnimeSongs ONLINE 2022 se iniciam amanhã

Nos dias 8 e 9 de janeiro, acontecerá de forma online o Sony Music AnimeSongs ONLINE 2022, um evento ao vivo que contará com 14 músicas de anime sendo interpretas por artistas sob contrato com a Sony.

O evento poderá ser acompanhado no Brasil e em ambos os dias terá início às 4h, com o show de fato começando às 5h, além de que uma gravação do evento ficará disponível por 24 horas após a transmissão.

A venda dos ingressos se iniciam amanhã, 10 de dezembro, a partir das 00h, horário de Brasília. O preço do ingresso para um dos dias é de 4.400 ienes (R$ 215,00), enquanto os preço pelos dois dias sai por 8.600 ienes (R$ 418,00). Você poderá comprar seus ingressos clicando AQUI.

A playlist do evento já foi divulgada e você inclusive pode clicar AQUI para escuta-la na plataforma que preferir. Confira:

  1. Eir Aoi, com “INNOCENCE” (abertura de Sword Art Online Fairy Dance);
  2. Aimer, com “LAST STARDUST” (insert song em Fate/stay night [Unlimited Blade Works]);
  3. KANA-BOON, com “Silhouette” (abertura de Naruto Shippuden);
  4. Cö shu Nie, com “give it back” (segundo encerramento de Jujutsu Kaisen);
  5. Sayuri com “Mikazuki” (encerramento de Rampo Kitan: Game of Laplac);
  6. SPYAIR, com “Imagination” (abertura de Haikyu!!);
  7. sumika, com “Shake & Shake” (abertura de Pretty Boy Detective Club);
  8. CHiCO with HoneyWork, com “Sekai wa Koi Ni Ochiteiru” (abertura de Ao Haru Ride);
  9. T.M.Revolution, com “INVOKE” (abertura de MOBILE SUIT GUNDAM SEED);
  10. TK (do Ling tosite sigure), com “unravel” (abertura de Tokyo Ghoul);
  11. TrySail, com “Gomakashi” (abertura de Magia Record: Madoka Magica Gaiden);
  12. Who-ya Extended, com “VIVID VICE” (segunda abertura de Jujutsu Kaisen);
  13. BLUE ENCOUNT, com “Polaris” (abertura de My Hero Academia);
  14. FLOW, com “GO!!!” (abertura de Naruto).
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Le Portrait de Petite Cossette | Review

Le Portrait de Petite Cossette review
Imagem Divulgação

Falemos hoje de Cossette! Uma minissérie de três episódios de 2004 lançada pela conhecidíssima Aniplex. O anime de suspense tem a duração de um filme e rende um ótimo entretenimento para um final de tarde. Venha saber mais neste Review!

UM SUSPENSE GÓTICO

Cossette no Shouzou” presta homenagem àqueles que curtem uma estética barroca: o cenário é ambientado na maior parte do tempo em uma loja de antiguidades; além disso, em uma taça de vidro veneziana reside as memórias de uma garota há muito falecida, Cossette. E o que mais grita “gótica lolita” do que uma menina nascida há 250 anos vestida com roupas francesas de época?

(Você nem precisa raciocinar até esse ponto aliás, o próprio anime já deixa um “GOTHIC LOLITA” enorme, pichado em um muro, mastigadíssimo para nós)

Cossette é o objeto do mistério que gira em torno do anime. Seu alvo, acidentalmente ou não, é o jovem Eiri Kurahashi, um jovem estudante de belas artes e responsável pelos artigos da loja de antiguidades. Seus amigos passam a perceber um comportamento estranho, atípico de quem ele costumara ser até então. Distraído e avoado, não tarda até que um dos rapazes à mesa lance a resposta de todas as perguntas: “É uma mulher! Ele tá apaixonado!”. Certo esse amigo está, mas não pelas razões que imagina.

Le Portrait de Petite Cossette review
Imagem Divulgação

CRISE DE IDENTIDADE

Assim como o Louco da música de João Gilberto, a taça de vidro veneziano virou o mundo de Kurahashi. Com ela em mãos, o rapaz sentia a vida desta que o fazia sentir-se pela primeira vez de coração alterado. E como todos os recém apaixonados, ele só quer mais dessa presença. O que também é verdadeiro para os recém apaixonados, (e que pega mal mencionar) é o fato de que essa ânsia eventualmente vira a própria ruína.

Le Portrait de Petite Cossette review
Imagem Divulgação

Pois a raiz do mistério na qual repousa a obra, e onde toma a trama gira em torno, é esta: Cossette ainda paira no mundo pela força do rancor que mora tanto em sua alma quanto nos objetos de sua antiga residência. Sua família e sua vida foram tiradas pelas mãos da pessoa amada, o pintor italiano Marcello Orlando. Artista e musa se apaixonaram, mas a obsessão de Marcello com a beleza de Cossette não o permitiu aceitar a própria ideia de mudança; de que Cossette eventualmente iria crescer e tornar-se diferente.

Então, num acesso de loucura, Marcello mata seus patronos e por fim, Cossette.

Por dois séculos e meio a alma da menina vagou, procurando por alguém que pudesse enxergá-la. Eiri Kurahashi seria o homem a preencher os requisitos: um artista talentoso que se apaixonara por Cossette; supostamente um herdeiro da alma de Marcelo. Perdido em devaneios apaixonados, Kurahashi vagueia entre sua identidade e a de sua alma reencarnada, ao mesmo tempo em que passa a ser receptáculo dos pecados do assassino de Cossette.

E é desta maneira que podemos delinear as três etapas que dividem a trama de Le Portrait de Petit Cossette.

Le Portrait de Petite Cossette review
Imagem Divulgação

REVELAÇÃO, CONHECIMENTO E DESPEDIDA

O anime tem boa noção de escopo; ele tem noção do tempo que dispõe e o usa bem, sem desperdícios. O primeiro episódio te deixa suspenso pela sensação do desconhecido, que é aliviado ao final. Já no segundo episódio, vemos um Kurahashi de cabeça funda nas novas circunstâncias de sua vida, ao ponto de preocupar seriamente as pessoas à sua volta, que tentam ajudá-lo. A sensação é a de que acompanhamos o desenrolar dos mistérios de Cossette lado a lado com o próprio protagonista. E é interessante, quando não comovente, ver um rapaz perdidamente apaixonado ao ponto de aceitar de bom grado a maldição que lhe é imputada. Principalmente depois de, durante um acesso de rebeldia, perceber o quanto que a alma de Cossette sofrera sozinha as dores do ressentimento.

Le Portrait de Petite Cossette review
Imagem Divulgação

Quando Cossette percebe que estava imputando responsabilidades a uma alma inocente,  ainda que herdara a alma de seu amor, não se tratava do mesmo Marcello que a matou, a menina tenta devolver Kurahashi ao seu mundo. No entanto sua paixão o leva teimosamente de volta a ela, e é aí onde o anime realmente brilha.

E brilha como? Brilha ao tocar nas sensibilidades artísticas de Kurahashi. Cossette é um anime de suspense, mas também uma ilustração valiosa sobre as inspirações de um artista. Kurahashi herdou, supostamente, a alma de Marcello; e de fato ambos nutrem uma paixão enorme por Cossette. O que não fica claro, porém, é o quanto Kurahashi se apaixonara por sua musa por quem ela realmente era. A cada frustração na tentativa de desenhar sua inspiração mor no terceiro episódio, mais o rapaz percebe que ele estava apenas seguindo a sombra do assassino da garota, ao ponto da obra “Cossette”, de Marcello Orlando, assumir a identidade da menina que esteve uma vez entre os vivos.

É quando Eiri Kurahashi rompe com a sua inspiração e resolve desenhar Cossette pelas suas próprias mãos, pela sua própria ideia de quem era essa menina durante esse tempo todo, que a maldição é desfeita e o sobrenatural dá lugar à normalidade.

Le Portrait de Petite Cossette review
Imagem Divulgação

SONS FAMILIARES

Surpreendentemente, quando se espera de Le Portrait de Petite Cossette um anime sem pé nem cabeça, ele recompensa os pacientes com uma historieta simples, mas bastante efetiva.

E se você começar a assistir o anime agora e ouvir sons muito, mas muito familiares, não, você não está ficando louco. Caso você já tenha assistido animações como Fate, Kara no Kyoukai, Madoka ou é velho o suficiente pra ter assistido Noir no Animax, seus ouvidos vão perceber sim que a trilha sonora de Cossette ficou nas mãos da inconfundível e talentosíssima compositora Yuki Kajiura. Está ali uma receita única de coros etéreos, com violinos e fortes batidas de baixo e violão, criando uma ambientação simultaneamente única e familiar para os admiradores da compositora.

Le Portrait de Petite Cossette review
Imagem Divulgação

O autor deste Review agradece expressamente à recomendação feita por Claudinha, que conhece bem sua predileção por histórias de vingança. Pudim!

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Conheça o IVE, girlgroup que estreou em grande estilo

IVE Eleven debut
Imagem Divulgação

Com seu hit Eleven, o IVE, novo grupo feminino da Starship, estreou com tudo ficando em alta no YouTube, e parte da sua coreografia entrando para as trends do TikTok.

Mas você já conhece as meninas?

O nome IVE surgiu de uma abreviação da frase: “I Have” ou seja, “eu tenho”. O grupo é composto por seis integrantes, Gaeul, Yujin, Rei, Wonyoung, Liz, e Leeseo.

Yujin e Wonyoung são rostos conhecidos e amados pelo público, as garotas estrearam em 2018 no grupo de sucesso IZ*ONE, lançado pelo PRODUCE 48, um reality show da Mnet. Então, como todos os grupos lançados pelo show tem seu contrato com fim determinado, mesmo com os diversos protestos dos fãs, IZ*ONE chegou ao fim. De qualquer forma, Yujin e Wonyoung, com 20 e 17 anos respectivamente, estão animando os fãs por estarem felizes neste novo projeto.

Também com 17 anos, Liz é coreana e foi trainee da Starship por dois anos. Além disso é muito próxima da Gaeul, que por sua vez treinou por quatro anos, nasceu em 2002 e já chamou atenção por ser uma das visuals.

Quem também é figurinha famosa nos dormitórios da Starship é Leeseo (abreviação de Lee Hyun-Seo), a maknae do grupo tem apenas 14 anos e foi encontrada em uma loja de conveniência. Assim, entrou na Starship com o intuito de ser modelo, mas facilmente conquistou seu espaço e com dois anos está debutando ao lado de cinco Unnies de peso!

Por ultimo mas não menos importante, Rei é japonesa e a quinta membro a ser revelada. Chamada de Kim Rei, ela fala fluentemente coreano, e além de rapper é compositora.

Elas chegaram para representar essa nova geração que tem sido marcada por record atrás de record.

Agora que você já foi apresentado às meninas do IVE, confira o MV de Eleven, lançado no dia 01 de dezembro:

E ai já escolheu a sua bias?

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Junji Ito na Bienal do Livro Rio 2021

junji ito bienal do livro rio 2021
Foto: @sucodm / @fotobelga

Foi numa manhã ensolarada de uma segunda-feira quando a Bienal do Livro Rio 2021 recebeu no Pavilhão Azul o ilustríssimo mangaka Junji Ito, ícone mundial das histórias de terror nos mangás. Recebeu sim, numa transmissão online.

Eventos semi-presenciais têm sido um dos carros chefes desta edição da Bienal, prezando pela conciliação do evento com as medidas de cuidados sanitários. Já que a necessidade é a mãe de todas invenções, a Estação Plural veio bem equipada para apresentar a um público, tanto presente quanto online, um bate papo com o criador de Uzumaki.

junji ito bienal do livro rio 2021
Foto: @sucodm / @fotobelga

Para o momento inesquecível, estiveram presentes como mediadoras a roteirista Kika Hamaoui e a jornalista Miriam Castro, a mikannn.

Junji Ito começou respondendo algumas perguntas básicas para esquentar a conversa. Tópicos sobre suas primeiras memórias afetivas com histórias de terror, vindas desde a infância e sobre seu processo criativo engataram a primeira marcha do papo. Foi possível perceber que o autor é do tipo que costuma trabalhar primeiro mais com conceitos e imagens para a partir daí montar uma história em cima dessa base. O que faz sentido, já que a arte de Junji Ito é sem sombra de dúvida o elemento que mais se destaca.

Quando perguntado sobre suas obras mais marcantes, para o espanto de poucos, Junji Ito mencionou Uzumaki e seu trabalho de estreia, Tomie. Mas sua predileção mesmo mora nos curtos contos, em histórias como Hanging Balloons, O Mistério da Falha de Amigara e demais histórias curtas compiladas em séries como Junji Ito Collection. Houve também a curiosidade do que o sensei curte dentro e fora do terror, ao que ele respondeu com o clássico de Ridley Scott, Alien, elogiando tanto o terror construído quanto o design do alienígena. E sobre coisas mais recentes, o mangaka colecionador de carros em miniatura e fã de carteirinha dos Beatles não escondeu seu entusiasmo com o novo documentário sobre a banda na Disney+, “The Beatles: Get Back, dirigido pelo diretor da trilogia “O Senhor dos Anéis”, Peter jackson. Junji Ito enfatizou o prazer de poder acompanhar o processo criativo da banda.

junji ito bienal do livro rio 2021
Foto: @sucodm / @fotobelga

Para aqueles que querem se aventurar em escrever contos, crônicas e demais estilos de histórias sobre terror, Ito recomendou que as pessoas prestassem atenção ao entretenimento como um todo. Segundo o autor, vale a pena ver o que um gênero diferente tem a oferecer. Às vezes, quem sabe, um gênero completamente diferente do esperado pode ter algo aqui ou ali para inspirar a criação de uma história de terror.

Trouxeram à tona a adaptação de Uzumaki para os cinemas em 2000. Junji Ito comentou que à ocasião, ele apenas ajudou a revisar o roteiro. Mas teve algo a mais. A título de easter-egg: em dado ponto do filme, a polícia aparece procurando um foragido e aparece a sua foto num pôster. O rosto usado para o foragido? O do próprio sensei.

E ainda sobre filmes, quando perguntaram qual seria seu collab dos sonhos, com qual profissional ele adoraria poder participar num projeto, Junji Ito mencionou o diretor italiano de filmes de terror Dario Argento (que por uma curiosidade puramente inútil, é filho de uma brasileira, Elda Luxardo). Agora cá entre nós, o episódio não chegou a ser comentado no bate-papo, mas fato é que por uma fração de instante, eu e vários outros quase tivemos um collab dos sonhos, que foi o rumor de uma criação de um jogo de terror do Hideo Kojima com a ajuda do sensei. Claro que tudo não passou de um mal entendido e o Junji Ito se sentiu até culpado por ter comentado um papo descontraído numa social assim sem mais nem menos na internet. Tudo bem, acontece. Mas ah se rolasse…

Houve algum momento em que Junji Ito percebeu que precisava alterar alguma coisa no que vinha fazendo? Ao pensar sobre a pergunta, o mangaka não recordou de nenhuma ocasião do tipo e disse que sua carreira teve bastante liberdade para fazer o que quisesse, desde o começo. O que ele foi aprendendo com os seus editores, entretanto, é que seu hobby, que era desenhar, estava atingindo um grande número de pessoas e seria sábio tomar seus sentimentos em consideração. Por isso não seria muito viável escrever uma história em cima de uma doença, por exemplo, e arriscar algum estigma numa eventual pessoa que sofra de similar enfermidade.

Junji Ito é também um apaixonado por comédias. Na mesma pessoa habitam paixões intensamente iguais e supostamente diferentes. Apenas supostamente, porque as mediadoras souberam apontar as pitadas de humor que aparecem com certa frequência nas obras de Junji Ito e que ajudam a quebrar o gelo. Foi nesse gancho que elas perguntaram sobre o processo de criação de “Itou Junji no Neko Nikki: Yon & Mu”, um mangá quase autobiográfico, bastante bem humorado, contando sobre o dia a dia de uma família com seus gatos (e os causos que costumam acontecer quando se tem gatos em casa)

O mangá surgiu como uma sugestão de seu editor, já que à época o mangaka passava por um certo bloqueio criativo para novas histórias de terror. E ao ser questionado sobre a recepção do público a um estilo diferente do habitual, Ito respondeu que no Japão é comum que mangakas alternem entre estilos de histórias. De fato incomum não é, mas às vezes dá um espanto. Ainda mais no caso de um autor que consagrou-se constantemente como criador de histórias de terror e de repente… gatos!

junji ito bienal do livro rio 2021
Foto: @sucodm / @fotobelga

Às vésperas da abertura para as perguntas do público, Junji Ito foi questionado sobre a vindoura adaptação de Uzumaki para anime. Por se tratar de uma obra ainda a estreia, com certeza o mangaka não pode dizer lá muita coisa, mas o pouco que disse já deu pra animar ainda mais, pois já sabemos que Junji Ito fará uma ponta na dublagem do anime. De resto, tudo resta um mistério. Temos um teaser, temos um vídeo do diretor Hiroshi Nagahama pedindo ao público um pouco mais de tempo para poder entregar uma boa produção e é isso. Pessoalmente, confio, afinal o diretor deu vida a duas temporadas de Mushishi, que é apenas o melhor anime que já vi na vida. Junji Ito deixou seu xodó em boas mãos.

Por fim, muita gente se prontificou a fazer perguntas e poder dar seus testemunhos de amor e admiração ao sensei. É aqui que o autor vai pedir desculpas ao leitor ou à leitora, pois enquanto pensava no que perguntar, as perguntas iam e as respostas passavam. Mas faço menções memoráveis ao depoimento da artista Ana Sinhorelli, que comunicou sua admiração e sua inspiração nos trabalhos de Junji Ito para escrever suas histórias de terror, usando os próprios medos pessoais como fonte. 

Outros aproveitaram para perguntar sobre suas obras de comédia e ficção-fantástica favoritas, ou um mangá favorito, onde Ito não pôde deixar de falar sobre uma de suas maiores admirações, o mestre do horror Kazuo Umezu. Sobre influências literárias, Ito destacou seu gosto pelos cenários de horror descritos por H. P. Lovecraft e os escritos do difusor do gênero de mistério no Japão, o autor Edogawa Ranpo (pseudônimo de Taro Hirai, bem como uma japonificação de Edgar Allan Poe). Ele também ponderou sobre sua trajetória atípica como mangaka, divergindo de uma carreira profissional já estabelecida como protético, sem ter sido assistente de algum mangaka mais famoso e, ao ser perguntado sobre seus momentos de bloqueio criativo, Junji Ito deu vivas ao onsen, sem o qual ele não teria como relaxar nos tempos de necessidade e provavelmente não teria continuado na carreira.

junji ito bienal do livro rio 2021
Foto: @sucodm / @fotobelga

Naquele dia, muitos de nós descobrimos que a comédia já era outra paixão antiga e tão próxima quanto a paixão que Junji Ito sente pelo terror. E é fato que o autor é muito bem humorado, bem brincalhão e já até vingou na internet posando com orelhas de gato e até virando v-tuber por um dia. Resolvi perguntar, no entanto, se o terror também não ajudou a moldar esse espírito descontraído. Afinal, abraçar o bizarro, abraçar o lado esquisito da vida, não ajudaria a torná-la mais interessante? Mais bem humorada?

Junji Ito viu certo sentido nisso. Em sua resposta, ele destacou que o dia a dia costuma ser algo comum, banal. E que com a fantasia, somos capazes de incrementar a vida com algo a mais de interessante.

Seguindo à esteira de depoimentos, tivemos o relato de Antônio Herdy. Acompanhado da prima, ele agradeceu publicamente ao sensei por ter servido de incentivo ao hábito da leitura, pois foi graças ao seu conto O Mistério da Falha de Amigara que a menina desenvolveu o gosto de ler. Além disso, uma professora divulgou o interesse de crianças com deficiências visuais a lerem suas obras em braile, sugestão bastante surpreendente ao qual Junji Ito recebeu com entusiasmo.

E assim nos despedimos todos daquela hora maravilhosa com um dos maiores nomes dos quadrinhos japoneses presente entre nós, com esperanças mútuas de que, em melhores condições, o próximo encontro seja presencial!

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Yu-Gi-Oh Rush Duel: Dawn of Battle

Yu Gi Oh Rush Duel Dawn of Battle
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“É hora do duelo!” com o recém lançado para Nintendo Switch Yu-Gi-Oh Rush Duel: Dawn of Battle para as regiões da América, Europa e Oceania. Com Regras diferentes do Jogo de Cartas Colecionáveis tradicional é sua vez de dar um gole no novo sucesso do Japão.

Não deixe o seu adversário ganhar vantagem, porque num segundo sua mesa pode sobrepujar seu oponente. Você pode contar com várias invocações de monstros poderosos por turno e encher sua mão com novas cartas sempre. Encontre os monstros para virar a situação ao seu favor e domine o RUSH DUEL.

Além disso, Yu-Gi-Oh Rush Duel: Dawn of Battle traz uma história nova com personagens novos, uma campanha solo para você aprimorar suas pericias de duelo e muitas cartas para escolher. Enfrente seus amigos no modo multijogador local ou a qualquer duelista um online. Aproveite agora e acesse a Nintendo E-shop para comprar e vencer os baralhos de seus oponentes!

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TechFest da Full Sail University premia escolas brasileiras e inspira quem quer entrar no mercado de trabalho de Tecnologia, Games, 3D e Aplicativos

full sail university
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Ao todo foi uma semana de webinars com instrutores e graduados da universidade americana, em painéis que rodaram com temas como realidade virtual e aumentada, consumo orientado por algoritmo, entre outros temas ligados à tecnologia.

Com o evento, os alunos do 9º ano do ensino fundamental até o 3º do ensino médio das escolas convidadas puderam participar ao vivo dos painéis, interagir e até mesmo debater com os palestrantes. Mas não parou por aí. Ao decorrer da semana, os praticantes produziram um jogo interativo, um personagem 3D e um design de aplicativo. “Foram três desafios que garantiram prêmios e menções honrosas aos alunos brasileiros”, comenta a Community Outreach Director, Carol Olival, ao informar que o evento é destinado para quem quer conhecer mais o mercado de tecnologia, e também para quem tem dúvidas sobre o setor.

No desafio 1, Interactive Game, os alunos Leonardo Fava do Colégio Presbiteriano Mackenzie Internacional do Tamboré (SP) e Theo Agunso do Colégio Johann Gauss, de São Paulo (SP) levaram as menções honrosas do Brasil. O destaque para o vencedor do desafio no Brasil foi para Pablo Barrionueno do Centro Educacional Leonardo Da Vinci, de Brasília (DF).

No desafio 2, que consistiu no App Design, as menções honrosas do Brasil ficaram para duas alunas do Everest Internacional School do Rio de Janeiro (RJ), Julia Cordeiro e Catalina Pestalardo. Já o vencedor do desafio no Brasil foi Leonardo Fava do Colégio Presbiteriano Mackenzie Internacional, do Tamboré (SP).

No desafio 3, produção de um personagem 3D, os alunos foram convidados a criar um novo super-herói e desenha-lo em um software. As menções honrosas dessa categoria ficaram para Rebecca Bessa McDonell do Colégio School of the Nations, de Brasília (DF), e para o Heitor Benotti do Colégio Guilherme Dumont Villares, de São Paulo (SP). Já o vencedor do desafio no Brasil foi o Daniel Emrish Filho do Colégio Guilherme Dumont Villares, de São Paulo (SP).

O ano se encerra e a Full Sail já planeja um cronograma de várias ações destinadas a alunos brasileiros para 2022

Sobre a Full Sail University:

A Full Sail University está localizada em Orlando, Flórida, USA, e oferece mais de 140 programas diferentes em educação superior, tanto em seu campus quanto on-line. Fundada em 1979, a universidade contribui com o mercado da economia criativa através da formação de mais de 78 mil graduados, que desenvolvem o mercado criativo no mundo.

No Brasil, a universidade nutre uma comunidade virtual através de parcerias com escolas, faculdades e empresas, fomentando a constante discussão da economia criativa. Para mais informações sobre a comunidade brasileira da Full Sail University, acesse o SITE OFICIAL.

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Radiation House ganhará filme live action

Radiation House
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O mangá Radiation House de Tomohiro Yokimaku e Taishi Mori será transformado em live action, sendo que a estreia deve ocorrer no Japão em 29 de abril. A direção do filme está nas mãos de Masayuki Suzuki, diretor de adaptações de séries para live actions. Ainda, o roteiro está por conta de Haruka Okita e a distribuição será feita pela TOHO.

Radiation House filme live action
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O filme trará artistas que já aparecerem em outras adaptações, como Masataka Kubota (como Iori Igarashi), Tsubasa Honda (An Amakasu) e Alice Hirose (Hirono Hirose).

Assim, o foco da história está nos profissionais do departamento de radiologia de um hospital. Por exemplo, radiografistas que através de radiografias e tomografias computadorizadas sondam causas de doenças, além de descobrir alterações patológicas. Enquanto radiologistas leem os resultados e oferecem o diagnóstico. Radiation House conta hoje com 29 capítulos, tendo o último sido lançado em outubro. Yomaku e Mori lançaram o mangá no Grand Jump em 2015.

Radiation house também conta com uma série live action. A primeira temporada estreou em abril de 2019. A segunda foi ao ar pela Fuji TV no mês de outubro com roteiro de Yusuke Mito e direção de Suzuki Aizawa e Yusuke Mito.

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