Existem muitos diretores de filmes bons por aí, mas existem alguns – poucos – que conseguem deixar sua marca na história seja por sua genialidade, carisma, talento ou bizarrice, e esse é o caso de Takashi Miike que consegue reunir todos os itens em uma única pessoa.
Nascido em 1960, Miike é um nome de peso no Japão. Muito famoso pela quantidade de obras que já dirigiu e produziu, o cineasta tem mais 60 filmes em seu currículo, sendo que a média de produções que ele lança por ano são de até quatro. Conhecido pela sua alta produção, e incapacidade de se manter longe dos sets de filmagem, Miike é um artista por trás de obras geniais e terríveis, sendo as boas MUITO boas, e as ruins MUITO ruins.
Inspirado por diretores como Akira Kurosawa e David Lynch, Miike tem no seu currículo obras que abordam a extrema violência e perversões sexuais. Não é difícil encontrar em seus filmes cenas grotescas com muito sangue, gore e pornografia.
Ele ganhou notoriedade com Audition (1999), um filme de “romance” que retrata os infortúnios de um homem japonês viúvo na busca de uma nova esposa, através de um falso processo seletivo para filme. Mas talvez ele seja mais conhecido por Ichi the Killer, a adaptação do mangá homônimo que tem como pano de fundo as gangues da Yakuza.
O título de “Tarantino japonês” veio devido ao excesso de violência gráfica e métodos não lineares de direção. Miike, inclusive, é um dos diretores favoritos de Tarantino que já o convidou para fazer uma pequena ponta em Hostel, filme que Quentin produziu.
Em 2005 o diretor foi convidado para participar da coletânea de antologias de terror chamada Master of Horror, onde cada episódio foi dirigido por um diretor clássico do gênero. Porém, seu episódio – Imprint – foi considerado tão chocante que não pode ser reproduzido na televisão americana. Mais tarde o episódio foi incluso na versão Box do DVD da série.
Desaconselhado para fãs do horror Hollywoodiano, Miike tem uma narração lenta e filmes longos que demoram para atingir seus ápices. Se você for um cinéfilo ansioso é capaz de desistir na metade, ou até mesmo dormir durante o longa. Porém, por trás das cenas grotescas, caricatas e pornográficas, há diversas críticas sociais a sociedade japonesa: as máfias, a violência, a misoginia, os casamentos arranjados, a infidelidade, o bullying na escola e no ambiente de trabalho, e a perversão humana.
Por outro lado, se você gosta de filmes orientais, é paciente, e curte o estilo Trash e Gore vai se divertir com os longas do diretor, que desafiam os estômagos dos mais fortes.
Principais Filmes:
2018 – Rapurasu no majo
2017 – Blade Of The Immortal (O Habitante do Infinito)
2017 – JoJo no kimyou na bouken: Daiyamondo wa kudakenai – dai-isshou
2016 – Terraformars – Missão em Marte
2015 – Apocalipse Yakuza
2014 – Por Cima do seu Cadáver
2013 – Escudo de Palha
2012 – Ai To Makoto
2011 – Ichimei
2010 – 13 Assassinos
2009 – Operação Corvo 2
2007 – Operação Corvo
2007 – Sukiyaki Western Django
2005 – Masters of Horror – Temporada 1: Episódio 13
2004 – Três… Extremos
2001 – Katakuri-ke no kôfuku
1999 – O Teste Decisivo
O novo jogo da From Software e com distribuição da Activision, Sekiro: Shadows Die Twice, ganhou um novo gameplay repleto de ação e com mais detalhes de sua mecânica. Veja abaixo:
Sekiro: Shadows Die Twice será lançado em 22 de março para PlayStation 4, Xbox One e PC (via Steam).
Alita: Anjo de Combate, novo filme produzido por James Cameron e com direção de Robert Rodriguez alcançou a marca dos US$ 394 milhões em bilheteria, segundo o Mojo Box Office.
Com um custo estimado de 170 milhões, o site Deadline acredita que o longa possa ultrapassar a marca dos 500 milhões em todo o mundo, o que daria uma força a mais para a produção de sua sequência, já que a Fox acredita que algo em torno de 350 e 400 milhões seja o suficiente para o filme “se pagar”.
Alita: Anjo de Combate, estrelado por Rosa Salazar, estreou nos cinemas brasileiros em 14 de fevereiro e lucrou um pouco mais de US$ 4 milhões por aqui.
O mais legal dessa profissão de seiyuu e dubladores em geral é poder dar voz à personagens animados. Alguns profissionais são tão bons que conseguem mudar seu tom de voz, o que dá mais personalidade aos personagens. Há mulheres que fazem papéis de homens e vice-versa. E nessa lista, selecionei alguns seiyuus e dois de seus personagens completamente opostos.
Daisuke Namikawa (Yukio Tanaka e Ulquiorra)
Eu pesquisei várias vezes e confirmei em vários lugares, mas mesmo assim, é meio estranho pensar que o Tanaka tem a mesma voz de Ulquiorra, já que a voz dele é bem mais sutil do que de Ulquiorra, que tem uma voz bem mais grave. Mas são dois personagens bem diferentes um do outro, o que acentua o talento de Namikawa como seiyuu.
Kappei Yamaguchi (Ranma Saotome e L)
Não sei vocês, mas assisti Ranma ½ dublado na TV aberta, então só fui conhecer a voz do personagem principal há pouco tempo. Enquanto Death Note assisti legendado, e já estava acostumada com a voz do L. Mas descobrir que é o mesmo seiyuu que faz a voz de ambos me surpreendeu. São dois personagens realmente diferentes e com vozes diferentes também. Um ótimo trabalho de Kappei.
Ryo Horikawa (Vegeta e Shun)
Talvez essa seja a dupla de personagens mais distinta de todas. Ambos os animes, Dragon Ball Z e Cavaleiros do Zodíaco, a maioria das pessoas assistiu dublado, então não tem base para fazer a comparação. Mas é o mesmo seiyuu no Japão que faz as vozes de Vegeta (em DBZ apenas) e Shun. Uma coisa que podemos perceber assistindo ao anime com as vozes originais, é que Vegeta não tem a voz tão grossa como na dublagem brasileira e Shun não tem a voz tão suave como no Brasil. É interessante ver esse contraste.
Mariya Ise (Guila e Reg)
Mariya já fez mais de um papel como homem, mas ela sempre surpreende. A voz de Reg não é afeminada ao ponto de ficar na cara que é uma seiyuu. Se encaixou perfeitamente, ainda mais que Reg é uma criança, então não tem a voz grossa naturalmente. Enquanto Guila já tem a voz afeminada, mas um tanto grave. Os dois personagens contrastam bem, e Mariya fez um ótimo trabalho com ambos.
Romi Park (Nana e Edward Elric)
Romi é uma mulher muito talentosa. Fez a voz de diversos personagens homens e mulheres, dando personalidade para cada um, e se adequando a personalidade, gênero e idade. É uma profissional bem completa. Eu nem imaginava que a voz de Nana e Ed era a mesma, de tão bem feito. Ambas as vozes são puxadas para o grave, mas elas não são semelhantes.
Marina Inoue (Armin Arlett e Momo Yaoyorozu)
Mais uma seiyuu com muitos talentos e muito trabalho a fazer. Dois personagens em animes de peso, Shingeki no Kiyojin e Boku no Hero Academia. Marina esconde bem sua voz mais feminina em Armin, enquanto com Momo já utiliza em todo seu potencial. Personagens carismáticos, que vão descobrindo sua própria força ao longo do anime, indo contra o que pensam de si mesmos.
Aoi Yuuki (Diane e Tsuyu)
Diane tem uma voz mais meiga e Tsuyu tem uma voz mais anasalada. É muito estranho pensar que essas duas mulheres tem a mesma voz. Yuuki conseguiu criar vozes que combinam perfeitamente com seus personagens, principalmente Tsuyu, que tem uma voz bem característica.
Akira Ishida (Gaara e Shinichi Okazaki)
Ishida não tem tanta versatilidade com a voz, e seus personagens tem tons muito parecidos. Mas a voz dele é muito marcante, então é um ótimo ponto positivo. E os personagens combinam muito com sua voz.
Kobayashi Sanae (Allen Walker e Lucy/Nyu)
Mulheres são bem mais versáteis, já que muitas dão a voz para personagens masculinos. Como é o caso de Sanae também. A voz de Allen e Lucy são bem mais parecidas, mais graves, já que a de Nyu (outra personalidade de Lucy) é bem mais meiga e infantil.
Rie Kugimiya (Alphonse Elric e Shana)
Por mais que Al tenha uma voz mais fina e mais parecida com uma voz feminina, ainda é difícil associar que é a mesma voz de Shana e todas as outras tsunderes que Rie dá a voz. A voz de Alphonse é bem mais suave, enquanto de Shana é mais forte.
Noriko Hidaka (Near e Kikyou)
Near tem a voz bem característica de mulher, ou seja, não é tão mascarada assim. Mas ainda assim não se assemelha tanto com a voz de Kikyou, por mais que a entonação seja mais grave em ambos os personagens.
Maaya Sakamoto (Crona e Ciel Phantomhive)
Ambos os personagens têm a entonação bem parecida, mas o que mais impressiona é que é uma mulher fazendo a voz, no caso, a Maaya. Por mais que os personagens sejam mais afeminados, como Crona, a voz dela não segue esse padrão, o que surpreende.
Depois de ver esses seiyuus talentosos, com vozes tão versáteis, fica difícil não reparar nas vozes dos personagens de agora em diante. É divertido descobrir quais personagens tem a mesma voz, já que muitas vezes nem percebemos. Isso só mostra como essas pessoas tem um grande potencial.
Foram 11 anos de espera desde o último lançamento canônico da série, Devil May Cry 5 traz o veterano Dante, o jovem Nero (de Devil May Cry 4) e um novo personagem: V – com uma origem um tanto quanto obscura.
Vamos para uma revelação pessoal: NUNCA joguei nenhum game da série e já adianto que fui surpreendido positivamente. Não sei se é considerado um hack n slash puro – pois em muitos momentos me lembra plataforma/adventure por não contar com um cenário tão aberto – DMC5 é empolgante do começo ao fim; não dá tempo pra respirar!
Já de cara é notável a evolução gráfica e do cuidado do design de cada uma das personagens. Eles envelheceram, não é mesmo? Dante recebeu um trato alá “bruxão The Witcher”, enquanto Nero está aparentemente mais maduro que no jogo antecessor. Quanto as personagens femininas recorrentes, Trish e Lady mantém suas personalidades, mas nada tão aprofundado fora colocado por aqui; elas aparecem muito pouco na história.
V de Vingança?
A curiosidade na trama fica por conta de V: quem é esse personagem? É uma mistura de Kylo Ren e Andy Biersack com roupas de J-rock. Gostei!
Nas primeiras missões – que canonicamente você joga como “Nero” – não é possível ver as reais intenções do novo personagem, apenas de que ele contratou Dante e companhia para deter um tal de demônio Urizen.
Suas origens e a do demônio são trabalhadas no decorrer de todas as 20 missões do game, com plot twists, flashbacks e muita, MUITA animação! Para quem comprou a versão Deluxe, já indico após terminar o game, a ativar as animações em live-action. Sim, são os atores/dubladores encenando cada cena numa espécie de pré-produção antes de animar com computação gráfica. Demais!
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Nicoletta “Nico” Goldstein
Outro novo destaque fica por conta de Nicoletta Goldstein, ou simplesmente “Nico”. Ela é a responsável em ajudar Nero nas caçadas com a implementação das Devil Breakers (o braço mecânico) e da customização dos itens antes de você entrar nas missões.
De personalidade forte, ela é uma das poucas mulheres fumantes que vi atualmente nos games, o que mostra um comportamento mais artístico da Capcom por não seguir aquela “regra do politicamente correto”. Outro ponto interessante é que ela te dá as cutucadas quando o personagem merece e te aponta as falhas. Isso ficou demais!
Através de um telefone no cenário é possível chamar Nico que dirige a van cheia dos itens, o que possibilita a compra de novos equipamentos durante a missão.
Jogabilidade Completa
O ponto máximo em Devil May Cry 5 fica por conta do ótimo gameplay. Fluído e com base numa ótima física, seus combos fluem de forma quase que natural pelos cenários contra as criaturas bestiais. Os três personagens jogáveis, Dante, Nero e V, contam com uma gama incrível de opções, que é quase improvável que você não “descubra” uma sequência nova em cada play que você der.
Dante usufrui do que já é conhecido nos jogos anteriores, ele traz as vertentes corpo-a-corpo e à distância, além de ter quatro estilos de luta diferentes: Swordmaster, Trickster, Gunslinger e Royal Guard, o que deixa seu sistema de luta completo e complexo de combinações.
Nero traz as mecânicas de DMC4 com a mudança de que “sai” seu braço demoníaco (têm uma explicação, mas não quero dar spoilers) por sua prótese Devil Breakers, com inúmeras variações e modelos – têm até do Mega Man!
Já com V, foi a mecânica que mais me interessei. Ele não utiliza do combate corpo-a-corpo e funciona basicamente como um “druida moderno”. Lutando a distância, ele invoca três entidades:
O Grifo – que mais parece um papagaio falante – utiliza de ataques elétricos e lança globos de energia à distância nos inimigos.
A Sombra – uma pantera negra – traz sua mecânica focada no ataque corpo-a-corpo e funciona como a sua frente de batalha. O felino é veloz para transportar-se pelo cenário todo em poucos segundos e na minha opinião é o mais agradável no combate.
Pesadelo é o “especial” de V, onde você gasta suas barras de energia (Devil Trigger) e invoca um golem gigante e que dura um tempo determinado pela quantidade de energia que você tem. O dano aqui é prioridade – ninguém sobra na arena!
V planando com ajuda do Grifo (Imagem Divulgação)
“Gostinho de quero mais”
É fato que o game conta com um fator replay altíssimo – talvez dos maiores que andei jogando recentemente – e vai deixar os fãs da série em modo “canibal”: vocês vão querer zerar o mais rápido possível para jogá-lo novamente em uma nova dificuldade.
Porém, a única “falha”, e deixo entre aspas mesmo, pois não sei o que se passou na cabeça do time criativo do roteiro de DMC5. O terceiro ato reserva um misto de agradáveis surpresas – por conta das inúmeras revelações e plot twists – mas também marca aquele gostinho amargo do “quero mais” e a sensação de que o jogo não está completo.
Provavelmente teremos alguns DLC’s vindo aí, o que dará uma margem maior para complementação da história, pelo menos, é o que esperamos.
Tirando isso, a forma de como a história é contada é muito interessante. Saber o que cada um dos personagens fez durante a ação do outro dá margem para um mundo mais vívido e também dá outras margens para a criação de missões com outros personagens – como Trish e Lady, por exemplo.
Nero com a Buster Gun do Mega Man (Imagem Divulgação)
Indubitavelmente valeu a espera!
Se para uma pessoa como eu, que acompanhou a franquia vendo os amigos jogarem – ou comentarem – foi uma sensação nostálgica maravilhosa, não consigo imaginar o que está sendo para os fãs que esperaram mais de uma década por este game.
Devil May Cry 5 traz o principal fator para uma jogatina prazerosa: o próprio gameplay. Com muito dinamismo e brilho – de sangue, mwahhhh – em cena, o novo episódio da Capcom mostra o poderio versátil da RE Engine e um replay condizente com sua proposta.
After é um best-seller que ganhará live-action e hoje, 15 de março, a autora Anna Todd e os atores Josephine Langford e Hero Fiennes Tiffin participaram hoje de uma coletiva de imprensa em São Paulo para divulgação do lançamento do longa.
“É um privilégio e uma responsabilidade enorme poder representar uma personagem com a qual tantas jovens se identificam”, declarou Josephine Langford sobre a protagonista Tessa, durante a coletiva.
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Em “After”, a jovem Tessa Young (Josephine Langford) vê sua vida mudar completamente depois de conhecer o misterioso Hardin Scott (Hero Fiennes Tiffin). Tessa é uma aluna dedicada, filha obediente, namorada fiel e com grandes ambições para o futuro. Tudo muda quando seu caminho cruza com o de Hardin, um rebelde que a faz questionar tudo o que sabia sobre si mesma e o que queria para sua vida.
After terá distribuição no Brasil pela Diamond Films e estreia 11 de abril nos cinemas.
O nome Your Name já é sinônimo de obra de qualidade por contar com uma animação de encher os olhos. Junto a produção cinematográfica, Makoto Shinkai também resolveu fazer uma novelização da obra – foi funcional?
Troca Troca
Caso não conheça Your Name (estou devendo um REVIEW faz tempo por aqui), vamos com uma breve explicação. O anime – que foi sucesso de crítica e bilheteria em todo o mundo – conta a história de uma garota, Mitsuha, do campo/montanhas, estudante e que vive sua vida pacata.
Do outro lado temos o jovem de Tóquio, Taki, num cotidiano mais complexo e corrido; dentro do estilo de vida japonês esperado.
Eis que em um determinado dia, ambos sonham que trocaram de corpo, ou seja, Taki entra no corpo de Mitsuha e Mitsuha no de Taki, e cada um tenta continuar a vida desta mesma forma – mesmo causando estranheza entre os amigos e familiares. No próximo dia, acordam e refletem algo do porquê o sonho fora tão vívido.
Unindo questões da metafisica, sobrenatural e a conexão das emoções, Your Name segue uma trama aquém do comum e que caso não tenha “pegado” nenhum spoiler, vai te surpreender do início ao fim. Que Plot Twist, meus amigos!
Capa do livro de ‘Your Name’ da Verus Editora
Plano Narrativo
A principal diferença da animação com com o livro está no plano narrativo. Enquanto que na obra visual temos a visão em Terceira Pessoa, no texto entramos na mente de cada um dos personagens – principalmente no de Taki.
Algo que me remete a franquia de George R. R. Martin, o início se dá através de capítulos focados na visão em cada uma das personagens, seja Taki ou Mitsuha, o livro traz a complementação com a descrição das sensações, além de ser possível ler com mais calma – e não precisar pausar o longa – as mensagens de celular trocada pelos protagonistas.
Diferenças Sensoriais
Como dito acima, enquanto que na película temos o visual e o sonoro, no livro estamos “dentro da mente” de cada um dos personagens, onde podemos de fato saber o que cada um acha de tal situação, algo mais intimista e próximo do narrador.
Por conta disso, as cenas que são mais “sentimentais” se elevam – caso leia com afinco e sem devaneios – e a possibilidade de se emocionar são tão contagiantes quanto a do filme, algo que de fato me surpreendeu durante a leitura.
Diferente da obra animada, no livro temos um destaque maior nas relações, diálogos e na socialização de cada uma das personagens – focando menos em “ações físicas”.
Leitura Complementar
Com um pouco mais de 180 páginas, a leitura do livro da Verus Editora é agradável, bem escrita e traduzida, de fácil acesso semântico. Para os leitores viscerais, creio que poucas horas é o bastante para sua conclusão – é fácil ler numa tarde.
Outra questão é com detalhes mal resolvidos na animação, como a falha comunicação entre os dois quando voltavam dos corpos trocados: porquê não se comunicavam fazendo uma ligação, por exemplo? No livro fica claro – na verdade, escancarado logo de cara – que não é possível fazer tal feito.
Mais que o mangá, que de fato é uma adaptação quadro-a-quadro do que se viu na animação, praticamente, o livro torna-se mais interessante e deve agradar ainda mais a quem busca relembrar as aventuras de Taki e Mitsuha em outra mídia – mas não espere grandes surpresas ou um fato inédito.
É gratificante ter uma obra que seja tão bem trabalhada em múltiplas mídias, desde a musicalidade do Radwimps (você vai lembrar das músicas durante sua leitura, tenho certeza) até o livro. É fã do Shinkai? Obrigatório na sua estante!
Livro de ‘Your Name’, da Verus Editora (Capa Divulgação)