A crescente relevância da cultura pop sul-coreana no cotidiano dos brasileiros tem impactado diretamente os hábitos de aprendizagem no país. Segundo dados divulgados pelo Duolingo, aplicativo de idiomas líder no mercado global, o curso de língua coreana registrou um aumento expressivo de 45% no volume de usuários diários ativos (DAU) no Brasil entre abril e setembro de 2026.
O salto na adesão coincide com uma sequência de grandes eventos da indústria musical da Coreia do Sul em palcos nacionais. O intervalo foi marcado pela apresentação histórica do grupo Stray Kids no festival Rock in Rio e pela mobilização em torno da chegada do BTS a São Paulo no encerramento de outubro, com datas confirmadas pela turnê mundial Arirang.
O entretenimento como porta de entrada para novos idiomas
Para a plataforma, a curva de crescimento evidencia a maneira como momentos culturais e a paixão por produções audiovisuais funcionam como gatilhos de motivação para o aprendizado de idiomas fora das salas de aula convencionais. No caso do idioma coreano, a busca vai além de fins estritamente corporativos: os estudantes utilizam o aplicativo para compreender diretamente as letras das músicas, acompanhar transmissões e lives dos artistas sem a necessidade imediata de legendas, entender séries e planejar viagens de turismo ao país asiático.
O levantamento reforça uma tendência contemporânea no comportamento dos estudantes digitais, na qual o consumo de cultura pop e a vivência em comunidades de fãs (fandoms) aceleram a formação de novos hábitos de estudo integrados à rotina de lazer.
“Fandoms transformam curiosidade em motivação. Quando alguém começa a aprender um idioma para entender melhor uma música, um artista ou uma cultura, esse interesse pode se tornar um hábito de aprendizado. Para o Duolingo, isso mostra como aprender idiomas está cada vez mais conectado à vida cotidiana e às paixões das pessoas”, ressalta Analigia Martins, diretora de marketing do Duolingo no Brasil.
O cenário consolida a expansão da chamada Hallyu (onda coreana) no Brasil, demonstrando que a admiração por ídolos e manifestações culturais segue como uma das pontes mais sólidas para a alfabetização em línguas não ocidentais no ambiente mobile.





