Undertale definitivamente teve um impacto significativo na minha vida, para melhor. Toda a mensagem que o jogo traz junto com os personagens marcantes e uma trilha sonora que faz qualquer um lacrimejar.

Desde que terminei Undertale, acabei ficando “órfão” do jogo. Joguei vários jogos extremamente lindos e com mensagens tão bonitas quanto, mas eles não me impactaram da mesma forma. O que mais trazia “dor” para meu coração era saber que não teria uma sequência, uma prequel então? Totalmente improvável.

E sem sombras de dúvida, eu queria MUITO algo naquele universo, nem que fosse um Spin-off. Então, no fatídico dia 30/11, o criador de Undertale, Toby Fox, postou algo peculiar no Twitter.

Um dia depois desse tweet, o twitter oficial de Undertale soltou a demonstração do mais novo jogo de TobyFoxy, chamado de Deltarune.

Eu, como um fã assíduo de Undertale, não poderia deixar de jogar isso, muito menos escrever minhas impressões sobre o jogo!

Rostos familiares, histórias diferentes.

É muito bom ver como ele aproveitou as coisas que marcaram Undertale, desde a fonte da letra, até o design dos personagens, tanto os antigos, como os novos.

O jogo começa com uma “criação de personagem”, que nos surpreende a princípio.
Isso deu a entender, pelo menos numa gameplay inicial, que nosso personagem é Chara, o primeiro humano que caiu nas ruínas, que aquela customização é a criação do primeiro humano caído.

“Nossa, que maravilha! Então é uma prequel!”

ERRADO, MEU CARO CONFRADE.

Nós assumimos o controle de Kris, um humano que vive em meio aos monstros, que vivem em harmonia na superfície.

DeltaRune não tem relação direta com Undertale, recebemos a demo de um Spin-off da franquia! Isso é bem interessante, já que uma história totalmente nova pode ser explorada, usando personagens já existentes.

Claro, nosso “Titio” Toby Fox não deixaria os mundos totalmente desconectados, existem diversas formas de ligar Undertale a Deltarune, principalmente no ponto “traçar paralelos”.

Durante a primeira cena, Toriel (personagem muito conhecida da franquia) acaba acordando Kris para ele ir para a escola. Ela também menciona que Asriel, seu irmão, iria visitar eles no final de semana.

Sim, Asriel está vivo nesse universo paralelo!

Kris acaba chegando atrasado para a aula, inclusive uma personagem bem conhecida de Undertale é a professora, no caso, a Alphys.

Por ter chegado atrasado, acabamos ficando sem um colega para formar dupla, então, um novo personagem aparece!

Susie.

Ela tem uma aparência similar a um cavalo, mas com um corte de cabelo “emo”, impossibilitando a visão de seus olhos. Quando ela aparece, todos na sala imediatamente ficam com medo.

Alphys manda os dois irem pegar giz de lousa, mas ao entrar no closet, ambos acabam sendo mandados para um mundo completamente diferente.

Um mundo de trevas e luz!

Ao serem enviados para esse mundo, novos personagens e um novo design de nível é apresentado! Tudo encaixando perfeitamente com o clima desse novo jogo, mesmo que o universo seja de Undertale, consegue inovar em cima da proposta.

Ao explorar o mundo, acabamos encontrando Ralsei, o príncipe daquele mundo, que conta o que devemos fazer para voltar para casa.

E a forma que é contada…

Eles contam da mesma forma que o início de Undertale conta, através de pinturas, como se fossem de um livro, junto a um texto.

Fez escorrer uma lágrima, admito.

A sua missão, além de voltar para a casa, é selar a Fonte das Trevas, onde emana uma energia maligna que destruirá o mundo. De acordo com Ralsei, apenas um humano, um monstro e um príncipe conseguiriam selar aquilo.

Um jogo dedicado aos fãs de Undertale

Além de um enredo único, as músicas, level design e sistema de batalha estão novos. Inclusive, algumas músicas são remix de músicas de Undertale, o que não deixa de ser excepcional, já que o trabalho de mixagem do Toby Fox é sempre impecável.

O sistema de batalha continua com a opção de Spare, mas diferente do seu antecessor, onde a luta era individual, agora ela é em grupo. Você vai andar a demo intereira junto a companheiros, que formaram sua equipe. Cada um pode agir da maneira que bem entender, de acordo com o comando que você dá. Sem falar que a batalha tem uma visão diferente agora, sendo bem parecida com Final Fantasy e Chrono Trigger.

Deltarune contém um gameplay de 3 a 4 horas, bastante tempo de jogo, principalmente por se tratar de uma demonstração.

Quanto menos você souber do que acontece nessa demonstração, melhor será sua experiência. Como foi algo recente, não pretendo trazer uma review completa da história e dos sistema de batalha em geral, já que pode ser um grande spoiler, porém jogue sem medo, o jogo foi feito com muito esmero para os fãs. (Sim, eu já terminei a demo).

Infelizmente, não temos uma data de lançamento para o jogo, o próprio Toby diz que o processo de criação dele será bem lento, esse foi o motivo dele ter soltado a demonstração, para começo de tudo. Ele precisava que alguém visse e falasse como estava ficando esse novo projeto. Eu imagino o quão ele deve estar se pressionando sobre, afinal, Undertale teve um impacto gigante, sempre tem o risco dos fãs acharem o jogo “meh” comparado ao grande sucesso, não deve ser algo fácil de lidar.

Mesmo assim, ele passou tempos dos últimos anos, desde o lançamento de UT, trabalhando nessa demonstração, que ficou extremamente bem feita! Com uma ambientação incrível, personagens carismáticos, trilha sonora impecável e muitas teorias e dúvidas quanto ao universo em geral.

É muito bom ver Undertale voltar a ser comentado, Deltarune realmente reacendeu a chama do jogo.

Eu confio que Toby dará um game a altura para nós, com uma proposta e história diferente, mas com a mesma graciosidade de Undertale.