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BIG Festival e Anima Mundi fecham parceria

Duas potências da economia criativa, BIG Festival (o maior evento de games independentes da América Latina) e Anima Mundi (um do maiores eventos de animação do mundo e o maior da América Latina) vão unir forças para fomentar os negócios do setor. O resultado será o BIG Anima Business Meetings, que tem como objetivo a geração de negócios e o fortalecimento das empresas brasileiras de jogos e animação no mercado nacional e internacional. O anúncio oficial será feito no BIG Festival deste ano, em 29 de junho.

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“O foco é a geração de negócios. Com esta parceria entre o BIG Festival e o Anima Mundi, vamos fortalecer os setores de games e de animação brasileiros, gerando novos negócios e criando novos ambientes de cooperação entre as empresas brasileiras. Afinal, com empresas locais mais fortes e estruturadas a nossa capacidade de oferta de serviços e propriedades intelectuais ‘world class’ só tende a aumentar”, diz Eliana Russi, gerente executiva do Projeto Brazilian Game Developers, uma parceria da Abragames, Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos, com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, Apex-Brasil. No BIG Festival 2016 foram fechados US$ 2 milhões em negócios durante o evento, e as rodadas de negócios movimentaram mais US$ 20,7 milhões, um aumento de 95% com relação aos US$ 11 milhões movimentados no BIG 2015. Estes números são ainda mais impressionantes se comparados com os US$ 2,9 milhões movimentados no BIG 2014.

O Anima Mundi realiza há mais de dez anos o Anima Fórum, principal ponto de encontro entre profissionais de animação onde se discutem as tendências do setor. De acordo com o diretor César Coelho, “a produção brasileira triplicou nos últimos 5 anos. Hoje, muitas séries nacionais estão com segundas e terceiras temporadas em produção. É um mercado em expansão, e que, com estúdios de animação e games juntos, abrirá ainda mais oportunidades para novos conteúdos, além da otimização de recursos e mão de obra.”

A partir de 2017 o BIG Festival irá convida compradores internacionais não apenas de games, mas também de animação, para promover conexões entre produtores e clientes, através de ferramentas de matchmaking e das rodadas de negócios. A parceria irá permitir que inscritos no Anima Forum participem das rodadas e de toda a programação do BIG Business Forum.

A economia criativa é um dos setores que mais cresce no mundo. Segundo a Unctad, órgão de comércio e investimento da ONU, é o setor que mais gera empregos e um dos poucos que continuaram crescendo apesar da crise econômica, que começou em 2008.

A expectativa é que o evento supere o sucesso do ano passado, quando o BIG Festival recebeu a inscrição de 515 jogos de 48 países diferentes, sendo quase metade deles (232) produzidos no Brasil. Foram 18 mil visitantes em 2016, sendo 2.400 profissionais do setor.

Além disso, o evento oferece palestras e apresentações de executivos e desenvolvedores da indústria global de jogos, rodadas de negócios para criadores independentes, pitching de negócios no BIG Starter e o BIG Booth, com jogos brasileiros convidados para participarem da exposição. O Anima Forum é composto por masterclasses de especialistas nacionais e internacionais, palestras e mesas redondas com os principais players da indústria de animação.

O BIG Festival tem patrocínio da Desenvolve SP – Agência de Desenvolvimento Paulista e Dow; apoio do Centro Cultural São Paulo e parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, Apex-Brasil, e a Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Digitais, Abragames. A realização é da Bitsfilmes, Spcine, Governo do Estado de São Paulo, Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo e Ministério da Cultura.

O Anima Mundi 2017 tem o patrocínio da Petrobrás, BNDES, CCBB, Contax, RioFilme e SPCine. A realização do Anima Fórum é um investimento do BNDES e do SEBRAE-RJ.

Serviço

5º BIG Festival (Brazil’s Independent Games Festival)
De 24 de junho a 2 de julho (Segunda, 26, não abre)
De terça a sexta: 10h às 22h / Sábado e domingo: 14h às 22h
Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro 1000 – Paraíso, SP
Entrada: Gratuita

11º Anima Forum (25º Festival Anima Mundi)
De 19 a 21 de julho no Rio de Janeiro e de 26 a 28 de julho em São Paulo
Rio de Janeiro: CRAB – Centro SEBRAE de referência do Artesanato Brasileiro
São Paulo: local a definir

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Gintama | Novo trailer do live action revelado!

No trailer do live action de Gintama, Gintoki e Shinpachi se encontram pela primeira vez!

Confira também: Tokyo Ghoul | Live action ganha primeiro teaser trailer

O site oficial e o canal da Warner japonesa acabam de divulgar o primeiro trailer do live action de Gintama – adaptação do mangá de Hideaki Sorachi – e também um novo poster de divulgação, como vocês podem ver mais abaixo.

A produção é assinada pela Warner Bros. Japão, dirigida e roteirizada por Yuichi Fukuda (Nietzsche-sensei). O filme em live action de Gintama estreia no Japão em 14 de julho.

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Spiritpact | Review

Produzido pelo estúdio chinês Haoliners () e baseado em um manhwa BL, Spiritpact – chamado na China de Soul Contract – conta a história de um jovem adulto, Keika You, que tem uma vida tão normal quanto péssima – ele é órfão desde criança, mal recompensado e azarado em geral e sua vida parece não ir a lugar nenhum.

Pra fechar desgraceira, um dia ele sofre um acidente e… parece rejuvenescer? Ele se anima, pensando que tinha renascido e que ia agora curtir sua vida de um jeito que nunca curtira antes, com esperanças renovadas…

Subitamente, porém, ele percebe que as pessoas não estão o enxergando. Ele começa a ficar angustiado com a situação confusa. Não, não era uma pegadinha de um creme rejuvenecedor – ele tinha morrido.

É o que explica um rapaz de cabelos brancos chamado Ki Tanmoku, que também explica que ele poderá continuar vivendo sob uma condição: se tornar sua sombra espiritual. Keika fica tão confuso quanto o leitor médio que não viu o anime, e tenta fugir, claro. Sem sucesso, ele acaba sendo salvo por Ki Tanmoku, e topando o acordo bizarro do sujeito que parece querer protegê-lo.

De certa forma surpreendente

O manhwa de Spiritpact é BL. Em outras palavras, se o seu negócio não é romance entre personagens masculinos, Spiritpact não deverá te interessar.

Não é nenhuma obra de arte e a história relativamente clichê sobre espíritos não é nada que você nunca tenha visto; entretanto, sendo um anime criado na China – terra conhecida por produtos de qualidade duvidosa em que pessoas são presas por desenhar hentai, sim? – eu sinceramente esperava coisas ruins. Não foi o que aconteceu. Spiritpact, apesar de ter uma qualidade técnica obviamente abaixo da média, me surpreendeu de outras formas.

A animação é reminiscente dos anos 2000 – o que não vai fazer diferença se você gosta de anime BL, afinal a maioria foi produzida nos anos 2000… – mas a música é interessante, com uma trilha sonora que não perde pra qualquer animação japonesa.

A história também não é péssima, apesar de empobrecida em relação à obra original; É uma história de batalhas típica de qualquer shounenzão, com uma pitada bem sutil de BL.

Entretenimento sem exageros

Em dez episódios, descobrimos quem são o príncipe Ki Tanmoku, o descendente de criaturas espirituais Keika You e os vilões; os protagonistas passam por uma série de dificuldades que fortalecem o relacionamento deles, e descobrem laços entre antepassados. As mensagens de superação são diretas, mas motivadoras. É um anime que entrete sem exageros.

Apesar de ares de nada de novo sob o sol, é preciso lembrar que não tínhamos um anime BL de fantasia já há algum tempo – apesar de o gênero ter sido famoso pelos idos de 2000, com representantes de Tactics a Monochrome Factor (possivelmente o último, em 2008), foi sendo substituído por séries de slice-of-life.

Assim, os fãs do gênero que estavam sedentos e desesperançosos já podem comemorar: Spiritpact, ainda que não seja a obra de arte em termos de anime BL que procuramos, não é uma grande decepção e é digno de ser assistido. E que venham muitos outros!

 

 

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BMQMNQ #4 – Kuzu no Honkai vs Velvet Kiss | Obras de contrastes e aceitação da sombra

Hey~ Olá, dears!  Para começar essa quarta e última parte do Kuzu no Honkai vs Velvet Kiss, a priori, darei mais enfoque para algumas particularidades de Kuzu. Na sequência, irei fazer uma síntese de ambas as obras e pontos que julguei interessante para introspecção.

Anterior: BMQMNQ #3 – Kuzu no Honkai vs Velvet Kiss | O amor é tóxico?

Kuzu – questões e reflexões

Fiquei devendo comentários mais aprofundados e consistentes do Kuzu – dado que ainda estava lendo a série. Já aviso, estarei me baseando no mangá em específico para fazer as considerações a seguir (creio que entre ele e o anime temos apenas leves diferenças).

Amor

Seja amor não-correspondido, seja o “substituto”, seja ele como centro do enredo e afins. Acredito que já deixei minha opinião sobre o tema explícita no último artigo da coluna. Porém, vale retomar: amor não é tudo. Aliás, me corrijo: amor pelo outro não é tudo. A pessoa não pode viver em função de terceiros e esquecer de si, assim como também não é saudável basear o amor próprio com referencial em outros. Da mesma forma, um ser humano não pode viver somente em função de si e totalmente alheio aos demais. Ambos os casos são dois extremos e podemos observar tais questões personificadas nas personagens Hanabi e Akane. Na sequência, irei fazer uma síntese de ambas as obras e pontos que julguei interessante para introspecção.

Ebato em Kuzu no Honkai (Imagem Divulgação)

Autoestima

Nesse sentido, a autoestima e como se constituí o amor próprio também são dois tópicos importantes de se refletir. No caso das duas, há tanto em demasia quanto em falta, todavia, até que ponto estão relacionadas? Como se constituí uma auto-estima? E o amor próprio? Amor e zelo por si, pela sua pessoa?

Solidão

Outro tema que aparece, todos intimamente intrincados a meu ver, é o da solidão. Por repetidas vezes, na obra os personagens fazem alusão ao vazio que sentem, à “falta de algo” que os preencha. Por vezes, acreditam que o amor é que cumprirá esse papel.

Penso que, na condição de humanos, não vivemos sozinhos. Somos seres sociais, dependemos um do outro em maior ou menor proporção. Porém, ainda assim, no fim: estamos sozinhos. Cada um convive com sua própria solidão em maior ou menor grau. O truque é não ser consumido por ela, e também, não a encarar como algo estritamente negativo. Quem nunca precisou de um momento a sós para pensar sobre algo? Ou mesmo, sentir-se em paz? (Quem não, não sabe o que está perdendo. Alguns gostam de chamar isso de “meditação” ;])

Desejo

Aqui eu queria pontuar duas coisas. Primeira, desejo não diz respeito somente ao âmbito carnal – seria muito restritivo levar assim. Segundo, quero separar ele em erótico e platônico ou irracional e racional.

Uma questão do mangá que me incomoda: assumir uma postura condenável para quem vive guiado por desejos. Não é específico, aqui eles generalizam, ora por encontrar conforto no desejo carnal, ora por desejar algo que não “socialmente aceitável” e assim por diante. O desejo é tido como algo inerente ao ser humano, mas igualmente condenável. Porquê? Porque deve sempre haver um cunho moral atribuído, ou mesmo, uma valoração negativa-positiva?

Sentimentos

Em relação a esse tópico, fiquei matutando como a todo momento parecia haver uma luta para domar os sentimento e aprender a controlá-los. Do meu ponto de vista, creio que controle implica um direcionamento consciente. Contudo, nem sempre somos conscientes. O inconsciente também é muito poderoso e influente. Com os sentimentos não seria diferente. Ou seja, é possível dobrá-los até certo ponto. Há um limite para tal. Daí em diante já não diz respeito a vontade, controle, esforço e afins – acho que por isso muitos falam “o tempo cura tudo” ou “dê tempo ao tempo”, pois ‘tempo’ dá tempo para o inconsciente agir.

Ademais, creio que é interessante citar como com cada vez mais frequência as pessoas preferem não entrar em contato ou mesmo criar vínculos e se aproximar, escondendo-se atrás de papéis, imagens, máscaras. Claro, a questão é muito mais complexa – e tenho certeza que ainda abordarei em outros textos -, por isso já vou pedir desculpas pela minha simplificação.

A meu ver, por trás disso há vários medos. Um medo muito grande de se expor, de entrar em contato consigo e com o outro, de formar vínculos e, principalmente, de se machucar. Vou pegar a relação da Hanabi e da Ebato, pois acho ela bem ilustrativa nesse aspecto. Em especial, na cena (veja imagem abaixo) que elas parecem se enxergar pela primeira vez, depois de finalmente terem colocado boa parte de seus sentimentos a limpo, sendo sinceras uma com a outra.

Claro, não é fácil sermos sinceros sempre ou mesmo expor pensamentos. Todavia, parte da criação de vínculos com alguém tem a ver com desenvolver um mínimo de confiança e, para isso, destruir algumas barreiras que possam existir para esse contato.

Sentimentos a limpo entre Hanabi e Ebato em Kuzu no Honkai (Imagem Divulgação)

Términos e mudanças

Falar de términos não é fácil. Especialmente, porque muitas vezes não se quer que algo chegue ao fim. No geral, términos remetem a um conflito, eis que conflitos parecem ser coisas assustadoras e a serem evitadas. O que muitas pessoas não contam dos tão temidos conflitos, crises e afins é que eles são um sinal de que algo não funciona de determinada maneira. Ou seja, quando ele passa – ou está na transição – ocorre uma mudança. A crise transforma e o término é o marco disso.

As pessoas tem medo de mudanças pois ela é algo diferente, é lidar com o desconhecido e sair da sua zona de conforto – por mais incômoda que seja. Claro, nem todo mundo é assim. Também há os que sempre estão procurando mudar.

Achei interessante falar desses dois elementos porque tanto Hanabi quanto Mugi são a personificação deles. Ambos funcionavam de uma maneira e resistiam a mudar. Passaram por crises e sofrimentos, provações. Por fim, ocorreu a mudança. E eles já não conseguiam funcionar da forma de antes.

Sombra

Vou pegar emprestado ‘sombra’ na definição junguiana mas, ela também pode ser levada no senso comum. O que quero dizer com isso é que sombra se refere ao nosso lado ‘obscuro’, seja de conteúdos que ocultamos, seja de coisas que não aceitamos em nós e nos outros, seja que não trabalhamos.

É de praxe negar a sua sombra e simplesmente condená-la ou ignorá-la. Os personagens por vezes veem essas características subdesenvolvidas ou que atribuem como negativas e as refutam. Também, por vezes, aceitam como algo imutável, algo inerente a si. Ela os persegue, os faz ficar mal, julgarem-se.

Entretanto, apenas quando entram em contato com ela e verdadeiramente aceitar como parte de si é que conseguem se transformar. A sombra não é algo necessariamente ruim, mas também não é algo fácil nem agradável de se lidar. Se haver com ela implica em trazer a tona conflitos e inquietações, muitas vezes, os mais obscuros e ocultos, que não se quer ter ciência. No entanto, como já havia dito, crises e transformações andam de mãos dadas. O mangá mesmo é a prova disso.

Kuzu no Honkai (Imagem Divulgação)

Final (contém spoilers)

Para encerrar essa parte, queria fazer um breve comentário sobre o final. Percebi muitos insatisfeitos que Mugi e Hanabi, apesar do forte e visível vínculo que possuíam, não ficarem ou nem tentarem ter algo juntos. Sobre isso, fiquei um tanto quanto contrariada que eles nem tentaram e simplesmente seguiram suas vidas. Porém, creio que levando em conta a proposta do enredo, o final foi muito coerente.

Ambos se encontraram por acaso e ainda irão viver muitos encontros e desencontros. Ainda vão lidar com os próprios sentimentos e procurar suas respectivas respostas. Eles foram companheiros importantes nessa etapa de suas vidas, não obstante, não quiseram estender esse vínculo que tinham.

Fez sentido pois os dois começaram a história sozinhos com suas questões e assim terminaram. Já não são os mesmo, mas irão carregar consigo o aprendizado e amadurecimento que tiveram. E que a importância de um para o outro e do que eles precisavam já não é a mesma. Antes, meros parceiros e substitutos, e no final, como companheiros de verdade e conhecendo um ao outro.

Ambos se buscavam justamente por não conseguirem lidar com a solidão. Contudo, depois do que passaram, puderam perceber que era justamente o que precisavam, aprender a seguir por si mesmos e assim o fizeram. Não como substitutos, não como lixo, mas como pessoas. Esse era o desejo deles transformado.

Velvet Kiss (Mangá)

Se formos parar para analisar, a Velvet é uma obra mais aberta e delicada. Digo isso pois, para além das cenas eróticas, as questões da trama e do enredo vão surgindo aos poucos. Elas tem um quê mais sutil e vão penetrando aos poucos na mente do leitor, por vezes, passando despercebidas. Todavia, em uma segunda leitura ou uma leitura mais crítica e atenta, saltam à vista e nos propõe inquietações diversas.

Além disso, também é quase explícita o ideário de “beleza na tristeza”, cujo qual é revelado em sua boa dose de drama. No entanto, a obra não se mantém no lado belo da coisa, e sim, também explora o lado ‘sujo’ e ‘feio’ por trás dessa suposta beleza – e, nesse sentido, pode-se entender tanto a beleza estética quanto do enredo.

Como um todo, tem-se uma crítica velada e um tanto suave de várias questões. Frequentemente, as indagações são deixadas em aberto ou sem respostas definidas (implícitas). Entretanto, a grande resolução e trajetória que traz é da busca de si. Assim como no Kuzu, os personagens passam por dificuldades e tem que se haver com dúvidas e inseguranças. Há uma constância no papel do outro como apoio, porém, no fim, eles precisam crescer e amadurecer por si só.

Diferença: na Velvet há uma promessa de reencontro, de uma melhora por si para depois retomar a relação com o outro, enquanto na Kuzu… Bem, veremos a seguir.

Fanart feita pela Nairi! (confira a página do facebook dela AQUI).

Kuzu no Honkai (Mangá)

Já quis deixar claro que me baseei no mangá pois podem existir certos nuances de diferenças – que, no entanto, não creio que alterem o conteúdo da análise, afinal a obra é a mesma. E já falando de aspectos da obra propriamente dita é evidente que, em comparação a Velvet, ela é bem mais explícita e direta, ainda com um quê subliminar. (O quê, ironicamente, não se aplica às cenas eróticas. Dado que na Velvet elas são o enfoque e na Kuzu nem tanto.)

Mais uma vez, aparece a pretensa admiração pelo sofrimento – vulga, “beleza na tristeza” – que citei antes. Acredito que essa característica tem um viés cultural muito forte na cultura oriental, não à toa, existem tantos dramas por lá. (No sentido mais amplo e não como crítica, que fique claro, por favor.) Isso se verifica em como a questão do drama é diferente na nossa cultura.

Ademais, diferente da Velvet, muitas vezes as respostas para os inquietamentos dos personagens são expostos na própria série. Repetidamente, em um capítulo a resposta ou o desenvolvimento de outro ponto de vista para uma mesma questão, sendo feitos.

Penso que na obra há uma crítica mediana, de forma que ela começa mais pesada e depois fica amena, mesmo porque não trata de assuntos simples. Particularmente, gostei de como ela cutuca o leitor com suas questões e como faz os próprios personagens debaterem internamente.

Por fim, como já disse antes, tanto Kuzu como Velvet retratam a saga pela busca de si. Seja por aprenderem a cultivar amor próprio, seja por se conhecerem melhor e se aceitarem. Ou mesmo, aprenderem a agir de forma mais ativa em suas vidas – e não, deixar ela seguir passivamente. Serem sujeitos e protagonistas de sua própria história.

Resolução:

Aqui gostaria de sintetizar e explicitar o desfecho da construção de ambas as história. Acho importante ressaltar que elas têm na prática a mesma resolução (!) com pequenas diferenças. Nela, cada indivíduo deve buscar sua própria resposta, não sendo igual para cada um. Todos devem aprender a andar sobre seus próprios pés pois, seria muito mais simples ter o outro como “muleta”. Eis que, no entanto, o caminho correto nem sempre (frequentemente não) é o mais fácil. Árdua, a felicidade não é tida como meta, e sim, um estilo de vida transformado – feita de pequenas alegrias e realizações, ainda com seus altos e baixos. É necessário se abraçar tanto a luz quanto a sombra para constituir um inteiro.

Well, e com isso encerramos a Kuzu no Honkai vs Velvet Kiss! Espero que tenham gostado~ :3

Ainda tem vários temas que podemos conversar, ou mesmo, se tiverem mais alguma ideia, sugestão são sempre bem vindos!

Por fim, quero agradecer a Nairi Kim (Nairi’s Sketchbook) pela linda fanart da Kanoko com o tema da BMQMNQ <3

E também a contribuição da sucolinda que sugeriu yaoi de tema <3 <3 Pode ter certeza que está na lista, dear.

Até a próxima!

 

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Atom: The Beginning | Primeiro Gole

De autoria de Tetsuro Kasahara (com assistência na história por Makoto Tezuka e Masami Yuki), Atom: The Beginning, o suposto antecessor da lendária obra Astro Boy, tem como premissa os eventos que se sucederam antes do nascimento do robô de Osamu Tezuka.

1.000 cavalos e serviços de meio período

Preparando-se para realizar um teste de força física de um braço mecânico condensado com 1.000 cavalos de potência, dois homens executam o pequeno experimento que acaba por resultar numa enorme explosão, ademais, somos levados a outra narrativa acerca da situação do universo de Atom que explica como e porque surgiram os robôs:

Sinopse: Após uma grande catástrofe e reconstrução que conseqüentemente trouxe a inovação em tecnologia, os seres humanos criaram os robôs. Os robôs eram incumbidos de fazer-lhes o que foram ordenados, e logo os robôs tornaram-se indispensáveis para a humanidade, contudo os robôs não possuem coração, os robôs não são humanos.

Depois dessa breve narração, os dois homens que outrora se preparavam para o experimento são apresentados como Umataro Tenma e Hiroshi Ochanomizu, bolsistas no laboratório 7 da universidade Nerima e que por motivos financeiros trabalham em serviços de meio período para bancar os experimentos que executam.

O estúdio responsável pela animação é OLM, Inc. , Production I.G e Signal.MD.

A106 e a teoria Bewusstsein

É num desses serviços de meio período que Umataro veste o robozinho com uma das fantasias que se apresentaria na parada (uma espécie de marcha para promover os robôs, que ao que tudo indica são para fins de lutas), nesse ínterim, um dos robôs começa a pegar fogo e é quando o cabeça de lata avalia a situação e parte para solucioná-la afim de evitar um acidente.

Umataro e Ochanomizu então percebem que além do pequeno tomar decisões a partir do seu próprio julgamento, a teoria Bewusstsein (teoria de robótica e I.A) que ambos criaram estava certa: a de que Six (codinome A106) seria o primeiro robô com senso de si mesmo.

Moço? É bom?

Bom pessoal, de inicio a animação não causa tanto impacto para quem espera um primeiro episódio recheado de lutas, pelo contrario, não há lutas. O que realmente causa impacto é o visual que olha, pode-se dizer que é um dos mais belos dessa temporada, a trilha sonora também não fica atrás não, além disso, a produção tem nomes de peso como Katsuyuki Motohiro (Psycho-Pass, filme live-action de Ajin) como realizador chefe, Masami Yuuki (franquia Patlabor, Birdy the Mighty) com o trabalho conceptual e Yoshino Nanjou que vai dar voz a Maria na série e interpretar o tema de encerramento “Hikari no Hajimari” (The Beginning of Light), por outro lado, a abertura é feita pelo duo musical, After the Rain interpretando o tema “Kaidoku Fun?” (Indecipherable).

Enfim, Atom: The Beginning consegue manter os padrões que propôs: roteiro leve e bem delineado, animação delicada e trilha sonora audível, portanto, é um bom anime para que deseja nessa linha e que seja um grande admirador das obras (ou das que se influenciam pelo estilo e história) do mestre Osamu Tezuka.

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Evento de Point Blank na SAGA da Lapa anima feriado de Tiradentes

Amanhã (21/04), a partir das 10h, a SAGA, maior rede de escolas de desenvolvimento de games, arte digital, design e efeitos visuais, abre as portas da unidade da Lapa – SP para fãs e entusiastas do game de tiro em primeira pessoa Point Blank se divertirem com a segunda edição do Point Blank SAGA Challenger.

SAGA lança série de oficinas gratuitas de computação gráfica

O evento é gratuito e os interessados podem se inscrever pelo site da SAGA. Entre as atrações estão convidados especiais como jogadores profissionais, youtubers e representantes do mercado, além de campeonatos, mesas redondas, palestras, workshops e sorteios de brindes.

Nos laboratórios da SAGA, o público poderá disputar torneios de Point Blank com jogadores profissionais, como Rafaella “Raafa” Sanches, Gabriel “Lk1” Silveira, do HooSIER E-Sports, e Guilherme “Nyang” Coelho, do Stompa Top Team, que também participarão de uma mesa redonda, discutindo o cenário competitivo do game, o mercado de esportes eletrônicos, e contando suas experiências como atletas profissionais.

O Point Blank SAGA Challenger também contará com debates mediados pelo youtuber Joga Samuca e pelo narrador de e-Sports Murillo Show, que falarão um pouco de suas experiências profissionais nesse mercado. Além disso, o público poderá participar de workshops sobre Pont Blank e aprender táticas de combate para melhorar o desempenho no jogo, um dos grandes sucessos da Ongame.

Ao longo de toda a programação haverá máquinas disponíveis para o público jogar Point Blank à vontade e serão realizados sorteios de brindes relacionados ao game.

Serviço – Point Blank SAGA Challenger

 

Local: SAGA Lapa – Rua George Smith, nº 320, Lapa, São Paulo-SP

Data: 21/04/2017

Horário: Das 10h às 16h

Inscrições: Gratuitas através do site https://www.saga.art.br/pb/

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Dance Day 5ª Edição [VIDEO]

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ACCA 13-ku Kansatsu-ka | Review

Porque todas as temporadas tem ao menos uma série de anime feita pro pessoal Diferentão E Hipster se sentir contemplado, e eu digo isso me considerando parte desse pessoal.

ACCA: Departamento de Inspeção dos 13 Distritos

ACCA: 13-Territory Inspection Dept. ou ACCA 13-ku Kansatsu-ka (subtítulo acima em tradução livre), conta a história de um reino chamado Dowa que possui 13 distritos, cada qual com suas próprias prioridades e agendas – de forma análoga a um sistema federalista como o dos Estados Unidos.

A organização ACCA controla e inspeciona todos os distritos. Jean Otus é um dos comandantes da ACCA, e é também um inspetor que sai viajando por todos os 13 distritos ao longo dos 12 episódios do anime.

Aventura e Exploração

O anime mistura, assim, uma coisa de sightseeing, aventura, jornada de exploração que é reminiscente de um Kino no Tabi ou Michiko to Hatchin; o espectador acompanha o protagonista Jean em sua viagem por 13 distritos bem distintos e interessantes e, de quebra, percebe o que levou cada um deles ao estado em que chegou.

Além dessa caracterização dos distritos, a mistura envolve jogos políticos dignos de qualquer Code Geass ou Legend of the Galactic Heroes da vida – ainda que devidamente reduzidos de forma a caber em 12 episódios, – e reflexões sobre a própria natureza da política ao espectador atento.

Ritmo

Ainda assim, apesar de curto, demora a engrenar; desde o começo parece promissor, mas a sensação de nada acontece é forte até o episódio 8, em que as coisas começam a finalmente fazer sentido.

Assim, é aquele anime que provavelmente melhora da segunda vez que você assiste já sabendo de algumas coisas, que tende a subir no conceito apenas no final e que lhe permite refletir depois. O que é o justo: que os privilegiados percam todos os seus privilégios para os desprivilegiados, ou que os privilégios sejam mantidos de forma a preservar a estrutura social mas melhor distribuídos, de maneira equitária? Nesse sentido, ACCA é quase um Política For Dummies que nos apresenta a resposta óbvia de forma didática. O ritmo deixa a desejar, e o ar de pedância para uma conclusão tão óbvia afasta os que vão esperando demais. Se não, tende a entreter.

Reviravoltas 

Com uma reviravolta aqui e acolá, alguns personagens bastante simples porém adoráveis – desde o badass Jean, passando por seu amigo de infância Niino até a adorável Lotta – ACCA nunca se mostra excepcional mas sempre se mantém acima da média. Tem uma apresentação bem interessante com um colorido, character design e cenários únicos e bem modernos, e músicas interessantes – a abertura deverá ficar na sua cabeça por um tempo! – e não decepciona nesse departamento.

Apesar dos pesares, é uma experiência que se torna ótima e que termina em um saldo positivo. Eu recomendaria ACCA às pessoas sedentas por anime diferente do comum, que não faz questão de agradar otaku de forma alguma e que não dispensam uma história sobre papeis sociais, jogadas políticas e sacadas inteligentes.

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