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Windbound | Review

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Windbound | Review

Preparados para uma viagem em alto mar? Windbound é um jogo produzido pelo estúdio australiano 5 Lives Studios e lançado em 28 de agosto via Deep Silver para PC, PlayStation 4, Nintendo Switch e Xbox One.

A versão que joguei foi para o console da Nintendo e por comodidade, minha preferência foi no modo portátil, já que não senti uma drástica mudança de rendimento para usufruir do modo dock.

As Cores de Windbound

A primeira coisa que já chama a atenção logo de cara é de como as cores são vibrantes e trazem AQUELE AZUL do mar que adoramos dos jogos e das animações Ghibli. No game temos Kara, uma humana nativa em busca de respostas, pois, pelo que parece, ela é a única sobrevivente de seu clã neste vasto universo aquático.

Composto de cinco missões, temos uma narrativa subliminar e contada através de itens, passagens de fase e acampamentos descobertos. Não há diálogos. Tudo é contado através da sua experiência com Kara pelas Ilhas Proibidas; o que ela sabe, é também o que você sabe. Isto vale para seu aprendizado, seja em técnicas para confecção de novos itens ou em armas.

Sobrevivência Contra o Tempo

Windbound traz uma experiência única em terceira pessoa. Apesar de contar com elementos de jogos como Zelda Wind Waker, Zelda Breath of the Wild e até No Man’s Sky, o game possui característica própria e consegue apresentar um mundo aberto interessante para o jogador.

Um dos maiores desafios do jogo é a corrida contra o tempo, onde não basta apenas sobreviver contra animais e monstrengos nos diversos arquipélagos, mas sim, lutar contra a fome e cansaço. Não adianta ficar farmando muito em uma ilha; a ideia é pegar o que pode em um curto período de tempo e já partir para outra. Sucessivamente.

Outra dica é: quanto mais farmar e encontrar itens, mais branda a dificuldade fica. Isto quer dizer que você não precisa fazer o melhor barco ou a melhor arma para sua campanha, já que basta fazer o necessário se você tiver uma certa habilidade e noção de sobrevivência. Não demora muito tempo para que o jogador consiga calcular o tempo em que ficará em certa ilha e comer sem preocupação de fadiga.

Cada Jornada é Única

As ilhas, assim como o mundo, é renderizado de forma processual, ou seja, cada aventura é única, o que mantém um maior replay para o jogador. Entretanto, por conta de uma jogatina com MUITA navegação, nem sempre você estará com um tempo disposto para tal  – além de se sentir entediado às vezes.

Confesso que a parte de crafting é bem interessante, talvez a melhor parte da jogatina. A primeira vista, pode ser simples perto de um Conan Exiles, mas tudo combina e culmina no que a desenvolvedora quis chegar: num loop de sobrevivência dinâmico, sem muito farming ou grind. A sensação de estar sempre “avançando pra frente” é nítida. 

Combate, Desafios e Derrota

Conforme você avança em Windbound, inimigos mais poderosos começam a aparecer e bem, você pensa: recompensa maiores? Sim e Não. Nem sempre vale o risco. É possível passar uma missão inteira sem matar um bichano grandão e ficar apenas nos porquinhos do mato para se alimentar.

Enquanto temos esta problemática da não necessidade em coletar itens de monstros mais fortes, de fato o mar e a fadiga são os maiores desafios do jogo. Outra coisa e que ainda não mencionei: caso você morra, você volta ao início da fase. Nada de Save local. Este é outro motivo que pode desanimar nas jogatinas…

Ainda dentro do escopo do combate, ele não é tão agradável assim. Apesar de Kara ter uma movimentação fluída, seus ataques são um tanto quanto desajeitados e há um constante problema no hitbox dos inimigos, seja bugando a quantidade de vida ou simplesmente desaparecendo da tela.

Conceito Artístico

O trabalho em cell shading é um colírio para os olhos e é muito agradável de se ver, destacando-se em momentos de passagem de missões, efeitos de luzes e o mais incrível do jogo: o mar! As águas são lindas e admiráveis em seus movimentos de ondas e ciclos seguindo o ar.

A trilha sonora segue um pouco do minimalismo visto em ZELDA: BOTW, com curtos temas em piano e instrumentos condizentes com a temática; vale destacar a trilha sonora de quando estamos no barco, é a mais bonita do jogo.

O esmero que se vê em todo seu conceito artístico não é tão perceptível em sua jogabilidade e escalonamento na gameplay, faltando um pouco mais de polimento na sua concepção final. Windbound traz uma jogatina agradável enquanto aventura, mas desgasta em seu survival repetitivo em um vasto mundo vazio. Talvez este sentimento de solidão poderia ter sido preenchido com uma narrativa mais imersiva e ativa com a personagem.

Por sinal, Kara é muito carismática e esperamos que o estúdio não desista dela tão cedo. Queremos dar mais uma chance pra ela em mais aventuras pelo alto mar. 

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