Início Site Página 169

UCI exibe show de grupo de k-pop IVE

IVE UCI
Imagem Divulgação

O grupo de k-pop IVE está chegando aos cinemas UCI com sua primeira turnê mundial “Show What I Have”, que passou por 19 países. A apresentação nas telonas promete agitar os DIVE, nome dos fãs do girlgroup fundado na Coreia do Sul. O show, filmado no KSPO Fome, em Seul, capital sul-coreana, será exibido na rede nos dias 26 de fevereiro e 1º de março. Os ingressos já estão à venda.

IVE UCI
Imagem Divulgação

Yujin, Gaeul, Rei, Wonyoung, Liz e Leeseo apresentam seus grandes sucessos “LOVE DIVE”, “After LIKE”, “I AM” e “HEYA” em um show repleto de energia, carisma e performances de dança que vão animar as salas de cinema. O sexteto debutou no entretenimento sul-coreano em 2021 com o álbum ELEVEN, que conquistou rapidamente o público e se tornou um dos principais girlgroups da atualidade, sendo um dos principais representantes da quarta geração do k-pop.

Para mais informações sobre a compra, valores e programação, acesse o site oficial da rede. Os clientes do UCI Unique, o programa de relacionamento da rede, têm o benefício de pagar meia-entrada em qualquer dia e sessão. Para fazer parte do grupo, basta adquirir o cartão na bilheteria de qualquer cinema UCI, ser maior de 18 anos e fazer o cadastro no site. Os novos associados ganham um ingresso cortesia que pode ser utilizado de segunda a quinta-feira, inclusive feriados.

PUBLICIDADE

Panini anuncia os destaques de abril para a linha de mangás no Brasil

Panini
Imagem Divulgação

A Editora Panini divulgou os principais lançamentos de abril para sua linha de mangás, trazendo títulos aguardados por fãs de diferentes gêneros. As edições estarão disponíveis em bancas, livrarias, lojas especializadas e Panini Points em todo o Brasil, além do site oficial da editora, onde outros títulos também poderão ser encontrados.

Entre as novidades, destacam-se uma antologia baseada no sucesso Lycoris Recoil, o início da publicação de Strobe Edgee She is Beautiful, além do Mangaká da Favela, que explora a jornada de um artista japonês e um brasileiro em busca de seu sonho.

Confira os destaques do mês:

Lycoris Recoil – Anthology – Reload

  • História original: Spider Lily
  • Roteiro e Arte: Imigimuru, ikra, Tadadi Tamori, Penguin Yokoshima, Sai Naekawa, Umi Yamamura, Akitaka, Horoda, Peke, Tachi, Momose Hanada, Mokeo, Fuuka Sunohara, Satoru Abou e Soutarou Takemoto

O fenômeno Lycoris Recoil ganha uma nova antologia em mangá! Chisato e Takina retornam com mais histórias inéditas criadas por renomados artistas, que se reuniram para produzir one-shots ambientadas no universo da série. O destaque fica por conta de Imigimuru, designer de personagens do animê, que assina a capa e a primeira história do volume.

Strobe Edge #01

  • Roteiro e Arte: Io Sakisaka

O romance escolar de Io Sakisaka, autora de Ao Haru Ride, chega ao Brasil! A história acompanha Ninako, uma estudante gentil que nunca experimentou o amor. Apesar de acreditar que sente algo por Taiki, seu amigo de infância, tudo muda quando ela conhece Ren, um garoto popular da escola. Uma simples conversa e um sorriso despertam sentimentos desconhecidos, dando início a um primeiro amor cheio de descobertas.

She is Beautiful #01

  • História: Jun Esaka
  • Arte: Takahide Totsuno

O mistério toma conta deste novo título. No Instituto Familie, um lugar enigmático onde meninas são criadas, vive Kurumi. Na noite anterior ao seu aniversário de dez anos, ela adormece e, ao acordar, descobre que 14 anos se passaram. Sem memórias desse período, Kurumi embarca em uma jornada por lugares desconhecidos, reencontrando amigos que agora são adultos e tentando recuperar seu passado.

Mangaká da Favela

  • Roteiro: Hagimoto Souhachi
  • Arte: Minoru Taruro

A arte une mundos opostos nesta emocionante história. Hiroto Takei, um mangaká japonês frustrado por não conseguir serializar sua obra, decide abandonar tudo e viajar para o Brasil. Em uma comunidade local, ele conhece João, um jovem artista talentoso que sonha em se tornar um verdadeiro mangaká. Juntos, eles enfrentarão desafios e provarão que, independentemente da origem, a paixão pela arte pode superar qualquer obstáculo. A edição acompanha um marcador de páginas exclusivo e adesivo.

E, para quem ainda não viu, a Panini destaca um lançamento superaguardado que já está em pré-venda no site:

JoJo’s Bizarre Adventure – Parte 7: Steel Ball Run #01

  • Roteiro e Arte: Hirohiko Araki

Situada nos Estados Unidos em 1890, a história acompanha Johnny Joestar, um ex-jóquei que perdeu a sensibilidade das pernas e encontra uma nova esperança ao testemunhar as habilidades de Gyro Zeppeli. Juntos, eles participam da Steel Ball Run, uma perigosa corrida a cavalo com 3.852 competidores disputando um prêmio milionário.

As novas obras já estão disponíveis para pré-venda na loja online da Panini. Para mais detalhes sobre os lançamentos e atualizações, visite o site oficial da editora ou acompanhe as redes oficiais da Panini.

PUBLICIDADE

Silent Hill 2 | Suco Apresenta

silent hill 2

Em meus sonhos inquietos…

Eu vejo aquela cidade…

Silent Hill.

Você prometeu que me levaria lá novamente algum dia…

Mas nunca o fez.

Bom, eu estou lá sozinha agora…

Em nosso “lugar especial”…

Esperando por você…

Tenho tido bastante dificuldade pra escrever sobre Silent Hill 2. Acredito que esta dificuldade se deve ao fato de que Silent Hill 2 é, provavelmente, meu jogo favorito. Ou, se não isso, ao menos meu jogo de terror favorito. Desta forma, eu não queria que meu texto sobre ele no Suco de Mangá fosse um simples recontar dos eventos do jogo pra quem não o conhece, ou um daqueles reviews com notas elencando aspectos como “gráficos” e “jogabilidade”, ou mesmo uma listagem das coisas que eu mais aprecio sobre esta obra-prima. Não, o que eu queria é que fosse algo especial, que demonstrasse todo meu apreço, uma carta de amor a um jogo que me marcou.

silent hill 2

Acredito que, para realmente fazer isso, preciso falar sobre o que a frase “meu terror favorito” de fato engloba. Gosto de me considerar um grande fã e relativamente bom entendedor do gênero, especialmente nos games, mas no cinema também. No entanto, para a grande maioria das pessoas, quando você começa a falar sobre “filme de terror”, a primeira coisa que vem à mente costuma ser algum slasher. De certo, não culpo essas pessoas: os assassinos mascarados de séries como Halloween, Friday the 13th, Nightmare on Elm Street, ou Scream, são, de certa forma, icônicos e memoráveis, perfeitos poster boys para o gênero. Mas uma coisa que estes filmes não têm são protagonistas bem trabalhados.

Mas não quero que isso dê a entender que acho que esta leva de filmes que mencionei não tem seus méritos, afinal de contas, Halloween é meu slasher favorito e eu o amo e defendo. O que quero dizer é que, por mais que Halloween seja incrível no que se propõe a fazer, a protagonista, Laurie, é basicamente um veículo que leva a audiência entre cada cena de impacto. Nós não aprendemos quase nada sobre Laurie, tirando a questão moralmente dúbia de quase todos os slashers: ela é a “virgem”, e portanto ela não vai ser brutalmente assassinada. Desta forma, o centro da atenção é Michael Myers e a forma surpreendente como ele vai aparecer em cantos de quadros onde você não estava prestando atenção.

silent hill 2

O que eu quero dizer quando falo “meu terror favorito” é outro tipo de história. Vamos direcionar nossos olhares para algo como, por exemplo, “The Shining”. O filme acompanha Jack Torrance, um novelista que aceita um emprego como caseiro no Hotel Overlook durante o inverno, e espera que um tempo sozinho com sua família no hotel dê uma melhorada no seu bloqueio de escritor. O filme deixa claro, no entanto, que mesmo que haja alguma evidência de que forças sobrenaturais assombram o hotel, Jack já sofria de um problema com alcoolismo muito antes dos eventos da atual história começarem. Durante os 144 minutos do filme, acompanhamos a deterioração do estado mental de Jack e da sua relação com a família, com uma certa ambiguidade sobre o que está provocando tal deterioração, os fantasmas do hotel ou a garrafa de whisky. Assim, não é um filme sobre a parte na qual ele ataca a família com um machado, mas sim sobre dinâmicas familiares. A isto, costumeiramente se dá o nome de “terror psicológico”, onde as partes mais grotescas são resultado de um estudo interessante de temas e personagens.

Os protagonistas de games, ao menos até 2001, ano de lançamento de Silent Hill 2, tendiam a cair no primeiro grupo de terror que mencionei. Tomemos como exemplo a série Resident Evil. Não me levem a mal, adoro a trilogia original, mas pensemos por um minuto: o que sabemos sobre Jill Valentine ou Chris Redfield? Que eles são bons policiais, e… não muito mais. Ao mesmo tempo, os acontecimentos do jogo pouco tem a ver com quem eles são como personagens, e sim uma sequência de sustos e encontros com zumbis pela qual estes personagens percorrem. O que eu mais gosto sobre Silent Hill 2 é que ele foi o jogo que finalmente desbravou o terror psicológico, e gosto especialmente de como o jogo usa a mídia dos games para comunicar seus temas.

silent hill 2

É imediatamente aparente que esta será a abordagem que Silent Hill 2 utilizará, assim que você aperta “New Game”. A introdução consiste em um homem se olhando no espelho de um banheiro dilapidado, e fica evidente que não está tudo bem com ele. Ele lentamente passa a própria mão em frente ao rosto, como se não conseguisse se enxergar no espelho, como se seu corpo estivesse dormente de alguma forma. Esse cara se chama James Sunderland, e ele é o ponto focal de Silent Hill 2. Ao sair do banheiro, James vai até o parapeito do estacionamento onde ele parou o carro de forma toda torta, e nos conta qual é o seu objetivo: ele recebeu uma carta de sua esposa, Mary, dizendo que ela estaria em Silent Hill esperando por ele. Só tem um probleminha grave aí, que é o fato de que ela morreu três anos atrás. Isso já é suficiente para colocar uma dúvida na cabeça do jogador, resultando numa separação entre o jogador e o protagonista. Claramente, algo de errado não está certo com nosso amigo James.

Agora, para falar sobre como o jogo explora o personagem de James, eu preciso entrar em território de spoilers. Estou falando sobre o jogo original, Silent Hill 2, lançado em 2001 para o Playstation 2, então já é um spoiler de quase 25 anos, mas entendo que há toda uma nova geração de jogadores que só estará tendo contato com esta pérola dos games com o lançamento do remake de 2024, e toda a história do jogo original está presente no remake, ainda que com pequenas alterações. Então, se o leitor tiver pretensão de jogar o recente remake, peço que não me deixe estragar sua experiência, e leia o restante do texto apenas após finalizar o jogo.

 

A revelação bombástica do final do jogo é que James não foi completamente honesto com a gente. Mary não morreu três anos atrás, ela foi diagnosticada com uma doença não-especificada há três anos. A morte dela se deu em outro momento: uma semana atrás, quando James a sufocou com um travesseiro. É no momento desta revelação que todo o restante do jogo é recontextualizado, especialmente no que diz respeito aos outros personagens que acompanhamos durante o jogo e aos monstros que perseguiram James durante todo o percurso.

silent hill 2

Nós encontramos, durante o jogo, três personagens que representam diferentes facetas da exploração do personagem de James. A primeira pessoa que encontramos é Angela Orosco, no cemitério de Silent Hill, pouco depois da introdução. Ela diz estar procurando por sua mãe, tal qual James procura por Mary, mas a forma como ela se expressa demonstra uma falta de convívio social. Na próxima vez que a encontramos, nos apartamentos de Blue Creek, Angela está deitada em frente a um espelho, contemplando seu próprio reflexo na lâmina de uma faca. James tenta convencê-la de que há sempre uma saída. Ela parece se acalmar, mas quando James conta sobre estar procurando por sua esposa morta, ela visivelmente reage de forma desconfortável. Ela entrega a faca para James, mas não sem antes reagir com surpresa quando ele se aproxima, demonstrando visível desconexão com a realidade, resultado de um sentimento de culpa fulminante.

Só encontramos Angela novamente ao explorar os labirintos nas profundezas de Silent Hill. Destoando completamente dos ambientes anteriores, encontramos uma porta coberta de recortes de jornal. Ao chegar perto dela, ouvimos Angela gritar de dentro, e corremos para descobrir um monstro que lembra duas figuras em cima de uma cama, em uma figura bastante sugestiva, atacando-a. Enquanto enfrentamos o monstro, podemos reparar que todas as paredes da sala são circundadas por orifícios, onde pistões entram e saem, novamente, de forma sugestiva. Nunca é dito pelo jogo de maneira explícita, porém, a ambientação, a forma do monstro, e as reações de Angela, levam à conclusão de que o que a trouxe a Silent Hill foi que ela matou o pai em autodefesa contra um comportamento abusivo.

 

O final de Angela é, de longe, o mais comovente. Após a revelação do que James fez, o estado mental dele transforma o Lakeside Hotel em um lugar inundado e corroído pela água, mas quando encontramos Angela, de repente, nos vemos de frente a uma escada em chamas. Ela agradece a James por tê-la salvo, mas também gostaria que ele não tivesse feito isso, pois até mesmo sua mãe disse que ela merecia o que tinha acontecido. Antes de se resignar a ser consumida pelas chamas, ela explica: “Agora você está vendo? Para mim, é sempre deste jeito.” A narrativa de Angela representa uma internalização extrema do evento traumático, algo que também pode acontecer com James, e o resultado é trágico.

silent hill 2

Encontramos Eddie nos apartamentos de Wood Side. Antes dele, um corpo humano recém-assassinado dentro de uma geladeira. Eddie está num banheiro próximo, abraçado à privada e vomitando. Ele imediatamente toma uma postura defensiva, dizendo que não foi ele, ele não fez nada. Por conta desta postura, James questiona se ele sabe alguma coisa sobre esses monstros, e em especial sobre essa “coisa vermelha de pirâmide” que tem assombrado os apartamentos, mas Eddie nega. Contudo, ele também demonstra saber que James foi trazido à cidade, de alguma forma.

 

Quando o encontramos novamente na prisão, Eddie carrega um revólver e está resmungando sobre como matar alguém não é nada de mais. Outro corpo debruça-se sobre uma das mesas, mas dessa vez Eddie tenta se justificar, dizendo que ele mereceu e que ele teria tirado sarro de Eddie. James se recusa a aceitar essa justificativa, e então Eddie muda seu discurso, dizendo que só estava brincando e que o corpo já estava lá quando ele chegou. Toda essa atitude suspeita se confirma quando, no labirinto, temos a oportunidade de ver o mundo como Eddie vê, um frigorífico gélido cercado de corpos, onde ele acredita que todos estão tirando sarro dele. Como consequência, uma palavra mal escolhida de James faz com que Eddie o ataque, e não temos escolha senão matá-lo. Durante a luta, Eddie se vangloria sobre como atirou em múltiplas pessoas e até mesmo em um cachorro que ele acreditava estar rindo dele. Ao contrário de Angela, Eddie representa uma resposta ao trauma que externaliza tudo, e se torna cruel a partir da crueldade sofrida. 

silent hill 2

Os personagens que são mais diretamente interligados com a história de James, e que talvez sejam os mais interessantes, são os de Pyramid Head e Maria. Pyramid Head aparece pela primeira vez nos apartamentos, e a princípio ele parece ser mais um monstro tipo stalker, possivelmente familiar para quem já conhecia Resident Evil 3: Nemesis, mas ele tem um diferencial que o torna muito mais tenebroso e nojento; a gente dá de cara com ele, digamos, abusando sexualmente dos outros monstros múltiplas vezes durante a passagem pelos apartamentos. Isto, é claro, faz parte da simbologia relacionada a nosso amigo James.

 

Após escapar dos apartamentos, James se direciona ao que ele acha que é o seu lugar especial com Mary, o parque na beira do lago. Lá, ele encontra Maria, uma mulher que poderia ser irmã gêmea de Mary, pois seus rostos e vozes são idênticos. No entanto, ela tem cabelos loiros com a pontinha pintada em rosa, se veste de maneira a exibir mais o corpo, e age de forma mais provocativa com James, instigando-o com sutis toques durante as conversas, e até mesmo sugerindo levá-lo a outro “lugar especial” que descobrimos ser um clube de strip (e incidentalmente, ela até tem a chave do lugar escondida no decote). É como se Maria fosse, talvez, uma versão idealizada do que James esperava de sua esposa.

silent hill 2

Ao explorarmos o hospital, as relações entre esses personagens vão ficando mais claras. Maria te acompanha por um período de exploração, mas ela eventualmente começa a tossir e resolve repousar dentro de um quarto, em clara alusão à doença não especificada de Mary. O jogo vai te dando cada vez mais pistas de que a simples existência de Maria não é uma coincidência, e sim uma representação utilizada para punir James. Isso chega no seu ápice ao final da sequência do hospital, onde você e Maria estão prestes a deixar o hospital através de corredores estreitos, e Pyramid Head os surpreende aparecendo logo atrás, resultando numa perseguição em que Maria fica para trás, e James é obrigado a ver o monstro a atravessando com uma lança. 

 

Esse ponto vai sendo repetido conforme avançamos. Ao chegar na sociedade histórica, nós descobrimos de onde James tirou a imagem de Pyramid Head em sua cabeça: um quadro enorme mostrando como se vestiam os carrascos de Silent Hill em épocas anteriores. No labirinto, encontramos Maria novamente, viva e agindo como se a parte em que a lança a atravessou nunca tivesse acontecido. Na cutscene mais memorável do jogo, ela conversa com James a respeito de memórias que apenas Mary poderia ter, e James mostra-se visivelmente confuso, mas a essa altura do campeonato, ele apenas aceita, mostrando ainda mais sua instabilidade. Toda a exploração do labirinto gira em torno de encontrar uma forma de alcançar Maria, e quando James finalmente consegue, ela já está morta novamente, como se a cidade forçasse James a reviver a morte de Mary de novo e de novo.

silent hill 2

Novamente, nunca é falado com todas as letras que Maria, o próprio Pyramid Head e até mesmo os outros monstros que enfrentamos durante o jogo são essas representações da frustração sexual de James ao ter que cuidar de sua esposa enferma, mas uma de minhas coisas favoritas sobre Silent Hill 2 é justamente isso, esta possível abertura a outras interpretações, esse dizer através de semiótica, essa falta de conclusão rígida. Os últimos enfrentamentos que temos no jogo são: uma luta contra dois Pyramid Heads, luta esta que se inicia com Maria sendo assassinada novamente e James finalmente entendendo qual é o propósito dessa passagem por Silent Hill; e outra luta contra uma representação mais grotesca e deformada de Maria, que pretende não permitir que James se recupere destes traumas. Mas antes destas lutas, precisamos passar por um corredor muito longo onde nada acontece, além de ouvirmos uma memória de James onde Mary, num estado mental e físico já muito abalados por conta da doença, primeiro demonstra a degradação de sua autoestima, depois age com raiva e manda James embora, apenas para imediatamente pedir para que ele não a deixe. São momentos de partir o coração, que demonstram uma humanidade incrível ao não transformar James em um completo monstro, mas sim mostrar duas pessoas tendo que enfrentar uma situação injusta e complicada, e cometendo seus erros.

Eu gostaria de ter mais tempo e mais palavras para falar sobre absolutamente tudo que amo em Silent Hill 2. Queria falar sobre o que representa cada monstro (e porque as enfermeiras sexualizadas não fazem sentido em nenhum outro Silent Hill que não esse), falar sobre a sutileza dos diálogos, sobre como todos os corpos que encontramos pelas ruas são o modelo de James e a simbologia disso, queria falar até mesmo sobre como a jogabilidade é antiquada e esquisita e um dos quebra-cabeças envolve usar uma ferradura, um isqueiro e um boneco de cera para criar um alçapão! Mas vou ter que me contentar com essa pequena demonstração, e espero que ela incentive o pessoal que não conhece a dar uma procurada e jogar essa pérola. Ou a jogar o remake, que também serve.

PUBLICIDADE

Ichiko Aoba lança “SONAR”, single de seu novo álbum Luminescent Creatures

Ichiko Aoba
Imagem Divulgação

A cantora e compositora Ichiko Aoba revelou “SONAR”, o mais recente single de seu aguardado álbum Luminescent Creatures, previsto para lançamento em 28 de fevereiro via hermine / Psychic Hotline. Com uma sonoridade etérea e minimalista, a faixa utiliza o conceito de sonar — um sistema de navegação e localização por som — como metáfora para a busca por conexão em meio à solidão. Escute AQUI.

Marcada por uma instrumentação delicada, “SONAR” apresenta sintetizadores cintilantes, uma melodia elegante e um arranjo introspectivo composto apenas pelo teclado e a voz suave de Aoba. O resultado é uma composição hipnótica e sensível, onde o eco de sua voz evoca a imagem de um mamífero marinho chamando por seus companheiros no vasto oceano.

Videoclipe cinematográfico dirigido por Kodai Kobayashi

A música chega acompanhada de um videoclipe dirigido por Kodai Kobayashi, colaborador de longa data de Ichiko Aoba. Combinando CGI detalhado e acrobacias elaboradas, o vídeo se destaca por sua narrativa visual imersiva.

Norimizu Ameya, artista contemporâneo e ator, protagoniza a obra, explorando temas de perda e conexão humana de maneira sutil e poética. Filmado em diversas locações pelo Japão, o vídeo expande a experiência sonora de “SONAR” com um impacto cinematográfico profundo.

Um novo capítulo na jornada artística de Ichiko Aoba

Nos últimos anos, Ichiko Aoba tem experimentado uma evolução marcante em sua música, combinando sua assinatura acústica com orquestrações grandiosas. Seu trabalho anterior, Windswept Adan (2020), foi amplamente aclamado e conquistou a admiração de artistas como Japanese Breakfast, Mac DeMarco, Laufey, Caroline Polachek e Weyes Blood.

Com Luminescent Creatures, Aoba expande ainda mais seu universo sonoro, explorando temas como a origem da vida e o mistério do oceano. Inspirada por uma viagem ao arquipélago de Ryukyu, no Japão, a artista se aprofundou na relação entre o mar e a memória, enxergando o oceano como um guardião de fósseis e histórias do passado. “Sinto que não consigo resistir ao chamado do oceano”, reflete Ichiko, “mas sei o quão fácil seria para meu pequeno corpo ser engolido pelo mar.”

Essa dualidade entre fragilidade e imensidão, delicadeza e força, está presente nas paisagens sonoras de Luminescent Creatures, consolidando Ichiko Aoba como uma das artistas mais inventivas da música contemporânea.

PUBLICIDADE

ONE N’ ONLY encerra turnê “ONE N’ SWAG 2024 ¿Fiesta?” com show eletrizante em Tóquio

No dia 18 de janeiro, o grupo japonês de dance e vocal ONE N’ ONLY realizou o último show de sua turnê “ONE N’ SWAG 2024 ¿Fiesta?”, no Tokyo Garden Theater. Com ingressos esgotados em todas as seis cidades por onde passou desde setembro de 2024, essa foi a maior turnê da carreira do grupo até o momento.

O show celebrou a conexão do grupo com seu público, os SWAG, e antecipou os aguardados concertos no icônico Nippon Budokan, marcados para maio deste ano.

Uma noite de festa e energia

A apresentação começou com “Fiesta”, faixa-título do terceiro EP do grupo, lançado em outubro de 2024. Vestidos com figurinos coloridos, os integrantes entregaram uma performance vibrante e bilíngue, cantando em inglês, português e japonês.

O líder HAYATO animou o público com um chamado para a festa antes de apresentar “DOMINO”, música de influência no funk brasileiro, seguida por “EVOL”, consolidando o estilo “Jatin Pop” do grupo — uma fusão entre J-pop e música latina. Desde os primeiros minutos do show, o público explodiu em alegria com essas três músicas icônicas do grupo.

O setlist seguiu explorando uma variedade de gêneros, passando pelo rock de “OPEN”, o impacto vocal de “Set a Fire” e a sensualidade de “Black Hole”, interpretada por KENSHIN e NAOYA. No momento acústico da noite, os integrantes vestiram ternos brancos e entregaram uma versão emocionante de “My Love”.

Novas músicas e momentos marcantes

Entre as novidades, o grupo apresentou “Dropped”, faixa inédita de rap, além de “Too Much”, com coreografia assinada por HAYATO e EIKU. Outra estreia foi “R.U.S.H”, um EDM enérgico que reforçou a evolução musical do grupo.

O encerramento do show veio com “Burn it out”, um rock-rap poderoso, e “Fight or Die”, música tema do filme estrelado por TETTA. No encore, “Freaking Happy” aqueceu a despedida, antes do retorno da música “Fiesta”, fechando a noite com um clima de celebração.

Reflexões e planos para o futuro

Durante o show, os integrantes compartilharam sua emoção ao lotar o Tokyo Garden Theater. NAOYA destacou a conexão intensa entre grupo e fãs ao longo da turnê, enquanto EIKU afirmou que a experiência foi tão intensa que “parecia ter passado em um segundo”. KENSHIN, que conciliou as apresentações com sua atuação em um dorama, disse que a energia do público jamais será esquecida.

HAYATO, emocionado, refletiu sobre os desafios enfrentados pelo grupo até alcançar esse marco. “Queremos ser artistas que tragam energia positiva e façam as pessoas esquecerem seus problemas, nem que seja só durante nossos shows. Essa turnê nos fez perceber o quanto ainda queremos crescer.”

O grupo agora se prepara para uma nova turnê na primavera, que passará por quatro cidades e culminará em duas grandes apresentações no Nippon Budokan, nos dias 9 e 10 de maio. Além da música, os integrantes também expandem suas atividades para o cinema e TV, como o filme “BATTLE KING!! Map of The Mind – Prelude ・ Postlude”, que será lançado entre fevereiro e março.

Com uma trajetória ascendente, ONE N’ ONLY segue conquistando novos públicos e consolidando sua identidade no cenário musical japonês e internacional.

[Setlist]
M1: Fiesta
M2: DOMINO
M3: EVOL 
M4: YOUNG BLOOD
M5: OPEN
M6: Set a Fire 
M7: Dropped
M8: Black Hole
M9: Bla Bla Bla 
M10: TALKIN’
M11: My Love
M12: Too Much
M13: R.U.S.H
M14: FOCUS
M15: We’ll rise again
M16: medley (Free Hug / Nice Guy / POP! POP! / HOLIDAY / Departure / Hook Up )
M17: Burn it out 
M18: Fight or Die
<Encore>
En1: Freaking Happy 
En2: Fiesta
PUBLICIDADE

Acompanhe o The Six Invitational 2025 de Rainbow Six Siege

six invitational 2025
Imagem Divulgação

O campeonato mundial de Rainbow Six Siege começou nesta segunda-feira, (03/02), trazendo a estreia de times brasileiros na fase grupos. O campeonato conta com 20 equipes, com 5 brasileiras, disputando pelo título de melhor do mundo, além da premiação total de 3 milhões de dólares, aproximadamente 18 milhões em reais. Os times FaZe Clan, FURIA, Razah Company, Team Liquid, w7m jogaram na nesta segunda.

A w7m é a atual campeã do Six Invitation, e conquistou seu título aqui no Brasil, na edição realizada no Ginásio do Ibirapuera, São Paulo, na batalha memorável contra a também brasileira, FaZe Clan a atual vice campeã.

Além deles, Team Liquid, FURIA e Razah também vem preparadas para buscar a vitória e realizar o sonho de levantar a Marreta.

Agenda

A primeira fase será disputada entre os dias 3 e 7 de fevereiro, e terá 4 grupos com 5 times cada. Todas as equipes se enfrentarão entre si, no formato MD3. Os quatro melhores times avançam para a fase 2, onde 16 times se enfrentam novamente em formatos de chaves de dupla eliminação.  Esta fase se inicia no dia 9 de fevereiro. 

As Finais estão marcadas para os dias 14 e 16 de fevereiro no MGM Music Hall, em Boston, nos EUA.

As disputas serão transmitidas pelo canal da Ubisoft no YouTube e na Twitch.

PUBLICIDADE

Pocket Potters | Rocco lançará coleção ilustrada, dedicada a personagens queridos de Harry Potter

Pocket Potter
Imagem Divulgação

A Bloomsbury Children’s Books anunciou a publicação de Pocket Potters: Guias das histórias de Harry Potter de J.K. Rowling. Essa é uma coleção imperdível de livros mágicos focados em personagens queridos da série, ilustrado em cores por uma variedade de novos talentos internacionais. Os três primeiros títulos – dedicados a Harry PotterRony Weasley Hermione Granger – chegarão às lojas em agosto deste ano e a Rocco lançará simultaneamente as edições em português para o deleite dos fãs brasileiros. Outros livros estão planejados para a partir de 2026.

Pocket Potter
Imagem Divulgação

A coleção inédita é perfeita para conhecer os personagens mais icônicos e amados de J.K. Rowling, trazendo humor e travessuras em cada volume, além de uma infinidade de informações mágicas sobre o universo Potter, desde feitiços e curiosidades sobre varinhas até criaturas fantásticas e momentos especiais de Hogwarts.

Os livros são vibrantes e acessíveis, com textos fáceis de ler, divididos em páginas duplas temáticas, e lindas ilustrações criadas para encantar o público principal de 7 a 10 anos, além de ricos detalhes e “easter eggs” para que leitores mais velhos e também fãs de longa data possam se divertir.

A coleção Pocket Potters vai ganhar vida pelas mãos de talentosas e criativas ilustradoras de diferentes países:

O volume dedicado a Harry Potter é ilustrado pela inglesa Natalie Smillie. O amor de Natalie pelas histórias de Harry Potter transborda em suas ilustrações. Desde o armário cheio de teias de aranha sob a escada até a alegria do voo em uma vassoura, ela consegue captar a diversão, o maravilhamento e a emoção da entrada de Harry no mundo mágico.

Rony Weasley é ilustrado por Olia Muza, que nasceu na Ucrânia. Depois de trazer seu incrível talento para evocar magia e humor para o Harry Potter: Almanaque Mágico, suas mais recentes ilustrações mostram Rony e sua família cheia de vida – esteja ele festejando no Salão Principal, perseguindo o rato Perebas ou colidindo um carro voador.

Já Hermione Granger é ilustrada pela italiana Laura Proietti. Hermione é descrita como “a bruxa mais inteligente da sua era”, e as obras de arte de Laura em Pocket Potter captam lindamente a genialidade da personagem. Os leitores vão adorar ver Hermione aprendendo sobre magia, preparando poções polissuco e dançando no Baile de Inverno.

PUBLICIDADE

Confira os lançamentos da Sato Company para 2025

RM
Imagem Divulgação

Principal distribuidora de conteúdo asiático no país, a Sato Company prepara uma série de grandes lançamentos para 2025. Como sempre, comprometida a dar vozes para as mais diversas expressões do audiovisual asiático. Com variedade de temas e gêneros, a empresa traz longas para todos os públicos abordando questões diversas e protagonizados por astros de diferentes países da Ásia.

RM: RIGHT PEOPLE, WRONG PLACE

RM: RIGHT PEOPLE, WRONG PLACE
Imagem Dvulgação

Em janeiro, a empresa trouxe dois filmes ao Brasil. O aguardado RM: RIGHT PEOPLE, WRONG PLACE, documentário sobre RM, líder do BTS, o mais famoso grupo de K-pop do mundo e, certamente, o produto de exportação cultural mais conhecido da Coreia do Sul.  Este é o primeiro documentário solo a trazer RM para as telonas e estreou dia 9 deste mês.

THE MOON: O SOBREVIVENTE

THE MOON: O SOBREVIVENTE
Imagem Divulgação

Ainda em janeiro, chegou aos cinemas THE MOON: SOBREVIVENTE, de Kim Yong-hwa, indicado em 5 categorias na principal premiação coreana audiovisual, o Grand Bell Awards. Protagonizado por Sol Kyung-gu (Memórias de um assassino), o filme traz a história de uma missão espacial que termina tragicamente, e uma equipe na Terra tenta trazer de volta a salvo o único sobrevivente, interpretado pelo músico e ator Doh Kyung-soo, mais conhecido como D.O., e famoso por ser um dos membros da banda EXO.

12.12: O DIA

12.12: O DIA
Imagem Divulgação

Outra grande estreia da distribuidora é 12.12: O DIA, dirigido por Kim Sung-su, que foi o selecionado para representar a Coréia do Sul na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar. Considerada a maior bilheteria da Coréia do Sul em 2023, o longa é protagonizado por Jung Hae-in, um dos atores mais famosos de doramas da atualidade, estrela da série “Love Next Door”, da Netflix, que lhe deu fama e projeção internacional. Digirido por Kim Sung-soo, o longa recria os eventos da noite de 12 de dezembro de 1979, quando o assassinato do presidente Park levou à declaração de Lei Marcial e desencadeou um golpe militar. Apesar da trama ser situada em 1979, o longa ganha destaque por suas conexões com o cenário atual da política coreana. Em um momento em que o país enfrenta novamente a imposição de lei marcial, o fechamento do parlamento e restrições à imprensa, o longa ganha força ao recriar o golpe de 1979 e dialogar diretamente com as questões contemporâneas.

Outras estreias

No line-up de 2025 também está o longa DETETIVE CONAN – THE MILLION DOLAR PENTAGRAM, o anime que se tornou a maior bilheteria do ano no Japão, e está entre os 10 maiores sucessos de bilheteria na história do país. DETETIVE CONAN é uma franquia com mais de 30 anos de sucesso, com série de TV com mais de mil episódios e com longas lançados  anualmente. Dirigido por Chika Nagaoka (a 3a mulher a dirigir um filme na série), a partir do mangá de Gosho Aoyama, o longa é o 27o da franquia, protagonizado pelo personagem, e comemora o 30o aniversário da série de mangás.

FORÇA BRUTA: CONDENAÇÃO é o quarto filme da eletrizante série de ação protagonizado pelo detetive Ma Seok-do, interpretado pelo carismático ator Don Lee, que retoma aqui seu personagem mais famoso e se une a uma equipe de investigação cibernética para prender um criminoso especializado em jogos de azar on-line. O longa é dirigido por Heo Myeong-haeng, ator de filmes como Old Boy e Novo Mundo.

Com a atriz brasileira Daniela Dassy interpretando a astronauta Emilia, o chinês TERRA À DERIVA 2 é a sequência do filme de enorme sucesso, de 2019, atualmente disponível na Netflix. Novamente dirigido por Frant Gwo, o filme de ficção científica parte de um livro de Cixin Liu (também autor de O problema dos 3 corpos). No filme, o sol em expansão ameaça a Terra, por isso cientistas buscam uma forma de construir enormes motores que coloquem o planeta em movimento, O longa é uma das maiores bilheterias da China, tendo arrecadado mais de 630 milhões de dólares.

Do premiado cineasta de Cingapura Eric Khoo (Fica Comigo, My Magic), será lançado também SPIRIT WORLD, protagonizado pela francesa Catherine Deneuve. O roteiro é assinado pelo filho de Eric, Edward, e traz a história de uma cantora que morre durante uma turnê pelo Japão. O espírito dela, no entanto, sobrevive, e ela parte numa jornada em busca da humanidade no além-vida.

Uma produção coreana filmada no Brasil, a comédia AMAZON BULLSEYE, conta com os brasileiros Lucila Melgueiro, uma indígena baré, e o ator-mirim Juan Kalebi, e teve locações na Aldeia Cipiá, próxima a Manaus. O filme é dirigido por Kim Chang-ju (Ligação Explosiva), e protagonizado por Ryu Seung-ryong (Milagre na Cela 7), como um técnico de arco e flecha que vem para o Brasil para treinar três indígenas para as Olimpíadas.

Lucila, que interpreta Jaare, disse em entrevista:

É uma grande responsabilidade! Eu me preparei muito para este trabalho, até porque não é só o meu nome que estou levando, mas do Amazonas e do Brasil. É o máximo ter uma amazonense de raiz indígena em um trabalho internacional como esse. É  minha primeira vez atuando e ao lado de feras internacionais do cinema. Não tenho palavras para descrever o que eu sinto. Ter essa experiência foi surreal e tive a oportunidade de conhecer pessoas maravilhosas.

PUBLICIDADE