Em tempos modernos, para um bom cinéfilo que viu inúmeros sucessos de cinema na sessão da tarde e tela quente, bate aquela saudade de assistir um bom filme de ação brucutu sem pé nem cabeça, cujo objetivo é fazer do mocinho o cara mais incrível e sem limite do filme.

Assim foi feito com Rambo, Duro de Matar, Braddock, Comando para Matar, entre outros seguindo essa linha exagerada e idolatrada em tempos antigos.

A Universal prova que esses filmes ainda podem divertir, dessa vez The Rock (Dwayne Johnson) é o brucutu protagonista que precisa salvar a família do maior prédio do mundo em chamas enquanto um grupo terrorista e a polícia o caçam, não precisa de mais explicações. Este é Arranha Céu: Coragem Sem Limite!

Brucutu não precisa de explicação!

Existe um roteiro nesse filme que é bem mal feito, só para dizer que existe uma história, mas ela é aceitável dentro dos padrões apresentados para o filme, mas sem enrolação ou grande construção de trama.

O objetivo do filme está claro desde o trailer e pôster apresentados: The Rock fazer o que faz de melhor em filmes de ação, do exagero ao forçados com violência gratuita extrapolada.

Dito assim parece algo ruim, mas é o grande marco do filme, que traz o estilo brucutu clássico que muitos cresceram assistindo, e por ser um ator que agrada a todas as idades, levar público para a estréia nos cinemas se torna muito mais fácil do que aparenta.

Tentar encontrar alguma lógica ou explicar alguma cena sem anexo total com a realidade é deixar de aproveitar uma das maiores simplicidades já feitas em filmes de ação, um cara grande e bombado partindo para a porrada e arranjando jeitos inusitados para cada situação impossível de perigo, assim foi feito a fama de Chuck Norris, Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger e agora Dwayne “The Rock” Johnson.

Cenas Épicas

A construção de cenas épicas é facilmente remetido a muitos filmes passados, principalmente se você cresceu assistindo eles.

A cada momento você ficava aflito com com situações impossíveis, imagina a dor de cada soco, chute, tiro ou facada vista em cena, e se perguntava o que o protagonista faria quando ele precisava salvar alguém na mão dos terroristas ou qualquer missão impossível que aparecia no momento.

Tudo o que esses personagens principais tinham em suas mãos era um pé de cadeira, uma fita adesiva, um elástico ou qualquer objeto que a primeira impressão parecia inútil, mas para um verdadeiro brucutu, era mais uma arma, esse é exatamente o clima e sentimento transmitido por The Rock e essa nova “trama”.

As pessoas devem saber que esses filmes não possuem lógica racional ou história bem amarrada, personagens bem superficiais, apenas The Rock e seu vilão que precisa ser derrotado, até sua esposa que é uma ex almirante da marinha também se mostra muito inteligente e boa de porrada, ou seja, não há história, apenas ação ao estilo brucutu clássico.

The Rock sendo The Rock

Apostar as fichas nesse gênero de filme é um tanto arriscado para a era moderna, mas o sentimento foi o mesmo que assistir Bruce Willis em Duro de Matar na Temperatura Máxima, cenas épicas de ação, tiroteio, explosões e simplesmente The Rock sendo The Rock.

Não há grande surpresa nem tamanha genialidade no filme, é apenas mais uma história com algum roteiro nele para explicar os exageros feitos em tela, é divertido, é intenso, é sensacional, é o filme brucutu que todos amam e admiram, além do grande e simpático The Rock firmando o seu nome como o brucutu moderno mais amado do cinema.

REVIEW
Arranha Céu: Coragem Sem Limite
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Baraldi
Editor, escritor, gamer e cinéfilo, aquele que troca sombra e água fresca por Netflix e x-burger. De boísta total sobre filmes e quadrinhos, pois nerd que é nerd, não recusa filme ruim. Vida longa e próspera e que a força esteja com vocês.