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A série original da Netflix, The Queen’s Gambit ou O Gambito da Rainha, estreou em outubro desse ano e rapidamente se tornou um grande sucesso. Desenvolvida por Scott Frank e Allan Scott, baseada no livro de mesmo nome do autor Walter Travis escrita em 1983, a série traz uma história viciante e (finalmente) inovadora, depois de tantas séries e filmes com a mesma fórmula. Bem, já começo essa review antecipando que não tenho muito o que falar já que a série é impecável do início ao fim, não tem absolutamente nenhum defeito, talvez eu esteja sendo um pouco parcial, mas se você assistiu deve se sentir do mesmo jeito que eu.

Confesso que comecei The Queen’s Gambit por causa da talentosíssima atriz Anya Taylor-Joy, mas em menos de 5 minutos a cativante história de Elizabeth Harmon me prendeu de uma forma que eu só consegui desgrudar da TV quando terminei toda a temporada. Fazia muito tempo que eu não assistia uma série assim: o roteiro é simples e objetivo, mas completo sem deixar nenhum aspecto a desejar, o crescimento dos personagens é interessante, sem furos e a atuação dos atores é maravilhosa.

Antes de começar a assistir a série você deve ter se perguntado “7 episódios sobre xadrez?“, mas o que vemos aqui, diferentemente do que muitas pessoas possam afirmar, não é uma história de xadrez e sim uma história de amadurecimento. Desde que aprendeu a jogar, Beth não teve dificuldades com nenhum oponente, mas a medida que ela começa a crescer no mundo do xadrez seus vícios também crescem e ela tem que aprender a superar a si mesma para conseguir se tornar a melhor do mundo.

Vi algumas pessoas (provavelmente jogadores de xadrez) falando que a série deveria ter mostrado mais sobre os jogos, já que a produção conta com o grande mestre e ex-campeão mundial de xadrez Garry Kasparov e o treinador Bruce Pandolfini como consultores, mas acredito que essa não era a intenção da história. A jornada de Beth é através do xadrez, mas poderia ser facilmente substituída por qualquer outro jogo já que o foco é a Beth em si. Assim como no livro, a série acompanha a evolução da personagem mostrando o xadrez apenas como um plano de fundo. Além disso, trazer mais cenas de xadrez poderia deixar a história menos interessante para quem não entende as regras do jogo.

Apesar da história ser fictícia, muitas coisas se assemelham com a realidade e mesmo sendo abordado brevemente no início vemos como Beth se incomodava por sua rápida fama se dar muito mais por conta do choque em relação ao seu gênero do que suas habilidades em si. Porém, como a própria personagem já trouxe, esse não é o foco da sua jornada, sim é importante quando mulheres conseguem alcançar espaços antes ocupados majoritariamente por homens, mas esse não deve ser o destaque e sim no quão longe ela conseguiu chegar sendo incrivelmente talentosa e competente.

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