O Halestorm chegou ao Monsters of Rock 2026 exatamente na hora certa. No meio de uma tarde longa e quente, a banda americana entrou em cena e renovou as energias do festival com uma apresentação intensa, precisa e emocionante. Para quem estava lá, foi o momento em que o evento deu uma virada.
E Lzzy Hale foi o centro de tudo isso.
Lzzy Hale: técnica, carisma e domínio de palco
Que mulher. Não há outra forma de começar. Lzzy Hale está em seu auge e o show no Monsters of Rock deixou isso evidente. Sua técnica vocal é impecável: alcance amplo, drives potentes e gritos que atravessaram o estádio sem perder precisão. Pode parecer exagero para quem não conhece, mas é exatamente ali, nesses momentos mais intensos, que ela demonstra o que realmente sabe fazer.
Além da voz, ela transitou com desenvoltura entre guitarra e teclado, mostrando uma frontwoman completa. A conexão com o público foi direta e genuína, e com autoridade total no palco.
Um setlist que soube equilibrar clássicos e novidades
O repertório foi um dos pontos fortes da noite. A banda dosou com inteligência hinos consolidados como “I Miss the Misery” e “Mz. Hyde” com faixas mais recentes e pesadas dos álbuns Everest e Back from the Dead, mantendo o público engajado do início ao fim.
Pessoalmente, senti falta de “Shiver”, minha favorita do último álbum. Mas Lzzy trocou por “Like a Woman Can” e é difícil reclamar muito. É uma baita música, especialmente ao vivo, onde ganhou ainda mais peso. O momento foi descrito por muitos como o ponto alto do show em termos de representatividade e emoção.
E faltou o cover de “Perry Mason”, de Ozzy Osbourne, que havia sido um marco na participação recente da banda no festival Back to the Beginning.
Quase 30 anos de estrada e energia de estreante
Há uma ironia interessante em ver o Halestorm sendo chamado de “nova geração do rock”, até por conhecidos próximos. A banda tem quase 30 anos de carreira. O que ficou claro no Monsters of Rock é que essa experiência toda se traduz em segurança, entrosamento e capacidade de ler o público, algo que bandas mais jovens ainda estão aprendendo.
Com uma galera que conversei, o show foi considerado como a apresentação destaque do dia, com autoridade de headliner. E depois de 9 anos sem vir ao Brasil, o retorno não poderia ter sido mais bem-vindo.
HALESTORM SETLIST – MONSTERS OF ROCK 2026
- Fallen Star
- Mz. Hyde
- I Miss the Misery
- Love Bites (So Do I)
- Watch Out!
- Like a Woman Can
- I Get Off
- Familiar Taste of Poison (trecho)
- Rain Your Blood on Me
- Solo de bateria de Arejay Hale
- Freak Like Me
- Wicked Ways
- I Gave You Everything
GALERIA HALESTORM – MONSTERS OF ROCK 2026
Fotos: Josué Sepe


