Após quase uma década desde a produção de Fullmetal Brotherhood – que segue o mangá ao invés da adaptação de 2003 com o título apenas de ‘Fullmetal’ -, o filme traz uma nostalgia que só.

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Lançado nesta segunda-feira (19) pelo serviço de streaming Netflix, considerando o histórico de adaptações #cofcof #paródiaDN, nós do SUCO achamos que o filme merece estrelinhas.

Fullmetal Alchemist live action
Prontos para a alquimia? Cena do live-action de Fullmetal Alchemist (Imagem Divulgação)

Enredo sem complicações

A primeira delas vai para o enredo. A tia aqui é fã de carteirinha da série, logo estava com uma pulga atrás da orelha de como eles iriam explicar tanta coisa complicada de alquimia, drama familiar, intriga de poder e questões militares em 2 míseras horinhas. Claro, não explicaram tudo tudinho, mas deram uma boa pincelada em todos as questões-chave da série. A maioria delas não foi explorada a fundo, obviamente, no entanto deu pra ver as referência aqui e ali em quase todas as cenas.

E falando em referência, nota quase dez para a cenografia e figurino. A caracterização de cenário, cores, iluminação, enfim. Tudo muito meticuloso e detalhista. Palminhas, estava lindo. Deu até vontade de pegar uma cena e comparar anime-mangá-filme. Tenho a impressão que veremos uma semelhança muito incrível. (Até o trenzinho, meoo. Podem até ter pego emprestado do Harry Potter… Ou fizeram um bem-bolado já que ambos são direitos da Warner Bros -sqn :v)

Fullmetal Alchemist live action
Dean Fujioka como Roy Mustang no live-action de Fullmetal Alchemist (Imagem Divulgação)

Adaptação da trama

Agora, em relação à adaptação da história. Eles deram sim uma enxugada, cortaram alguns fatos, omitiram outros… Mas, já era de se esperar. Os fãs mais assíduos talvez não gostem do sanduíche de informações, o desaparecimento (ou não menção até o momento) de alguns personagens importantes ou a sopa de letrinha que virou. Contudo, acho que eles conseguiram juntar e ficar bem fechadinho sem comprometer a história. Não criaram nem inventaram muito, apenas sobrepuseram alguns fatos ou mudaram a ordem. No final, a coisa funciona.

Então, confia suquitos. Desconsidere os jumps e a ordem cronológica da série original. Tentem seguir o fluxo do próprio filme e fiquem atentos aos detalhes e referências que tudo fica certo.

Minhas ressalvas ficam um pouco por conta de alguns personagens que ficaram meio de enfeite (cofcof Winry, Tenente Hawkeye). Ou a descaracterização de outros (cadê o Coronel Mustang mulherengo que esperávamos? O Al todo amorzinho e catando gatinhos?! O EDWARD INVOCADO QUANDO CHAMAM ELE DE ‘BAIXINHO’?!) Caham, acho que por essas e outras perdeu uma estrelinha. (Senti falta do tom humorado, sério-tenso-sarcástico da autora #snif)

Fullmetal Alchemist live action
Ryousuke Yamada como Edward e Atom Mizuishi como Alphonse no live-action de Fullmetal Alchemist (Imagem Divulgação)

Vale a pena?

Porém, o filme ainda está bonitinho para brilhar e vale o tempo de otakus das antigas e atuais. Recomendo mesmo para quem nunca assistiu esse clássico, que ainda hoje tem uma história muito incrível. Tem drama, tem ação, tem um pseudo-romance, ficou filme bem família – para todos os gostos e idades haha

Por fim, um último adendo. Palpite da Megu: fiquem ligadinhos. Não duvidaria se eles resolvessem fazer um segundo filme. A história ainda tem chão e personagens pra caramba para explorar. Oremos ;]

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