O SUCOfirmou uma parceria bacanuda neste ano, e foi com o Grupo Editorial Pensamento, que conta com um vasto catálogo de livros – dentre eles Invocadores do Mal (de Lorraine Warren) e O Fantasma de Anya, de Vera Brosgol. Em breve, falaremos mais destes títulos que vocês tanto gostam. Fiquem ligados!
Abaixo, um release dos lançamentos da editora neste mês de março e em breve!
O que pensar sobre filmes baseados em qualquer coisa que assistia quando criança, é algo que apresenta o lado nostálgico de cada um. Porém, com um grande receio, já que muitas vezes aquela imagem de alguma série antiga de nossa infância em nossas lembranças, pode ser manchada por um reboot mal feito. O que não é o caso de Power Rangers.
O maior destaque no filme está no elenco. Podemos ter, talvez Dacre Montgomery – que aparece em Stranger Things – ou Becky G, a cantora famosa por Sola (Veja AQUI). Temos também, atores já consagrados como Bryan Cranston, eterno Walter White de Breaking Bad, fazendo o papel de Zordon, que não deixou a desejar. RJ Cyler, também é um dos que rouba muito a cena como Billy, o ranger azul – aquele ranger que ninguém queria ser quando criança.
Porém, um papel no filme realmente ficou sensacional e feito por uma atriz que já mostrou seu talento encarnando Effie Trinket em Jogos Vorazes, foi Elizabeth Banks. Ela fez uma Rita Repulsa espetacular e mais, uma atuação digna de entrar no hall da fama de vilões dos cinemas. Esqueça a Rita Repulsa da série. A do filme está mais macabra, maligna, e levemente sarcástica. Com certeza, a melhor atuação e o destaque deste novo longa dos Power Rangers.
Power Rangers são heróis!
O roteiro não tem novidade nenhuma. Se você assistiu a série, sabe o que irá acontecer, um motivo de peso para as pessoas não se entusiasmarem para o filme. Entretanto, o diretor Dean Israelite deu seu toque pessoal e mudou algumas coisas que já vimos na franquia de televisão, algo bem ousado em mexer em uma série marcante para muitas pessoas. Mas estas mudanças – ou atualizações para a época atual – não impacta negativamente no filme, mantendo aquela pegada que já estamos acostumados com as séries de sentais.
Os efeitos visuais ficaram legais, os zords não deixaram a desejar, mas nada de impressionante em si. Vale citar – de forma negativa – a clássica luta do megazord contra Goldar (que está bem diferente do que conhecíamos na franquia original), monstro braço direito de Rita: um combate que era para ser impactante, não empolga o quanto deveria.
Power Rangers é um filme que vale a pena assistir, para todos que gostavam da série. Mesmo com uma versão bem modificada, ela está atualizada e melhorada, esclarecedora em alguns pontos, cheio de referências.
Nostálgico por aparição de alguns atores da série? Tem uma surpresa aí! E a cena pós-crédito que deixou claro que haverá uma continuação. Com certeza um filme que vale o seu ingresso.
A CCXP – Comic Con Experience, maior evento de cultura pop da América Latina e um dos maiores do mundo, anuncia a lista completa do Artists’ Alley da CCXP Tour Nordeste, que acontece de 13 a 16 de abril no Centro de Convenções de Pernambuco.
A área mais tradicional das comic cons mundo afora será composta de 185 artistas divididos em 140 mesas, como: Rafael Albuquerque (premiado quadrinista brasileiro com trabalhos na DC Comics e na Marvel Comics), Fábio Moon e Gabriel Bá (vencedores do Eisner por Dois Irmãos), Adriana Melo (artista de quadrinhos do Doctor Who), entre outros. A forte demanda por mesas no Artists’ Alley da CCXP Tour Nordeste levou ao aumento de 96 para 140 mesas oferecidas de forma a acomodar o maior número possível de artistas interessados aprovados após rigoroso processo de seleção. Confira a lista completa em: www.ccxptour.com.br/artists-alley.
A história do Artists’ Alley
O Artists’ Alley é o espaço dedicado à interação entre fãs e quadrinistas, tanto independentes quanto aqueles que trabalham para as grandes editoras brasileiras e estrangeiras. É nesse espaço que os artistas apresentam e vendem pôsteres, sketchbooks, artes originais e uma variedade de outros itens. Trata-se de uma área que está relacionada com o início das comic cons, que surgiram no final da década de 1960 como eventos que reuniam fãs e profissionais de quadrinhos e que, com o tempo, evoluíram para abranger outras áreas do mundo pop.
A área, dedicada aos quadrinistas – incluídos aí roteiristas, desenhistas, arte-finalistas e coloristas – que desejam apresentar seus trabalhos e interagir com os fãs, representa o coração da CCXP e enaltece a tradição dos quadrinhos no Brasil, que se deu a partir de Angelo Agostini, desenhista italiano que firmou a carreira e no país é um dos pioneiros com seu Nhô Quim em 1869, a primeira HQ do país e uma das mais antigas do mundo. Seu legado serviu de inspiração para a criação do Dia do Quadrinho Nacional, comemorado em 30 de janeiro.
Artistas internacionais movimentam o espaço: Bill Sienkiewicz, de Sandman: Noites Sem Fim (DC Comics) e Elektra: Assassina e Demolidor: Amor e Guerra (Marvel Comics), Tom Raney, de Ultimate X-Men e Uncanny X-Men (Marvel), Glenn Fabry, de Preacher (Vertigo) e Hellblazer, e Jock, artista premiado de Batman: The Black Mirror (DC Comics).
Produção local, referência internacional
Com 35 representantes, Pernambuco tem 19% dos artistas presentes e, ao todo, o Nordeste conta com 94 artistas com mesas (mais de 50% do total), transformando o Artists’ Alley da CCXP Tour Nordeste em uma plataforma rica de talentos da região. Entre os nomes, estão Thony Silas (PE), ilustrador de Captain Marvel e Mosaic (Marvel), Ed Benes (CE), co-criador de Canário Branco (DC Comics), e Shiko (PB), ilustrador, grafiteiro, diretor de curta-metragem e autor de quadrinhos expostos em Portugal, Itália, Holanda e França.
A presença feminina também vem ganhando destaque no mercado de HQs. Na CCXP Tour Nordeste serão 35 quadrinistas mulheres. Entre elas, Bianca Pinheiro, da Graphic MSP Mônica, Cris Peter, que já passou por DC Comics, Marvel, Dark Horse e Image, e Schimerys Baal, colorista da Dynamite Entertainment.
Grandes artistas de São Paulo, o maior mercado do país, estarão presentes e ressaltam a força nacional do evento, com os premiados Gustavo Duarte, Cristina Eiko, Paulo Crumbim e Rafael Coutinho, além de destaques de outros estados, como: Vitor Cafaggi (MG), Rafael Albuquerque (RS) e Eddy Barrows (MG).
Crescimento exponencial
O Artists’ Alley está presente na CCXP desde a primeira edição. Em 2014, reuniu 215 quadrinistas nos quatro dias de evento, ultrapassando a San Diego Comic Con 2014 em quantidade de expositores. Em 2015 foram mais de 265 artistas e em 2016 essa área cresceu novamente, passando a 336 mesas, suficientes para acomodar os 460 quadrinistas. Assim a Artists’ Alley Brasil se solidifica como a maior da América Latina e permanece como uma das áreas mais concorridas da CCXP.
“O mercado de quadrinhos no Brasil vem apresentando um crescimento significativo tanto na quantidade de lançamentos e de profissionais quanto na qualidade dos trabalhos desenvolvidos, e isso se traduz no Artists’ Alley que preparamos para a CCXP Tour Nordeste. O espaço é uma oportunidade para ter contato com grandes nomes dos quadrinhos nacionais e mundiais, além de conhecer novos talentos e seus trabalhos mais recentes”, destaca Ivan Costa, sócio e curador da programação de quadrinhos do evento.
O Memorial da América Latina e o Governo do Estado de São Paulo inauguram no dia 31 de março (sexta-feira), às 19h, a exposição Rá-Tim-Bum, o Castelo – megaprodução que promete ser uma das grandes atrações do calendário cultural e de entretenimento de São Paulo. O projeto tem como parceiros a TV Cultura, mantida pela Fundação Padre Anchieta, que produziu e exibiu uma das séries de maior sucesso da televisão brasileira, o Castelo Rá-Tim-Bum; e a Caselúdico, empresa referência na montagem de grandes exposições e responsável por toda a cenografia.
O grande diferencial da exposição no Memorial é que o público terá a chance de entrar num Castelo idêntico ao da série, construído numa área de 700m² anexa ao Pavilhão da Criatividade.
O espaço reproduz com o máximo de fidelidade o desenho original do seriado, desde o lado externo – porta, torre com 15 metros de altura, bandeira tremulando, janelas, colunas e catavento – até a cenografia dos ambientes interiores, proporcionando verdadeira experiência, em que o público se sentirá no castelo da TV.
O presidente do Memorial, Irineu Ferraz, acredita que este é um projeto inovador e lembra que o Memorial tem expertise na montagem de grandes atrações, como a Vila do Chaves, que levou mais de 200 mil pessoas à Barra Funda em 2016. Por isso, Ferraz aposta que o Castelo atrairá visitantes de outros estados e do exterior.
Além da atração em si – acrescenta o dirigente –, “a preocupação do Memorial era trazer uma grande exposição acessível para todos, com preço popular, e isso só foi possível com o apoio de parceiros na realização do evento Trazemos o Castelo para comemorar o aniversário de 28 anos do Memorial da América Latina e pela relação de afeto dos fãs com o seriado, assim teremos uma exposição grandiosa do tamanho que o público merece”.
Visitação/Ingressos – A exposição ficará aberta ao público das 9h às 20h, de terça-feira a sexta-feira, e das 9h às 22h aos sábados, domingos e feriados. Os ingressos começam a ser vendidos no dia 18/3 (sábado), das 10h às 20h, na bilheteria especial do Espaço Gabo (portões 8 e 9).
As pessoas que forem ao Festival da Coxinha e do Frango, nos dias 18 e 19/3, poderão presenciar a finalização da construção do Castelo.
A partir de segunda-feira (20/3), os ingressos também poderão ser adquiridos pelo SITE OFICIAL, com direito de escolha do dia e horário da visita.
História – Considerado um dos grandes sucessos da TV Cultura, o Castelo Rá-Tim-Bum foi produzido e exibido pela emissora entre 1994 e 1997. Com 90 episódios, a série é considerada paradigma na programação infantil da televisão brasileira. Ganhou o prêmio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) em 1994 e virou filme em 1999. A arquitetura da maquete do Castelo foi inspirada no estilo modernista do artista catalão Antoni Gaudí, que projetou a Basílica da Sagrada Família, uma das atrações turísticas de Barcelona.
O Memorial
O Memorial da América Latina é uma Fundação de Direito Público, sem fins lucrativos, mantida pelo Governo do Estado de São Paulo. Inaugurado em 18 de março de 1989, na cidade de São Paulo, o Memorial foi concebido para promover a integração cultural e política dos povos de língua portuguesa e hispano-americana como sonhava o ex-governador André Franco Montoro. Hoje, é referência na realização de atrações e eventos que reúnem os grandes nomes do cenário artístico, político, cultural e acadêmico do país. www.memorial.org.br
TV Cultura
Inaugurada em 15 de junho de 1969, na cidade de São Paulo, a TV Cultura é o principal veículo de comunicação da Fundação Padre Anchieta. Modelo de emissora pública, o canal é comprometido em oferecer programação qualificada, atrativa, crítica, democrática e inovadora para os mais diversos públicos e faixas etárias. A TV Cultura é reconhecida pela criação de programas infantis inovadores, como Vila Sésamo, Castelo Rá-Tim-Bum e Cocoricó, e de programas jornalísticos e culturais de primeira linha, que fizeram e ainda fazem história, como Roda Viva e Metrópolis. Em 47 anos, foi agraciada com mais de 400 prêmios nacionais e internacionais. www.tvcultura.com.br
Líder da Seção 9, força-tarefa que combate crimes tecnológicos, Major (Scarlett Johansson) conta com uma equipe formada tanto por ciborgues como por humanos, em “A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell”. No vídeo (confira logo abaixo) que a Paramount Pictures acaba de divulgar, o diretor Rupert Sanders e o elenco do filme falam sobre o time que ajudará a Major a enfrentar um perigoso hacker que está invadindo a mente das pessoas e controlando suas ações.
A trama da produção, que estreia no dia 30 de março, se passa em um futuro próximo e gira em torno da caminhada de Major. Ela é a primeira de sua espécie: uma humana que foi ciberneticamente melhorada, com a função de deter os avanços de crimes tecnológicos e cibernéticos. Na medida em que se prepara para enfrentar um novo inimigo, ela passa a se questionar cada vez mais sobre a sua verdadeira origem.
Com direção de Rupert Sanders (“Branca de Neve e o Caçador”), o elenco também inclui Beat Takeshi Kitano, Juliette Binoche, Michael Pitt, Pilou Asbæk, Kaori Momoi, Chin Han, Danusia Samal, Lasarus Ratuere, Yutaka Izumihara e Tuwanda Manyimo.
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A Bela e a Fera chegou de forma arrebatadora aos cinemas do Brasil. O filme, que estreou no dia 16 de março, registrou mais de 1,9 milhão de espectadores e R$34.2 milhões em bilheteria nos quatro primeiros dias de exibição. Com esse primeiro final de semana de estreia o filme atinge a marca de maior abertura do cinema brasileiro em 2017. O lançamento também se tornou o live-action número um do Disney Studios e é a sexta maior abertura da história do cinema no Brasil
A história e os personagens que o público conhece e adora ganham vida de forma espetacular na adaptação em live-action do clássico de animação da Disney “A Bela e a Fera”, um evento cinematográfico deslumbrante que celebra uma das histórias mais amadas pelo público.
No elenco do filme estão: Emma Watson como Bela; Dan Stevens como a Fera; Luke Evans como Gaston, o belo, mas superficial camponês que corteja Bela; Kevin Kline como Maurice, pai de Bela; Josh Gad como Le Fou, o lacaio sofredor de Gaston; Ewan McGregor como Lumière, o candelabro; Stanley Tucci como Cadenza, o cravo; Gugu Mbatha-Raw como Plumette, o espanador de penas; Audra McDonald como Madame De Garderobe, o guarda-roupa; Hattie Morahan como a feiticeira; e Nathan Mack como Zip, a xícara de chá; com Ian McKellen como Horloge, o relógio; e Emma Thompson como o bule de chá, Madame Samovar.
Dizer que o primeiro Homem de Ferro é o filme de herói mais importante dos últimos tempos não é exagero, foi ele quem abriu as águas para toda uma leva da nova cultura de super-heróis, mesmo que o Incrível Hulk tenha sido o primeiro filme de fato da Marvel Studios, Tony Stark tem a glória repousada em si por motivos que faz qualquer blockbuster atual ser um sucesso: A combinação de um enredo sólido, personagens convincentes, aspectos técnicos bem feitos e atores fazendo seu trabalho. O mesmo pode se dizer sobre Demolidor, a primeira série da parceira entre Marvel e Netflix, trazendo consigo tudo que já foi citado antes e até mais bem feito, elevando o jogo que até agora, contava com séries do mesmo tema com tom mais novelesco e arcos narrativos fracos. A primeira temporada de Demolidor é uma obra de arte do começo ao fim, sem tirar em por e desde sua abertura isso é notório.
Se prosseguisse essa analogia, as duas temporadas de Demolidor são os dois filmes do Homem de Ferro, Jessica Jones é Capitão América: O Primeiro Vingador, Luke Cage é o Incrível Hulk e Punho Ferro é o primeiro filme do Thor. Por quê? Porque a série é igual ao filme do asgardiano. Tedioso, clichê e com potencial desperdiçado.
A série narra história de Danny Rand, um filho de bilionários que após um acidente de avião que é encontrado por monges e o levam para a cidade mística de K’un Lun, retornando a civilização moderna após 15 anos, agora, um mestre do Kung Fu e com os poderes de uma entidade milenar, se envolvendo em batalhas para recuperar a empresa de sua família e destruir a organização do Tentáculo, seu inimigo jurado seu e de seus antigos mestres.
A que você veio, Danny Rand?
O problema da série começa exatamente em seu protagonista, Danny Rand, interpretado pelo ator Finn Jones, antigo Loras Tyrell de Game of Thrones. A direção de atores ruim, aliado ao roteiro horrível, traz para a série algo completamente diferente do que deveria ser um homem adulto que agora, com poderes e habilidades com Kung-Fu, traz um garoto no pior sentido. Jones consegue encarnar inicialmente, o mendigo gente-boa e futuramente, o empresário hipster, por mais desinteressante que seja, está plausível, dado que de inicio, tudo é novo e talvez os roteiristas estejam tendo dificuldade para começar a compreender o que é o personagem e seu tom, porém, conforme a história avança, Rand retrocede cada vez que o enredo pede que avance. Cada vez que se pede uma postura de um lutador profissional, Finn não consegue de forma alguma, entregar um lutador, só um garoto que é arrastado de problema a problema.
Arrastado e previsível, essa é a forma de descrever todo o arco narrativo de Punho de Ferro. A série pula de arco em arco, totalizando dois separados quase perfeitamente e um terceiro tempo integral que só é resolvido no final da série, e durante todo esse percurso tortuoso que o expectador é conduzido, através de buracos grotescos e até erros de produção, existe eternamente a sensação de que tudo leva a nada com dramas que ninguém se importa porque poucos entregam uma atuação que convença.
Dentre os coadjuvantes, temos Colleen Wing (Jessica Henwick), a professora de artes marciais e ‘’side-kick’’ de Danny; Joy Meachum (Jessica Stroup), antiga amiga de infância; Ward Meachum (Tom Pelphrey) antigo bully também da infância de Danny e Harold Meachum (David Wenham), sócio de Wendell Rand. Todos aqui têm sua função de fazer o enredo prosseguir, mas nenhum tem uma presença marcante ou uma história boa, salvo Jessica que consegue em suas atuações durante as cenas de luta, consegue manter o ar de uma lutadora profissional e guerreira, contando até com o que chega de mais próximo das melhores lutas da série.
No aspecto técnico sofre da mediocridade no sentido mais básico da palavra, que é regular. Não existe uma identidade visual para a série, não há uma palheta de cor que realce o que seria a cor do personagem, verde, não há ângulos de câmera marcantes, nem cenas de lutas bem dirigidas, muito pelo contrario, não apresentado nada de novo do que já foi visto em Demolidor.
Para completar, a série peca até em sua promessa mais simples: Trazer o misticismo. Durante a série inteira, parece que todo roteirista tinha medo de usar o poder de Danny e quando usava, era em momentos rápidos ou necessários para que algo acontecesse. Não há misticismo em Punho de Ferro, nem um traço de algo mágico e facilmente poderia se dizer que a habilidade conferida ao protagonista não é a mesma da superforça de Jessica Jones ou a pele impenetrável de Luke Cage.
O herói indefensável
Com grandes promessas, a jornada de Danny Rand sofre e peca muito durante os arrastados 13 episódios, que facilmente poderiam ter sido 10, provando mais uma vez que a fórmula que a Netflix adotou para as séries Marvel já está começando a dar errado. A presença da Nick Fury dos Defensores cada vez se torna mais difícil se engolir, que aqui já se tornou uma obra do acaso.
Tudo que a série é, Danny Rand sofre. De uma falta de personalidade, de uma identidade própria, de uma atitude que prove a necessidade de se contar sua história, de um círculo de coadjuvantes que faça algo além de mover ele para frente. No final, temos uma série fraca e esquecível, fruto de uma combinação de uma escrita rasa provinda dos roteiristas como a incompetência de uma equipe que não soube fazer valer o potencial que a série poderia ter e dando a crer, que tudo foi montado pensando em Defensores e não em uma obra fechada em si.