Início Site Página 1515

Fluffy Horde | Primeiro Gole

Olá Sucolinos e Sucolinas! No PRIMEIRO GOLE de hoje vamos lutar contra forças de destruição em massa.

Eles pulam, são ágeis e fofinhos…. corram e colham toda a cenoura que vocês virem pois os coelhos de Fluffy Horde estão tomando o seu reino! E de primeira mão, o SUCO (que não é de cenoura) vai ajudar vocês nessa guerra.

Não deixe um conjurador da magia incompreendido

Fluffy Horde representa o quão poderoso um conjurador pode ser e principalmente se ele não for correspondido. Seu reino está sobre um ataque de hordas e hordas de pequenas, fofas, peludas e vis criaturas controlados por um Xamã que foi meramente incompreendido e que negaram moradia em três diferentes reinos.

Então ele reuniu seu exército e os enviou para todos os reinos como uma praga para destruir os moinhos de vento dos humanos, os cristais dos pigmeus e as árvores sagradas dos elfos. Cabe a você defender as vilas e reinos com suas estratégias bélicas mais poderosas! Você é capaz?

Catapultas, fazendeiros e homens-cenouras

Fluffy Horde combina dois gêneros de jogo: Estratégia e Tower Defense. A cada fase você está sujeito a missão principal e três missões para conquistar medalhas e para consegui-las você deve pensar bem na estratégia.

Os fazendeiros permitem que você ganhe moedas de ouro ao longo do tempo se nenhum coelho estiver na plantação dele, as barracas fornecem soldados para ataque corpo a corpo enquanto os castelos fornecem arqueiros para ataques a distância, todos eles podem evoluir pagando uma certa quantia de moedas e assim mais ágeis e fortes, dizimam os coelhinhos do local.

Dentro das fases existem buracos, catapultas para os coelhos e pontes levadiças para você controlar o fluxo dos coelhos ou impedir que eles atrapalhem seu objetivo, tenha sempre em mente o controle total do mapa pois alguns coelhos voam pelos céus e chegam na outra extremidade do mapa devorando tudo o que vê pela frente, ou devorando o pobre homem-cenoura que é um chamariz desses pequenos ceifadores. Mas lembre-se não deixe os coelhos juntos por muito tempo…. Eles se multiplicam!!!

Simplicidade, Inspirações e Devoções

Fluffy Horde têm grande influência de grandes jogos de estratégia em tempo real como Warcraft: Frozen Throne e Age of Empires e os Tower Defense como Kingdom Rush e Plants vs. Zombies; O controle dos personagens dentro do jogo é feita de maneira manual, o que permite ao jogador fazer suas escolhas de posicionamento e assim aplicar uma estratégia que o mesmo acha melhor e ainda tem os puzzles que são desafiadores e de autoria de Ernani Rocha, o game designer de Fluffy Horde com o excelentre trabalho de programação de Bashar Saade.

A arte gráfica em pixel art de Tales Demídio é outro ponto positivo, muito bem feito e criativo, que anima a jogabilidade e deixa o fator replay do jogo excelente e sincronizado com as músicas, medievais em 8-bit com pegada folk/eletrônica, e os efeitos sonoros: a voz do homem-cenoura é hilária, os gritos dos fazendeiros, e as falas dos personagens, sendo elas em inglês dubladas pelo ator britânico Will Bond, totalmente originais que são obras incríveis de Glauber Barreto.

Luz Verde e coelhos para quem te quer!

O Jogo Fluffy Horde já tem prêmio na bagagem: Excelência em Tecnologia e foi finalista em três categorias (melhor narrativa, melhor som, melhor arte) durante a Gamepolitan 2016. Desenvolvido pela equipe da Turtle Juice em plataforma Unity, tem previsão de lançamento para Setembro para PC (Steam) e com versões em diversas plataformas planejadas (PS4, Nintendo Switch, Xbox One, iOS e Android). Atualmente está aprovado no Steam Greenlight e está esperando que você entre lá e dê uma conferida e apoie esse projeto.

Fluffy Horde leva uma grande carga emocional e uma homenagem ao querido João Vitor Honorato conhecido como JJ, que faleceu em outubro de 2015 e um grande amigo do Ernani produtor do jogo.

E vocês estão esperando o que para acessar e apoiar esse jogo? Vão esperar os coelhos dominarem seu espaço? Visto que eles são tudo cria do coelho do Molty Phyton… eu teria cuidado! Esse foi mais um gole do Suco e lembre proteja a sua vaquinha para a mama de leite!

LINKS

SITE

Steam Greenlight

Facebook

Twitter

Discord

PUBLICIDADE

Disney | Calendário de filmes até 2021 é divulgado!

A Disney acaba de divulgar e confirmar datas de diversos de seus filmes, inclusive da franquia Star Wars e Marvel Studios. Confira!

2017

  • PIRATAS DO CARIBE: A VINGANÇA DE SALAZAR -25/05
  • FILHOS DE BACH- 08/06
  • CARROS 3- 13/07
  • THOR: RAGNAROK- 26/10
  • STAR WARS THE LAST JEDI- 14/12

2018

  • VIVA – A VIDA É UMA FESTA -04/01
  • PANTERA NEGRA- 15/02
  • A WRINKLE IN TIME- 29/03
  • MAGIC CAMP- 12/04
  • AVENGERS: INFINITY WAR PART I- 26/04
  • HAN SOLO- 24/05
  • OS INCRÍVEIS 2- 24/05
  • HOMEM FORMIGA E A VESPA- 05/07
  • MULAN- 01/11
  • MARY POPPINS RETURNS- 28/12

2019

  • DETONA RALPH 2 -03/01
  • CAPTAIN MARVEL- 28/02
  • STAR WARS: EPISODE IX- 23/05
  • THE LION KING LIVE ACTION- 18/07

2020

  • FROZEN 2 -02/01
  • INDIANA JONES 5- 09/07

2021

  • GIGANTIC -07/01
PUBLICIDADE

Space Dandy | Primeiro Gole

Space Dandy lançou como anime em 24 de Janeiro de 2014 produzido pelo estúdio Bones, contando com duas temporadas, ambas com 13 episódios, já o mangá contém somente dois volumes que narra a história de Dandy, um caçador de alienígenas fanfarrão que busca espécimes raros com seu robô assistente e um gato alienígena chamado Meow.

Por mais que suas intenções sejam as melhores, tendem a fracassar e agora, Dandy precisa entender porque está sendo perseguido pelo Império Gogol a mando de Dr. Gel.

Space Dandy não nega que flerta muito com Cowboy Bebop, desde alguns conceitos de personagens até na trilha sonora que tem que se fazer presente, não só isso, o estilo da animação é belíssima, chegando a encher os olhos com as cores, portanto, tecnicamente Dandy é um anime de beleza palpável, mas termina por aí.

Não existe um arco bem definido desde o início, e isso não seria certamente um problema e talvez se corrija, mas até cheguei, só era chato. O humor non-sense e carregada na paródia em função da cultura japonesa pela sexualização excessiva de personagens femininos é exagerado, pra não dizer incômodo por meramente ser bobo.

Não há episódios memoráveis, nem cenas marcantes nem piadas. Definitivamente o primeiro e último gole de Space Dandy.

Texto por André Arrais

PUBLICIDADE

Carlos Ruas, da webtira mais acessada do país, confirma presença na CCXP 2017

A CCXP Comic Con Experience, que reuniu 196 mil pessoas em 2016 e bateu o recorde de público como maior comic con no mundo, anuncia a presença do quadrinista brasileiro Carlos Ruas em sua quarta edição, que acontece de 07 a 10 dezembro no São Paulo Expo. O artista se junta a Nicola Scott, Bernard Chang, Glenn Fabry e Ben Templesmith no Artists’ Alley e em painéis especiais que terão as atividades divulgadas em breve.

Confira também: Artista de Batman Beyond, Bernard Chang, vem à CCXP 2017

Nascido em Niterói, Rio de Janeiro, Carlos Ruas criou o blog Um Sábado Qualquer em 2009 aos 23 anos, com humor e livre de preconceitos para falar de um assunto polêmico: religião. Atualmente, as webtiras – tirinhas disponíveis apenas em meios virtuais – do blog são as mais acessadas do país, com mais de 2,8 milhões de leitores no Facebook e 116 mil seguidores no Instagram. O formato ganhou notoriedade em 2012, quando o artista ganhou o Troféu HQMIX – o Oscar dos quadrinhos no Brasil – na primeira edição do prêmio que contou com a categoria de tiras virtuais.

Com três livros publicados, o quadrinista estreou um canal de animação no YouTube em 2014 e já conta com 220 mil inscritos e mais de 12 milhões de views. Em 2015, o livro ÊXODO: Nos bastidores da bíblia ganhou o 32° Troféu Angelo Agostini, e em 2016 ele criou os novos personagens Cães e Gatos, ganhando uma nova legião de leitores.

“As webcomics vêm ganhando cada vez mais espaço no mercado de quadrinhos nacionais, e Carlos Ruas é uma referência nesse formato de produzir e divulgar HQs. É um prazer colocá-lo em uma posição de destaque dentro da programação da CCXP para celebrarmos seu trabalho e para recebermos sua legião de fãs”, comenta Ivan Freitas da Costa, sócio do evento e curador da área de quadrinhos.

A CCXP – Comic Con Experience (www.ccxp.com.br) é a maior comic con do planeta, que reuniu 196 mil pessoas em 2016 e bateu o recorde de público em comic cons no mundo. A quarta edição acontece de 7 a 1o de dezembro no São Paulo Expo e espera receber mais de 190 mil visitantes. Os ingressos estão à venda pelo site com preços a partir de R$ 79,99.Para saber mais, acesse:

www.ccxp.com.br

www.facebook.com/CCXPoficial/

www.twitter.com/CCXPoficial

www.instagram.com/ccxpoficial/

PUBLICIDADE

Cavaleiros do Zodíaco | Live action terá diretor da série de The Witcher

O polonês Tomasz Baginski será o diretor do filme em live-action de Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya).

Confira também: Cavaleiros do Zodíaco vai virar filme live-action

A confirmação veio pelo site Eiga.com, confirmando o nome do polonês para a direção do longa, este que também assume a série recentemente anunciada da Netflix, baseada nos livros de The Witcher.

Vale lembrar que o cineasta já foi indicado ao Oscar por melhor curta-animado, com seu trabalho Katedra (veja abaixo).

A Toei Animation junto com a A Really Good Film Company (ARGF), estão desenvolvendo um filme em live-action de Cavaleiros do Zodíaco. O longa faz parte de uma das comemorações de 30 anos da franquia, e a produção já se estende por dois anos, segundo informações de Jeffrey Chan, fundador da ARGF. Vale lembrar que quando o presidente da Toei Animation, Kozo Morishita, veio ao Brasil para a CCXP 2016, o mesmo havia dito que há pelo menos três projetos em comemoração dos trinta anos da franquia vindo aí.

A produção do live-action de Cavaleiros do Zodíaco está por conta de Yoshi Ikezawa e Joseph Chou, ambos da Toei Animation, como também Jeffrey Chan da ARGF. Na produção executiva, Masami Kurumada (o criador da série), junto com Tim Kwok, Miguel Faura e Kozo Morishita.

O live-action de Cavaleiros do Zodíaco tem previsão de lançamento para 2018.

PUBLICIDADE

Eureka Seven (Mangá) | Suco Apresenta

Lembro que o primeiro volume de Eureka Seven me acompanhou em uma viagem para a casa dos meu avós, no interior, na época jovem e imbecil – como era de se esperar.

Confira também: Ergo Proxy (Mangá) | Suco Apresenta

Não cheguei nem próximo de absorver a obra com sua totalidade, talvez nem hoje após uma releitura eu o tenha feito, mas de fato, pós essa nova passagem pela obra adaptada da animação da BONES, de Jinsei Kataoka (roteiro) e Kazuma Kondou (arte), tenho outra interpretação: robôs gigantes, seres não humanos, amor e mais robôs gigantes.

*Lembrando que essa postagem é focada única e exclusivamente no mangá que é posterior ao anime, ou seja nesse caso o mangá é a adaptação, não o contrário.

Uma breve reflexão sobre camadas

Eureka Seven, caso você não tenha se achado ainda, fala sobre robôs gigantes surfando no ar, pilotos terroristas, combates, manobras aéreas, lasers, aquelas cenas que toda obra desse gênero tem, porém, partindo do princípio apresentado pelo Ogro da DreamWorks: “Cebolas tem camadas, ogros também tem camadas”.

Sei muito bem que citar um filme de animação, como inicio de argumentação, talvez enfraqueça a mesma, mas no auge do meu “vocabulário referencial”, tal frase é a mais próxima da definição que quero aplicar a essa obra, afinal, de ogros a cebolas, tudo tem camadas, posso concluir dessa frase então que tudo ao meu redor pode ser mais do que aparenta ser, incluindo tal mangá, que também tem inúmeras camadas, que podem e devem ser exploradas.

Camadas essas que talvez não sejam facilmente perceptíveis a um olhar neutro ou sem sede de querer mais, mas que com certeza são encontradas e apreciadas por aqueles que são conhecedores das mesmas, que nos cercam e influenciam nossas percepções de mundo, como um todo.

O amor que transforma

Nossos sentimentos ao serem expostos a uma análise mais profunda, revelam – as dita cujas – camadas mais profundas do que concebemos como “ser humano”, e por mais que você não goste de uma ideia que vá contra as suas, somente por existir, o amor como conhecemos hoje tem tantos significados quanto franquias de fastfood em uma capital. Por mais que ainda resista aquela ideia de amor universal e lindo, é hipocrisia pensar que o amor como fruto de algo em constante mudança, e com tantas camadas como o ser humano, fosse imutável.

Eureka Seven trabalha muito bem isso, às vezes de forma não muito sútil, o que pode incomodar alguns leitores, mas na maioria das vezes essas passagens tem toda uma construção prévia que acaba por justificar tal apelo, ou mesmo tal questionamento fica nas entrelinhas, em algum dialogo, em alguma pergunta sem resposta e/ou em páginas sem diálogos.

Eureka Seven, de forma gostosa de se acompanhar, graças ao roteiro amarrado e os traços bem característicos do artista, está o tempo todo nos convidando para uma nova interpretação de amor, e também do que pode ou não ser amado.

O amor pode ser a ponte, a resposta, o combustível para suas ações, o amor pode ser tudo isso e muito mais, como o próprio mangá deixa bem claro.

O preconceito que destrói

Da mesma forma que o amor é uma ponte, o preconceito pode ser colocado como uma bomba indo em direção à ponte, já sem muita chance de escapar, preconceito esse que se faz muito presente hoje na nossa sociedade e que sem nenhuma dúvida deve ser evitado e extinguido se buscamos uma real evolução enquanto interagimos com nossos semelhantes.

Na ideia de “quase sutileza” ao falar sobre amor, o mangá traz várias momentos de reflexão quanto ao preconceito, e como ele influência aquele que pensa dessa forma, assim trazendo uma ambiguidade muito interessante para a obra, bem similar com o que vemos na nossa própria realidade, afinal, quem nunca viu um discurso de ódio em redes sociais anteceder a alguma postagem de amor aos animais. Essa incoerência também é retratada no mangá, em cenas que tive que pausar a leitura, devido a fortes arrepios vindos da base da coluna.

Para fins de conclusão.

Eureka Seven é sem dúvida uma obra que merece sua atenção, ainda mais o mangá que são só 6 volumes já publicados pela Panini. Seis volumes não é nada comparado ao número de séries que você salva para assistir depois no Netflix. Eu sei disso, eu também sou desses…

Com referências bíblicas e o trabalho bem encaixado de roteiro e traço, temos nesse mangá o que eu gosto de pensar como: “algo que vale seu tempo” que hoje está escasso até pra quem acha que tem tempo de sobra.

Sendo assim, dá uma chance pra essa obra, pega emprestado com algum amigo, compre, divirta-se! Mas lembre sempre das camadas que podem ser descobertas em uma leitura mais atenta e sinta o amor, elimine o preconceito e até uma próxima.

 

PUBLICIDADE

Cavaleiros do Zodíaco vai virar filme live-action

Vamos elevar o cosmo! A Toei Animation junto com a A Really Good Film Company (ARGF), estão desenvolvendo um filme em live-action de Cavaleiros do Zodíaco.

Confira também: Gintama | Novo trailer do live action revelado!

O longa faz parte de uma das comemorações de 30 anos da franquia, e a produção já se estende por dois anos, segundo informações de Jeffrey Chan, fundador da ARGF. Vale lembrar que quando o presidente da Toei Animation, Kozo Morishita, veio ao Brasil para a CCXP 2016, o mesmo havia dito que há pelo menos três projetos em comemoração dos trinta anos da franquia vindo aí.

A produção do live-action de Cavaleiros do Zodíaco está por conta de Yoshi Ikezawa e Joseph Chou, ambos da Toei Animation, como também Jeffrey Chan da ARGF. Na produção executiva, Masami Kurumada (o criador da série), junto com Tim Kwok, Miguel Faura e Kozo Morishita.

Mais informações devem sair em breve!

Fonte: ScreenDaily

PUBLICIDADE

BMQMNQ #7 – Tatuagens & Piercings vs Preconceitos

Preconceitos, o que falar? Preconceitos existem em todos os lugares, sendo dos mais variados tipos. Frequentemente são pré-conceitos, ou seja, pré concepções que precisamos parar e refletir porque existem. Valores passados por uma tradição anterior, outra geração, atribuições dadas pela sociedade, enfim. Em geral, ter um posicionamento referente a algum tema e como esse se constitui que passa a ser o X da questão na reflexão de hoje.

Leia também:

BMQMNQ #5 – Piercings | “Perfurar ou não perfurar?” eis a questão
BMQMNQ #6 – Tatuagem | Fazer ou não fazer?

Para falar a respeito de algo, devemos partir de uma opinião. (Porém, vou deixar claro que não acredito que precisamos ter uma opinião a respeito de tudo, sempre. Afinal, desenvolver uma opinião não é tão simples assim. Mas, voltemos ao texto.) Vou partir do pressuposto que acredito que tatuagens e piercings são uma forma de arte. Digo isso pois entendo que ainda há muitos que não concordam e-ou são contra. Entendo e respeito opiniões contrária. No entanto, quero que tiremos uns 10 minutinhos para pensar acerca do tema.

Atualmente, a sociedade coloca grande peso na aparência. Seja isso ou seja aquilo. Siga isso ou siga aquilo. O mundo gira em torno de tendências e como você se adapta aos padrões de determinada época. Se for estudar a fundo, pode-se encontrar diversas razões que tentam explicar determinadas preferências. Ademais, muitas estão entrelaçadas com ideais de beleza vigente.

Hoje em dia, não seria diferente. Por mais que haja uma luta para expandir a visão das pessoas sobre o tema, há indubitavelmente um padrão instituído. Em muito, beleza passou a ser sinônimo de uma boa e pré-determinada estética. E, a tatuagem e o piercing sem dúvidas fere esse mesmo paradigma.

Eles também remontam uma tradição não muito compreendida e o modo como chegaram ao brasil logo passou a ser atrelado vandalismo, com o peso negativo de seus simbolismos. Se procurarmos as nossas próprias origens, vemos que em muito já tínhamos esse elemento de modificação corporal e pintura vindo da cultura indígena. Então, porque tanta repulsa e negação?
Porque não é o padrão, não está normatizado. Claro, as coisas têm mudado. A arte, em suas mais diversificadas formas e aspectos, ganhou mais espaço e apreço – não sendo restrita a uma elite ou um grupo. A tatuagem e o piercing não são diferentes.

Tudo isso para dizer como, apesar de uma nova visão estar surgindo, ainda há alguns que sofrem com discriminações e taxações alheias – pré-conceitos herdados, valores de uma tradição mais conservadora e tradicionalista.

Trago a discussão mais para incentivar a formação de um senso crítico. Você pode ser a favor ou contra, não tenha dúvidas. Entretanto, saiba respeitar a diferença, ser mais tolerante aos demais e suas particularidades. Não é porque alguém não está dentro de uma norma vigente ou possui algo que se diferencia que a pessoa necessariamente é má. Não é porque tem algo de diferente, seja sua aparência, físico, preferência, entre outro, que deve ser discriminado. Sabe, acho que acima de tudo é importante que a pessoa seja feliz. Se ela está bem com algo, se é algo dela, então deixe ser. Da mesma forma, não deixe de fazer algo por medo de julgamentos alheios. Desde que seja o que você quer, que tenha consciência e responsabilidade, o corpo é seu, a vida é sua.

Acredito que hoje em dia as pessoas gastam tempo demais se preocupando com os outros e a vida alheia. Não deixe esses outros, frequentemente desconhecidos, imperarem sobre você.

Agora, momento desabafo da Megu. (Como se todo o texto em si até agora não tivesse um quê de desabafo, cof.) Confesso que sempre admirei muito arte – especialmente por não ter nenhum jeito para coisa. E, tatuagen e piercings me chamaram atenção desde pequena. Por vezes, eu ouvia “ah, mas isso não é legal”, “quem faz isso é meio…”, “são rebeldes” e afins. Só que quando eu perguntava o famoso porque, o motivo, sempre me parecia um argumento um tanto vago.

Eis que, no meu aniversário de vinte e um anos – oficialmente emancipada e tendo juntado um dinheiro próprio – me dei uma tattoo de presente. (Nesse meio tempo já haviam tido alguns piercings, porém, queria algo mais “definitivo”.) As reações foram diversas. Muitas negativas. Muitas confusas. Algumas positivas. Para todo caso, eu estava e ainda estou muito feliz com minhas tattoos, obrigada.

Agora, teve um fato curioso que me marcou. Parece que depois que você faz a primeira e ultrapassa toda aquela barreira de enfrentamentos, vem a vontade de fazer as seguintes. E eu, estudante de psicologia, havia começado a estagiar em um hospital. Não vou entrar em detalhes, contudo, por vários motivos passei a temer a reação de meus superiores e pacientes. E, foram esses mesmos pacientes que me ensinaram uma lição valiosa. O suposto diferente aceita você melhor que o seu suposto semelhante. E, como essas denominações são tolas. No fundo, somos todos iguais. Somos todos seres humanos. Às vezes as pessoas se esquecem disso. Digo que foi uma lição importante pois, ao invés de ser um impedimento e algo que me afastasse deles, teve um efeito contrário.

Foi uma surpresa muito grata se querem saber.

E me fez repensar todos esses preconceitos, rótulos e denominações, que por vezes apenas servem para criar mais e mais barreiras e gerar intolerância.

Well, vou encerrar a coluna hoje por aqui. Quem quiser dar seu parecer, feedback, sugestões de temas, fique mais que a vontade.

See ya, dears.

Ps: Agradecendo a Nairi pela arte de capa <3

PUBLICIDADE