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Listeners | Primeiro Gole

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Listeners é um dos primeiros animes que foi lançado na Temporada de Primavera 2020. É um original de sci-fi com música, do estúdio MAPPA, que tem obras famosas como “Kakegurui” e “Banana Fish” em seu catálogo.

O diretor é o Andou Hiroaki, que já trabalhou na direção do anime Ajin e dos filmes e OVAs que derivaram dele.

Música é sobrevivência!

A história de Listeners gira em torno de um mundo onde o conceito de música que conhecemos não existe. A música é trabalhada como uma forma de poder para lutar.

Existe os chamados “Players”, que são muito parecidos com humanos comuns, e seus Equipamentos, que são amplificadores. Esses Players se conectam com os Equipamentos através de uma entrada de áudio que possuem em suas costas. Ao se conectarem, seus Equipamentos se transformam em robôs gigantes, que lutam com o poder da música contra os inimigos desse universo. Os movimentos que os Players fazem, o Equipamento repete, e assim eles batalham.

Esses monstros são chamados de “Sem-Ouvido” e são sombras escuras, sem rosto ou forma conhecida, e eles destroem tudo o que veem pela frente. Aparecem do nada, causando terror nas cidades.

Mudando a vida de Echo

O protagonista, Echo, é um jovem que vive em uma cidade mais pobre, quase como se tivesse sido esquecida pelo mundo. A cidade é, basicamente, uma grande lixeira. Cidades maiores despejam seus lixos ali, e alguns moradores trabalham como coletores, inclusive Echo. Eles buscam no meio do lixo objetos que podem valer de alguma coisa e são pagos por isso (obviamente que não de forma justa).

Echo não se importa muito de ser um desses coletores, mas o que ele realmente está interessado é nos Players e tudo o que eles englobam. Ele é muito fã de uma Player em específico, e adora ler sobre esse universo.

Um dia, em suas coletas, ele encontra uma menina no meio do lixo. Echo acaba a levando para casa, e descobre que ela é uma Player. Mas a garota não se lembra de nada, inclusive de seu nome.

A partir desse encontro, as coisas vão mudar na vida de Echo, que provavelmente vai viver muitas aventuras ao lado da Player.

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Universo e Mistérios

O anime tem uma proposta diferente, o que chama bastante atenção. O primeiro episódio é bastante explicativo, para nos situar no universo, mas deixa alguns mistérios para não perder a graça.

Não se sabe se os dois vão em busca de descobrir quem a Player é, mas é algo que podemos esperar desse anime. Pode ser um dos mistérios a serem descobertos ao longo da história, como pode ser algo sem muita importância.

A ideia central de Players e Equipamentos foi muito bem executada no começo, mostrando ser mais interessante do que parecia antes do primeiro episódio ser lançado.

Ação, Música e Robôs Gigantes!

Apesar de trazer novamente robôs gigantes sendo controlados por pessoas, algo que já conhecemos muito bem, pelo menos tem esse conceito de música e uma conexão diferente, algo que tira da mesmice. Se for bem trabalhado no anime, não terá problema em ter um tema já usado muito antes.

As batalhas parecem bem emocionantes, ainda mais com o adicional da música, que empolga bastante. E os personagens parecem bastante carismáticos, principalmente a garota. Esses dois pontos já valem para assistir ao anime. Fora a estética toda da animação e character design que chamam muito a atenção.

Listeners é um anime que promete, e se passou despercebido por você, é bom dar uma chance. Indico muito para quem gosta de ação, robôs gigantes ou música. E vão sem o preconceito de “já vi isso antes”, senão não vão aproveitar nada da obra.

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The King: Eternal Monarch | Drama vai entrar no catálogo da Netflix esse mês

Esse ano a Netflix assinou diversas parcerias com os canais coreanos produtores de conteúdos originais e vêm adicionando no seu catálogo vários dramas que ainda estão no ar. Os conteúdos coreanos estão chegando cada vez mais na Netflix e vão continar aumentando já que com os novos acordos com os canais coreanos JTBC, Studio DragonCJ ENM teremos acesso a outros dramas que já foram lançados anteriormente por esse canais.

Assim como foi feito com o dramas da JTBC, Itaewon Class, The King: Eternal Monarch, ou O Rei Eterno, da SBS está programado para estrear na Netflix no dia 17 de abril, caso siga os moldes de Itaewon Class, os episódios irão para o catálogo após serem exibidos no canal coreano. Ainda não sabemos o tempo de duração de cada episódio nem se serão lançados um ou dois episódios por semana.

Assista o teaser trailer liberado pela SBS:
Sinopse: “Um imperador coreano passa por um portal misterioso e entra em um mundo paralelo onde conhece uma detetive obstinada.”
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Resident Evil 3 (Remake) | Review

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Um ano após o remake de Resident Evil 2, a CAPCOM trouxe de volta aos holofotes NEMESIS, o vilão incansável com Resident Evil 3 (Remake). Foram duas jogatinas para escrever este REVIEW e explico o porquê agradou e não agradou (os fãs mais assíduos) da franquia. Vamos lá!

RElembrando Resident Evil 3

Começando com uma declaração pessoal: Resident Evil 3 não era dos meus favoritos na época (1999), ficando um bom tempo fissurado no Resident Evil 2 – ainda depois com a portabilidade para o Nintendo 64 – e bem, isso não desmoraliza a icônica figura do Nemesis e de como ele enchia o saco no game.

Mesmo assim, é muito gratificante ter as cenas REvitalizadas com gráficos de 20 anos depois com a RE Engine; isso sim, um dos pontos mais fortes deste remake e o ponto crucial para que eu procurasse jogar.

REcontando a história

O enredo segue quase que concomitante aos eventos de Resident Evil 2, com seu início UM DIA antes da dupla Claire e Leon, onde a cidade de Raccoon foi tomada por uma horda de zumbis – quase todo se transformaram.

Da lama ao caos, você controla Jill Valentine que tenta “escapar” da cidade, mas claro, ela não quer deixar barato e tentará resolver algumas coisinhas com sua tão amada UMBRELLA. Porém, para impedi-la de tal feito, a arma de destruição bio-orgânica Nemesis se encarrega de eliminar os membros sobreviventes dos STARS (Serviço de Resgate e Táticas Especiais), o qual ela fazia parte.

Com um argumento próximo, o remake trabalha estes pontos com mudanças da narrativa em seu miolo e final, principalmente com o desenvolvimento das personagens e ações que ditam a história.

Resident Evil 3 Remake segue o que o anterior do ano passado contou, com a CAPCOM tentando amarrar de uma forma mais “orgânica” e “realista” os trâmites da Umbrella sobre o mundo. Nesse quesito, não há muito o que questionar; os diversos furos de outrora estão cada vez mais tapados.

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REalçando interações

Ao contrário da Claire, que no remake acabou tendo ações robóticas, inexpressivas e diálogos sem peso, Jill Valentine eleva o GIRLPOWER da franquia e já figura com um dos melhores desenvolvimentos que Resident Evil já viu.

Desde o início do jogo ela já demonstra sua motivação e do porquê estar participando daquilo tudo – e contra a organização biotécnica. Mesmo o jogador sabendo mais ou menos as ações que a garota tomaria, é bacana a desenvolvedora ter mantido fiel os ideais da SUPERCOP. Nada a reclamar por aqui…

Já o Carlos. 

O Carlos foi surpreendente! Não digo que tirara o protagonismo de Valentine, mas sim fez um bom contraponto com a policial – já que ele é da organização que ela luta contra.

Seu desenvolvimento parte de um “Jon Snow que não sabia de nada” para um badass buscando vingança pois descobrira as reais intenções da empresa em que trabalhava. Com diálogos interessantes e próximos da realidade, o time de roteiristas fez um ótimo trabalho por aqui.

E o Nemesis? Ou Menezes, para os íntimos…

A estrela (da morte) do jogo têm seus altos e baixos. Partindo da nostalgia, em nossa memória o grandalhão era aquele “bixo que enchia o nosso saco” e aparecia “do nada” para atrapalhar nossas jogatinas.

Os momentos de tensão chegavam a fazer você desistir do jogo desligando o console. Aí aquela raiva abaixava, e você tentava de novo… e de novo… e de novo. Esse era o chamariz daquela época.

Na atualidade, tirando os Soulslike, são poucos jogos que investem em uma jogabilidade mortífera ou mais hardcore. É com isso que a CAPCOM resolveu atualizar o nosso querido odiado Nemesis para O Vilão Cinematográfico.

Diferente do que foi o Mr. X no remake do 2, ou mesmo com o Jack no RE7, há poucos momentos do Nemesis livre-leve-solto pelo cenário. A maior parte das suas aparições são com CGs, quick time events e trechos pré-programados – além das lutas de chefe.

Aquela tensão de estar sendo perseguido acontece apenas no início do jogo, expressa inteligentemente na Demo; o que fez termos uma ideia do que poderia ser o game – mas que no fim, não foi bem daquele jeito. Mr X ainda é o “cara chato” da franquia. 

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REplay na jogatina

Próximo do que fora outrora, RE3Remake repete o seu nível de replay. Na minha primeira jogatina, fiz o jogo em mais ou menos 6H; algo dentro do padrão Resident Evil. Na segunda, alcancei o término em 3H30 de forma rushada – e quase ficando sem munição para as bossfights. Até aí, ok, tudo dentro do padrão da franquia.

Ainda sinto muita vontade de jogar novamente e devo fazer por pelo menos umas 3 ou 4 vezes. Lembrando que ao zerar, você ganha Créditos que podem ser trocados por armas com munição infinita, maior dano, maior resistência, etc.

O game traz um bom fator replay, mas é menor que o de RE2Remake. O principal fator é de que seu antecessor possuía 4 formas de enredo e mais algumas histórias curtas e bônus. Desta vez, a CAPCOM manterá – ou tentará – o jogador com seu add-on Resistance (que terá um outro Review em breve).

resident evil 3 remake

 

REvivendo intensamente (ou não)

Com personagens e enredos bem desenvolvidos, o jogo não poderia ser travado em seu ritmo. Com isso, a linearidade é o ponto forte e também o fraco do título. Tentarei explicar de forma breve.

Para uma maior imersão, o jogador deve se manter entretido com os fatos e ações levadas no jogo. De fato, isso ocorre por aqui. Ao contrário dos primeiros títulos, focados na sobrevivência dentro de um cenário Horror, RE3Remake se assemelha mais ao foco dos títulos 4 e 5 da franquia, elevando a ação – e mais ainda que no RE2Remake.

Com a adição da Esquiva, para Jill, e do Encontrão, para o Carlos, a jogabilidade muda drasticamente por aqui. Mais uma vez, o jogador Soulslike deverá encontrar um timing perfeito para seus comandos em poucas horas. Um bom método para testar é na penúltima batalha contra Nemesis, que se você tiver a precisão correta, passará pelo combate sem receber um dano qualquer.

Os cenários também sofreram uma abrupta mudança – com exclusão de alguns, como o cemitério. Esta mudança de “clima”, “textura” e “ambiente” é o que dá mais dinâmica para você seguir em frente. Sabemos que quando ficamo presos em um certo local, como numa delegacia no 2 ou mansão do 1, é fato você querer parar de jogar naquele momento. Por aqui não. Em Resident Evil 3 Remake você está sempre andando pra frente e quer saber o que vai acontecer por lá. É difícil ficar preso e perdido. 

Agora, ainda dentro do ritmo, o que a linearidade pode atrapalhar?

Isto é o que causou alvoroço nos primeiros que jogaram. Os fãs mais antigos da série reclamaram pela pouca presença de puzzles – neste caso, os que possuem nem considero de fato um puzzle – e da ausência da tensão.

São poucos cenários que causam um uma melancolia dramática para você ser averso a jogatina noturna com fones de ouvidos. Como citado acima, a ação, as luzes, e o ambiente propiciam para sua atenção estar sempre ligada. Serão poucas vezes que você será surpreendido ou assustado.

Enfim, são escolhas que a produtora teve de fazer, já que ela pretende priorizar mais a história que a experiência do usuário criada pela franquia.

resident evil 3 remake

REaproveitamento foi bom?

Não tenho base para a afirmação, mas é nítido que o desenvolvimento de RE2Remake e RE3Remake foram feitos de forma paralela. Há uma similaridade gritante e que pode causar uma perda do “fator surpresa”, já que muito do que se viu ano passado, está presente por aqui.

Entre o lado que quer “algo novo” e o “algo velho”, o jogo até que soube trabalhar bem estes escopos e caso tenha um Code Veronica futuramente, ele deverá seguir os mesmos ingredientes.

Com um capricho absurdo na confecção de cenários (Raccoon City nunca fora tão bem trabalhada na história dos games), um Nemesis com IA pujante e desenvolvimento de enredo conciso, Resident Evil 3 Remake agradará o público que não teve a oportunidade de jogar há 20 anos e não tão conhecedor da franquia. Para o público nostálgico que pretendia ver o game com texturas em alta definição sem nenhuma mudança de narrativa e de cenário, este sim, deve ficar desapontado.

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The Last of Us Part II é adiado indefinidamente 

the last of us part 2

O exclusivo da sony que chegaria no final do mês de maio, foi adiado indefinidamente por conta do Coronavírus 

Em uma mensagem postada no Twitter, a Naughty Dog, anunciou o segundo adiamento do lançamento de The Last of Us Part II.   

 

Segundo a empresa, a boa notícia é que a equipe de desenvolvimento está perto de terminar o game – “Contudo, mesmo se nós terminássemos o desenvolvimento, nós ainda enfrentaríamos uma realidade em que a logística fugiria do nosso controle, então nós não poderíamos lançar o The Last of Us Part II de forma satisfatória.” 

“Nós torcemos para que não seja um longo atraso, e nós iremos atualizar vocês assim que tivermos novas informações para compartilhar.”

A aguardada sequência de The Last of Us já havia sido adiada anteriormente. Porém agora, diferentemente do primeiro adiamento, a Naughty Dog não estipulou nenhuma possível janela de lançamento. 

Junto da notícia do atraso, novas imagens do jogo foram reveladas. Confira-as abaixo: 

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BETA NO AR | Começe a jogar Trigger Run!

trigger run

Trigger Run começou o o processo de acesso beta e você pode fazer parte dessa história. A parceria entre a Ongame e 2axion traz esse jogo para desafiar o público brasileiro. Se concentre na melhor estratégia em time nesse Hero Shooter.

Com diversos heróis e habilidades únicas você deve transportar uma carga importante até os pontos de controle no modo Escolta. Além disso combater fervorosamente o ponto para ver qual o time que vencerá no modo Captura.

https://www.youtube.com/watch?v=bkshjmeklD8&feature=youtu.be

Com times de 5 heróis, você pode espiar no acesso beta as skins de cada um dos 12 heróis e decidir o estilo para a batalha. O Open Beta ficará aberto até o dia 9 de abril, contudo seu lançamento está próximo e previsto para a segunda semana de abril! Confira a comunidade de Trigger Run e venha cooperar para sobreviver e vencer!

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Sogetsu Kazama chega para o Shodown!

samurai shodown sogetsu

A Temporada 2 de Samurai Shodown tem a honra de receber o mais novo lutador e irmão de Kazuki: Sogetsu Kazama. O mais novo personagem já está disponível para PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch.

Sogetzu tem um comportamento frio e é decisivo, ele sempre cumpriu suas tarefas até o fim. Por trás de sua expressão estoica está um homem que se importa com a família, principalmente seus irmãos. Com seus poderes hidrocinéticos, pode enviar seus inimigos para um tumulo aguado.

O valores do passe de Temporada 2 de Samurai Shodown podem variar de plataforma, mas o que não muda é o caminho da espada!

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Jogos Vorazes | Novo livro de Suzanne Collins tem titulo oficial

The Ballad of Songbirds and Snakes
Imagem Divulgação

Suzanne Collins, autora dos livros de Jogos Vorazes, escreveu um novo livro do universo de Panem de novo mas 64 anos antes de Katniss Everdeen virar o Tordo. A  Rocco, editora responsável pela venda e divulgação do novo livro no Brasil finalmente lançou o título e arte oficial do livro e você pode conferir agora:

A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes terá como personagem principal Coriolanus Snow e se passará durante a 10º edição dos Jogos Vorazes. Nessa época Snow é um dos mentores dos Jogos e está responsável pelo (adivinhem) Distrito 12. O livro vai nos mostrar o caminho de Snow até se tornar presidente e como eram os jogos no início de sua idealização.

A edição em inglês já está em pré-venda no Target quem comprar lá vai ganhar um poster exclusivo. Na imagem divulgada do poster lê-se o nome do presidente de Panem na época, Ravenstill, junto com a frase “Enquanto o mal existe, ele não prevalece” (Tradução Literal). O Walmart também está fazendo um agrado aos fãs e quem comprar no site ou nas lojas vai ganhar um marca-página oficial do livro. Todas essas ofertas são válidas apenas nos Estados Unidos. A edição vendida pelo Target conta com 524 páginas e a do Walmart com 528.

Veja o poster e o marca-página abaixo:

Além disso, a trilogia de Jogos Vorazes será relançada, provavelmente com novas artes de capa, e esse novo box já vai constar A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes, a pre-venda na Amazon já está disponível.

A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes estará a venda no dia 19/05 no Estados Unidos ainda sem data marcada para o Brasil, mas com previsão de venda para o segundo semestre de 2020.

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O Poço | Review

o poço netflix review

A primeira vez que ouvi falar de O Poço foi em uma lista dos filmes de suspense mais esperados de 2020. O longa, que estreou em 2019 em diversos festivais, ganhou na escolha popular o prêmio “Madness Midnight” no festival internacional de Toronto, e angariou diversas críticas como: chocante, perverso e perturbador.

Por ser um filme “fora da casinha”, e anda mais espanhol, não havia previsão de sua estreia em território nacional. Vantagem para a plataforma de streaming Netflix, que adquiriu o título, e o mesmo – desde sua estreia – está na lista dos mais assistidos no país.
O Poço é uma distopia futurística, claustrofóbica com críticas sociais e alegorias religiosas.

É mais um daqueles filmes que traz diversas interpretações a partir da bagagem que cada telespectador carrega. Porém, independente de sua percepção, o filme choca, toca e questiona.

O Poço consiste em uma prisão vertical, baseada em leveis. Cada level é ocupado por dois prisioneiros, que chegaram ali por diferentes motivos, sendo que, a cada mês, os prisioneiros são movidos para outro nível, este podendo ser abaixo ou acima sem distinção aparente. Todos os dias um grande banquete desce do nível 0 (a cozinha) até o nível 1, onde os dois prisioneiros comem tudo quanto aguentam, em seguida a comida desce por todos os outros níveis: 2,3,4… O problema é óbvio: aqueles que estão nos níveis mais baixos frequentemente não tem comida, desça forma eles são forçados a práticas como assassinato e/ou canibalismo.

O protagonista da trama é Goreng, um homem que entra no Poço por vontade própria. Seu objetivo é parar de fumar, e para isso ele se compromete a ficar seis meses na prisão, levando apenas o livro Dom Quixote, de Miguel de Cervantes. Lá, ele logo conhece seu companheiro, Trimagasi, que explica a dinâmica do Poço, e a partir dai a trama irá se desenvolver pelos próximos meses que Goreng deverá permanecer na prisão.

Como disse anteriormente, O Poço permite milhares de interpretações, e eu poderia citar as mais óbvias aqui, porém, eu sempre sou a favor de que cada um vá de mente vazia ver esse tipo de longa, e após as próprias concepções sobre o filme, procure outras teorias e hipóteses que adicionem ao seu repertório.

Se você for alguém religioso, com certeza verá de uma forma; se for alguém ativo politicamente, de outra; e se ainda for um fade literatura, mais uma. Independente disso, para mim, O Poço já é um dos melhores filmes que retratam distopias que eu já vi, e vale cada minuto do seu tempo, seja para se chocar, ou para refletir.

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