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Wind Princess | Curta brasileiro inspirado no Studio Ghibli ganha trailer

wind princess

O animador e diretor Chris Tex divulgou hoje o trailer de Wind Princess. Sem fins lucrativos ele espera angariar o financiamento necessário para concretizar sua homenagem a Hayao Miyazaki, do Studio Ghibli.

A produção é da Filmes Sem Sapato e Tex Filmes junto em uma parceria com La Casa de La Madre e Delicatessen filmes. A pós-produção está sendo feita pela Tribbo Post.

No vídeo o diretor diz que pretende doar todo o material para Museu Ghibli, como naves, concept arts e outros itens. Wind Princess ainda não tem data de lançamento definida.

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Cemitério Maldito (2019) | Review

cemiterio maldito 2019

Inspirado em um dos contos mais macabros e pesados de Stephen King, somos apresentados a mais uma refilmagem de um dos filmes mais marcantes do gênero de terror: Cemitério Maldito

O longa vem com tudo para assustar a nova geração que não conhece essa história, fazendo-os entender o porquê desse clássico ser tão exaltado, além de causar aquele mal estar e incômodo que o velho filme causou aos mais velhos, além de silenciar um pouco esses chatos comparadores de livro e filme.

Uma nova tonalidade

Literalmente uma refilmagem, todos os elementos do antigo filme são trabalhados como na primeira adaptação, mas dessa vez modificando a fotografia, cenas iluminadas deram lugar para névoas densas, noites escuras e tons acinzentados que lembram muito coisas mortas e em decomposição, esse novo filme trás uma sensação muito mais de horror e macabro para quem comparar com o antigo filme, se equilibrando com os sustos extrapolados que te faz pular da cadeira e levar seu coração até a garganta, tudo bem produzido e facilmente absorvido.

Toda a trama envolvendo a morte de um dos filhos nos leva a uma profundidade de roteiro já conhecida pelo filme de 1989 e pelo livro de 1983, a escolha do pai por enterrar seu filho morto no cemitério indígena e trazer o mesmo de volta à vida, todo o macabro da cena nos leva a refletir o quão doente e perturbada estava a mente do pai em luto, isso só cresce com a agonia e o desespero da mãe ao ver seu filho morto de volta a vida, e no momento em que o mesmo abraça sua mãe, o terror psicológico já está incluso, fazendo você agonizar junto com a mãe, a transformação do pai em uma espécie de sub-vilão da trama divide opiniões, se ele estava com a razão pelo amor por sua filha, ou estava errado por ir contra as leis da natureza, por mais absurdo que pareça, essa dúvida bate, e acabamos nos colocando no lugar dele.

A mistura de cenas de susto, ambientes macabros e terror psicológico é a chave para te manter com medo e agonia do início o fim, no quesito terror, pode-se dizer que essa refilmagem assusta mais que o antigo filme, mas permanece bem abaixo do livro, porém o objetivo não era superar nem um e nem outro, e sim te vender uma experiência aterrorizante no cinema, essa missão foi cumprida.

Cemitério Maldito
Cemitério Maldito (Imagem Divulgação)

Covas no Roteiro

Cemitério Maldito de 2019 também têm seus furos de roteiro, que te fazem apelar para uma suspensão de descrença um pouco maior, mas ainda sim fomos apresentados a uma cena galhofa que te faz torcer o nariz.

Para quem já leu o livro ou assistiu o antigo filme, coloca em cheque todo o conjunto da obra, quase colocando esse filme em um nível desastroso de refilmagem, porém a cena só é justificada caso você absorveu a ideia que o filme traz, as controvérsias que geram o terror psicológico são o motivo da “desculpa” para esse filme funcionar, mas a Paramount Pictures quis trabalhar algum marketing maior no filme e resolveu colocar um cover de Ramones com a música Pet Semetary, o que ficou legal e te faz abraçar o filme como uma refilmagem excelente, mas que a cena piegas talvez tenha travado a empolgação pelo que foi assistido e tira sua imaginação do que poderia ter acontecido em seguida, talvez melhor finalizar com uma trilha macabra para causar aquele mal estar de uma cena pesada que poderia ter ocorrido, mas o nível gore do filme é leve, então não havia necessidade colocar uma cena de morte explícita, sendo que já existe no filme.

Resumindo todo esse argumento, a cena galhofa pode dividir opiniões e te fazer esquecer tudo o que sentiu ao assistir Cemitério Maldito de 2019, talvez seja por isso que as críticas estão divididas.

Cemitério Maldito
Cemitério Maldito (Imagem Divulgação)

Livro vs Filme

Há um assunto que deve ser destacado, o público insiste em criticar negativamente uma adaptação por ser diferente do livro, com todo respeito a vocês leitores de inúmeras obras, mas aprendam de uma vez por todas, que uma adaptação têm como objetivo transformar um livro ou quadrinho em um filme direcionado para a massa popular, isso vale para qualquer gênero, sejam sagas de livros como Harry Potter e Senhor dos Anéis, quadrinhos da Marvel ou DC Comics, e até contos dos irmãos Grimm que resultaram nas princesas da Disney e outros filmes infantis.

Os próprios reboots e remakes são isso e eles têm o mesmo objetivo que as primeiras obras, atingir a massa popular para gerar grandes bilheterias, caso esse objetivo seja bem sucedido, que bom para os estúdios e dane-se os velhos de pensamento tradicional, pois essa falta de criatividade de Hollywood já ocorre a um bom tempo.

Eu sou um cético quanto a reboots e remakes, acho que é a pobreza de idéias estampada na testa de Hollywood, mas eu li a obra de Stephen King e assisti o filme de 1989, ao sair da sessão do novo Cemitério Maldito, achei fantástica, para não dizer vários palavrões que definem um filme sensacional, me causou medo, me fez pensar quanto as escolhas doentes do pai, me fez agonizar como a mãe, me fez querer assistir de novo, tudo o que eu já senti quanto a esse que é um dos meus livros favoritos, me fez sentir de novo como se nunca tivesse visto essa história antes, é um filme que eu indicaria para muita gente que é fã do gênero terror.

cemiterio maldito 2019
Cemitério Maldito (Imagem Divulgação)

Remake digno

Com exceção dos comparadores de filme/livro de plantão, Cemitério Maldito não vem superar o livro e nem o antigo filme, apenas está aqui para se apresentar às novas gerações que não conhece esse grande clássico do terror literário e cinematográfico, e ainda consegue causar medo e agonia para muitos leitores e velhos fãs do filme de 1989, furos de roteiro são supridos pelo terror macabro e psicológico com algumas cenas de susto aterrorizantes.

É uma refilmagem não só bem sucedida mas também um sucesso para gênero de terror, esse filme facilmente supera todas as tentativas de terror do ano de 2018, finalmente podemos dizer que temos um filme de terror que causa medo – porque os últimos filmes de terror foram aterrorizantes…de ruim.

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Roteiristas de Vingadores: Ultimato falam sobre cenas deletadas e a batalha final

markus mcfeely
Markus, à esquerda, e McFeely na direita

Christopher Markus e Stephen McFeely escreveram os três filmes do Capitão América, Thor: O mundo Sombrio com Christopher L. Yost, a série de TV Agent Carter, Guerra Infinita e o mais novo filme Vingadores: Ultimato com a direção dos Irmãos Russo.

markus mcfeely
Markus, à esquerda, e McFeely na direita

Os escritores revelaram em uma entrevista recente em Los Angeles para a NY Times como foram as discussões sobre as possibilidades do filme, as decisões sobre qual caminho tomar, quem morreria e quem ficaria vivo.

Eles contaram que algumas cenas foram deletadas e que a batalha final era ainda maior no rascunho original. McFeely disse “Tivemos uma cena em uma trincheira onde, por algumas razões, a batalha foi interrompida por cerca de três minutos e agora há 18 pessoas dizendo, ‘O que vamos fazer?’ ‘Eu vou fazer isso’. vou fazer isso “. Numa cena dessas é inevitável várias falas soltas de diferentes personagens e não parecia uma conversa natural. Markus continuou “Era preciso que eles encontrassem algum tipo de abrigo bom o suficiente para ter uma conversa no meio da maior batalha. ”Então, sim, não era o ideal.”

Para alguns, 3 horas de filme foi suficiente, mas outros estão esperando o filme em DVD Blue-ray para conferir as cenas deletadas e poder aproveitar esses momentos extras que não tivemos na telinha.

Sinopse: Com a culminação de 22 filmes interconectados, o quarto filme da saga dos Vingadores fará público testemunhar o ponto crítico desta jornada épica. Nossos amados heróis perceberão o quão frágil é a realidade, e também os sacrifícios que precisam ser feitos para defendê-la. 

Confira nosso Review com Spoilers de Vingadores: Ultimato

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Editora Devir relança dois mangás de sucesso

uzumaki junji ito
Uzumaki (Imagem Divulgação)

Com o selo Tsuru, a Devir iniciou o relançamento de mangás de sucesso, de autores japoneses clássicos e contemporâneos. Mangás que já estavam esgotados voltam às vendas, através da Amazon, com novas tiragens e edição bilíngue.

O homem que passeia de Jiro Taniguchi e Uzumaki – A Espiral do Horror de Junji Ito são os títulos iniciais.

Confira as novas capas e a sinopse dos mangás:

o homem que passeia devir

 

Sinopse: Um homem contempla os subúrbios de sua cidade. Caminhando devagar, ele escuta e cheira. Para e observa. É impossível não nos sentirmos alheios e indiferentes ao mundo, em contraste com este olhar puro. Passeando por estas páginas, reaprendemos a olhar e, quem sabe, a vivenciar com mais atenção as pequenas coisas.

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uzumaki devir

Sinopse: Acontecimentos grotescos começam a surgir em Kurôzu, a pequena localidade onde Kirie Goshima nasceu e cresceu. O vento sopra em curvas, folhas e ramos se enrolam e a fumaça expelida do crematório sobe desenhando redemoinhos funestos. Logo os humanos também são afetados pelo fenômeno helicoidal. Cabelos se revolvem em círculos, corpos se retorcem e pessoas se convertem em caracóis… Kirie tenta escapar da cidade para fugir da maldição da espiral… Este clássico mangá de terror, que profetizou o clima claustrofóbico e a desigualdade da atual sociedade japonesa, é uma das principais obras do mestre do horror, Junji Ito.

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Ingress: The Animation entra no catálogo da Netflix

Ingress: The Animation

A série de uma temporada, lançada em 2018, chegou nessa terça-feira (30/04) ao catalogo da Netflix. Ingress: The Animation é baseada no jogo da empresa Niantic de mesmo nome.

A animação foi desenvolvida através da colaboração de Fuji TV e Craftar Studios, dirigida por Yuhei Sakuragi com o roteiro de Soki Tsukishima e Tora Tsukishima

A série, como o jogo, tem elementos de ficção cientifica, além disso, há muitas referências que só os fãs do jogo irão perceber, mostrando, portanto, qual é o publico alvo da animação. Ingresss Prime, a continuação do primeiro jogo, tem ligação direta com a série.

 

Ingress  é um game mobile inovador nos quesitos de realidade aumentada e estilo MMO e está disponível tanto na Apple Store quanto na Google Play. 

Confira abaixo o trailer de Ingress: The Animation ainda sem legenda da animação e a sinopse oficial:

Sinopse: Depois que cientistas descobrem uma substância misteriosa que pode influenciar as mentes humanas, duas facções travam uma batalha para controlar o seu incrível poder.
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As novidades da Game XP 2019

game xp 2019

Este ano, a Game XP 2019 será realizada nos dias 25, 26, 27 e 28 de julho, no Parque Olímpico do Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca.

As vendas de ingresso para o público em geral começam no dia 07 de maio, às 20h00.  As principais atrações vocês conferem logo abaixo:

Game XP 2019 – Mapa do Jogo 

GamePark 

A estrutura montada no Parque Olímpico do Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca, terá mapa circular, como os principais parques de diversão do mundo, e crescerá pelo menos 50%. Serão aproximadamente 160 mil metros quadrados de área. A expectativa de público foi mantida a mesma de 2018, 100 mil pessoas. Ou seja, a ideia é aumentar as opções de entretenimento, o conforto e melhorar a experiência como um todo.

Oi Game Arena (Arena 1)

A supertela de 1.500 metros quadrados é uma espécie de Maracanã para os e-Sports e como marca registrada desta arena, ela está de volta. Até 4 mil pessoas poderão assistir simultaneamente campeonatos profissionais e oficiais e batalhas épicas dos principais jogos da atualidade. As finais do Brasileirão de Rainbow Six e a liga feminina Game XP de CS:GO, já estão confirmados.

GamePlay Arenas (Arenas 2 e 3)

Uma arena é pouco para a área destinada às grandes marcas do mercado de games. Por isso, a GamePlay passa a ocupar duas arenas e incríveis 9 mil metros quadrados! Os espaços das marcas serão maiores, assim como as possibilidades de interação. O público poderá jogar lançamentos em primeira mão, testar prévias e participar de ativações exclusivas. A novidade desse ano também estará por conta das atrações imersivas em realidade virtual, que ganham importância dentro desse contexto.

GamePlay Stage – A Game XP tem um segundo palco de competições de e-Sports, para fases classificatórias dos campeonatos oficiais e jogos de demonstração. A capacidade de público triplicou e agora comporta 300 pessoas sentadas e 300 em pé.

Art Street – Nesta arena também ficará localizada a Art Street, espaço no qual os artistas selecionados apresentam seus trabalhos e nomes que atuam nas grandes editoras?possam interagir com o público e vender prints, sketchbooks, artes originais e outros materiais. O sucesso de 2018 foi tão grande que, em 2019, teremos o dobro de artistas participando do espaço.

InovaArena 

O?espaço dedicado?à?tecnologia e inovação sairá da Arena 3 e terá uma estrutura exclusiva com 2.400 metros quadrados. Além disso, o Inova Stage, palco de palestras e debates, reunirá mais de 100 speakers que falarão sobre quatro grandes temas: Tecnologia na Educação, Tecnologia na Saúde, Cidades Inteligentes e Gadgets of the Future (robôs, dispositivos de comando de voz, roupas inteligentes etc).

Montanha-russa VR powered by VR Coaster  

Game XP terá a primeira montanha-russa com realidade virtual do Brasil. Esqueça os simuladores encontrados em shopping centers. Nossa montanha-russa é real e você será transportado para uma corrida de naves espaciais em diferentes cenários, com portais do tempo e velocidade da luz. O projeto está sendo desenvolvido pela empresa alemã VR Coaster, do Mack Rides Group, e será desenvolvido em 4k estereoscópio a 60 fps, a melhor qualidade em VR disponível no mundo.

Pista de Kart Elétrico

Os karts voltam para a Game XP. Dessa vez, maiores, mais modernos e mais velozes.

Teleférico

Nessa edição, o público poderá ver a Game XP dos ares e cruzar o parque inteiro em um teleférico.

Parede de Escalada

A parede de escalada fez tanto sucesso em 2018 que volta maior e de cara nova.
Agora, o dobro de pessoas poderá fazer escaladas de diferentes alturas e níveis de
dificuldade.

Drop

Um dos ícones dos parques de diversões chega a Game XP causando impacto. O drop de 40m de altura (um prédio de 15 andares) testará os corajosos e levará muita adrenalina para o evento.

Laser Tag

O Laser Tag volta em área três vezes maior e em duas arenas simultâneas. Atenderá o dobro de pessoas e fará com que o público se sinta em um clássico recente dos games.

Dino Mundi Experience

Um dos primeiros jogos a usar realidade aumentada, o Dino Mundi, levará ao público da Game XP uma experiência imersiva em VR e 4D, com uma volta ao mundo jurássico e um passeio em um parque de dinossauros. Cheiros, sons e texturas farão parte desta experiência fantástica, que atenderá 20 pessoas por vez, em duas arenas de 120 metros quadrados cada.

Game Zone

Antes uma área dentro da GamePlay Arena, a Game Zone agora triplica de espaço e terá 1.200 metros quadrados com diversos arcades, pinballs e modernos games para nenhum apaixonado por gameplay botar defeito.

Labirinto gigante

Quem se divertiu no labirinto de 2018 já pode comemorar. Em 2019 ele estará de volta, com novos desafios e fugas frenéticas, dessa vez, na parte externa das arenas.

Roda Gigante da Oi

O ponto mais alto do GamePark está de volta e permite uma vista geral da Game XP e fotos incríveis.

Fortnite Fan Fest

Game XP fará uma festa oficial para a transmissão da final do mundial de Fortnite que acontece em Nova Iorque no mesmo final de semana do nosso evento. A transmissão contará com narração local, em português.

Just Dance Stage

Um dos maiores sucessos da edição de 2018, o palco de Just Dance volta com o dobro do tamanho e promete colocar todo mundo para se mexer. Além de competições com o público, o palco receberá influenciadores e jogadores profissionais.

Soccer Experience 

A nova área de habilidades de futebol inspirada em games ganha nova dinâmica. Serão duas etapas eliminatórias e uma grande final, num desafio gol a gol, com direito a torcida organizada a turma que estará aguardando na fila, já que a fila desse ano será uma grande arquibancada.

Área de ativações dos patrocinadores 

Um espaço onde os patrocinadores levarão experiências e ativação de marca para o público do evento.

Palco Gênesis

A música é parte fundamental nos games. A Game XP ganhou um palco para embalar o anoitecer no parque. A curadoria fica por conta de Zé Ricardo (Palco Sunset e Palco Favela – Rock in Rio) e Cláudio Rocha Miranda (New Dance Order – Rock in Rio). Com funcionamento de 17:30h às 21h, o palco receberá grandes nomes e o clima de festa só termina com um show de fogos que sinaliza o final do dia de atividades no GamePark. As atrações já confirmadas são: Cat Dealers e Anavitória (25/07), Iza (26/7) e Nova Orquestra (todos os dias).

Beer Garden

O Beer Garden volta em 2019 com o mesmo conceito de 2018: a área dos jogos analógicos e um grande ponto de encontro de adultos que querem dar uma pausa na adrenalina.

Medieval Street

Inspirada nas Rock Streets do Rock in Rio, essa rua terá temática medieval, performance de artistas e uma grande variedade de lojas com produtos licenciados.

Aplicativo Game XP

O aplicativo da Game XP será um grande live game, o primeiro no mundo (após o Coachella 2019) a utilizar realidade aumentada com geolocalização. A versão teaser já está disponível para download e nela você verá dinossauros brigando e Pterossauros voando quando apontar seu dispositivo para o parque olímpico. Baixe neste link:https://rebrand.ly/sa6pxe

Game XP 2019 

Data: 25,26, 27 e 28 de julho

Hora: 10h às 21h

Ingressos: ingressos.gamexp.com.br

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Pentagon vem ao Brasil em setembro

O grupo k-pop, Pentagon, vem ao Brasil para uma apresentação única – até o momento – no Brasil. O boygroup se apresenta dia 15 de setembro no Tropical Butantã em São Paulo!

Depois de errarmos as nossas teorias – e dicas – liberadas pela produtora responsável, Highway Star, onde imaginávamos ser o Seventeen (Veja AQUI), o Pentagon é mais uma das atrações do segundo semestre para a divulgação da turnê “World Tour Prism”.

Em breve mais novidades e informações com vendas de ingressos. 

Acompanhe a página oficial da Highway Star no Facebook.

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Vtuber: Uma Segunda Pele Ativa no Mundo

youtuber virtual kizuna ai

Depois de termos escrito sobre os esquecidos da temporada de inverno, essa matéria se pretende um complemento sobre Virtualsan Looking, transmitida pela Crunchyroll, pois há algumas coisas a serem entendidas que podem expandir o entendimento daquele anime (ou experimento de anime), como o Vtuber (Youtuber Virtual).

Além disso, o que está escrito aqui deve muito ao documentário “Binary Skin”, do canal Archipel. Suas informações e entrevistas inspiraram as reflexões que estão escritas aqui e seu canal é extremamente recomendado pela sua qualidade em edição.

A história é essa: em 2016, o YouTube recebeu a presença de Kizuna Ai. Fãs de Hatsune Miku e Vocaloid conseguem de cara notar a semelhança, mas algo aí parecia real demais. Seus primeiros vídeos causaram um grande bafafá durante algumas semanas, pois ela se dizia uma “super inteligência artificial”, tendo assim consciência própria. Essa “Super AI” que quer muito formar laços (Kizuna) de amizade com os humanos não só grava e publica seus vídeos como às vezes interage em tempo real com os seus inscritos, com transmissões ao vivo e mesmo eventos ao vivo, como aconteceu no início de 2018 que comemorou os dois anos do canal, com muitos fãs e ainda mais merchandising. O sucesso de Kizuna Ai deixou um rastro, aonde novos canais de novas personagens vão se apresentando para o mundo. Há hoje em voga um verdadeiro trending, não só no Japão, mas como em parte do público otaku em geral.

QUANDO PESSOAS E PERSONAGENS DIVIDEM A MESMA REALIDADE

Uma coisa é fato: a brincadeira de “Super AI” passou rápido e logo se percebeu que sim, tratava-se de uma pessoa usando capturas de movimento e um avatar animado para transmiti-lo no YouTube. Isso mudou algo no impacto daquela novidade? Não é o que parece. Segundo um fã chamado Loserbait, a interação que é feita entre o Youtuber Virtual e o seu público é uma interação entre o público e o personagem, sem demonstrar interesse pela pessoa por detrás daquele avatar. Esse mesmo fã sugere que aquilo que atraiu as pessoas para Kizuna Ai foi o seu pano de fundo: ela é uma personagem virtual, porém não necessariamente fictícia, pois seu desejo de interagir com as pessoas do mundo real a aproxima de um jeito diferente de um personagem pré-programado.

Akihiko Shirai é diretor da GREE/VR Studio Lab, uma das empresas que trabalham para desenvolver e fornecer tecnologia em IA e em captura de movimentos. Para ele, não importa se alguém como Kizuna Ai é ou não realmente uma super inteligência artificial. Sua aspiração a ser uma, “dizendo coisas bobas que uma IA diria”, torna essa interação real. E ele vai além. Cada vez que Akihiko comenta sobre a youtuber para estudantes de ciência da computação, há sempre aquele espanto: “Mas é lógico que ela não é uma IA, tem uma pessoa humana por trás disso”. Contra essa resposta cética ele sugere se esses estudantes não seriam capazes de, com o tempo, criarem uma inteligência bem próxima àquilo que está sendo encenado. De acordo com Akihiko, a novidade da youtuber reacende esses tipos de conversas.

Vamos dar os nomes aos bois: esses “tipos de conversas” de que Akihiko fala, são sobre novas formas de interação que a tecnologia pode trazer. Não se trata apenas de termos um companheiro ou companheira virtual para aliviarmos nossas solidões miseráveis. É algo um pouco mais abrangente e inesperadamente criativo do que isso. Por exemplo, o entrevistado imagina uma tecnologia que traga o holograma de um ente querido falecido ao seu altar cada vez que um incenso é aceso. A ideia é solta sem muito compromisso, mas impressiona como uma sugestão tão repentina poderia suavizar o luto de tanta gente.

youtuber virtual any malu
No Brasil temos Any Malu, do Combo Estúdio (Imagem Divulgação)

CRIANDO MUNDOS ONDE SE POSSA VIVER DE FORMA ATIVA

Kizuna Ai foi lançada pela empresa Activ8. Essa mesma empresa desenvolve atualmente a plataforma upd8, que agrega e apoia diversos talentos virtuais com a tecnologia para suas atividades. Pense nisso como uma forma de YouTube Studio só que numa realidade virtual. Takeshi Osaka, seu fundador, estima algo em torno de 4000 “identidades virtuais” nessa plataforma. Seus porquês de investir na ideia do Activ8 são talvez a parte mais intrigante de Binary Skin.

Takeshi nos conta que a ideia veio da seguinte pergunta: “O que era preciso para que as pessoas mantivessem esperança em suas vidas?”. Muitas idas e vindas o levaram à decisão de “criar mais mundos alternativos para se viver”. A Activ8 nasceu dessa disposição de dar essa experiência, de “ter um personagem aparecendo diante de você e poder viver sob a mesma realidade, como se fosse um sonho”. Sua justificativa para essa decisão é curiosíssima e merece ser destacada:

“Se as regras e a sociedade onde vivemos não podem ser mudadas sob quaisquer circunstâncias, eu pensei que poderíamos criar novos mundos para as pessoas viverem.”

Não é difícil imaginar muita gente bastante descontente com uma ideia dessas, principalmente para pessoas do lado de cá do globo. Pode parecer comodismo de alguém que se encontra insatisfeito com o seu próprio mundo, mas que não tem a coragem de fazer algo para muda-lo. Não vale a pena discutir aqui os méritos ou deméritos de uma frase dessas, pois ela rende e rende muito e isso iria fugir bastante do assunto. Deixemos para outro momento, caso isso interessar quem estiver lendo. O fato permanece que a ideia aparentemente deu muito certo. Por quê? Bom, antes dos nossos achismos, que tal ouvirmos da própria Kizuna Ai? Há trechos do documentário onde a própria youtuber é entrevistada e deixamos a transcrição para quem interessar:

KIZUNA AI POR ELA MESMA

Pergunta: Qual a causa de seu sucesso?

Kizuna Ai: Quando as pessoas me veem pela primeira vez, eu acho que elas me veem como uma extensão de um personagem de anime. Mas eu me comunico diretamente em tempo real por lives. Eu apareço em comerciais, lanço photobooks, apareço na TV e também lanço músicas, então eu estou ativa no mesmo universo que os humanos. Eu meio que dou uma surpresa para as pessoas e acho que é por isso que elas ficam interessadas. Por isso que eu quero continuar tentando coisas novas, continuar surpreendendo as pessoas.

Em outro momento, mais para o final, ela comenta:

Kizuna Ai: Essas existências virtuais têm um avatar, e ao usá-las, pessoas que tenham algum complexo sua aparência, ou que tem falta de autoconfiança podem acabar ficando tão fofas quanto eu! Seja alguém bonito, ou alguém fofa; então elas poderiam expressar sua parte pessoal, ou mostrar sua individualidade às pessoas. Ao eliminar estereótipos de aparência, isso dá um potencial maior para descobrir algum talento e conhecer novas coisas. Eu espero que apareçam mais avatares, pois eu acredito que eles são uma ferramenta importante para expandir o potencial dos humanos.

Do ponto de vista da execução do documentário, é muito interessante que a própria personagem tenha voz ativa e seus pensamentos consultados: uma personagem fictícia, por um lado, pois não existe em carne e osso, mas que por outro lado, tem uma voz ciente de si mesma no mundo real. É um alargamento espantoso entre a ficção e o real, e as pessoas que trabalham nessa nova tendência esperam que nesse espaço alargado possam entrar pessoas que tem algo a dizer, mas que se sentem impedidas, desencorajadas a se projetarem. Nessa pele binária, uma segunda pele encarnaria uma pessoa que não importa o quanto o mundo a diga que ela é perfeita do jeito que ela é (dizer isso é muito bom para confortar os outros, mas quem realmente acredita nisso?), ela jamais se sente suficiente para expressar alguma coisa boa que tenha na mente.

CONCLUSÃO: VIRTUAL YOUTUBERS E A ÉTICA DA ELFOLÂNDIA

Alguém poderá dizer que nada disso é novidade alguma, pois é a mesma coisa com perfis de redes sociais que encarnam um fake: uma segunda identidade, com outra aparência ou aparência nenhuma que se expressa de um jeito bem diferente do seu dia-a-dia. Seria a mesma pele binária. Será esse o caso? Se nos apressarmos em jogar tudo na mesma cesta, deixamos de perceber como esse avatar virtual é algo muito mais dinâmico do que uma segunda ou terceira conta no Facebook ou no Twitter. Essa segunda pele não está apenas digitando palavras de forma estática; assim como Kizuna Ai e muitas contas que vem surgindo nesses anos, esses avatares interagem em tempo real, se expressam com sua voz (seja real ou modulada), ou seja, eles se manifestam de forma muito mais ativa do que outrora poderiam.

Depois que Virtualsan Looking estreou, esse assunto ficou muito mais intrigante, porque ao final do programa, eram tantos, mas tantos desses avatares, que já não era mais aquela impressão de uma moda restrita ao YouTube e que poderia muito bem passar como passam todas as modas. Aquilo parecia estar se massificando aos poucos e cada vez mais pessoas compravam a ideia de viver nesses mundos onde as pessoas poderiam viver de forma ativa. Agora é a minha vez de responder: por quê? É também porque existem muitas pessoas que querem ter voz, mas se sentem intimidadas? Com certeza, sem sombra de dúvida. Mas o que há nessa nova mídia especificamente que atrai essa imersão para o mundo virtual? Acredito que tenha algo muito haver com a “ética da elfolândia” da qual dizia Chesterton no quarto capítulo de sua “Ortodoxia”.

O grande e gordo inglês que figurou nos quadrinhos de Neil Gaiman (Sandman) escreveu em 1908 sobre o encanto único dos contos de fadas. Esse encanto existe não porque elas causam espanto, mas porque elas vêm desse antigo instinto do assombro; um instinto que espanta e encanta os mais novos pelas coisas mais banais e que enferruja com a idade. Quanto mais velhos ficamos, mais sabemos da mecânica fria e repetitiva de como o mundo funciona; assim, o espaço para o assombro fica cada vez mais diminuído. A novidade trazida por uma tecnologia muito nova impressionou a ponto de que ver uma personagem virtual era tão espantoso quanto ver a abóbora da fada madrinha se transformar numa carruagem.

Claro, sabemos que não se trata de mágica, mas de tecnologia. E os japoneses também sabem disso, eles não são nada idiotas; mas eles não se permitem desencantar e deixar a imaginação morrer. Eles preferem admitir a realidade dessa existência virtual e interagir com ela, sem dar a menor importância para a pessoa que esteja por trás dela. Eles preferem manter seu antigo instinto do assombro aceso e entrar num acordo implícito para que esse mundo alternativo onde as pessoas possam viver de forma ativa realmente exista.

Agora, sabemos que as empresas que produzem essas tecnologias estão empenhadas em tornar essas ferramentas acessíveis para as massas e que aplicativos de captura facial estão começando a ficar disponíveis nos smartphones. Mas será que do lado de cá, teremos essa mesma disposição de entrar num acordo que permitira a cada um interagir, não consigo mesmo, mas com sua pele binária? Será que temos a boa vontade de manter ou resgatar o assombro primordial de quando nos impressionávamos com histórias fantásticas quando crianças? A moda das vtubers traz consigo novas possibilidades de interação, mas o temor que fica é esse: ao mesmo tempo em que conseguimos inovar em soluções, somos ainda mais talentosos em inovar em problemas. A ideia de Takeshi Osaka é inovadora e pode tornar a experiência no mundo virtual ainda mais fantástica. Resta que, uma vez disponível a todos, saibamos usá-la bem.

 

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