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Recentemente, em ato de lealdade a China, artistas como Jackson, do GOT7 e Victoria f(x), ambos idols do K-Pop de origem chinesa, cortaram laços com a Adidas e com a H&M respectivamente. No ano passado, gigantes da moda como Adidas e H&M divulgaram críticas ao trabalho em condições questionáveis na produção do algodão em Xinjiang, sob a alegação de que a região seria reprimida por Pequim, assim como seus trabalhadores forçados ao trabalho escravo. As acusações são negadas pelo regime comunista.

Embora as empresas tenham esse posicionado desde o ano passado, o assunto só foi começar a ser amplamente debatido recentemente na China depois de uma postagem em rede social chinesa (Weibo) sobre o assunto. Em retaliação, os produtos das duas marcas, além de receberem fortes críticas pelos chineses, sumiram de sites como Taobao e Alibaba.

Segundo o site Koreaboo, Victoria foi a primeira a cortar relações com a H&M. Ela foi a cabeça da mais recente campanha da marca, e não apenas participou da estilização e design das roupas, mas também as modelou para a campanha. Em comunicado, ela anunciou o rompimento:

Os interesses do país são mais importantes do que qualquer outra coisa. Estamos combatendo firmemente toda a estigmatização contra a China e discordamos firmemente de usar esse tipo de estratégia de negócios para difamar e caluniar o país e seus cidadãos.

Ainda segundo o site Koreaboo, Jackson, que iniciou sua parceria em 2018 e apareceu em várias campanhas da Adidas, cancelou a parceria com a marca. E em recente comunicado, anunciou:

A partir de hoje, este estúdio (agência) e o Sr. Jackson Wang deixarão de trabalhar com a marca Adidas Originals. Os interesses do país estão acima de tudo, e o estúdio, assim como o Sr. Jackson Wang são estritamente contra todos os atos maliciosos que difamam e caluniam a China.

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Outro Idol do K-Pop, de origem chinesa, a romper com marcas que reprovam a situação em Xinjiang, é o Lay, do EXO. Em comunicado postado no Weibo, Lay declarou em documento oficial que finalizou seu contrato com as marcas Calvin Klein e Converse por não chegar a um acordo mútuo sobre a questão do algodão de Xinjiang.

ALGODÃO XINJIANG

De acordo com uma investigação feita pela BBC, relatada em matéria publicada em dezembro de 2020, a China é acusada de violar direitos e obrigar a minoria mulçumana Uigur e outras minorias étnicas a condições de trabalho forçado na colheita de algodão em Xinjiang. Mais de 1 milhão de pessoas trabalham na colheita sob condições questionáveis, no local visto como o centro da indústria da moda global, pois responde a um quinto do fornecimento mundial de algodão.

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