Início Site Página 1130

Keep Your Hands Off Eizouken! | Review

keep-your-hands-off-eizouken-review

Masaaki Yuasa conseguiu outra vez. Com um anime digno de sua reputação como diretor do melhor anime de 2018 (Devilman Crybaby), Eizouken mostrou melhor do que muitas outras obras, o trabalho imenso que existe por trás de cada anime que assistimos a cada temporada. E ao fazê-lo, Yuasa contou uma história de pessoas imaginativas, adicionando ele próprio uma tempestade de imaginação no meio disso tudo. Confira isso e mais neste primeiro Review que encerra a temporada de inverno de 2020.

“PROVA DE QUE EXISTO”: O VALOR DAS COISAS NÃO-INSTRUMENTAIS

Por que fazer um anime? Ou se decompormos essa pergunta à sua raiz, por que fazer qualquer coisa? Asakusa, Mizusaki e Kanamori são três pessoas que, cada uma a seu modo, dão talvez uma mesma resposta bem semelhante para esse pergunta de ouro. De ouro porque, diferente de hospitais, prédios comerciais, casas, navios ou aviões, produções culturais tem as suas próprias existências questionadas pela seguinte pergunta: “por que fazer isso?”, quando não perguntam “mas isso dá dinheiro?”.

A sobrevivência daquilo que é artístico num mundo que dá prioridade àquilo que tenha alguma finalidade instrumental (salvar vidas, economizar tempo de trabalho, melhorar a qualidade biológica da vida) é um problema bem palpável na vida de qualquer pessoa adepta às artes. Se pensarmos nas três maiores carreiras projetadas em cima de filhos do mundo todo, é comum pensar na mesma trindade: médico, engenheiro e advogado.

Mas Asakusa e Mizusaki querem fazer uma animação. Por quê? Para Asakusa, não existe outra possibilidade. Ela vive para ter ideias; ela vive no seu mundinho, diferente do mundo real (e por isso sua pouca afinidade em se enturmar), criando cidades, máquinas, cenários, histórias. Asakusa é uma criadora incurável.

Quanto a Mizusaki, ela nasceu para perceber o mover das coisas e isso foi uma das coisas mais surpreendentes de Eizouken: apresentar a mente de uma animadora e como ela nasce. A curiosidade de uma criança em perceber cada junta de seu corpo em frente ao espelho se mexendo para sentar e se levantar; a mesma curiosidade de ver como funciona o fluir de um resto de chá jogado pela avó. Semeada e bem cuidada, essa curiosidade fica mais ambiciosa: como funciona uma explosão? Como funcionam as serras saindo do braço de um robô gigante? E as pás de uma hélice girando ao vento? É um tipo bem único de imaginação que eu mesmo sequer sabia que existia e isso foi uma linda descoberta.

Mesmo que as duas façam um trabalho de bastidor, um trabalho que não as tornem visivelmente reconhecidas (Mizusaki é uma modelo, mas ela não quer ser reconhecida por isso), criar um anime, colocar suas experiências de vida na sua criação e dar forma às suas ideias é dar prova de sua existência ao mundo. Essa é uma das conclusões mais marcantes de um dos episódios de Eizouken.

Usei a expressão “não-instrumental” para caracterizar uma produção artística como os animes. Peguei emprestada de Weber, aquele sujeito que volta e meia é trazido de volta em alguma sala de aula. Pois é ele quem dá essa principal característica ao mundo atual: um mundo que prioriza a racionalidade com fins instrumentais técnicos. A rigor, produções culturais não possuem instrumentalidade alguma. Porém, existem ainda outros quatro tipos de ações na distinção de Weber. Entre elas, a ação orientada por valores absolutos é a que mais se encaixa no propósito de criar um trabalho de arte. Fazer algo em nome da beleza, em nome da criatividade, em nome da vontade de deixar uma marca no mundo. Esses são alguns exemplos dos tipos de valores que dão riqueza para criar e apreciar tanto animais quanto quaisquer outras coisas criadas pela humanidade e que apelam aos corações de cada um.

Keep Your Hands Off Eizouken

PORCAS CAPETALISTAS E O VALOR DE UMA PRODUÇÃO

Ainda que isso tudo que foi dito no parágrafo anterior possa ser verdadeiro, uma verdade fria e cruel permanece: se você não souber capitalizar em cima de seus sonhos, eles continuarão a mesma coisa: sonhos. Usando as palavras de antes: se você não souber como instrumentalizar algo que só possui um valor absoluto, seu sonho vai ser “algo bonito”, mas inviável para o mundo real. E é onde a Kanamori entra na equação para ser uma das melhores personagens do anime e da temporada.

De primeira vista, Kanamori não é nem um pouco agradável. E talvez nem de segunda ou terceira. Mas é impossível não ficar insensível à atitude dessa feia bonita (explico a expressão depois) que exala de suas palavras ríspidas e de sua atitude rude. E apesar da Kanamori não ser envolvida com arte, ela é envolvida com uma coisa: dinheiro; principalmente, como fazer dinheiro.

Normalmente, no meio artístico, falar de dinheiro é mal visto. Coisa de burguês safado. Como diria Tom Jobim de sua terra natal: “Aqui, sucesso é ofensa pessoal”.

Surpreendentemente, Eizouken, talvez por falar de arte numa perspectiva não tão próxima da gente, coloca em um anime que fala sobre o que é fazer anime, alguém de extrema necessidade em qualquer projeto (ou sonho) que pretenda se tornar realidade: alguém com alguma noção de realidade.

Entre duas pessoas que vivem no mundo da Lua, com as imaginações de pernas para o ar, Kanamori é a âncora que impede esse barco de ir à deriva e põe todos os seis pés do trio no chão. Ela não é imaginativa, mas sabe fazer as perguntas certas para direcionar a imaginação da Asakusa e da Mizusaki, além de saber frear e dar um basta quando as ideias começam a deliberar demais e agir de menos.

“Perfeitamente balanceado, como todas as coisas devem”; Kanamori é uma personagem de uma presença forte o suficiente para equilibrar sozinha o trio como um todo. Arrisco dizer que é porque desde cedo ela tem as ideias certas. A melhor porca capetalista da temporada assim o é, pois seu foco não é o dinheiro, mas aquilo que é produtivo.

“Não é de dinheiro que eu gosto, mas sim de atividades produtivas. O dinheiro é a métrica da produtividade.” Com essa frase magnífica, Kanamori mostra, de um jeito diferente, uma resposta bem parecida do porquê fazer coisas. Sua decepção em ver a loja dos tios fechar, virou um desejo de fazer coisas produtivas para garantir que as coisas que ela gosta continue existindo (como sua loja de lámen favorita) e criar novas coisas no caminho, como um estúdio de animação.

Kanamori nos dá uma lição sobre instrumentalidade: ela não é algo dado; somos nós quem a criamos quando sabemos como e onde investir uma ideia. Um anime, por exemplo, pode acabar se tornando uma fonte de receita para o turismo de uma cidade. Ou propagando para um clube invisível ao público. Sem meias palavras: Kanamori é uma empreendedora nata que sabe dançar o baile de máscaras do mundo onde vive, sendo até um tanto suja no processo. Mas sem ela, não existiria Eizouken.

Eizouken volume 5

A FEIA BONITA: COMENTANDO UMA POLÊMICA E O CHARME DE EIZOUKEN

Eizouken foi motivo de um enorme fuzuê na internet por causa dos comentários do youtuber Marco Abreu do Intoxi Anime. Basicamente, o rapaz resolveu encostar a onça com vara curta: o estilo cartunesco do traço de Eizouken conquistou na hora o público brasileiro, cujo público artístico é majoritariamente (senão totalmente) composto de artistas que adotam traços cartunescos e de uma veneração ao modernismo que faz a Semana de Arte Moderna de 1922 parecer ter sido na semana passada, ao invés de quase um século atrás.

Estacionados no tempo ou não, a coisa é a seguinte: bonito e feio é relativo e vai de cada um. Mas ai do um que ouse apontar beleza ou, principalmente, feiura. Ainda mais quando finalmente surge um anime que não se preocupa em ser bem trabalhado no traço, o que parecia ser uma demanda. Menos Animes, Mais Cartoons. E assim, o jovem Marco disse que, abro aspas:

“Bonito e feio relacionado a arte é gosto pessoal, mas um dia vai ter um “top 10 animes com design mais feios de todos os tempos” e esse aqui vai estar lá, certamente.”

E o caos reinou.

Para o lado dele óbvio. Marco virou uma referência negativa no meio dos youtubers de anime brasileiros (não acompanho a cena e sinto que definitivamente não estou perdendo muita coisa) e a longuíssima discussão “feio x belo” voltou à mesa. Quem ganharia no x1, Tarsila do Amaral ou Kentaro Miura?

Já que estou fazendo uma Review de Eizouken, nada mais justo do que dar um pitaco ou outro no assunto. Mas é uma tarefa delicada. Como eu disso: a norma é belo e feio ser relativo, mas ai de quem o anuncie. Em arte, a norma é “anything goes”, tanto fez como tanto faz, pois tudo é belo. Cantar a norma em coro é bom e te ajuda a ser mais aceitável, mas tapar o sol com a peneira não me faz bem. Não, Eizouken não é belo. E isso não o desqualifica em nada.

Vamos entender isso um pouco melhor (se você chegou até aqui sem mandar um “Okay boomer” e xingar a minha pessoa, claro): Eizouken não é belo. Ele é charmoso, ele é cativante, ele é atraente, ele é empolgante (e muito!), mas não é belo. Ele não se preocupa em concentrar seus esforços em técnicas de iluminação, quadros por segundo, rotação de câmera e outras técnicas que fazem animações de cair o queixo como os filmes de Makoto Shinkai ou Violet Evergarden. Inclusive, chega a ser bizarro como virou uma tendência atacar a animação de Violet Evergarden como “genérica” para aumentar o prestígio de Eizouken, quando isso é absolutamente desnecessário.

Pra começar, se entendermos bem o que significa ser “genérico”, estaríamos dizendo que a norma do gênero anime é ter animações iguais às de Violet Evergarden. Se assim fosse, o anime não teria sido aclamado do jeito que é por justamente ir além do padrão do que se vê em qualidade de animação. O erro é tão descarado que chega a ser triste.

Comenta-se então que fazer uma comparação é inútil, pois os dois animes têm propostas diferentes. Verdadeiro. Mas em que isso torna Eizouken menos não-belo? É impossível isolarmos cada anime que vemos em uma caixinha dentro de nossas cabeças e fingirmos que nunca mais vimos nenhuma outra coisa. É lógico que vamos comparar com outras experiências, é normal que comparemos e que bom o façamos! O fato de termos uma memória visual daquilo que amamos e daquilo que não gostamos significa que temos todos uma história como público fã de anime. Não dá pra fingir que essa memória não vem à tona cada vez que experimentamos assistir um novo anime, ou mesmo um anime velho que nos surpreende por ainda ser belo mesmo com o passar dos anos. Afinal as pessoas sentem nostalgia pelas animações dos anos 80/90 (apenas) por serem chatas? Pensemos isso um pouco melhor.

Como eu digo no subtítulo, e reforço, Eizouken é charmoso. Tão charmoso como a Kanamori, que acabou virando exemplo da “feiura” do anime. Reparem que em nenhum momento eu disse que ele é feio; apenas que ele não é belo. Assim como a atitude da Kanamori a torna uma garota extremamente atraente (daí o “feia bonita”, como bem disse o meu caro amigo Amer, fã de carteirinha dela), o show de imaginação e da sede de criatividade de Eizouken dá um charme único ao anime. É perfeitamente possível que um anime não seja bonito e ainda continue sendo maravilhoso por n outros motivos.

É o caso de “Rinshi Ekoda-chan”, um anime bastante bizarro, mas que em sua bizarrice me prendeu a atenção. E para deixar mais próximo aqui de todos, nossas próprias histórias com os cartoons dão prova de que nos divertíamos demais com coisas esquisitas e até mesmo desleixadas. “Du, Dudu e Edu” e “Flapjack” são dois exemplos fortes que me vem á cabeça. A própria ideia da “Mansão Foster para Amigos Imaginários” era ter um monte de bicho tosco e esquisito numa mansão onde o protagonista era um cilindro azul. E nós amávamos isso! E quem de nós vai querer admitir que aquilo era o supra-sumo da beleza já desenhada? Pelo menos quem de nós que não esteja querendo enganar a si mesmo.

O ponto é esse. A gente pode perfeitamente reconhecer que aquilo que a gente vê e gosta não é nada bonito e aceitar isso perfeitamente de boa. Inclusive, se a norma tão em voga, diz que devemos debater padrões de beleza, isso significa que devemos tornar tudo belo? Devemos mentir para nós mesmos a esse ponto? Ou é mais construtivos aceitarmos todos tanto a beleza como a feiúra?

eizouken

CONCLUSÃO: OLHANDO COMO UM CRIADOR

Como a Review ficou longa, se não espinhosa a essa altura, vamos aos comentários finais, curtos e grossos: Eizouken foi arrebatador de se assistir, do começo ao fim. Não teve episódio que não fosse especial, com o último episódio fechando essa odisseia da imaginação de um jeito completamente emocionante.

Eizouken é emocionante principalmente para aqueles de nós que já nos encontramos de frente com a questão de criar alguma coisa. Um desenho, um rabisco, ver ideias tomando forma em tempo real na fala das meninas e finalmente ver o resultado final desses rascunhos. Quando você assiste as produções da Asakusa e da Mizusaki, você é lembrado em alguns flashs daqueles episódios onde uma ideia era discutida, feita, refeita, até chegar àquele resultado final. Chega inclusive ao ponto, onde você não mais assiste as coisas como mero telespectador, mas como alguém que participou daquela produção.

Trazer esse olhar pode ser enriquecedor para alguns de nós daqui pra frente; ele pode nos permitir valorizar os pequenos detalhes de uma animação que geralmente passa despercebido todo o trabalho que houve por trás dele. Pode permitir reconhecer estilos de um animador e assim essa pessoa abstrata ganhará carne e osso e, merecidamente, fãs!

Como tudo isso é visivelmente bem dependente do modo como assistimos o anime, tudo está bem dependente de uma linguagem das imagens, coisas que essas palavras digitadas tentam emular seu significado (e muito mal). Portanto, assistir Eizouken é uma obrigação para que esse texto seja mais compreensível. Falei um pouco das personagens, falei um pouco de uma treta, falei até mesmo de como entre o jeito como apreciamos e o jeito como utilizamos os animes, enquanto produções culturais, existe toda uma sociologia da cultura tão antiga quanto Max Weber.

Só que isso tudo são puxadinhos de minha pessoa para avaliar o anime e pensar sobre ele com vocês. O principal de Eizouken, aquilo que é dito única e exclusivamente com suas imagens é indizível. E para esse indizível, eu não tenho como dar nada menos do que 5 Suquinhos.

ASSISTA AGORA NA CRUNCHYROLL

PUBLICIDADE

Um novo herói chega em Captain Tsubasa: Rise of the New Chapion

Captain Tsubasa Rise of the New Chapion

Amarre suas chuteiras e traga seu uniforme para o campo de batalha mais competitivo do atletismo. Um novo jogador com força de espirito nas pontas dos pés e nas pontas dos dedos chega em Captain Tsubasa: Rise of New Champions. Você!

É você terá o poder de trazer a glória da vitória e se eternizar um campeão! Confira o trailer e a narrativa inicial do jogo:

Além de conquistar vitórias importantes, você poderá relembrar todo o caminho de Tsubasa, confira o Modo História e chute para o gol! Captain Tsubasa: Rise of New Champions avança para o ataque com PlayStation 4, Nintendo Switch e PC (Steam) ainda em 2020.

PUBLICIDADE

Gwent: The Witcher Card Game chega ao Android

gwent mobile

A cartada foi anunciada e agora está na mesa! Gerald of Rivia e seus amigos chegam com tudo para o mobile Android com Gwent: The Witcher Card Game. Prepare suas melhores cartas e faça a jogada certa para triunfar cada vez mais.

Gwent chega agora para Android de versões 7 ou posterior com um requisitos minimo de 1,5 GB de memória RAM. Você pode ver se seu aparelho tem os requisitos mínimos aqui! Se você tem uma conta da GoG, vincule ela ao Android e seu progresso se manterá e você poderá jogar agora de qualquer lugar!

Para aqueles que logarem na versão Android até o dia 31 de março receberão um Barril Premium Supremo gratuitamente! Pois bem aqueles que se pré registraram receberão um avatar exclusivo do Golem Imperial!

Gwent é um jogo de cartas e estratégia gratuito para Android, ioS e PC. Tá esperando o que para entrar e começar a pegar as recompensas diárias? Jogue uma moeda e um carteado para seu bruxo!

PUBLICIDADE

Confira Lord of Thunder, a nova DLC de Code Vein

code vein lord of thunder

A última DLC de Code Vein já está disponível para compra, Lord of Thunder traz uma nova área de exploração nas profundezas. Contudo cabe apenas a você explorar os novos segredos dessa região.

Com novos desafios de Caça ao Terror, você pode desbloquear novos conteúdos dentro do jogo. Armas, trajes, itens de criação entre outros. Mas a história não para ai você deve derrotar o novo chefe, o aterrorizante Lord of Thunder, eletrizante não é mesmo?

A DLC está disponível por $9,99 dólares ou comprar o passe de temporada de $24,99 que garante todas as DLC anteriores. Code Vein é da Bandai Nanco e está disponível para PlayStation 4, Xbox One e PC Steam.

PUBLICIDADE

Dê sua Bankai em Bleach: Immortal Soul – já disponível!

bleach immortal soul

A partir de hoje você pode entrar no universo de Bleach mais uma vez para se reencontrar com vários personagens e o caminho da espada de Ichigo. O novo jogo Bleach: Immortal Soul está chegando para iOS e Android e precisa de você para fortalecer as forças da Seireitei.

Bleach: Immortal Soul é um jogo de RPG baseado em turno, onde você contra os personagens da série enquanto segue o roteiro da história. Além disso você tem a opção de montar um time com 6 personagens e liberar força total contra os adversários.

Mecânicas e Quests

Ao começar o jogo você será carregado pelo tutorial que inicia juntamente coma  história de Ichigo. Durante a batalha você pode usar ataques normais ou poderes de Rage, as habilidades especiais de cada herói. E já de antemão vamos dar uma dica, se você estiver com um personagem em Rage, utilize a habilidade primeiro pois ao atacar normalmente você estará passando o turno para o adversário.

Os personagens também tem uma mecânica de skill, ela permite um ataque extra no combo de ataque normal e geralmente associado a um buff ou debuff. Confira as descrições de cada personagem pois você pode iniciar um combo com qualquer um.

As missões do modo história permitem que você receba itens para elevar níveis e equipamentos do seu personagem. Para você que já jogou outros Rpgs de mobile vai entender, os heróis possuem uma competência (estrelas) e classe (Tanques, Suporte ou Atacante) e raridade de seus equipamento(cores).

Aproveite o início para ver como se distribui a localização de itens é importante. Você aos poucos vai liberando o grupo de Ichigo para fazer parte da história e nessa hora você deve ativar os elos. Elos são habilidades estática acionadas por agrupamento de personagens.

As quests sempre irão marcar seu avanço com prêmios, moedas, itens, gemas da alma. Gemas da Alma (Soul Stone) é a moeda mais cara que serve para liberar personagens ou facilitar algumas ações. Aproveite também a função de combate automático, mas fique atento que os combos são mais eficazes no modo manual (;D).

bleach immortal soul

Modos Extras

Bleach: Immortal Soul  traz a história de Bleach de uma forma simples e animada. Não existe uma narrativa durante os diálogos, porém eles são completos e bem feitos. Além disso o modo história vai travar em vários momentos pois você vai precisar upar seus personagens e ai temos modos extras para obter poder e equipamento.

O Modo Arena permite que você enfrente outros jogadores e seus times, para uma posição de ranque e ganhar moedas de Honra. O Modo Challenge tem o Substitute Soul Reaper traz missões que geram recursos e um divertido modo de combate no Seireitei Challenge.

Avance nas lutas ganhe poderes extras, contrate personagens para se juntar ao seu time e vença os três andares! O Modo Squad é os clãs do jogo, você poderá ganhar moedas de clã e participar de lutas especiais. O Modo Elite faz com que você tenha batalhas memoráveis e receba uma boa premiação e itens de upgrade!

Ah não se esqueça de observar todos os pontos vermelhos da interface do jogo, sempre quer dizer que você tem acesso a uma recompensa. E no modo história os baus de estrelas também retribuem você com itens.

bleach immortal soul

 

Gratuito, mas tem monetização

É fato que todos os jogos de mobile tem alguma forma de ser monetizado. Bleach: Immortal Soul também traz uma monetização in-game para ‘agilizar’ seu progresso dentro do jogo. Lembrando você não é obrigado, mas sempre será tentado.

Dentre eles o Passe de Temporada que faz você entrar no sistema de ranque de temporada e os Vips e seus diversos planos para melhorar seu desempenho. Além disso você verá opções de venda monetizada de itens e pacotes, nada anormal…

E dessa forma vamos falar dos summons claro você quer abrir um Kenpachi ou Hitsugaya não é mesmo? Por um exemplo o Soul Summom é esporádico sempre vai trazer uma chance de um personagem especifico, e não é atoa que ele usar Gemas da Alma. O Golden Summon traz personagens inferiores mas não deixa de ser uma opção já que é a base de ouro.

Confira os eventos de login e os futuros eventos de Bleach: Immortal Soul, que sempre vão trazer a chance de conseguir um personagem diferente.  Vocês está pronto para gritar BANKAI ?! E enquanto você recupera os onigiris de stamina, um modo idle funciona para você obter itens e experiencia pessoal.

BAIXE PARA IOS

BAIXE PARA ANDROID

PUBLICIDADE

Band amplia horário de Mundo Animado aos domingos

changeman jaspion jiraiya

Depois do sucesso na programação Band, o Mundo Animado terá mais uma hora de duração com dois episódios de cada uma das séries: Changeman, Jiraiya e Jaspion.

No último domingo (22), a programação registrou uma média de 2,2 pontos (e picos de 2,5 pontos), um resultado expressivo para a emissora. A partir do dai 29 de março, o bloco Mundo Animado ficará desta forma:

  • 10h30 – Esquadrão Relâmpago Changeman
  • 11h10 – Jiraiya, O Incrível Ninja
  • 11h50 – O Fantástico Jaspion

Encerrando às 12h30, o bloco pode passar por mudanças sem avisos prévios, além de que a programação da Band local varia para cada região. Ficaremos na torcida para que mais séries possam aparecer no futuro.

Leia também: Todavia lança mangá Dementia 21 no Brasil

PUBLICIDADE

Subgêneros do Visual Kei: Eroguro e Angura

kiryu angura

Se você é daquelas pessoas que gosta que as coisas sejam preto no branco talvez visual kei não seja o melhor estilo pra você, uma das principais características do Visual Kei é que, como no Brasil, não há regra. Apesar disso, o estilo tem um sem número de vertentes, gêneros e subgêneros, então, sem dúvida tem pelo menos um estilo pra que você e todo mundo possa curtir! Aqui no Suco já explicamos O que é Visual Kei (e porque você não deve tentar classificá-lo), lá fazemos uma breve menção a alguns subgêneros desse nicho que pode ser tão grande, e agora, convidamos você para viajar conosco por esse espaço da cultura musical japonesa e conhecer melhor alguns dos principais subgêneros que o Visual Kei tem a oferecer e, quem sabe, ajudar você a encontrar aquele que pode ser seu favorito!

Pra começar logo com os dois pés na porta traremos um dos sub-estilos favoritos desta que vos escreve, os chamado eroguro kei. Porém, em vez de simplesmente resumir o que o subgênero faz atualmente dentro do Visual Kei, vamos entender um pouco sobre a arte e movimento eroguro fora do VK para abordar o estilo por completo. E em seguida falaremos um pouco sobre o angura kei.

E vamos de contexto histórico:

A começar pela etimologia, “eroguro” é uma contração adaptada para a língua japonesa de erotic and grotesque (Lit. Erótico e grotesco), tanto eroguro quanto eroguro nansensu (Lit. Absurdo erótico e grotesco) se referem a um conjunto de tendências culturais que surgiram aproximadamente na década de 20, no Japão. Na época, o eroguro se fazia presente principalmente em obras escritas como em contos e romances, e teve seu boom com obras de autores como Edogawa Ranpo e Yumeno Kyusaku no começo dos anos 30.

Houve um caso muito importante para o que chamaremos de “cultura eroguro” pois ele se tornou muito popular no Japão na década de 30. Em Maio de 1936, Sada Abe, geisha e prostituta, asfixiou eroticamente seu amante, Kichizo Ishida, até a morte e então cortou fora seu pênis e testículos. O caso foi material pra diversas obras que certamente fomentaram o eroguro, tendo sido vastamente documentado, serviu de inspiração para livros, foi registrado em filmes como “Império dos sentidos” e músicas, tanto na época, quanto num passado mais recente.

Quando o Japão ainda era um Império, todas as principais obras eram fortemente monitoradas e, consequentemente, muitas eram censuradas, vários livros de temática eroguro foram banidos e tiveram que circular clandestinamente, até que, após o final da Segunda Guerra Mundial esses livros foram para a Biblioteca Nacional do Regime.

Mas é claro que a censura não impedia os artistas de produzir esse conteúdo mesmo assim, isso significa que muitas dessas obras circulavam de forma clandestina em clubes secretos de compra, e que a situação gerava técnicas para evitar a censura do Império, como editoras que se autocensuravam (a fim de conseguir evitar a censura do governo e conseguir editar as obras pra que fossem publicadas), etc. A título de exemplo, houve uma técnica muito interessante que as editoras usaram para de driblar a censura e conseguir vender obras eroguro: os “lançamentos de guerrilha”, onde quase todas as cópias dos livros eram vendidas antes de serem enviadas para o ministério para serem revisadas, algumas cópias eram mantidas para, caso a obra fosse censurada, o ministério responsável pela censura tivesse o que recolher (aqui no Brasil chamamos isso de “meter o louco”).

“Ah, mas e a música?”. Como na época não existiam leis específicas para regular mídia de áudio, acabou que música erótica se tornou bastante popular. Esse tipo de censura começou em 1934 mas só começou a ser realmente rígida em 1936, época do caso Sada Abe e do lançamento de “wasurecha iya yo” (???????) por Hamako Watanabe, que foi uma das primeiras obras musicais a sofrer censura tendo a sua reprodução proibida sob o argumento de que era “erótica demais, perturbava a lei e ordem pública e prejudicava os costumes”.

O dia é uma fantasia, a noite é um sonho
O sangue quente nesse peito corre apenas por você
fazendo barulho
Essa é a sensação que tenho
Ei, não se esqueça, não se esqueça

“wasurecha iya yo” (???????) por Hamako Watanabe.

Depois disso, com o estouro da Segunda Guerra Sino-Japonesa e da Segunda Guerra Mundial a censura foi cada vez maior e as editoras foram perdendo a força para combater a repressão, tornando material eroguro nansensu cada vez mais underground, o que fez com que os materiais do gênero diminuíssem consideravelmente, tendo seu revival somente após o fim das guerras (após 1945), já muito enfraquecido pois continuavam a sofrer com a restrição. Foi só depois dos anos 70 que houve relaxamento nas leis que lidavam com mídia obscena e que o eroguro se fez livre da censura.

Tá, mas e o eroguro no Visual Kei?

Eroguro se manifesta através de diversas formas de arte e, como visual kei é um estilo feito pra chocar, é claro que o eroguro chegaria nele em algum momento. O ponto comum entre as obras desse estilo se dá no erotismo misturado a bizarrice, uma obra considerada eroguro geralmente terá conteúdo erótico misturado a situações e coisas grotescas, pode haver toques de horror, gore e até um humor sádico, mas é claro que não existe uma regra que diga que para uma coisa ser eroguro ela precisa ter todos esses elementos, são apenas alguns dos pontos mais comuns.

No Visual Kei, dificilmente você verá uma banda dizer “nós somos uma banda do subgênero X“, pois essas nomenclaturas geralmente são criadas depois de alguma banda se expressar de determinada forma. Em geral, esses subgêneros são usadas somente como TAG pra listar e relacionar bandas que tem coisas em comum e facilitar a vida dos fãs de determinado estilo. Ou seja, os subgêneros do Visual Kei são, além de uma curiosidade, uma ferramenta para que você consiga filtrar os estilos que mais gosta, e isso significa que eles não são determinantes e nem regras que as bandas precisam seguir!

Vale ressaltar que, até nos dias de hoje, abordar sexo de forma explícita ainda é um tabu para muitas pessoas, portanto somente a menção de sexualidade, dependendo da forma como ela for explorada, já pode ser considerada eroguro em alguns casos para algumas pessoas.

Pois bem, como tudo que toca, o Visual Kei tornou o eroguro uma coisa muito característica dele. Como já dissemos em outra oportunidade, o fato de uma banda ser eroguro não define o gênero musical que ela toca, somente determina os temas e o estilo que a banda usará para abordar certos assuntos. Sequer define o estilo da banda em toda a sua discografia, existem bandas como Dir en Grey que, apesar de gerar muita discussão quando comparadas ou incluídas ao eroguro (tanto pelos fãs da banda quanto pelos fãs do estilo eroguro), tem vários trabalhos que podem ser relacionados por fazer uso dessa estética incorporada ao seu trabalho como Tsumi to batsu, Increase Blue, Agitated screams of maggots, shokubeni, entre tantas outras. Veja AQUI um exemplo.

Uma das bandas mais relacionadas ao subgênero é a cali?gari, e ela também é uma das primeiras bandas que aparecem com esse estilo. cali?gari foi formada em 1993 e acabou em 2003, voltou as atividades em 2009 e permanece ativa até o momento em que esse artigo está sendo escrito (2020). O nome da banda foi dado em homenagem ao filme de horror alemão dos anos 20 “O Gabinete do Doutor Caligari”.

cali?gari já explorou toda uma variedade de gêneros musicais, começando influenciados pelo post-punk, mas trabalhando também com beat rock, jazz, punk, baladas, mais pra frente explorou também alternativo e rock progressivo, além de emo, eletrônico e folk. Muitos de seus trabalhos buscam contrastes extremos para expressar temas grotescos (ou de forma grotesca) como o amor por cadáveres e canibalismo usando ritmos pop, com letras e melodias alegres. Em suas letras e videos eles usam bastante um humor ácido e mórbido.

Os rapazes do cali?gari são considerados por muitas pessoas como os precursores desse tipo de composição que usa humor de gosto duvidoso nas músicas. Tal como nos memes que vemos nas redes sociais sobre depressão e situações difíceis que encaramos todos os dias, eles usam alguns trocadilhos e piadocas para expressar certos dissabores da vida que somados aos ritmos animados das melodias pode, com certeza, ser chamado de absurdo!

Clipe recente do cali?gari que mostra uma mulher que aparentemente matou o namorado.

Vou citar também o combo gótico Aliene Ma’riage (1996-2001), Missalina Rei (1997-2000) e Deflina Ma’riage (2006-2007), bandas que compartilharam membros ao longo do curto período de atividade que tiveram. Apesar de não serem autodeclarados especificamente como eroguro (e não serem tão relacionados assim por fãs) também podem ser incluídos devido o uso das estéticas do movimento em suas composições e visuais (principalmente composições).

Atualmente o Kyouka, que foi vocalista do Aliene Ma’riage e Deflina Ma’riage atua no Insanity Injection, banda gótica bem pesadinha com fortes influências eroguro nas letras e em alguns visuais.

Apesar de que ao analisar a banda você talvez não veja muitos elementos eróticos ou grotescos, também vale mencionar a MERRY, cujos membros já disseram em entrevista ter sim influência do estilo. MERRY é uma banda que explora gêneros como o alternativo, hard rock, alguma coisa de punk tudo isso brincando também com blues e jazz, você também vai ver uma coisa ou outra de heavy metal e baladas. Muitas vezes eles são chamados de “banda retro e eroguro” por algumas pessoas.

MERRY teve a capa de dois CDs ilustrada pelo artista, ilustrador e pintor eroguro Suehiro Maruo (vale a pena dar um google pra ver a arte desse cara). As capas em questão são dos maxi-singles lançados em 2002 “Koseiha Blend ~Junjou Jounetsu-hen~” e “Koseiha Blend ~Tasogare-hen~”, ambos com 3 faixas cada.

merry -?(fukurou)

Uma banda bastante relevante para o eroguro na atualidade é o the GALLO, que também não se autodeclara como eroguro porém exala erotismo e temas grotescos em suas músicas. The GALLO explora um cenário fixo onde eles contam casos e situações ambientadas entre os anos 20 e o final dos anos 40, no Japão Imperial. Eles usam bastante casos de decadência, sexual ou não, e também temas letárgicos e/ou melancólicos. Os visuais também despertam esse olhar grotesco e sexualizado, de uma forma que só aconteceria no visual kei. the GALLO tem uma musicalidade muito própria, a banda é conhecida pelo estilo de cantar do vocalista, carregado de vibrato.

Um dos álbuns mais populares do the GALLO é o chamado DIAVOLO, onde eles usam demônios como metáfora pra explorar o comportamento social das pessoas, suas imoralidades e obscenidades.

Álbum DIAVOLO no Spotify.

Eroguro Vs Angura

Eroguro Kei e Angura Kei podem ser semelhantes e musicalmente próximos. A diferença principal é que Eroguro se concentra no erotismo e decadência. Enquanto Angura Kei (cuja palavra “angura” vem de “underground”, que significa secreto/clandestino) se concentra em ser contra-cultural, no sentido de não se curvar para a invasão cultural americana que começou após a Segunda Guerra Mundial. Como ambos estão muito próximos (ambos underground & esquisitões) as vezes eles se misturam e se confundem, são realmente parecidos em alguns casos, mas, no geral, angura se concentra em elementos folclóricos e culturais japoneses, (e nesse caso, também pode ser chamado de ???(wafuu kei), que seria literalmente “estilo japonês”, porém a nomenclatura é muito incomum).

Tal como no eroguro, o angura não determina gênero musical, então não necessariamente todas as bandas angura terão um pé no folk como é de se esperar, esse é somente um dos pontos mais comuns. Além do mais, se uma banda angura quiser usar elementos eroguro ou vice-versa, ela pode! Isso porque angura pode ser considerado uma ramificação do chamado Kote Kei, ou “estilo tradicional”, que se refere as primeiras bandas do Visual Kei, em especial que usavam visuais mais elaborados, que também pode ser chamado de oldschool visual kei. Isso significa que as bandas Angura buscam manter suas raízes niponicas mas, aparentemente, não há regra especifica sobre como isso precisa ser feito.

Angura também nasceu como movimento separado do Visual Kei e foi incorporado posteriormente. Originalmente, angura foi um movimento relacionado especificamente ao teatro japonês dos anos 60. Basicamente, o movimento era uma forma de contra-cultura ao que estava em alta no momento. Um dos principais movimentos ao qual o angura se opunha era o movimento teatral chamado shingeki que era baseado no realismo moderno e procurava ser semelhante ao teatro ocidental moderno. O angura, por sua vez, questionava o projeto japonês moderno, dizendo que coisas estavam sendo perdidas no processo de ocidentalização e modernização.

O conceito de Angura também acabou sendo aplicado em outras formas de arte até chegar no Visual Kei, onde o sentido aplicado foi igual no teatro: ser uma contra-cultura, o que se relacionava especificamente com ser contra a ocidentalização. Por isso, é comum que bandas angura kei soem fortemente influenciadas pelo folk ou música tradicional japonesa.

Angura Vs Angura

Encontrar informação confiável sobre uma banda ser ou não ser angura é um pouco mais difícil do que sobre ser eroguro, afinal, no eroguro basta uma breve analise nas letras e postura de uma banda pra determinar se ela tem ou não tem um pézinho no estilo. O angura funciona diferente, há o estereótipo de que para ser angura precisa ser folk, mas na prática isso não é assim tão simples. Como o lance todo ao redor do termo “angura” demonstra ser sobre não soar estrangeiro, de certo que qualquer banda que tenha personalidade japonesa poderá ser comparada e incluída no estilo mesmo que não carregue um forte estereótipo como a banda Kagrra com suas vestimentas tradicionais e tantas outras bandas que usam instrumentos como o koto em suas melodias e remontam para estilos mais tradicionais.

A partir daqui surgem várias confusões, muitas pessoas debatem sobre se bandas como MUCC e heidi são angura ou não e frequentemente você verá essa TAG presente em suas biografias seguida de algum comentário questionando. O ponto é que não há conclusão final a tirar desse debate, vale repetir que os subgêneros do Visual Kei não são determinantes, portanto, não vamos gastar energia demais com esse tipo de coisa.

Já que estamos falando de confusões, vale ressaltar que o termo angura, por significar o mesmo que underground, as vezes é mal utilizado. As vezes, diz-se de qualquer banda pouco conhecida que por ela ser underground ela é angura kei, mas deixemos isso claro: angura e angura kei são coisas distintas, a palavra angura pode se referir a qualquer coisa underground e angura kei se refere especificamente ao nicho do visual kei.

Já cientes das possíveis confusões, usaremos como exemplos a classificação mais comum para bandas angura kei, que são as bandas “wafuu”, ou seja, as bandas que usam visuais tradicionais japoneses e elementos das músicas clássicas da terra do sol nascente. O primeiro exemplo de banda angura que citaremos é o Kagrra, banda de rock de 1998 que acabou em 2011. Eles se apresentavam sobre um conceito que eles mesmo chamaram de “Neo-japanesque” que, em resumo, se trata de trazer fortes elementos tradicionais japoneses para obras atuais, tanto visualmente quanto musicalmente, usando kimonos em seus visuais, instrumentos clássicos japoneses como o koto e/ou outros elementos da cultura tradicional japonesa. (será que alguém aqui já ouviu isso antes? haha)

Álbum San no Spotify

Menos conhecida, temos também Inugami CIRCUS-dan, banda ativa desde 1994 (!) com sonoridade bastante heavy metal e progressive rock, o angura se apresenta mais forte em seus visuais que consiste basicamente na vocalista vestir kimono e os outros membros roupas que lembram uniformes militares, isso misturado a um estilo meio kabuki meio gótico.

Já falamos de –???????-???? (-shintenchi kaibyaku shuudan- ZIGZAG) em uma outra oportunidade, eles também tem grande apelo no “estilo japonês”, tanto nos visuais quanto na sonoridade e letras. ZigZag tem músicas com príncipes e princesas do Japão Imperial, tem músicas tirando sarro da cena visual kei, músicas que usam do folclore japonês e também músicas que tiram lágrimas das almas mais sensíveis. Eles fazem de tudo, a sonoridade geralmente é um rock um pouco mais agitado, até um metalzinho, em algumas músicas com a incorporação de flautas e kotos e outras mais “normais” mas você vai encontrar músicas com melódicos antiquados e até guturais.

Uma das bandas anguras mais importantes da atualidade deve ser a ?? (kiryu), banda de folk metal ativa desde 2007, Kiryu trabalha com um conceito de horror japones onde suas letras trazem vários situações assustadoras aproveitando-se do folclore local, eles incorporam sons de koto, flauta, entre outros componentes tradicionais. A banda chegou a ficar em 3º lugar no ranking da Oricon na categoria Indies em 2015, com seu 13º single, “kyuubi” (??)!

Cada um dos membros da Kiryu tem uma cor própria pra representá-lo, sendo o vocalista Kurosaki Mahiro da cor roxa, o guitarrista Sakai Mitsuki vermelho, o guitarrista Kujo Takemasa verde, o baixista Ishiki Hiyori a cor rosa e o baterista Tokai Junji azul. O que mudou apenas poucas vezes durante todo seu período de atividade com a finalidade de fazer lançamentos específicos, como em kyoka suigetsu (????) cujo clipe apresentava um funeral então todos eles se vestiram de preto e muku (??) cujo título significa “pureza”, pureza essa que foi representada num visual todo branco.

MV de kyuubi da Kiryu


Ufa! Por hoje é só! O que achou de toda essa esquisitice? Vindo do Japão a gente simplesmente abraça né!? Diz pra gente, quais são os próximos subgêneros do visual kei que você quer ver aqui no SDM?

PUBLICIDADE

Galápagos disponibiliza aventura gratuita de D&D para baixar

o templo caido

Em decorrência da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a Galápagos Jogos, atual publicadora de Dungeons & Dragons 5ª Edição, disponibilizou gratuitamente a aventura O Templo Caído para baixar e jogar em casa.

Fruto da campanha #FiqueEmCasa, a Galápagos recomenda o uso de plataformas online para reunir as mesas de RPG, mantendo a segurança de todos nesse tempo tão delicado.

Sobre a aventura 

Projetada para 4-6 personagens de nível 10, O Templo Caído é um cenário que pode ser completado em uma única sessão. A aventura principal se passa em um templo perdido há muito tempo, enterrado no gelo, mas a ação começa em uma trilha desolada e coberta de neve entre duas montanhas… O resto da história será desvendado pelos jogadores ao longo da aventura!

aventura o templo caido capa
O Templo Caído, Galápagos Jogos (Imagem Divulgação)

Baixe a aventura O Templo Caído através deste link, que reúne todos os jogos gratuitos disponibilizados pela Galápagos Jogos para imprimir e jogar em casa.


A quinta edição de Dungeons & Dragons já conta com quatro títulos em português: Player’s Handbook: Livro do Jogador, em sua segunda tiragem revisada e atualizada, Monster Manual: Livro dos Monstros, Starter Set: Kit Introdutório e Dungeon Master Screen: Escudo do Mestre.

Leia também: Livro dos Monstros e Galápagos Jogos na ABRIN 2020

PUBLICIDADE